RÁDIO BLOG

Já não tenho muitos. O que está acontecendo?

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FOTO(S) DO DIA

A Stock Car abre sua temporada 2025 neste final de semana em Interlagos com uma nova geração de carros, que emulam os SUVs de Chevrolet (Tracker), Toyota (Corolla Cross) e Mitsubishi (Eclipse Cross). Acho esquisito imaginar uma corrida de SUVs, mas é questão de mercado, vá lá. E os carros, como escrevi acima, lembram os SUVs, mas não são essa aberração automotiva. Novidade do dia foi a confirmação de Hé Liocas Troneves voltando a correr no Brasil depois de dois séculos. Me mandaram essas fotos aí. Falaremos mais da Stock ao longo da semana.

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BUS STOP

Alguém já viu um desses ao vivo? Que coisa mais linda!

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AGENDINHA AMERICANA

Domingo tem GP em Miami e sábado tem Lusa x Água Santa em Diadema às 19h. Por isso o FÓRMULA GOMES da classificação, no YouTube, subiu no telhado completamente. Se eu for ao jogo, não tem programa. E a chance é enorme… Os boletins radiofônicos estarão no canal do WhatsApp sem problema algum! Por enquanto é isso.

ATUALIZAÇÃO – O jogo da Lusa foi transferido para domingo às 18h. Aí não tem jeito, não vou ao jogo. FÓRMULA GOMES às 19h no sábado e às 20h no domingo.

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O PAPA

SÃO PAULO (sem atraso) – Me pedem um texto sobre o papa. Escrevi, sim. Está na minha newsletter, e pode ser lido aqui:

https://flaviogomes.substack.com/

Bem, as coisas no jornalismo estão mudando. Este blog não vai ser extinto, descontinuado ou coisa que o valha. Mas tenho dividido textos entre esta página e a da minha newsletter, que pode ser assinada por módicos R$ 13 por mês. O Substack, essa plataforma de newsletters, tem sido cada vez mais usada por jornalistas profissionais no mundo inteiro cujos veículos de imprensa escrita simplesmente acabaram. Está tudo na internet, hoje. E novas formas de remuneração têm sido criadas para que nós, profissionais, continuemos exercendo nossa profissão.

Leiam lá. Se interessar, assinem. São os novos tempos, e não podemos ficar parados.

Sobre Francisco e os automóveis, separei algumas fotos. Amo o Renault 4L que um padre italiano deu para o papa. Está no Museu do Vaticano. A Lamborghini foi leiloada e o dinheiro arrecadado foi doado para entidades que Francisco escolheu. O Idea da visita ao Brasil em 2013 está no museu da Fiat em Betim.

E vamos em frente!

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LIVRO NOVO NA PRAÇA!

SÃO PAULO (imperdível) – A Racer Books, selo editorial da Gulliver Editora, abriu a pré-venda do livro “Bruce McLaren e a história do M2B na Fórmula 1”, obra assinada pelo jornalista Américo Teixeira Junior. O livro resgata os bastidores da temporada de 1966, quando Bruce McLaren ousou colocar na pista o M2B, primeiro monoposto construído por sua equipe para a categoria.

Com texto envolvente e pesquisa minuciosa, Américo reconstrói os desafios técnicos, os bastidores conturbados, os personagens marcantes e as decisões improváveis que marcaram aquela ousada empreitada. “Mais do que contar a história de um carro, o livro revela o espírito de uma época em que ousar era tão importante quanto vencer”, diz o autor – que é meu amigo e, portanto, tudo que ele diz é verdade!

E ATENÇÃO! Pré-venda com preço promocional e brinde exclusivo

O livro já está disponível para pré-venda até o dia 11 de maio por R$ 50,00 + frete (preço regular após esse período será de R$ 69,90). Quem adquirir neste período ainda concorrerá ao sorteio de uma miniatura da McLaren MCL38 – GP de Mônaco 2024 em escala 1:43, oferecida pela Formula Collection. Os exemplares adquiridos na pré-venda serão enviados a partir do dia 12 de maio para os compradores.

