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Quando eu virar entregador do Mercado Livre, vai ser com um desses que vou trabalhar.

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AS PANELAS DE MÔNACO

SÃO PAULO (vale a pena) – Em 2022 e 2023 assinei uma newsletter no UOL que ficava escondida não sei onde e ninguém lia. Resolvi republicar alguns desses textos, aqueles de natureza atemporal, na minha atual newsletter, a “Gira Mondo”. Que, sinceramente, gostaria muito que vocês assinassem. Os planos pagos são uma miséria, mas se bastante gente assinar, ajuda — e muito.

A primeira “reciclada” entrou no ar hoje. O link é esse aqui:

https://flaviogomes.substack.com/p/o-curioso-caso-das-panelas-de-monaco.

Você entra na página principal e começar a viajar pelos textos. O das panelas de Mônaco está em destaque. Vão lá! O jornalismo profissional merece apoio de quem ainda gosta de ler em vez de ficar correndo a tela do celular.

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SOBRE ONTEM DE MANHÃ

A IMAGEM DA CORRIDA

Primeira curva na frente: tchau

SÃO PAULO (eita maratona!) – Em alguns “Sobre ontem…”, a escolha pela imagem mais representativa da corrida é ditada pela estética. Gosto de fotos bonitas. Em outros rescaldos de GP, no entanto, a relevância da imagem se impõe, ainda que ela não tenha nada demais. Qualquer fotógrafo postado na saída da Tamburello faria essa foto aí em cima. Todos fizeram. É apontar a máquina, deixar o foco no automático e disparar o botão. Dezenas de cliques são feitos em segundos.

A corrida de Ímola foi uma dessas. O momento da ultrapassagem de Max Verstappen sobre Oscar Piastri na primeira chicane decidiu a prova. Tudo que aconteceu depois é consequência desse momento. O holandês não fez a pole — por pouco. Max sabia que a corrida iria se resolver na queda de braço da Tamburello. Nem houve. Oscar afinou — compreensível, tem mais a perder numa temporada em que sabe que tem o melhor carro e que seu companheiro de equipe anda meio avoado. O australiano preferiu perder a prova do que abrir mão dos pontos que faria com um segundo lugar, em caso de uma batida ou rodada. Acabou em terceiro, mas por outras razões — deu azar nos momentos de safety-car.

Verstappen é franco-atirador em 2025. Sabe que só tem chance de título se sair na mão com todo mundo. Carro para ser campeão, neste momento, não tem. A McLaren venceu cinco das sete etapas disputadas. Mas enquanto seus pilotos tirarem pontos um do outro, o tetracampeão enxerga uma possibilidade de comer pelas beiradas.

O #1 da Red Bull está longe de ser favorito nesta temporada. Mas não se espantem nem um pouco se levantar a taça no fim do ano.

O NÚMERO DA EMILIA-ROMAGNA

116

…pódios pela Red Bull alcançou Verstappen, igualando a marca que Michael Schumacher conseguiu pilotando para a Ferrari. Os dois estão em segundo lugar nessa estatística, a de pilotos com mais pódios por uma única equipe. O líder é Lewis Hamilton, com 153 pela Mercedes.

Depois de sete etapas temos os números dos dois campeonatos aí em cima, também. Piastri lidera com 13 pontos de vantagem sobre Lando Norris e 22 para Verstappen. A distância para o holandês caiu dez pontos. No quadrinho da direita, as impressionantes cifras da Red Bull, que bateu 400 GPs em Ímola. A equipe ganhou 31% das corridas que disputou desde 2005.

Não é brincadeira.

Caixinhas, agora, para acelerar o processo?

PILOTO DO DIA – E pode ser do ano, quando terminar o campeonato… Mas vamos lá. O amigo internauta escolheu Verstappen como o melhor do GP. E foi mesmo. Max chegou a 65 vitórias na carreira. Alguém me alertou ontem na live do YouTube: é mais que a soma das vitórias dos dois brasileiros tricampeões mundiais, Senna (41) e Piquet (23).

#KEEPIMOLA – Essa hashtag foi vista em cartazes pelas arquibancadas, que receberam nos três dias do evento 242 mil pessoas. É que a pista pode deixar o calendário no ano que vem. O que se sabe até agora é que o único GP novo de 2026 é o de Madri. E que a Holanda deve sair. Ímola, assim, talvez continue. A pista recebeu a F-1 pela primeira vez em 1980 como GP da Itália. De 1981 a 2006 foi o GP de San Marino. Voltou em 2020, no calendário enxuto da pandemia, e foi ficando. Só não teve corrida em 2023 por causa das enchentes. Verstappen venceu os últimos quatro GPs de Ímola, que agora leva o nome da região onde fica o autódromo, a Emilia-Romagna.

