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Monday, 9 de February de 2015 - 19:13F-1

OUTRA RELÍQUIA

SÃO PAULO (tinha fundos?) – Essa aqui foi mandada pelo Jeferson Araújo Pereira. “Há muito, muito tempo, um amigo foi substituir um gerente de banco que se aposentou. O cara estava com tanta pressa para se aposentar que saiu sem limpar as gavetas da mesa. Ao abrir uma delas, meu amigo encontrou esse cheque, dentro de uma revista sobre F-1”, contou o blogueiro.

O pagamento foi feito em dezembro de 1982 (ou seria 1992?), chequinho do Banco Nacional nominal à VASP. Valor de Cr$ 2.319.100,00. Genial.

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54 comentários

  1. emerson says:

    eu tenho a copia do cheque de ayrton senna que foi a caixa da vasp que era minha vizinha que tirou a xerox pelo papel da para ver que foi tirada a muito tempo e tenho adesivo do capacete que ele mesmo ne deu

  2. jose do carmo lopes says:

    Pelo padrão monetário, fica difícil porque seja dezembro de 1982, seja dezembro de 1992, em ambas as datas o padrão monetário era cruzeiro. Como salvo engano meu, o Banco Nacional começou a patrocinar Ayrton Senna em 1985, acho que esse cheque é de 1992.

  3. Jeferson Araujo Pereira says:

    Eu não acredito que o cheque é de 1992. Acredito que existe 99,9% de possibilidade de ser de 1982.Argumentos: 1- A letra dele é feia, mas o número “parece’ mais um 8 do que um 9. 2- Em 1982, Senna não estava na F1, não era famoso, etc etc. Portanto, ele tinha que se virar sozinho para fazer muitas coisas, incluindo assinar cheques. 3- Em 1992 ele era famosíssimo, milionário e estava cercado de empregados e assessores. Não consigo imaginar o Senna assinando um cheque em 1992.Na verdade, em 1992 acho que ele já usava (há muitos anos ) um cartão de crédito. Resumo da ópera: acho que o cheque é de 1982.

  4. Davi Ribeiro says:

    Relíquia… Interessante como o dinheiro perde valor… Segundo o site Cálculo Exato (www.calculoexato.com.br) – uso este muito para calcular os valores do salário de mina empregada, mas serve para mil coisas, incluindo atualização de valor no tempo – hoje essa montanha de dinheiro valeria apenas R$ 1159,23. Deve ter sido uma viagem nacional, suponho…

  5. eduardo says:

    O cheque é de 1992. Corresponde, hj, a aproximadamente R$ 1.500. Com R$ 90 mil, o que ele ia comprar na VASP : um trem de pouso, uma asa de avião? kkkkk

  6. Guilherme says:

    Ah, se foi 1992, o valor corrigido para os dias de hoje não passa de R$1.500. Bem menos salgada a viagem do Ayrton do que se fosse em 1982.

  7. Bruno Cardoso says:

    O meu pai foi funcionário do Banco Nacional durante 30 anos.
    Segundo ele, cópias desse mesmo cheque e de tantos outros, circularam por meio de malotes de correspondência entre os funcionários de todo o país.
    Senna usava muito essa conta.
    E a data da emissão é 05/12/1992 e não 1982.

  8. yerosha says:

    Também tenho uma xerox deste cheque,Na época que ele começou a circular pela “praça” nós tiramos centenas de cópias e que quase fundimos a copiadora da esquina
    “inundamos” o bairro todo ,foi uma festa alguns já queriam até cobrar.No ano passado
    minha filha mais nova fez um trabalho sobre o Ayrton e eu cedi a ela minha pequena relíquia ,foi covardia ,ganhou até um ponto a + e la e foram mais umas 30/40 cópias
    Pensei varias vezes em mandar para o blog mai fui deixando ,deixando……….
    Como disse nosso amigo Thiago três coisas que não existem mais Vasp Banco Naciomal. e AYRTON SENNA

  9. Gustavo Zapelini says:

    Flavio, muito legal o post. Apesar de o Senna ter falecido ha tempos, te alerto para quando situações como essas, onde dados pessoais, no caso CPF, não sejam expostas. baita abraço!!

