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quarta-feira, 29 de julho de 2015 - 18:34Gomes

ENTREVISTA COM O BLOGUEIRO (13)

SÃO PAULO (vamo que vamo) – Hoje é dia da sexta remessa de perguntas feitas pela blogaiada a este blogueiro algumas semanas atrás, na maior entrevista coletiva de todos os tempos – 354 postagens, com umas 500 questões divididas em 18 páginas do WordPress…

Para quem está chegando agora, as respostas estão sendo publicadas de trás para frente – das últimas recebidas, na página 18, até o início; hoje é a vez da página 13. E as perguntas não são editadas. Do jeito que chegaram estão sendo reproduzidas.

Acho que hoje vai ser mais rápido, porque tem algumas perguntas repetidas. Cardápio variado, interessante, questões profissionais, políticas, pessoais. Tudo que vocês sempre quiseram saber e nunca tiveram coragem de perguntar.

Vamos a elas, e não deixem de comentar. Gosto dos comentários.

Alexandre Quintão – Seu maior ídolo no automobilismo, quem é? e por quê? Se responder que não tem me reservo o direito de não acreditar…
RESPOSTA – Já respondi, acho. Bernd Rosemeyer, o cara que levou a Auto Union a vitórias inacreditáveis e que morreu tragicamente em 1938 numa tentativa de quebra de recorde de velocidade na Alemanha. E o Marinho, da Vemag.

Diego Santos – Existe alguma espécie de “rixa” ou inimizade entre você e o Luís Fernando Ramos (Ico)? Ambos são grandes jornalistas e nunca vi um fazer menção ao outro…
RESPOSTA – Não. O Ico fez uma coisa que eu não faria com um amigo (ou mesmo um inimigo), se oferecer a um jornal para ocupar uma função que já estava ocupada. Eu escrevia para o “Lance!” desde 1997. Era algo muito importante para mim, do ponto de vista pessoal, apenas – a grana era curta, não era o principal. Afinal, participei da criação do diário, tinha enorme carinho pelo projeto, estava lá desde o número zero. Em 2010, sem eu saber de nada, ele negociou com o “Lance!” para fazer a mesma coisa, o que levaria o jornal a fazer uma escolha, e o resultado, se eles aceitassem a proposta dele (vantajosa, de custo mais baixo, aproveitando que ele viajaria pela Rádio Bandeirantes), seria ter de me dispensar. Foi o que aconteceu. Nunca fiz nada parecido com colega algum. Não acho correto. Quando montei minha agência, a Warm Up, para fazer cobertura de F-1, ofereci meus serviços a todos os jornais do Brasil, exceto cinco, que já tinham correspondentes fazendo a mesma coisa: “Folha de S.Paulo”, “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “O Estado de S.Paulo” e “Jornal da Tarde” (que usava o mesmo material do “Estadão”). É assim que procedo. Nunca tirei o lugar de ninguém me oferecendo para fazer a mesma coisa. Mas isso já faz mais de cinco anos, não tenho ressentimento algum, nos vemos uma vez por ano em Interlagos e não viramos a cara um para o outro, ao contrário. Nos cumprimentamos com cordialidade e conversamos normalmente. Hoje o Ico é blogueiro do UOL, mesmo portal onde estamos hospedados, e isso nunca me incomodou. Na internet, a coisa é diferente – há espaço para todos. Num jornal isoladamente, no caso de F-1, não. Ninguém tem mais de uma pessoa cobrindo a mesma coisa. Se você quer entrar e já tem outro ali, esse outro tem de sair. Não é assim que a banda toca, no meu modo de encarar a profissão. Se o “Lance!” estivesse insatisfeito comigo e quisesse me mandar embora, OK. Mas não foi o caso. Eles foram colocados diante de uma situação que envolvia a possibilidade de reduzir seus custos a partir de uma oferta que chegou de fora, não estavam procurando ninguém. E acabaram optando pelo Ico. Respeitei a decisão, mas achei desleal. Assim como respeito o trabalho dele, é um apaixonado por F-1, conhece o assunto, escreve bem, encerrou o assunto. Mas confesso que não acompanho muito o que é feito fora do Grande Prêmio. Talvez por isso não haja aqui nenhuma menção ao que ele escreve.

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O esquadrão de 1952. Entre eles, Julinho e Djalma Santos. Chegando ao fim?

Wagener – Bom dia, bela iniciativa FG. Te admiro e acompanho seu trabalho a bastante tempo. Vou começar com algumas curiosidades: Na sua opinião quais são os melhores pilotos que você viu correr, independente da categoria? Agora com a Lusa, infelizmente, a caminho do fim pensa em torcer pra outro time ou virar apenas um simpatizante de futebol? civic ou corolla? Coreia do Sul ou do Norte? Porque? São Paulo ou Rio? Você só tem automóvel antigo na garagem? nenhum “novo”? e o rádio, não pensa em fazer algum programa para que possamos te acompanhar? Grande abraço e parabéns mais uma fez pela oportunidade.
RESPOSTA – Nove perguntas numa só. Esse aproveitou o espaço… Vamos lá. Tive sorte de ver muita gente boa, então a resposta à primeira é fácil: Schumacher, Prost, Senna, Piquet, Alonso, Hamilton e Vettel estão na lista dos melhores que vi. Talvez deva incluir Valentino Rossi e Sébastien Loeb nessa relação. Sobre a Portuguesa, você está falando besteira e nem vou perder meu tempo comentando uma bobagem como essa de o clube estar a caminho do fim. Você não entende de futebol, para dizer algo assim. Civic ou Corolla? Nenhum dos dois, carros feios e sem graça. As duas Coreias têm histórias interessantes. Uma, a do Norte, escolheu ser um país independente e autossuficiente. A outra optou pela inserção no mundo capitalista, investiu pesado em educação, obteve resultados muito rápidos. Ambas têm seus méritos, e acho que nenhum dos dois caminhos funcionaria se não fosse o modo oriental de enxergar o mundo. São Paulo é uma cidade muito dinâmica e interessante, o Rio é belo e complicado. Adoro o Rio, mas não viveria lá. Meu carro mais novo é 1997. Tenho projetos para rádio, mas não dependem muito de mim – de qualquer forma, não estão ligados a futebol, isso não quero fazer mais. O que penso para rádio é algo mais inovador na linguagem e, principalmente, que bata de frente com essa onda conservadora que tomou conta do dial e que combata a burrice endêmica que se espalha pelo Brasil.

