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quarta-feira, 17 de junho de 2015 - 18:50Comes & bebes, Encontros

ALFISTI EM FESTA

alfacartaz

SÃO PAULO (boas notícias) – Recebo as boas novas de Roberto Nasser, nosso herói e guru. E repasso aos interessados — no caso, todos nós:

Alfisti, termo italiano pelo qual se tratam os admiradores da marca Alfa Romeo, se organizam em dez capitais para um jantar comemorativo. Será na noite do dia 24, e em meio a comida e vinhos italianos brindarão ao retorno da marca e ao anúncio de novos produtos. Na manhã do mesmo dia em Milão a direção da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, controladora da Alfa Romeo, anunciará os próximos passos para o reerguimento da marca: conceito, produtos e seu cronograma, investimentos, métodos industriais. A Alfa em nova fase quer ter na Itália a onda tecnológica que envolve os veículos da alemã Audi. Busca mudar sua colocação e voltar a ser marca refinada, daí o retorno à tração traseira, ao maior porte dos automóveis e a criação de um utilitário esportivo, hoje produto mandatório no mercado.

A proposta da reunião disseminada entre as cidades com maior base de aficionados da marca foi de Roberto Nasser, curador do Museu Nacional do Automóvel. Apresentada durante o III Encontro Alfa Romeo, em Caxambu, a sugestão foi imediatamente adotada pelo Alfa Romeo Clube, e seu braço mineiro logo produziu o cartaz do evento.
Desdobramento traçado por Túlio Silva, um dos condutores do Alfa Romeo Clube/MG, é o de coincidir o número de alfisti com os anos de história da marca Alfa, daí o slogan: 105 anni, 105 amici — 105 anos, 105 amigos.

O Brasil é o único país onde se realiza tal evento de boas-vindas ao projeto de crescimento, e com quem a Alfa tem o mesmo vínculo passional entre seus veículos e proprietários. Alfa Romeo foi o primeiro caminhão montado aqui — eram os famosos e resistentes FNM –, e o Brasil, extra-Itália, foi o único país com produção e desenvolvimento de produto Alfa Romeo — as versões do pioneiro JK e seu sucessor, o 2300. A marca retirou-se do país, mas os alfisti dela cuidam, preservam os automóveis, proveem importação de peças, trocam segredos de manutenção, fazem indicações, tentam salvar e preservar as unidades representantes.

No evento, a FCA anunciará a reabertura do Museu Alfa, em Arese, por pressão do governo italiano, do Estado da Emilia-Romagna e de alfisti de todo o mundo, incluindo os brasileiros, signatários de petição mundial contra o encerramento e a ameaça de venda do acervo. O Museu Alfa, como espaço histórico-cultural, e seguindo similares de outras marcas, é fonte de referência técnica e de facilidades de indicação de literatura e partes para manutenção.

14 comentários

  1. Levi disse:

    Interessante que o press release fala em refinamento e tração traseira, mas diz tb que a marca busca se espelhar na Audi, cuja especialidade não é tração traseira. Muito pelo contrário, a marca alemã conhecida por sua adesão à tração traseira é de Munique, e foi uma das maiores rivais da Alfa Romeo em competições de turismo dos anos 60 aos 2000…

  2. Carlos disse:

    Conhecida como “il cuore sportivo”, é também minha marca do coração. Participei da viagem dos quarenta anos do Alfa Romeo 2300 no ano passado, onde tive a oportunidade de conhecer o Sr. Roberto Nasser. Ainda não tenho um ( ou “uma”, ou ainda, “una”…) mas a paixão vem da época em que nem dirigia…

  3. Acarloz disse:

    Sou fã da marca, que produziu entre outras obras de arte a 155DTM

  4. JT disse:

    Já que o assunto é Alfa Romeo, tomo a liberdade de compartilhar um artigo que escrevi para a seção “Histórias dos Leitores” no site Autoentusiastas:
    http://autoentusiastas.com.br/2015/06/um-alfa-romeo-para-envelhecer-conosco-por-jean-tosetto-140615/

    • luigi disse:

      E se você tivesse dirigido uma Alfa Giulia 1750 ou 2000 , ou quem uma raríssima GTA V 6 ou mesmo uma mais moderninha Alfetta GTV (com motor na frente transeixo atras ) ´poi una vera Alfa ,solo con trazione posteriore .Ai sim você estaria perdidamente apaixonado e seria um ainda um dos mais entusiásticos Alfisti.
      Parabéns pelo carro ,e pelo texto (Perché una Alfa sempre serà una Alfa , anche con trazione posteriore !), e muita saúde e felicidades para você e família , Que Deus continue te abençoando e você nos brindando com belos textos .

  5. Jacob Lindener disse:

    Um utilitário esportivo…Estou esperando a Ferrari lançar seu SUV também.
    Definitivamente outros tempos.

  6. Jorge Teixeira disse:

    24 de Junho é o dia da apresentação mundial do novo Giulia. Coincidência?

  7. Sergio Luis dos Santos disse:

    Os primeiros FNM não eram Alfa Romeo, mas Isotta Fraschini (os poucos FNM “bicudos”).

    • luigi disse:

      Realmente eram o D 7500 , projeto Isotta , mas em 1951 foi substituida pela Alfa ,que tinha um monstruoso bloco de alumínio , Você saberia me dizer se o motor Isotta também era de alumínio (os fabricantes de automóvel relutam em fabricar motor todo em alumínio por causa do preço ,imagine o custo de um bloco para um motor com mais de 10 litros)

      • Sergio Luis dos Santos disse:

        Não sei, Luigi. Eu teria de pesquisar pela internet e pela internet a gente nunca sabe se as informações estão corretas. Talvez páginas sobre a Isotta tenham a resposta

  8. Paulo F. disse:

    Necessitam mostrar para o mundo os Alfas feitos pelo Toni Bianco.
    Não se pode esquecer que o 1° Fúria tinha um motor FNM-JK-Alfa!
    Bem como o protótipo do 2+2 de 1971 (que chance perdida pela FNM!)

  9. Minoru disse:

    Que boa noticia essa da reabertura do museu!

    Fico feliz porque o acervo é muito bom e alguns anos atrás eu tive a felicidade de ir a Arese, neste museu que fica dentro da fábrica da Alfa Romeo na região de Milão.

    Uma coisa que já me preocupava naqueles tempos era com o seu fim que acabou se confirmando já que eu , com uma visita agendada pelo site da Alfa Romeo, tive que esperar a senhora da limpeza abrir o museu e acender as luzes só para mim e dois alemães que lá estavam pudéssemos ver as suas preciosidades e, dentre elas o Brabham de José Carlos Pacce!

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