BI, 30 | Blog do Flavio Gomes | F1, Automobilismo e Esporte em geral
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terça-feira, 15 de outubro de 2013 - 14:15F-1

BI, 30

SÃO PAULO (palmas para o Nelsão) – Hoje faz 30 anos do bi de Nelson Piquet, conquistado com um terceiro lugar no GP da África do Sul disputado em 15 de outubro de 1983. A história da conquista está aqui.

Lembram?

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45 comentários

  1. Peter Perfeito disse:

    Você acha que isso explica um Michael Schumacher? De ele ter entendido essa tecnologia?

    Nelson Piquet: Ele foi bom. Tem que dar valor a ele. Ele pegou um time que estava há 20 anos sem ganhar nada. Fez, organizou, teve a capacidade de juntar os engenheiros certos e foi lá e ganhou quantas vezes ganhou. Então não adianta querer falar mal “foi por isso, foi por aquilo”. Não. Foi bom mesmo, teve o tempo dele e, logicamente, perpetuou naquele tempo. Talvez se ele tivesse sido da nossa época teria ganhado um, dois ou três campeonatos, não tudo isso, porque seria mais difícil você ter uma hegemonia de estar ali com aquele grupo e ganhar tudo. Um ano ganhava um, no outro ganhava outro. Aparecia a BMW, depois a Renault, depois a Ferrari, sempre foi dividido assim.

    Michael Schumacher foi companheiro de Nelson Piquet na Benetton em 1991

    E o Fernando Alonso. Você acha que é um cara no nível do Schumacher, seu, do Senna do Prost?

    Nelson Piquet: Sem dúvida. Acho que todos ali estão no mesmo nível. Talvez se o carro fosse inferior e dependesse mais deles, eles poderiam se mostrar melhores do que são.

    E os “entendidos” por aqui acham que o espanhol e o alemão (Schumacher) são apenas “dick vigaristas” que só vencem quando tem o melhor carro.

    “Entendem” mais de pilotos que o Nelson Piquet.

  2. Seinfeld disse:

    Muito boa entrevista de Reginaldo leme com Nelsão sobre os 30 anos do Bi campeonato.

    Nos 30 anos do bi, Piquet faz balanço da carreira e lembra dramas e criações

    Em papo com Reginaldo Leme, tricampeão fala sobre duelo com Prost em 1983, graves acidentes que sofreu e compara sua época com F-1 de hoje

    Nesta semana, completa-se 30 anos de um dos capítulos mais importantes da história do automobilismo brasileiro: o segundo título mundial de Nelson Piquet. Para celebrar a data, o Esporte Espetacular fez uma entrevista especial com o tricampeão. No papo com Reginaldo Leme, ele falou do título com a equipe Brabham-BMW, assegurado com um terceiro lugar em Kyalami, no GP da África do Sul que coroou uma batalha ponto a ponto com o francês Alain Prost, da Renault. Além disso, o ídolo brasileiro fez um balanço de sua carreira: relembrou inovações técnicas em dupla com Gordon Murray (projetista da Brabham), analisou o impacto de dois graves acidentes (Ímola/1987 e Indianápolis/1992) em sua vida e comparou a Fórmula 1 atual com a de seu tempo.
    Nelson Piquet conversa com Reginaldo Leme.

    Confira a entrevista completa, com trechos exclusivos que não foram ao ar na TV:

    Conte as lembranças da temporada de 1983, o ano do bicampeonato.

    Foi um dos anos mais bacanas pra mim. Primeiro que nós desenvolvemos muito o carro em 1982. Estávamos dois anos atrasados da era turbo, dois anos atrasados da Renault e da Ferrari. Desenvolvemos 82 aos trancos e barrancos e em 1983 entramos para ganhar o campeonato. E quando você começa um desenvolvimento, carro novo – saiu do carro-asa e foi para o carro turbo, muita coisa junta –, eu sei trabalhar. Ainda mais com o desenvolvimento dos pneus Michelin. Não só fomos os primeiros a ganhar o campeonato turbo, mas fomos os primeiros a ganhar campeonato com a Michelin. Então, tudo isso dá uma satisfação muito grande, porque é um trabalho de equipe, um trabalho de desenvolvimento. É a BMW, é a Brabham, é a Michelin. Tudo isso junto. Vemos quantas horas nós testamos pneu e outras coisas para chegar ao que nós chegamos.
    Nelson Piquet 1983 (Foto: Getty Images)Brabham BT52B de motor BMW, com a qual Nelson Piquet foi bicampeão em 1983 (Foto: Getty Images)

    Quais foram seus principais rivais? Pela Renault tinha Alain Prost e René Arnoux, pela Ferrari, o Patrick Tambay. O Keke Rosber estava na Williams, que não passava um bom momento.

