N’ARRABBIATA (3)

N

RIO (eu tinha um da Sharp) – Vocês jovens, sabem o que é um 3 em 1?

Pois bem, vou explicar.

Houve um tempo, neste planeta, em que não se ouviam músicas no celular. Nem havia celular. Para ouvir músicas, você precisava de uma dessas, vá lá, mídias: rádio, toca-fitas ou vitrola, também conhecida como toca-discos. Aliás, mídias é o cacete. Você precisava de um desses aparelhos, os três supracitados. Que, por sinal, eram conhecidos como “aparelhos de som”. Ou, simplesmente, “som”.

Muito bem. Os nomes eram ótimos, inclusive. Nada de “media”, “pendrive”, “bluetooth” ou “smartphone”. Muito menos entrada USB. A propósito, o que quer dizer USB? Rádio é rádio desde sempre, pelo menos desde que nos conhecemos por gente. E não, não vem do latim radius, que é o osso do antebraço, e sim do latim tardio irradiatio, que no século 20, transliterado pelo francês, virou radiophonie, e aí essa palavra era longa demais para designar o aparelho que captava as ondas radiofônicas, e por isso ficou sendo rádio, mesmo, que é mais curtinho e fácil de dizer. Quanto aos demais aparelhos, seus nomes eram autoexplicativos. O toca-fitas tocava fitas. O toca-discos tocava discos. As coisas eram mais simples de compreender.

Antes do 3 em 1, que abriu este texto em sua primeira linha, surgiu a rádio-vitrola, que já era um espetáculo. Vitrola também tocava discos e era uma invenção da Victor nos EUA, um gramofone que se chamava Victrola e ficou tão popular que acabou tendo seu nome aportuguesado para vitrola, que nem gilete.

Pois bem. A rádio-vitrola, como vocês devem ter deduzido, era um rádio conjugado com um toca-discos, e quando a gente imaginava que já não tinham mais o que inventar, veio o 3 em 1.

Ah, o 3 em 1… Juntaram no mesmo aparelho a vitrola (ou toca-discos, escolha o que mais lhe aprouver), o toca-fitas e o rádio. Como podiam ser tão engenhosos? Melhor ainda: o que você tocava no rádio ou no toca-discos podia ser gravado no toca-fitas! Era só apertar, ao mesmo tempo, o “play” e o “REC”. Que maravilha!

O 3 em 1 da Sharp: bons tempos em que as coisas eram chamadas pelos seus nomes

Com o tempo, os 3 em 1 foram caindo em desuso porque deram de inventar uns amplificadores que podiam ser conectados a cada um dos aparelhos específicos por cabos, e diziam que o som era melhor e mais potente. Eles também eram acoplados a equalizadores e tinham entradas atrás para um monte de caixas de som. A partir daí deixei de entender dessas coisas.

Mas eu citei o 3 em 1 porque — sim, este continua sendo um blog mormente dedicado às coisas do automobilismo — hoje fomos brindados com uma corrida 3 em 1 em Mugello. Foram três em uma só. Três largadas, três histórias diferentes, só faltaram os três vencedores, porque aí seria querer demais. O vencedor foi o de sempre, Lewis Hamilton. E se você não viu, entenda: foram três corridas em uma só porque a prova teve de ser interrompida duas vezes por bandeiras vermelhas, oferecendo ao distinto público as tais três largadas. Agradeçamos ao regulamento, que acabou com aquela coisa chata de reiniciar corridas atrás do safety-car.

Obrigado, regulamento.

Verstappen atola na primeira volta: safety-car na pista deflagrando sequência de doideiras de Mugello

Tudo começou graças a esse incidente aí em cima, na primeira volta do GP da Toscana. Com problemas em seu carro, Max Verstappen foi ficando para trás na largada e na curva 2 vários pilotos se enroscaram no meio do pelotão, a saber: Gasly ensanduichado por Grosjean e Raikkonen, Raikkonen batendo na traseira de Verstappen, Verstappen jogado à brita, Sainz rodando, Vettel desviando e perdendo o bico na McLaren do espanhol, Gasly e Verstappen abandonaram e o safety-car teve de ser convocado para arrumar aquela zona toda.

Quem liderava a corrida, depois de uma boa largada — e u’a má de Hamilton –, era Bottas, com Leclerc, também muito bem na partida, em terceiro. O Mercedão vermelho-ferrari (não sei de nomes de cores usam maiúsculas, vai assim mesmo) ficou à frente do pelotão até o fim da volta 7, quando de repente apagou as luzes e saiu da frente de Bottas na última curva, num comportamento pouco usual mas, segundo a FIA, dentro do regulamento.

Bottas atrás do safety-car vermelho: na relargada, confusão que parou a prova pela primeira vez

Tudo na vida é uma sequência de eventos, não? Bottas poderia ter acelerado assim que apontou na reta e tudo seguiria na santa paz toscana e não estaríamos aqui falando de aparelhos de som 3 em 1. Mas ele não o fez. Deixou para fazê-lo lá na frente, na linha de chegada, de modos que Hamilton não pudesse aproveitar o vácuo na longa reta para retomar a liderança perdida na largada.

Só que quem estava lá no fundão da sala não se deu conta dessa decisão de Bottas. Alguns, quando viram a bandeira verde num painel eletrônico, enfiaram o pé no acelerador. Outros, que estavam à frente, enfiaram o pé no freio porque perceberam que Bottas não tinha enfiado o pé no acelerador, ainda. Estão acompanhando?

Aí foi uma cagada geral. Sainz, Magnussen, Giovinazzi e Latifi, cada um a seu modo, destruíram seus carros uns nos outros. A reta principal ficou cheia de destroços. A corrida teve de ser paralisada. Eram, pelo horário de Roma, 15h29 — 10h29 em Brasília. Bandeira vermelha.

Bate-bate no fundão: uns aceleraram, outros frearam, e no fim quatro abandonaram

Poderia ter sido pior. Teve gente que bateu acelerando. Outros quase capotando. Felizmente ninguém se machucou. Grosjean, do alto de sua afiadíssima e duvidosa capacidade de julgamento, gritou pelo rádio: “Que coisa mais louca! Querem nos matar a todos?”.