Link de compra: https://gullivereditora.com.br/produto/bruce-mclaren-e-a-historia-do-m2b-na-formula-1/

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ONE QUESTION

O traçado de Madri para o ano que vem (GP em setembro) foi finalmente oficializado, com Carlos Sainz como “embaixador” da corrida. Mas por que diabos fizeram essa animação como se a pista fosse de terra?

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ENCHE O TANQUE

Nova Friburgo, RJ. Foto enviada pelo blogueiro Armen Balekjian.

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SOBRE DOMINGO À TARDE

A IMAGEM DA CORRIDA

Momento decisivo: punição a Verstappen

SÃO PAULO (com atraso) – Foi aí que o GP da Arábia Saudita foi decidido. Pelo menos na opinião da Red Bull. Max Verstappen tomou 5s “por ganhar vantagem passando por fora da pista”. Chegou 2s843 atrás de Oscar Piastri. Na matemática simples, é só tirar 2s843 de 5s e teríamos a diferença a favor do holandês na bandeira quadriculada.

Claro que as coisas não são simples assim. Piastri sabia da punição de Verstappen e ficou cozinhando o galo até o pit stop. Max ficou 5s parado nos boxes para pagar o pênalti e o australiano, que não estava devendo nada a ninguém, ganhou a posição. Se tivesse de partir para a briga, talvez passasse o tetracampeão. Talvez não. Nunca saberemos.

Verstappen deveria devolver a posição (que não chegou a perder, diga-se) logo de cara, tendo a corrida inteira para passar o carro da McLaren? A equipe preferiu pagar para ver. Achou que os comissários poderiam considerar o movimento algo normal de corrida. Perdeu.

Aqui, diga-se: a punição, já que os caras acharam que ele levou vantagem, só poderia ser essa. Comissários não mandam ninguém devolver posição. O regulamento não prevê esse tipo de ordem. Quem tem de mandar fazer isso é a equipe, para que seu piloto não seja punido. Vale mais a pena. Ou o próprio piloto o faz, por iniciativa própria, justamente para não receber nenhum pênalti.

Mas quando equipe e piloto acham que não fizeram nada de errado, entregam aos comissários a tarefa de julgar, torcendo por uma absolvição. E eles julgaram que Max só não perdeu a liderança porque passou por fora da pista. Escrevi no domingo: eu não puniria. Mas não é a primeira vez que fazem isso. Sendo assim, não vejo motivos para Verstappen e a Red Bull se sentirem roubados, esfolados, vilipendiados. Esse tipo de punição faz parte da rotina da F-1 moderna. Hoje foi ele o prejudicado. Amanhã será outro.

Leclerc: um pódio, afinal

A Ferrari tentou ver o copo meio cheio depois da prova de Jedá. Conseguiu seu primeiro pódio do ano e, pela segunda vez seguida, fez mais pontos que suas adversárias diretas na luta pelo vice-campeonato — sim, já estou dando a McLaren como bicampeã; pode ser precipitado, mas dane-se. No Bahrein, foram 22 contra 18 da Mercedes e dez da Red Bull. Agora, 21, contra 18 de Mercedes e Red Bull. Não refresca muito, porque a equipe ainda está em quarto no Mundial com 78 pontos. Não fosse a desclassificação dupla na China, seria a terceira.

Charles Leclerc leva os méritos por esse troféu. Seu segundo stint, de pneus duros, foi incrivelmente regular. Das 20 voltas que fez após o pit stop (da 31ª à 50ª), 19 foram cronometradas na casa de 1min32s. Apenas uma ele completou acima de 1min33s. Antes da parada, também foi um relógio: 16 voltas seguidas na casa de 1min34s (entre a 5ª e a 20ª) e oito na casa de 1min33s (da 21ª à 28ª). As voltas 29 e 30 foram as de entrada e saída dos boxes e não contam.

Lewis Hamilton, em compensação…

A FRASE DE JEDÁ

“Preciso de um transplante de cérebro.”

