Flavio Gomes segunda-feira, 2 de setembro de 2024 19:53 19 comentários
AS IMAGENS DA CORRIDA
Sorrisos e abraços: alegria incontida de Leclerc e da Ferrari
SÃO PAULO(felicidade sim) – Vamos, como se diz, quebrar o protocolo. Em vez de uma, cinco imagens da festa de Leclerc e da Ferrari em Monza. Quando essa equipe ganha em casa, é sempre muito especial. Foi a 246ª vitória da história do time de Maranello, que agora está apenas 39 pontos atrás da Red Bull na classificação. O “apenas” é por conta da imprensa italiana, que acredita piamente que os vermelhos podem lutar pelo título de construtores. Eu não acho. Mas que mal tem sonhar?
No GP da Itália, a Ferrari fez 37 pontos. Mais que McLaren (34), Mercedes (16) e Red Bull (12). No placar de vitórias em 2024, sete para a Red Bull e três para cada uma de suas rivais, McLaren, Mercedes e Ferrari. Só que os rubro-taurinos não ganham desde junho, na Espanha.
Sim, temos um campeonato. Talvez dois…
Eis as classificações:
Equipes e pilotos: a pontuação depois de 16 etapas
E as “regras papaia”, hein? A McLaren tem o melhor carro do grid pelo menos desde o GP de Miami, vencido por Norris. Se não o melhor em todas as corridas, hegemônico e dominante, pelo menos em condições de vencer. São 11 etapas. E só três vitórias nesse período.
Dá para ser campeão assim?
A verdade é que Norris, para conquistar o título, teria de aproveitar melhor as chances de ganhar GPs. E a McLaren precisa ser realista. Na Hungria, o inglês perdeu sete pontos porque o time mandou inverter as posições para Piastri vencer. E o australiano nem merecia — cometeu um erro e tomou um undercut do parceiro; isso faz parte, sorte de quem não errou e acertou na estratégia. Ontem poderia, no fim, ter trocado as posições dos dois, já que Oscar não iria alcançar Leclerc. Seriam mais três pontos para Landinho.
Hoje, a diferença é de 62 pontos para Max Verstappen. Poderiam ser 52. Se Norris perder esse campeonato por dez pontos, chapéu de burro para todo mundo em Woking. Sempre digo: ordem de equipe é algo bem chato, na maioria das vezes. Mas se justifica em algumas ocasiões. Era o caso em Budapeste. Era o caso em Monza.
Piastri e Norris: ajuste nas “regras papaia”
Piastri deveria ter atacado Norris na primeira volta ontem? Talvez não. Mas isso é algo que tem de ser discutido antes da corrida. As “regras papaia” terão de ser ajustadas se o time ainda quiser buscar a taça de pilotos — entre as equipes, acho que leva, com regras papaia ou normas tangerina. E Norris precisa ter mais sangue nos olhos, se impor internamente, deixar a mansidão de lado. A F-1 nunca teve campeões mansinhos.
E também precisa estudar o que acontece em suas primeiras voltas. Vejam o quadrinho abaixo, da “Autosport”. Norris tem sete poles, incluindo duas em provas Sprint — que não valem para as estatísticas oficiais, mas cabem aqui para determinar um padrão. Em nenhuma das corridas em que largou na frente o rapaz fechou a primeira volta em primeiro.
Não dá.
Piastri passa Norris e reforça “síndrome da primeira volta”
O NÚMERO DA ITÁLIA
100.018
…quilômetros percorridos em 348 GPs Lewis Hamilton completou ontem. É o segundo a superar a marca dos três dígitos. Fernando Alonso, na lida desde 2001, lidera esse ranking com 107.086 km em 394 corridas.
Colapinto e Verstappen: um feliz, o outro enfezado
Foram dois personagens do GP da Itália, os meninos aí em cima. A Argentina está em êxtase com a estreia de Franco Colapinto, 12º colocado. “Se eu soubesse que ele estava atrás de mim, deixaria passar”, brincou Fernando Alonso, o 11º, que apoiou a carreira do piloto quando ele saiu do kart para os monopostos. O textinho do perfil do “La Capital” não mente: Colapinto conseguiu, em uma corrida, posição melhor que Logan Sargeant em 13 das 14 provas que disputou nesta temporada. O americano teve como melhor resultado em 2024 um 11º lugar na Inglaterra.
Já Max…
Bem, ele falou tanto depois da corrida, que não poderia ser de outro a…
FRASE DE MONZA
“Em seis meses saímos de um carro dominante para um monstro inguiável. É muito estranho. Temos de virar esse carro de cabeça para baixo. Desse jeito, não é realista falar em títulos. Nenhum dos dois.”
