ÚLTIMA TEMPORADA

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RIO (sentiremos falta) – Depois de quatro anos nos divertindo, Romain Grosjean e Kevin Magnussen não estarão mais juntos em 2021. A Haas anunciou hoje que vai reciclar sua dupla de pilotos para o ano que vem.

Grosjean está lá desde o início, em 2016, e é responsável pelo melhor resultado da equipe até hoje, um quarto lugar no GP da Áustria de 2018. Magnussen, que chegou em 2017, tem dois quintos lugares, no Bahrein e na Áustria também em 2018. Foi seu melhor ano, com um quinto lugar no Mundial de Construtores.

Tem um monte de nomes na lista de gente disponível para as vagas, e um parece certo: o russo Nikita Mazepin. Como é novato, seria de bom tom arrumar alguém mais experiente para o outro carro, e nesse caso aparecem como favoritos Sergio Pérez e Nico Hulkenberg. O mexicano está na frente nessa briga, porque é cheio de patrocinadores e conta com o mecenato de Carlos Slim desde sempre.

A Netflix vai sentir falta. A Haas foi uma das grandes protagonistas das duas primeiras temporadas de “Drive to survive”. A terceira está sendo gravada e vai ao ar no ano que vem. Sendo assim, é justo dizer que, pelo menos do ponto de vista do time americano, a de 2021 será a “última temporada” da série. Difícil imaginar uma dupla substituta de Grosjean e Magnussen tão… cinematográfica!

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

25 Comentários

  • Grosjean foi a eterna promessa. Um Alesi do século XXI com menos talento e mais destrambelhamento.
    Magnussen também é uma eterna promessa. Filho de uma outra eterna promessa, Jan Magnussen, que um dia disseram que era um piloto fantástico e que seria campeão do mundo. Fez água. Foi destruído pelo Rubinho, diga-se.
    Não sei se disseram que o filho seria melhor que o pai. Mas posso dizer que é um Max Verstappen que deu errado. Acabou ficando mais conhecido por seu notório destempero e falta de educação do que propriamente por seu talento. Verstappen consegue fazer – ainda – seu talento sobressair à sua total falta de empatia.
    Demorou pra Haas acordar e se reformular. Piloto ela tem no mercado pra escolher. O problema é saber se eles vão fazer um carro decente ou uma cadeira elétrica de novo. Se consistência fosse o único requisito, Hulkemberg e Perez fácil. Mas, como o dinheiro e o lobby vão falar alto no fim da reta, a dupla vai ser Schwartzman e Mazepin, a equipe vai se chamar Haasov, e Pietro fica mais um ano chupando dedo jogando Playstation 5. Ou Kvyat, que provavelmente ficará a pé ano que vem pro Tsunoda ser a próxima vítima do moedor do véio caolho. Aí deixa tudo russo mesmo, os titulares e o reserva.
    A menos que o Schumacher filho não vá pra Alfa Romeo, aí uma das vagas é dele, em troca daquele cashback maroto nas usinas da Ferrari, enquanto o Sainz esquenta o banco dele na matriz, e mete o pé em 2023 pro chucrutinho júnior apanhar do Leclerc.

  • Magnussen é o próprio mediano, um pouco maluco – como o pai Jan – e irresponsável, as centenas de vídeos dos outros pilotos xingando ele no rádio que o digam. Grosjean prometia muito mais e teve uma fase muito boa na Lotus, seu maior erro foi ter saído dessa equipe quando ele foi recomparada por quem o formou como piloto, a Renault.

    Quanto aos “especialistas do nada” que acham que os dois são péssimos, bom, um teve a carreira inteira patrocinada pela McLaren e o outro, como já disse, pela Renault. Aposto e ganho que essas duas organizações entendem cosmicamente mais da coisa do que qualquer um que tenha emitido tal opinião.

  • Coloquem qualquer dupla do grid nos lugares de Magnussen e Grosjean, qualquer uma, os resultados serão melhores.
    O dinamarques é um louco veloz, o outro teve um belo momento na Lotus há muitos anos atrás. O tempo passou pra ele.
    O problema é que Mazepin é muito mais louco que Magnussen e bem menos veloz.

    • Mazepin nunca foi de grande relevância na categoria. Não é novato na categoria e nunca foi piloto de disputar títulos. ´O maior atributo dele é o paitrocínio russo que possui, e é só por isso que ele é cogitado na F-1.
      Terá resultados, caso realmente entre, tão relevantes quanto os do Latifi, que já tá todo roxo de tanto apanhar do Russell em classificações.

  • Estava na hora de Gene Haas se ligar, que F1 não é Nascar ,pra colocar dois pilotos ,um bate (Magnussen) e o outro destrói (Grosjean) . Acho que Pietro Fittipaldi corre por fora numa vaga ,principalmente se conseguir um bom patrocinador.

  • Não sei se merecem ser desligados da Haas (acho o carro ruim) mas que isso era mais do que esperado isso era.

    Acho que chega o Tcheco (mais um caminhão de dinheiro) no primeiro carro e um “caminhão de dinheiro” (trazido por um piloto qualquer) no segundo carro.

    Fica a torcida para que a Ferrari faça um bom motor pois o Tcheco e uma pilha interessante de grana podem fazer a Haas subir de patamar nos próximos 4 anos.

  • Acho que são os pilotos mais underrated do grid atual. Não são tão ruins e tem um monte pior. Albon, Giovinazzi, Latifi, Stroll, Kvyat, Ocon… Esse carro da Haas é uma porcaria. É triste ver os dois indo embora. Faziam bem a F1 pelas personalidades. A F1 precisa de mais carros.

    • Acho que o Stroll pode não é tão ruim assim, dei uma pesquisada nos seus resultados nos últimos 8 anos e o menino não chega a decepcionar o mais critico dos analistas. Claro que o “fantasma de filhinho de papai” sempre vai assombrá-lo mas ele vem entregando o esperado a medida que evolui em sua carreira. Tenho a opinião que o Stroll é muito mais “underrated” do que os atuais pilotos da Haas. Acho que ser um filho de um cidadão multi-milionário que nunca precisou suar sequer uma unica gota por qualquer coisa que almejou em sua vida será o seu eterno calvário… paciência… o mundo está repleto de pobres homens esforçados e alguns milionários homens que nunca terão o seu real valor reconhecido.

  • Nunca entendi a estratégia aparentemente suicida da Haas.

    Eternizando dois pilotos ridículos e nunca parecendo preocupada com a falta de resultados decentes. Mr. Haas deve ter motivo$ interessantes, para justificar manter uma equipe figurante apenas fazendo número para preencher o grid da F1.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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