    O adversário sério mesmo era o Prost. Inclusive, na ultima corrida eu precisava ganhar a corrida se ele chegasse em segundo, e nós saímos preparados mesmo para ganhar a corrida de Kyalami.

    Quando você foi para essa corrida decisiva em Kyalami, o Prost tinha um ponto a mais no campeonato. Como foi a decisão sua e da equipe Brabham de adotar uma estratégia que surpreendesse todo mundo?

    Precisávamos de 220 litros (de combustível) pra terminar a corrida. Saímos com 70, com o carro superleve, e abrimos quase três segundos por volta. Isso deixou o Prost muito nervoso. Abrimos o suficiente para fazer o pit stop e sair ainda na frente de todo mundo. Quando o Prost entrou para fazer o reabastecimento, eu já estava meia volta na frente. E aí ele saiu, começou a aumentar a pressão no turbo e o motor quebrou. Isso era metade da corrida. Aí eu fui tirando a pressão, administrando a corrida. Passei para segundo, terceiro. E aí mantive, porque o meu objetivo era ganhar o campeonato, não queria ter nenhum risco de querer ganhar a corrida e acabar perdendo o campeonato.
    Fórmula 1 – French Formula One Grand Prix 1983 – Alain Prost (Foto: AFP) Francês Alain Prost, na época na Renault, foi principal rival de Piquet (Foto: AFP)

    A vitória do (Riccardo) Patrese foi legal..

    Teve o segundo lugar do (Niki) Lauda, que era meu amigo.

    Naquela temporada você teve uma batida com o Prost na Holanda. Como é que foi isso?

    Aquele acidente foi uma coisa até boa para mim. Estava liderando a corrida, mas perdi estabilidade traseira do carro porque um dos amortecedores traseiros quebrou. Então chegaria ali em segundo ou terceiro, e o Prost faria alguns pontos a mais que eu. Aí ele entrou numa freada muito forte em cima de mim e bateu no meu carro, me tirando da corrida. Mas ele danificou a asa dianteira dele também e na volta seguinte foi reto na curva longa e saiu da pista também. Com isso ficou zero a zero e não teve problema.

    E seu carro pegou fogo em Hockenheim, na Alemanha…

    Não lembro. Passou muito tempo…

    Em 1983 você ganhou três corridas: Brasil, Itália e Brands Hatch. Você pensava muito no campeonato. Foi isso que te deu o título? A partir de que momento você sentiu que dava para ganhar?

    Em Monza o Paul Rosche (chefe da BMW) trouxe no bolso uma rodela do compressor da turbina. Quando montou isso e eu saí pra andar, o turboleg – como chamava a falta de entrada do cubo – ficou quase perfeito. Pensei: “Com esse motor aqui vai ser muito fácil dirigir e ganhar esse campeonato”.
    nelson piquet ricardo Patrese Brabham jacarepaguá 1983 (Foto: Agência Getty Images)Nelson Piquet venceu a corrida no Brasil, no Rio de Janeiro (Foto: Agência Getty Images)

    Você considera sua dupla com Gordon Murray, projetista da Brabham na época, uma das mais perfeitas da historia da Fórmula 1 em termos de criatividade?

    Não gosto de falar da minha pessoa, falar do Gordon. Acho que foi muito bacana. Nós fizemos o pit stop, começamos a esquentar pneus na Fórmula 1 – coisa que eu já fazia na Fórmula 3 -, começamos a fazer todas as barras estabilizadoras reguláveis dentro do carro. Acho que foi uma época muito boa, do carro-asa, eu ia para os túneis de Southampton junto com o Gordon com os modelos dentro da mala do carro, passava as tardes de sábado e domingo que não tinha corrida no túnel de vento. Eu mesmo fui aprendendo muita coisa de curiosidade, porque não sou engenheiro, mas a curiosidade me ajudou muito.

    Você disse que não é engenheiro. Mas você sempre gostou muito de mecânica. Isso te ajudou na tua carreira?

