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sábado, 6 de dezembro de 2008 - 10:41Colunas Warm Up

TINHA ESQUECIDO…

SÃO PAULO (como pude?) – Esqueci de colocar ontem o link para a coluna Warm Up da semana. O texto não será novidade alguma para os blogueiros, porque no fim acabei juntando dois posts sobre o mesmo assunto, a Honda, claro, dei uma marteladinha aqui, outra ali, tirei um ou outro palavrão, afinal o Grande Prêmio é um site de família, e os jornais que recebem a coluna, idem.

Mas, para todos os efeitos, está no ar. Quem tiver paciência, que leia lá e comente aqui, como de costume.

12 comentários

  1. JBCarneiro disse:

    Ótima coluna. É isso mesmo.
    A Formula 1 é muito mais viável sem o senhor Bernnie (euros, libras e dólares) E€€£e$tone e sua FOM.
    A Formula 1, na década de setenta (1970), era realmente apaixonante. Ao fim do treino de classificação ficavam cerca de quatro equipes, às vezes até mais, lamentando o fato de não terem se classificado para a corrida.
    Na corrida alinhavam-se, no grid de largada, vinte e seis carros, 26, ou seja, treze equipes. As que ficavam de fora esperavam a próxima corrida para tentar a sorte novamente.
    Nesta época Bernie E€€£e$tone era dono da Brabham e lutava, (será que apaixonadamente?) para que seu carro e piloto fossem campeões. Os motores eram os Ford Cosworth comuns às equipes que mais venciam, porém sempre havia equipes com motores próprios ou diferentes das outras, ex: Ferrari. Quando se cansou da brincadeira vendeu a equipe e se tornou dono da Formula 1, criou a FOM. Ele é o grande responsável pela F 1 ser o “grande e majestoso” negócio que é hoje. E como todo negócio pode dar certo e também pode dar errado. Todo negócio pode ir à falência. Principalmente se só um lado ganha. A FOM cobra uma fortuna de direitos de transmissão do campeonato de F1 de cada canal de TV interessado, ao redor do mundo. O país que quer sediar uma corrida do campeonato, além de arcar com todos os custos de construção do autódromo, infra-estruturar e outros, ainda paga uma enorme soma pelo direito de ter a corrida. No início de 2008 quando a Super Aguri não agüentou e teve que sair, o senhor Bernie E€€£e$tone só faltou dizer “Já vai tarde! Cai fora pobretona nanica! Só precisamos das equipes ricas que tenham uma montadora bilionária por apoiando!” Disse que o ideal para a formula 1 eram mesmo dez carros e nada mais. Que não fazia diferença nenhuma a saída da Super Aguri. Quanto ao GP do Canadá, fez tantas exigências que tornou inviável a manutenção da Corrida no país; os asiáticos e árabes pagam o que ele quer. Ele não quer saber de migalhas. A FOM é um grupo de investidores vorazes e predador, o que lhes interessa é lucro, luvro e mais lucro. O dia em que a F1 não lhes satisfizer mais correrão para outro negócio, com certeza.
    A Formula 1 é muito mais viável sem o senhor Bernnie (euros, libras e dólares) E€€£e$tone e sua FOM. Livre-se dele e a F1 volta a funcionar bem e empolgar os torcedores e fãs.
    Não é o caso de voltar ao passado. O passado não volta, e é bom que não. A vida é evolução, é seguir em frente. Mas deve-se aprender com o passado. A idéia de um motor padrão é ótima, pois garante às independentes continuarem. Se a FOM for extinta e em seu lugar for criado, pela própria FIA, ligado diretamente a ela e sem fins lucrativos, um órgão para gerenciar a parte comercial da Formula 1, toda a arrecadação com a organização dos eventos, montagem do calendário das temporadas, da cobrança de direitos de transmissão através de todas as mídias e outros tipo de arrecadação poderá ser distribuído entre as equipes e a própria entidade, garantindo assim a continuidade da categoria sem sustos e sobressaltos. As montadoras entram e saem conforme lhes é conveniente e as independentes, como Williams, TR, RBR, FI e outras do passado teriam como continuar garantindo o espetáculo. A F1 manteria a si própria sempre. Fora os predadores financeiros. Ou eles existam em função da Formula 1 ou dêem o fora. É um absurdo a F1 existir só para dar lucro a eles!

