SENNA NA TELINHA

S

SÃO PAULO (boa) – Anote aí. Estreia amanhã “Ayrton – Retratos e Memórias”, documentário sobre Ayrton Senna em dez capítulos de meia hora de duração cada no Canal Brasil. O trabalho é dirigido por Ernesto Rodrigues, autor da melhor biografia sobre o piloto (“Ayrton, o herói revelado”) e também condutor dos episódios que a TV Globo mostrou no ano passado durante o programa dominical “Esporte Espetacular” — na ocasião do 20º aniversário da morte de Senna.

[bannergoogle] Este documentário contém material que não foi usado na série global. Fui entrevistado, sabendo que quase nada do que disse seria levado ao ar na emissora oficial — o próprio Ernesto, quando terminou a gravação, disse, meio tímido, que algumas coisas estavam muito legais, mas que no material para a Globo não entrariam, naturalmente.

Naturalmente. Porque meu depoimento não foi laudatório e lacrimoso, e sim um pouco mais centrado em alguns aspectos da carreira de Senna que costumam passar à margem da imagem de super-herói que se disseminou a partir da TV. Sem problemas. Entendia perfeitamente que o caráter do documentário global era outro. E fiquei torcendo para, um dia, esse documentário “estendido” sair. Não sei se minha entrevista será usada, mas certamente muita coisa legal que ficou fora do primeiro vai entrar nesse.

Por isso, mais do que recomendado.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

35 Comentários

  • Meu Deus, lá vem outro dramalhão com o “super herói envido por deus” como protagonista, contra os grandes vilões e conspirações da humanidade.

    Enquanto isso, outro Piquet vem conquistando títulos por aí.

    Então, não, obrigado. Prefiro ficar na realidade e esperar pelo futuro.

  • Eu assisti ao 1º episódio! Estava muito bom!

    O Fotógrafo do Senna, Martin Brundle e Terry Fullerton falaram um pouco de como eram os comportamentos do Senna, suas ambições como piloto e onde queria chegar!

    Vamos dizer, que o 1º episódio foi basicamente uma introdução!

    Mesmo assim, já começou melhor do que a série da Globo no E.E.

    Pra quem tem NET, o Canal Brasil é o nº 150.

  • O primeiro episódio já está disponível no site do Canal Brasil. “De grátis”.

    Parece que foge mesmo um pouco da conhecida linha editorial da emissora oficial quando trata do assunto.

    Gostei desse primeiro episódio. Vamos acompanhar…

  • Espero q não seja mais um clichê do super senna perfeito. Apesar de achar q será. Estou com o companheiro de cima, faltam documentários sobre emerson e piquet. Há o fabuloso fittipaldi e um da manchete sobre piquet muito bons. Sou muito fã de emerson pelas suas atitudes e pela carreira, mas bo Brasil é sacrilégio falar a verdade sobre senna.

  • Caro Gustavo, não farão documentarios adocicados nessa linha para o Piquet

    simplesmente porque o cara é absolutamente autentico e vc sabe… as pessoas

    preferem quem fala manso e… depois vota no maluf hehehe!

  • Porque você não foi “LACRIMOSO” ? kkkkkkkkkkkkkkkkk Teria tido seus “15 segundos de fama” na Venus Platinada… rs
    Pieguismos a parte, acredito que deva ser muito interessante, sou admirador e falo isso sem nenhum tipo de sentimento ligado a viúves, até porque gosto da independência que não ser Anti-Senna ou Viúva dele proporciona. Essas posições passionais e comprometidas limitam uma avaliação sensata e isenta dos fatos e do real tamanho das pessoas ao longo do seu percurso existencial. . Ele f.oi um esportista que se destacou no universo que gravitava, mas antes disso era apenas mais um ser humano entre os outros 6 bilhões com suas singularidades. Ponto final

  • Esse documentário parece ser bom, sem exageros em relação ao Senna e a já manja conversa de sempre…que já encheu o saco. Tenho bastante vontade de assistir, já programei no canal Brasil hoje pra ver o primeiro episódio. Alguem sabe quando se passará os demais?

    • “‘Ayrton — Retratos e Memórias’ começa às 23h30 (de Brasília). Os episódios, cada um com meia hora de duração, serão reprisados domingos às 15h, quartas e quintas-feiras às 2h e sextas-feiras às 20h30.”

      Está respondido, tava no GP…

  • O personagem épico que Senna criou para si mesmo acabou se tornando muito cansativo e artificial, até pelo excesso de exploração na mídia. Se essa série escapar da pieguice e dos clichês tipo tocar o “tema da vitória” ou mostrar os gritinhos de Senna no GP Brasil de 91 e 93, já terá muito mérito….

  • “O Herói Revelado” é um grande livro, o único que li sobre Senna que o retrata como um ser humano como qualquer outro, o que é uma grande façanha, e em nenhum momento denigre a imagem dele, só mostra que ele acertou, errou, viveu ao máximo. Espero um dia poder assistir esse documentário aqui no “estrangeiro”…

  • Já tem muita coisa do Senna.

    Poderiam fazer algum documentário contando a trajetória do Piquet, que não deixa de ser menos genial do que o Senna.

    Seria legal para nós, fãs da F1, sabermos como o Piquet trabalhava no acerto de seus carros, como foi a luta para vencer o Mansell dentro da Williams, o desenvolvimento da suspensão ativa e por aí vai…

    Mas, sem sombra de dúvidas, o Ayrton Senna foi um piloto de outro mundo. Acho que nunca mais existirá dois pilotos como Senna e Piquet na F1.

    • Um documentário contando a trajetória de Piquet, com todas as histórias e “causos”, teria mais capítulos que uma novela global. E, seguramente, viria recheado com muitas situações incríveis, hilárias e inusitadas.

      Um documentário que teria tudo para ser um “cult”.

  • Flávio…..mesmo vc não aceitando ou reconhecendo que Senna foi o maior ícone do esporte, há de reconhecer nas palavras de Berger, Brundle e muitos outros personagens que viveram nas pistas, à genialidade fora do padrão no quesito da condução de um bólido de corridas por Ayrton!! Aceita que dói menos vai!!

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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