MAX VERSTAPPEN
O domingo só não foi mais trágico para Verstappen porque Norris não venceu nem chegou em segundo. Assim, marcou apenas oito pontos mais que o holandês — 16 x 8, já que fez a melhor volta. Nesse campeonato particular, é como se tivesse ganhado o GP da Itália, com Max em segundo. Combinação que, se for repetida até o fim do ano, dá o título ao piloto da Red Bull, incluindo as três Sprints. Verstappen tem 303 pontos. Se chegar em segundo nas oito provas restantes, marca mais 144. Em segundo nas Sprints, 21. Total: 468. Se Norris ganhar tudo, chega a 465. Nessa conta não entram os oito pontos extras das melhores voltas. Só falta isso decidir o Mundial.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS da valentia de Kevin Magnussen, que mesmo tendo de pagar um pênalti por tocar em Gasly conseguiu levar a Haas ao décimo lugar, marcando um ponto.
Magnussen: ponto e suspensão
NÃO GOSTAMOS do rigor dos comissários na punição ao dinamarquês. As consequências foram pesadas: dois pontos na carteira e suspensão por um GP. O próprio Gasly ficou surpreso com a decisão e disse que “não aconteceu nada”. “O que eu puder fazer para ajudar a reverter essa injustiça, vou fazer”, falou o francês da Alpine.
Flavio Gomes domingo, 1 de setembro de 2024 14:18 50 comentários
Delírio em Monza: vitória de Leclerc e da Ferrari
SÃO PAULO (ma che bello!) – Charles Leclerc, contra todos os prognósticos, venceu o GP da Itália levando a torcida da Ferrari ao delírio absoluto em Monza. Com uma estratégia de apenas uma parada, diferente da maioria, o monegasco ganhou pela segunda vez no ano e sétima na carreira. Foi também a segunda no circuito sagrado para os tifosi — a outra aconteceu em 2019.
A McLaren, favoritíssima à vitória, ficou em segundo e terceiro com Oscar Piastri e Lando Norris. Um bom resultado, sem dúvida. Dois no pódio? Como reclamar? Mas foi amargo. O time papaia deixou escapar um triunfo que parecia certo com medo de ficar sem borracha no fim da corrida. Seus dois pilotos fizeram duas trocas de pneus. Pagaram o preço da falta de ousadia e alegria. Já o líder do campeonato, Max Verstappen, saiu do autódromo com declarações sombrias. Disse que se a Red Bull não fizer alguma coisa perde os dois títulos — de pilotos e construtores.
O pessimismo do holandês tem razão de ser. Ele terminou a prova na sexta colocação, 37s932 atrás do vencedor. Sua vantagem na classificação para Norris, que era de 70 pontos, caiu para 62. Entre as equipes, a McLaren descontou 22 pontos em relação ao time dos energéticos. Agora está apenas oito atrás. Faltam oito etapas para o final do campeonato, três delas com Sprints. O domínio da Red Bull, que ganhou sete das dez primeiras corridas de 2024, escorreu pelo ralo. O time não vence desde a Espanha. Já são seis provas longe do degrau mais alto do pódio. O caldo entornou.
Red Bull em Monza: 6º e 8º, léguas atrás do vencedor
O GP da Itália foi um corridão. Prova frenética, como sempre. Com muito calor, 33°C e 50°C no asfalto, começou com Norris, na pole-position, largando bem. Este blog, ontem, previu que seu companheiro Piastri faria o papel de escudeiro, pensando na tabela de pontuação. Fez. Até a primeira chicane. Ali, defendeu o parceiro de um iminente ataque de George Russell, que acabou saindo da pista e se embananou todo – teve de ir aos boxes prematuramente trocar bico, óleo, água e filtro de ar.
Mas o auxílio luxuoso do australiano durou só alguns metros. Na segunda chicane, Oscar colocou seu carro por fora e passou o parceiro de forma soberba. Trouxe junto com ele Leclerc, que aproveitou o ensejo e assumiu o segundo lugar. Lando, atônito, caiu para terceiro. Meio atônito, diga-se.
Do ponto de vista do campeonato, talvez a McLaren devesse priorizar o #4, orientando Piastri a não atacá-lo assim tão abruptamente, sem aviso prévio. Do ponto de vista do esporte, tudo normal e mais do que desejável. A gente gosta. Norris não curtiu.