    Eu fiz dois anos e meio de engenharia, mas larguei. Mas era só conta. Parte de projetos foi mais na prática mesmo. Continuo fazendo meus marcos, tudo, as invenções que faço. Naquela época ajudava muito. Hoje em dia não. Hoje você não precisa ser “engenheiro”. Esses anos de 81, 82, 83, 84 foram maravilhosos.

    O que diz do motor, carro, equipe. Primeiro turbo campeão, motor 4 cilindros…

    O motor era fantástico. O desenvolvimento foi crescendo durante esse ano, e em 84 eles nem sabiam mais a potência que tinha o motor, porque o dinamômetro da BMW ia até 1.100 cavalos, e com dois mil giros antes o motor já completava os 1.100 cavalos. Eles não sabiam se era 1.200, 1.300, 1.350. Tínhamos uma potência enorme na classificação. Em 84 fiz nove pole-positions, liderei 12 corridas e cheguei em três. Porque aí o bloco ficou muito fraco e o motor quebrava muito. Teve esse problema. Mas o motor era fantástico. O carro que o Gordon fez era revolucionário. Saiu do carro-asa para esse carro todo em flecha. Ele botou todo o peso do carro, radiador, tudo atrás, e colocou o piloto bem na frente, tinha um tanque de gasolina enorme. Mas era um carro lindo, bom de guiar.

    Naquela época as equipes trabalhavam seus próprios combustíveis. A BMW fez um trabalho importante?

    A partir de 83 a pressão dos motores foi subindo muito. E a BMW usou uns caras bem velhos, que faziam as gasolinas sintéticas na Segunda Guerra Mundial. Eles trabalharam essas gasolinas, que tinham que ter 100 octanos e podiam ser feitas de qualquer tipo de material. E eles conseguiram fazer uma gasolina que tinha um cheiro esquisitíssimo, mas era muito potente.

    A equipe tinha desenvolvido um sistema de pit stop muito eficiente.

    Quando veio com a ideia, o Gordon foi para os EUA, viu uma corrida de Indianapolis, viu todo o sistema funcionando e mais ou menos copiou. Ele quis ver como é que era, e nós fizemos, treinamos bastante. Começamos a aquecer os pneus, porque não adiantava ter os pneus frios depois do pit stop porque perderíamos muito tempo. E era uma coisa sensacional. Andávamos com o carro muito mais leve e blefávamos. Tinha corrida que o carro estava tão superior que saíamos com o tanque cheio mesmo e não fazíamos o pit stop. Todo mundo ficava pensando que iríamos fazer o pit stop, e não fazíamos. Estávamos dez, 15, 20 segundos na frente, e todo mundo pensava que iríamos parar, mas não acontecia.

    Fazendo uma avaliação de sua carreia na F-1. Foram 204 GPs. Qual foi a melhor época?

    Eu tive a era carro-asa, era turbo, inventamos pit stop. Acho que os anos 80 foram anos bem interessantes para a corrida, e graças a Deus eu estava nessa época.

    Como está vendo a Fórmula 1 hoje?

    A opinião é geral. Hoje não é mais um campeonato de pilotos. É um campeonato de tecnologia. A aerodinâmica hoje é 75% de um carro. Qualquer piloto que você pegar ali dos bons e botar num carro ganhador vai vencer. É estratégia e toda parte de aerodinâmica. No nosso tempo era diferente. Tudo bem, contava aerodinâmica, contava parte mecânica, mas nós éramos a ligação com a engenharia. Se você não tivesse um piloto para saber o que estava acontecendo e passar toda essa informação para os engenheiros, o carro não melhoraria. Hoje em dia o piloto precisa ser muito rápido e não fazer besteira. Se você escutar os rádios hoje, na primeira volta eles falam tudo: “Acelera agora, vai queimar a largada agora, bota no número tal”. É um campeonato de tecnologia mesmo. Mas até para isso você precisa ter os pilotos bons lá.

    Você acha que isso explica um Michael Schumacher? De ele ter entendido essa tecnologia?

