Flavio Gomes sexta-feira, 16 de maio de 2025 0:07 8 comentários
Ao ver este lindo resumo dos 75 anos da F-1 no site da BBC (dica do Luiz Dutra), concluo que a internet presta. E fica o exemplo do que é o bom jornalismo, enxuto, preciso, bem editado. Quem ler até o final terá uma ideia completa da história da categoria, ilustrada por fotos excepcionais. Tudo que é relevante. Nada supérfluo. O link está depois da foto.
Flavio Gomes segunda-feira, 12 de maio de 2025 15:33 27 comentários
Nem todos os filmes novos sobre corridas são ruins. Então, vamos aguardar “F1: O Filme”, que estreia no Brasil no dia 26 de junho. Saíram pôster e trailer da fita dirigida por Joseph Kosinski, com Brad Pitt & cia. Lewis Hamilton é um dos produtores. Abaixo, a sinopse distribuída pela Warner Bros.:
A Apple Original Films e os produtores de “Top Gun: Maverick” apresentam “F1: O Filme“, lançamento de ação em alta voltagem estrelado por Brad Pitt, dirigido por Joseph Kosinski, e produzido por Jerry Bruckheimer, Kosinski, Lewis Hamilton, Pitt, Jeremy Kleiner, Dede Gardner e Chad Oman. Apelidado de “o maior que nunca existiu”, Sonny Hayes (Brad Pitt) foi o fenômeno mais promissor da F-1 da década de 1990, até fracassar de maneira espetacular. Trinta anos depois, vive do trabalho como piloto nômade de aluguel, até que é contactado pelo seu ex-companheiro de equipe Ruben Cervantes (Javier Bardem), dono de uma equipe em dificuldade e à beira do colapso. Ruben convence Sonny a voltar à F-1 para uma última chance de salvar a equipe e ser o melhor do mundo. Ele vai pilotar ao lado de Joshua Pearce (Damson Idris), o novato revelação da equipe, com a intenção de estabelecer seu próprio ritmo acelerado ao time e à corrida. Mas quando os motores aceleram, o passado de Sonny volta à tona, e ele relembra que, na F-1, seu companheiro de equipe é sua competição mais feroz — e não se pode percorrer o caminho para a redenção sozinho. “F1: O Filme” também é estrelado por Kerry Condon, Tobias Menzies, Kim Bodnia, e Javier Bardem, e foi rodado durante os finais de semana nas pistas dos Grandes Prêmios reais, com a equipe da produção em competição com os titãs do esporte.
Flavio Gomes sexta-feira, 9 de maio de 2025 23:35 7 comentários
Sou absolutamente fascinado por esses carros que passam a vida servindo em aeroportos, sem conhecer as ruas, tendo contato apenas com aviões, passageiros e malas.
Flavio Gomes quarta-feira, 7 de maio de 2025 20:58 8 comentários
Isso estava decidido faz tempo… Em que pese o fato, ficou ótimo o comercial do Mercado Libre. O melhor de tudo é a palavra-chave para receber a encomenda.
Flavio Gomes quarta-feira, 7 de maio de 2025 17:53 21 comentários
SÃO PAULO (esperado) – A Alpine dá uma chacoalhada antes do início da temporada europeia. Ontem, Oliver Oakes renunciou à chefia do time depois de menos de um ano na função. Oficialmente, “motivos pessoais”. Flavio Briatore assume como mandachuva de vez. E seu primeiro — e esperado — ato: mandou Jack Doohan para o vestiário e chamou Franco Colapinto “para as próximas cinco corridas”. Vai ser até o fim do ano, esse negócio de cinco GPs é conversa.
Doohan fez sete corridas pela Alpine, a primeira delas no ano passado. Nesta temporada, já se sabia que tinha um contrato draconiano de seis etapas. Precisava, sei lá, ganhar cinco para continuar no time. Não fez nada e perdeu a vaga. Colapinto estreou na Williams em Monza no ano passado no lugar do pé-de-breque Logan Sargeant. Fez pontos no Azerbaijão (oitavo) e nos EUA (décimo), deixando boa impressão. É rápido, voluntarioso e carismático. Além de trazer ótimos patrocínios da Argentina.
Estreia em Ímola, onde venceu na F-2 no ano passado. Oficialmente, seu contrato prevê participações também em Mônaco, Barcelona, Montreal e na Áustria. Mas, como disse, e reforço, não sai mais.