MIKE Junior – Gostaria de saber sobre sua saída da espn. Sua opinião sobre o motivo de sua saída. Pelo que fiquei sabendo foi apenas devido a seu comentário sobre o resultado do jogo da portuguesa. Isso é motivo para demissão?
RESPOSTA – Sim, foi isso, aparentemente. Não, não acho que seja motivo para demissão.

Gustavo Coelho – Flávio, tirando a Lusa, qual o time no Brasil, que você mais simpatiza? Qual a escuderia de F1 que você gosta mais?
RESPOSTA – Gosto muito do Brasil de Pelotas, clube que tem uma história muito bonita e uma torcida incrível. Na F-1, não tenho preferência. Sempre gostei muito da Jordan e da Minardi, mas essa admiração não foi transferida automaticamente para Force India e Toro Rosso, suas sucessoras. Hoje, acho a Mercedes fantástica.

Diogo – Só uma pergunta importa: O QUE ACONTECEU EM ÍMOLA???
RESPOSTA – Quando? Como a pergunta é um pouco genérica, não sei direito como responder. O óbvio seria dizer que aconteceram duas tragédias num fim de semana muito triste. Mas não sei se é a isso que você se refere.

Jonas Martins – Flavio, parabéns pela iniciativa. Sou grande fã de corridas desde criança. Brincava de corrida de carrinhos, depois corrida de videogame. Hoje participo de track days para tentar satisfazer esse meu instinto de correr e paixão por automóveis. Quando criança, adorava brincar de narrar corridas, e confesso que lamento muito não ter ao menos tentado seguir uma carreira como narrador. Minha pergunta é – envolvido no automobilismo, em transmissões e correndo com o mítico Meianov, existe ainda algo que te surpreenda nas corridas? E outra, a paixão ainda é a mesma do início de carreira, ou é algo que foi mudando durante o tempo? Um abraço! Se precisar de alguém, me contrate!

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Panis em Mônaco, 1996: vitória das mais surpreendentes da história da F-1

RESPOSTA – Odeio track days. Do jeito que estão fazendo esse negócio, neguinho vai se arrebentar feio e não vai demorar. Instinto de correr deve ser satisfeito disputando corridas, e não tirando racha em autódromo sem condições mínimas de segurança e preparo individual. É um absurdo o que andam fazendo em Interlagos. Tem cara virando volta em 1min40s com supercarros, tendo de desviar de Fusca e MP Lafer que só vão passear. Sim, muitas vezes algumas corridas são surpreendentes, como o GP da Hungria, domingo passado, a vitória de Maldonado em Barcelona, de Herbert em Nürburgring, de Panis em Mônaco… A paixão hoje pode ser menor, mas não é porque deixou de existir. É porque o objeto da paixão mudou muito e é menos apaixonante. Corridas já foram mais apaixonantes.

Czar – Vi há alguns anos um vídeo feito pela Audi sobre veículos antigos. Você foi convidado e falou sobre os decavês brazucas. Considerando a sua já conhecida admiração por assuntos da ex-URSS, lá vai: onde você aprendeu a falar inglês com sotaque soviético? Sei que parece zoeira, mas não resisti. Estou aguardando estes anos todos pelo momento de fazer esta pergunta e finalmente a oportunidade surgiu.
RESPOSTA – “Decavês”… Quando vão aprender que é DKW, com W? Impressionante. Você escreve “beemevê”? Ou “renô”? Ou “lendirrôver”? Não tenho sotaque soviético nenhum. Falo inglês fluentemente e com sotaque de brasileiro que aprendeu na escola. O vídeo ao qual você se refere foi feito por e para alemães. Apenas falei como eles entendem. Se fosse para franceses, o sotaque seria diferente. Para italianos, mais ainda — e divertido.

Mauro Sousa – Flávio, você acha que se o diretor geral da ESPN Brasil fosse o Trajano, e não o Palomino, no momento da sua saída, o resultado daquela situação teria sido diferente?
RESPOSTA – Acho.

Fabrício Berbel – Sou de Presidente Alves-SP, região de Bauru. Como paulista, muitas vezes, me incomodo quando percebo que alguns jornalistas da capital desconhecem o nosso interior do estado. Digo isto porque sou um curioso a respeito de cidades: nomes, história, pontos turísticos, etc. Sou uma pessoal que admira o que cada uma das cidades pode oferecer a seus visitantes e, principalmente, seus moradores. Desta forma, a minha questão é simples e direta: o que você, Flavio Gomes, conhece deste nosso interior, o que te chama mais atenção e o que já visitou da nossa região de Bauru? Um grande abraço Flavio. Sucesso sempre.
RESPOSTA – Me inclua fora dessa. Morei no interior por quatro anos, em Campinas. Conheço bastante o interior e já viajei muito por quase todos os cantos, especialmente por causa de futebol. Correndo o risco de esquecer alguma coisa, claro, já fui ver a Portuguesa jogar em Sorocaba, Jaú, Araraquara, Itu, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Rio Claro, Ribeirão Preto, Limeira, Capivari, Guaratinguetá, tenho parentes em São José dos Campos e Taubaté, amigos em Araras, Ourinhos, São Carlos, Piracicaba, Mococa, Mogi Mirim, Mogi Guaçu, viajo com frequência para todo lado. Enfim, conheço bastante coisa, com exceção do extremo oeste do Estado. Gosto da simplicidade do interior, de seu ritmo desacelerado, da sensação de que o tempo passa mais devagar nas cidades pequenas.