    Ele foi bom. Tem que dar valor a ele. Ele pegou um time que estava há 20 anos sem ganhar nada. Fez, organizou, teve a capacidade de juntar os engenheiros certos e foi lá e ganhou quantas vezes ganhou. Então não adianta querer falar mal “foi por isso, foi por aquilo”. Não. Foi bom mesmo, teve o tempo dele e, logicamente, perpetuou naquele tempo. Talvez se ele tivesse sido da nossa época teria ganhado um, dois ou três campeonatos, não tudo isso, porque seria mais difícil você ter uma hegemonia de estar ali com aquele grupo e ganhar tudo. Um ano ganhava um, no outro ganhava outro. Aparecia a BMW, depois a Renault, depois a Ferrari, sempre foi dividido assim.
    Michael Schumacher foi companheiro de Nelson Piquet na Benetton em 1991 (Foto: Getty Images)Michael Schumacher foi companheiro de Nelson Piquet na Benetton em 1991 (Foto: Getty Images)

    E o Fernando Alonso. Você acha que é um cara no nível do Schumacher, seu, do Senna do Prost?

    Sem dúvida. Acho que todos ali estão no mesmo nível. Talvez se o carro fosse inferior e dependesse mais deles, eles poderiam se mostrar melhores do que são.

    A maior fase técnica da Fórmula 1, de pilotos mais talentosos, foi aquele quarteto Piquet, Mansell, Senna e Prost?

    Senna pegou o finzinho, né?. Eu já estava saindo da Fórmula 1. Mas teve o tempo do Alan Jones, o Lauda retornou… Acho difícil comparar os tempos. Hoje tem seis campeões mundiais correndo (são cinco). A única coisa que mudou mesmo foi que a tecnologia cresceu mais, e a parte humana não pode crescer.

    A temporada de 1980 foi um campeonato que você lamenta ter perdido? Aquele motor que quebrou no Canadá. Você superaria o Alan Jones e ele não te pegaria mais.

    Não. Foi um campeonato que aconteceu. Primeiro, o carro bateu na largada, peguei o carro reserva. O carro reserva não tinha um motor de corrida, ninguém estava esperando o que aconteceu. Os times eram pequenos, e no meio da corrida o motor quebrou. Foi um ano que deveria ter ganhado.

    Em 1982 teve aquela briga com o Eliseo Salazar…

    Foi mais pitoresco ainda porque a BMW contou para nós que foi a melhor coisa que aconteceu para eles, porque o motor não ia conseguir dar mais uma volta. A saia do pistão já tinha quebrado, então o motor ia fazer mais uma, duas retas e ia enfumaçar. Então para eles a melhor coisa que aconteceu foi aquela briga. Depois eu fui contratado pela televisão chilena que o Salazar fazia entrevista, e aí fizeram toda uma encenação de que ele ia me entrevistar, mas na verdade eu ia agarrar no pescoço dele lá. Fizemos uma brincadeira lá.

    Teve o acidente de Ímola, em 1987. Eu lembro o quanto aquilo te prejudicou. Você mesmo falou da perda de um segundo por volta. Perda que começou a diminuir com o tempo e no fim do ano você ainda foi campeão.

    Olha, ali praticamente acabou minha carreira. Eu consegui ganhar o campeonato, fui muito esperto de conseguir ganhar o campeonato e tudo, mas nunca fui o mesmo piloto depois daquilo. A experiência que eu tive eu repassei para o Massa. Eu falei: “Olha, o Massa vai ter problema”. Se foi ou não foi, não sei. Mas eu tive esse problema. Bater com a cabeça é muito, muito ruim. Tira essa propriedade que você tem, essa finesse que você tem para guiar.

    Você contava que ficou muito tempo sem dormir bem…

    Minha vida mudou completamente depois daquilo. Passei a não dormir mais. Até hoje eu tenho problema para dormir. Minha carreira acabou ali.

    Teve também o acidente de 1992 nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis (Fórmula Indy). Aquilo te fez sofrer demais, você ficou muito tempo de recuperação. Quase levou sua vida, teve risco de amputação. De que forma você vê aquilo hoje?

    Fazendo um balanço de tudo, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Eu parei realmente de correr e fui cuidar da minha vida. E deu certo. Fiz um negócio muito bacana, um produto que importei para o Brasil, e hoje temos mais de 100 mil caminhões funcionando com o sistema. Somos número 1, temos uma firma maravilhosa, temos colaboradores que trabalham conosco há 20 anos. Esse acidente foi uma parede. “Para de correr e vai cuidar da sua vida”. E graças a Deus foi bom.

