Flavio Gomes quinta-feira, 3 de julho de 2025 12:50 30 comentários
E o Drugo? Pergunta recorrente. O “Drugo”, detesto essas reduções, vai correr pela Mahindra na rodada dupla da Fórmula E em Berlim, nos dias 12 e 13 de julho. Acho que esse rapaz está se distanciando cada vez mais da F-1. E vocês, o que acham? (Pergunta de blogueirinho, pra gerar “engajamento”…)
Flavio Gomes terça-feira, 1 de julho de 2025 18:23 11 comentários
Eis a bela pintura da Meu Chip Deve Estar com Defeito para o GP da Inglaterra. O desenho foi elaborado pelo grafiteiro Slawn, nigeriano radicado em Londres, em parceria com a Hugo, que por sua vez é a grife moderninha da Hugo Boss.
Flavio Gomes segunda-feira, 30 de junho de 2025 21:51 24 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
Na trave: o momento em que Piastri quase botou tudo a perder
SÃO PAULO (temos um campeonato, claro!) – Normalmente não repetimos aqui, na abertura de nossos rescaldos de GP, fotos publicadas na véspera. Mas não tem como, hoje. A quase batida de Oscar Piastri em Lando Norris foi o momento mais tenso da prova da Áustria. Poderia ter criado um climão insuportável na equipe — algo que esteve perto de acontecer no Canadá, e só não prosperou porque Norris pediu desculpas antes mesmo de desligar o carro.
Encontros entre os dois vão continuar acontecendo, aqui e ali. Por enquanto, estão no limite da civilidade. E eles já sabem que o baile não terá outros convidados. Ontem, se alguém tinha alguma dúvida ainda, foi a despedida de Max Verstappen da disputa pelo título. O abandono na primeira volta, após batida de Kimi Antonelli, deixou o holandês a 61 pontos do líder Piastri. E apenas nove à frente de George Russell, o quarto colocado no Mundial.
Como dito ontem, já era.
Classificações e série quebrada de Max: fora da briga
Verstappen, ontem, interrompeu uma sequência de 31 GPs nos pontos. O último abandono tinha sido na Austrália no ano passado, com problemas nos freios. Mas não era sua maior série. Entre os GPs da Emilia-Romagna de 2022 e da Arábia Saudita de 2024, foram 43 provas seguidas pontuando. A maior sequência de todas é de Lewis Hamilton, com 48 entre Inglaterra/2018 e Bahrein/2020.
O NÚMERO DA ÁUSTRIA
77
…GPs seguidos marcando pontos tinha a Red Bull, até o “duplo-zero” de ontem — Verstappen bateu e Yuki Tsunoda ficou em 16º. Desde o GP do Bahrein de 2022 que o time austríaco não passava uma corrida em branco. Nesse período, dos GPs da Arábia Saudita de 2022 até o do Canadá deste ano, foram 2.370 pontos marcados. Max foi responsável por 1.621 deles (68,4%). A maior sequência de uma equipe pontuando na história é da Ferrari: 81 GPs entre Alemanha/2010 e Singapura/2014.
Zero raro: Red Bull pontuou em 77 corridas seguidas
Notícias de hoje, antes de falarmos sobre a boa corrida de Gabriel Bortoleto. Começando com a oficialização da pré-temporada de 2026, que será mesmo dividida em três sessões. A primeira, de cinco dias, aparentemente será fechada ao público e aos curiosos. Será de 26 a 30 de janeiro em Barcelona, na Espanha. Depois, Bahrein: de 11 a 13 e de 18 a 20 de fevereiro. No total, 11 dias para as equipes entenderem os novos carros, novos motores, novos combustíveis, tudo novo.
Teve uma mudança de data, também, no calendário. O GP do Azerbaijão foi antecipado de 27 para 26 de setembro, por causa de um feriado local. Vai ser a segunda corrida de sábado em 2026, ao lado de Las Vegas.
E a última de hoje: o estoniano Paul Aron vai fazer dois treinos livres pela Sauber, embora seja contratado como reserva da Alpine. Ele anda em Silverstone e Budapeste no lugar de Nico Hülkenberg. Aron, terceiro colocado na F-2 no ano passado, ainda fará três treinos livres pela Alpine até o fim do ano. O empréstimo se dá porque a Sauber não tem piloto reserva, nem programa de jovenzinhos. E cada time precisa abrir quatro treinos livres para novatos por temporada. A Sauber usou as duas primeiras corridas para “pagar” parte dessa cota, já que Bortoleto era estreante.
A pré-temporada, Aron e o “ex-novato” Bortoleto
Mais algumas pílulas. Começando com boato bom, que tem a ver com o segundo parágrafo deste texto, lá em cima. Lembram que disse que Verstappen já está olhando para trás, com a aproximação de Russell? Pois. De acordo com a imprensa alemã, se Max chegar ao break de verão, depois do GP da Hungria, abaixo do terceiro lugar na classificação, terá a prerrogativa de romper o contrato com a Red Bull, que vai até 2028. Ironia do destino: quem iria atrás dele, claro, seria a Mercedes. Que, para ter o holandês, precisaria dispensar Russell. Justamente aquele que pode empurrar o tetracampeão para a quarta posição na tabela.