Depois de 26 minutos interrupção, lá estavam 13 carros alinhados para a segunda largada. Seis haviam abandonado por causa dos acidentes e um, Ocon, desistira com problemas nos freios. Nos boxes, todo mundo trocou os pneus, mas só a dupla da Mercedes e dois que estavam mais para trás, Russell e Raikkonen, optaram por compostos médios. Os demais repetiram os macios.

Na nova largada, nona das 59 voltas previstas para o GP toscano, Hamilton deu o troco em Bottas. Subiu a reta colado no companheiro e na San Donato, a curva 1, passou por fora para assumir a primeira posição. Os dois foram embora e deixaram para os coadjuvantes a missão de entreter a audiência. Leclerc, em terceiro, era presa fácil para todos. Entre as voltas 18 e 21, foi ultrapassado, pela ordem, por Stroll, Ricciardo, Albon e Pérez. A Ferrari avisou pelo rádio ao monegasco: “Vamos ao plano C!”. Charlinho pensou com o zíper de seu macacão: “C de quê? Carroça? Cadeira elétrica? Caraca, como podemos ser tão lentos?”. Foi para os boxes na volta 22 e colocou pneus duros.

Voltou em último. Levou cinco voltas para chegar em Grosjean e fazer sua primeira ultrapassagem na corrida, sem contar as posições que ganhara na largada. Era um duelo de Uno Mille contra Palio 1.0 com ar-condicionado. Os dois com os lamentáveis motores Ferrari, que no passado eram considerados fortes e charmosos.

Vettel e Leclerc: apesar da lerdeza, dupla da Ferrari pontua no milésimo GP da equipe

A prova então seguiu em seu curso normal e sem maiores sobressaltos até a volta 28, quando a turma começou a ir para os boxes para trocar pneus de novo. Bottas, então, usou de toda sua indignação para exigir, pelo rádio: “Na hora que a gente parar eu quero o oposto de Lewis!”. Não vi, mas me contaram. Naquela hora os caras da Mercedes no pitwall se entreolharam, desligaram os rádios e começaram a gargalhar atrás de suas máscaras.

Cerca de 1s5 atrás de Hamilton quando fez sua exigência de forma categórica, duas voltas depois Bottas estava 7s atrás. Com os pneus em frangalhos. Aí parou e colocaram em seu carro os compostos duros. Na volta seguinte, Lewis parou. Colocou os mesmos. Não vi, mas me contaram. Naquela hora alguém entrou no rádio do Bottas e perguntou se ele queria parar de novo para fazer o oposto de Lewis. Não vi, mas me contaram. Valtteri respondeu “mene vittu itse”, em finlandês.

Ricciardo: por pouco não conseguiu o primeiro pódio do ano para a Renault

Quem fazia uma corridinha bem honesta naquela altura era Ricciardo, em terceiro com o Twingo amarelo da Renault. A briga pelo último lugar no pódio era bem interessante, com Stroll e Albon perseguindo o sorridente australiano. Então, na volta 44, um susto: Lance foi direto na segunda perna da Arrabbiata e se estampou na barreira de pneus.

Não se sabe ainda o que aconteceu. De início, a Racing Martin falou num pneu furado, mas pode ser que tenha quebrado a suspensão traseira, também. Só sei que foi uma panca de respeito, o safety-car foi chamado mais uma vez e a corrida teve de ser interrompida novamente com bandeira vermelha.

O carro de Stroll quase se partiu ao meio. Perda total. E como começou a pegar fogo, os comissários se encarregaram de estragar o que sobrou com dezenas de extintores de incêndio. O pastelão foi registrado pela TV, como se vê abaixo. Stroll ficou meio grogue, mas depois voltou aos boxes na garupa de uma lambreta.

O relógio do Vaticano marcava 16h50 do dia 13 de setembro do ano da graça de 2020 quando todos foram para os boxes de novo se preparar para a terceira largada de nossa corrida 3 em 1. Eram 12, agora, os sobreviventes. Pneus macios para todo mundo, já que faltavam apenas 13 voltas para o final da prova.

Na torre, a direção aproveitou para analisar a entrada de Raikkonen nos boxes, cortando a linha tricolor para aproveitar a entrada do safety-car segundos antes. Pouco depois seria avisado que teria 5s acrescidos ao seu tempo total de prova pela infração. Ficou bem pistola, Kimi.

Raikkonen corta a linha dos boxes: punição quase tira os primeiros pontos do finlandês no ano

Foram 22 minutos até a nova largada, agora com Hamilton, Bottas, Ricciardo, Albon, Pérez e Norris nas três primeiras filas. Valtteri pensou: “Vou dar o troco, pegar o vácuo, passar o negão na primeira curva e ganhar essa porra!”.

Esqueceu de combinar com os russos (se não entenderam, é uma referência a clássico episódio envolvendo Garrincha e Vicente Feola na Copa de 1958, leiam aqui). Porque antes mesmo de terminar a frase “ganhar essa porra” foi ultrapassado por Ricciardo, permitindo a Lewis escapar na frente e assumir o controle da parte final da prova.

Bottas acabaria recuperando o segundo lugar na volta seguinte, mas aí já era tarde. Quem melhor aproveitou nossa terceira e curta corrida no domingo 3 em 1 foi Albon, que na volta 51 passou Ricciardo e conseguiu o primeiro pódio de sua carreira. Ricciardo, Pérez, Norris, Kvyat, Leclerc, Raikkonen (já com a punição) e Vettel fecharam a zona de pontos — pelo menos os dois ferraristas pontuaram na milésima corrida da equipe. Russell e Grosjean foram os dois últimos a ver a quadriculada. Por pouco a Williams não marcou um pontinho.

Albon olha para a bandeira tailandesa no pódio: primeiro troféu do piloto na F-1

Hamilton chegou à sua sexta vitória na temporada e 90ª na carreira, ficando a apenas uma de igualar o recorde de Michael Schumacher, maior vitorioso da categoria. A marca deve cair logo, e será um momento histórico da F-1.