Colapinto: boa estreia, 12º com apenas um pit stop
Piastri, Leclerc, Norris, Carlos Sainz, Lewis Hamilton, Verstappen, Russell, Sergio Pérez, Alexander Albon e Fernando Alonso se estabeleceram nas dez primeiras posições nas primeiras voltas . Quase todos os pilotos largaram com pneus médios. Verstappen, Pérez, Esteban Ocon, Yuki Tsunoda e Lance Stroll optaram pelos duros, para ficar mais tempo na pista até a primeira — e talvez única — parada. De incidentes a relatar no início, um toque de Nico Hülkenberg em Tsunoda, que teve de abandonar com danos em seu carro. Foi chamado para os boxes e deixou a prova. Tudo começara antes, com Daniel Ricciardo empurrando o piloto da Haas para fora da pista. O choque com o japonês acabou acontecendo depois. Ricciardo e Hulk receberam punições.
Na volta 15, a McLaren chamou Norris para os boxes para tentar ganhar a posição de Leclerc no pit stop. Na entrada, o inglês travou os pneus e e bateu numa placa publicitária. Estava claramente abalado pelos acontecimentos da primeira volta. Ou “acontecimento”, no singular: a perda da liderança para Piastri. Na volta seguinte, Leclerc e Hamilton foram para os boxes. A estratégia da McLaren para Norris deu certo. Charlinho voltou atrás dele e ficou zangado com a Ferrari. Se soubesse o desfecho da corrida, agradeceria. Na 17ª, foi a vez de Oscar parar. Voltou à frente dos que já tinham trocado pneus. Virtualmente na liderança, pois. Mas em quarto, atrás de Sainz, Verstappen e Pérez – que não tinham feito pit stops ainda.
Leclerc: aflição no rádio, alívio no pódio, festa ferrarista
O espanhol da Ferrari parou na volta 20. Max assumiu a liderança mantendo sua estratégia de esticar o stint com pneus duros até onde desse. Com ele, em segundo, vinha Pérez. Pelo rádio, o engenheiro de Verstappen mandou o holandês acelerar. Para valer a pena a escolha da borracha inicial, ele teria de construir uma vantagem que lhe permitisse, após sua parada, ganhar uma ou duas posições.
O chamado da Red Bull veio na volta 23. E foi surpreendente. Colocou um novo jogo de pneus duros, indicando que teria de fazer um segundo pit stop. Além disso, a equipe se atrapalhou com a roda traseira direita, que demorou a sair. Resultado: perdeu cerca de 3s. Voltou em sétimo, passou Ocon, foi para sexto e se posicionou mais de 7s atrás de Hamilton, o sexto. Antes das paradas, essa diferença estava na casa dos 3s.
Gasly e Ocon: Alpine, mais uma vez, apagada
Com todo mundo de pneuzinho novo, Piastri, Norris, Leclerc, Sainz, Hamilton e Verstappen eram os seis primeiros. A corrida estava na metade, 26 voltas. O australiano liderava com 1s9 de vantagem sobre o inglês. A McLaren entrou no rádio de Landinho e disse: “Liberado para a disputa, sob as regras papaia”. Oh, que bacana. Como serão as regras papaia? Não se matem, meninos. Basicamente é isso.
A McLaren voava. Leclerc, em terceiro, poupava pneus. Piastri e Norris alternavam as melhores voltas da prova. Mas na volta 31 algo aconteceu. Lando errou na segunda chicane, saiu da pista, perdeu tempo e o aussie se mandou, abrindo 5s. A Ferrari #16 do monegasco, então, começou a aparecer. Colou em Lando. Charlinho se animou e foi em busca do segundo lugar. Norris parou pela segunda vez na volta 33. Monza, que sempre foi corrida de um pit stop, passou a ser um GP de duas trocas, por conta do novo asfalto – e da escolha da Pirelli, que levou à Itália a gama de pneus mais macios do lote. Mas não para todos, como se veria depois.
McLaren, dois no pódio: sorrisos amarelos na foto
Norris voltou em sexto com um novo jogo de pneus duros atrás de Verstappen, que teria de fazer seu segundo pit stop. Pelo rádio, Max perguntou se deveria dar uma canseira no rival. A equipe respondeu que sim: atrapalha aí. A ideia era simples e clara. Impedir Norris de ganhar a corrida, dando uma folga a Piastri, lá na frente. Afinal, o campeonato de Verstappen é contra Landinho e ninguém mais.
