É RUSSELL!

É

SÃO PAULO (uia!) – A coceirinha na cabeça da turma da Mercedes acabou hoje cedo. George Russell será o substituto de Hamilton no GP de Sakhir, domingo. Ele é piloto da montadora e de Toto Wolff. A negociação com a Williams foi tranquila. Só quem vai perder o sono nos próximos dias é Bottas. Se Jorginho andar na frente do finlandês, vai ficar feio. É cruel, a F-1. Bottas que se vire.

A escolha foi boa. Vandoorne está em outra “vibe”, como se diz, fazendo testes na Fórmula E. Russell está ativo na F-1, já fez testes pela Mercedes antes e tem a chance de mostrar do que é capaz, realmente. Até aqui, tem se revelado um ótimo piloto em classificações e um pouco menos em corrida. Mas tem sempre a desculpa de guiar o pior carro do grid.

Agora, terá o melhor nas mãos. Será a primeira vez em 225 GPs que a Mercedes, que voltou à F-1 em 2010, não terá um campeão mundial num de seus carros. Lembremo-nos de que em 2010 Michael Schumacher era um de seus pilotos. Quando ele saiu, veio Hamilton, já campeão de 2008. É a história sendo escrita, amiguinhos. No mesmo dia em que o nome Schumacher é lembrado por essa curiosidade, seu filho Mick foi confirmado como titular da Haas para o ano que vem. E poderá até correr em Abu Dhabi na última etapa do Mundial, se Grosjean não se recuperar. É uma possibilidade bem concreta.

Mick Schumacher faz o banco: pode estrear já em Abu Dhabi

Mick teve autorização para ir ao paddock do Bahrein hoje para fazer o molde de seu banco, inclusive. E no fim de semana, ele pode conquistar o título da F-2 em Sakhir. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, não? Grosjean, a propósito, teve alta do hospital hoje.

Para o lugar de Russell, a Williams convocou Jack Aitken, inglês de 25 anos que também corre na F-2 sem muito brilho e é piloto reserva do time desde o início do ano. Aitken também não é um estranho no ninho. No GP da Estíria, no começo da temporada, chegou a participar de uma sessão de treinos livres na F-1.

Mas Aitken será um mero coadjuvante, por motivos óbvios. Todos os olhos estarão voltados mesmo é para Russell neste fim de semana, no esquisito traçado “oval” do Bahrein. As voltas serão completadas em menos de um minuto, algo incomum na categoria. Aliás, preciso pesquisar se alguma vez na história isso aconteceu. Depois trago essa informação.

Outro que será observado atentamente, mas por outras razões, é Pietro Fittipaldi. O brasileiro corre no lugar de Grosjean sabendo que pode até ganhar a corrida que nada muda em relação à Haas, uma vez que o time americano já confirmou sua dupla para 2021 — Nikita Mazepin será o outro piloto, confirmado ontem. Dupla de estreantes, um risco sempre. Mas o time precisa de grana, e o pai de Mazepin está cheio dela. Pietro será o quarto Fittipaldi a disputar um GP, e não se sabe quando terá uma chance dessas novamente. Dele não se devem esperar milagres. Mas às vezes, na F-1, temos corridas bem loucas em que acontecem coisas mais loucas ainda. Vai que o menino consegue emplacar um pontinho, já imaginaram? Seria mais uma loucura de um ano bem louco.

E teve mais, hoje. A FIA autorizou e Alonso participará do teste dos novatos em Abu Dhabi logo depois do encerramento do campeonato, daqui a duas semanas. Dependendo de negociações, Vettel também poderá participar desses treinos com sua nova equipe, a Force Point, que ano que vem será Aston Martin. Se isso acontecer, Sainz Jr. também poderá ser liberado pela McLaren para andar de Ferrari, assim como Ricciardo pode aparecer na equipe laranja pela primeira vez, uma vez que está deixando a Renault para a chegada de Alonso.

Considerando o momento único que vivemos, e as muitas limitações de testes imposta pela F-1 nos últimos anos, acho que seria sensato permitir que esses pilotos, que trocarão de equipe no ano que vem, começassem a trabalhar em suas novas casas. Sim, o tal “teste de novatos” ganharia aspas — Alonso, Vettel, Ricciardo e Sainz são tudo, menos novatos — e perderia sua essência. Mas em circunstâncias especiais, soluções especiais. Espero que FIA e equipes se entendam e que possam dar a largada para 2021 antes de terminar 2020.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

53 Comentários

  • Russel ganha fácil domingo. Bottas larga mal, Verstapen é doido. Então é só acerta umas curvinhas e manter o pé embaixo. E digo mais, Bottas tomara uma volta de vantagem do inglês zoião.