Rafael Palladino – Tenho achado você bem desanimado com a F1 ultimamente. Se não existisse o Grande Prêmio, você ainda acompanharia a categoria tão de perto?
RESPOSTA – Não confunda ser crítico com estar desanimado. Claro que acompanharia, como sempre acompanhei antes de ser jornalista e antes de trabalhar com isso. Mas acho, sim, que a categoria está num caminho equivocado – eu e muita gente, inclusive. Isso não é desãnimo. É raiva, mesmo, de ver como já foi muito mais legal e como está se perdendo na adoção de tecnologias desnecessárias – e caríssimas –, na escolha dos países onde corre, no conformismo com o grid magro e com a qualidade discutível de alguns pilotos etc. Quando uma coisa que já foi muito boa piora, a gente fica puto, só isso.

Felipe Oliveira – A pergunta que não quer calar: Quantos e quais são todos os carros que possui?
RESPOSTA – Já respondi isso, não sei bem quando. Procura aí nas postagens anteriores.

Irinaldo Barros – Olá FG, td bem?! Sou seu fã! Adoro seus comentários sobre o mundo das corridas e mais ainda, seus comentários políticos. Então vamos lá – Vc é um cara de “esquerda” (não quero colocar nenhum rótulo de partidos) e assim, como começou essa sua atuação no campo da esquerda?! Sua conduta como profissional é exemplar (é o que acho!!) mas como vc concilia um mundo preponderantemente capitalista (mundo das corridas), com uma formação de esquerda?! QUANDO VOLTA A RADIO GP!!!!!!!! ADORO!!!!!!!
RESPOSTA – De novo os malditos silogismos. “O cara é de esquerda, corrida é coisa de rico e que envolve dinheiro, o cara não pode gostar de corrida.” Gente, o mundo não é branco ou preto, ele tem vários tons de cinza, se é que me entendem. Não há contradição nenhuma entre ser de esquerda e conviver com algo que movimenta dinheiro, como corridas. Havia corridas nos países comunistas. Automobilismo é apenas um esporte. Não se mistura com ideologia alguma. Quanto a ser de esquerda ou de direita, em vez de abrir uma discussão teórica sobre cada linha de pensamento, vamos fazer o seguinte. Vou escalar dois times de personalidades/jornalistas/políticos que a maioria conhece, ou ao menos ouviu falar, deixando no ar a pergunta: com quem você preferiria dividir uma mesa de bar? Time da direita: Reinaldo Azevedo, Ronaldo Caiado, Silas Malafaia, Marco Feliciano, Danilo Gentili, Roger do Ultraje, Lobão, Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Rachel Sheherazade e Jair Bolsonaro. Time da esquerda: Chico Buarque, Eduardo Suplicy, José de Abreu, Gregório Duvivier, Paulo Betti, Fernando Morais, Lula, Mino Carta, Olívio Dutra, Luiza Erundina e José Trajano. Na boa, compartilhar das opiniões, pensamentos e atos do primeiro time é algo de envergonhar qualquer um.

João Victor – Haveria possibilidade de você participar de um Podcast?
RESPOSTA – Já fizemos isso no Grande Prêmio durante um tempo e estamos estudando novos projetos, provavelmente em vídeo.

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Com o amigo Rogério Tranjan em Interlagos: precisa ser divertido

Sergio Mancini – Acompanho o blog diariamente há muito tempo mesmo. Acompanho a classic desde o tempo dos farnéis. Vou a quase todas as corridas em Interlagos e fico na porta do Box da LF, o box nº 20. Já até trocamos alguns “Olá, tudo bem?” , mas nunca conversamos. Fico lá apenas admirando os carros, a movimentação e fico pensando: Que legal o Flávio, corre com os carros que dizem alguma coisa para ele e não está nem aí para o resto. O mais importante para ele é curtir a pilotagem dos carros que ele gosta. Então pergunto: É assim mesmo que você pensa quando está participando da Classic? E por que você parou?
RESPOSTA – É exatamente assim. Só faz sentido para mim correr com carros que tenham algum significado, que de alguma forma façam parte da minha história pessoal. Amo os DKWs, amo os Ladas, amo alguns VWs. Não correria com carros que não me dizem nada pessoalmente, nem com qualquer carro modificado na sua essência – coisas como Fusca, Puma e Chevette com motor AP, embora entenda a opção de muitos dos meus amigos que têm uma relação diferente com carros e se preocupam mais com a competição e com o desempenho. Parei porque a Classic Cup se desviou demais da sua origem e está virando uma categoria de Força Livre, com carros novos disfarçados de antigos. Estão gastando muito dinheiro e tem gente com pouco preparo correndo. No fim de semana aconteceu um acidente horrível que deu perda total em nada menos do que cinco carros. Felizmente ninguém se machucou seriamente. Não sei ainda o que vou fazer em relação a isso. Gosto de correr e quero voltar, mas preciso pensar bem no assunto. Antes de mais nada, temos de recuperar o caráter de diversão que sempre tivemos, voltar a sorrir. Quando correr se torna um aborrecimento, não vale a pena.

Marcelo Feitosa – Primeiro quero parabenizar você pelo ótimo trabalho que desempenha. Já são 33 anos nessa vida, como você disse no texto, qual foi a coisa mais bizarra que presenciou nos bastidores das corridas de F1? Sou um cara que acompanha seu trabalho sempre.
RESPOSTA – Bom, acho que bizarrice maior que aquele GP dos EUA com meia-dúzia de carros, em 2005. Nunca veremos novamente. Isso não é propriamente algo que tenha acontecino nisso que se chama genericamente de “bastidores”, mas foi, sem dúvida, a coisa mais esquisita que já vi no automobilismo.