Piastri fez sua segunda parada na volta 39. Voltou exatamente à frente de Max e Norris. A diferença não era muito grande: menos de 3s entre os carros da McLaren, com uma Red Bull no meio. Lando atacou na volta 40, Max se defendeu. Quanto mais dificultasse o trabalho do papaia #4, melhor para o líder do campeonato. Na volta 41, na freada para a primeira chicane, Norris passou. Piastri estava 4s à sua frente.
Max parou pela segunda vez na volta 42, colocou pneus médios e voltou em sexto, de novo atrás de Hamilton. Mas muito longe dele. Na ponta, Leclerc e Sainz se viram em primeiro e segundo, ambos com apenas um pit stop. A torcida da Ferrari, então, se animou. E não foi pouco. Porque, àquela altura, ficou evidente que a equipe italiana não iria parar mais. Ao contrário das outras, decidiu fazer a prova toda com apenas uma parada, seguindo a tradição milenar de Monza. Na liderança, o simpático rapaz criado nos morros das comunidades de Monte Carlo estava bem à frente. Faltando dez voltas, a diferença dele para Sainz era de 10s7. E para Piastri, 13s2.
Multidão em Monza: 335 mil nos três dias
A tarefa de Oscar para ganhar a corrida seria hercúlea. Teria de passar Sainz e, depois, fazer voltas muito melhores que Leclerc para alcançar o monegasco. Passou o espanhol na volta 46. Faltavam sete voltas. Entre ele e a Ferrari #16, 12s. Nas arquibancadas, todos de pé.
Norris, com pneus mais novos, também chegou rápido em Sainz e passou na volta 48, assumindo o terceiro lugar. Lá na frente, Piastri socava o pé no acelerador. A diferença para Leclerc caíra para 9s1. Pelo rádio, o piloto pedia para a Ferrari não falar mais nada com ele. Estava prestes a vencer em casa de novo. Já ganhara em Monza antes e sabia o tamanho de uma vitória no templo do automobilismo italiano. As arquibancadas urravam.
Na volta 50, Piastri deu mostras de que o fôlego da McLaren tinha acabado. Leclerc tinha 7s de vantagem e não entregaria a rapadura nem morto. No fim das contas, a estratégia de uma parada era mesmo a melhor em Monza. Charlinho abriu a última volta 4s3 à frente da McLaren #81. Recebeu a bandeirada 2s6 à frente de Piastri, o segundo. Uma atuação não menos que espetacular. Norris, em terceiro, fez a melhor volta da corrida na última delas e levou o ponto extra que, àquela altura estava com Verstappen. O autódromo veio abaixo. Sainz foi o quarto, seguido por Hamilton, Max, Russell, Pérez, Albon e Kevin Magnussen. O estreante Franco Colapinto, da Williams, foi o 12º, depois de largar em 18º. recebeu elogios da equipe — que, como a Ferrari, foi para apenas uma parada com seus dois carros.
Final em Monza: vitória marcante de Leclerc
“Mamma mia, mamma mia!”, era tudo que Leclerc conseguia dizer pelo rádio, em êxtase. A multidão de vermelho invadiu a pista, cumprindo outra tradição de Monza. Nos três dias do evento, 335 mil almas deixaram seus ingressos nas catracas. “É muito especial vencer aqui. Ganhar as duas corridas mais importantes do ano é incrível”, falou o vencedor, que neste ano faturou Mônaco, também. “É um sonho.”
Contrastando com a euforia de Leclerc, Norris se apresentou cabisbaixo e tristonho para as entrevistas pós-corrida. Falou sobre a ultrapassagem de Piastri (“Se eu tivesse freado um pouco mais tarde a gente poderia ter batido”) e sobre a estratégia da McLaren (“A gente considerou fazer uma parada só, mas não sei se seria possível”). E concluiu: “Estamos decepcionados, claro. Mas parabéns para eles. A Ferrari mereceu”. Piastri também parecia chateado, embora não seja muito fácil distinguir seu estado de ânimo depois de uma vitória ou de um abandono. “Não vou mentir. Perder assim machuca um pouco. Tínhamos dúvidas sobre a estratégia, mas fazer uma parada só parecia meio arriscado. No fim, acho que era o certo. Mas é fácil dizer isso depois que a corrida acaba. Tínhamos muito a perder e o Charles podia arriscar.”
