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sexta-feira, 15 de novembro de 2019 - 17:20F-1

INTERLEWIS (1): DESAPEGA

Hamilton foi no Bial. O tema? Senna

SÃO PAULO (nublado, 19°C) – Semana passada, o “fanfest” da Fórmula 1 no Ibirapuera patrocinado pela Heineken teve um mote: Ayrton Senna.

Levaram alguns carros para exibição pública. Um deles a Toleman de 1984. Foi pilotado por Ayrton Senna.

Outro, a Lotus de 1985. Quem pilotava? Ayrton Senna.

A Heineken lançou uma ação nas redes sociais. Parece que está valendo, ainda. Cada postagem no Twitter, Instagram ou Facebook com a hashtag #ObrigadoSenna vai reverter cinco reais para o Instituto Ayrton Senna. Não foram divulgados números oficiais da campanha. Não sei se alguém vai informar o total arrecadado, muito menos sua destinação.

No autódromo, junto a uma tribuna patrocinada pela cervejaria — que também batiza oficialmente a corrida — uma placa diz: #ObrigadoSenna.

O helicóptero foi pintado de quê? Ayrton Senna

Kubica bateu agora há pouco. Fui ver da terraça, foi logo ali no Sol. O helicóptero sobrevoava o acidente para registrar as imagens. Pintado de amarelo com faixas verde e azul. Igual ao capacete de Ayrton Senna.

Ontem à noite, Hamilton foi ao programa do Bial. O tema dominante da entrevista? Ayrton Senna.

Bolsonaro prometeu um autódromo em Deodoro para levar a F-1 para o Rio. Sugeriu um nome: Ayrton Senna.

Amanhã um antigo carro de F-1 vai dar umas voltas em Interlagos antes da largada. É uma McLaren MP4/4 de 1988. O carro foi pilotado por Ayrton Senna. Quem vai guiar é Bruno. Sobrinho de Ayrton Senna. Que ontem ensaiou o evento pegando uma bandeirinha do Brasil de um fiscal para desfilar pela pista como fazia Ayrton Senna.

No pedágio, outro dia, notei na cabine uma caixinha sugerindo a doação do troco da tarifa em centavos para o Instituto Ayrton Senna.

Em maio a morte de Senna fez 25 anos. Todas as ações publicitárias elaboradas pela família do piloto neste ano usaram a expressão “comemorar os 25 anos do legado de Senna”, algo que não faz o menor sentido. Qual foi o legado dele no último quarto de século, depois de morto?

O instituto que leva seu nome não existia quando ele era vivo. Não foi um legado que deixou. As próprias atividades da entidade não representam exatamente um legado idealizado por Senna em vida. O IAS se define como uma organização que promove “a conexão entre a produção de conhecimentos científicos e a prática de educadores com objetivo de fundamentar invocações”, estimula “a elaboração de políticas educacionais inovadoras baseadas em evidências”, estabelece “parcerias com secretarias  de ensino para produzir conhecimentos, formar educadores e pilotar soluções educacionais escaláveis que podem inspirar práticas e políticas de educação” e conduz “ações de engajamento para a mobilização de diversos setores da sociedade interessados na causa da educação”.

Não sei bem o que essas coisas querem dizer, exatamente. Sei que o IAS nunca construiu uma escola, mandou confeccionar uniformes para estudantes carentes ou comprou uma caixa de giz para equipar uma sala de aula. Noto, pelos relatórios financeiros publicados no próprio site do instituto, que ele vem dando prejuízo há algum tempo. Foram R$ 9,3 milhões em 2015, R$ 6,2 milhões em 2019, R$ 11,2 milhões em 2017 e R$ 2,8 milhões em 2018.

Entre as atividades auto-propaladas pelo IAS está o que se chama genericamente de “gestão”. Tendo como fonte de renda doações de pessoas físicas e jurídicas e os royalties de todos os produtos que levam a marca Senna — tudo isso sujeito a um regime tributário baseado na isenção impostos, uma vez que a organização opera na área educacional –, percebe-se que a gestão financeira não tem sido grande coisa. Apenas nos últimos quatro anos, um prejuízo acumulado de cerca de R$ 30 milhões. Espero que não sirva de exemplo para os pobres diretores de colégios públicos espalhados pelo país.

