SENNA FECHA COM A MCLAREN

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Bruno Senna- McLaren GT 650S GT3 TestSÃO PAULO (mas é legal, também) – Em algum jornal de 1987, alguém publicou manchete idêntica. Mas o Senna de que estamos falando é Bruno, e a McLaren não é a da F-1, mas sim a GT.

Bruno engatou uma carreira de piloto profissional não-pagante depois que deixou a F-1. Foi a melhor opção. Teve a chance de correr em Le Mans, está na temporada de abertura da Fórmula E, agora assina com a McLaren. Trabalho não vai faltar. Deve ser legal levar a vida assim.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

20 Comentários

  • Foi um piloto que andou pouco em carros de competição na vida, começou a pilotar para valer relativamente tarde, devido a tudo o que se conhece sobre o que ocorreu em sua família.
    Vi ele pessoalmente andando de F1 em Interlagos. Não é esse “pé de breque” que muitos dizem, aliás, pelo contrário, pisava, e muito!
    Mas, vencer na F1 é uma conjunção de talento com fatores misteriosos e quânticos, o que sem dúvida não conspiraram a favor dele, que era um novato sob todos os sentidos.
    É inteligente e um ótimo piloto!

  • Também acho que ele está mais do que certo. A F1 é a glória, mas não é a única coisa que existe na vida de um piloto. E acho que vale pra nossa vida também. Muitas vezes nos agarramos a um trabalho em um lugar de renome, sofremos horrores, nos submetemos a coisas bizarras só pra ostentar um crachá da “empresa X” ou “banco tal”. E todo um mundo de oportunidades melhores em “categorias” menores. Boa sorte a ele. E pra nós também.

  • Perguntemos ao moço se ele quer trocar essa vida aí pela pressão e sujeira da F1 !!! Acredito que a resposta seja pronta e rápida. Um retumbante NÂO !!! O sujeito está fazendo o que gosta, e ponto final. Talvez um ponta de desejo de ter feito o que o tio fez, dirão alguns ??? Sim, …. mas , bons são aqueles que reconhecem suas capacidades e habilidades. E concordo……., deve ser MUITO legal levar a vida assim !!!

  • Para mim o melhor da notícia é que vai correr ao lado de Álvaro Parente, outro que bem aproveitado podia ter uma boa carreira na F1. Ao português faltou dinheiro, ao brasileiro faltou sorte. Os dois tinham valor para ir longe na F1, mas enquanto o brasileiro precisava de ter entrado em 2009 com um bom carro, o português nem sequer lá chegou, essencialmente porque nunca teve sequer apoios financeiros para correr numa equipa de topo da GP2. E na F1 já se sabe, quase todos têm de pagar para lá estar. Nos GT.s não é tanto assim, embora também aconteça. Bruno Senna já tinha tentado entrar na McLaren GT pouco depois de sair da F1, mas recusou quando lhe pediram dinheiro. Pelos vistos desta vez foi diferente, talvez porque as suas corridas nos GTE pela Aston Martin (num ano em que vulgarizou Kobayashi) tenham convencido a McLaren de que Bruno é muito mais do que o sobrenome.

  • Concordo 100% com a frase final do tópico, in verbis, ‘Deve ser legal levar a vida assim’. Com certeza! O Automobilismo é um esporte apaixonante. E se levarmos em conta que Bruno, além do ótimo salário que fará jus ( = condição que permite aquisição de almejáveis — e necessários — bens materiais), irá pilotar um ‘carro de sonho’, uma coisa é certa: sem dúvida, podemos enxergar nele uma pessoa FELIZ e REALIZADA. Piloto de corrida, devidamente reconhecido e remunerado. O que pode ser melhor? Espero apenas que ele JAMAIS faça como ‘uns e outros’ do esporte que, mesmo tendo similar benesse, reclamam da vida e ainda ‘acham’ que os demais devem se conformar com a vida (not on my watch, of course!)

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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