LECLERC PISTOLA – No quadrinho da direita, frases de Charles Leclerc durante a corrida. Oh, céus, oh, dia! Tudo dá errado pra mim! Bem, é verdade. Pelo menos nessa prova as coisas não foram muito boas para o monegasco. As duas entradas de safety-car não o favoreceram. Mas saiu de 11º no grid para sexto. Podia ser pior. Desta vez Hamilton foi bem melhor, de 12º para quarto. Por isso, é do inglês a nossa…

FRASE DE ÍMOLA

“Eu ainda não tinha feito isso com o carro vermelho. Foi uma das minhas melhores pilotagens da carreira. Finalmente me senti conectado com o carro.”

Lewis Hamilton
Hamilton, quarto colocado: melhor corrida pela Ferrari

INTERCORRÊNCIAS – Para registrar: Kimi Antonelli teve um problema no acelerador eletrônico e Esteban Ocon, no sistema pressurizado de ar de seu motor. Foram os dois abandonos da corrida. O francês da Haas parou na primeira volta para trocar pneu, numa estratégia esquisita. Não deu tempo de saber se iria dar certo, quebrou antes. Seu companheiro Oliver Bearman também tinha uma estratégia diferente, uma parada apenas, e quase funcionou. O problema é que na parada sua roda ficou solta e ele teve de voltar aos boxes. Não fosse isso, a equipe acredita que ele chegaria nos pontos, pois estava em sétimo quando ocorreu o problema. Outros que fizeram apenas um pit stop: Nico Hülkenberg e Yuki Tsunoda. O japonês terminou em décimo e pontuou, depois de largar dos boxes.

QUENTE & FRIO – Constatação de George Russell, que terminou em sétimo — seu pior resultado no ano: “Quando está quente, somos lentos, quando está frio, somos rápidos”. Não é uma conclusão muito otimista em tempos de aquecimento global e de verão no hemisfério norte, onde acontecem as próximas nove etapas do campeonato.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS… da Williams, que somou 14 pontos com Alexander Albon em quinto e Carlos Sainz em oitavo. É o maior número de pontos que a equipe faz em um GP desde os 15 anotados no Azerbaijão em 2017 — cortesia de um terceiro lugar, vejam só, de Lance Stroll. A equipe pontuou com os dois carros pelo terceiro GP seguido e marcou pontos em seis das sete etapas até agora. É outro time.

NÃO GOSTAMOS… da Mercedes, que teve seu pior desempenho no ano, marcando meros seis pontos do sétimo lugar de Russell. Na luta pelo segundo lugar entre as equipes, a Red Bull se aproximou bem, tendo feito 26 pontos. A diferença que era de 36 para os alemães caiu para 16: 147 x 131.

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FOTO DO DIA

Como deixar de registrar o milagre de ontem em Indianápolis? Estreante na categoria, sem nunca ter andado em ovais, o israelense Robert Shwartzman, nascido em Tel-Aviv e de família russa, fez a pole-position para a Indy 500. Querem mais? A Prema, sua equipe, é igualmente estreante. Shwartzman, 25, fez a média de 232,790 mph (374,559 km/h) nas quatro voltas de classificação. É o primeiro estreante a fazer a pole para as 500 Milhas desde Teo Fabi em 1983.

Shwartzman é o típico caso de piloto que subiu todos os degraus para chegar à F-1, mas teve de desistir. Campeão da F-3 em 2019 e vice da F-2 em 2021, foi recrutado pela Academia da Ferrari. Participou de seis treinos livres em finais de semana de GP em 2022 e 2023, pela própria Ferrari e pela Sauber. Fora os testes pós-temporada. No fim, não foi efetivado em time algum. Fez testes pela DS Penske na Fórmula E, foi para o WEC e acabou na Indy com a Prema, seu time nas categorias de base europeias.

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AGENDINHA MONEGASCA

Atenção para o FÓRMULA GOMES de sábado, mais tarde por causa do jogo da Lusa!

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FOTO DO DIA

Rubens Barrichello não ganhava uma corrida em Interlagos desde 16 de dezembro de 1990. Sim, isso mesmo: quase 35 anos atrás. Foi na F-3 Sul-americana/Brasileira, prova avulsa (não disputou o campeonato), antes de voltar à Europa para correr na F-3 Inglesa. Não ganhou na F-1 nem na Stock, embora tenha conquistado um título da categoria em 2022 na pista paulistana, que fica no bairro onde cresceu. Mas vitória, não. Até ontem, na terceira rodada da NASCAR Brasil. Venceu com Thiago Camilo em segundo, resultado que se repetiu hoje na segunda prova do fim de semana. Até que enfim. Ele merece.