Flavio Gomes segunda-feira, 5 de maio de 2025 21:42 39 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
O desfile de Lego: ideia simpática e genial
SÃO PAULO (respirem que vêm mais três seguidas!) – Piloto gosta de pilotar, não? Pois entreguem a eles carros para o desfile antes dos GPs e chega daquele caminhão horrível!
A parada dos pilotos ontem em Miami foi uma grande sacada da categoria em sua (milionária) parceria com a Lego. A marca dos famosos blocos de plástico de encaixar produziu dez carros em escala 1:1 com capacidade para dois pilotos cada. Um dirigia e o outro ficava zoando atrás.
E eles andavam de verdade! OK, a 20 km/h e movidos por motores elétricos cuja origem ainda não descobri. O bastante para os 20 pilotos voltarem a ser crianças e se baterem durante a volta pela pista da Flórida. Há diversos vídeos na internet, não vou colocar tudo aqui. Está fácil de achar. Mas tem um link que vocês merecem ver: como ficaram os carros depois da batalha de Miami!
Cada carro foi feito com 400 mil pecinhas de Lego e pesava quase uma tonelada. Eles foram construídos em segredo na fábrica da empresa em Kladno, na República Checa. Uma equipe de 26 pessoas, entre engenheiros, designers e montadores, trabalhou por 22 mil horas para construir os dez modelos, que vão rodar o mundo, agora, e poderão ser usados em outros GPs.
Piastri comemora, abraça Norris, dança e descansa: o garoto do momento
Oscar Piastri é o garoto do momento e o líder do campeonato com quatro vitórias em seis corridas, as três últimas de forma consecutiva. No ano passado, Lando Norris brigou pelo título até as últimas etapas e foi vice-campeão com… quatro vitórias. Mas em 24 corridas. Nesta altura do campeonato em 2024, Max Verstappen liderava o Mundial com 136 pontos. Oscar tem 131. A distância para Norris era gigantesca, 53 pontos — o inglês estava, depois de seis corridas, em quarto na tabela; o vice-líder era Sergio Pérez.
Tudo isso para dizer que Max, atualmente em terceiro com 99 pontos, ainda não está fora da disputa, claro. A temporada é longa e terá as mesmas 24 etapas. A McLaren reagiu bem no ano passado e acabou conquistando o título de Construtores. Para que Verstappen brigue com a dupla papaia (e acho que só ele vai brigar), é preciso que a Red Bull reaja do mesmo jeito.
É possível? A McLaren mostrou que sim. No começo de 2023, a equipe terminou o GP de Miami com Norris em 17º e Piastri em 19º. O australiano tomou uma volta de Max, o vencedor. No meio daquele ano, a equipe virou o jogo e saiu pontuando a granel, fundando as bases para a conquista de 2024. Sim, dá para melhorar rápido na F-1 se a equipe for ágil e competente. Não acontece sempre, mas dá. E a base do RB21 não é exatamente uma porcaria — Verstappen já venceu uma prova e fez três poles neste ano.
Mas é provável? Não. Porque está todo mundo pensando em 2026 e não sei se há disposição na Red Bull para queimar muitos cartuchos no carro de 2025. O negócio é jogar a responsabilidade nas costas de Verstappen e torcer para a McLaren se embananar com seus dois pilotos dividindo pontos.
O NÚMERO DE MIAMI
58
…pontos marcou a McLaren no fim de semana de Miami, com duas dobradinhas: na Sprint e na corrida principal. É o máximo que um time pode fazer atualmente num evento do Mundial. A marca iguala a da Red Bull em 2022 em Ímola. Naquele fim de semana, Verstappen venceu a Sprint e Pérez ficou em terceiro. No GP, Max e Checo fizeram dobradinha. Hoje, seriam 57 pontos. Mas em 2022 o autor da volta mais rápida ainda levava um ponto extra — o bônus acabou neste ano. Ela foi de Verstappen. Se ainda houvesse o ponto extra em 2025, a McLaren sairia de Miami com 59 pontos, já que Norris ficou com a melhor volta da corrida ontem.
Pilotos e equipes: os pontos depois de seis corridas
Peguem a calculadora e somem os pontos de Mercedes e Red Bull. Dá 246. Exatamente o que fez a McLaren até agora. É um domínio que, sinceramente, eu não esperava neste início de temporada. São cinco vitórias em seis corridas. Achava que Ferrari e Mercedes — além de Verstappen, claro — iriam incomodar de vez em quando.