Magnussen: décimo na corrida, suspenso para Baku
A próxima etapa acontece em Baku, Azerbaijão, daqui a duas semanas. Aprova não terá Magnussen na Haas. O dinamarquês, que fez boa prova com estratégia de uma parada e terminou em décimo, foi punido depois de um toque em Pierre Gasly na 19ª volta. Nenhum carro foi afetado, mas ele levou dois pontos na carteira, somando 12 num período de 12 meses. Pelas regras da F-1, fica suspenso por uma corrida. Oliver Bearman, já contratado pela Haas para 2025 — vencedor da Sprint da F-2 ontem — será seu substituto.
Flavio Gomes domingo, 1 de setembro de 2024 12:45 17 comentários
SÃO PAULO(muda tudo) – Antes da F-1, aplausos de pé para Gabriel Bortoleto. Na corrida Feature (mais longa e mais importante) da rodada dupla da F-2, hoje em Monza, o brasileiro largou em último e… venceu! Foi a segunda vitória dele no ano e a mais espetacular da história da categoria. Ontem, saiu de último para oitavo na Sprint e fez meio ponto, porque, incrível, terminou empatado com Dennis Hauger.
Um fim de semana como esses muda a vida de um piloto. Bortoleto, hoje vinculado à McLaren, é o vice-líder do campeonato com 154,5 pontos. O francês Isack Hadjar lidera com 165 e não marcou pontos em Monza. Faltam três rodadas para o fim da temporada: Baku, Catar e Abu Dhabi. Gabriel tem chances enormes de ser campeão em seu primeiro ano de F-2, como fez no ano passado na F-3. É o tipo de performance que não passa em branco no automobilismo.
Com bons patrocinadores no país e de família rica e ligada ao automobilismo — controla o fundo de investimentos que é dono da Stock Car –, Bortoleto tem de ser agressivo, agora, na buscar pela única vaga aberta na F-1 para 2025. Não ele pessoalmente, claro, mas quem cuida de sua carreira. E quem cuida de sua carreira lá fora é Fernando Alonso. Que tem muitos contatos, imagino. Mas vai ser preciso agir no Brasil.
A única vaga está na Sauber que vai virar Audi. A equipe já contratou um veterano para 2025, Nico Hülkenberg. Pode muito bem colocar no outro carro um novato. Nessa hora, o estafe (detesto a palavra aportuguesada, mas vá lá) local de Bortoleto tem de ir atrás da filial brasileira da marca alemã e oferecer seus préstimos. Falar com gente grande. Negociar parcerias, enfiar bancos (BRB?) e apoiadores (Porto?) na jogada, se mexer atrás de dinheiro para oferecer ao time que está se formando não só um bom piloto, mas um bom piloto com potencial financeiro. Franco Colapinto foi para a Williams e carregou com ele um pacotão de empresas argentinas, como o Mercado Livre. Se é preciso “apoio”, como todo mundo choraminga por aqui, que se busque na sacrossanta iniciativa privada, em vez ficar se lamentando que “o Brasil não ajuda em nada”.
Bortoleto é bom, está na cara, e é o melhor dos últimos anos na F-2. Se ganhar o campeonato, repetirá o feito de Oscar Piastri, que está onde está. O momento para cavar o lugar é agora. E se não bastassem seus predicados técnicos e financeiros, o mercado de pilotos também está escasso. Quem pode ocupar essa vaga? Bottas? Zhou? Ricciardo? Magnussen? O tempo de três deles já passou, e o chinês vai sumir como apareceu, sem deixar rastros ou saudades. Outros moleques disponíveis e promissores já se arranjaram, como Bearman, Doohan e Antonelli, os três confirmados para 2025. E ainda tem Lawson, garantido pela Red Bull. Vai ser preciso negociar com a McLaren, claro. Mas acho que isso é o mais fácil. Zak Brown tem uma dupla jovem e talentosa que tem vida longa. Não vai se opor se surgir uma chance para o brasileiro.
O Brasil não tem um titular no Mundial desde 2017, quando Massa encerrou sua carreira na Williams. Pietro Fittipaldi, é verdade, disputou dois GPs pela Haas em 2020, mas como substituto do chamuscado Grosjean. Hoje, dia 1º de setembro de 2024, se o trabalho for bem feito, Bortoleto é candidato ao segundo cockpit da Sauber/Audi. Mas é melhor que se apressem, os que cuidam dele. Porque é claro que tem mais gente de olho e com chances. E com uma vantagem que ao final desta temporada poderá ter algum peso, dependendo de seus resultados. Falo de Colapinto.
Aparentemente, teremos um Brasil x Argentina nessa disputa. Por enquanto, o jogo está empatado. O hermano estava ganhando de 1 a 0, tinha feito seu golzinho na semana passada ao ser chamado para a Williams, o que o colocou forte no mercado. Bortoleto empatou com a vitória de hoje.