O nome Senna é onipresente quando se fala de F-1 no Brasil. Não se tem notícia de uma única transmissão da TV Globo ou de sua irmã SporTV em que o nome do piloto não tenha sido citado pelo menos uma vez — quase sempre muito mais do que uma vez. Todas as histórias que Galvão Bueno conta quando narra as corridas têm Senna como personagem principal. Os comentaristas também o usam como referência constantemente, desprezando o fato de que a F-1 de 25 anos atrás tem muito pouco em comum com o esporte praticado hoje, tecnologicamente falando. Além do mais, Senna nunca correu em 12 dos 21 traçados do calendário de 2019.

Parece que Senna é a única coisa boa que o Brasil produziu na F-1. O país faz parte do calendário da categoria desde 1973. A lista de pilotos que já largaram em pelo menos um GP tem 31 nomes. Seis deles ganharam corridas. Outros dois, além de Senna, foram campeões mundiais. Reduzir a história brasileira na F-1 a Senna é uma enorme injustiça, da qual, desconfio, ele não compactuaria.

Os espíritas dizem que as almas precisam descansar. Não entendo muito do assunto, mas já ouvi falar que existe um certo ritual para as coisas do Além, que convém deixar os mortos em paz, caso contrário eles ficam vagando por aí assombrando gente viva. Não sei se é verdade, já que nunca fui assombrado por alma penada nenhuma. Só sei que não deixam o coitado sossegar. É legado pra cá, obrigado pra lá, hashtag aqui, instituto ali, num moto perpétuo insuportável. Proponho até uma nova hashtag, nestes tempos pautados pelo símbolo do jogo da velha: #QueSacoSenna.

187 comentários

  1. Fernando Mazzanti disse:

    Baita texto!

  2. Marcio Cardoso disse:

    No atual Fla-Flu politico, aqui também presente, se Senna estivesse vivo e desse um pio em favor da esquerda (ou contra Jair, tanto faz) seria tratado como o piloto mais medíocre da história. Lembrariam todas as ultrapassagens que sofreu, a vitória perdida em Monaco, etc, etc, para “provar” quão ruim ele era. Seria um nada. A morte o poupou do risco de ser tratado como Caetano, Chico, Milton, etc. E mesmo que se omitisse, seria inimigo, pois há que se posicionar. Não se discute fato e sim paixão. Mas mesmo depois de morto, ainda há perigo: vide Raul Seixas… Triste sociedade…Só é gênio quem gosta do que eu gosto…

  3. Zezinho Hashtag disse:

    É isso mesmo! #DeixemOCaraDescansarEmPaz

  4. Rodrigo disse:

    O legado do Senna extrapola o mundo da fórmula 1 e do esporte. Ele se eternizou não por ter sido o mais veloz e pelas corridas inacreditáveis que vencia mas sim pelos seus valores que deixou pra humanidade. Mesmo atuando num mundo cruel e fdp como a fórmula 1 ele conquistou seu espaço lutando contra seus adversários e contra a politicagem que não tolerava um sul-americano vencedor, coisa que a F1 marketeira de hj iria valorizar muito mais e não boicotar e perseguir. Qq homenagem a um ser como ele é pouca e este reconhecimento e respeito só existe por que suas qualidades vão além do mundo desportivo. É foda quando um medíocre jornalista por meio uma opinião forcada que inclusive não expressa sua própria verdade deseja acima de tudo e a qq custo APARECER.

    • Flavio Gomes disse:

      O mundo cruel que não tolerava campeões sul-americanos só implicava com ele, porque os dez títulos de Fangio, Fittipaldi e Piquet não devem ter incomodado ninguém. E fico muito feliz de saber que Senna deixou “valores pra humanidade”. Em qual moeda, exatamente? Temos direito a alguma cota?

      (Cada puta louco que aparece aqui, pelamor…)

    • Toma tento........Schukruzete disse:

      Rodrigo…..se o Ayrton fosse europeu, ou de qqr outra nacionalidade, o Flavinho jamais falaria em Schumacher ou Vettel, pode apostar.