Glauco Matos – Bom dia. Minhas perguntas são de alguém completamente desanimado com 100% dos políticos brasileiros. Não sei mais em quê acreditar. Qual a sua avaliação do cenário político atual? Você acredita em todas essas investigações que direcionam tantos desvios à políticos do PT? Se ficar concretizado, todo esse esquema, você deixaria de acreditar na ideologia do Partido? Existe, realmente, solução? Obrigado. Abraço.
RESPOSTA – Sério que tem gente que acredita que apenas políticos do PT estão envolvidos? O cenário é muito claro e já falei sobre isso. O PT fez a enorme cagada de se aliar a quem não devia em nome da governabilidade, quando deveria romper com todo mundo e governar para quem interessa, o povo. Em certa medida, fez isso, e ainda está fazendo. Só que a elite brasileira se cansou dessa história de ver seus privilégios reduzidos e de ter sido apeada do poder que sempre teve, e resolveu colocar o pescocinho para fora do engradado. Temos hoje uma mídia engajada em derrubar a presidenta e muito dedicada a blindar figuras da oposição que são muito mais nocivas ao país do que meia-dúzia de funcionários corruptos, alguns ligados ao PT, sem dúvida, que meteram os pés pelas mãos. Não sem a valiosa contribuição dos agentes de sempre, que há décadas fazem a mesma coisa: corrompem quem quer que estiver no governo. O fato é que nunca se investigou tanto, e com tanta autonomia. O governo deveria ser elogiado por fazer o que está fazendo, e não esculachado como se fosse fonte única de corrupção no país. Quem está investigando, processando e prendendo peixes grandes não é a oposição. É a Polícia Federal. Que, em última análise, responde ao Ministério da Justiça. E embora essas investigações sejam claramente contaminadas e seletivas, com a inestimável contribuição da imprensa, que só mostra o que quer, o governo federal não está fazendo nada contra elas, dando uma demonstração muito eloquente de que respeita as instituições democráticas — ao contrário de governos anteriores que passaram décadas varrendo para baixo do tapete seus crimes e pecados. O fato de alguns integrantes do PT estarem envolvidos em denúncias não significa que a ideologia do partido deva ser invalidada. Isso é simplificar demais o debate político, que é o que se faz hoje no Brasil. De tudo que está acontecendo, não me surpreende, nem deprime, o fato de haver gente do PT sendo acusada – estamos falando de seres humanos, gente que erra, faz cagada, é filha da puta, desonesta, e esse tipo de gente se encontra em qualquer segmento da sociedade. O que me deixa realmente deprimido é o ódio de classes que aflorou nos últimos dois anos com o evidente combustível da imprensa tradicional. Acho inacreditável que as pessoas não reconheçam os avanços do Brasil durante os anos de governo do PT.

Bruno Lombardi – Flávio, minha maior curiosidade nesse tempo que lhe acompanho é: quantos carros você realmente tem? Onde os guarda? E quanto você investe nesses carros para mantê-los rodando?
RESPOSTA – Já dei a lista, guardo numa garagem e não sei quanto gasto, não faço essa conta.

fgdebate

Apresentador de debate político em 2008: uma das emoções

Paulo Avelino – Vamos lá, pode ser até uma pergunta repetida, mas qual foi a sua maior emoção na carreira? O que voce espera do futuro do automobilismo?
RESPOSTA – Será que já respondi? Acho que sim. Minha primeira corrida em Spa foi citada em alguma resposta anterior. Mas também fiquei emocionado quando entrei na redação da “Folha” pela primeira vez, quando vi minha primeira matéria assinada, quando fui contratado pela “Placar”, quando cobri minha primeira Olimpíada, quando o iG me chamou para apresentar o primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo realizado apenas na internet, em 2008… Espero que o automobilismo se reinvente e procure voltar a falar com o público, porque o que vejo é que ele se transforma cada vez mais em algo direcionado a um nicho cada vez menor de interessados.

Sergio Trancoso – Flavio, bom dia. Minha pergunta é simples? Quando voce volta a correr, e qual vai ser o substituto do bravo meianov?
RESPOSTA – Minha resposta é simples: “um dia, quem sabe”, e “não tenho a menor ideia”.

73 comentários

  1. Paulo Leite disse:

    Minha (longa) mesa de bar:
    Time da esquerda: Eu, Obama, Papa Francisco, Semler, Romário, Maradona, Max Mosley, Piquet, Chiquinho Scarpa, Joana Fomm. Silvio Santos, Edir Macedo….a lista vai longe.
    Time da direita: Raul Castro, Papa Bento, FHC, Sepp Blatter, Pelé, Jean Toddi, Senna, Roberto Justus, Regina Duarte, Roberto Marinho, Padre Marcelo….a lista vai mais longe ainda.

  2. Jacob disse:

    Para uma mesa de bar, essa turma de esquerda é ótima, sem dúvida (essa de direita, nem pra isto vale). Os problemas começam quando estão alocados em outras mesas, tendo de representar, planejar e tomar decisões que afetarão os rumos do país e da sociedade. Esse é o ponto. As virtudes desejáveis para uma mesa de bar são bem distintas das necessárias às mesas de planejamento e de direção.
    Concordo que a imprensa tradicional tem boa parte de culpa neste “fla-flu” político que tomou conta de nossa sociedade. Mas não só ela: aqui também se defende as cores ideológicas como as de um clube de futebol.

  3. Gabriel P. disse:

    Mais uma vez parabéns Flávio.
    Seu blog demonstra claramente o que apontam as pesquisas científicas.
    Pessoas de esquerda são muito mais inteligentes que as de direita.
    Aliás, destros escrevem com mão direita pelo comando esquerdo do cérebro
    Sem dizer no lado que natureza escolheu para coração ficar e na cor do sangue que é vida.