A outra informação importante: o GP da Áustria, certamente por causa de Bortoleto, teve a maior audiência do ano na Band(eirantes). A prova teve pico de 4,7 pontos e média de 3,7.
Piloto do dia, briga com Alonso, galeria de brasileiros: o GP de Gabriel
Bortoleto teve, disparado, seu melhor fim de semana no ano. Recebeu elogios de todos os lados, a começar por Jonathan Wheatley, chefe da Sauber, que se derreteu para o brasileiro. Gabriel, como mencionado ontem, entrou para a galeria dos agora 21 pilotos do país que já marcaram pontos na categoria. Andou bem desde a sexta-feira, foi ao Q3 pela primeira vez e terminou em oitavo. Ele gosta da pista, onde conseguiu ótimos resultados na F-4, na F-3 e na F-2.
O final da corrida foi bem emocionante, quando imprimiu um forte ritmo com pneus novos e chegou em Fernando Alonso e Liam Lawson, que tinham uma estratégia de apenas uma parada. Era muito provável que conseguisse passar os dois. O azar foi ter recebido uma bandeira azul por causa da aproximação de Norris. Teve de dar passagem e perdeu um pouco o contato com o veterano da Aston Martin. Aí não teve tempo de buscar os rivais de novo. “A bandeira me salvou”, disse Alonso, que cumprimentou Bortoleto assim que ele estacionou no Parque Fechado. “Ainda bem que não batemos, porque provavelmente eu não teria como voltar para casa”, brincou o brasileiro, que costuma pegar carona no avião do espanhol, também seu empresário.
Gabriel foi escolhido pelo amigo internauta o “Piloto do Dia” na Áustria. O engajamento dos brasileiros nas redes é grande. Podem esperar que cada vez que ele pontuar, será assim. Não acho que tenha sido o melhor do dia. Largou em oitavo, chegou em oitavo — depois de Alonso, que estava três posições atrás no grid, colocação compensada pelo abandono de Verstappen, que estava à frente. Meu voto teria sido em Lawson, sexto. Também terminou na mesma posição em que largou, mas parou apenas uma vez, o que não é fácil na Áustria, com o calorão de ontem.
A FRASE DE SPIELBERG
“A Alpine sempre arrumando um jeito de me foder.”
Oscar Piastri
Piastri e o desabafo no rádio: fechada de Colapinto
Piastri fala pouco, mas quando fala chega a ser engraçado. No fim da corrida, quando foi colocar uma volta em Franco Colapinto, da Alpine, foi fechado pelo argentino, que não notou sua presença do lado direito. Teve de colocar as rodas na grama e quase rodou. Colapinto tomou uma punição de cinco segundos e levou uns pontinhos na carteira. Admitiu que não viu, mesmo.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… da Sauber, que pontuou com seus dois pilotos pela primeira vez desde o GP do Catar de 2023, ainda como Alfa Romeo — com Valtteri Bottas em oitavo e Guanyu Zhou em nono. E é a primeira vez desde 2022 que o time fica três corridas seguidas nos pontos. Naquele ano, foram cinco, entre os GPs da Austrália e de Mônaco. Detalhe: tirando McLaren, Ferrari e Mercedes, a Sauber foi a equipe que mais marcou pontos nas últimas três corridas: 20. A Red Bull fez 19.
Albon à frente de Bortoleto no início: tailandês abandonou, brasileiro pontuou
NÃO GOSTAMOS… da Williams, que viu seus dois pilotos abandonarem com problemas mecânicos. No carro de Carlos Sainz, deu para ver que o defeito foi nos freios. No de Alexander Albon, o time não explicou, ainda. O fato é que nas últimas três corridas a equipe marcou apenas um ponto. Todas as que estão atrás dela na classificação marcaram mais: 14 para a Pode Parcelar em Três, 3 para a Haas, 14 para a Aston Martin, 20 para a Sauber e 4 para a Alpine.
Flavio Gomes segunda-feira, 30 de junho de 2025 12:58 2 comentários
E domingo tem corrida de novo, agora em Silverstone! Embora o fuso seja diferente do resto da Europa (+4 horas, em vez de +5), os horários são parecidos com os das últimas provas no Velho Continente. Muda a largada, às 11h pelo horário de Brasília.
Flavio Gomes domingo, 29 de junho de 2025 12:53 51 comentários
Dobradinha da McLaren: quarta na temporada
SÃO PAULO(na trave) – Foi tenso, o GP da Áustria. Ao menos entre os dois pilotos da McLaren, que fizeram mais uma dobradinha, a quarta nesta temporada em 11 corridas. E a primeira delas com Lando Norris na frente de Oscar Piastri. O inglês, que largou na pole, chegou a sete vitórias na carreira, três neste ano. Foi na Áustria, em 2020, que ele conquistou seu primeiro pódio na categoria. Boas memórias, como se diz.
