AMANHÃ, MADRI

SÃO PAULO (adiós) – Amanhã às 7h de Brasília será feito o anúncio de Madri como nova sede do GP da Espanha. Para quando? Muito provavelmente 2026. O contrato com Barcelona vai até 2026, mas nada impede que o país receba duas provas — foi assim de 2008 a 2012 com aquela porcaria de pista em Valência. Mas não é provável, porém. Saberemos em algumas horas o que será feito da história de Montmeló, que começou em 1991.

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DICA(S) DO DIA

SÃO PAULO (cultura é tudo) – Está no plural porque não é só um link. Tem o link que explica o projeto. Depois tem o e-book que dele resultou — está em PDF, não precisa fazer download, é só ir correndo as páginas e se deliciando. Tem o vídeo explicativo. E tem, por fim, um gigantesco arquivo digital que pode ser consultado por qualquer um a qualquer hora.

Estou falando da digitalização de mais de três mil patentes registradas no Brasil entre 1895 e 1929, quando o mundo vivia o auge da industrialização e o planeta criava todo tipo de máquina/produto/substância num ritmo alucinante. Tudo que se faz hoje no digital se fazia no mundo real; aquela maluquice de uma invenção nova a cada dia, o espanto das pessoas a cada novidade, o “onde vamos parar?” dito a todo instante no balcão do bar, nas conversas nas ruas diante dos jornais expostos nas bancas, nos jantares em família.

Quem fez esse trabalho foi o INPI, Instituto Nacional da Propriedade Industrial. O projeto se chama “Memória da Propriedade Industrial – Patentes Históricas” e traz curiosidades deliciosas, como a “caixa de descarga Paulista” (pág. 155 do livro eletrônico), a “máquina de votar” (pág. 159) e o “Hydrovelopede” (pág. 164) — nada mais do que um… pedalinho!

Muitas dessas cartas-patentes foram assinadas por presidentes da República. É uma maravilhosa viagem pelo tempo. Larguem o celular por uma horinha e leiam o livro!

Nas fotos acima (depois que o blog bugou não consigo colocar legendas), a descarga Paulista, o aparelho para treinar ciclismo (vá a qualquer academia que o que temos hoje é isso aí) e a máquina de voar, posteriormente conhecida como avião.

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ESTORIL, 30

SÃO PAULO (after changes upon changes…) – Esse recorte da “Folha” aí em cima é de 20 de janeiro de 1994. Exatos 30 anos atrás. De contrato assinado com a Williams desde outubro de 1993, Senna faria seu primeiro teste para valer com a Williams, no Estoril. Dia 20 era uma quinta-feira. Na quarta (19), para 412 convidados da Rothmans, ele deu 16 voltas e já saiu reclamando — conto abaixo. Na terça (18) andou de Williams pela primeira vez, quatro voltas, só para fazer vídeos e fotos.

O jornal não queria me mandar para Portugal, então peguei uma passagem com minhas milhas da Varig e fui. Como repórter de F-1, achava que aquela temporada teria de ser relatada em detalhes do começo ao fim. Com a aposentadoria de Prost, Schumacher apenas começando, a Williams voando, muita gente acreditava que Ayrton venceria todas as corridas do ano. Aquilo seria histórico. Para testemunhar a história, só estando lá.

Fui por conta, paguei minhas despesas, descolei um carro emprestado pela VW (um Vento, abalroado por um bebum quando eu estava indo para o aeroporto) e cobri aqueles testes. Depois de algumas voltas, no box da equipe, ele passou por mim e falou: “Puta que pariu, bem na minha vez cagaram no carro”. Na entrevista formal para os quatro ou cinco brasileiros que lá estavam, não repetiu a frase que eu, besta, não coloquei nas minhas matérias — as coisas com Senna eram complicadas, se não estivesse gravado, ele poderia negar que tivesse dito aquilo e me causaria problemas.

Trinta anos hoje. Do início de uma história que teria um fim trágico.

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LEGIÃO URBANA

SÃO PAULO (um & outro) – As fotos foram batidas sexta-feira no mesmo local: a avenida dos Bandeirantes, chegando à Marginal. De dentro do carro, claro.

Comecemos com o Monza.

É um Classic SE (acertei?), embora não tenha duas cores. Registro do Rio Grande do Sul. Monza já tem placa preta… Estamos ficando velhos, mesmo. Bonito e ótimo carro. Embora o Chevrolet não faça parte da turma que me fala ao coração.