  5. jeferson disse:

    Flávio, concordo em gênero, número e grau, acompanhei toda a carreira do Senna, da sua estréia na Toleman ao fatídico primeiro de maio, não era um santo, não tinha poderes sobrenaturais, nem era um super-humano, como muitas vezes o tratam e relatam atualmente, mas era um piloto fora de série, como também o foram Schumacher, Hamilton, Vettel, Piquet, Fittipaldi (mais pela equipe), Prost, Clark, Lauda, pilotos que colocaram a fórmula 1 e as corridas como prioridades em suas vidas, por isto que ficaram marcados na história da categoria, com o Senna e o Clark foi um pouco diferente porque morreram pilotando, ai viraram lendas…mas realmente hoje, esta papagaiada toda que fazem com o nome Senna, chega a me dar asco e vai até contra toda a sua história na fórmula 1, virou um grande circo, uma palhaçada.

  6. Carlos disse:

    De que adianta escrever bem prá [email protected] se o conteúdo é uma [email protected]? Que [email protected] tem a família do cara a ver com tuas diferenças com ele? Publique fatos sobre alguma falcatrua do instituto, faça jornalismo e não fofoca.

    Depois que você decidiu virar youtuber ficou difícil por aqui. A Globo vive de ídolos, é o negócio deles, ponto. É um saco, sabemos, o Galvão é um saco, idolatria é um saco, mas você tem ídolos também, e dos piores, e também quer – ou pensa – ser um! Quer coisa pior do que isso?

    Relaxa e esquece o cara, esqueça o YouTube, volte a escrever, mesmo que seja sempre sobre você mesmo, é muito melhor. E lembre-se sempre que Senna é admirado no mundo todo, onde não há Globo, na Inglaterra, na Alemanha, no Japão e em mais uma [email protected] de países.

    Quase todos os pilotos admiram a “pessoa” Senna, não apenas o piloto Senna. Estes dias Vettel visitou o instituto, Schumacher doava para o instituto, Prost também, Hamilton adora Senna, E você se achando melhor que eles… Você esta um saco! Beijo.

  7. hamzi disse:

    “Ontem à noite, Hamilton foi ao programa do Bial. O tema dominante da entrevista? Ayrton Senna.” De 44 minutos de entrevista com Pedro Bial somente 7 minutos foram sobre Senna. , nem se deu ao trabalho de ver a entrevista?

  8. Evandro disse:

    PUTA QUE PARIU, finalmente falaram isso!

    Esse paternalismo enche o saco, 25 anos que o cara morreu e não deixam de falar dele, parece que o querem usar como mito fundador da república.

    Porra, era “só” um piloto de carro, tecnicamente excepcional, comportamentalmente (ao que parece) um pé no saco mimado e birrento, que insistem chamar isso de competitivo e de xingar o Rubens e o Massa por não serem da mesma forma.

    É o mesmo ódio que rolou em comentário odioso sobre o acidente do Rubens com a Lamborghini, o mesmo ardor que faria boa parte deles de boneca de certos políticos caso fossem solicitados, e são os mesmos que enchem o saco falando que o mundo tá chato.

    Obrigado por externar isso, Flávio!

  9. Danir disse:

    O problema não é gostar ou não gostar do Senna. O problema e criar uma polarização onde fica mais patente o aspecto político do que aquilo que o indivíduo realizou. Senna era um cara fora da curva e ponto. Se alguem pensa que ele era o maior de todos ou apenas mais um entre os grandes, é uma questão de opinião pessoal. O que é muito ruim é o fato de usarem o seu nome descaradamente pára exaltarem a “brasilidade” de forma descabida e se esquecendo de que existem outros na galeria dos grandes nomes deste esporte, que são simplesmente ignorados. Isto acontece em todos os esportes. Transformar este fato em uma questão política, é grande cretinice. É fazer o mesmo que faz um Galvão Bueno, e outros só que com um viez contrário. Senna. Fitipaldi, Piquet, Massa. Barrichello, Pace, Clark, Stewart, Rindt, Nuvolari, Schumacker, Lauda, Hamilton, Prost, só para citar alguns na Formula 1, devem ser lembrados pelo que fizeram na atividade esportiva que dominavam. Querer colocá-los como gurus políticos quando falam platitudes poiticamente corretas ou defendem causas que talvez nem compreendam direito é uma falácia. É transformar um ponto de reunião de entusiastas de uma modalidade exportiva em um comício. Nada a ver. Eu estou aqui porque gosto de automobilismo e acompanho F-1 desde Jim Clark, Não estou nem aí para o credo político ou a coceira no rabo de quem frequenta ou do articulista.