    Mas Indianápolis era uma coisa que você queria tanto realizar, que você voltou no ano seguinte e fez a corrida.

    Mas ali era para provar que eu podia guiar ainda. Eu falei “se eu não sentar num carro de corrida, eu vou botar o rabo entre as pernas e voltar para casa”. Esperei um ano, voltei, corri. Não deu certo, o motor quebrou, mas eu fiquei satisfeito.

    O que você gosta de fazer fora trabalhar, cuidar da sua empresa?

    Só trabalho na parte da tarde. Na parte da manhã mexo nos meus carros velhos, faço motor, tenho uns dois mecânicos que trabalham comigo. E detesto viajar. Por isso que não vou nas corridas. Fico umas semanas fora de casa e me dá uma agonia para voltar para casa.

    Está tudo realizado na sua vida?

    Agora tenho que prolongá-la, né? Vamos ver se conseguimos prolongar mais uns 20 anos. Mas o resto está bom.

  3. Cleverson disse:

    Nelsão? Genial. Esse adjetivo diz tudo sobre ele. E pensar que o Brasil ainda nem tem lugar garantido para a Temporada 2014 da F-1. Sintomático isso…

  4. Essa foi a primeira corrida a que assisti. Completo trinta anos também!

  5. Márcio Rezende disse:

    Bem mais velho que esta gurizada que postou comenetários, eu já tinha 17 anos e vibrei, não só pela conquista de 1983, mas por todo o período do Piquet na F 1. Foi o mais genial de todos, não foi o melhor nem o mais rápido nem o que mais títulos conquistou, mas com certeza, o piloto que fazia diferença. Genial nas estratégias e configurações dos carros fora da pista e genial nas estratégias durante a corrida. As ultrapassagens fantásticas, inesquescíveis…, sem falar no humor ácido e personalidade ímpar… Grande Nelson Piquet, já não se fazem mais pilotos deste padrão, infelizmente…

  6. Antonio disse:

    Esse carro era lindo assim como eram lindos os carros da Renault e Ligier.
    Prost não levou esse título porque o motor da Renault quebrava pra cacete.
    Foi um ano de carros lindos

  7. José Guilhermo disse:

    Parabéns pela lembrança Flávio, Nelson Piquet foi meu primeiro ídolo no esporte, me lembro aos 10 anos pulando quem nem um louco comemorando seu primeiro título, e depois em 83 torcendo com um louco pelo segundo, depois ainda veio de 87 e aquela ultrapassagem antológica em Monza em cima do Mansel só não tem maior projeção da mídia por que não era amigo pessoal do locutor oficial e nunca fez questão dessa pachecada, saudades desse tempo , Nelson Piquet simplesmente um GÊNIO da F1.

  8. Israel Cesar Ribeiro disse:

    Talvez algum colega que tenha assistido F1 nessa época possa me confirmar. Tenho coleção de revistas antigas e li uma reportagem (4 rodas de 1983) que o motor bmw tinha um consumo de combustível desumano (cavalo anda, cavalo come…) e que a inicial baixa resistência do carro vinha do excesso de peso que era necessário carregar em combustível. Piquet e Brabham resolveram esse “problema” inventando o reabastecimento nos boxes, ou seja, largando com pouca gasolina e o carro mais leve, conseguindo assim maior resistência e maior velocidade. FG, você confirma essa história??

    • Paolo Barilla disse:

      Inventar o reabastecimento, acho que não inventou. Creio que o regulamento permitia isso nos anos 50, e depois foi abolido, voltando naquele ano de 83. Mas Piquet era quem melhor se utilizava dessa possibilidade no regulamento.

      Uma lenda que já li em algum lugar, não sei se é verdade mesmo e se foi em 83 ou 84 (ou antes até), em Hockenheim, para aliviar o peso do carro, Piquet arrancou fora as engrenagens das 3 primeiras marchas, que não faziam diferença pois o circuito era pé embaixo direto.

      • H. Romeu Pinto disse:

        Realmente é verdade essa história do reabastecimento nos boxes. Largar com pouco combustível permitiu a Gordon Murray projetar um carro com design mais estreito e portanto mais aerodinâmico. Além disso, com o carro mais leve a chance de quebra do ignorante motor bmw (potência estimada de 900 a 1500 cv dependendo da pressão do turbo) era bem menor. Só não sei se realmente foram eles que “inventaram”, mas usaram muito bem essa vantagem. Reflexo disso foi que após a proibição do reabastecimento em 1984, vimos uma queda de desempenho tremenda na Brabham.