Flavio Gomes sábado, 31 de agosto de 2024 12:51 15 comentários
Norris: quinta pole na carreira, quarta na temporada
SÃO PAULO (vai, Lusa!) – Lando Norris e Oscar Piastri estarão na primeira fila do GP da Itália amanhã em Monza. É a chance do inglês de se sair bem na largada. Mesmo se partir mal, como costuma fazer, terá ao seu lado alguém orientado a não atacar o companheiro. Se puder, que se esforce para atuar como escudo. E para ajudar ainda mais, o #4 da McLaren dificilmente vai ver Max Verstappen no retrovisor. O líder do campeonato, 70 pontos à frente, está apenas em sétimo no grid. É uma grande chance para Norris reduzir essa diferença. Max vai, como dizem na F-1, tentar minimizar os prejuízos. Chegar na frente está fora de questão. A Red Bull entrou em parafuso.
O sábado foi de sol e muito calor em Monza, no norte da Itália. Os termômetros bateram nos 33°C no começo da classificação, com mais de 50°C no novo asfalto do histórico circuito.
Os trabalhos foram abertos no Q1 com Charles Leclerc fazendo 1min20s074, melhor tempo do fim de semana até então. Fim de semana, como é praxe em Monza, em que os times poupam equipamentos nos treinos livres para que seus motores muito exigidos, não vão pelos ares. Na classificação, todo mundo mexe nos mapas eletrônicos – dão aquela calibrada esperta na FuelTech – e as unidades de potência passam a operar no máximo de desempenho.
Norris foi o primeiro a baixar de 1min20s: 1min19s911. Leclerc, Piastri, Carlos Sainz, George Russell e Verstappen ficaram nas seis primeiras colocações. Yuki Tsunoda, Lance Stroll, Franco Colapinto, Valtteri Bottas e Guanyu Zhou foram os eliminados. O argentino estreante da Williams saiu chateado. Vinha bem numa última tentativa de volta rápida, mas deu uma passeada na brita. Seu companheiro Alexander Albon avançou.
Hamilton: força só nos treinos livres
Houve um ligeiro atraso para o início do Q2 para que os fiscais de pista, com suas vassouras medievais, varressem o asfalto. Iniciada a sessão, mais gente entrou na casa de 1min19s. Norris repetiu o feito com 1min19s727, com Piastri e Verstappen logo atrás dele. A McLaren, que não se esforçara muito nos treinos, começou a tirar o pescocinho papaia pra fora do engradado. Hamilton, forte nos treinos livres, também deu sinal de vida no Q2, virando 1min19s641 e pulando para a ponta. Na sequência, Max encostou no inglês da Mercedes e fechou a segunda parte da classificação em segundo. Norris, Sainz, Piastri e Russell vieram a seguir. Os degolados foram Fernando Alonso, Daniel Ricciardo, Kevin Magnussen, Pierre Gasly e Esteban Ocon.
No Q3, a McLaren passou o rodo. Norris e Piastri foram os dois primeiros na primeira saída de todo mundo, com 1min19s401 para o inglês e 1min19s436 para o australiano. Quem foi muito mal nesse “round” inicial foi Verstappen, com o oitavo tempo. Xingou os pneus e voltou para os boxes. Iria tentar salvar o sábado na segunda tentativa de volta rápida. A Red Bull mandou Sergio Pérez sair na frente, para emprestar um vácuo. A coisa estava feia.
Piastri, segundo: escudeiro na largada
Não adiantou nada. A volta foi imperfeita, teve tráfego e sujeira na pista, e o holandês acabou ganhando uma única posição, a do mexicano. Larga em sétimo. Norris ainda melhorou seu tempo, cravando 1min19s327. Piastri ficou 0s109 atrás. Russell, a 0s113. Leclerc, Sainz, Hamilton, Verstappen, Pérez, Albon e Nico Hülkenberg completaram as dez primeiras posições do grid. O desempenho da dupla rubro-taurina foi um vexame absoluto. Max ficou a 0s695 da pole. Checo, a 0s735.
“Estou um pouco surpreso porque minha volta não foi grande coisa”, disse Norris, que fez sua quarta pole-position no ano, quinta na carreira. Ele é o grande favorito à vitória amanhã, entre outros motivos porque o excelente carro da McLaren tem sido muito forte e estável em ritmo de corrida. Com Piastri como escudeiro, as coisas ficarão ainda mais fáceis. A briga pelo pódio, essa sim será dura. Ferrari e Mercedes vão se engalfinhar por um trofeuzinho com seus quatro pilotos.