Mas Lewis não faz história apenas ganhando corridas. Assim que saiu do carro, vestiu uma camiseta preta com a seguinte inscrição: “Arrest the cops who killed Breonna Taylor”, referência a uma agente de saúde preta assassinada por policiais em março deste ano em Louisville, nos EUA — crime impune até hoje.

E foi com essa camiseta que subiu ao pódio, ocultando marcas de patrocinadores e tudo mais. Algo, até onde me lembro, inédito. E de enorme relevância. Espero que continue com essas atitudes. Inclusive, se ele quiser nomes de pessoas pretas mortas pela polícia no Brasil cujos assassinos nunca pagaram por seus crimes podemos lhe fornecer uma lista telefônica. Só com as vítimas deste ano.

Na camiseta de Hamilton, o pedido por justiça: inglês segue militando por causas importantíssimas

“Foram três corridas numa só, estou esgotado”, confessou Lewis ao final das 59 voltas e três largadas debaixo de um sol implacável e temperatura batendo nos 30°C. E rasgou elogios à pista, que descreveu como “fenomenal”. “Foi muito duro manter Valtter atrás de mim, ele foi rápido o fim de semana todo, estou muito, muito feliz.”

Com a vitória, o inglês pulou para 190 pontos no Mundial, contra 135 de Bottas, que ampliou sua diferença para Verstappen. O holandês, que considerou seus problemas de embreagem e perda de potência na largada “inaceitáveis”, segue com 110. Para os registros, Max disse que está “tudo uma merda” na Red Bull desde Monza. Quem pontuou pela primeira vez no ano foi Raikkonen, nono colocado.

Entre os construtores, a Mercedes está tranquila na ponta, a Red Bull vem um ano depois em segundo e a McLaren segue firme em terceiro com 106, seguida por Force Martin (92, que seriam 107 não fossem os 15 perdidos pelo uso dos dutos de freio copiados da Mercedes), Renault (83) e Ferrari (66). O resultado da prova está aí embaixo, com a lista de pit stops e tipos de pneus usados por cada um na corrida maluca de Mugello.

Para encerrar, uma palavrinha sobre a transmissão da TV Globo, algo em que todo mundo fica de olho quando tem novidade na área. No caso, hoje, a narração de Everaldo Marques, 42, estreando na TV aberta depois de ter sido contratado no começo do ano para atuar principalmente no braço esportivo da emissora, o SporTV.

Everaldo começou comigo em 1997, quando tinha 18 anos, me ajudando a produzir o Fórmula Jovem Pan — programa semanal sobre automobilismo que eu fazia aos sábados na antiga emissora da avenida Paulista. Quando nasceu o Grande Prêmio com esse nome, em 2000, o contratei para ser um dos redatores ao lado de Tales Torraga. Éramos os três fazendo o site. Em setembro de 2001, saí da Pan, onde também cobria F-1. A rádio o colocou em meu lugar e foi ótimo, porque ele continuava fazendo seu trabalho no site e começava a viajar para as corridas.

Marques deixou o Grande Prêmio três anos depois, foi para a ESPN, lá ficou por 15 anos e chegamos a fazer F-1 juntos na rádio Estadão-ESPN em 2011 e 2012. Ele narrando, eu comentando. Há uma passagem bacana, e a gente se emociona sempre que relembra, quando fiz minha última corrida pela Pan, o GP dos EUA de 2001. Everaldo, salvo engano, fazia sua primeira prova pela rádio como narrador, dos estúdios de São Paulo. Eu estava em Indianápolis. Sempre que terminava uma transmissão, eu tinha um bordão meio chinfrim que era assim: “Um abraço aos ouvintes da Jovem Pan e a você (o narrador), e nosso próximo encontro fica marcado para o dia tal, no GP tal”. Nesse dia, quando Evê se despediu de mim no ar, eu falei: “Everaldo, eu costumo encerrar nossas transmissões de GPs mandando um abraço para o ouvinte e marcando nosso próximo encontro para a próxima corrida. Hoje, deixo apenas um abraço”. Eu e ele choramos no ar, mas como rádio não tinha imagem na época, ninguém viu.

Marques na Globo: transmissão sóbria e descontraída com equilíbrio e conhecimento de causa

A empatia que Everaldo conseguiu com o público em seus anos de ESPN foi enorme, por sua capacidade de narrar qualquer esporte e criar bordões divertidos nas transmissões, principalmente, da NFL e da NBA. É um dos caras mais queridos das redes sociais, entre outras coisas porque a turma que segue esportes americanos é muito grata a quem transmite os jogos com conhecimento de causa e sem falar bobagens. Foi a marca de sua narração hoje, o que agradou em cheio o também exigente público da F-1: sóbria e descontraída no tom exato, sem ser chata ou metida a engraçadinha, dando o devido espaço aos comentaristas e sem querer ser a estrela da companhia. Natural, em resumo, como sempre foi. Acho que é uma de suas maiores virtudes, a naturalidade, além da bela voz, do domínio do tema, e do talento nato que tem para a coisa.

Pena que a Globo deu um pé na F-1. Não tivesse feito isso, creio que o novo titular da emissora para as corridas teria se firmado hoje. Aliás, que simpatia a mensagem do Galvão Bueno no início da transmissão! Marques deve fazer mais algumas provas até o fim do ano, e agora só resta torcer para que quem comprar os direitos da F-1 para a TV brasileira no ano que vem faça boas escolhas na hora de montar sua equipe.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

184 Comentários

  • Alguns comentários sobre o “ativismo” de luis carlos amilton:
    Origem britânica, povo de invasores, opressores em todo o planeta,séculos e séculos
    Conduz uma mercedes, icone do fascismo nazismo – adolf adorava andar d mercedes conversivel nas paradas
    Patrocinio petronas, da democratura da malásia, opressora de minorias e oposições
    Usa relógios suíços, país q acobertou nazistas e fortunas por eles roubadas
    É o lider de uma categoria emblemática do capitalismo opressor, selvagem – ganha fortunas ele próprio e jamais se preocupou com os famintos da áfrica, negros q ele alega defender
    Apareceu com uma camiseta condenando policiais – ate onde sabemos ele não é advogado, nem juiz, nem julgou os policiais em questão – assumindo uma postura arrogante, lacradora kkk
    In summa : pode ser um puta pilotode sua geração, mas parece ape as mais um oportunista midiático,
    Lamentável
    That’s all folks.