A vitória de Barrichello na F-3 em 1990 foi conturbada e acabou nos tribunais. Na pista, ele passou Oswaldo Negri Jr. na linha de chegada, num final emocionante. Antes, na primeira volta, teria passado o mesmo Negri sob bandeira amarela, e foi desclassificado por causa disso. A equipe recorreu. Negri Jr. também foi desclassificado por causa de uma briga de socos nos boxes envolvendo membros de seu time. Leonel Friedrich foi declarado vencedor no dia, com Pedro Paulo Diniz em segundo. A confusão deu o título das duas competições a Christian Fittipaldi — muitas etapas valiam pelo campeonato nacional e continental ao mesmo tempo. Naquele fim de semana, Interlagos teve F-3, Stock e Marcas. E quem foi ao autódromo ver tudo de perto foi Ayrton Senna, menos de dois meses depois de conquistar seu segundo título mundial na F-1. Barrichello tinha sido campeão europeu de F-Opel naquele ano e veio ao Brasil disputar essa corrida, diziam na época, só para ajudar Fittipaldi.

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LA PACE È FINITA! (3)

Verstappen, 65 vitórias: mais uma daquelas tiradas da cartola

SÃO PAULO (incrível) – Max Verstappen venceu o GP da Emilia-Romagna em Ímola e, mais uma vez, deu uma demonstração de talento e superioridade sobre todos os pilotos de sua geração. O holandês chegou à sua 65ª vitória na F-1, segunda nesta temporada e quarta seguida na pista italiana, que voltou ao calendário em 2020 – ganhou em 2021, 2022 e 2024 (em 2023 a prova foi cancelada por causa das enchentes na região).

O pódio no histórico autódromo Enzo & Dino Ferrari teve Lando Norris em segundo e Oscar Piastri em terceiro. Os dois pilotos da McLaren, não é exagero dizer, foram humilhados pelo tetracampeão. Têm os melhores carros da temporada, um deles – o australiano, líder do campeonato – estava na pole, foram favorecidos por um safety-car no final, mas não conseguiram fazer frente à estrela da Red Bull. O resultado mantém Verstappen em terceiro no Mundial com 124 pontos. Piastri tem 146 e Norris, 133. A diferença de Oscar para Max caiu de 32 pontos depois de Miami para 22 agora, com sete etapas das 24 deste ano já realizadas. Domingo que vem tem Mônaco.

Max prepara a ultrapassagem na Tamburello: a partir daí, domínio

Max não estava na primeira posição do grid, mas fez o que deve ser feito em Ímola para tentar vencer: largar bem. E sua largada foi nada menos que excepcional. Chegou a cair para terceiro antes da freada para a Tamburello, mas enquanto Piastri e Russell se preocupavam um com o outro o holandês mergulhou na primeira perna da chicane e saiu da segunda em primeiro. Imediatamente abriu mais de 1s para o australiano e se livrou da ameaça da asa móvel. O roteiro prévio da corrida mudou.

Até a décima volta, o habitual trenzinho de Ímola não mudou muito, com a locomotiva Verstappen puxando os vagões Piastri, Russell, Norris, Alonso, Sainz, Albon, Stroll, Leclerc e Hadjar nas dez primeiras posições. O primeiro ataque mais incisivo foi de Landinho sobre Jorginho pelo terceiro lugar. O inglês da McLaren tentava recuperar o que havia perdido na classificação, com uma decepcionante quarta posição de largada.

A ultrapassagem, muito bonita, aconteceu na 11ª volta na chicane da curva Villeneuve. Lando assumiu a terceira posição e tinha cerca de 7s de déficit para Piastri, o segundo, e quase 10s para Verstappen. Nesse momento começaram os pit stops – 15 pilotos largaram com pneus médios e cinco (Antonelli, Hamilton, Hülkenberg, Bearman e Tsunoda) com os duros. A Pirelli previa, para quem tinha médios, a abertura da janela de paradas a partir da 19ª volta. Mas a borracha de alguns começou a abrir o bico antes. Piastri, por exemplo, entrou no rádio e fez um verdadeiro pronunciamento para seus padrões discursivos: “Acho que o plano A é meio ambicioso”, disse. Parou na volta 14 e o pessoal da McLaren olhou desconfiado para aquele piloto no cockpit. “Quem é que tá dirigindo?”, perguntou Zak Brown.

O tinhoso RB21: carro melhorou muito de sexta para domingo

Na volta 15, Verstappen, Norris, Albon, Hadjar, Antonelli, Hamilton, Hülkenberg, Colapinto, Bearman e Tsunoda eram os dez primeiros. Nenhum deles tinha trocado pneus. Piastri abria, em 11º, a fila dos que já tinham feito pit stops. De Max para Lando, a ampulheta parava nos 10s. Leclerc foi o que mais lucrou na primeira bateria de paradas. Por ter sido o primeiro a parar, ganhou as posições de Russell, Sainz, Alonso e Stroll. Ponto para a Ferrari, ao menos até ali. A interrogação, para todos que pararam prematuramente, era: seria necessária uma segunda troca?