  10. Walter disse:

    Valeu, Flávio. Excelente texto.
    Diga se de passagem, Senna não era um esportista.
    3 títulos com o melhor carro do grid.
    Com os outros 2 campeões, a história foi diferente.
    Em 1972 a Lotus 72D não era o melhor carro do grid
    Em 1974 a Mc Laren M23 não era o melhor carro do grid
    Em 1981 a Brabham BT49C não era o melhor carro do grid
    Em 1983 a Brabham BT52/BT52B não era o melhor carro do grid.
    Em 1987 a Williams FW11B era o melhor carro do grid mas a versão com suspensão ativa ficou com o Mansell na parte final do campeonato.
    Quando a fórmula 1 voltou a Interlagos, Senna colaborou com o assassinato do autódromo sugerindo aquele maldito S que leva o seu nome.
    Saudade das curvas 1 e 2 que eram feitas de pé embaixo para quem tinha culhões.
    Um grande abraço, Flávio

    • Amaral disse:

      Dizer que Senna não foi esportista é piada de mau gosto.
      Esportista se prepara fisicamente, psicologicamente e tecnicamente pra exercer sua atividade. Não é obrigado a gostar do cara, mas não precisa forçar.
      O que não invalida de maneira nenhuma a hashtag alardeada, da qual faço minha adesão. #quesacosenna
      Já encheu falar de Senna o tempo todo. De verdade.

    • Gustavo disse:

      Os sennaplanistas são uma seita… lutam contra argumentos racionais, odeia Balestre (o campeonato de 89 tinha mais uma corrida e Senna estava muuuito atrás), ignoram vetos e vivem culpando o mundo. Ah, os sennaplanistas…

    • Saima disse:

      O que você diz é um equívoco. Senna foi o melhor em 1988 com o melhor carro. Em 1990, superou Prost com uma Ferrari que se equiparava à McLaren. Em 1991, a Williams de Mansell já era melhor antes do meio da tenporada.
      Em 1987, foi Piquet quem teve a suspensão ativa, porque fez os testes todos, e a equipe tirou nas últimas provas para favorecer o Mansell, que não queria o sistema.

  11. Cláudio disse:

    Bem se vê que vc entende muito do assunto… a Brabham tinha um dos melhores projetistas (Gordon Murray) e depois foi campeão pela Williams de motor Honda, eram sim os melhores carros de sua época, como acontece com todo pilloto que ganha campeonato

  12. thiago disse:

    É insuportável. E dado que Galvão Bueno ainda não narrou, a corrida tem tudo para ser ainda pior.

  13. Ulisses disse:

    #QueSacoSenna
    #InstitutoAyrtonSennaPicaretagem

  14. Edu Garcia disse:

    Está te faltando culhão para publicar meu comentário?

  15. Rodrigo disse:

    Pois é a Globo não esquece o Senna, e o pessoal da direita não esquece o Lula. Até em um texto que não fala absolutamente nada de política vem o gado evocar o Lula, é impressionante.

  16. Pedro Gomes disse:

    Eu gosto dos comentários em negrito

  17. Sullyvan disse:

    Caramba quanta insanidade em alguns comentários. Confesso que fui contaminado negativamente pela influência psicológica que a Globo por causa do que aconteceu com o senna fez, só é ruim pra nós mesmo e pro automobilismo brasileiro. Ele faz falta faz, mas não é herói. Não existem heróis. Infelizmente o Brasil continua com essa ilha da fantasia e esquece de suas essências. Uma pena. Parabéns pelo seu texto Flávio e engrosso seu coro #quesacosenna. Por isso tá difícil assistir fórmula um na tv. Por que por mais que tenha conhecimento sempre tem uma falha corporativista. E mais, tem muita gente ruim trabalhando nisso, que dá opiniões que não concordo e demonstram uma falta de senso absurda.