    ps 1 Nelson Piquet, antagonkzado pela imprensa, foi campeão mundial com motores de 3 fabricas diferentes (Ford, BMW, Honda), 1o campeão com turbo, campeão com a propria equipe sahotando-o
    ps2 – luis carlos amilton SEMPRE teve a equipe apoiando-o como 1o piloto, sempre (lembra um de cujus de viuvas de domingos matinais) – e mesmo assim, perdeu pro Nico
    ps3 – luis carlos amioton só tem esse numero absurdo de vitórias pq tem muito jais corrida atualmente e sua geração de pares é fraca, muito fraca mesmo

    • Então, por ser inglês, o camarada automaticamente é opressor; por conduzir uma Mercedes é admirador de Hitler; por usar relógios suíços ele acoberta nazistas e fortunas; por estar em uma categoria “emblemática do capitalismo selvagem” ele tem de ser alienado e “oportunista midiático” (o camarada precisa disso, caminhando para o sétimo título mundial e para bater o recorde de vitórias na categoria?). É interessante como as mesmas pessoas que o condenam e o julgam arrogante, apontam o dedo e encontram justificativas as mais estapafúrdias para desqualificar os seus gestos corajosos em defender uma causa justíssima, mas que desagrada muitos aqui e no mundo inteiro, inclusive, ao que parece, o missivista aí de cima (que até tenta disfarçar. Mal, mas tenta).

    • Eu nem vou responder aos seus argumentos grotescos sobre Hamilton. Seus pais falharam contigo. Era obrigação deles ensinar valores morais. Agora você cresceu e se tornou essa besta eleitora de genocidas.

      Sobre os dados de F1, vejo que tanto seu professor de português quanto de matemática, falharam contigo. Talvez fossem ótimos professores, mas teu QI era insuficiente para qualquer tipo de aprendizado.

      Veja o percentual de vitórias:
      Hamilton: 34,7%
      Schumacher: 29,7%
      Prost: 25,6%
      Senna: 25,3%
      Vettel: 21,8%

      Para chegar a esse resultado, basta dividir o número de vitória pelo número de corridas. Então, não! Ele não tem mais vitória porque correu mais. Ele mais vitória porque ganhou mais.

      Hamilton disputou contra Alonso, Raikkonen, Schumacher, Button, Vettel e Rosberg. Citando só os campeões mundiais.

      O Edu Zeiro já te mostrou o mundo de fantasia em que você vive e com meia dúzia de linhas eu te mostrei o quão burro você é. Sequer soube fazer uma continha simples de percentual. Você pode tentar desmerecê-lo em tudo, o máximo que irá conseguir é agradar um ou outo lixo como você. Caso desse Beto, D, Fernando e alguns outros que comentam aqui.

  • Uma camiseta inconveniente

    O GP da Toscana, realizado no último domingo, foi inédito: a primeira corrida de Fórmula 1 no circuito de Mugello, o milésimo GP da Ferrari na categoria e o primeiro pódio de Alexander Albon. São os destaques no aspecto meramente desportivo.

    Houve outro fato, também excepcional e muito mais importante: Lewis Hamilton compareceu ao pódio com uma camiseta preta por cima de seu macacão. Na parte frontal da vestimenta, incomum para a ocasião, havia os dizeres “Prendam os policiais que mataram Breonna Taylor”. No verso de referido traje, continha uma foto de Breonna e a frase “Diga o nome dela”.

    Pronto! A (desnecessária) polêmica foi instalada, mais veloz até que o hexacampeão (a caminho do hepta). As redes (antis)sociais foram inundadas com comentários sobre o tema. As mídias sociais da Mercedes receberam inúmeras críticas, a maioria alegando que não se deve misturar esportes com política. A empresa alemã rebateu: “Isso não é política. É algo básico, direitos humanos”.

    Protestos contra o protesto (paradoxo dos paradoxos!) de Hamilton também aportaram nos canais oficiais da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), responsável pelo Mundial de Fórmula 1. Por conseguinte e diante da repercussão, na segunda-feira posterior à corrida foi noticiado que o piloto inglês estava sob investigação da FIA em razão de uma eventual quebra de protocolo (leia-se manifestação de cunho político).

    O Estatuto da FIA estabelece: “A FIA deve abster-se de manifestar discriminação em razão de raça, cor, gênero, orientação sexual, origem étnica ou social, idioma, religião, opinião filosófica ou política, situação familiar ou deficiência no curso de suas atividades e de tomar qualquer ação a esse respeito”.

    Pois bem!

    Nesse ponto é necessário indagar:

    1) Hamilton em algum momento se posicionou utilizando o nome da FIA?
    2) Sua manifestação representa opinião política?

    As respostas a supramencionados questionamentos são negativas, evidentemente. O líder do campeonato apenas aproveitou um momento de visibilidade para realizar seu legítimo direito de expressão para pedir justiça. Algo tão basilar e inerente a todo ser humano com o mínimo de bom senso.

    Nem se argumente que não é o local apropriado para ativismos. Não só pode como deve ser. Por muito tempo a Fórmula 1 viveu (ainda vive, mas está se transformando) em sua redoma particular, desconexa da realidade política, econômica e social. Realizava GPs na África do Sul do apartheid (apesar do boicote de algumas equipes e pilotos), aliava-se a governos reconhecidamente ditatoriais, aceitava patrocinadores de índole duvidosa e outros absurdos que o dinheiro ignora solenemente.

    Tanto é assim que, em junho do ano vigente e pouco antes do início da temporada, a Fórmula 1 lançou a campanha “We race as one”, visando à promoção da diversidade e apoiar causas sociais. Todas as equipes utilizam em seus carros o logotipo (um arco-íris) e a hashtag de aludida empreitada.

    Perante sobredito cenário, como foi possível a instauração dessa investigação contra Lewis Hamilton? Lógica inexiste! Assim como todo preconceito…

    Os únicos que eventualmente teriam legitimidade para reclamar da camiseta do piloto britânico seriam os patrocinadores da Mercedes, que não tiveram suas marcas expostas. Seria, destarte, um assunto interno.

