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terça-feira, 1 de setembro de 2009 - 16:40Automobilismo brasileiro

SACO DE MALDADES (2)

SÃO PAULO (esse anda por aí…) – O lendário Karmann-Ghia/Porsche da Dacon, com figura conhecidíssima ao lado dele. Hoje de cabelos brancos…

Linda foto, que ajuda a mostrar detalhes desse carro que entrou para a história. Foi a segunda do saco de maldades…

12 comentários

  1. Roberto Lacombe disse:

    Recebi este e-mail (cópia) de uma carta do Bird Clemente ao Chiquinho:
    ————————————————————————————————–

    Caro amigo Francisco Lameirão

    Na simplicidade da nossa juventude, não nos dávamos conta de que éramos protagonistas da história do automóvel e do automobilismo brasileiro.

    A Equipe Willys era a elite, mas era difícil. Quantos queriam o nosso lugar, mas destino é destino. Não podíamos imaginar que quase todos do grupo iriam tocar um F1, que o Emerson ia ser campeão mundial, que iríamos perder o Moco a caminho, que o Wilsinho iria para a Brabham…

    Conheci estes teus prematuros cabelos brancos no teu pai, o meu bom amigo, o fidalgo português Teófilo.

    Quando ele teve certeza de que era incontida a tua vontade de ser piloto, foi inesquecível quando disse: “Se é para fazermos, vamos fazer direito, irás morar na nossa quinta, em Vila Real, e vamos tratar para que tu te encaminhes no automobilismo europeu”.

    Será que teria sido melhor? Duvido…

    Ainda bem que teu Anjo da Guarda é forte e você fez parte daquele treinamento intensivo, num dos maiores times que já existiu. Será? Acho que sim.

    Vamos nos dar conta do que o destino te proporcionou…

    Emerson, Moco, Wilson, Luizinho, logo depois o Piquet, além do Alan Jones. Seria possível parceiros mais fortes?
    Três foram campeões mundiais.
    E por quê não os outros?

    Para nós, é estranho, mas é assim que as coisas funcionam: sorte, competência e o dedo de Deus.

    A ficha caiu, o Luiz se foi.

    Sua missa foi na Igreja São Gabriel, no mesmo lugar da do Moco, o que amplificou a emoção no momento de profunda reflexão.

    O filme volta para trás.

    Entre vitórias, derrotas, alegrias e tristezas, nós vivemos intensamente e sempre juntos, principalmente neste último e sofrido ano, ainda bem que de mãos dadas.

    Pensando bem, foram 74 anos bem vividos, e, assim como eu, deu tempo de escrever o livro da sua vida.

    A propósito, como anda o seu? Olha aí os bons exemplos. Como seria bom se o Bino, o Ciro, o Camilo, entre tantos outros, também tivessem feito isso.

    Seriam mais lembrados. Muitas pessoas importantes estavam na Igreja, nós ocupamos a segunda fila diante do altar, logo atrás da família e, no auge da cerimônia, eu estava em pé, com a mão apoiada no banco da frente, me defendendo da labirintite.

    O coração apertou, vieram as lágrimas, mas, quando o queixo tremeu, não deu para disfarçar, e senti a mão forte da minha mulher Luiza me amparando, pois eu balançava…

    Olhei ao lado procurando você, que estava na outra ponta e também disfarçava a incontida emoção.
    Mas a vida é assim, e a fila anda.

    Meus parabéns pelo seu filho Marcos.
    Ele ri quando falo que tem o jeitão do avô Teófilo, e que carrega a tradição dos Lameirão no automobilismo. O que não é fácil.

    Foi bom ele ter ido à Europa, depois de vocês projetarem aquele kart fantástico e de ele ter trabalhado com o Eduardo Souza Ramos, na Mitsubishi, e com o Zeca Giaffone, nos Stock Car.

    Daí, foi à Inglaterra, onde encontrou as pessoas certas e no lugar certo.