  2. Valmir Passos disse:

    Não concordo com a visão simplista do artigo. Demitir quase 1000 pessoas ou demitir muito mais que trabalham na montadora? O que é melhor? Preservar o emprego de dezenas de milhares que trabalham na fábrica, ou daqueles que brincam de autorama de ricos?
    F1 é cara sim, e ninguém ficou tão rico com esse esporte nas últimas décadas como o sr Bernie Eclestone. Será que ele está disposto a dividir mais grana com as equipes para evitar a quebradeira? Duvido. Acham que algum louco, montaria uma equipe independente hoje? Se alguém tiver grana aí que se arrisque.

    Abs

  3. Roberto Tremper disse:

    Viajar de avião já não dá mais, é um saco. Muita revista, muita segurança. Não se come mais comida decente a bordo. Dirigir um carro normalmente, nas ruas, nas estradas, já não dá mais, é muito pardal, é muita multa, é muita blitz, é tolerância zero, é falsa blitz, é muito assalto, é muito vidro fumê, é muito ar-condicionado, é muito GPS, é muita eletrônica. Hoje em dia, carro sem bateria não pega mais no tranco, carro engasgando não se resolve assoprando o gicleur. Não há mais toca-fitas, há bate-estacas. Já não se consegue mais sequer trocar um mísero pneu em paz – é melhor usar um spray bem rápido para evitar batidas e assaltos. Não se consegue mais xingar alguém no trânsito (uma bronca normal, do tipo “barbeiro!!”): o risco de se levar um tiro por causa disso é imenso. Tudo isso é a vida, e a F1 também, está tudo igual, a vida está ficando insossa. Sem sal, sem açucar, sem tesão; tudo politicamente correto, não se pode mais contar uma piada “étnica”, aliás, o uso da palavra “étnica” em si já é um saco; não se pode beber, não se pode fumar, churrasco, feijoada, tudo faz mal à saúde, está tudo uma bela bosta. Assim, assistir F1 também já não dá mais, está (é) um porre. Muita armação, pouca corrida. Muita punição, pouca esfregação. Muita simulação, pouca emoção. Correr , pilotar, ter equipe, deve estar sendo tão ruim como se vê daqui de fora, tal qual como você comentou.

  4. Pé de Chumbo disse:

    Eu não digo que se feche, mas concordo com 90% das palavras do Zé Clemente.
    Acho mesmo é que deveriam retornar às origens, ao esporte pelo esporte, e não esse circo que está aí.

  5. Joaquim Neto disse:

    Excelente coluna, parabens!

  6. disse:

    “sala de aula no ginásio li numa quatro rodas ´Morreu Bruce McLaren”.
    Caraca, Levou de casa ou tinha na biblioteca?

    Fecha nada, pois temos de achar o restante deste vídeo!
    http://br.youtube.com/watch?v=IJyYh3KYCI0

    Jonny’O, relate a parada de John Surtees, e como Luizinho deu o troco ! Até na caixa de marchas…..!

  7. Concordo até certo ponto c/ vc………sobre as montadoras , mas temos que avaliar que a HONDA foi incompetente nesses anos de F-1.A TOYOTA esboçou uma reação no final do campeonato de F- 1 (vamos ver ano que vem).Sim o capitalismo pode ser injusto, mas o comunismo tb mostrou que tb não é um sistema perfeito.Claro que queremos a perfeição eu tb quero, tb quero um mundo mais JUSTO.Meu ponto de vista dizer que a HONDA saiu por causa da crise mundial , não concordo.Enfim vamos ficar discutindo muito tempo sobre isso …desejo a vc e a todos desse belo site de automobilismo um ótimo 2009, e que vcs continuem fazendo esse BELO JORNALISMO INDEPRENDENTE.

  8. Érico disse:

    Na verdade não gostei da coluna. Nem parece que você é jornalista, muito menos um bem informado. Dizer que falta paixão é praticamente ignorar a F1 de hoje, ou mesmo das últimas décadas, e fazer uma análise com base num cenário que não existe.

    Sem resultados para justificar os investimentos, não há quem sobreviva indefinidamente. É simples assim, e a paixão nem passa perto. Vide o fechamento de N outras equipes com histórias ricas e cheias de vitórias.

    Eu não acho que falta paixão, o que falta é competência da FIA e FOM para gerir esse esporte gigantesco e bilionário. Suas patuscadas dos pultimos anos em nada ajuda as equipes. Sem estabilidade, não há como diminuir os gastos. Além de outras tantas coisas.

  9. Rodrigo Duarte disse:

    Por isso que blog é diferente de jornalismo né. Mas a coluna está muito boa, como sempre.