  18. Diogo disse:

    Mas cara, mudando de saco pra mala….
    Fale mais do Emerson. Sei que não é da sua época, mas puta que pariu, velho mais venerável. Eu comecei a ver automobilismo por causa dele, na minha maravilhosa televisão Cineral de 14 polegadas a cores, veja só!
    Emerson e o dia em que ele ia dar uma volta no segundo em plenas 500 milhas de Indianápolis! Sensacional. Sem falar que o cara é de um tempo ainda mais romântico do mundo e da F1 que o teu, que o meu então nem se fale. Solta uns textos aí pra nóis de vez em quando. Até Piquet. Sei muito pouco sobre esses caras. Sobre o Senna é fácil, nem precisa procurar.

    • Carlos disse:

      Emerson é “de fato” um picareta, tem dezenas de processos, deve prá meio mundo, ao contrário do IAS e de Senna. O Flavio já falou disso aqui, a diferença é que ele não se importa se o cara é um picareta, só não pode ser “certinho”, tem que ter problema na justiça, aí o Flavio gosta. Enfim, cada um gosta do que quiser. Pelo menos ele não mistura as coisas e valoriza os dois pilotos.

  19. Luiz Henrique Resende de Queiroz disse:

    Eu acho que o problema é o analfabetismo cultural. Países onde vivem pessoas evoluídas não deixam a memória de seus heróis morrerem igual nosso comentarista sugere. Um simples show do cold play no Brasil Muhammad Ali é lembrado. Vc vai na Argentina e percebe que o recreio das crianças é na biblioteca, está sendo comentado sobre um esportista brasileiro que levantava nossa bandeira no mundo inteiro sem vergonha e isso o faz esse grande “merda” sugerido, assombrando almas penadas kkk. Me ajuda, falta de criatividade. Não estamos falando de uma pessoa morta, estamos falando de memória, história que sobrevive há 25 anos, alguém que batia no peito e dizia “ sou brasileiro”. Experimente alugar um carro em Washington e ir até Nova York., algo em torno de 300 KM. Depois venha aqui e me fale quantas bandeiras dos EUA vc viu. Esse é o ponto de vista, não é Deus, até porque ele é único, a lembrança que não pode morrer é de um esportista que tentamos não deixar ser esquecido por ser um brasileiro nato. Sei que vira sua resposta cheia de mi mi mi, estou preparado pra ela, só lamento que quando vc morrer nunca será lembrado como alguém que levantou nossa bandeira, mas alguém que quer aparecer tendo a bosta da mídia ao seu lado, mas, isso, vende né? #respeiteasopionoes
    Ah! Só mais uma coisa. Algum museu no Rio pegou fogo? Ninguém fala mais nada, mas o seu Brasil mandou dinheiro pra reconstrução da Catedral de Notre-Dame Não sabia? Pois é, deixe o povo ter alguém pra se inspirar, infelizmente nossas inspirações estão presas ou mortas. Prefiro os mortos.
    Sobre as pessoas que comentaram concordando com vc eu respeito, possívelmente “marias vai com as outras” sem opinião ou vontade própria que precisam de um analfabeto cultural pra se inspirarem, mas igual falei, respeito nossa moral e cívica, ops, não tem mais.

  20. Sérgio disse:

    Amigo, não uso o subterfúgio da política para desconstruir um dos maiores pilotos de todos os tempos. Não há mal algum em reconhecer isso, aliás TODOS os pilotos atuais falam bem de Senna. Sim, considerando a sua inteligência, deve haver um motivo para o IAS se manter vivo mesmo com “prejuízo”, não?
    Da tempo ainda de apagar o post. Não associe o possível voto de Senna a conjuntura atual
    Respeitei, antes de tudo, um dos maiores esportistas que esse país criou. Isso se quiser ser respeitado, claro.