O curioso é que a turma da frente não fazia nenhuma menção de parar. Verstappen e Norris, os dois primeiros, estavam adorando o desempenho de seus pneus sem ninguém na frente, de cara para o vento, como dizia Galvão Bueno, e sem “ar sujo”, como dizia a Cetesb. O engenheiro de Piastri, então, entrou no rádio. O australiano já estava em sétimo e era o primeiro da turma que já tinha feito pit stop. “Oscar, você acha que consegue ir até o final com esses pneus?” “Sim.” “E você acha que dá para alcançar o Max depois que ele parar?” “Sim.” “Mas você sabe que ele está bem na frente, né?” “Sim.” “Acho que paramos cedo demais, não?” “Sim.” “Foi uma… cagada?” “Sim.”

Lá na frente, Max monitorava a diferença para Piastri. Em primeiro, depois de 28 já longas voltas, tinha 32s8 para o australiano. Era uma vantagem que lhe dava, com folga, a chance de voltar da parada ainda na frente. Naquela altura, Piastri já era o quarto colocado, o único dos que tinham trocado pneus que vinha escalando o pelotão. Seu companheiro Norris parou na volta 29. De segundo, caiu para sétimo.

Mas deu azar. Naquele exato momento, Esteban Ocon estacionou seu carro na grama com problemas mecânicos e o safety-car virtual foi acionado. Todo mundo tirou o pé. Max, claro, aproveitou para trocar seus pneus na hora. Os demais que ainda não tinham parado fizeram o mesmo. E alguns que já tinham trocado pneus voltaram aos boxes para aproveitar o ritmo lento. Leclerc, que tinha ganhado várias posições sem precisar passar ninguém, foi um deles. E lamentou pelo rádio: “Inacreditável. Eu sempre, sempre me dou mal com safety-car”, falou.

Piastri também fez uma segunda troca. Não tinha jeito. Ficar com pneus velhos até o final da corrida faria dele um alvo fácil daqueles que tinham borracha nova. Na volta 31, com o Haas de Ocon recolhido ao pátio do Detran, o safety-car virtual foi desativado. Verstappen, Norris, Albon, Piastri, Hadjar, Antonelli, Hamilton, Alonso, Leclerc e Stroll eram os dez primeiros. A diferença de Max para Lando: 20 confortáveis segundos.

Na turma dos coadjuvantes, dois pilotos se destacavam com atuações decididas e assertivas: Hadjar e Hamilton. O inglês vestiu o vermelho com vontade e desandou a fazer ultrapassagens. Na volta 34, passou seu substituto na Mercedes, Antonelli, e assumiu a sexta posição. Isack era o quinto, com bela apresentação. Algumas posições atrás, Russell fazia o mesmo e tentava recuperar o terreno perdido em suas duas paradas.

Vitória no 400º GP da Red Bull: execução perfeita por parte da equipe

Na volta 36, Lewis passou o carro do jovem franco-argelino da Aproxima Aqui, levantando a torcida. OK, era só um quinto lugar, mas o empenho foi reconhecido pelos tifosi. Leclerc, um pouco mais atrás, desfrutava de pneus mais novos – fizera duas paradas, lembremo-nos – e retomava o terreno. Na volta 38, passou Antonelli e foi para sétimo. A torcida se levantou de novo, porque para ferrarista o que vale é o carro, não o piloto – Kimi é de Bolonha, mas não veste vermelho; então, dane-se sua nacionalidade.

Era uma boa corrida. Como havia uma certa mistura de pneus em uso – pilotos com médios novos, outros com duros novos e alguns de duros usados –, dava para ultrapassar com alguma facilidade. Alguns perdiam rendimento, como a dupla da Aston Martin. Alonso e Stroll, que haviam trocado cedo e não pararam de novo no safety-car virtual, foram despencando no pelotão. “Eu sou o piloto mais azarado do mundo!”, praguejou o veterano espanhol. Hülkenberg, que largou de duros e só foi colocar médios com a prova neutralizada, escalou a montanha e chegou a andar em décimo. Sainz, com duas paradas, veio lá de trás e foi buscar seus pontos. Na volta 43, a dez do final, Verstappen, Norris, Piastri, Albon, Hamilton, Leclerc, Hadjar, Antonelli, Russell e Sainz ocupavam as dez primeiras posições.

(Sei que até agora Gabriel Bortoleto não foi citado, mas não há muito a dizer. Chegou a ficar em décimo quando muitos à sua frente pararam, mas o brasileiro não esticou seu stint porque largou de médios e teve de parar logo, também. Voltou às últimas posições e na volta 45 estava em 18º. Foi onde terminou, em último, considerando os dois abandonos da corrida. Hülkenberg foi melhor, lutou pelos pontos, mas acabou zerado em 12º. Outro que nada fez foi Franco Colapinto em sua estreia pela Alpine. Assustado com o acidente de ontem, se arrastou no fundão e foi o 16º.)

