GP ÀS 10: BYE, HONDA

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Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

23 Comentários

  • A McLaren (de 1988 até 1992) no auge do motor Honda foi a equipe que tirou maior proveito dando até uma rasteira na Williams que mantinha uma política de guerra com Piquet e Mansell entre 1986 e 1987, mas essa mesma política de guerra se repetiu na McLaren em 1989 com Prost e Senna onde a Honda só não caiu fora da equipe porque o então Tricampeão Prost saiu.
    Hoje podemos considerar a Red Bull a melhor equipe e o melhor piloto Verstappen com o motor Honda, mas bem longe daquele auge da década de 80 e início de 90.
    Para o futuro a F-1 está ficando cada vez mais difícil e se entregando a própria sorte, com certeza hoje está bem longe de agradar todo Mundo como em algum lugar do passado.

  • Realmente o futuro está incerto quanto ao marketing a seguir para uma fabrica da carros, talvez o mundo do automóvel não tenha visto tamanha incerteza desde que a paixão pelo automóvel se misturou as necessidades básicas ao mais luxuoso status simplesmente.
    E concordo com o Flavio quando ele diz que a F1 precisa olhar para si mesma e pensar em um plano B , aquele onde não terá mais fabricas , no momento é uma possibilidade remota mais acima de tudo uma incerteza.
    Eu sempre concordei com a ideia de ciclos , em tudo na vida tem , e na F1 talvez seja o momento de sair desse glamour da ostentação e dar um passinho pra trás , olhar com carinho alguns exemplos bem atuais ( como o que aconteceu com o WEC e como se saiu bem a IMSA, a própria FE é categoria de base , olhem o quanto custa aquele negocio, com um tostão da F1 chamaram todas as fabricas pra lá ) e entender que os tempos estão difíceis pra toda humanidade e que esse mundo de ostentação delirante ( autódromos 5 estrelas e etc) está meio ,digamos, cafona , fora do tom.
    Um exemplo grandioso e positivo da F1 atual ??? a demonstração da eficiência dos respiradores desenvolvidos a tempo record e “custo baixo record” , ou seja ,tecnologia não significa gastança desmedida.

  • Concordo. muita coisa vai mudar no futuro, o que fica são os alimentos essenciais que precisaremos sempre, tipo Feijão, macarrão, arroz,….Os hábitos serão diferentes. Vamos ter saudades do cheiro da gasolina, mas se for para o bem, vamos enfrentar.

  • O Futuro que eu vejo é o seguinte, sabe estas bicicletas do Itaú que vc tem os lugares onde vc pega com seu aplicativo e desbloqueia e paga por tempo/trajeto de uso? Com os carros será a mesma coisa, haverão bolsões/estacionamentos, onde existirão carros estacionados (carregando suas baterias) só esperando o próximo usuário. Quando o usuário clicar no aplicativo próximo a estação de “pick up” e definir o destino e quantidade de pessoas, ele irá dizer qual dos veículos presentes ali é o mais adequado para ele!!! Chegando próximo ao destino dele, ele deverá deixar o veículo na estação mais próxima e segue a vida!!!

    Talvez, e digo talvez, em um futuro mas futuro mesmo, ainda teremos os modelos da Yellow, onde poderemos alugar e deixar os carros em qualquer lugar. Porém acho difícil. Creio mesmo que em um futuro próximo, veremos um modelo de negócio parecido com as bicicletas do Itaú (aqui no Brasil) e do City (em NY), que é o citado acima, por exemplo!!

  • Flavio
    O plano B passa por um regulamento mais simples!
    Honda aventura-se na F1 desde a década de 1960, e foi um fiasco, basta ver quantas vezes foram e voltaram.
    A Renault batalhou em cima de um conceito ( turbo ) e teve a carteira batida pela BMW que levou o 1º título da era turbo com Piquet.
    E a MB comprou o pacote feito da empresa de um ex-funcionário da Cosworth chamado Mario Illen.
    Quando em 1966 a FIA decidiu que o motor ia ser de 3 litros só havia uma equipe com motor pronto para essa receita: Ferrari, Mas o campeão usou um motor feito com bloco de Oldsmobile e bielas de série do Daimler Majestic! E era feito Down Under!!!
    O mundo vai ser elétrico?
    Talvez. Mas ele já foi Wankel, , foi a vapor, já foi até à álcool, Depois da crtse do petróleo nos anos oitenta, os carros estadunidenses deram uma encolhida, mas hoje o que vende nos USA é pick up e SUV!!
    Que futuro é esse?

    • Que investimento?????
      Se sequer honraram compromisso com a Dorna? E não fosse o suadouro da Disney, ficaríamos sem a Moto Gp na telinha.
      Ahhhh esses milicianos metidos a empresários…
      E que fiquem longe de Deodoro!

  • Parece que custos elevados, complexidade dos motores e novas tendências explicam a saída da Honda da F1. Esses motores não servem pra nada fora das pistas. Mas por que a Honda decidiu ficar na Indy? Por ser mais barata e mais simples?

  • Quem sabe surja daí a condição de uma nova F-1, mais simples, mais barata e equilibrada, com novos “garagistas”, e principalmente, com algo similar ao que foi o motor ford-cosworth DFV? Até então, parecia impossível essa regressão, por conta da presença das grandes montadoras e seus orçamentos estratosféricos

    • Sim, a tecnologia da Indy deriva para as ruas… o que se faz na Formula-1 é como recriar um Frankstein, Os motores da F-1 nunca serão utilizados nas ruas. É complexo demais, é caro demais, tão caro que faz com que os carros puramente elétricos se tornem baratos (olha que são carissimos).

      Dessa forma, não faz sentido estar na F-1 com aquele regulamento. Os japoneses são mais simples e diretos em suas ações, e estão saindo com a honra não tão manchada assim.

  • Triste demais. Será que existe a chance da Red Bull adquirir o motor de alguma montada e ela mesma modificá-lo? Lembro que na época da rescisão com a Renault algo assim chegou a ser especulado. Acho que seria um caminho legal pra equipe e pra F1 – Abriria uma porta diferente.

    Bom, vamos aguardar…

    Tenho muita simpatia pela Red Bull. Ela soa como aquelas equipes ‘outsiders’, que surgem do nada pra bater em grandes montadoras. Espero que encontrem uma solução legal pra isso.

    • Pelo que acompanho nos comentários do Rico Penteado (Engenheiro Renault) essa possibilidade é praticamente zero. Do jeito que está hoje a fabricação de motores é negócio para os grandes fabricantes e não para Equipes (mesmo que sejam ricas).

      Se uma Honda não vê viabilidade economica como uma Equipe de F-1 pode ter?

  • FG, já tem uns 3 anos que eu e meus irmãos não temos mais carros, só minha mãe ainda tem, e quando precisamos, usamos o carro dela, rachamos o combustível e demais despesas, fora isso é aplicativo e locação, o custo é muito alto, cresci cheirando gasolina e lavando carro do meu pai na garagem da casa no domingo de manhã, mas, tá tudo mudando muito rápido. Meus sobrinhos que já são maiores e poderiam tirar a “carta”, estão nem aí para isso, o celular basta… Novos tempos…

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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