A dupla papaia andou muito próxima em boa parte da prova. Com um potencial enorme de atrito – modo polido de dizer “dar merda”. Que quase deu na volta 20, o auge da disputa: naquele momento, Piastri chegou a fritar seus pneus para não bater no companheiro. Cruzaram a linha de chegada separados por menos de 3s. No fim, salvaram-se todos. Especialmente o campeonato, que vê Norris se aproximar bem na classificação, deixando a briga pelo título totalmente aberta. Oscar lidera o Mundial com 216 pontos, contra 201 do inglês.
A etapa do Red Bull Ring também foi marcada pelos primeiros pontos de Gabriel Bortoleto na F-1. O brasileiro da Sauber fez uma boa corrida e terminou em oitavo, mesma posição que obtivera na classificação. Chegou muito perto de Fernando Alonso, o sétimo, que executou uma estratégia diferente, de apenas uma parada, e acabou dando certo. Gabriel é o primeiro brasileiro a pontuar na categoria desde Felipe Massa em 2017. Pela Williams, em sua prova de despedida, Massa terminou o GP de Abu Dhabi daquele ano na décima posição. Na história, 21 brasileiros marcaram pontos na principal categoria do automobilismo mundial.
Bortoleto, oitavo: 21º brasileiro a pontuar na F-1
Para não ficar nenhuma dúvida, a lista em ordem decrescente de pontos, lembrando que a F-1 teve vários formatos de pontuação ao longo de sua história: 1) Felipe Massa, 1.167; 2) Rubens Barrichello, 658; 3) Ayrton Senna, 614; 4) Nelson Piquet, 485,5; 5) Emerson Fittipaldi, 281; 6) José Carlos Pace, 58; 7) Bruno Senna, 33; 8) Felipe Nasr, 29; 9) Nelson Piquet Jr., 19; 10) Roberto Moreno, 15; 11) Cristiano da Matta, 13; 12) Christian Fittipaldi, 12; 13) Maurício Gugelmin, 10 (em 74 GPs); 14) Pedro Paulo Diniz, 10 (em 98 GPs); 15) Antonio Pizzonia, 8; 16) Gabriel Bortoleto, 4; 17) Wilson Fittipaldi, 3 (em 35 GPs); 18) Ricardo Zonta, 3 (em 36 GPs); 19) Hermano “Nano” da Silva Ramos, 2 (esse não vai aparecer em todas as listas; nascido em Paris de pai brasileiro e mãe francesa, tinha dupla nacionalidade); 20) Chico Landi, 1,5; 21) Chico Serra, 1.
As coisas começaram meio esquisitas no ensolarado domingo de Spielberg já na volta de apresentação, quando o carro de Carlos Sainz ficou empacado no grid, aparentemente travado na primeira marcha. Aperta um botão daqui, mexe em outro dali, pergunta o que fazer no rádio, e o bicho andou, finalmente. O pelotão já estava chegando para começar a corrida, quando o procedimento de largada foi abortado e atrasado em 15 minutos. Sainz voltou aos boxes. Parou na saída do pit-lane e seus freios traseiros começaram a pegar fogo. Os mecânicos da Williams apagaram o incêndio, mas a corrida do espanhol, que estava em 19º no grid, foi para o vinagre. A viatura foi recolhida aos boxes e o abandono precoce, consumado.
A batida de Antonelli e Verstappen: desculpas aceitas
Com uma volta a menos, de 71 para 70, a prova começou… quente. Quente mesmo, porque os termômetros lambiam a casa dos 30°C, com o asfalto derretendo a mais de 50°C. Um calor de ferver leite a céu aberto. E quente nas primeiras disputas. Piastri largou muito bem e passou Charles Leclerc, segundo no grid, partindo para cima de Norris. George Russell também foi esperto e deixou Lewis Hamilton para trás. E na curva 3, Kimi Antonelli freou forte para não bater em Liam Lawson, travou as rodas traseiras, atravessou a pista e bateu em Max Verstappen. Os dois abandonaram.
O jovem italiano da Mercedes perderá três posições no grid na próxima etapa, na Inglaterra, como punição. Max vinha de 31 corridas seguidas nos pontos. Foi seu primeiro abandono desde a Austrália, no ano passado. “Isso acontece, ele me pediu desculpas, somos amigos, está tudo bem”, disse o holandês, em fase paz e amor. “Todo mundo já cometeu algum erro assim na carreira.” Acabou a prova para ele. E o campeonato. Nem o mais otimista consumidor de energéticos em latinha, nessa altura, apostaria no piloto da Red Bull para o título. Com 155 pontos, ele está agora 61 atrás de Piastri. Já era.
O safety-car foi acionado e na quarta volta saiu da frente de Norris, o líder. Bortoleto se mantinha na oitava posição, a mesma da largada, embora tivesse sido ultrapassado por Alexander Albon e Pierre Gasly. Na relargada, Hamilton retomou o quarto lugar de Russell.
Primeira tentativa: Norris resiste
Piastri, com sua proverbial indiferença ao que acontece no universo, ensaiou uma ultrapassagem sobre Norris na volta 6. Tinha a prerrogativa de usar a asa móvel três vezes por volta para atacar o companheiro de equipe, já que a diferença para ele era inferior a 1s. Pelo rádio, o engenheiro deu o recado: “A corrida é sua, decida o que fazer”. “Sim”, respondeu o piloto. “Mas tome cuidado.” “Sim.” “Se você bater nele vai ser foda de se explicar…” “Sim.”
