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domingo, 17 de novembro de 2019 - 13:47F-1

INTERLEWIS (9): O MP4/4

Bruno Senna com o carro que foi do tio: primeira vez em Interlagos

SÃO PAULO (vai começar) – As voltas que Bruno Senna deu com o McLaren MP4/4 em Interlagos numa promoção da cervejaria Heineken, que patrocina o GP do Brasil, levaram o povo ao delírio nas arquibancadas. Além de repetir o famoso gesto do tio, que erguia a bandeira do Brasil quando ganhava corridas, Bruno pôde mostrar como era um carro de F-1 mais de 30 anos atrás. Parecia de brinquedo, com suas linhas simples e limpas.

Mas tinha um ronco lindo, diferente dos atuais. E deixava ver direitinho quem estava ao volante. Olhando hoje, soa absurdo deixar um piloto tão exposto no cockpit, mas era assim. A curiosidade sobre esse carro, que venceu 15 das 16 etapas de 1988 com Senna e Prost, é que ele nunca correu em Interlagos. Naquele ano, o GP do Brasil ainda era disputado no Rio.

O modelo trazido a São Paulo para a exibição pertence a uma coleção particular. O nome do dono não foi revelado pelos organizadores. Nota-se que houve a preocupação de tirar da pintura a marca Marlboro, que patrocinava o time inglês na época.

48 comentários

  1. Ricardo Bigliazzi disse:

    Esse carro é o desenvolvimento do BT55 do Gordon Murray feito em 1986. Esse conceito de “diminuir a altura do carro” para melhorar a aerodinamica foi aplicada (muito melhorada é claro) no MP4/4 em 1988.

    No BT56 o piloto ficava literalmente com os ombros expostos.

  2. fredy disse:

    É apena uma questão de cumprir a legislação brasileira galera.
    Lei 9.294/96
    Art. 3º É vedada, em todo o território nacional, a propaganda comercial de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos ou qualquer outro produto fumígeno, derivado ou não do tabaco, com exceção apenas da exposição dos referidos produtos nos locais de vendas, desde que acompanhada das cláusulas de advertência a que se referem os §§ 2o, 3o e 4o deste artigo e da respectiva tabela de preços, que deve incluir o preço mínimo de venda no varejo de cigarros classificados no código 2402.20.00 da Tipi, vigente à época, conforme estabelecido pelo Poder Executivo.

    • fredy disse:

      Art. 9o Aplicam-se ao infrator desta Lei, sem prejuízo de outras penalidades previstas na legislação em vigor, especialmente no Código de Defesa do Consumidor e na Legislação de Telecomunicações, as seguintes sanções:(Redação dada pela Lei nº 10.167, de 2000)

      I – advertência;

      II – suspensão, no veículo de divulgação da publicidade, de qualquer outra propaganda do produto, por prazo de até trinta dias;

      III – obrigatoriedade de veiculação de retificação ou esclarecimento para compensar propaganda distorcida ou de má-fé;

      IV – apreensão do produto;

      V – multa, de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 100.000,00 (cem mil reais), aplicada conforme a capacidade econômica do infrator

      • Paulo Lava disse:

        Hi there!

        Prezado Fredy, boa tarde. De pronto, grato pela registro e descrição da lei. Dito isso, gostaria de fazer algumas ressalvas sobre o tema:
        1 – Ma manhã de hoje, antes de sair de casa, tirei da estante a edição da Playboy com entrevista concedida por Ayrton Senna. Não sei se voce tem em seu arquivo a edição 181 (Agosto, 1990). Porém, se voce tiver, adianto que, na pagina 157, o piloto, quando indagado se participaria de campanha anti-cigarro, ele responde:
        “Eu admito que nunca poderia participar de uma campanha desse tipo. Por razões óbvias”.
        Um pouco antes, ele alinhava a importância da Marlboro:
        “A Philip Morris deu uma contribuição inestimável ao automobilismo. Foi ela que financiou a divulgação do esporte e deu a tanta gente a possibilidade de curtir uma corrida. Vejo por esse lado, e não pelo lado negativo que os outros enxergam – de que o cigarro é ruim, faz mal para a saúde…”
        2 – Particularmente, sou 100% contra a proibição da exposição de produtos ‘tabaqueiros’ em carros/motocicletas de corrida e/ou eventos culturais (Free Jazz Festival… como esquecer?). Anyway, uma pergunta se impõe, posto o governo achar que o cigarro é perigoso: quantos governos são tão ou mais nocivos que o cigarro e, mesmo assim, vivem de propaganda enganosa? Sem falar que, na opinião ‘daqueles’ que promulgaram tal lei proibitiva, Rubens Barrichello, quando piloto Ferrari, corria patrocinado pelo câncer ao passo que Felipe Giaffone, acelerava patrocinado pelo enfisema pulmonar. A grande verdade, enfim, é que se ALGUNS governantes tivessem a mesma convicção para resolver os problemas de saúde, segurança, saúde e emprego, eles (os tais governantes) não teriam os péssimos índices de popularidade à eles atribuídos…
        Por ultimo mas, não menos importante: tenho no meu guarda-roupa diversas roupas (blusas, camisas polo, camisetas) e bonés ‘by’ Marlboro e Hollywood. Quando estava na via sacra de órgãos publicos — R. Federal, inclusive –, para resolver assunto de inventário, eu usava, direto, roupas com forte exposição das logomarcas citadas. Nunca fui preso, nunca pediram que eu me retirasse ou tirasse a jaqueta. Uso com orgulho tais marcas. E espero que algum dia pessoas ajam de forma inteligente e permitam que a Marlboro, a Hollywood e tantas outras voltem a patrocinar o MELHOR esporte do planeta. See ya!!!