  10. Cesar Simões says:

    Fiz aniversário neste dia. Não me dei o trabalho de fazer a atualização, mas acho que essa grana dava pra fazer uma boa festa.

  11. jefferson says:

    Eu ganhei uma copia de um cheque do senna em 1992 vou ver se é o mesmo.

  12. Carlos Cwb says:

    Corrigido dá R$ 59.534,28

  13. José Brabham says:

    Dezembro de 82? Ele já corria de F3 inglesa ?

  14. Eugenio says:

    Flavio: o referido cheque corresponde a bagatela de 90.115,80 dilmas, conforme o seu padrão de conversão de moedas! Aquele abraço!

  15. Geraldo says:

    Para os mais novos, a moeda era o CRUZEIRO …
    Só como curiosidade … atualizando o valor (sem juros), chegamos a R$ 51.176,95 …
    Em Dezembro/82, o salário mínimo era Cr$ 23.568,00 … a quantia do cheque representava 98,4 salários mínimos … com o salário mínimo em R$ 788,00, chegamos a R$ 77.539,20 …
    O Ford Del Rey automático, modelo 1983, custa em Dezembro/82, a bagatela de Cr$ 3.921,457,00 ..
    O GM Monza Hatch 1.8, custava Cr$ 2.565.470,00 …
    Era uma bela “grana” …

  16. Gerson says:

    Usar dinheiro aos milhões era um inferno. Eu me lembro que nessa época eu tinha acabado de comprar minha primeira guitarra e não entendia porque meu pai não tinha os milhões para comprar duas. Ninguém sabia o valor de nada.

  17. Roberto Martinez says:

    E no ano seguinte, 1983, ele teria patrocínio do Banerj….O Nacional veio em 1985 quando entrou na Lotus…, portanto, em 82 era cliente apenas…

  18. Mistral says:

    Flávio.

    Eu tenho (achei entre as coisas de meu finado e saudoso pai) um contrato de 1981 entre ele e o Banco Nacional (depois Unibanco, depois Itau, depois sei lá o que) para a aquisição de cheques de viagem da Thomas Cook. A cor do papel em que foi lavrado o acerto é rosa, um barato. Também tenho os cheques, que estou buscando vendê-los. O Itau disse que se ofereceu para compra-los, na mesma agência onde funcionava o Nacional, aqui em Salvador (bairro da Calçada).

    Se quiser, digitalizo e envio prá você.

    Meu pai foi cliente do Nacional. Todas as contas dele herdadas pelo Itaú eram “nacionalísticas”. Talvez por isto ele gostasse tanto do Ayrton. Eu sentia que ele se orgulhava do banco dele quando sua insígnia aparecia naquele bonezão azul fora de prumo que o Senna sacava à cabeça quando era entrevistado.

    • Mistral says:

      Desculpa. Não vi “quem” assinou o cheque. Deixa prá lá a digitalização e envio… Para mim e para alguns, Oliver sempre será mais importante do que Ayrton, mas para o resto do mundo não.

    • Daniel says:

      Oi Mistral, tudo bem ? vc consegue mandar algum material sobre o Ayrton ? Sou super fã dele e gostaria de ter uma cópia dessas raras relíquias, Obrigado.

  19. Flavio Bragatto says:

    Imagina o quanto não valeria este cheque, nos dias de hoje?

    Não pelo valor endossado, corrigido, mas pelo valor da assinatura e o valor histórico que ele possa ter.

    O pessoal do programa Trato Feito, ofereceria US$100,00 :D

    • alan says:

      senna e todos os campeaos de f1 sao quase desconhecidos dos americanos, que nao curtem muito f1, entao acho que o careca do trato feito ofereceria realmente no maximo uma nota de 1oo dolares e olhe la!!!!

  20. Marcelo Fraga says:

    Seria este um cheque voador de piloto?

  21. Lucas says:

    Alguém saberia o que valeria essa cifra hoje? Uma passagem de ponte-aérea? Europa?

