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terça-feira, 2 de junho de 2015 - 20:19Arquitetura & urbanismo, Dica do dia

DICA DO DIA

SÃO PAULO (tá curtindo essa tal de net…)Grande reportagem do Jason Vôngoli sobre uma das primeiras exposições de automóveis do Brasil, realizada em 1925 no Rio — precursora dos atuais salões.

O que achei mais curioso, no entanto, foi saber que a mostra aconteceu em prédios utilizados três anos antes na Exposição Internacional de 1922, que festejava o centenário da independência do Brasil. Um dos pavilhões daquele evento, o de Portugal, foi construído com estrutura de ferro. Depois de alguns anos, foi desmontado e remontado em… Lisboa! Hoje se chama Pavilhão Carlos Lopes — esse da foto aí embaixo. Foi utilizado como centro de exposições e palco de eventos esportivos por muitos anos, até ser fechado e abandonado.

Hoje, em Portugal, discute-se quem vai restaurar o prédio histórico. Que, como diz o Jason, carrega em suas entranhas um pouco de nossa indústria e dos primeiros anos do automóvel no Brasil.

O que mais me espanta nessas histórias é imaginar, há quase 100 anos, um prédio sendo construído, desmontado, levado para outro país de navio e reconstruído. Que técnicas usavam? E o transporte? E a logística?

O mundo era incrível.

pavilhaocll

23 comentários

  1. Copersucar Fittipaldi F1 disse:

    toda a historia esta aqui e tem fotos da exposição no Brasil

    http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2015/04/pavilhao-dos-desportos-de-lisboa.html

  2. Vitão disse:

    Sendo um idiota da objetividade , quero discordar. A primeira exposição de automóveis do Brasil foi em São Paulo , em Maio de 1923 . No ´próprio site da Ford eles mencionam o ano de 1924 , mas acho que foi 1.923 no Palácio da Industria do Parque Dom Pedro, que depois foi a sede da Prefeitura na década de 90.

    http://showroomimagensdopassado.blogspot.com.br/2010/08/salao-do-automovel-trinta-anos-de_10.html

    http://www.fordtropical.com.br/detalhesnoticias/144

  3. Farid Salim Junior disse:

    Eu também acho fantástico que isso tenha ocorrido! Hoje em dia, custos de transporte, mão de obra e da construção da própria estrutura inviabilizariam a empreitada.
    Mas, o fato deste pavilhão estar de pé e, ter essa história toda, merece um bom patrocínio para sua restauração e utilização. Será que a Petrobrás toparia?… Ou alguma fábrica de auto peças?…
    P.S. a sugestão da Estatal nacional não é pilhéria, ok?

  4. Andre Decourt disse:

    O palácio Monroe, teve igual destino. Da Expo de St. Lois para o Rio, no final da Av. Rio Branco.

    Aliás, as fotos escaneadas do álbum original do evento são fantásticas.

  5. Paul disse:

    E o caso do Palacio Monroe?? Esse é emblemático…Foi projetado para ser o Pavilhão do Brasil na Exposição Universal de 1904, ocorrida em Saint Louis, USA. A imprensa norte-americana não poupou elogios à estrutura, destacando-a pela sua beleza, harmonia de linhas e qualidade do espaço. Na ocasião, o Pavilhão do Brasil foi condecorado com a medalha de ouro no Grande Prêmio Mundial de Arquitetura o maior certame do gênero, à época. Depois foi desmontado e reconstruído no Rio de Janeiro em 1906, foi sede da Camara dos deputados(provisória) e do Senado, Em 1974, na obras de construção do Metrô, o traçado dos túneis foi desviado para não afetar suas fundações. e foi tombado pelo Governo Estadual. Em meados de 1975/76 campanha do jornal O Globo(dizem que com o apoio de arquitetos modernistas como Lúcio Costa) pediu a demolição do Palácio Monroe, sob alegações estéticas(Era “FEIO”) e de que o prédio atrapalhava o trânsito. O ditador/presidente Ernesto Geisel, sob a alegação de que ele prejudicava a visão do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial(!!!!), não concedeu o decreto federal de tombamento e, em março de 1976, o monumento foi demolido…..Uma vergonha……segue link com informaçoes da Wikipédia.
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Pal%C3%A1cio_Monroe

  6. Tiago disse:

    Monta-se e desmonta-se a estrutura em si. Acabamentos como pisos, azulejos, detalhes em gesso e concreto; creio eu que são refeitos do zero.