      • Julio disse:

        O piquet fez isto mesmo Tirou a relacao das marchas e fez a pole o Cara foi genio mesmo este sim foi piloto e o maior acertador de carros nenhum piloto conseguiram acertos igual ao piquet. Ate a equipe Williams else enganava para nao copiarem o acertava dele e passar para o Mansel.

    • Enio Peixoto disse:

      O problema de quebras do motor não tem relação com o peso do combustível e sim com o excesso de calor gerado. O motor BMW era derivado de um bloco de série.
      O peso do combustível reduzia a performance inicial e prejudicava os pneus. Por isso, Piquet e a Brabham resolveram largar com tanque pela metade e pneus mais macios. Assim tinham um carro leve e rápido durante toda a prova.

      O primeiro abastecimento estava programado para o GP da Inglaterra em 82. Mas o carro quebrou antes. Na Alemanha, bateu com o Salazar. Só em Dijon, houve o reabastecimento.

      Em 83, todas as equipes turbos viram que era vantagem fazer isso e adotaram o reabastecimento.

  9. Eu tinha 5 anos, Lembro de estar deitado no sofá da sala, torcendo para o Piquet e reparei que a Brabham que ia ganhar não era a dele. Mas havia todo o entusiasmo pelo título, e na minha cabeça, o companheiro de equipe ganhando seria uma “quase vitória”.

    Percebi que Piquet tinha ganho algo maior com essa corrida. Levantei do sofá e fui contar para o meu pai que o Piquet tinha ganho.

    Ele foi conferir e disse: Não, quem ganhou foi o Patrese. Eu respondi: mas é a mesma coisa, ele ganhou sim, eu vi.

    Fiquei meio frustrado na hora, mas acho que depois ele viu que Piquet tinha vencido, sim.

    Ah, o carro mais belo de todos, na minha lista.

  10. O Nelsão foi o cara das viradas! E essa de 1983 foi a maior virada de sua carreira! Hoje tem o Google e o Youtube para conferir. Para quem viu nunca mais esquece, e para quem não viu é hora de conferir na internet!

  11. Rafael disse:

    Parabéns por lembrar desta data! E o cara pilotava muito. Vale lembrar: motor 1.5L 1500hp.
    Aprendi a assistir e gostar de F1 vendo esse cara arrebentar na pista.

  12. Paolo Barilla disse:

    E como essa Brabham é linda, pelamor!

  13. Paolo Barilla disse:

    Nas minhas poucas memórias dos meus 7 aninhos, lembro de uma Tyrrell (patrocínio Benetton, provavelmente do Alboreto) com motor estourado cuja fumaça cobriu toda a pista e o Galvão (e todo mundo) ficou apreensivo com o Piquet atravessando a espessa cortina de fumaça. É a imagem que ficou da corrida na minha cabeça.

  14. Rogério Perdigão disse:

    Grande Piquet, campeão de raça, técnica, coragem, arrojo, conhecimento mecânico!
    Enfim, um piloto que se fez campeão!
    E 2 campeonatos com a Brabham, quem mais faria isso?

  15. Rallyman disse:

    Que carro belíssimo! Tocado pelo mestre das ultrapassagens “stealth”: Piquet embutia na traseira da “vítima”, desaparecia, ficava invisível e reaparecia já na frente, “carimbando” como indefensável sua manobra. Mestre inigualável – até hoje – das ultrapassagens, nunca fazia tentativas inúteis, estudava os adversários por duas ou três voltas e os surpreendia onde menos esperavam. Na única vez em que fez tentativas que foram neutralizadas, acabou se aborrecendo, perdendo a paciência e esculpindo por fora, em four wheel drift, a mais impressionante e bela ultrapassagem de toda a História da F 1, em cima de ninguém menos que Senna, como se estivesse pilotando um carro de rallye. Jackie Stewart a definiu como a mesma coisa que um Jumbo 747 fazer um “looping”. Interessante que ele não a considera a mais difícil que fez. Suas estatísticas não refletem a sua genialidade, porque ele nunca foi político ou obcecado como seus adversários, corria por prazer. E o infeliz acidente de Ímola lhe retirou parte da extraordinária velocidade que tinha, abreviando seu auge. Criou o aquecimento prévio dos pneus, que perdura até hoje. São fatos.