  4. José Augusto Fernandes Filho disse:

    Caro Flavio
    Acompanhava você nos tempos do Lance. mas desconhecia seu blog. Fui introduzido a ele pelo meu filho que postou no Grupo de Zap familiar sua resposta sobre os governos de Lula e Dilma. Sensacional! Meus parabéns pela lucidez e pela forma de colocar de forma simples e clara assunto tão relevante. Corroboro com minha filha que ao ler sua resposta escreveu: “Parece que o cara entrou em minha cabeça ou fez telepatia e escreveu tudo que eu penso. Já li quatro vezes e não tem nada que eu discorde. …”
    Confesso que eu, assinante e leitor de Carta Capital, fiquei positivamente surpreendido com com a sua lucidez, convicções e coragem. Pode ter certeza que ganhou um admirador. Gostaria de um dia ter o prazer de estar ao seu lado tomando um bom vinho, se possivel na Companhia de uma daquelas personalidades que se situam ao lado de Chico. Aliás o convite já está feito para quando vier a Salvador/Ba

  5. Fernando Kowalski disse:

    Flavio,

    Gostaria de usar este espaço para expor minha visão em relação aos avanços do Brasil nos últimos 12 anos. Certamente houve avanços enormes em relação à redução da miséria no país, acho que idéia do bolsa família foi ótima, visto que, a nação tinha milhões de pessoas que viviam em extrema probreza sem ter o que comer. Esta parcela da população não tinha condições nenhuma de almejar algo melhor para suas vidas sem um auxílio externo.

    O bolsa familia também foi ótimo para a economia do país por muitos anos, foram injetados bilhões de reais em várias regiões do Brasil e muitas pessoas começaram a ter poder de compra. Contudo, todo este movimento gerou uma bolha de crédito e, infelizmente, as mesmas pessoas que lutavam para ter comidas em suas mesas agora consumiram mais que podiam pagar e agora estão fazem parte da imensa lista de inadimplentes do país.

    Tenho receio de que todo este investimento em assistencialismo vá por ralo abaixo devido a falta de investimento em educação e infra-estrutura para preparar o país e sua população para um crescimento sustentável e perene.

    É difícil saber se a oposição faria algo melhor durante este período, mas fico com a sensação de que foi feito está gerando um efeito colateral tremendo. Em geral, os jovens das famílias que usufruem dos programas assistenciais estão se tornando mais acomodados e conformados com a situação em que vivem.

    Isto é muito triste e fica difícil vislumbrar um futuro muito melhor como todos nós sonhamos com este problema crônico de falta de educação. No ritmo que as coisas vão, não sei se poderemos ver o Brasil mudar o rótulo de país em desenvolvimento para país desenvolvido.

    Obrigado por ceder o espaço!

  6. Matheus disse:

    Sei que a sessão de perguntas já foi encerrada, mas é só para mim que nos comentários do FG as letras “i” e “j” aparecem sempre maiúsculas? No blog do Rodrigo Mattar também.

  7. Paulo Fonseca disse:

    Prezado F&G : Muito legal,acompanho o site Grande Premio,é minha diversão e lazer a consulta diária, você vai receber o prêmio saco-cheio, paciência de Buda,por ler todas as perguntas,muito engraçado, aqui neste site existe uma legião de pessoas que como eu discutimos seus comentários muitas vezes pertinentes outras vezes bacacas, mais é que no final do dia após a leitura eu consigo dar boas gargalhadas.Muita gente gosta de F-1 e outras categorias, dividir opiniões ,trocar informações e muita discussão.bom trabalho.

  8. Alexsandro Nishimura disse:

    Sem dúvida nenhuma prefiro dividir a mesa com as personalidades/jornalistas/políticos da direita.

  9. Paulo disse:

    A resposta da mesa da direita e esquerda, foi sensacional! Copiei e colei no face, claro com um link para cá!

  10. Czar disse:

    Enfim, recebi as já esperadas patadas! Ah, fui eu que perguntei sobre seu inglês com sotaque soviético.

    Acompanho seu blog há anos e, de certa forma, acho que o conheço o suficiente para não ter perguntas específicas. Sua vida privada? Não me interessa. Não tinha perguntas, mas achei a oportunidade de tentar te tirar do sério imperdível!

    Aproveito para elogiar seu blog. A atualização freqüente é um sinal de que você respeita muito o seu público. Bem legal. É raro o dia virar e nenhuma novidade ter sido postada. Isso explica toda a admiração que recebe de nós, leitores. Todos os dias tem algo divertido ou interessante para ser visto e/ou debatido. E com um discurso coerente (coisa mais rara ainda).

    Voltando às patadas… bem, não me ofendi. Acho que seu humor irônico e ácido às vezes se parece com grosseria. Sem problemas. O povo hoje se ofende com muita facilidade, não é mesmo?

    A mesma liberdade que você tem de zoar com o nome de todos os pilotos da F1 é a que eu tenho para escrever nomes de carros como eu bem entender. Também fico pensando como reagiria Mark Webber quando souber (ou será que sabe?) que é chamado de “desolate kangaroo”. Será que ele acharia graça? Ou soltaria patadas também?

    Fato: um galeguinho de olhos claros falando inglês com aquele sotaque se passaria facilmente por um camarada recém abduzido das profundezas siberianas. Quer você goste ou não.