Não tem acontecido. A Mercedes até que não está dando vexame, George Russell vai ao pódio toda hora (já são quatro neste ano, o mesmo que no ano passado inteiro), Kimi Antonelli é novinho e vai chegar lá. Mas a Ferrari…
A FRASE DE MIAMI
“Querem que eu deixe ele passar também?”
Hamilton, depois de devolver a posição a Leclerc e ser avisado que Sainz estava atrás dele
Hamilton (no Met Gala) e Leclerc: tretas na Flórida
Lewis Hamilton está hoje em Nova York no famoso Met Gala, o desfile de moda do Metropolitan Museum of Art. Reproduzo resumo do G1:
O tema do Met Gala é ligado à exposição do Costume Institute que, neste ano, é chamada “Superfine: Tailoring Black Style” (Superfino: alfaiataria do estilo negro). Essa é a primeira exposição do Costume Institute em mais de duas décadas focada exclusivamente em moda masculina. É inspirada no livro “Slaves to Fashion: Black Dandyism and the Styling of Black Diasporic Identity”, de Monica L. Miller, de 2009. O livro fala sobre um movimento cultural e estético intitulado “dandismo negro”. Segundo o Met, a exposição focará na “importância do estilo para a formação de identidades negras na diáspora atlântica, particularmente nos EUA E na Europa”. Neste ano, os copresidentes do evento são Pharrell Williams, Lewis Hamilton, Colman Domingo, A$AP Rocky e LeBron James.
Enquanto isso, na Itália, o circo pega fogo. A imprensa italiana não se conforma com a falta de tato do inglês, suas respostas atravessadas ao engenheiro pelo rádio, os pedidos para Leclerc sair da frente, e, principalmente, a escassez de resultados.
O casamento de Lewis com a Ferrari não começou bem.
Bortoleto, Russell, Piastri e Mass: notinhas pós-corrida
RAPIDINHO – O melhor pit stop da corrida foi feito no carro de Gabriel Bortoleto: 2s24. Pelo menos nisso a Sauber foi rápida. O tempo gasto com Nico Hülkenberg foi semelhante.
CHEGANDO – Como já dito, Russell já tem quatro pódios em 2025, o mesmo que conseguiu em 2024. Está com 93 pontos, apenas seis atrás de Verstappen. Nessa altura do campeonato, no ano passado, tinha marcado 37.
TINHA OUTRO? – Registre-se que o amigo internauta elegeu Piastri como “Piloto do Dia” em Miami.
LUTO – Morreu no sábado o alemão Jochen Mass, aos 78 anos. Ele disputou 104 GPs na F-1 entre 1973 e 1982 e venceu um deles, o trágico GP da Espanha de 1975 em Montjuic. Naquela prova, Rolf Stommelen voou sobre o público matando cinco espectadores. Emerson Fittipaldi, seu companheiro na McLaren, decidiu não correr por falta de segurança. Mass venceria também as 24 Horas de Le Mans de 1989 com um Sauber-Mercedes. O ex-piloto tinha sofrido um derrame em fevereiro.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… de ver a Williams marcando pontos novamente com seus dois pilotos. Alexander Albon foi o quinto e Carlos Sainz, o nono. Sainz tocou em Albon na primeira volta — ou o contrário — e teve seu assoalho danificado. Também teve de largar com pneus usados, por um erro de contas da equipe no sábado. Mas não importa. Nos boxes, só festa pela ótima corrida do tailandês, que tem 30 pontos no campeonato e é o primeiro dos “outros”, os que não correm por McLaren, Mercedes, Ferrari e Red Bull. No caso da Red Bull, cumpre dizer, o segundo piloto não tem feito nada. Nem Liam Lawson, nem Yuki Tsunoda.
Albon, ótimo quinto lugar; Leclerc, péssimo sétimo
NÃO GOSTAMOS – da Ferrari, claro. Seus pilotos ficaram batendo boca com os engenheiros na disputa por sétimo e oitavo lugares. O carro não anda, especialmente nas curvas de baixa. Hamilton parece pouco à vontade. Leclerc, de saco cheio. A coisa está feia em Maranello.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
1:10:23
CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...