Lewis Hamilton, sobre as dificuldades na Ferrari
Hamilton: sétimo lugar, muito discreto

A frase acima foi dita antes mesmo da corrida. As dificuldades que Hamilton tem enfrentado nos seus primeiros meses de Ferrari chegam a surpreender. Eu achava que a adaptação seria mais rápida. Mas, até agora, seu único bom momento no ano foi na Sprint da China — pole e vitória. Tudo é complicado, ninguém nega. Sempre correu com motores Mercedes, ficou 12 anos na mesma equipe, está tendo de aprender a trabalhar sob os métodos e processos ferraristas, falta entrosamento com o pessoal técnico, sei lá… Parece um estranho no ninho, e está se sentindo assim.

Lewis passa a impressão de estar meio desanimado, abatido, prostrado. Mas não pode duvidar dele mesmo. Quando — e se — isso acontecer, aí é que entra em parafuso.

O NÚMERO DA ARÁBIA SAUDITA

75

…eliminações no Q1 completou Lance Stroll em 174 GPs. Ninguém empacou tantas vezes na primeira parte das classificações. Nos 51 GPs que dividiu com Fernando Alonso na Aston Martin, perdeu do espanhol 43 vezes no grid. No confronto com companheiros de equipe desde a estreia, em 2017, está 130 x 43 para os outros. A soma dá menos que os 174 lá de cima porque numa dessas participações Stroll ficou doente e foi substituído por Nico Hülkenberg a partir do terceiro treino livre. Não participou, portanto, da classificação. Mas fez parte do evento — no caso, o GP de Eifel de 2020 em Nürburgring, no ano da pandemia.

Stroll: rindo de quê?

O canadense está com 26 anos e faz sua nona temporada na F-1. É um veterano, já, embora muito jovem. Quando confrontado com a marca histórica, rebateu, mal-humorado: “Coloque qualquer desses pilotos da McLaren na Sauber e eles vão ficar no Q1 em todas as corridas”.

Lance é malvisto pelos fãs da F-1. Quase todo mundo acredita que ele só corre porque é filho do dono da equipe. E parece sempre contrariado, sem a menor vontade de estar onde está. Mas é bom relativizar as críticas. O rapaz tem um currículo melhor que o de muita gente que já passou pela categoria. Fez pontos pelas três equipes que defendeu (Williams, Racing Point e Aston Martin), conseguiu uma pole no GP da Turquia de 2020 (pela Racing Point) e já subiu ao pódio três vezes (Azerbaijão/2017 pela Williams, Itália e Sakhir/2020 pela Racing Point, sempre em terceiro lugar).

Talvez não seja tão ruim assim e precise apenas de carinho.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS… da Williams, que pontuou com seus dois carros pela segunda vez no ano (a outra foi na China). Carlos Sainz foi o oitavo e Alexander Albon, o nono. Se ajudaram com asa móvel e evitaram o ataque de Isack Hadjar por 12 voltas. O resultado colocou o time de volta na quinta posição do Mundial de Construtores, superando a Haas.

NÃO GOSTAMOS… do fim de semana de Gabriel Bortoleto, último no grid e na corrida. O brasileiro tem tido muitas dificuldades com um carro ruim, é verdade, mas não consegue fazer nada de especial desde a passagem ao Q2 no GP da Austrália. Pior, já bateu e andou rodando algumas vezes, mostrando certa impaciência que resulta em erros. É pouco, mesmo para um estreante.

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CAMELÓDROMO (3)

Max sobre Piastri: “Ele é sólido, calmo, gosto disso”

SÃO PAULO (longo dia) – Que fique claro desde já: Max Verstappen não tem raiva de Oscar Piastri. Pelo contrário. Admira o australiano que venceu hoje o GP da Arábia Saudita e assumiu a liderança do Mundial de F-1 pela primeira vez. Por sinal, fazia tempo que um piloto de “Down Under” não ponteava a tabela. Quase 15 anos. Foi no dia 10 do 10 de 10, GP do Japão. Mark Webber terminou o GP do Japão em segundo, atrás de seu companheiro de Red Bull Sebastian Vettel. Foi a 220 pontos, contra 206 de Seb e de Fernando Alonso, então na Ferrari. Faltavam três etapas para o fim do campeonato.