  11. Leandro disse:

    FG, admiro muito seu trabalho. Acho que escreve bem, é pontual e objetivo nas suas colocações e quando necessário se aprofunda no assunto elucidando vários aspectos. Enfim, você é uma pessoa inteligente. Temos em comum a falta de credibilidade na mídia atual, e aqui faço uma pergunta não sobre você e essa série, mas sim sobre a mídia. Sendo a mídia tradicional não confiável (folha, estadão, globo, ed. abril então, pfffff….), qual é sua fonte de informações confiável? Poderia dividir conosco? Você acha mesmo que a Carta Capital (apenas um exemplo) é confiável no seu conteúdo? Não usa dos mesmos recursos de desinformação e manipulação de outras revistas/jornais? Particularmente, e infelizmente, não acredito em mais nada e ninguém. Acho que todo mundo quer puxar a sardinha pro seu lado e a manipulação corre solta. Não creio nem em sites oficiais do governo, seja de qual partido for. O objetivo da pergunta é apenas nos ajudar a balizar melhor nossa opinião. Obrigado.

  12. Eduardo Trevisan disse:

    Droga, que vontade de perguntar se teve alguma pergunta de mulher, só vi homem perguntando até agora. Mas você só podia responder até 2 de julho. Mas em 2 de julho você ainda não sabia. Droga. Aliás, lembrei de uma pergunta: teve alguma pergunta de mulher? Putz, loop.

  13. Lucas disse:

    As respostas diretas e honestas são a melhor parte da entrevista e da seção de comentários. hehe

    Eu vejo que a maior parte (não sei quantificar, mas é a impressão) dos jornalistas ligados aos automóveis e/ou ao automobilismo sustentam opiniões das mais cretinas quando se trata de questões coletivas ou sociais. Não há uma relação natural entre as duas coisas, como você mesmo disse, mas há uma relação circunstancial. Felizmente, temos jornalistas muito lúcidos e inteligentes como você, que tem também um conhecimento invejável sobre essas preciosidades de quatro, três ou duas rodas.

  14. Tales Ramalho disse:

    Dividir a mesa com comunas do naipe do Chico Buarque tem muitas vantagens. Não vai faltar champagne e muito menos caviar. Além de que, com um pouco de sorte, o encontro será em Paris.

  15. Eduardo Britto disse:

    O sucesso desse blog se deve à verve e ao carisma do autor, à disponibilização de informações interessantes, à rede enriquecedora de comentários, enfim, se deve à alta qualidade do conteúdo. Não deixarei de acessá-la com frequência, ainda que discorde de algumas inconsistências e condescendências do pensamento político do autor. Busco prazer e satisfação ao visitar esse blog, não um alinhamento perfeito ao meu pensamento, o que seria impossível, e até improdutivo.

  16. Legal ver o Flavio abrir seu espaço para responder perguntas. Concordando ou não, o cara tem opinião, conteúdo e um jeito de ver o mundo que é muito dele. Meu presidente do mundo! Abraços e parabéns pela iniciativa, pouca gente faria algo assim.

  17. Wagener disse:

    Bom dia FG
    Obrigado pelas respostas … pensei que não chegariam rsrsrsrsrsssssss … é isso ai, não esperava outra resposta sua em relação a Lusa (fiz só pra zoar), é isso ai temos de acompanhar nosso time até a série Z …
    Grande abraço!

  18. Gustavo disse:

    Flávio, bom dia. A sua visão sobre o episódio do Lance (pergunta feita pelo Diego Santos) deve ser elogiada, muito elogiada. Infelizmente, tenho a impressão de que esse tipo de conduta é cada vez mais raro.

  19. Irinaldo Barros disse:

    Não quis colocar nenhum rótulo ou coisa qualquer. Eu sou de esquerda e na mesa que você nos traz, evidentemente, fico do lado da esquerda; Vc não falou da Radio GP, mas tudo bem. Continuo sendo seu fã e adorando seus textos, sejam das corridas cada dia mais sem graça, sejam políticos – aliás, textos esses que copio (pedi autorização e vc NÃO respondeu) e coloco no meu Face, dando o devido/merecido crédito. Esse último em que vc responde ao colega que se diz desanimado com os politicos brasileiros, é simples e objetivo. Obrigado e abcs

  20. Irinaldo Barros disse:

    Na mesa que vc cita, quero SEMPRE a da esquerda. E ainda, vc não falou da Radio GP, mas tudo bem, como vc disse que estava rotulando (e não rotulei) deixa pra lá. Continuo seu fã e copiando vários textos que vc faz. Esse último em relação aos políticos brasileiros é fantástico. Faz as pessoas pensarem de forma lúcida. Obrigado

  21. Fábio 77 disse:

    Time da direita: Reinaldo Azevedo, Ronaldo Caiado, Silas Malafaia, Marco Feliciano, Danilo Gentili, Roger do Ultraje, Lobão, Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Rachel Sheherazade e Jair Bolsonaro. Time da esquerda: Chico Buarque, Eduardo Suplicy, José de Abreu, Gregório Duvivier, Paulo Betti, Fernando Morais, Lula, Mino Carta, Olívio Dutra, Luiza Erundina e José Trajano. Na boa, compartilhar das opiniões, pensamentos e atos do primeiro time é algo de envergonhar qualquer um.

    SIMPLESMENTE ESPETACULAR !! Com sua permissão, estou copiando essa resposta para guardar e enviar para os chatos de plantão.

  22. Clebio Junior disse:

    Acho que o que o Diogo quis perguntar (e não formulou a pergunta direito) foi sobre o que você e o Fábio Seixas fizeram em Ímola. Eu nem me lembrava mais dessa história e perdi uma boa oportunidade de perguntar sobre isso.

  23. Eu disse:

    “malditos silogismos”

    Toma aqui uma lista de nego de direita e outra de nego de esquerda

    Tá serto

    (e sobre direita x esquerda, passou loooonge na maioria)
    http://diagramadenolan.com.br/

    • j2c disse:

      Você,

      Esse diagrama é uma furada: as questões são muito maniqueístas, impedindo um resultado confiável. Talvez esta variante seja menos “engessada”: https://www.nolanchart.com/survey-php

      Além disso, o criador desse diagrama é “libertário”, prega não intervenção estatal na vida privada, tampouco na economia, portanto há um certo viés.