E vamos ao… Palio!

Respondam e, se quiserem, podem me julgar: estou ficando maluco por começar a olhar admirar esses primeiros modelos do Palio com um olhar cheio de ternura?

Considerações aí nos comentários.

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FOTO(S) DO DIA

SÃO PAULO (de pé) – Carlos Sainz, o pai, é uma lenda. Aos 61 anos, o cara ontem ganhou o Dakar pela quarta vez. Bicampeão mundial de rali, parece interminável. Quando chegar o dia do Juízo Final e na portaria eletrônica do céu os dois tiverem de se identificar, a inteligência artificial vai perguntar: pai ou filho? O pai será recebido com as honras celestiais. O filho terá de se contentar com uma pulseirinha fora da área VIP.

Abaixo, relato preciso do pessoal de comunicação da Audi, com um ou outro corte, para vocês entenderem o tamanho dessa vitória. O ineditismo vem da tração elétrica integral. Anotem: esses caras não vêm para brincar na F-1. E eles têm paciência.

Gernot Döllner, presidente do conselho de administração da Audi AG, celebrou a vitória no Dakar. “Vencer o rali no deserto mais difícil do mundo com uma condução eletrificada é uma experiência ‘Vorsprung durch Technik’ visível e aponta o caminho para o nosso futuro elétrico”, disse. O Audi RS Q e-tron possui tração integral elétrica. O fornecimento de energia é assegurado por uma bateria de alta tensão e um conversor de energia que funciona com combustível residual reFuel, poupando assim 60% das emissões de CO2 em comparação com os combustíveis convencionais.

“Com a nossa revolucionária propulsão eletrificada, superamos um dos maiores desafios do automobilismo somente três anos após entrarmos na competição”. Damos assim continuidade a uma longa série de conquistas pioneiras que sempre caracterizaram a Audi em quatro décadas de automobilismo”, afirmou Oliver Hoffmann, membro do conselho de administração. No Dakar, a Audi enfrentou as marcas Toyota e Ford, bem como os adversários experientes da Prodrive, grupo britânico de engenharia automotiva, que provaram ser adversários difíceis.

Carlos Sainz e Lucas Cruz garantiram a grande vantagem depois de liderarem ininterruptamente desde a sexta etapa. Para os dois espanhóis, que terminaram em primeiro lugar em 2010, 2018 e 2020, esta é a quarta vitória em marcas diferentes e a segunda dentro do Grupo Volkswagen. “Foi um desempenho impressionante da equipe”, disse o chefe da Audi Motorsport, Rolf Michl.

O Dakar 2024 contou com trajetos de aproximadamente 400 km em média por dia, duas etapas com serviço limitado ou até sem opção de serviço, sendo 4.600 km cronometrados e 7.883 km no total. Estradas de pedra, terreno arenoso e diversas dunas formam o Bairro Vazio da Península Arábica e uma navegação muitas vezes difícil exige tudo das equipes.

As outras duas equipes da Audi também tiveram um excelente desempenho desde o início. Os suecos Mattias Ekström e Emil Bergkvist venceram o prólogo no início e alcançaram o segundo lugar atrás de Sainz e Cruz no dia de descanso após seis etapas. Porém, um defeito no eixo traseiro na sétima etapa custou a possibilidade de título. Stéphane Peterhansel, recordista com 14 vitórias no Dakar, ficou em sexto lugar pouco antes da metade da prova, após a sua 50ª vitória com carros e a 83ª na geral. Um defeito no sistema hidráulico fez com que ele e seu compatriota francês Edouard Boulanger voltassem ao 22º lugar na sexta etapa.

A Audi Sport alcançou um incrível resultado com a vitória do altamente eficiente Audi RS Q e-tron em apenas três anos. Para Leonardo Pascali, “a Audi Sport estabeleceu um marco histórico” com a tração inovadora: depois que a tração integral quattro mudou para sempre os ralis na década de 1980 e posteriormente conquistou vitórias e títulos em abundância no circuito, a Audi demonstrou grande inovação e força em Le Mans. A eficiente tração TFSI, a tração integral eletrificada e-tron quattro e tecnologias individuais, como a luz matricial LED e a luz laser Audi, representam um alto nível de inovação e “Vorsprung durch Technik”. O primeiro carro de corrida totalmente elétrico da Audi fez sua estreia na Fórmula E, antes de a marca enfrentar os desafios extremos do Dakar e ser o primeiro fabricante com propulsão elétrica a concluí-lo com sucesso.