  10. Mefistófeles disse:

    Saudades dos anos setenta, tirando Ferrari, Renault , Matra e a Ligier do começo, todo mundo usava motor Ford-Cosworth, de prateleira. Câmbio Hewland Holandês, onde se trocavam as relações de marchas em 20 minutos, amortecedores Koni. Se contratava bom Projetista e nem precisava ter fábrica, podia se terceirizar passando os desenhos para fornecedores especializados comoa Polar fazia aqui no Brasil.
    Todos chassis feitos em monocoque de alumínio honeycomb rebitado, ( a Ferrari foi a última a usar chassis tubular e mandou fazer na Inglaterra seu primeirose Monocoque).
    Podia mandar o Cosworth para o Heini Mader na Suiça fazer a revisão e desenvolver a usina.
    Ganhava a inovação, e nenhum carro era igual.
    Nessa época ocorreu o que seria um absurdo hoje, vide Toyota e Honda há tanto tempo na categoria, O Wolf-Ford venceu na sua estréia, no GP Argentina e naquele ano conatabilizou três vitórias, Argentina, Mônaco e Canadá.
    Saudades mesmo dos Kit Cars Ingleses powered by Cosworth, Chassis dos Garageiros, como Chapman, Tyrrell, Brabham, McLaren, Williams, Fiitipaldi F1, dos Projetistas mão na graxa como Gordon Murray na Brabham e Ricardo Divila Na Fittipaldi
    E cada corida era uma zebra prá se apostar!

  11. zé clemente disse:

    Eu sei que vão me esculhambar, rir da minha cara, talvez me chamar de burro. Talvez o dono do blog mesmo não queira uma opinião como a minha.
    Mas do jeito que eu vi e do jeito que eu vejo hoje, acho que a solução mais coerente é fechar e apagar a luz.

    Não a Honda. A F1 inteira. Ela virou uma porcaria de dar dó.

    Como um banana como eu se atreve a falar uma asneira dessas? Porque?
    Lembro que um dia na sala de aula no ginásio li numa quatro rodas ´Morreu Bruce McLaren´.
    Lembro até que estava nublado num dia na casa do amigo do meu pai e saiu na televisão uma foto do Émerson andando na chuva e a notícia de que ele tinha finalizado seu primeiro GP em oitavo embaixo de chuva.
    Lembro do Barão narrando corrida em que o filho estava pilotando.
    Lembro que na unica corrida de F1 que eu fui dava para ver alguma coisa. Não apenas havia uma visão à nossa frente como tambem tinha algo a ser visto, como por exemplo aquele Shadow preto que eu achava muito bonito.
    Tenho algumas lembranças.

    Então eu pergunto que graça tem esse circo de baratinhas coloridas desfilando sempre com os mesmos caras atrás dos mesmos da frente. Que diabo adianta saber que o fulano de tal limitou os giros da maquina a não sei quantos milhares porque o motor está na segunda corrida e ele não pode perder os pontos? De que adianta um cara saber que num volante de F1 tem quase tantos botões quanto o teclado do meu computador?

    Carros de corrida sempre quebraram motores, cambios, supensões. Os pneus podiam acabar no fim da prova. Mecanicos não eram chamados de engenheiros e apertavam chaves e não botões. O volante era feito para dirigir. O piloto era um baterista que usava os quatro membros. Não se simulava nada porque não era possivel e tambem porque o objetivo era fazer e não simular. Tocar rodas como o Villeneuve e Arnoux era arrojo e não comportamento anti-esportivo. Não se dava punição à isso. Dava-se palmas e notícias.

    As pessoas iam ao autodromo ver pilotos pilotarem. Elas gostavam de automobilismo porque o tal esporte existia. A F1 não é mais automobilismo. A F1 tem um dono e antes nunca teve. Ela não precisa de um dono. Precisa de pilotos e pilotagem.

    Nos estados unidos tem a Nascar que solta rodas e pedaços pela pista e a Indy com um bico de 10 metros de comprimento e o autodromo está cheio. Cheio das mesmas pessoas que já apedrejaram a F1. Porque?

    Porque hoje em dia há automobilismo e F1. Se tornaram coisas diferentes. E o automobilismo é mais legal.

    Pois que feche esse troço.

  12. Eduardo Aranha disse:

    Flávio,

    Brilhante a sua coluna. Uma análise lúcida e extremamente pertinente sobre a pasteurização da F-1. Antes que nos atirem a pecha de saudosistas, de forma geral esta migração dos fundamentos do esporte para os valores do show-business, baseados basicamente em glamour e muita grana, destruiu o que ele tinha de mais importante. Como você bem coloca, esporte é acima de tudo paixão, não só de quem assiste, mas acima de tudo, daqueles que o constroem .

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