    • Emerson disse:

      Cara, que bela porcaria. O resultado desse teste não refletiu NADA sobre minhas opiniões e ideologias. Não aconselho fazerem, é furada. Além do mais só te dão o resultado se você informar seu nome, e-mail e onde mora (tem caroço nesse angu). Já chega um certo deputado que atende pelo nome de Silvio Costa querendo tornar lei que em qualquer site que eu ou você formos postar comentários, sites como esse aqui do Gomes, tenhamos que informar o nosso CPF. Censura idiota de um político ignorante que poderia estar se preocupando com questões mais importantes e urgentes da sociedade. Aliás eu não vejo com bons olhos esse negócio do governo ficar tentando controlar as pessoas. Acredito em mundo livre e o que não precisamos é de ditadura.

  24. Manfred W. disse:

    Flavio, você esqueceu de escalar o Diogo Mainardi no time da direita…

  25. willian hoffmann disse:

    FG Não entendo qual seria este pais maravilhoso antes de janeiro de 2003 ao qual os “direitistas” tanto exaltam! Venderam tudo e deixaram a conta para pagarmos, Energia mais cara do mundo, telefonia mais cara do mundo, celular mais caro do mundo, agua mais cara do mundo , internet mais cara do mundo e por ai vai, a realidade é que a direita está puta da vida pois não deu tempo de vender, digo, vender não né, dar a petrobras pros gringos, se tivessem continuado no poder teriam entregado pros gringos, mas não deu né, ganhamos em 2002, 2006, 2010 e 2014, ´É TETRA, É TETRA – E RUMO AO PENTA, VOLTA LULA!!!!

  26. Mentecapto disse:

    Flavio Gomes, muito boa essa “página” de perguntas, e claro, as suas respostas.

    Confesso que andava bem desiludido com o PT e tudo mais. A política está ficando enojante, mas, lendo a sua resposta ao Glauco Matos, passei a refletir um pouco mais e quem sabe eu ainda continue acreditando nesse partido, como sempre eu fiz no passado.

    Em uma sessão de comentários eu disse que perdi a oportunidade de lhe perguntar o que você achava do Lobão que gritou “Lula, Lula, Lula” no Faustão e causou um mal estar na emissora e agora está engajado nessa marcha anti-PT e virou até colunista da Veja por algum tempo. Você, indiretamente respondeu isso, separando personalidades de direita e esquerda.

    Fiquei curioso em saber como você se “segurou” mediando esse debate para a prefeitura de SP em 2008. Nessa época eu já não morava mais aí na minha caótica SP.

    E já que você não tem carro novo, fica a dica, o novo up turbo da VW recém lançado, tem um “motorzinho” que é uma obra prima tecnológica, tenho certeza que você iria se apaixonar pelo carrinho.

    Abs

  27. Glauco Matos disse:

    Obrigado, gostei muito da resposta à minha pergunta. Apesar de não ser esquerda nem direita, sou, sei lá, tipo centro (um pouco de cada), reconheço sim os avanços no Brasil na era PT e reconheço que está realmente sendo investigado e punido como nunca. Mas o que me desanimou é acreditar que o PT seria a maioria de honestos, e hoje vejo que é a minoria. A Dilma deveria continuar trabalhando e nunca mais participar de uma entrevista. Ela é terrível com o microfone. Isso a prejudica muito. Valeu. Abraço.

  28. Gabriel P. disse:

    Flávio.
    Já que resolveu responder dessa forma, tudo bem e vá assim até o fim se lhe apetecer.
    Mas o fato e já deu para perceber que há muitas perguntas repetidas , que até poderiam serem condensadas num só, com os nomes de todos que as fizeram.
    Quem sabe da próxima vez ( se voce ainda tiver saco e paciência) será uma melhor maneira de responder.

    Obs. Mas, se adora achincalhar várias vezes, quem repete perguntas imbecis, também é bom, talvez aprendam algo por repetição. No mais, o blog é seu e voce faz como bem quiser e ninguém tem nada com isso,

  29. Otavio disse:

    Olá Flavio! Meu nome é Otavio, tenho 69 anos e sou aposentado. Fui metalurgico em São Bernardo do Campo por 40 anos. Sou corinthiano e petista e sei que seu time é a gloriosa Portuguesa de Despostos.
    Gosto muito dos seus comentários sobre politica, pois fala o que muitos gostariam de dizer e por um motivo ou outro não dizem.
    Parabéns pelo blog. Sou seu fã!
    Companheiro Flavio Gomes, um abraço!

  30. Fernando disse:

    Melhor idéia da história. Falta esse tipo de autenticidade em tudo no Brasil. Na política, na tv, nos esportes, etc, etc, etc…

    A lamentar só eu ter pensado demais nas perguntas e perdido a oportunidade. Quem sabe um dia?

  31. Pablo Vargas disse:

    Por falar em coisas bizarras, Domingo o Panis foi o vencedor da corrida. Quando acordou na Segunda e foi fazer o check-out, a Ligier já tinha se mandado do hotel, dando um “pendura” e a conta ficou pra ele pagar.

  32. Jonatas disse:

    Muito reveladora essa história do Ico. Ele já era mau-caráter desde os tempos do ginásio, quando estudamos juntos. Pelo visto, não mudou nada.

  33. Rene disse:

    Caraca… que cachorrada do Ico. Não é ilegal, mas eu também não faria isso.

  34. Luiz disse:

    Na minha modesta opinião esse grid atual de 20 carros na F1 é tão bizarro quanto aquele de 6 em Indianápolis.

  35. Rael Gugelmin Cunha disse:

    Tiro o chapéu para a resposta sobre as duas Coréias!

  36. João Victor disse:

    Flávio, talvez tenha me entendido errado.Na minha pergunta, quis dizer se haveria possibilidade de participar de um episódio do Podcast F1 Brasil.E aproveitando o espaço, quala sua religião?