A Red Bull, duvido.
O grid em Monza: primeira fila da McLaren
KIMI OFICIAL – Não foi surpresa para ninguém, mas anúncio oficial é anúncio oficial. A Mercedes confirmou, pela manhã, que Andrea Kimi Antonelli, 18 anos, será o companheiro de George Russell no ano que vem. O italiano foi adotado pela Mercedes em 2019, quando tinha 12 anos. Bicampeão europeu de kart, Kimi ganhou dois campeonatos de F-4 (na Alemanha e na Itália) e um da FRECA em 2022 e 2023. Está na F-2, mas desde o início do ano faz um intenso programa de testes para prepará-lo para a F-1. “É o início de um novo capítulo na nossa história”, disse o chefe Toto Wolff.
Toto com Kimi e Russell e a dupla posando para foto: base forte
A BASE VEM FORTE – Russell e Antonelli farão em 2025 uma dupla formada pela base da Mercedes. George está com os alemães desde 2017. Campeão da antiga GP3 e da F-2 em suas primeiras participações nessas categorias, foi alocado na Williams por três anos, de 2019 a 2021. Desde 2022 é titular da equipe prateada. Hamilton também fez esse caminho desde o kart, mas quando chegou à F-1, em 2007, a Mercedes ainda não tinha equipe própria. Por isso, estreou – e ganhou seu primeiro título – pela McLaren.
SEM FUNDO – Patrocinador da Ferrari desde 2022, em sua segunda passagem pela equipe, o banco espanhol Santander está deixando o time italiano no final do ano. Tem a ver, claro, com a saída de Sainz de Maranello. A instituição informou que deve continuar na categoria. É bem provável que seu logotipo em forma de cocozinho apareça na Williams no ano que vem.
CARRO QUE É BOM… – A Alpine inaugurou em Spa (e resolveu fazer propaganda disso em Monza) seu novo motorhome. Tem grife. Foi projetado, concebido, imaginado, desenhado e executado pelo designer francês Philippe Starck — conhecido por suas cadeiras de linhas leves, espremedores de laranja que se parecem com seres alienígenas e também por ter sido diretor de arte de Pierre Cardin. Chique demais. Clique nas fotos para vê-las em tamanho maior.
Flavio Gomes sexta-feira, 30 de agosto de 2024 17:06 20 comentários
Momentos de Antonelli: batida depois de dez minutos
SÃO PAULO(quente, quente) – Os olhos hoje em Monza estavam sobre Kimi Antonelli e Franco Colapinto. O jovem da Mercedes estreou mal. Escalado para o primeiro treino livre para o GP da Itália, bateu o carro de George Russell com dez minutos de treino. “Foi erro meu. Eu deveria buscar velocidade de forma mais progressiva”, disse o italiano de 18 anos. “Tá tudo bem, Kimi”, disse Toto Wolff pelo rádio quando ele ainda estava dentro do cockpit espetado na barreira de pneus da Parabólica. A batida teve uma força de 52G. O menino vai ter de descansar o resto do fim de semana.
Colapinto andou sem grandes problemas com a Williams. O argentino tirou o dia para aprender. Fez tempos razoáveis e não abusou da sorte. Foi apenas 0s2 pior que Alexander Albon, seu companheiro de equipe.
Tempos de hoje em Monza: Red Bull esquisita
Lewis Hamilton fechou o dia muito quente (34°C, quase 50° no asfalto) em primeiro. A Mercedes deve andar bem o fim de semana todo, assim como bem foi a Ferrari. Estranho foi o desempenho da Red Bull. Max Verstappen fez o melhor tempo no primeiro treino e despencou para 14º no segundo. A equipe, aparentemente, se preocupou apenas em preparar o carro para a corrida. “Nossa situação é melhor do que parece”, disse o guru Helmut Marko.
A McLaren, a essa altura é desnecessário dizer, teve uma performance sólida e decente o tempo todo. Vai brigar pela vitória, claro. É o momento do time no Mundial. O que Verstappen quer é que os alemães prateados incomodem o time inglês. Quanto mais gente para brigar com Lando Norris, melhor.
Verstappen: “Melhor do que parece”
Foram duas bandeiras vermelhas ao longo do dia. Na primeira sessão, Antonelli. Na segunda, quem bateu foi Kevin Magnussen, da Haas. A pista de Monza foi recapeada e algumas zebras foram modificadas. Ficaram mais baixas. A primeira chicane foi alargada. Mas tudo é questão de adaptação. O circuito é dos menos complicados para todo mundo. Tem curvas simples e demanda muita velocidade de reta. Nenhuma novidade.
