AUDI, VW ETC.

A

SÃO PAULO (tudo muito rápido) – Hoje a Audi deu uma chacoalhada no mundo do esporte a motor. Primeiro, anunciou que vai participar do Dakar de 2022 com um carro “eletrificado” — Depois, que vai retomar seu programa de endurance no novo regulamento LMDh (Le Mans Daytona hybrid), o que significa que a marca voltará a Le Mans e correrá também em Daytona. Por fim, avisou que a aventura na Fórmula E, onde está desde o início, acaba ao final da próxima temporada, a de 2021. Em 2022, Lucas di Grassi estará desempregado. Ao menos na F-E.

Por fim, a mãe Volkswagen também fez um anúncio hoje. Mais simples e direto. Encerrou todo seu programa de motorsport. Os 169 funcionários do departamento, que fica em Hannover, serão deslocados para outras funções. Todos elas ligadas à eletrificação dos carros da marca.

Só se fala nisso no mundo dos automóveis. Elétricos, elétricos, elétricos. Um porre.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

11 Comentários

  • Eu não entendo essa insistência em carro elétrico. Até parece que energia elétrica cai do céu. Quando os carros elétricos estiverem, se um dia estarão, em uso maciço, o mundo ligará suas não poluentes usinas nucleares e térmicas para suprir a demanda. Como já disseram no passado, nada se cria, tudo se transforma.

    • Realmente… Gasolina não pode, tem que ser elétrico. Mas não pode ser energia de termelétrica, nem de hidroelétrica porque alaga, nem eólica porque mata os pássaros, nem nuclear porque não.

      Temos que proibir os veículos a combustão e permitir só os caríssimos elétricos produzidos nas fábricas “sustentáveis” da China, movidos com a caríssima energia solar.

  • O carro da Audi, no Dakar será 💯% eletrico ou híbrido?

    Tem reportagens falando que a bateria será recarregada enquanto o carro é conduzido. Usando um conversor em forma de motor TSFI.
    Pelo que eu encontrei sobre o assunto(e entendi): são motores de combustão interna de gasolina ou diesel. O turno trabalha deamneira diferente e a turbina dura uns 10 anos ou algo do tipo.

    • A saída do WEC foi muito por causa do Dieselgate. Agora parece que esse assunto já está “superado”, inclusive pro marketing. Aliás, dá pra notar uma tendência das montadoras abandonando as ideias de carros 100% elétricos e indo em direção aos híbridos

  • Camarada, com a quantidade de carbono que o ser humano já jogou na atmosfera esses anos todos, não tem muita margem para qualquer coisa que não seja reduzir drasticamente, de todas as maneiras possíveis, as emissões.

    Só não acho que isso vá ser um movimento coordenado por todos os países do mundo. Os ricos provavelmente vão nessa direção rapidamente, enquanto os mais pobres (ou comandados por idiotas, como é o nosso caso) vão continuar queimando petróleo como se não houvesse amanhã.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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