  22. Fabio0800 says:

    Falando em banco. Olha só quem está nas manchetes dos jornais do mundo todo. Fernando Alonso é o senhor Schumacher. Dois dos Melhores pilotos da F1 tendo seus nomes no escândalo fiscal envolvendo um banco da Suíça.
    Parece que o Alonso já acionou os seus advogados para limpar o seu nome na história. Certamente ele não viu nada e nao sabia de nada.

    • Mistral says:

      E, infelizmente, o Schummy hoje não sabe de mais nada…

    • Thiago Moyses says:

      Foi o único que vi responder agora, até porque na época que estourou a crise pesada na Espanha, ele fez questão de pagar impostos lá. Ele sempre foi transparente nisso,e pelo menos fazia um discurso de responsabilidade fiscal e com o país dele. Por isso a assessoria dele estava indignada e saiu dando declarações. Vamos aguardar as investigações, até o David Bowie está nessa lista, hehehe.

  23. O equivalente a umas 25 mil lascas atualmente…

  24. Flávio Mendonça says:

    Genial

  25. Thiago Moyses says:

    Banco Nacional, Vasp, Ayrton Senna. Só existem na memória agora. Só o Senna, o resto vai acabar no esquecimento com o tempo….

  26. Tomando como base o IPCA, em valores correntes estaríamos falando de pouco mais de 60.000 Dilmas. Eita passagem cara…

  27. Edward Fernandes says:

    Será que estava sem fundos ou foi pré datado?

  28. Ricardo Bigliazzi says:

    Cliente “ClassN”.

    Hoje é o UNIClass do Itau.

    O Unibanco comprou o Banco Nacional e continuou com a segmentação do ClassN rebatizada para Uniclass. O Itau comprou o Unibanco e deu continuidade a essa boa ideia.

    Hoje certamente o Senna seria Private em qualquer banco do Mundo. Trabalhei no Banco Nacional, tínhamos um PAB (Posto de Atendimento Bancário) dentro das Instalações do Senna em São Paulo.

  29. guilherme says:

    flavio voce faz ideia em numeros atuais quanto seria esse cheque? raridade mesmo, abs

  30. Eduardo says:

    No livro “Ayrton Senna, uma lenda a toda velocidade”, do Christopher Hilton, tem várias relíquias. Legal demais.

  31. Fabio M. says:

    po q pérola hein?!!! mt legal

  32. guilherme says:

    Comentário semi-relacionado com o post: ontem fui a um show do Roupa Nova (muito bom, por sinal) e, lá pelas tantas, fizeram um medley de temas famosos que quase ninguém sabe que eles executaram. Entre a música do Rock In Rio (ô, ô ô ô ô, ô ô ô ô, Rock In Rio!) e a abertura do antigo Video Show (que, na verdade, é uma canção da fase disco do Michael Jackson), o indefectível Tema da Vitória. O público foi ao delírio, palmas empolgadas, mãos para o alto em devoção, comentários saudosos e melosos ao redor.

    Aí me perguntei, em voz alta: “Se todo mundo baba tanto ovo, por que ninguém assiste à Fórmula 1?”

    A adoração cega no Brasil de ídolos esportivos em detrimento à modalidade que representam seria tema da minha tese de doutorado em sociologia se eu tivesse paciência pra essas coisas.

    • Lico says:

      Ninguém mais assiste pq virou uma coisa politica, sem disputas, sem ronco, e com desempenho brasileiro pifio.

      • guilherme says:

        Sem disputas? Mesmo com o domínio da Mercedes no ano passado e a superioridade da Red Bull nos quatro anos anteriores, as temporadas têm sido bastante emocionantes, com um grid de altíssima qualidade ainda que magro. A falta de ronco é coisa muito mais recente do que o desprezo (diria até ranço) que o país tem mostrado pela F1 há anos. E política sempre foi parte integrante da categoria, ou você acha que o Bernie só começou a barganhar corridas agora e os pilotos nunca tiveram contratos de preferência?

        Seu último argumento só confirma o que eu quis dizer: brasileiro não gosta de esporte, gosta de se sentir vencendo. Se não tem um brasileirinho ganhando tudo, ninguém dá a mínima. A Globo já disse que quer transmitir o campeonato mundial de surfe esse ano, cadê o interesse antes de o Medina ser campeão? Você acha que se ele não repetir o desempenho nos próximos dois anos alguém vai lembrar que existe surfe no Brasil? Vai é voltar a ser coisa de vagabundo em vez de esporte com-muito-orgulho-com-muito-amor.