  • Russel está com a faca e o queijo na mão para repetir a façanha de Max Verstappen no GP da Espanha de 2016, que venceu logo em sua primeira corrida pela Red Bull. E com algumas vantagens em comparação ao holandes em 2016: Seu carro é disparado o melhor do grid, seu companheiro é mais fraco de que era o de Max e a pista é nova para todo mundo.

    • É a crueldade inerente à F1. Quem está lá não pode ser bonzinho. Deve ser egoísta, frio, querer destruir moral e psicologicamente o companheiro de equipe, quase um psicopata.
      E é por isso que Lauda, Prost, Senna, Piquet, Schumacher, Alonso, Vettel e Hamilton se tornaram o que se tornaram.

  • Tem uma historia que o Alonso contou uma vez, quando ele fez o primeiro teste com a Renault, depois de um ano correndo de Minardi, ele ligou pro Tarso Marques e disse: você não tem noção de como isso é fácil!

    Talvez o Russel tenha a mesma impressão, depois de duas temporadas apanhando de carros ruins.

    Mas acho que o Bottas vai andar na frente.

  • poxa vida, como as coisas são. o bottas, tadinho, bom piloto, cumpridor, não incomoda, tá arriscado a ir pro limbo se o russell andar na frente dele. e todo mundo quer mais é que isso aconteça! espero que o garoto não trema na base e faça o que sabe, talento ele tem.

    • Verstapen fez isso na RedBull ao ganhar a 1a. corrida que ganhou pela equipe. São coisas da vida. Se fosse o Bottas estaria felizão da vida, em teoria não existe etapa na temporada mais fácil de ganhar do que acontecerá no próximo domingo. Ninguém conhece o carro como Ele… e o carro que Ele conhece é disparado o melhor do Grid. Para que se preocupar???

    • Numa equipe alemâ? Se fosse por isso o escolhido deveria ser o Hulkemberg.
      Russell é da Mercedes desde a F-2. Colocaram ele na Williams porque não fazia sentido tirar o Bottas naquele momento. O que trouxe a ironia de que num campeonato fortíssimo da GP2, entre Russell, Albon e Norris, o campeão sentou no pior carro da F-1.
      Não foi do nada que saiu essa decisão. Toto não é só um dos chefes de equipe mais vitoriosos. Ele é um dos mais sagazes também.
      Até o fato de ser Bottas o escolhido quando Rosberg deu uma rasteira em meio mundo teve seus méritos. E até a insistência dele também. Se colocasse o Russell nesse ano e ele tomasse uma surra do Hamilton queimaria o garoto. Bottas é o eterno segundão. Mas é rápido na grande maioria das qualificações, traz muitos pontos pra equipe e ajuda a ganhar o caneco de construtores. E dificilmente bate no coleguinha. O vice de pilotos é outro papo.
      Essa corrida aí é uma provinha que veio bem a calhar pro garoto mostrar pro chefe se vale a pena ele ter um 63 prateado (ou preto, sei lá!) em 2022. Não vai mudar o futuro das bolsas de valores, mas vai ser um belo indicativo. Vai ajudar o patrão a fechar o raciocínio.
      Dependendo dessa corrida e de como o garoto vai se desenvolver na Williams Doritos de 2021, ele vem com o 63 prateado, e o 77 vai pra equipe elétrica, no lugar de quem tiver mal por lá.
      Ou o 44, sabe-se lá… Hamilton vai parar na F-E quando se cansar da F-1. Tem tudo a ver com ele. E vai jantar todo mundo quando chegar lá.

    • Mas que besteira de afirmação, não? O cara é piloto da marca desde as categorias de base, sempre foi muito rápido por onde passou, nunca se classificou atrás de um companheiro na F1, já liderou o FP1 e parece ser bem claro que luta pela vitória.

  • Bottas vai pilotar mais do que nunca nesse final de semana – rsrsrs; Russel conseguirá o 3.lugar na classificação e chegará em quarto na corrida; vitória de Bottas com Max em segundo e Perez em terceiro.