  3. Kuka Lienert disse:

    Tirar o Marlboro foi imperdoável…

  4. Ricardo disse:

    Colocam uma fita branca em cima do marlboro. Pelo menos não arrancaram os adesivos.

  5. John Player disse:

    É tanta falta de espontaneidade que tiveram a pachorra de ENSAIAR o momento da parada do carro na curva e a entrega da bandeira para o piloto sair desfilando…
    SEMPRE foi assim.
    Ninguém merece.

  6. Ricardo Sandri disse:

    Fui à exposição no ibirapuera semana passada e vi a linda lotus preta de perto, senti falta do patrocínio JP. A mesma falta senti na maclaren da marca Marlboro. Achei desnecessário apagar as marcas que as patrocinaram por anos.

    Não sou fumante, mas esse politicamente correto está de encher o saco.

  7. Cristiano disse:

    Ao menos podiam usar aquele visual das corridas que na época já não podia usar a marca do cigarro, como na França, e ficava aquele código de barras. Mas nem isso os gênios pensaram. Exemplo: https://www.pinterest.ru/pin/730427633288734343/

  8. Ferrarista disse:

    A viuvada vai ao delírio!

  9. Eduardo disse:

    Eu acho que não deveriam ter apagado a marca da marlboro do carro. Se na época podia….deveria ter continuado, descaracterizou totalmente o carro….

    mas….. F1 e suas bobagens sem muito nexo.

    • Rodrigo disse:

      Exato, mas não é só nessa ocasião, já é possível ver em vários lugares na internet fotos daquela época sem os patrocínios. Tem um livro do Senna que TODAS as fotos foram “photoshopadas” sem marlboro, camel e JPS. Carro, macacão, roupas, bone… tudo… Chega a ser ridículo. Como dizem, o mundo ficando cada vez mais chato.

  10. Mansell disse:

    Pois é, e a grande maioria aqui segue como gado o presidente desse blog quando vem com suas críticas ao Senna. É muito ressentimento. Enquanto isso o povão vai ao delírio em Interlagos. Senna é reverenciado no mundo todo, menos nesse blog

    • LMC disse:

      Onde o Senna é reverenciado?Na Rede Bobo?
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • J Fernando disse:

      A McLaren MP4/4 passar e ser aplaudida pelo público mostra apenas que pilotos são respeitados.
      Da mesma forma que o Bottas, ao sair da Mercedes fumegante, foi aplaudido pelo público da arquibancada em frente.
      O “presidente” Gomes (esse tem meu voto) faz críticas positivas à santificação do piloto o que, convenhamos, não tem nada de mais. Falta sim, valorizar mais os pilotos brasileiros que também foram campeões como Fittipaldi e Piquet.

  11. rafaelle disse:

    Esse eu vi de perto, exposto no shopping, 1989. Lembro de que ele era quase do tamanho da Gm Veraneio, achei muito alto (altura do solo) e passava a mão no assoalho. Me arrependo até hoje de não pular lá dentro do cockpit, foi quase…. hahaha só meu velho que iria levar uma bronca.

  12. Saima disse:

    O mais irônico é que apagaram a marca da Marlboro num evento promovido por uma indústria cujo produto pode ser tão viciante quanto o cigarro, por mais que as propagandas tentem amenizar.

  13. Ítalo Torres disse:

    tentar apagar a propaganda da malboro quando a pintura do carro toda é a propaganda mais explicita da marca de cigarros é d uma burrice sem fim! …Mais q burro da zero pra ele…

  14. BARROS DA SILVA disse:

    Como eram pequeninos essas baratinhas antigas comparadas aos atuis F1, parecem eté um formula dois ou um carrinho de brinquedo…., sera que o proust, piquete e Senna conseguiriam guiar um carro desses???..como se sairiam???…. fica a duvida….. sem falar da diferença de velocidade…….