        E então chegam as Olimpíadas e todos querem medalhas para chorar junto com o hino, mas nunca nem ouviram falar em dois terços das modalidades e não assistiriam a uma competição na TV ou pessoalmente a não ser que houvesse algum prodígio nacional mostrando ao mundo nossa pseudo-superioridade abençoada por Deus e bonita por natureza.

        É por causa desse pensamento tacanha que vivemos em completo vácuo esportivo com patrocínio praticamente inexistente e atletas sem nenhum apoio precisando ir treinar fora do país. Brasileiros só vivem de pachequismo e Brasil-il-il ufanista, expressando paixões falsas e cobrando resultados para aplacar o complexo de vira-latas.

    • claudio aun says:

      Formula 1 é uma coisa Ayrton é outra, a proposito depois da pergunta em voz alta caiu da cama ?

      • guilherme says:

        Não caí, porque estava acordado. E a pergunta continuou pertinente em voz alta ou em pensamento.

        Em outro episódio em 2013 em Córdoba, Argentina, cheguei ao hotel quando a corrida de Abu Dhabi estava no finalzinho. Pedi para a namorada providenciar o check-in enquanto eu curtia as últimas voltas na TV do refeitório. Um funcionário chegou e, simpático, perguntou: “A los brasileños les gustán mucho la Fórmula Uno, no?” Expliquei com um portuñol impecável que não, os brasileiros cagavam para a F1, que gostavam mesmo é de ter um esportista vencendo tudo e ignoravam solenemente o esporte assim que a maré mudava, como havia sido com o tênis, a natação e vários outros esportes. Pode-se incluir nisso até o futebol tendo em vista o público em geral pífio nos estádios em qualquer jogo que não seja final ou clássico.

        Essa coisa de adorar um esportista individual e não dar a mínima para o esporte em si é de uma fuleiragem enorme, digna de um país que só valoriza as coisas se houver algum benefício direto.

      • J Fernando says:

        Concordando com os comentários sensatos do Guilherme.
        Lembro da rede globo transmitindo partidas de tênis, por que o Guga estava ganhando tudo que podia. Tinha a tabela, os adversários, o escambau.
        Depois, com o fim da era Guga, o tênis voltou ao ostracismo de sempre.

    • Serginho says:

      Não perco uma corrida, mas também não perco um fio de cabelo pensando porque tem gente que gosta de brasileiro vencendo, ufanismo, bla, bla bla…
      Essa patrulha de quem se considera altamente racional e contra quem procura alguma coisa em que possa se encostar e dizer “ganhamos” é que tem que ser estudada. Parece coisa de raça superior, desprezo pelo outro, preconceito.
      Aliás, pra quem não tem paciência pro assunto, até que você escreve bastante.

      • guilherme says:

        Eu não tenho paciência pra sociologia, mas sou prolixo e chato pra cacete. Creio que daria um ótimo cobaia.

        E, de fato, tenho uma pontinha de desprezo por gente que só gosta de vencer sem se interessar em quê, isso é um dos cernes do que faz esse país ser torto como é. Não se valoriza a estrutura, apenas a circunstância.

        Que fique claro que eu gosto de brasileiro vencendo, absolutamente nada contra. Apenas não elejo o melhor esporte de todos os tempos da última semana de acordo com o brasileiro campeão da vez. Fico feliz pelo sucesso do Anderson Silva (suspeitas de doping à parte…) e do Lyoto Machida, mas continuo achando MMA meio sacal e desnecessário. Curto muito o domínio do Sandro Dias e Bob Burnquist, mas não me vejo andando de skate por nada no mundo. E vou continuar vendo F1 mesmo se não tiver nenhum brasileiro por anos (o que corre o risco de não demorar muito a acontecer) por gostar do esporte, não por querer aliviar a frustração do cotidiano pela vitória alheia.

        (Essa frustração eu alivio em boa parte com comentários malas em blogs.)

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