Vettel terminou campeão. Webber é, hoje, empresário de Piastri.

A prova de Jedá teve Oscar em primeiro, com Verstappen em segundo e Charles Leclerc, da Ferrari, em terceiro. Foi a quinta vitória da carreira do #81 da McLaren, terceira neste ano. Soma 99 pontos agora, dez a mais que Lando Norris, seu parceiro papaia que terminou a corrida em quarto. Max, com 87, vem na sequência.

Aí embaixo, os dez primeiros e as classificações do campeonato. Agora vamos contar como foi a corrida.

Corrida que começou com polêmica. Verstappen, na pole, não largou feito um foguete e permitiu que Piastri chegasse junto com ele na primeira curva. O australiano ocupou seu espaço, deu uma ligeira espalhada — que qualquer um daria — e isso fez com que o holandês fosse pela área de escape para não bater. E assumiu a ponta.

Piastri entrou no rádio e fez um longo discurso: “Fora da pista”. “O que aconteceu, Oscar?”, perguntou o engenheiro. “Sim”, respondeu o piloto. “Fora da pista? Max te passou por fora da pista?” “Sim.” “E você acha que temos de reportar à direção de prova?” “Sim.” “E você quer que a gente peça para ele devolver a posição?” “Sim.” “Mas você não acha que foi você que jogou ele pra fora da pista?” “Sim.”

A direção de prova notou e rapidamente anunciou uma punição de 5s para Verstappen, que por sua vez, expunha à equipe sua visão dos fatos: “Ele não tinha nenhuma intenção de fazer a curva e não me deixou espaço”.

Não vou me estender nessa discussão. Vi a imagem várias vezes. De fora, de dentro do carro de um, de dentro do carro de outro, de frente, de trás, do alto, de baixo. É tipo aquele pênalti que nem todo juiz marca. Mas que se marcar, tudo bem, também. Questão de interpretação. Eu não votaria pela punição. Mas se meus colegas comissários discordassem, não iria gastar saliva para defender meu ponto de vista. Sempre acho que algumas coisas, em largadas, devem ser relevadas. E compreendo que faz sentido o argumento de que regra é regra e tem de valer na primeira ou na última volta. Então tá bom, não vamos brigar por isso.

E é legal, vamos reconhecer, ver alguém peitando Verstappen. Piastri não tem medo de cara feia. Diferentemente de Norris, que tem pesadelos com camisetas cor-de-laranja, tamancos, moinhos de vento e cafés onde se fuma maconha, o australiano não está nem aí para a Casa de Orange.

Mas eu não puniria.

Pódio em Jedá: festa da McLaren nas arábias

Max liderou a primeira parte da corrida sem permitir que Piastri ficasse menos de 1s atrás dele, para não abrir a asa móvel. Mas Oscar não é bobo. Como sabia da punição ao adversário, também não se esforçou muito para atacá-lo. Na hora em que o holandês pagasse o pênalti no pit stop, ele ganharia a posição. E foi o que aconteceu.

Piastri parou na volta 19. Max, na 21ª. Teve gente que demorou mais para trocar pneus e chegou a liderar a prova, mas a briga pela vitória era entre os dois. Quando todo mudo parou e voltou, lá estavam Oscar e Max em primeiro e segundo.

Verstappen ficou pistola com a punição. Como chegou apenas 2s843 atrás do novo líder do Mundial, poderá sustentar até o fim da vida que, se não fossem aqueles 5s, ganharia a corrida. Não por outro motivo, foi monossilábico nas entrevistas depois da prova. “Não vou comentar nada porque se disser o que penso, posso ser punido de novo”, falou. Ao seu lado, Piastri concordou: “Sim”.