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (alguma alma?) – É repeteco. Até porque, depois de reler a nota do “São Paulo Antiga”, o excelente site do meu amigo Douglas Nascimento, lembrei que nasceu aqui, o tema. Em 2014. Pena que milhares de fotos deste blog sumiram em servidores antigos. Fico louco da vida com isso. Louco mesmo. Mas, enfim, estamos falando deste posto maravilhoso, de 1933, que me apareceu no Instagram hoje.

Duvido que do cilindro que sustentava a marquise esférica tenha sobrado algo. Mas não deve ser muito difícil refazer. Douglas fala, em sua nota, da busca por Charles Bourgeois, misterioso personagem do anúncio de inauguração do posto. Se alguém souber por onde andam os descendentes de Charles Bourgeois, apresente-se.

Fui ao Google Fucker Mapers e encontrei o posto novamente, dando uma volta por ele com o mouse. Está assim:

Ah, São Paulo, São Paulo… Foste tão linda.

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FOTO(S) DO DIA

Com um dia de atraso, a nova pintura da McLaren para 2024. A equipe vai lançar o carro novo de verdade dia 14 de fevereiro. A pré-temporada vai de 21 a 23 do mesmo mês no Bahrein. O Mundial começa num sábado, dia 2 de março, no circuito de Sakhir. Só pra lembrar.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (desovando…) – Material enviado pelo jornalista Rafael Motta, de Santos, ainda no final do ano passado. Vamos começar a esvaziar a caixa de correio! A história do avô dele é muito bacana. Para ver as fotos em tamanho maior, basta clicar nelas!

Meu avô materno, Alberto Motta, sempre teve profissões ligadas a veículos. Começou a trabalhar aos 12 anos nas Indústrias Franco do Amaral, em Santos, que fabricavam produtos como banana em flocos (“Banana Flakes”). Ainda criança, dirigia jipes ou caminhonetes em serviços internos da empresa. Tirou carta às vésperas de fazer 18. A data da primeira habilitação era 29 de abril de 1949. Foi taxista, motorista de caminhões-tanque na Esso, fazia entregas e reposição de mercadorias na Nestlé e trabalhou como consultor técnico de uma extinta concessionária Volkswagen, a Pinhal. Ali, chegou a inspetor de qualidade de serviços — ele “revisava a revisão” dos carros, que só depois disso saíam de lá. Dirigiu até 2020, quando chegou a pandemia, e morreu no ano seguinte, a um mês de fazer 90 anos. Uma foto dele é do início dos anos 1950, em que aparece ao lado de um Chevrolet, um dos carros com o qual foi chofer de praça. O ponto era na esquina das avenidas Marechal Deodoro e Bernardino de Campos (o Canal 2), no Gonzaga. Outra é de meados da década de 1950, carregando um caminhão-tanque. Muito provavelmente, na Ilha Barnabé, situada na região portuária de Santos e que ainda hoje abriga tanques com produtos químicos. Ele ia e voltava de São Paulo duas vezes por dia pela única ligação disponível, a Via Anchieta. Na terceira, aparecem meu tio, minha mãe e minha avó em uma viagem ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, com o primeiro carro da família: um Fusca, que meu avô comprou, usado, em 1969. Vô Alberto só teve carros da Volkswagen: depois, três Brasílias, outro Fusca, um Voyage, um Gol 1000, um Gol City e um Fox — que aparece na quarta foto, no dia do meu aniversário em 2017, na qual estamos minha mãe, meus avós, eu e, no reflexo da porta, minha mulher, que fez o registro. Ele era mais de exemplos do que de palavras, mas, vez ou outra, repetia o que aprendeu em um curso de aperfeiçoamento na Pinhal (onde recebeu o catálogo de cores para 1980 da Brasília, na última imagem): “Se um cliente é bem atendido, diz isso para oito pessoas. Se mal atendido, para 15”. Um lema para a vida, fazer as coisas direito.

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DICA DO DIA

Relembrando Beckenbauer… Quem mandou foi o Carlos Sato.

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LEGIÓN URBANA

Raramente publico fotos nesta seção que não sejam feitas por mim, mas este registro de Buenos Aires, em San Telmo, merece! Sergio Edifier mandou. Detalhe: quatro portas não tivemos aqui. Ou tivemos?

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