Com dez voltas, Norris, Piastri, Leclerc, Hamilton, Russell, Albon, Gasly, Bortoleto, Lawson e Alonso eram os dez primeiros. Desses, o francês da Alpine era o único que tinha largado com pneus macios, por falta de médios novos na garagem – gastou tudo nos treinos. Atrás deles, também partiram de macios Isack Hadjar, Franco Colapinto, Oliver Bearman e Nico Hülkenberg. Todos os outros largaram de médios.
Na volta 11, Piastri passou Norris. Mas tomou o X do combativo parceiro na volta seguinte. Oscar, então, atacou de novo. Lando se segurou. Nos boxes da McLaren, mecânicos nem respiravam. Na mureta, a chefia roía as unhas. Enquanto isso, Bortoleto assumia a sétima posição em cima de Gasly, que já tinha pneus em petição de miséria. O francês foi para os boxes e colocou pneus duros. Albon também parou e o brasileiro subiu para sexto. Logo depois, o tailandês voltaria aos boxes e abandonaria, também – um fim de semana desastroso para a Williams.
A briga Norris x Piastri seguia e era eletrizante. O australiano atormentava Lando sem tréguas, colado em seus calcanhares. O inglês resistia e tentava fugir da asa móvel do parceiro/rival.
Quase: Piastri fica a centímetros de causar uma tragédia papaia
Russell parou na volta 19, o primeiro dos ponteiros a trocar pneus. Voltou em 11º com os mesmos pneus médios. Na 20ª, Piastri mergulhou para cima de Norris e quase bateu no inglês, fritando os pneus. Passou perto, muito perto. A McLaren, então, chamou Lando para trocar pneus, antes que acontecesse alguma tragédia. Colocou pneus duros no #4. Ele voltou em quarto, à frente de Bortoleto – que com a parada de Russell já era quinto. Pelo rádio, o engenheiro de Piastri falou: “Acelera aí, agora que não tem ninguém na frente”. “Sim.” “Mas você fritou os pneus, né?” “Sim.” “A gente está vendo aqui que os pneus estão bons.” “Sim.” “Diz o que quer fazer, demônio!”, gritou o engenheiro. “Sim.”
Bortoleto parou na volta 22 e voltou em 13º, colocando pneus médios de novo. Voltou atrás de Hülkenberg, que já tinha trocado os seus. Piastri parou, finalmente, na volta 25. Colocou pneus duros e voltou atrás de Norris, com uma diferença bem maior: 5s6. Sua parada não foi grande coisa. Os mecânicos se enrolaram com o pneu dianteiro esquerdo.
Alonso: sétimo com apenas um pit stop
Depois que a dupla da Ferrari parou, os pilotos da McLaren voltaram às duas primeiras posições, na volta 27. Lawson, sem pit stop, era o terceiro. Mas Leclerc, com pneus novos, passou o neozelandês com facilidade e foi atrás de seu trofeuzinho. Mais atrás, a Sauber manejava com bom senso a situação entre seus dois pilotos, tirando Hulk da frente de Gabriel, que tinha pneus mais novos. Na volta 30, o brasileiro já aparecia novamente em oitavo.
Na volta 31, uma batida lá atrás. No improvável embate Japão x Argentina, Yuki Tsunoda tocou em Colapinto, que rodou, mas ficou na corrida. “¡Cabrón!”, gritou o portenho. O japonês foi punido com 10s. Lawson parou, finalmente, na volta 33. Bortoleto, assim, subiu para sétimo e se aproximava de Russell, com um ritmo melhor que o do inglês da Mercedes. Alonso também parou. Ele e Lawson foram os últimos a trocar pneus e os únicos que terminaram a prova com apenas uma parada.
Lá na frente, Norris vivia momentos de relativa tranquilidade. Depois das paradas, Piastri não conseguia mais se aproximar. A diferença na volta 37, já com mais de metade da corrida, era de confortáveis 5s5. Leclerc e Hamilton vinham em terceiro e quarto, a milhas de distância. Russell, Bortoleto, Hülkenberg, Esteban Ocon, Bearman e Gasly fechavam os dez primeiros. O francês, então, foi para sua segunda parada e Lawson entrou nos pontos.
Duplos pontos da Sauber, abraço de Alonso, Lawson em 6º
De repente, a vantagem de Lando começou a cair. Na volta 41, os 5s5 do parágrafo anterior despencaram para 3s2. Oscar começou a acelerar de novo. “Se você apertar, dá para chegar”, disse o engenheiro. “Sim.” “Você sabe que ele é meio banana, né?” “Sim.” “Mas ele tem mais seguidores que você no TikTok…” “Sim.”
Russell parou na volta 46 e Bortoleto subiu para quinto. Hülkenberg fizera sua segunda parada algumas voltas antes. A corrida se estabilizou. Piastri deu uma escapadinha e Norris voltou a abrir mais 4s na volta 50. A segunda janela de pit stops estava aberta. Bortoleto parou, colocou pneus duros e voltou em décimo. Norris fez sua última parada na volta 53, foi para pneus médios e ficou esperando Piastri parar também, para retomar a liderança. O que aconteceu na volta seguinte, em estratégia idêntica: pneus médios para o australiano. Na volta à pista, ele quase se enroscou em Colapinto, que era retardatário e não viu o McLaren #81 ao seu lado. Por pouco, muito pouco, não deu uma cagada federal. O argentino estava brigando com Tsunoda, ainda. E tomou 5s de punição.