    Envolveu-se com Lawrence Tomlinson, dono da Ginetta, e o projeto do G50 foi um desafio que, pela falta de tempo, valorizou ainda mais a participação em Nogaro, na França, surpreendendo com o 2° lugar. Em quatro anos, 100 carros foram produzidos e venceram corridas na categoria GT4 no mundo todo, além de a Ginetta ter sido campeã inglesa, espanhola e europeia, inclusive vindo dois modelos ao Brasil, onde venceram as Ferraris logo na primeira prova.

    Sabemos como são difíceis e concorridos os campeonatos na Europa, mas a estrela dele é forte, e, apesar de muito querido pelos experts, acho que ele é pouco conhecido no Brasil. A propósito, vou pedir espaço na Editora Motorpress para fazer uma matéria sobre a carreira do Dr. Marcos Lameirão, filho do Chico e neto do Teófilo.

    Meus parabéns, cara, você conseguiu passar o seu entusiasmo e talento para o seu filho, que é mais um brasileiro que certamente fará sucesso na história do automóvel e do automobilismo do nosso país.

    CARTAS DO BIRD [email protected]

  2. Vicente disse:

    Nada de motor VW. Também nenhum desses 2 KG-Dacon (o do Trevisan e o dos irmãos Marx) está com motor Porsche 2.0 Fuhrmann (4 comandos). Instalaram motores de 356 (1600 cm3) que também foi utilizado pela Dacon.

  3. Enio disse:

    FG, eu tenho o troféu 14º lugar que meu sogro ganhou nas mi milhas de 1967, como fazer para te enviar a foto.Abração

  4. Jorge disse:

    Mas os motores onde estao ? Motor VW nao vale!!!!
    Jorge

  5. Vicente disse:

    O KG-Dacon que está com os Marx, que estava na oficina do Marco Antonio (Jacarepaguá), é o que foi do Sidney que comprou do Moco.

  6. FRITZ JORDAN disse:

    fusca 72 no twitter:

    Nao e o Anisio. Em primeiro plano, Chiquinho. Atras, Buby Loureiro.

    So tem portugues ai.

  7. ARANHA disse:

    …E o KG Dacon que está com os Marx, e eu vi lá no galpão deles , inclusive , que até está assinado pelo Sidney e pelo Anisio surgiu de onde?????????

  8. Vicente disse:

    Cesar,

    O KG-Dacon que foi do Jiquica Varanda foi depois comprado pelo Paulo Scalli, que o vendeu para o João Rocha Lagoa, que o vendeu para o Vicente “Muca”, que o vendeu ao Paulo Lomba, que vendeu para o Paulo Trevisan, num pacote que incluiu o Fitti-Vê.

    O KG-Dacon de Sergio Cardoso correu as 1000 Milhas de 1967 com o motor 2000 do Ailton Varanda e capotou sob a condução deste. Varanda, cavalheirescamente, para ressarcir a destruição da carroceria do KG-Dacon de Sergio, ofereceu a carroceria do Lorena. Vide

    http://www.obvio.ind.br/O%20Lorena-Porsche%20GT%20-%201968.htm

    Se não me engano, o KG-Dacon do Sergio Cardoso era o que pertenceu aos irmãos Fittipaldi e o que pertenceu ao Sidney, era o do Moco (número 2).

  9. Cesar Costa disse:

    Pela numeração este foi parar em Petrópolis e virou o Lorena Porsche.

  10. Filipe W disse:

    Me lembro de ter visto um dos KG-Porsche, talvez seja esse, há muitos anos atrás na oficina do Zé Miloski perto do Quitandinha em Petrópolis.

  11. CelsOM disse:

    Grandioso Chiquinho Lameirão ! Grande piloto e pessoa. Mas, gostei mesmo do ” mecanico de gravata” !

  12. fusca 72 no twitter disse:

    É o Anísio Campos??? Figuraça que tive o prazer de conhecer e almoçar junto, durante o Encontro das Carreteras realizado pelo Trevisan em Passo Fundo…. Durante o almoço, nos presenteou contando a história do buggy kadron que ele projeto dentro da oficina da puma e que a mesma não demonstrou interesse em fabricar…

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