Leclerc, terceiro: primeiro pódio da Ferrari no ano

A corrida não foi das mais emocionantes das mil e uma noites, mas teve lá seus momentos. Entre as voltas 13 e 15, por exemplo, Norris tentou passar Lewis Hamilton. Foram duzentas tentativas no mesmo lugar: abria a asa, passava, mas aí vinha a reta dos boxes, também zona de DRS, muito mais extensa, e o neo-ferrarista passava de novo. Depois do trigésimo troco, o engenheiro de Landinho perdeu a paciência e sugeriu: “Ô idiota, não é melhor fazer a reta anterior colado na bunda dele e deixar pra passar na reta grandona?”

O idiota acatou e passou.

Norris largou com pneus duros e foi um dos últimos a parar, na volta 34 — a tática-padrão foi de apenas uma troca de pneus. Nico Hülkenberg, Lance Stroll e Isack Hadjar também largaram com esses compostos e esticaram seus primeiros stints. Os demais foram de médios. O #4 da McLaren tinha largado em décimo e nas últimas voltas acabou passando quem precisava para terminar em quarto, à frente da dupla da Mercedes. George Russell foi o quinto e Kimi Antonelli, o sexto. Ambos sofreram com os pneus duros na parte final da prova e perderam rendimento. Depois da bandeirada, Lando admitiu: “Preciso me ajudar e procurar ter sábados melhores”. Depois, acrescentou: “Mas se engana quem acha que a McLaren tem o melhor carro do grid”. “É um idiota”, comentou seu engenheiro, que escutava a entrevista. “Sim”, concordou Piastri.

O GP da Arábia Saudita, quinto do ano, teve uma entrada de safety-car logo no começo, depois de uma batida entre Pierre Gasly, da Alpine, e Yuki Tsunoda, da Red Bull. Nessa hora Gabriel Bortoleto, último no grid, parou nos boxes para colocar pneus duros. Foi com eles até o fim da corrida e não adiantou nada. Chegou em último, também.

O brasileiro não vem impressionando muito. No fim da prova, quase mandou Fernando Alonso no Mar Vermelho. Tinha sido ultrapassado por alguém e não viu que na fila para fazer o mesmo estava o veterano da Aston Martin, que por sinal é seu empresário-quase-patrão. “¡Idiota!”, gritou o espanhol pelo rádio. “Idiota é o Norris”, corrigiu o engenheiro. “Pode ser, mas avise esse menino que vá procurar outro empresário. Indica o Juan Figer. ¿Por onde anda o Juan Figer?”, prosseguiu Alonso. “Já morreu”, informou o técnico na mureta, farto daquela conversa de loucos.

O sétimo colocado foi Hamilton, que não anda muito bem das pernas. Nem da cabeça. “Preciso de um transplante de cérebro para me adaptar a todas essas coisas novas”, teria dito o inglês, segundo a imprensa italiana. “Não estou confortável no carro. Não estarei de novo em Miami. Precisamos trabalhar mais.” Chaleclé, em compensação, conseguiu o primeiro pódio da Ferrari no ano.

Seguiram na zona de pontos, em oitavo e nono, a dupla dinâmica da Williams: Carlos Sainz e Alexander Albon. O espanhol ajudou bastante, deixando o companheiro ficar a menos de 1s dele para abrir sua asa móvel e se defender de Hadjar, da Nossa Maquininha Tem Cashback. No fim, o franco-argelino acabou mesmo em décimo e anotou mais um pontinho.

E foi isso. Demorei para escrever hoje, acho justo explicar aos meus três ou quatro leitores, porque vi a corrida em Interlagos sem uma caneta ou uma folha de papel para ajudar, o que também explica a ausência de detalhes mais picantes neste resumão. É que nossa corrida deveria ter começado às 11h, e se tudo corresse normalmente eu veria o GP em casa, com todo conforto e equipamentos à disposição (caneta e folha de papel). Mas apareceu um buraco na pista e a programação atrasou. Largamos às 15h45.

Terminei em quarto, cheguei a andar em segundo e não sei se quero comentar minha corrida. Talvez coloque um vídeo no YouTube esta semana. De bom, fiz uma volta em 2min08s389 que me deixou contente. Estamos evoluindo. Mas três quartos lugares em três corridas, na boa… Se fosse o Helmut Marko, já tinha me mandado embora.

E com razão.

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