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quarta-feira, 2 de outubro de 2013 - 13:14F-1

FANTASMA

SÃO PAULO (eterno, pelo jeito…) – Vira e mexe alguém fala sobre o acidente que matou Senna em 1994. No ano que vem serão muitos, 20 anos de Imola, aquela coisa toda. Mas nem sempre Adrian Newey, projetista daquele carro da Williams, toca no assunto. Como tocou, nesta entrevista à BBC, é sempre bom ouvir o que ele tem a dizer.

Há quem acredite que a Williams é a única que sabe exatamente o que aconteceu. Algumas pessoas lá dentro, apenas, e Newey seria uma delas. Pode ser. Pode ser que seja um segredo que jamais será revelado. Mas pode ser, também, que a causa da batida tenha sido mesmo a quebra da coluna de direção, como apontam quase todos os estudos.

Newey, no entanto, não tem tanta certeza assim. E acha que pode ter sido uma escapada de traseira do carro com tentativa de correção pelo piloto, dinâmica muito comum de acidentes em ovais — Adrian conhece bem ovais e comportamento de carros da Indy de antigamente, já trabalhou lá.

Acreditando que ele não sabe o que aconteceu, e que portanto não está escondendo nada, é opinião que deve ser levada em conta.

adriansenna

197 comentários

  1. Marcio Wagner disse:

    Nada do que aqui se possa discutir terá algum efeito prático.
    Mas falar sobre o saudoso Senna é bom demais. Assisti ao vídeo a seguir por várias vezes: http://www.youtube.com/watch?v=Tpp7OCngXQM
    Olhando a imagem do retrovisor dá para perceber que a cabeça do piloto sempre se inclinava, especialmente em curvas mais acentuadas, para o lado de dentro da curva. Na fatídica curva, o carro iniciou a tangência normalmente. A cabeça do piloto acompanhou. No último instante, o movimento da cabeça foi bem mais forte. Parecia que Senna queria “virar” o carro na “marra”. ENTÃO: 1º – Não foi falha humana (ele foi pego de surpresa); 2º – O carro iniciou a tangência e depois foi “reto” em direção ao muro. Tem também um botão amarelo que ele sempre apertava para reduzir a velocidade. No momento da tangência da curva houve uma “distorção” da imagem (talvez um photoshop do “circo”). Então, não dá para saber se ele tentou apertar o botão amarelo ou não. De qualquer forma, “acho” que não é caso de um pneu furado, tampouco da quebra da barra de direção. Parece que eles estavam testando alguma nova “solução” (possivelmente hidráulica) que entrou em “pane” naquele momento. Afinal, o B194 de Schumacher era mais rápido até aquele momento do campeonato. O resultado final do julgamento (fulcrado em “perícia técnica”) foi manipulado pelo circo e seu dinheiro, em favor da tradicional equipe Williams (que continua viva, rendendo dividendos ao “circo”). Ademais, ninguém tem do que reclamar, pois quem entra nesta profissão conhece os riscos que corre. Fica, entretanto, a lembrança de quem sempre tornou muito agradável as manhãs de domingo. Mesmo que Senna não ganhasse a corrida, dava show.

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