Na 46ª volta, novo safety-car. Desta vez, real, não virtual. Antonelli estacionou na grama com problemas em seu Mercedes, que apagou do nada. Aí não tem conversa, pneu novo é quase mandatário para fechar a corrida. Verstappen foi para os boxes e colocou um jogo reluzente de pneus duros. Norris também parou, mas teve de recorrer a pneus duros usados. Piastri decidiu ficar na pista – já tinha dois pit stops, àquela altura teria de se virar com o que tinha. Na Ferrari, Lewis parou e Leclerc, não.

Max não curtiu muito aquele safety-car, já que tinha construído uma vantagem gigantesca para seus rivais da McLaren. Paciência. A quebra de Kimi recolocou os papaia na prova, já que as diferenças atrás do carro de segurança são anuladas. Seu desejo era que Norris, com pneus mais novos, brigasse com Piastri, cuja borracha já dava sinais de estafa – sua segunda troca acontecera na volta 31.

A relargada, que demorou muito, foi dada na volta 54 com Verstappen, Piastri, Norris, Leclerc, Albon, Russell, Hamilton, Sainz, Hadjar e Hülkenberg nas dez primeiras posições. Charlinho, pelo rádio, fazia previsões sombrias por causa de seus pneus também bem gastos. “Não sei nem se chego nos pontos”, vaticinou. Não era um despropósito. Atrás dele todo mundo tinha borracha nova, que nessa F-1 de hoje faz uma diferença monumental – qualquer que seja o composto em uso.

Max, espertíssimo, abriu mais de 1s sobre Piastri antes de fechar a volta da relargada, deixando a confusão para quem estava atrás dele. Uma leitura, como sempre, precisa da corrida – por parte dele e da Red Bull. Quando a asa móvel foi liberada, na volta 55, o holandês já tinha 1s8 sobre Oscar. E foi embora.

Como se imaginava, a galera com pneus mais velhos – Piastri, Leclerc, Russell, Hülkenberg – começou a sofrer. Na volta 56, Tsunoda passou o alemão da Sauber; Hamilton deixou para trás seu ex-parceiro de Mercedes na 57ª; na 58, Lando engoliu Piastri. “Ele tem pneus mais novos, Oscar”, explicou o engenheiro. “Sim.” “Mas você é líder do campeonato, o certo era deixar você na frente”, seguiu o engenheiro, venenoso. “Sim.” “Se eu fosse você, dava um soco nele no pódio”, continuou, incentivado pelo chefe Zak Brown. “Sim.”

Na volta 60, Albon tentou o ataque sobre Leclerc na Tamburello, mas não passou. Com a porta fechada pelo ferrarista, teve de jogar o carro na brita, o que acabou permitindo a ultrapassagem de Hamilton, que vinha atrás dele. Lewis, de pneus mais novos, aproveitou e passou seu companheiro na volta seguinte, aí sem resistência. Foi para a quarta posição – e aqui é preciso admitir: belíssima corrida do #44, sua melhor pela Ferrari.

Albon voltou à carga sobre o monegasco, uma linda disputa entre duas equipes históricas no apagar das luzes do GP da Emilia-Romagna. Mas que acabou rapidinho porque a Ferrari mandou Leclerc entregar a posição para não ser punido. Chaleclé ficou pistola, mas obedeceu. Nem precisava. Os comissários não viram nada de errado em sua manobra de defesa na volta anterior. Nem Albon. “Foi tudo normal”, falou o tailandês da Williams.

E a corrida chegou ao final com Verstappen cruzando a linha de chegada 6s109 à frente de Norris, o segundo, e 12s956 antes que Piastri. Hamilton foi o quarto (sua melhor posição no ano), seguido por Albon, Leclerc, Russell, Sainz, Hadjar e Tsunoda na zona de pontos.

David Coulthard fez as entrevistas pós-corrida. “Decepcionado, Oscar?” “Sim.” “Não foi o melhor domingo de todos, né?” “Sim.” “Max fez uma grande largada, não?” “Sim.” “A McLaren foi bem burrinha de deixar o Lando passar, né?” “Sim.” “Você tem vontade de quebrar a garrafa de champanhe na cabeça do Zak?” “Sim.”

Já Verstappen, um pouco mais falante, disse que sua largada não foi a melhor de todos os tempos, mas que na aproximação da chicane da Tamburello viu um espaço disponível e decidiu ir por lá mesmo. Elogiou o carro, os pneus, a equipe, e festejou a vitória no 400º GP do time austríaco na F-1. “A execução da nossa corrida foi perfeita, estão todos de parabéns”, disse.

Perfeito é ele, com todo respeito a quem trabalhou neste domingo na garagem e na fábrica da Red Bull. Ô moleque bom.