    Impossível não trazer a lume a afamada cerimônia do pódio dos 200 metros rasos nas Olimpíadas do México em 1968. Em primeiro e terceiros lugares, 2 atletas estadunidenses negros, Tommie Smith e John Carlos, respectivamente. Durante a execução do hino dos EUA, ambos abaixaram suas cabeças e ergueram o punho cerrado, saudação dos Panteras Negras e um protesto contra o racismo (a efervescência dos conflitos raciais naquela década estava no auge, com a luta pelos direitos civis e assassinatos de líderes do movimento afro). O segundo colocado era Peter Norman, australiano branco que apoiou a atitude de seus adversários de esporte, utilizando um distintivo do Projeto Olímpico para Direitos Humanos, Uma imagem eternizada e amplamente divulgada como símbolo da luta pela igualdade.

    Todavia e como sói acontecer, existe o lado sombrio – e menos conhecido – dessa história. O gesto dos esportistas negros foi condenado pelo Comitê Olímpico Internacional, a ponto de se cogitar a anulação das medalhas conquistadas (o que felizmente não se concretizou). Ao retornarem aos EUA, Tommie Smith e John Carlos sofreram críticas ferrenhas da mídia estadunidense e, em seguida, auferiram como “recompensa” um ostracismo imposto pelos dirigentes do atletismo nacional.

    Até Peter Norman suportou retaliações na Austrália (país onde os aborígenes são alvos de racismo), circunstância que prejudicou sua carreira profissional e sua vida particular. Faleceu em 2006 em decorrência de um ataque cardíaco. Em seu funeral, Tommie Smith e John Carlos fizeram um discurso repleto de elogios e ajudaram a carregar o caixão. Em 2012 o Parlamento australiano emitiu um pedido de desculpas póstumas.

    Mais de 50 anos se passaram e a camiseta de Hamilton ainda foi inconveniente. Por quê? Para quem? É difícil perscrutar a mente humana. Entretanto, em minha singela opinião, o incômodo é outro: presenciar um negro como o atual destaque em uma categoria que sempre foi pautada pelo elitismo e dominada por caucasianos. E mais do que isso. Afinal, até o final desse ano ele será o maior piloto da história da Fórmula 1, sobrepujando quase todos os recordes.

    Em suma, mais um bastião do racismo cairá. É pouco, porém também significa muito. Outro paradigma será rompido. Vide Jesse Owens nas Olimpíadas, Earl Lloyd na NBA, Doug Williams na NFL, Jackie Robinson na MLB, Carlos Alberto Torres na Copa do Mundo, Arthur Ashe e Serena Williams no Tênis, Tiger Woods no Golfe, Shani Davis nas Olimpíadas de Inverno.

    É o começo da mudança por um mundo igualitário e, portanto, mais justo. Apesar das reclamações daqueles que ainda não perceberam isso. Incomodam-se com uma camiseta, contudo, não se importam com as iniquidades. Eles também serão superados, como Lewis Hamilton tem feito com os recordes da Fórmula 1.

    Continuem acelerando, Hamilton e Mercedes! Vocês trocaram o tradicional prateado dos carros, pintando-os de preto e adotando mensagens de combate ao racismo. Vocês levaram a primeira mulher negra (Stephanie Travers) ao pódio no GP da Estíria para receber o troféu dos Construtores. Vocês são diretamente responsáveis pela difusão da diversidade no seio do Automobilismo.

    Eis a maior vitória que alcançarão: uma contribuição e um legado para as gerações futuras.

    • Hamilton não é juiz ou policial para mandar prender alguém. A frase correta seria: “Justiça para Breonna Taylor”.

      É necessário responder:

      1) Hamilton se utilizou de um evento promovido pela FIA para se manifestar.
      2) Sim! Toda manifestação contra o preconceito carrega um cunho político.

      A campanha que a categoria lançou não se prendeu a casos isolados e sim, a um contexto abrangente.

      Lewis tem todo o direito de se manifestar e bato palmas para sua iniciativa e liderança, dentro e fora da F-1. Discordo apenas sobre o local escolhido para a manifestação de domingo. O pódio é lugar de premiação, confraternização e comemoração.

  • Há….. só para lembrar, ainda tenho um 3×1 em casa, no caso é da Gradiente e de aço escovado, com 2 enormes caixas de som e um amplificador.
    Se funciona, não sei, faz uns 10 anos que não ligo.
    Tenho um outro, este em vez de toca disco, tocou um dia CDs, também tem um bandeja que se coloca 3 CDs. Hoje utilizo com as caixas como som para a TV.

    • Meu pai também tinha um 3×1 da Gradiente, na época que fazia as coisas muito bem, era um espetáculo. Ficou desempregado e teve que vender. Depois de um tempo, ele comprou o que se chamava de rádio toca fitas, conhecimento tb como mini system, micro system, essas coisas. Uma recordação marcante deste aparelho foi com minha mãe, estávamos ouvindo rádio América AM, e tinha um especial do Élvis, onde gravamos duas fitas com suas melhores músicas.

  • Boa noite.

    Grande “tirada” alusão desse GP com 3 x1. Aqui na minha família teve um, Philips, comprado na “falecida Mesbla”, mais ou menos 1983/1984, e um funcionário da empresa foi lá no distrito em que morávamos,”instalar”. Como tudo mudou.
    Everaldo é dos melhores, em tudo que narra.
    Hamilton, parece ter total controle de tudo. visto o que fez na penúltima volta do GP. E foi phoda ao ter coragem de colocar aquela camisa por sobre o macacão, no pódio.

  • É pelo jeito as cadelinhas do Borstappen foram todas recolhidas pela carrocinha, kkkkk…..

    …..em tempo

    Quando a RBR quer, ela aperta uns botãozinhos e de repente o carro do Albon fica tão bom quanto o do merdinha holandês, não? kkkk….chegando inclusive a descontar do Bottas em certo momento!

  • Durante muitos anos, Paulo Pinto, usando seu nick oficial, aproveitou-se da onda alemã e se referia a Schumacher como maior da história. Só falava de números, estatísticas. Depois veio Vettel e ele continuou nessa onda. Sabia até a taxa de crescimento ao dia do bigode do Seb. Então veio Hamilton. Ano após ano seu desespero foi crescendo. Em 2019, sem mais conseguir suportar a dor, sucumbiu.