    • Nilton disse:

      O GP da Alemanha de 1986 é o maior exemplo das ultrapassagens “stealth” que você descreveu tão bem.
      Todas as ultrapassagens foram “stealth”!
      O GP Brasil de 1982 também mostra bem essa característica do Nelsão.
      Pena que ele foi desclassificado!

    • Paulo Travaglini disse:

      Perfeito seu comentário, Rallyman. O Piquet foi o melhor “ultrapassador” da história da F1.
      E muito interessante que Senna tenha sido aquele que conseguiu se defender. Ou quase…

  16. Israel Cesar Ribeiro disse:

    Caaaara, infelizmente não acompanhei a f1 nessa época. Pra mim foi a melhor fase da f1 (1970 a 1991) e era um tempo em que o piloto ainda fazia a diferença. Piquet é gênio e RAÇUDO (assim maiúsculo mesmo) pra caramba e esse motor BMW que equipava seu carro, apesar da faixa de utilização muito estreita e baixa confiabilidade, é um dos mais potentes da história da f1. Agregue a isso um dos melhores projetistas daquela geração (Gordon Murray) e então entendera por que Piquet ganhou o título daquele ano. Já assisti todas as corridas da temporada 1983 via reprise e uma das coisas que mais me impressionou era a baixa confiabilidade dos carros, item que dava muita emoção nas disputas.

  17. fabio disse:

    Esse foi fera! Foi e é. Meio injustiçado à época do surgimento do Senna. Meio não! Todo! Ressalvando que o Senna foi rápido demais. Enfim, parabéns ao Piquet, meu ” quase ídolo”. Pq ídolo, não tenho. Mas, um pouco daquele dedo da Hungria, era meu também!

  18. Julio Cesar Gaudioso disse:

    Irreverente sempre, Piquet quase perdeu o título ao aliviar para o Patrese ganhar e por pouco não ficou em 4º. Com pouco combustível, voou no começo, reabasteceu e ainda liderou, para desespero do Prost. O primeiro título de um motor turbo não foi para a equipe que lançou a novidade, mas para quem estava com um 4 cilindro DE RUA, altamente mexido pelo Paul Roche, num dos mais belo carros da F1. Parabéns, Nelson.

  19. Maurício MV. disse:

    Época de ouro da F1… O piloto mais completo pilotando o carro mais potente de toda a F1.

  20. Érico - BSB disse:

    Não me lembro direito, mas esta caranga é bonita para c…

  21. rogerV disse:

    Ficando velho… e triste!
    O que virou o país da `água` milagrosa, que um dia um piloto vociferou….

    FODA!

  22. Ulisses disse:

    Viva o Tri Campeão!!!!

  23. José disse:

    Carros lindos,pilotos “normais”,menos super-homens,,equipes particulares andando na ponta,menos dinheiro,mais coração,menos gente Vip,mais sonhos e sonhadores.
    Parabéns Piquet,um piloto “normal’.

  24. Seinfeld disse:

    A Brabham era o melhor carro do campeonato naquele ano? Acho que não.

    Pontos (por construtores)
    1º. Ferrari – 89
    2º. Renault – 79
    3º. Brabham/BMW – 72
    4º. Williams/Ford Cosworth – 36
    5º. McLaren/Ford Cosworth – 34
    6º. Alfa Romeo – 18
    7º. Tyrrell/Ford Cosworth – 12
    8º. Lotus/Renault – 11
    9º. Toleman/Hart – 10
    10º. Arrows/Ford – 4
    11º. Williams/Honda – 2
    12º. Theodore/Ford – 1
    13º. Lotus/Ford – 1

    Vitórias (por construtores)
    4 – Renault, Ferrari, Brabham
    1 – McLaren, Williams, Tyrrell

    Poles (por construtores)
    8 – Ferrari
    3 – Renault
    2 – Brabham
    1 – Williams, Lotus

    Pódios (por pilotos)
    8 – Nelson Piquet
    7 – René Arnoux, Alain Prost
    5 – Patrick Tambay
    4 – Eddie Cheever
    3 – John Watson
    2 – Niki Lauda, Keke Rosberg, Andrea de Cesaris, Riccardo Patrese
    1 – Michele Alboreto, Nigel Mansell