  21. André Alves Januario disse:

    Flavinho, sempre tento acompanhar suas postagens e fico sempre impressionado com seu posicionamento fora da caixa do geral que a imprensa brasileira se propõe a fazer.
    Sou Mestre em Educação pela Puc-Campinas e estudei sistemas de Avaliação Educacional. O Instituto Ayrton Senna se propõe a essa ações de suposta melhoria da educação brasileira, coisa que no geral não acontece. Mas o objetivo deles é dar suporte ao que se convencionou chamar de Boas Práticas Educacionais e de Eficácia Escolar. Essa visão se insere numa ideia de que, mesmo num cenário social e educacional catastrófico, existem atitudes de professores e secretarias que conseguem atingir níveis educacionais superiores, ou seja, nas avaliações externas, algumas escolas se sobressaem e são taxadas de escolas eficazes.
    Essa visão é totalmente neoliberal e desobriga o Estado de ser o principal agente da melhoria educacional. Coloca nas costas dos professores, geralmente, a função de proporcionar a melhoria educacional. O IAS promove essas ações com suporte pedagógico e desenvolvimento de ações relacionadas a essas melhorias. Não se coloca como ator de um projeto de governo ou de alguma ação pedagógica direta. Mesmo recebendo ajuda dos governos.
    Enfim, a construção mitificada do Ayrton depois de sua morte e o uso de sua imagem como o grande herói brasileiro, num momento que o Brasil precisava desviar a atenção dos reais problemas causados pelo final da ditadura, vieram bem a calhar.
    Nasci na década de 80 e aprendi a acordar cedo todo domingo pra assistir as vitórias do Senna junto com meu avô. Foi um herói pra mim quando tinha 9 anos e chorei muito quando vi ao vivo seu acidente. Por isso, fico puto com o uso de sua imagem para ganhar alguns milhões ou pra promover uma política educacional tão fora da nossa necessidade educacional.
    Abraços

    • Flavio Gomes disse:

      Obrigado. Espero que a manada chiliquenta leia isso.

    • rafaelle disse:

      ANDRÉ ALVES JANUARIO.
      Cara parabéns, deu orgulho de ler.
      Eu sou um, que era adorador do Senna, mas se sair para perguntar, quantos que já morreram ou mataram no trânsito para tentar imitar o ídolo. Serão muitas estórias tristes.
      Eu sou um idiota desses que saia louco pelas ruas, não sinto orgulho. Esse instituto é só lavanderia de dinheiro, e a desculpa é educação.

  22. Saima disse:

    Deve ser aplicada a Senna a mesma lógica que se aplica a Bob Marley, John Lennon, Elvis, Michael Jackson, entre outros: mortos valem – e rendem – mais. Além de serem intangíveis, o que os torna maiores que qualquer crítica.

  23. Tiago Albino disse:

    Sou muito fã do Senna. Cresci assistindo suas corridas até sua morte em 1994. Como piloto, foi excelente! Não sei se foi o melhor pois acredito que comparar pilotos de épocas diferentes é um pouco descabido (diferença de carros, regulamentos etc.). Mas na época, sem dúvida, foi um dos melhores.

    Era fanático nele. Tinha posters, revistas etc até uns anos atrás. Certo dia, olhei para aquilo tudo e não vi mais sentido. Foi tudo para o lixo.

    Comecei a perceber que existia “vida” e pilotos além do Senna. Brasileiros ou não, existem vários pilotos bons e excelentes que valem a pena serem mencionados. No Brasil, por exemplo, temos Piquet, Helio Castroneves, Tony Kanaan, Cacá Bueno, entre outros. Estrangeiros, temos Hamilton, Schumacher (pai), Zanardi, Dario Franchitti, Jimmie Johnson, Alonso e por aí vai.

    Depois disso, automobilismo ficou bem melhor.

    O problema é que brasileiro não olha para frente. Senna foi um excelente piloto! (Pessoalmente não sei nada a respeito). Porém não volta mais! Se ficarmos presos nisso, quando é que vamos crescer? Nunca!

    Todo essa tentativa de colocar Senna como DEUS é descabida e dá nojo. E para mim, está mais para jogada comercial do que qualquer outra coisa.