    Antes o GP do Canadá do ano passado ele deu um piti aqui e disse que, se nada mudasse, tiraria férias da F1 e do blog. Nada mudou. Nem ele. Prometeu que iria embora, mas continuou. Não usava o nick oficial, mas sabíamos que era ele. Depois de um tempo percebeu a besteira que tinha falado e, certo de que não conseguiria ir embora, voltou aos poucos, confiando na baixa qualidade da curta memória dos leitores do blog. Mas nem todos se esqueceram daquelas duras palavras. Nem de outras.

    Ainda no ano passado, disse ao Segafredo que se Hamilton superasse Schumacher, não teria nenhum problema em vir aqui dizer que ele é o maior de todos os tempos. Foi um ato de pura ingenuidade e de uma certa burrice, pois acreditava que Vettel e a Ferrari poderiam fazer frente a Hamilton. Naquele momento senti toda a sua descrença em relação ao mundo. Certamente estava arrasado. Aquilo que ele acreditou que duraria até o próximo meteoro mortal, viraria pó antes do Catar 2022. Hamilton destronaria Schumacher muito antes da Alemanha conquistar o hexa. Ele já não sabia mais como conviver com o fato de que a pátria que ele adotou como sua – e que está cagando pra ele – não daria ao mundo o maior piloto de todos os tempos. Aquele loirinho trapaceiro que bateu em Hill e ganhou, que bateu em Villeneuve e perdeu, que aceitou ultrapassar companheiro na linha de chegada, que estacionou o carro em Mônaco para prejudicar o adversário, que perdeu dois campeonatos para o Alonso, dois para o Hakkinen, um para Hill (O Damon), outro para Villeneuve (o Jacques), que foi almoçado e jantado pelo Rosberg (o Nico) e que foi preterido por Kimi Raikkönen em 2007, seria só o primeiro dos últimos. Isso é inaceitável para ele.

    Mas a grande dúvida que precisa ser sanada antes do término da temporada é: Pinto, desta vez cumprirá sua palavra?

    • Nossa, viúva! Eu nunca pensei que fosse merecer uma cartinha assim… tão longa e com tantas palavras a mim dirigidas. Mas, vamos ao que interessa:

      Não estou lembrado de ter dito à viúva citada o que você menciona, mas se Hamilton superar Schummy em todas as marcas, considerarei o inglês o maior do mundo. Terei a satisfação de lembrar que será o segundo CAPOTE em títulos no teu ídolo!

      Não lembro (também) de ter dado piti. Isso é coisa de viúva que não suporta a realidade dos números.

      Estamos torcendo por um esporte de nosso gosto e preferência e isso não vai mudar as nossas vidas em nada. Como nada mudou quando o alemão levantou sete títulos. Eu me utilizo da minha fina ironia para alegrar o blog e bagunçar viúvas como você.

      Agora, vamos às inverdades:

      1. Não é Vettel que não está conseguindo fazer frente a Hamilton. É a Ferrari (e nenhuma outra equipe) que não consegue superar a Mercedes.
      2. Schumacher não perdeu dois títulos para Alonso e você sabe disso. O título de 2005 foi disputado entre Raikkonen e Alonso.
      3. E o alemão não perdeu dois títulos para Hakkinen e você também sabe disso. O título de 1999 foi disputado entre Hakkinen e Irvine. Schummy estava se recuperando da perna quebrada no acidente na Inglaterra.
      4. Ele não foi preterido por Raikkonen na Ferrari. Ele anunciou sua aposentadoria na vitória em Monza e a escuderia contratou o finlandês para o seu lugar.
      5. Jantado pelo Nico? Não. Ele estava há três anos sem correr e com 41 anos de idade. Até que fez muito com um carro em desenvolvimento!

      Sabe o que acontece, viúva? Estou cansado de desmentir as bobagens, besteiras e burrices que vocês vivem postando, tentando passá-las como verdades fundamentais.
      Já perdi a conta do número de vezes que desmenti o que você e outros escrevem e continuam escrevendo.
      Vou me ater ao meu raciocínio lógico e ao gume da minha ironia. E quando cansar, irei embora de vez. Sem anúncios ou adeuses.

    • Poxa, Pinto! Não fica dando bobeira que você leva uma atrás da outra.

      Já não se lembra do que escreveu, ativou novamente o modo “Estatística Inútil Que Ninguém Se Importa” e não consegue enxergar o óbvio: VOCÊ É TÃO VIÚVA QUANTO AQUELES QUE VOCÊ OFENDE. Pior, você é DUPLAMENTE VIÚVA.

      Vou te ajudar.

      Aqui você prometeu:
      https://flaviogomes.grandepremio.com.br/2019/06/monte-real-3-nao-querem-jogo/comment-page-1/#comments

      Na páginas seguintes estava nitidamente descontrolado. Enxergando um monte de coisas e falando com seus outros nicks. Estava uma loucura. Prometeu até carta de despedida especial ao Segafredo. Não fez, obviamente.

      Aqui você não cumpriu e deu um piti atrás do outro:

      https://flaviogomes.grandepremio.com.br/2019/06/sobre-ontem-a-tarde-17/comment-page-1/#comments

      Escreveu uma de suas besteiras rotineiras após os GPs da França e da Àustria e depois passou usar outros nicks. Faz isso até hoje e às vezes se confunde. Nós te perdoamos, mas não nos esquecemos de suas promessas.

      No momento em que 92 > 91, exigiremos a sua rendição.

      • Eu não sabia que tinha um Fã-Clube aqui no blog e fundado por viúvas! Agradeço penhoradamente a homenagem e prometo honrar a admiração de todas por minha pessoa.

        Bem, já que sou a figura a ser cultuada, elegerei o meu xará Segafredo como a presidente do FC. Viúva fanática e alienada, no ponto certo para incensar-me.

        E como tesoureiro, elejo o Allez Francisco. Inteligente, mas vai ser difícil retirá-lo da Matrix.