    • Resultado bastante possível, visto que Bottas não terá a pressão do Hamilton, Max vem babando querendo vitória e Perez está numa ascendente querendo impressionar o véio caolho pra virar saco de pancadas do Vespa. E Russell quer sair do zero, no final das contas.

  • Analisando friamente a situação:
    1) Na classificação, George Russel Crowe defende a invencibilidade contra os companheiros de equipe que teve. O ingl´^es é rápido em voltas lançadas e tem tirado coelho da cartola na última volta da primeira parte da classificação para avançar para a segunda parte. Com o Mercedes, tem a chance de ir para a fase final do treino classificatório. Se fizer o que sabe fazer bem, tem a chance de se classificar em primeiro lugar.
    2) Valtteri Gatto de Bottas não é tão bom em volta lançada. Consegue acertar o carro em algumas vezes, outras não. Contra o heptacampeão Lewis Há-mil-ton, não acertar é derrota na certa. Fora quando acerta, mas o companheiro acerta mais ainda. O finlandês se classificar atrás do inglês (o mais jovem, não o multicampeão) não será uma grande surpresa, nem um grande demérito.
    3) Na corrida passada, ambos os pilotos fizeram a largada como se estivesse na autoescola: numa lentidão de dar dó. Gatto de Bottas caiu de segundo para sexto lugar e Russel Crowe caiu de 13 para penúltimo lugar. Se eu estivesse no lugar do Totó Lobo, faria com que ambos treinasse largada bastante vezes.
    4) Russel Crowe tem a chance de lutar por pódio e até vitória com o carro da equipe Mercedes. Se é fraco favorito em fica na frente em classificação, na corrida a tendência se inverte. Ele não deve ter muito tempo para se adaptar ao carro e para entender a dinâmica, principalmente o desgaste dos pneus (o comportamento deste carro é diferente da Williams). Talvez faça uma parada a mais que o Gatto de Bottas, já que a areia do deserto voa para a pista e é abrasiva (lembrando que este traçado é novo e terá de ser “limpo” pelos pilotos na sexta-feira e no sábado).
    5) Gatto de Bottas tem quase que a obrigação de vencer esta corrida. A pressão estará toda sobre ele porque, ao lado, terá um jovem novato que nunca fez uma corrida com este carro. Ficar atrás de Russel Crowe é motivo para chacota, piada e questionamentos sobre a renovação do contrato para 2021.
    Ficarei na torcida para algo acontecer com a Red Mula, com a Se Ferra-ri, com a Errault e com a McLata (só até este ano; no ano que vem será McLaren Mercedes) – mas nada de grave: um motor estourado aqui, um pneu furado ali, uma parada péssima para troca de pneus, um problema de câmbio, estas coisas leves. Assim, sobrará pontos para os pilotos zerados e os pilotos novatos. Imagina se o primeiro ponto da Williams vem do piloto reserva? Seria muito engraçado.

  • GP da França, de 1974, em Dijon-Prenois: alguns leitores estão confundindo o tempo da Pole com a volta mais rápida.

    Pole – Niki Lauda – 0:58:79

    Volta mais rápida – Jody Scheckter – 1:00:00

    Portanto, somente a pole foi abaixo de 1 minuto.

  • Acho o Russel um enorme talento, mas não acho o Bottas tão ruim como a maioria considera. O Bottas nunca foi exatamente brilhante, mas sempre foi muito consistente em sua carreira. Acontece que o Hamilton é jogo duro mesmo, não ´é qualquer um e a equipe e o carro se ‘moldaram’ para ele. Se eu tivesse uma equipe e tivesse que escolher entre Russel e Bottas, escolheria Russel porque é mais jovem e não atingiu seu limite. Mas neste final de semana, nestas condições, acho que Bottas vai andar na frente e Russel vai fazer bonito, que é ficar em segundo ou terceiro, atrás do Verstappen, que na minha opinião é o único que realmente faz frente a Hamilton. Me preocupa essa história de quase oval depois desse final de semana potencialmente trágico. Espero que todos estejam atentos e que não tenhamos nenhum acidente pavoroso.