  15. Otaviano disse:

    Que é isso Flavio, você acha que o ‘”herói” das pistas o “imbatível” o “exemplo histórico” a ser seguido por todo o Brasil ia correr com o Patrocínio de uma marca de cigarros, Sinceramente, não sei como não pintaram a Mclaren de verde amarelo, para tornar esse homenagem mais chata, cafona e coxinha ainda.
    Finalizando, pega mal para a construção histórica do “mito” nacional que só fez o bem, relaciona-lo ao uso de cigarros. Isso a gente apaga.

    • McLaren-12 disse:

      Você tentou ser engraçado com sua ironia, mas não conseguiu. E ainda se passou por ignorante.

      É propaganda de cigarros é proibida há bastante tempo no Brasil. Isso não impediu de Emerson e Bruno andarem com Lotus JPS após essa proibição.

      O carro chegou adesivado no Brasil. O colecionador norte-americano o mantém assim em todos os eventos e museus para os aluga o carro. Acontece que o evento foi promovido pela Heineken. Advinha quem vetou a propaganda? Sim, a empresa que promoveu o evento e não queria sua marca vinculada a uma de cigarros.

      Os Marlboro foram cobertos na quinta-feira antes do carro ser levado para a garagem da Heineken. Diga-se de passagem por enormes adesivos brancos de tonalidade diferente do branco da McLaren. Mas não era possível notar os adesivos e nem a diferença de tonalidade na tv. Parado ou andando.

  16. Os carros do passado pareciam uma guilhotina e hoje percebemos o quanto era perigoso. Mas é assim. Daqui a dez anos vamos achar absurdo como os carros não tinham halo.

    E falando em halo, hoje vimos um pedaço de carro ser estraçalhado no dispositivo de segurança e não atingir o piloto. Acho que era um pedaço de asa do Ricciardo, mas não lembro qual foi o piloto que foi protegido.

    Mais: não sou a favor de retirarem a Marlboro nem qualquer outra marca do carro, é história e não mais propaganda.

    • Vitor Viegas disse:

      O pedaço atingiu uma McLaren, se não me engano do Sainz. O Aeroscreen (não sei se escreve assim) da Indy parece ser mais eficaz nestes casos.

      E os carros antigos eram muito mais vulneráveis, mas em compensação bem mais belos. Lembro que os Williams “de outro mundo” deixavam o ombro do piloto bem exposto, mais até que o da McLaren da foto.

    • Ilmar disse:

      Olha, eu não queria escrever aqui, mas vou: a não-realização do filme do Senna protagonizado pelo Antonio Banderas (que seria possivelmente no final dos anos 1990), e essa censura que fazem das marcas de cigarro John Player Special, Camel, Marlboro e Rothmans no site do Senna e mais agora essa, do McLaren pilotado pelo Bruno, deve ser por causa da Viviane que, dizem, é ainda pior (isto é, ainda mais chata e mais fresca) do que o Ayrton (não sei se o Leonardo também é assim, mas também não duvidaria, dado aquele relato de que ele iria perturbar o próprio irmão com uma fita cassete da Adriane Galisteu afirmando que o Senna era, digamos, ”todo-duro” e que, no fundo, não teria gostado tanto assim do Senna, justamente nas vésperas daquele GP de San Marino de 1994), tentando dar um ar de pureza e santidade que, obviamente, o Ayrton não tinha, como nenhum de nós tem.
      Para você ver como o ser humano é complicado, também já aconteceu o contrário: em 2004, quando estavam reformando o FD 01, os irmãos Fittipaldi disseram que ligaram para a Copersucar para que repintassem o patrocínio no carro, até como uma homenagem à história esportiva, mas os donos da Copersucar, ainda ressentidos com os resultados da equipe brasileira nos anos 1970, não deixaram.

  17. Zé Maria disse:

    Tenho quase certeza de que ao menos alguns carros do próprio acervo da McLaren também não ostentam a marca do cowboy.

  18. Wanderson Marçal disse:

    “E deixava ver direitinho quem estava ao volante. Olhando hoje, soa absurdo deixar um piloto tão exposto no cockpit, mas era assim.”

    Talvez isso explique um pouco o fascínio que a MotoGP exerce e que a F1 não exerce mais. A diferença de corrida de monoposto para turismo e o fato do primeiro tipo de corrida ter sido mais popular durante boa parte do tempo também tem a ver com isso.

    Mas o futuro do all for safety são atletas alimentados com Doritos e Coca Cola, do alto dos seus 130 quilos, pilotando carros perigosamente atrás do volante acoplado ao seu computador (o que pela questão do colesterol e artérias entupidas é mais perigoso que guiar um F1 hoje).

  19. Saima disse:

    O Berger escreveu no livro dele que os turbos da década de 80 tinham um silvo baixo, mas venenoso, que era muito excitante. Talvez o únicos sons de motores comparáveis a esses tenham sido os Porsche 962C e os V12 da Ferrari.

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