Bortoleto, depois do segundo pit stop, voltou a remar forte e passou Hadjar na volta 56, com pneus mais novos que os do francês da Pode Parcelar em Cinco. Assumiu a oitava posição e à frente dele estavam Alonso e Lawson, que não iriam parar mais, mas sofreriam no fim com o desgaste de seus pneus. A diferença, porém, era grande, mais de 9s. A estratégia adotada pelo veterano da Aston Martin e por Lawson era arriscada, mas funcionava.
Piastri, Norris e Leclerc no pódio: monegasco leva mais um troféu
Faltando dez voltas, Piastri voltou a insinuar uma briga fratricida. A diferença para Norris caiu para 2s5. Na volta 61, 1s8. Lando implorou pelo rádio: “Preciso de mais ritmo!”. Queria alguma orientação, saber se podia mexer em algum botão, acionar alguma manivela, fazer alguma coisa. Oscar, por sua vez, conversava freneticamente com seu engenheiro: “Sim”, dizia. A McLaren avisou ao líder da prova que havia um pequeno dano na sua asa dianteira. “Se vira aí, daqui não podemos fazer nada”, informou o time. Lando suspirou e seguiu.
Bortoleto, a três voltas do final, já tinha trucidado a desvantagem para Alonso. Seu ritmo era muito forte e na volta 67 a diferença para o espanhol caíra para 1s4. A ultrapassagem parecia inevitável. Mas não seria fácil. Na volta 68 eles chegaram a trocar posições, mas o espanhol prevaleceu, se agarrando à sétima posição como se fosse uma garrafa de Perrier gelada no deserto do Saara. E acabou ficando à frente do brasileiro. “Ele parecia que estava lutando pelo título mundial!”, espantou-se Gabriel. “Depois disse que ficou superfeliz por mim.”
Norris venceu com 2s6 de vantagem para Piastri. Leclerc, Hamilton, Russell, Lawson, Alonso, Bortoleto, Hülkenberg e Ocon ficaram nas dez primeiras posições. Menções honrosas para Lawson, que conseguiu seu melhor resultado na F-1, e para o alemão da Sauber, que largou em último e terminou nos pontos. Ao sair do carro, Lando mal comemorou. Foi para a balança se pesar e ali aconteceu o único choque físico do domingo com Piastri: uma ligeira cabeçada entre os dois, que se cumprimentaram friamente. Frieza que não se viu entre Alonso e Bortoleto. O espanhol foi até o carro do brasileiro e abraçou calorosamente o pupilo – é a empresa de marketing esportivo de Fernando faz a gestão da carreira de Gabriel.
Resultado da prova e Bernie no pódio: momento emocionante
No pódio, uma surpresa. Bernie Ecclestone, 94, entregou o troféu a Norris, que respeitosamente desceu do degrau mais alto para receber a medalha no pescoço. “Foi a primeira vez em mais de 70 anos que subi ao pódio”, falou o antigo dirigente. Bernie estará na semana que vem em Silverstone, prova que será marcada por mais comemorações dos 75 anos da F-1. O aniversário foi em 13 de maio, mas foi no circuito inglês que tudo começou, e por isso haverá festa. Festa, também, dos torcedores locais para Landinho. Depois do fiasco no Canadá, ele mostrou uma força mental que, confesso, desconhecia. E da qual duvidava. Foi uma reação inesperada. E muito, muito interessante.
Flavio Gomes sábado, 28 de junho de 2025 13:00 21 comentários
Bortoleto: oitavo no grid, primeira vez no Q3
SÃO PAULO(acelerou) – Desta vez Lando Norris não espanou o parafuso, não pipocou, não amarelou, não queimou o filme, não pisou na bola, não enfiou o pé na jaca. O inglês da McLaren cravou a pole-position para o GP da Áustria, sua terceira no ano e 12ª na carreira. Desde ontem, no segundo treino livre, o vice-líder do Mundial vem andando bem. Ficou em primeiro em todas as sessões das quais participou – no primeiro treino livre cedeu o carro a Alex Dunne, piloto júnior do time.
Mas a gente sabe que na hora decisiva, na hora H, na hora de a onça beber água, quando a porca torce o rabo, Lando costuma falhar. Desta vez, não. Com uma volta próxima da perfeição, garantiu o primeiro lugar no grid em Spielberg. Com autoridade e tranquilidade. É grande favorito à vitória na 11ª etapa do campeonato.
Lando ponteia um grid que terá, pela primeira vez, Gabriel Bortoleto entre os primeiros. O brasileiro fez sua melhor classificação desde que chegou à F-1. Foi ao Q3 pela primeira vez no ano – primeira vez da Sauber, também – e colocou seu carro verde-alface em oitavo. É uma ótima posição, a melhor de um brasileiro no grid desde o nono de Felipe Massa em Interlagos/2017, pela Williams. Uma posição que pode resultar em pontos, se ele e o time executarem bem suas ações nas 71 voltas da corrida de amanhã, que começa às 10h.