  • Prezado F&G :Corrida deF-1, semi-oval, interessante, o melhor é a dupla Russel e Pietro, dois garotos prontos para mostrar que merecem uma oportunidade. Testes de Novatos , sim acredito que todos poderiam terá chance de fazer o teste El Fodon, Daniel R. e os meninos que no futuro vão estar na pista em provas oficiais.

  • Russel terá uma torcida enorme neste final de semana.
    Mas convenhamos, Bottas não é tão horroroso assim. Em algumas qualificações dá um calor no inglês heptacampeão. Em uma ou duas corridas por ano, supera Hamilton. Além disso, um F1 é complexo demais para Russel dominar a máquina em um final de semana.
    Se der a lógica, ao término da corrida, teremos Bottas em primeiro, Verstappen em segundo e Russel em terceiro.
    Mas a maioria vai assistir a corrida domingo esperando algo especial.
    Eu sei que eu vou.

    • Verstappen pegou a mão no carro de primeiro e venceu logo na estreia pela Red Bull. Tendo um carro redondinho, é mais fácil se adaptar, e com uma disparidade grande em relação ao resto do grid, tem tudo para vencer.

  • Quanto aos testes de “semi-novatos” acho que seria legal a organização liberar geral. Queria ver os tempos de volta do Vettel e ser uma mosca para ouvir o que o Sainz tem a dizer do desempenho da carroça da Ferrari em relação a Mclarem (pena que isso nunca ninguém saberá). Seria mais ou menos isso: “O carro não é tão rápido, a frente é muito solta, a retomada podia ser mais consistente e o gerenciamento do pneu é bem difícil…”

  • Que se divirta e seja muito feliz!

    Como diria o Tio Ben: “Grandes poderes… grandes responsabilidades”

    Vamos brincar de colocar pressão: “Se acabar a corrida tem que estar no pódio, qualquer coisa que não seja isso será decepcionante (pressão básica como a que o Bottas está cansado de receber).”

    Brincadeiras a parte, seria legal se vencesse a prova (como fez o Vertapen na primeira corrida com a RedBull). Uma Vitória seria espetacular, sendo a constatação que ele é um piloto de muito talento guiando uma Williams nada competitiva.

  • Flavinho, pensa ai!!! Hamilton está no lenga lenga pra renovar o contrato, certamente pedindo um muro de berlim de dinheiro pro alemães, vem Russel (que na minha opinião tem uma pilotagem do mesmo nível que Verstappen) e detona nos tempos, fazendo pole e vencendo de ponta a ponta… pode acabar dando ruim pra Hamilton. Eu sei é uma realidade improvável mas não é impossível, toda negociação é um jogo de cartas e agora a Mercedes pode ter consegui um coringa pra deixar na manga!

  • Espero que o George Russell consiga fazer uma boa prova. Não consigo mais criar muitas expectativas, mas deve dar trabalho para o Valtteri Bottas durante a corrida se conseguir fazer uma boa adaptação com o carro. Pesquisei e não encontrei como foram os tempos dele durante a pré-temporada quando estava pilotando para a Mercedes. Há uma grande possibilidade de ele correr também a última prova do ano, pois o tempo de recuperação da Covid-19 é algo próximo a 14 dias.

    Que George Russell consiga bons resultados e que Lewis Hamilton se recupere bem e logo!

  • Russel para mim demonstrou ser muito bom desde o começo, na sofrente Willians. Se tiver tranquilidade suficiente pode talvez comprovar sua qualidade de piloto de primeira linha andando com o foguete do Hamilton. Oportunidade de ouro que ele não pode disperdiçar.

  • Previsível. Carro alemão, piloto inglês. $$$$$$$. Já pensou colocar o Hulckenberg ali e ele vencer uma corrida? Hamilton não iria gostar. Carro alemão vence, piloto inglês vence. é o acordo com a Sky Sports. Previsível, e lastimável infelizmente. Ok a F1 é inglesa. eu aliás estou me divertindo muito assistindo a F2. A decepção da narração oficial com a atravessada do Iliot em cima do Schumy, na corrida sprint do Bahrein, foi impagável. eu ri muito. Eles querem ganhar tudo. MAs Mick vem aí. Se cuida Leclerc . Começa a correr que tu tem mais 2 ou 3 anos só pra mostrar serviço. Pelo menos empatar os 2 vices do VEttel e o numero de vitórias dele. Lógico que não vai fazer.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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