    Melhores voltas (por pilotos)
    4 – Nelson Piquet
    3 – Alain Prost
    2 – René Arnoux
    1 – Niki Lauda, Riccardo Patrese, Andrea de Cesaris, John Watson, Patrick Tambay, Nigel Mansell

    Vitórias (por pilotos)
    4 – Alain Prost
    3 – René Arnoux, Nelson Piquet
    1 – John Watson, Patrick Tambay, Keke Rosberg, Michele Alboreto, Riccardo Patrese

    Pontos (por pilotos)
    1º. Nelson Piquet (BRA/Brabham) – 59 pontos
    2º. Alain Prost (FRA/Renault) – 57
    3º. René Arnoux (FRA/Ferrari) – 49
    4º. Patrick Tambay (FRA/Ferrari) – 40
    5º. Keke Rosberg (FIN/Williams) – 27
    6º. John Watson (IRN/McLaren) – 22
    7º. Eddie Cheever (EUA/Renault) – 22
    8º. Andrea de Cesaris (ITA/Alfa Romeo) – 15
    9º. Riccardo Patrese (ITA/Brabham) – 13
    10º. Niki Lauda (AUT/McLaren) – 12
    11º. Jacques Laffite (FRA/Williams) – 11
    12º. Michele Alboreto (ITA/Tyrrell) – 10
    13º. Nigel Mansell (ING/Lotus) – 10
    14º. Derek Warwick (ING/Toleman) – 9
    15º. Marc Surer (SUI/Arrows) – 4
    16º. Mauro Baldi (ITA/Alfa Romeo) – 3
    17º. Danny Sullivan (EUA/Tyrrell) – 2
    18º. Elio de Angelis (ITA/Lotus) – 2
    19º. Johnny Cecotto (VEN/Theodore) – 1
    20º. Bruno Giacomelli (ITA/Toleman – 1

    E os carros quebravam bastante naqueles tempos!

    Obrigado Nelsão!

    • Ulisses disse:

      Tinha um motor BMW turbo de 4 cilindros.
      O carro foi desenhado pelo Gordon Murray. Era uma “duplinha” infernal, Murray desenhava e Piquet acelerava aquela máquina que saída da prancheta direto para os acertos geniais que os dois faziam na pista.
      Não era o melhor carro, mas era o mais “genial”, assim como quem o pilotava.
      Muitas “coisas” da F1 atual, vieram da criatividade desses dois.

      • Seinfeld disse:

        Sim, Piquet e Murray eram uma grade dupla.

        Pelos números do campeonato, me parece que Renault e Ferrari eram melhores carros.

        Mas Piquet venceu o campeonato por seu talento superior, a inteligência em ‘poupar’ o carro e com isso teve maior regularidade e equilibrou a disputa com Prost, Arnoux. (Renault e Ferrari).

        Mas o melhor piloto era Piquet.

        (Hoje em dia, com a confiabilidade muito maior dos carros de F1, com um piloto dos melhores (o melhor da atualidade – Vettel) e com um carro que é o melhor e não ‘quebra’(RBR), fica difícil para outros grandes pilotos atuais (Alonso e Hamilton, por exemplo) terem chance na disputa e equilibrar na pontuação do campeonato.)

        Outros tempos. E não é culpa da F1 atual. São as outras equipes que não tem engenheiros tão bons como a RBR.

        A Ferrari, a Williams e a McLaren que andaram ‘pra trás’.

    • luis disse:

      Legal demais sua postagem. Valeu!!!

  25. Harerton Dourado disse:

    Flavio, dei um toque no twitter do GP, mas faço aqui também. O texto do GP fala em domingo, mas a corrida foi num sábado. Peça para corrigirem! Abraços.

  26. Airton Silva disse:

    Lembro bem. Eu tinha 15 anos de idade e trabalhava de aprendiz no escritório de uma tipografia. Era um sábado de manhã. Lembro bem do carro do Prost parar no boxe ainda no terço inicial da corrida e ali ficar, com o cronômetro avançando, garantindo o bi para o Piquet, que não venceu a corrida. Quem venceu foi o Patrese, que parece atuou como coelho para induzir o Prost o forçar o Renault. Naquele tempo o pessoal da equipe comemorava a vitória entrando na pista e quase sendo atropelado pelo carro vencedor, mas eu lembro bem mesmo era do homem da bandeirada invadindo a pista, o pessoal da equipe, não muito.

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