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LA PACE È FINITA! (2)

Piastri: monstrinho em Ímola

SÃO PAULO (saudades desse céu) – Oscar Piastri fez a pole-position para o GP da Emilia-Romagna numa disputa emocionante em Ímola. Emocionante e importante, porque na pista italiana, que recebe a sétima etapa do Mundial, ultrapassar é tarefa estafante. Quem larga nas primeiras posições aumenta consideravelmente as chances de vitória. Em 31 corridas realizadas nessa pista, ainda que ela tenha mudado de traçado depois de 1994, 11 pilotos ganharam a partir da pole e mais nove largando em segundo. Ímola recebeu a F-1 pela primeira vez em 1980 e teve seu GP, sem interrupção, até 2006. Voltou ao calendário em 2020, ano da pandemia, pulou a temporada de 2023 por causa das enchentes da região e voltou no ano passado.

O líder do campeonato teve em Max Verstappen seu maior adversário na classificação. É com ele que o australiano vai dividir a primeira fila amanhã. Lando Norris, companheiro de Piastri na McLaren, voltou a se complicar sozinho, com uma volta ruim no Q3. Larga em quarto, atrás ainda de George Russell, da Mercedes.

A classificação foi tensa, com dois acidentes violentos e algumas interrupções por indecisões da direção de prova. Os acidentados foram Yuki Tsunoda e Franco Colapinto, no Q1. Ambos destruíram seus carros em curvas tristes, a Villeneuve e a Tamburello. Mas, felizmente, não se machucaram.

Vamos ao sábado de Ímola para entender o que aconteceu na pista que abre a temporada europeia em 2025.

Os tempos no Q1 começaram altos, na casa de 1min16s, mesmo quando cronometrados por pilotos que, nos treinos livres, tinham virado voltas mais rápidas – em especial os carros da Ferrari. Quando Verstappen e a dupla da McLaren resolveram ir para a pista, a brincadeira começaria a ficar séria.

Mas nem deu tempo. Eles já tinham saído dos boxes para abrir voltas rápidas quando, faltando 12min13s para o fim do Q1, Yuki Tsunoda sofreu um acidente pavoroso na curva Villeneuve. Seu carro saltou na zebra interna, rodou e foi em alta velocidade até a barreira de pneus. Ali decolou, bateu na tela de proteção, virou de ponta-cabeça no ar e caiu de pé. O piloto saiu meio grogue, mas inteiro. Em outros tempos, sem o Halo, a coisa teria sido muio grave. A bandeira vermelha foi acionada imediatamente. O carro da Red Bull deu perda total. Todos os pilotos que passaram pelo ponto do acidente entraram imediatamente no rádio para perguntar se o japonês estava bem. Seus engenheiros tranquilizaram-nos: “Ele está OK, já saiu do carro”. Alívio geral. A Villeneuve é a curva onde, em 1994, bateu e morreu Roland Ratzenberger.

A sessão foi retomada cerca de 15 minutos depois, enquanto Yuki era examinado no centro médico do autódromo. Naquele momento, com 1min16s164, Alexander Albon liderava a tabela de tempos. Os tempos foram caindo e Verstappen foi o primeiro a andar realmente rápido, com 1min15s175. Era uma referência. Norris não ficou nem perto: 0s767 de diferença. Piastri foi, em sua primeira tentativa, 0s325 pior que o holandês. Ambos fizeram voltas imperfeitas.

Com sol, 22°C, o asfalto estava mais quente que nos treinos anteriores, passando dos 41°C. Na última sessão livre, algumas horas antes, Norris tinha sido o primeiro com 1min14s897. Piastri ficara 0s100 atrás dele. Teriam, portanto, de buscar tempos na casa de 1min14s – não havia motivo algum para que não conseguissem.

E o cronômetro já estava zerado quando outra pancada assustou. Na saída da chicane da Tamburello, Franco Colapinto pegou a zebra do lado esquerdo, seu carro rodou, chicoteou para o lado de dentro da pista e bateu forte perto do ponto onde Ayrton Senna morreu 31 anos atrás. Dois acidentes em curvas trágicas. O argentino já estava em 14º naquela altura, passando ao Q2. Mas, claro, teria de torcer, mesmo, para a Alpine reconstruir o carro para amanhã.

Os cinco eliminados no acidentado Q1, a princípio, foram Liam Lawson, Nico Hülkenberg, Esteban Ocon, Oliver Bearman e Tsunoda. Gabriel Bortoleto, que era o 16º quando a bandeira vermelha foi mostrada, acabou avançando porque Bearman, que estava à sua frente, teria fechado sua volta com a sessão já interrompida – o tempo, então, seria cancelado. A Haas reclamou com a direção de prova, que reviu tudo que tinha acontecido. E longos minutos depois decidiu que o inglês da Haas perderia, mesmo, sua volta. O rapaz ficou revoltado. Lá na frente, os dez primeiros foram Verstappen, Piastri, Fernando Alonso, Lance Stroll, Russell, Norris, Pierre Gasly, Kimi Antonelli, Carlos Sainz e Charles Leclerc. Lewis Hamilton? Só 12º.