O sábado foi de sol e calor na região da Estíria, com termômetros marcando 26°C na classificação e o asfalto bem quente, 48°C. Vamos, então, saber como Norris conseguiu sua pole, para tentar se aproximar de Piastri na tabela de pontos e fechar a primeira metade da temporada no retrovisor do parceiro australiano.
Piastri cumprimenta Norris: McLaren dominante
Os olhos estavam todos na McLaren quando começou a sessão que definiria o grid, mas é claro que sempre pode haver uma surpresa. E esta poderia ser Max Verstappen, que de vez em quando dá uma bicada nos favoritos. Mas não foi o caso, hoje. A primeira volta do holandês no Q1 foi cronometrada em 1min05s106. Norris, imediatamente, colocou 0s434 no tetracampeão. Um soco no estômago. Depois veio Piastri e passou o rubro-taurino também, mas ficou longe de seu parceiro – 0s332. Landinho, realmente, estava inspirado no fim de semana.
McLaren à parte, o resto brigava por décimos, centésimos e milésimos de segundo. Na curta pista spielberguiana, algo já dito aqui uma vez por ano pelo menos desde 2005, quando este blog entrou no ar, as diferenças são sempre mínimas. E o Q1 chegou ao final com várias surpresas: os dois pilotos da Débito ou Crédito? em terceiro (Liam Lawson) e quinto (Isack Hadjar); Pierre Gasly em quarto; Verstappen só em sexto; e Franco Colapinto deixando a lanterna que vem carregando há semanas e passando ao Q2. Bortoleto, que já tinha andado bem ontem, voltou a impressionar e fechou a primeira parte da classificação em oitavo. Foi a quinta vez que passou ao Q2 na temporada. E tinha esperança de, pela primeira vez, avançar para o Q3.
Os eliminados foram Lance Stroll, Esteban Ocon, Yuki Tsunoda, Carlos Sainz e Nico Hülkenberg. A Williams, que esperava um bom desempenho na pista austríaca, ficou fora do Q2 com o espanhol, que disse que seu carro estava “inguiável”. Hülkenberg terminou em último, um vexame – maior ainda porque errou feio em sua volta, num fim de semana em que a Sauber tem potencial para pontuar. O alemão ficou a 0s934 do líder. Todos os 20, pois, no mesmo segundo. Tsunoda, coitado, já está pensando em abandonar a carreira. A promoção para a Red Bull foi a pior coisa que aconteceu em sua vida. Ocon, normal. E Stroll, bem… Vinha fazendo ótimos tempos nos treinos livres, mas quando valia, mesmo, dançou. Ah, Norris, com 1min04s672, fechou o Q1 em primeiro, com Piastri em segundo.
Norris P1, Piastri P3: Lando chega a 12 poles na carreira
No Q2, a McLaren continuava sobrando. Norris e Piastri entraram na casa de 1min04s com facilidade, deixando todo mundo a léguas de distância. Faltando 5min42s para o final, a bandeira vermelha foi acionada e a sessão, paralisada. Motivo: um foco de incêndio na grama seca, causado por faíscas oriundas da cloaca de algum carro. A pista estava bem suja, também, com a brita sendo jogada para o asfalto frequentemente por pneus mal-educados. Uma breve faxina foi providenciada, assim como alguns baldes para molhar a grama. Naquele momento, Alexander Albon, Oliver Bearman, Fernando Alonso, Bortoleto e Colapinto estavam fora da lista dos dez primeiros, mas ainda tinha jogo pela frente.
Verstappen, enquanto esperava, conversava com a equipe pelo rádio. Seu diagnóstico era tenebroso. “O carro sai de frente, de traseira, não freia, não troca as marchas, não acelera, pula muito, não vira direito, não tem aderência, em resumo, está uma merda.” A frustração de Max podia ser notada em sua voz.
Limpeza concluída, pista liberada, tirando a dupla papaia todo mundo corria risco de cair no Q2. Era só ver a folha de classificação: Leclerc, o terceiro colocado, estava a 0s468 do inglês. Em outras palavras: os tempos todos registrados antes da interrupção pirotécnica eram muito altos, o tráfego seria intenso, seria um pega pra capar a briga pelas dez primeiras posições. Uma voltinha para cada um e olhe lá.
Ferrari: no fim, resultado acima das expectativas
Bortoleto foi muitíssimo bem em sua volta voadora, subindo para terceiro assim que bateu no cronômetro. O primeiro Q3 de sua carreira estava garantido. Verstappen e Leclerc chegaram a superá-lo, mas o quinto lugar, ainda assim, era uma posição bem acima da média. Norris ficou com o melhor tempo do Q2, 1min04s410. Piastri, em segundo, ficou 0s146 atrás. O brasileiro terminou a 0s436 de Landinho, com Gasly, em sexto, tendo feito exatamente o mesmo tempo — ambos à frente da dupla da Mercedes e de uma Ferrari, a do desmotivado, desolado, decepcionado, desconsolado, desapontado, desiludido, desencantado e desenganado Lewis Hamilton. Os cortados foram Alonso, Albon, Hadjar, Colapinto e Bearman.