    Na Exposição Universal de 1889,na França, a que originou a famosa Torre. Tinham diversas outras estruturas de aço que foram desmontadas e vendidas. Uma delas inclusive “prima” de exposição da torre encontrava-se no Engenho de Dentro – RJ. Funcionou anos como fábrica de bondes e oficinas de Trajano de Medeiros.
    Atualmente o terreno foi vendido. Mas a estrutura desmontada sumiu. Provavelmente vendida e derretida.

    Mais informações em:
    http://www.jb.com.br/rio/noticias/2009/05/20/prima-da-torre-eiffel-desaparece/

  7. Flávio “De Cesaris” Gomes
    Por algum motivo, me lembrou da Nau “construida” para os 500 anos do descobrimento…
    Que talvez já tenha sido desmontada, remontada ou abandonanda.
    E enquanto se gasta dinheiro com estas besteiras, nos asilos do Brasil impera o caos, falta tudo…
    [ ]s

  8. Annibal Magalhães disse:

    O caso mais emblemático é o Palácio Monroe (nome originado da “Doutrina de Monroe”. Construido nos EUA, foi trazido para o Rio de Janeiro em inicio do seculo XX. Foi sede do Senado e acabou demolido em 1976 – foram a favor de sua demolição o Iphan (orientado por Lucio Costa) e o jornal O Globo. Ficava proximo a Cinelandia, na atual praça Mahatma Gandhi

  9. Rildo disse:

    Mais incrível ainda é pensar que Dom Pedro II, gostava de tomar sorvete. Será que era banana split? Certo é que dava um trabalhão danado trazer gelo da europa sem freezer Rsrs

  10. Renato C disse:

    é, meu caro….naquela época o que valia era a criatividade e praticidade….hoje os projetistas ficam amarrados em normas e procedimentos criados por burocratas sem noção e “politicamente corretos”….

  11. Mario Mesquita disse:

    O nosso exemplar mais notório nesse quesito foi o palácio Monroe, que foi projetado e construído por um militar brasileiro, foi montado nos EUA em uma exposição, voltou e foi remontado onde hoje é a praça Mahatma Gandhi, próximo a Cinelândia.

    Era um prédio histórico que abrigou o Senado até sua mudança para Brasília. Sua demolição foi ideia dos milicos, Médici à frente, com apoio/endosso do Lúcio Costa (se não me engano) e panfletada por Roberto Marinho através do “O Globo”. Nas obras do metrô, foi feito até um desvio na rota do trem para não abalar suas fundações, mas nada disso adiantou: Foi maldosamente demolido e suas partes até hoje enfeitam algumas casas, seus mármores e esculturas apropriadas pelos amigos do poder.

    Um crime, mais um contra a memória do país.

  12. Alexandre Bento disse:

    Flávio,

    Tem essa matéria do O Globo que fala do Palácio Monroe que foi construído para uma exposição nos EUA e depois desmontado e trazido para o Brasil e remontado. Na matéria fala das técnicas.

    http://infograficos.oglobo.globo.com/rio/especial-monroe.html

  13. Marcio disse:

    Ele deve ter as mesmas características do Palácio Monroe que ficava na Cinelândia aqui no Rio de Janeiro.
    O Monroe foi construído originalmente para ser o pavilhão do Brasil na Feira Mundial de 1904 nos Estados Unidos, posteriormente foi desmontado e remontado aqui, infelizmente ele não teve a mesma sorte que seu patrício português, e acabou sendo demolido em 1976 um crime contra o patrimônio arquitetônico da cidade.
    Bem essa informação não tem nada relacionado ao automobilismo, mas eu precisei contar por causa das semelhanças entre as Histórias de ambos os prédios e o destino diferente…
    O de Portugal pode ter ficado abandonado, mas pelo menos vão restaurar.
    Marcio Alves

  14. Luis felipe disse:

    Era um Mundo diferente mesmo !!! Nao havia custos ne! Direitos trabalhistas, planilhas exíguas.. Ate então era meio igual lá como foram as pirâmides do Egito…

  15. Jonatas disse:

    Existem casos semelhantes na história da arquitetura, especialmente em se tratando de edificações para exposições. Um caso célebre é o do “Pavilhão Barcelona” projetado pelo arquiteto Mies van der Rohe e construído em 1929 para a Exposição Internacional em Barcelona. O prédio foi desmontado ao término do evento, e ficou esquecido por 50 anos, até ser redescoberto e reconstruído no mesmo local em 1980.

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