Comunicado da Sauber: erro de informação sobre o brasileiro (caí, mas corrigi)

Bortoleto, que pela terceira vez no ano escapou da degola no Q1 (as outras foram na Austrália e em Miami; o press-release da Sauber informou equivocadamente que era a segunda vez), foi o primeiro a sair da garagem para abrir o Q2, dois minutos antes do horário anunciado para o reinício. Na dúvida, se mandou antes que alguém mudasse de ideia. A primeira volta relevante em termos de grid foi de Verstappen, 1min15s400. Não era grande coisa. Norris veio na sequência e baixou sem tempo em 0s139. Por fim, Piastri, o terceiro favorito, bateu os dois: 1min15s241. A pista parecia mais lenta do que no último treino livre.

Hamilton e Leclerc: vexame em casa

Todos fizeram uma segunda tentativa no Q2, porque a maioria ainda não estava garantida no Q3. A 4min do final, fila na saída dos boxes e salve-se quem puder. Sainz operou um milagre e levou a Williams à primeira posição, com 1min15s198. Piastri veio logo depois, a 0s016. Na sequência, prestem atenção: Norris, Russell, Verstappen, Alonso, Stroll, Gasly, Isack Hadjar e Albon.

E cadê a Ferrari? Ah, amigos… ACABOU A PAZ!

Leclerc e Hamilton abriram a lista dos eliminados no Q2. O monegasco ficou a 0s406 de Sainz. O inglês, a 0s567. Um vexame completo. Para piorar o humor dos italianos, Antonelli também caiu e ficou em 13º. Bortoleto se segurou numa boa 14ª colocação. Colapinto ficou em 15º no grid e depois ainda perdeu uma posição por ter sido liberado dos boxes antes do tempo pela Alpine. Surpresas? A dupla da Aston Martin, que passou com seus dois carros para a fase final da classificação, e Gasly, com a Alpine – o francês tem guiado com sangue “nozóio”, como se diz.

(Há certa poesia nesse P1 de Sainz no Q2. O espanhol foi dispensado pela Ferrari no ano passado e em sua primeira aparição diante da torcida italiana crava uma primeira colocação, deixando os dois carros vermelhos fora do top-10. Por dentro, deve ter tido aquele sentimento de vingança que, às vezes, é bem doce.)

O primeiro a abrir volta rápida no Q3, entre os favoritos, foi Norris. Fez um bom tempo, finalmente, com 1min14s962. Piastri devolveu em seguida: 1min14s821. E Verstappen, tirando leite de pedra de novo, jantou os dois: 1min14s772.

Faltava um round e o fantasma de Max, que já tinha feito três poles neste ano, voltou a assombrar a dupla da McLaren. E lá se foram os dez últimos moicanos para a pista nos minutos finais da sessão para ver no que daria.

E deu Piastri. O australiano, líder do campeonato, fez uma volta alucinante, driblou o tráfego, não levantou o pé e bateu o cronômetro em 1min14s670, baixando em 0s102 a marca de Verstappen. Norris veio atrás dele, mas cometeu vários erros e não melhorou nem seu tempo anterior. Verstappen vestiu a armadura, mas no segundo setor da pista italiana o pneu começou a perder rendimento. Acabou muito perto, 0s034, mas não superou Piastri, que assim confirmou sua terceira pole no ano e na carreira. Max larga em segundo. O terceiro foi Russell, que ainda bateu Norris – e usando pneus médios. Lando ficou com a quarta posição e, fechando os dez primeiros, Alonso, Sainz, Albon, Stroll, Hadjar e Gasly.

Foi a melhor classificação do ano para a Aston Martin, e seus dois pilotos também usaram os pneus médios para fazer seus tempos. Aqui vale uma explicação. Os macios para Ímola foram batizados pela Pirelli como C6 e estão sendo usados pela primeira vez no ano. São muito aderentes, mas inconsistentes. “Um mistério”, disse Piastri. Perdem performance no fim da volta. Por isso, ninguém vai usá-los na corrida. Os médios para este fim de semana são os macios que vêm sendo usados desde o início da temporada, já bem conhecidos e eficientes. Daí a opção de Russell, Alonso e Stroll por eles na classificação. Funcionou. Teve gente, como Sainz, que preferiu guardar um jogo a mais de médios novos para as 63 voltas da prova. “O domingo é muito importante e vale sacrificar o sábado”, avaliou o piloto da Williams.

O grid em Ímola: Colapinto acabou caindo para 16º

Piastri é o grande favorito à vitória amanhã. Ímola é um circuito difícil de ultrapassar, como já dito. Com a cabeça no lugar, frente a um Norris meio atormentado, luta pelo quinto triunfo no ano para ampliar a liderança no Mundial.

Se tem alguém que pode atrapalhar, neste momento, é mesmo Verstappen. A largada será decisiva. Nenhum dos dois costuma tirar o pé numa dividida. Quem passar pela chicane da Tamburello na frente tende a vencer a prova. Quem está atrás torce para nenhum dos dois sobreviver ao primeiro embate.