    • Amaral disse:

      Deu gosto de ler.
      Senna foi ótimo? Sim. Um dos maiores.
      Mas não é Deus. É há vida pujante, competitiva e bem sucedida fora da f1. Com brasileiros talentosos. E estrangeiros também, ou só se for tupiniquim tá valendo?
      Parabéns. Que mais pessoas tenham essa oportunidade de sair da caverna e aproveitar o esporte (sim, é esporte) chamado automobilismo. Que é muito mais que fórmula 1.

  24. Alex disse:

    Normalmente eu não leio muito as coisas que o Flávio Gomes escreve porque tenho certa “ogiriza” de quem enaltece o comunismo, etc, etc, mas nunca li algo tão realista e bem escrito e mesmo discordando de muito do que ouço tenho que elogiar a postura, uma vez que me identifico plenamente com o texto.
    Reconheço que não é possível que alguém esteja errado em tudo e nem sou radical ao ponto de enaltecer ou execrar quem pensa igual ou diferente do que eu penso.
    Parabéns, falou tudo, mesmo sendo comunista.

  25. Bira disse:

    Acho que quem fica bem contente com isto tudo é o Piquet, pois não estão enchendo o saco dele.

  26. rafa n disse:

    Que texto perfeito…..mas a viuvada pira!

  27. Bruno Thomas disse:

    Antes de mais nada, devo dizer: Sou fã de Senna, no entanto, concordo em gênero, número e grau com você, Flávio!!! Detesto esse viés ufanista e bairrista da imprensa brasileira. Se ao menos compartilhassem isso com outros pilotos brasileiros, mas não, para eles Fórmula 1 se resume a Senna. No Sportv, por exemplo, tem aquele quadro “Túnel do Tempo”, onde se mostra flashs de corridas históricas. Só que 9 de cada 10 episódios são de corridas que teve um brasileiro como protagonista e, dentre esses 9, 8 é protagonizado por Senna. Uma tristeza, como se nada de relevante tenha ocorrido nesses mais de 50 anos de Fórmula 1 que não seja protagonizado por brasileiros, e por Senna, em especial!!! Tanta corrida legal e histórica que gostaria de rever, mas sei que nunca verei lá porque são corridas protagonizadas por Schumacher, Mansel, Prost, Hakkinen, Alonso, Hamilton, etc….

  28. J.R.Duran disse:

    Hahahaha. Bingo!

  29. Jefferson Brunelli disse:

    Texto perfeito, Flávio.

  30. Eduardo Pagliuso disse:

    Nós não esperávamos nada menos que isso, sendo vc um petista. Vc Não merece estar na Fox. #quesacoflaviogomes

  31. Renaldo disse:

    Falou o ilustre jornalista esquerdista fã do Shumacher.

  32. Thiago disse:

    @QueSacoSenna

    Toda transmissão tem algum comentário, elogio, história, comparações….
    Uma das formas mais chatas de reverência que temos.
    Beira o insuportável, realmente.

  33. Felix Mascarenhas disse:

    Vai a merda seu recalcado. Vc não representa um pentelho do saco do Senna. Seu inútil funcional atrás de um teclado! Lixo humano!

  34. charles disse:

    hipócrita, todo ano faz vídeos sobre a morte do Senna para ganhar views e curtidas e seguidores. hipócrita covarde

  35. Jorge disse:

    Só quem não conhece a história de pilotos brasileiros concorda com essa babação de ovo ao Ayrton. Emerson, Nelson, Moco entre outros merecem mais respeito!!!!

  36. Afonso disse:

    Nesses tempos de hashtag, deixo o meu joinha ao seu texto.

  37. Roger Seves disse:

    #CalaBocaFlavioGomes
    #FlaviGomesMala

  38. Mansell disse:

    Começando por vc que não deixa ele descansar em paz. Meu Deus, quanto ressentimento

  39. Alexandre Alvarenga disse:

    #deixaohomemempaz

  40. Gabriel P. disse:

    Flávio
    Os bolsominions/viuvas do senna se superam a cada dia no quesito adolescente/mala.
    São pessoas imaturas que entram nas conversas de adulto sem serem convidadas e falando besteira, é aquele mala que vai para uma festa na qual não foi convidado, mas faz questão de ir e micar.
    A vida é tão bela e tão curta, pena que muitos não entendem isso e gastam boa parte do tempo, fazendo maldades, xingando, enganando e explorando os outros.