        Quanto ao nome do FC, posso deixar uma opção a escolher:
        TPA: Torcida Pinto & Afins

        E por último, um aviso às fãs: dispenso assédios.

      • Esse fã clube não vai rolar, Pinto! Mas já temos um outro que está bombando e aceitando membros arrasados com os últimos acontecimentos. Chama-se STV: Somos Todos Viúvas.

        Venha pra junto da gente, Pinto. Venha. Levante a hashtag #somostodosviuvas. Saia desse armário germânico e enfrente a vida de cabeça erguida.

  • Vida dura tem o Bottas aqui no blog.
    Andou o fim de semana inteiro no nível de Hamilton. No qualify não conseguiu fechar a última volta que poderia dar a pole pro finlandês. Na corrida tomou a ponta na largada, andou forte trocando voltas rápidas com o comandante que terminou a prova acabado fisicamente. E mesmo assim é tratado como um zé ninguém. Bottas vai acabar o ano que vem, com estatísticas de piloto de primeira linha.
    Se for analisar o que o pessoal do blog acha de Bottas, e o que realmente o piloto é, teremos uma diferença enorme, e é nessa hora que a conta não fecha.
    Ao menos mudaram o status. A três anos atrás o pessoal comparava Bottas com Frentzen e Kovalainen (quem?). Hoje já falam de Barrichello/Massa/Berger/Webber, já é uma evolução nas mentes pequenas que circulam aqui.

    • Alem disso, é de interesse da MERCEDES que BOTTAS bata HAMILTON? A equipe trabalha para isso. Permite isso? Sinceramente. NÃO. A MErcedes só permitiu isso com Rosberg, e foi uma rara excessão, e gerou um barulho sem tamanho. Também acho Bottas um excelente piloto. E eu duvido fortemente que os dois carros estão prontos para disputar o primeiro lugar. Não vale a pena para a MERCEDES. Pois Bottas é destinado À escudeiro, se HAmilton falhar, ele está ali. É algo bastante obvio.

    • Acho Bottas nada além de comum. A impressão é que Albon, Ocon, Pérez, Hulk, Gasly teriam exatamente a mesma performance.
      A diferença de relargadas, show de Hamilton, impotência de Bottas.
      Em nenhum momento ele conseguiu usar DRS contra Hamilton.
      E ainda teve o ” I want opposite to Lewis”, só não conseguiu preservar os pneus (com o melhor carro do grid) pra fazer a parada após o referido.
      E ainda teve a prova anterior com “I have a puncture “, que foi negado e daí “there’s something wrong, can you search?”, novamente negado, e por fim “I can’t race with this engine settings”.
      Dá pra imaginar um dos grandes fazendo tais coisas?

      • Exato
        Bottas é mediano e olha lá.
        Está certo que a ordem é para não passar Hamilton, mas não para ficar atrás de Verstappen e aí é a prova que se trata de um piloto mediano e aliás se Albon fosse um pouquinho melhor também tinha ultrapassado-o na última corrida.
        Qualquer outro piloto um pouco acima da média, seria segundo no campeonato com folga e também subiria ao pódio em segundo todas as vezes em que Hamilton fosse o 1º .
        Não é tudo isso mesmo, levando em conta a super máquina que tem em mãos.

      • Alguns dos pilotos que mencionou são novos e com tempo para se recuperar, mas hoje?
        Albon não faz sombra pra Verstappen que ainda é menos piloto que Hamilton.
        Ocon tomou pau de Peréz, que por sua vez teve chance na Mc Laren e não fez nada. Pérez hoje perde para Stroll e nem vamos discutir o nível do canadense.
        Gasly quando teve chance em equipe grande, não correspondeu. De resto ganhou batalhas internas contra Kvyat e Hartley, níveis fraquíssimos.
        Já Hulk em 2016 teve carro melhor que Bottas. Perdeu a batalha.
        Quando chegou na F1, Bottas ganhou dos companheiros de equipe e em pouco tempo já era cobiçado por Ferrari e contratado pela Mercedes. Estamos falando das duas melhores equipes naquele momento. Depois que foi para Mercedes correspondeu a ponto de continuar até hoje, colecionando vitórias, poles, voltas rápidas, troféus. Foi de uma promessa a realidade, um piloto que vingou e é um dos melhores do grid.
        Várias promessas tiveram oportunidade em equipes de ponta mas não fizeram nada, alguns inclusive na sua lista. Portanto é um erro comparar Bottas com os pilotos que você mencionou ele é muito melhor que todos e nem preciso falar que eles seriam brincadeira de criança para Hamilton.

  • Quanta nostalgia.
    Meu primeiro som, foi uma Sonata, era uma vitrola muito simples que podia ser guardada dentro caixa de som, e era apenas uma caixa, nada de stereo.
    Depois tive um 3 em 1 da Sony, bem parecido com o da foto.
    Com o tempo eu fui comprando os módulos separados como você cita, era rolo atrás de rolo, sempre usado, até que consegui ter um Esotech da Gradiente.

    Sobre a corrida, beleza que foram 3, mas o Everaldo eu achei incrível, totalmente atípico, “Vettel empurrando com a barriga”, foi muito bom.

  • A capacidade que o Everaldo tem de ser informativo sem ser chato e de ser descontraído sem ser forçado é notável. Suas narrações na F-1 são a melhor novidade do esporte na TV aberta nos últimos anos. Pena que devem durar pouco…

  • Sobre a narração, como melhorou!!! Não tenho nada contra Cleber Machado, mas ele deveria ficar escalado somente com futebol e deixar F1 para outros narradores mais, digamos, letrados em automobilismo.

    O Sergio Mauricio e/ou Everaldo Marques chegaram no lugar certo, mas na hora errada, ja que o contrato de transmissão da Globo não será valido para 2021 em diante.

    Como vc bem sugeriu, tomara que todo esse time siga junto para o canal que comprar os direitos de transmissão.

  • Ótimo texto pós prova, conseguiu passar para quem não viu a prova pela TV todas as informações da confusão geral que foi a primeira relargada. Achei que os comentaristas estavam perdidos sobre esse episódio da prova, culpando BOT precipitadamente e depois não se retratando.