Carros de sete equipes passaram ao Q3: McLaren, Ferrari, Mercedes, Red Bull, Sauber, Alpine e Também Pode Pagar com Pix. Apenas Williams, Aston Martin e Haas foram para o vestiário mais cedo. Quando os boxes foram abertos para o Q3, ninguém teve muita pressa para ir à pista. Nem todos tinham pneus macios novos para a fase decisiva da classificação.
A briga pela pole estava restrita à dupla da McLaren, mas Leclerc se enfiou entre os dois na primeira jornada de voltas rápidas. Norris fez 1min04s268, com Chaleclé a 0s224 e Oscar em terceiro a 0s286. Hamilton, o quarto, estava a 0s351 do líder. Esses quatro fizeram suas voltas com pneus novos. Bortoleto, com pneus usados, fechou o “primeiro tempo” do Q3 em oitavo, a 1s073 do líder. Com pneus novos, em sua segunda tentativa, tinha chance de fazer melhor.
O grid na Áustria: algumas surpresas, como……Bortoleto em 8º, Lawson em 6º e os 0s5 de margem da pole
A segunda bateria de voltas rápidas colocou todo mundo na mesma condição, com borracha zero quilômetro. Mas não foi totalmente despida de incidentes. Norris melhorou, fez uma volta espetacular em 1min03s971 e assegurou sua previsível e merecida pole-position. O segundo colocado acabou sendo o ferrarista Leclerc, a 0s521 do inglês. É uma diferença gigantesca, mas se explica: com quase todo mundo ainda fazendo volta rápida, Gasly rodou e causou uma bandeira amarela. Muitos tiveram de tirar o pé. Um deles, Piastri – o único que poderia afrontar Norris. Resultado: ficou em terceiro com um tempo 0s583 pior que o do companheiro. Ao seu lado na segunda fila larga Hamilton, com o outro carro da Ferrari. Depois vieram, pela ordem, George Russell em quinto, um excelente Lawson em sexto, Verstappen em sétimo, Bortoleto numa não menos excelente oitava posição e Kimi Antonelli e Gasly na quinta fila, fechando a turma dos dez primeiros.
A corrida austríaca é bem rápida, apesar das 71 voltas. A média de velocidade é alta e as coisas acontecem num ritmo frenético e intenso, por conta da curta extensão da pista – 4.326 metros corrigidos. Em tese, todos vão parar duas vezes para trocar pneus. A previsão para amanhã é de mais calor. No ano passado, não sei se vocês lembram, Norris e Verstappen se pegaram a tapa e a vitória caiu no colo de Russell. A rodada de Gasly no Q3 deu uma embaralhada no grid. Poderemos ter surpresas amanhã, claro. Mas não na briga pela vitória. Norris só perde essa corrida se largar mal. Com a cabecinha no lugar, é ele que leva.
Flavio Gomes sexta-feira, 27 de junho de 2025 15:15 5 comentários
Norris na frente: novo massacre?
SÃO PAULO(perdeu o gás) – A sexta-feira na Áustria começou com Mercedes e acabou com McLaren. Com uma surra da McLaren, diga-se de passagem (sempre que escrevo isso lembro do Craque Neto). George Russell foi o mais rápido no primeiro treino livre. No segundo, Lando Norris e Oscar Piastri abriram a caixa de ferramentas e, como diria aquele saco de merda, entubaram todo mundo.
O Red Bull Ring é curtinho e normalmente as diferenças de tempo não são muito grandes. Mas já volto ao tema. Antes, cabe uma informação curiosa. Alguém deve ter levado uma trena hoje à pista, porque sua extensão mudou. Era de 4.318 m e passou para 4.326 m. A imagem abaixo não me deixa mentir. O dado foi alterado no site oficial da F-1.
De onde vieram esses oito metros, ninguém sabe. Nenhuma alteração foi feita no circuito. Aquecimento global e expansão dos materiais por conta da dilatação térmica? Asfalto também dilata, como trilho de trem?
Nada disso. O mais provável é que quando mediram pela primeira vez o fizeram de forma, sei lá, analógica. Com uma trena Starrett, mesmo. Talvez fosse até o Datena a manipular o equipamento. E assim ficou: 4.318 m e não se fala mais nisso. Hoje, com dispositivos eletrônicos a laser digitais via satélite alimentados por inteligência artificial essas coisas são mais precisas. O fato é que o traçado agora tem 4.326 m. Não altera o câmbio do velho Schilling austríaco, mas merece registro.
Voltemos aos treinos. Na primeira sessão, de Russell, o mais rápido, a Esteban Ocon, o 19º, 0s968. Oh, como é equilibrada a F-1! Já cansei de explicar que quanto menor o tempo de volta numa pista, menores serão as diferenças entre os carros. É uma lógica física, uma obviedade matemática. Mas leva muita gente a exaltar o momento que vivemos. Gente burra.