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LA PACE È FINITA! (1)

Piastri na frente: só dá McLaren

SÃO PAULO (acabou a paciência!) – A torcida da Ferrari está de saco cheio. A equipe gasta os tubos, contrata um piloto como Lewis Hamilton, promete mundos e fundos e… E não acontece nada. O primeiro GP europeu da temporada acontece em Ímola, na Itália. Pertinho da fábrica de Maranello. O povo se veste de vermelho, compra bonés e bandeiras, enche o autódromo e… E não acontece nada. Já estou vendo o dia em que as organizadas ferraristas picharão os muros de Maranello: “Acabou a paz!”

Enquanto isso não acontece, a McLaren nada de braçada. Hoje, ficou em primeiro e segundo nos dois treinos livres para o GP da Emilia-Romagna, ex-San Marino. Oscar Piastri foi o mais rápido em ambos. O perturbado das ideias Lando Norris ficou em segundo. Já está entrando em parafuso.

Abaixo, os tempos das duas sessões. Volto em seguida.

Notem que na primeira sessão (com sol, céu azul, 18°C) a diferença entre os dois foi de apenas 0s032. Na segunda, 0s025. Na primeira, Carlos Sainz, George Russell e Lewis Hamilton também ficaram perto do australiano, menos de um décimo de segundo. Franz Hermann já ficou um pouco mais distante, a 0s360.

Quem?

A F-1 faz seus gracejos. Na semana passada, Max Verstappen foi experimentar a pista antiga de Nürburgring numa Ferrari de GT3. Ele já disse que quando parar com a F-1 quer fazer umas corridas de longa duração. Quem sabe as 24 Horas no Nordschleife. Aí inventou um nome de piloto para colocar o nome no carro: Franz Hermann. Um nome tipicamente alemão. Fazendo graça, todo mundo sabia que era ele. Vejam o carro:

Franz Hermann em Nürburgring: recorde da pista

Não tem nem como disfarçar, claro. Dizem que ele bateu o recorde da pista. Baixou dois segundos a marca anterior com carros do mesmo tipo. Que ninguém duvide. Aí, hoje, na tabela de tempos do primeiro treino livre postada nos perfis da F-1, em vez de Verstappen apareceu o nome de… Hermann!

Bom, todos já rimos da piadinha, agora falemos sério: a Red Bull e Verstappen estão em maus lençóis, mesmo. O campeonato está apenas na sétima etapa e as chances de o time austríaco voltar a fazer frente aos carros papaia residem numa reviravolta técnica improvável. Max tira leite de pedra, mas não todo dia. E a temporada é longa.

No segundo treino livre (sol, 20°C), Piastri e Norris ficaram separados por meros 0s025. Desta vez, o terceiro colocado, o surpreendente Pierre Gasly, da Briatore Racing, ficou a 0s276 de Oscar. E ainda atropelou uma lebre. Ferrari? Sexto com Charles Leclerc e 11º com Hamilton. Ambos reclamando dos freios. Registrado.

Notícias do dia, agora, na base de caixinhas:

BATIDAS & RODADAS – Dois incidentes interromperam os treinos com bandeiras vermelhas hoje. Na primeira sessão, faltando menos de três minutos para o final, Gabriel Bortoleto bateu na Rivazza. Nada muito sério, só quebrou a asa dianteira. Estava numa boa nona posição, no momento. Foi seu melhor treino livre até agora na F-1. Andou normalmente na segunda sessão, que foi interrompida a seis minutos do fim quando Isack Hadjar atolou na área de escape da Tamburello.

400 & 600 – Duas equipes comemoram marcas importantes e redondas em Ímola. A Red Bull chega a 400 GPs desde a estreia, em 2005. Teve bolo na garagem. Já a Sauber, cujo nome desaparece da face da Terra no ano que vem, chega a 600 largadas. Sua primeira temporada na categoria foi a de 1993. Esses números incluem suas participações como BMW e Alfa Romeo — o time emprestou sua estrutura para as duas marcas ao longo dos anos, tipo barriga de aluguel.

Para terminar, um passeio pelo paddock da primeira prova europeia da temporada. É quando as equipes mostram seus motorhomes, que ainda levam este nome, mas há muito deixaram de ser casas sobre rodas. Antigamente eram caminhões ou ônibus com um puxadinho para colocar mesas, cadeiras e umas comidinhas. Hoje são verdadeiros edifícios para receber convidados, patrocinadores, jornalistas, bicões e outros anexos.

É bom para comer de graça. Abaixo, uma pequena galeria de algumas dessas estruturas que são usadas apenas nas corridas da Europa, porque são transportadas — aí sim — sobre rodas.

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FOTO DO DIA

Kimi Antonelli levou todos seus colegas de escola para Ímola nesta quinta-feira. A molecada vai ver o colega correndo de Fórmula 1. O piloto ainda não terminou seus estudos e tem feito aulas a distância para concluir o ensino médio. Quando está em casa, em Bolonha, frequenta o colégio presencialmente.

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