    Sobre a prova em si, pista linda e com áreas de escape que não perdoam o erro, mas as tecnologias das proteções precisam ser atualizadas, pois não da pra parar a prova a cada incidente pra consertar guardar-rail.

    Isso transformou a prova num show de entretenimento com várias alternativas e mudanças na classificação. Claro, de terceiro para trás, pois na frente a monotonia era grade.

    No fim, torci muito para que o RUS marcasse seu primeiro ponto, mas parece que o pozinho mágico da Williams acabou depois da terceira largada (a embreagem seminova da Claire deve ter aberto o bico) e o cara perdeu o que parecia uma nona posição garantida. Nas últimas voltas, RUS precisava girar só um pouquinho mais rápido que o RAI (então oitavo na pista) para garantir o décimo lugar na pontuação, mas foi perdendo terreno e no fim bateu na trave com a 11ª posição.

  • Flávio, seus textos andam mais inspirados do que nunca. Duelo de Uno Mille contra Palio 1.0 com ar condicionado é uma descrição sensacional! Muito oportuna a referência da “lista telefônica”, também. Quanto ao Everaldo, também gostei da narração, principalmente nas largadas, momento confuso em que os outros locutores costumam se atrapalhar (Galvão já foi muito bom nisso, mas só até os anos 90), e que ele descrevia com muita precisão e agilidade.

  • FG para a Academia Brasileira de Letras! Vai escrever bem assim lá no cá*ba*lho! Com certeza escreve melhor do que muito escritor ou intelectual metido a escrevidor kkk Esse texto tá foda! E bah, que foi isso do Eve ontem na RGT? Já o curtia e admirava das transmissões da NBA, mas o cara deu uma AULA de transmissão de F1 ontem. Bom humor (uma pérola atrás da outra, citando barata, Villeneuve, paiê), conhecimento técnico e numa linguagem clara e acessível a todos. Por fim, algo de verdade há no afastamento da Mercedes da F1. Do contrário não haveria tantos desmentidos…

    • Acho que engoliu até o Galvão… transmissão monstra!!
      Penso que a RG está se mordendo de perder o Mundial de 2021 com Vettel renovando, Alonso retornando e Hamilton pulverizando os recordes do Shumacão e agora o Everaldo mostrando essa linda narração com profundidade e sem perder o humor correto e sagaz.

      • Pachequismos à parte, o Galvão foi um excelente narrador até ter sentido o peso da idade. Quanto à Globo, tá se lixando pras atrações. Só querem saber de cortar custos. As Organizações Globo (leia-se família Marinho) sobrevivem e prosperam com aplicações financeiras. Tanto que não derrubam o Bozo enquanto ele mantiver as políticas neoliberais e o desmonte do Estado.

  • FG,

    A corrida foi excelente, mas sua descrição do acidente na primeira relargada foi ainda melhor!!!

    HE HE HE

    Sobre os protestos do Hamilton, é muito bom ele continuar fazendo isso, sempre. E nessa lista telefônica que vc vao sugerir, contará também com nomes de policiais negros que são assassinados diariamente aqui no Brasil!?

    • Acho que até hoje o EV tem que se explicar por esse americanismo que implantou no Brasil.

      Segue o jogo, não muda a cotação do dolar e não depõe contra o espetacular narrador que Ele é. Flavio pode confirma, acho que são poucos os narradores que se preparam tanto para um evento esportivo como o “EV”. O cara é uma fera.

  • Adorei o texto. Esse “mene vittu itse” nem precisa de tradução.

    kkkk.

    Sobre a pista: Como é legal um autódromo com caixa de brita, não? Tive a sensação de estar assistindo a uma corrida dos anos 90.

    A F1 ontem deu um show de entretenimento.

  • Sensacional a narração do Everaldo, não sabia que ele era um conhecedor de corridas assim, mas me impressionou desde o primeiro treino que narrou….e mesmo sendo sóbrio por estar na Globo, ele solta umas durante a transmissão que são demais…quando a Ferrari colocou pneus médios ele soltou um “agora vai…” foi demais…
    Agora Flavio, você que é de dentro da Fox, precisam melhorar a narração da MotoGP…fala pra direção contratar o Guto e o Fausto, os dois dão outra cara à MotoGP. Com o Teo José já tava sofrível, agora piorou….

  • Muito boa a narração do Everaldo. Na F1 o narrador precisa ter raciocínio muito rápido principalmente na largada, coisa que o Cleber Machado deixava a deseja, pois, para mim era lá que ele se embabacava.

    Para mim o melhor narrador para a F1 seria o Guto Nejaim, mas se formos de Everaldo será ótimo também.

    De resto, Cleber é muito bom para o Futebol.

  • FG, se você pode elogiar o EM é porque você foi um bom professor. Claro o EM tem talento nato. Os narradores da Sport TV que se cuidem, muitos vão ficar para trás. Para mim é um alento, talvez volte aos poucos prestar atenção no esporte da Globo outra vez. O GB foi muito lá começo, mas para nós espectadores ele estava muito chato nas transmissões. Agora é a expectativa para Estoril e Imola com EM e os comentaristas. Pistas das antigas, boas e provável com o entrosamento da transmissão.

  • ahhh Flavinho….. 3 em 1 que eu nunca pude ter! só babava naquilo quando ia na casa dos amigos um pouco mais abastados (ou menos duros que eu). Corridaça! E que narração do Everaldo. Voce definiu bem: naturalidade! Foi natural, não teve forçação de barra, não teve exageros. A única coisa que realmente destoa nas transmissões da F1 na Globo é o Burti! Que cara chato, enjoativo, sempre repetindo as mesmas bobagens, “macarrãozinho”, “quando eu bati em Spa”, blábláblá….Não entendo porque ainda continua lá! Giafone é ordens de grandeza mais competente que o Burti. Mas enfim, nem vou reclamar muito porque em breve tudo isso mudará. Se tudo der certo, a emissora do Mickey aqui no Brasil pegará pelos chifres essa transmissão da F1! Então, finalmente, teremos uma equipe competente e que entende de automobilismo fazendo as transmissões. Estaremos livres do Burti! Escutar o Edgar contando os causos dele durante as transmissões da F1 vai ser show! Abração

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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