Seja como for, na segunda sessão a diferença do primeiro ao 19º passou para 1s338. Porque a McLaren, de fato, voou. De Norris para Piastri, 0s157 – o que já é bastante, até. De Piastri para o terceiro, Max Verstappen, 0s318. É um monte. Mais de 0s3 numa pistinha que começa aqui e acaba ali é coisa demais.
Bortoleto, Tsunoda e Mercedes: sexta na Áustria
O dia foi nublado na Estíria e os termômetros não passaram dos 25°C. A previsão é de que as temperaturas sejam mais altas amanhã e depois, o que vai tirando a Mercedes do jogo. O time torce sempre pelo frio. Deveria estar correndo em Cascavel, neste fim de semana. Provavelmente venceria.
O quarto colocado foi uma surpresa, Lance Stroll, a 0s442 de Norris. E em quinto o primeiro carro da Ferrari: Charles Leclerc, a longínquos 0s610 do líder. Russell, no segundo treino, tomou 0s649 de Norris. E Lewis Hamilton, o décimo, ficou a 0s931. Vai mal, a Ferrari. Muito mal. Vai mal, Hamilton. Muito mal.
Os tempos e a Ferrari: time italiano vai mal
Quem foi bem nos dois treinos foi Gabriel Bortoleto. O brasileiro ficou em sexto no treino 1 e em oitavo no treino 2. Mostra que a Sauber, de fato, melhorou desde Barcelona, quando estreou um pacote de atualizações (esta noite meu computador também ficou atualizando) que levou seu companheiro Nico Hülkenberg aos pontos em duas provas seguidas. Ainda que a posição tenha sido boa, a diferença para os ponteiros foi igualmente gigantesca: 0s831. Mas, McLaren à parte, o menino está no bolo: pouco mais de 0s5 atrás de Verstappen, 0s2 atrás de Russell, 0s1 à frente de Hamilton. Parece ser uma daquelas provas em que, sabendo aproveitar a oportunidade, é possível pensar grande. No caso de Bortoleto, pensar grande, hoje, é terminar uma corrida entre os dez primeiros.
Vamos a umas caixinhas, agora, para passar a régua na sexta. Ou a trena.
Red Bull e Aston Martin OK, Williams mal
SUDERJ INFORMA – Sai Gianpiero Lambiase, entra Simon Rennie. A substituição é do conhecidíssimo engenheiro de Verstappen. Mas não se assustem, não é crise nenhuma. Lambiase teve questões familiares que o tiraram dessa corrida. Rennie está na Red Bull desde 2013. Já foi engenheiro de pista de Mark Webber, Daniel Ricciardo e Alexander Albon. Atualmente faz parte do time que fica na fábrica cuidando da performance a distância em tempo real.
DORAMA – A notícia vem da Austrália, da revista “Auto Action”: a Hyundai estaria interessada em comprar a operação da Renault na F-1, conhecida por vocês mortais como Alpine. Entendam a frase: a Hyundai não quer comprar a Alpine! A Alpine continuará existindo, marca de carros esportivos ligada à Renault. A operação de F-1 é que, hoje, se chama Alpine. Poderia ser Dacia. Antes da guerra Rússia-Ucrânia, até Lada poderia ser. Bem, os boatos se intensificaram a partir da saída de Luca De Meo, CEO da Renault, na semana passada. Ele vai assumir o comando do Grupo Kering, que possui marcas de luxo como Gucci, Saint-Laurent e Balenciaga. Trocou motores e pneus por cuecas e óculos de sol. A equipe, no ano que vem, vai usar motores Mercedes. A Renault já havia desistido de fazer motor de F-1. Está tirando o time de campo aos poucos. E mais uma curiosidade nesta sexta-feira curiosa: quem comanda as ações de motorsport da marca coreana atualmente é um certo Cyril Abiteboul. Sim, ele mesmo, que era chefe da Renault na F-1 até o começo de 2021. E foi demitido por De Meo, que agora vai vender cuecas. O mundo dá voltas.
Russell, Max e Toto (foto antiquíssima) e Alpine: notícias quentes
BOCA-MOLE – Russell deu com a língua nos dentes. “A Mercedes está negociando com Verstappen”, afirmou. “É uma marca de excelência que procura liderar em tudo que faz, por isso faz sentido ir atrás dos melhores em qualquer área.” Sincericídio cometido, o inglês, cujo contrato termina no final do ano e ainda não foi renovado, forçou a imprensa a correr até Toto Wolff. Verdade ou mentira?, perguntariam Sá e Guarabyra. “Verdade”, admitiu o dirigente. Falou em “flerte”, “conversas”, elogiou Russell, não esclareceu muita coisa. Mas ficou evidente que nessa latinha aí tem energético. Aguardemos.
Dunne, P4, Beganovic, P18: novatos na pista
FOI BEM – Dois novatos andaram no primeiro treino livre em Spielberg. Cada piloto, ao longo do ano, é obrigado a ceder seu carro a pilotos que tenham disputado no máximo dois GPs. Hoje, Leclerc cedeu o seu ao sueco Dino Beganovic. E Norris deu o lugar a Alex Dunne, irlandês de 19 anos que lidera a F-2 e é piloto júnior da McLaren. O menino foi bem e ficou em quarto lugar na sessão. Beganovic, com a Ferrari, foi o 18º.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
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CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...