  41. Mary disse:

    Legal ter colocado o Fittipaldi na lótus..mas pq não fizeram homenagem tbm para o Piquet ? tricampeão ainda vivo vao esperar morrer para fazer algo

  42. Zé Maria disse:

    Voto com o relator: #QueSacoSenna!
    Já deu. . .faz tempo.

  43. Saima disse:

    O Regis Tadeu sempre diz algo que acho ótimo: o fã é um idiota.
    Vi Senna correr de 86 a 94, dos meus 6 aos 13 anos de idade. Dentro daquilo que uma criança/adolescente pode entender, admiro muito o piloto que foi e coisas que ele disse ou fez. Hoje, homem, ainda admiro o piloto e coisas que ele disse ou fez, e entendo que ele também cometeu erros e jogou sujo – mesmo se a outra parte mereceu porque também jogou sujo.
    Como espírita, endosso o que o FG disse: o desencarnado precisa encontrar a paz no além-túmulo. Não é preciso esquecê-lo, mas não se deve evocá-lo ou, pior, chorá-lo permanentemente. É como se fosse um(a) ex. Viveu-se algo, foi legal e virou uma recordação boa que temos às vezes.
    Machado de Assis escreveu de form certeira: “está morto. Pode-se elogiá-lo à vontade”.

  44. Ou você morre como um herói ou vive o bastante para virar um vilão.

  45. Ricardo Bigliazzi disse:

    O Senna é como o Fangio, a cada ano que passa fica melhor, melhor e melhor.

    O que mais enche o saco é ver o pessoal com trinta anos, nos dias de hoje, a falar sobre o que via do Senna… me conta quem com 5 anos fica parado em frente a uma TV vendo por quase duas horas um monte de carro na pista com a narração tresloucada do Galvão.

    Segue o jogo. Precisamos que os Deuses do Automobilismo nos iluminem pela 4a. vez fazendo nascer em Terras Brasilis um sujeito que seja mais rápido que o resto.

    No Canada o pessoal fica tresloucado pelo Gilles Villeneuve???

    • Eduardo disse:

      Eu ficava, em 1982!kkkkk!
      Mas assim como disse o Flávio , não aguento mais tanta falação sobre Senna!

    • Denis Valjean disse:

      Deveria ter é a hashtag #quesacoLula. Não aguento mais ver esquerdistas frustados e mal amados reclamado de tudo. Negócio é ir contra a corrente para não dizer que é gado e que sabe pensar.

      Senna foi um ser humano como qualquer outro, mas o piloto mais rápido e espetacular que vi. Pode não ter sido o melhor,mas com certeza era o mais rápido.

      Lembrar quem nos trouxe alegria não me cansa. O que cansa é ouvir os “intelectuais” de merda venerarem bandidos. Disso eles não reclamam nem se cansam.

      Parem de chorar. Se querem falar de Brasil na F1 e não lembrar do Senna, não vá para Interlagos. Desligue a TV. É como falar de futebol e não lembrar de Pelé.

    • José disse:

      Perfeita observação, Ricardo. Sempre penso a mesma coisa quando vejo os piltos falando do Senna. Só sabem de história, a maioria nem tinha nascido ou saído das fraldas.

      Sou muito fã do Piquet, mas a maior parte (e mais vitoriosa) da carreira dele eu sei apenas por vídeosx, livros e revistas. Assistir mesmo, assiti o último ano e meio. E olha que eu já tinha 10 anos, imagine essa gurizada que você falou com 5 anos. Mesmo que digam que “assistiam quando eram pequenos”, não tem idade pra entender o tamanho do negócio. Ver carrinhos coloridos andando em círculos não é propriamente entender de Fórmula 1.

      Senna foi um grande piloto e um ser humano mediano (normal, com qualidades e defeitos e não estou falando pejorativamente).

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