  37. Tulio disse:

    Pergunta genial, a do Diogo! Queria ter pensado nela. Imagino que ele se refira ao que você e o Seixas fizeram em Ímola, haha

  38. allan lira disse:

    Bem eu não sentaria com algumas pessoas de nenhum dos dois times. Acho que todo e qualquer radicalismo é errado, essa coisa de machismo e feminismo, direita e esquerda e etc.. é que lasca tudo. Quando as pessoas entenderem que ninguém é 100% certo nem 100% errado e passarem a respeitar a opinião dos outros ai sim vamos evoluir como nação. Povo da esquerda diz que So quem não presta é da direita e da direita diz o mesmo da esquerda e o resultado e quem toma no centro é o povo. Obvio que cada tem suas ideias e crenças mas ter educação e maturidade pra saber conviver com o contraditório e o que mais vejo faltar hoje.

  39. Jr. disse:

    [email protected] [email protected], esse time da direita que você montou pro Irinaldo Barros, é de encher o Lacerda de orgulho. Deus que me perdoe.

  40. TJ disse:

    Entrevista pessoal num blog.
    Audiência baixa, não tá fácil pra ninguém.
    FG, vc já ouviu falar da Lituânia?

  41. Celio Ferreira disse:

    Parabens pela resposta a Glauco Matos , o brasileiro tem memória curta:
    mos governos anteriores, venderam as estatais ,? mexeram eletrônicamente no painel do congresso e o governo não perdia uma só votação, teve uma tal de pasta cor de
    rosa que até hoje ninguem sabe o que tinha, o cartel das empreiteiras existe
    desde 94 etc… etc… etc.. ( A sim o tal de A. Neves perdeu a eleição no seu estado
    porque será ? Agora peguem os dados da unesco referente ao Brasil da decada de 90 , e compare com os ultimos 15 anos.

  42. Andre disse:

    Teve uma pergunta sobre o Ico – mas…. qual foi a treta com o Lívio?

  43. Mauricio disse:

    Flávio, há vários tipos de track days, os de bom nível são organizados por gente séria, preocupada com segurança e os carros são divididos por classes justamente para evitar a situação que você descreveu. Acidentes acontecem? Sem dúvida, fazem parte do esporte, mas participo de track days (além de corridas) e nunca vi ninguém se machucar, pelo menos nos track days de carros. São eventos que estão crescendo a margem do cenário automobilístico nacional justamente porque não sofrem a mesma interferência das entidades que hoje comandam o esporte, e essa é possivelmente uma das razões de seu sucesso. Tanto é que as montadoras que ainda investem em automobilismo esportivo utilizam essa modalidade como evento acessório de suas categorias de corridas e são eventos muito seguros e agradáveis. Abs

    • Flavio Gomes disse:

      Track day não é esporte, portanto não vem com essa de que acidente faz parte. E as entidades estão envolvidas, sim.

      • Mauricio disse:

        Flávio, o esporte é o automobilismo, e nos track days pratica-se o esporte. Não me refiro a estes eventos onde carros de passeio são misturados a carros de competição, mas sim daqueles bem organizados, com regulamento, segurança, divisão de categorias por classe e potência, baterias separadas, tomadas de tempo e provas de flying lap. São eventos muito legais e que muitos pilotos participam para se manter em forma, especialmente num ano onde não há calendário de provas no Paulista. Claro que há alguma ingerência das entidades tradicionais, mas elas não organizam os eventos, porém concordo com você quando consideramos aqueles organizados pelos clubes. Além disso esse tipo de evento permite que a praça esportiva seja utilizada por várias pessoas que não podem ou não querem participar de corridas, além daqueles pilotos de diversas categorias que participam para manter a forma ou relaxar num ambiente menos competitivo. Enfim, acho que é válido. Abs

      • Flavio Gomes disse:

        Válido? Sem santantônio, extintor, macacão, luvas, com capacete de motoboy e amigo no banco do carona? Tenha dó. Isso não tem nada de esporte. Mas se um cara quer se estabacar sozinho, que seja dentro de um autódromo. Desde que não leve ninguém junto.

    • Roberto Zullino disse:

      Uma coisa são track-days de montadoras onde tudo é controlado. Track-days estão sendo organizados por clubes da Federação usando as categorias para pagar menos aluguel por Interlagos. O evento é considerado esportivo e tem subvenção. Isso é manipulação e fraude contra o erário e não se entende como a SPTuris aceita isso ou diz que não sabe. Neste ano chegaram a fazer uma corrida de meia hora e o resto do dia só track-day.
      O track day é um evento comercial e não esportivo, nada contra track-days, mas que paguem o justo e que sejam organizados com segurança. Não dá para achar que virar em 1:50 de camiseta seja seguro, do contrário tudo que a entidade mãe que é a Fia preconiza em termos de segurança se torna mentira, vamos andar de calção e chinelo.
      É público que querem deixar as corridas apenas no sábado e aproveitar o domingo inteiro para os Track-days onde a zorra é enorme.
      Uma coisa ridícula, no sábado todo mundo de macacão antichama, capacete com Hans, parece a Inglaterra. No domingo, o pessoal andando de camiseta.
      As entidades existem para estimular, regular, fiscalizar e normatizar o esporte e não podem fazer o contrário apenas porque dá dinheiro.

  44. Fabricio disse:

    Acidente feio, o de sábado. Se vc visse as condições em q foram usadas o autódromo… Poucas Tendas, preparadores trabalhando em carros na chuva, direção de prova em uma barraca ali no laranjinha, nenhum monitor com cronometragem, somente os banheiros lá do “lajão”, equipes sem rádio, posto médico dentro da ambulância… Olha, nunca presenciei algo assim. É evidente q todos lá faziam o de melhor q era lhes permitido, mas em condições precárias.

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