LOTUS-CATERHAM

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SÃO PAULO (seria um bom nome) – A bola tinha sido cantada na semana passada pela imprensa inglesa. Tony Fernandes anunciou hoje a compra da pequena e charmosa Caterham, mas nada se falou em termos de mudança de nome de sua equipe na F-1. Segue sendo Lotus, e continuamos todos aguardando uma decisão da Justiça inglesa sobre o uso da marca Lotus no Mundial. Por enquanto, permanecem brigando pela herança de Colin Chapman a antiga Renault e o time de Fernandes, a “Lotus verde”. Chato, isso de ter duas equipes com o mesmo nome num campeonato tão importante quanto o da F-1. Mas os tribunais são lentos, aqui e acolá.

É claro que o movimento de Fernandes não tem apenas um lado sentimental, esse de comprar uma empresa que faz carrinhos de corrida criados por Chapman. Ele está se preparando para perder o direito de uso do nome, e essa preparação, como revela Victor Martins em seu blog, já tem até site pronto para entrar no ar. Assim, uma Caterham F1 não deve ser descartada para breve, muito breve. Na GP2, a mudança vai acontecer e já foi confirmada.

Sobre a Caterham, empresa que fabrica até hoje o Seven baseado no Lotus 7 da década de 50, um blogueiro aí embaixo mandou este link relatando a presença de um carro desses em provas extracampeonato na África do Sul em 1962. Tem até foto. É o carrinho da frente. Vale pela curiosidade.

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4 Comentários

  • Bom seria se os tribunais ingleses decidissem que nenhum deles poderá utilizar o nome LOTUS ! Descendentes sem talento e preguiçosos e grupos financeiros sabe-se lá de onde disputando o nome de algo que não existe mais ! A equipe LOTUS de FORMULA 1 deixou de existir há mais de 20 anos ! Clark, Hill, Rindt, Peterson, Tony Rudd, Colin Chapman e Peter Warr já morreram ! Deixem eles descansarem em paz , restando para nós as boas lembranças ! Abaixo os aproveitadores !

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Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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