O asfalto novo aumentou a taxa de degradação dos pneus. As equipes ainda têm um treino livre, amanhã cedinho, para entender seu comportamento. Mas ninguém está pensando em estratégias mirabolantes, como parar mais de uma vez. Talvez seja necessário largar com pneus duros. As decisões serão tomadas amanhã.
Coplapinto, Haas “Oasis”, Ferrari: sexta em Monza
A notícia do dia, para os fãs brasileiros da F-1, diz respeito à TV. São cada vez mais fortes os boatos dando conta de que a TV Bandeirantes vai perder os direitos de transmissão da categoria. O contrato atual com a Liberty termina no final do ano que vem, mas há uma crise financeira na emissora e os pagamentos não estão sendo feitos.
A Globo entrou no jogo de novo. É muito provável que o Mundial volte ao Jardim Botânico, com corridas transmitidas pelo Sportv e uma ou outra na TV aberta. Como diz Chico Barney, voltamos a qualquer momento com mais informações. Mas podem apostar: o caminho de volta já está sendo percorrido.
Flavio Gomes quinta-feira, 29 de agosto de 2024 22:51 8 comentários
SÃO PAULO (olho nele) – Kimi Antonelli fez 18 anos no domingo. Já pode guiar um F-1. E a Mercedes coloca o italiano na pista amanhã no primeiro treino livre para o GP da Itália, no lugar de George Russell. Ele vai usar o número 12. Depois segue em suas atividades na F-2. Já é certo que o menino será o substituto de Lewis Hamilton no ano que vem. Isso só não acontece se Max Verstappen telefonar de madrugada para Toto Wolff e se oferecer para correr em troca de um teto e um prato de comida.
Flavio Gomes quinta-feira, 29 de agosto de 2024 22:33 4 comentários
O barbeiro do dia: Bernd Maylander, que bateu o safety-car na curva Parabólica quando fazia uma inspeção da pista em Monza. Ninguém se machucou. A Aston Martin disse que tem um reserva.
Flavio Gomes quinta-feira, 29 de agosto de 2024 22:26 3 comentários
SÃO PAULO(carro que é bom…) – Quem vir a Ferrari e seus pilotos neste fim de semana em Monza deve se preparar para o predomínio do preto nos uniformes, capacetes, óculos de sol, sapatilhas e números dos carros. Por alguma razão insondável, a equipe italiana, no GP de sua casa, decidiu fazer uma homenagem à… fibra de carbono!
Bom, pelo menos o setor de imprensa do time de Maranello mandou um bom press-release com informações sobre o uso do material na F-1 e na indústria automobilística. Pelo texto, fiquei sabendo que…
…a fibra de carbono foi usada pela primeira vez nos EUA em 1958 e desenvolvida nos anos seguintes principalmente no Japão e na Inglaterra. John Barnard foi quem introduziu o material na categoria no início dos anos 80.
…em 1982, a Ferrari começou a suar fibra de carbono para reforçar o chassi de alumínio de seu modelo 126 C2 e para a produção de asas. No meio da temporada seguinte, o 126 C3 foi o primeiro carro da Ferrari a ter um monocoque feito com o material. Estreou em Silverstone com Patrick Tambay, que terminou aquela corrida em terceiro. A primeira vitória veio na Alemanha com René Arnoux.
…muito rapidamente várias peças dos carros de F-1 começaram a ser feitas em fibra de carbono, como carroceria, discos de freio, estruturas de proteção no bico, nas laterais e na traseira dos carros, entradas de ar, peças do motor, braços de suspensão, pedaleiras, coluna de direção, banco do piloto e carcaça da caixa de câmbio. Resumindo, quase tudo.
Flavio Gomes quinta-feira, 29 de agosto de 2024 21:59 2 comentários
SÃO PAULO(fazem bem) – No dia em que funcionários da Alpine/Renault decidiram protestar contra os planos da equipe de F-1, nada como um exemplar autêntico da marca. Foi fotografado pelo blogueiro Michel Clemente, que mora em Luxemburgo, em alguma paragem da França. Ele que conte onde. É um Gordini, antes que perguntem.
Sobre a Alpine, o time jura que ainda não tomou uma decisão sobre a paralisação de seu programa de motores de F-1, para comprar os da Mercedes. Mas já tomou. Por isso os empregados da fábrica de Viry-Chatillon prometem manifestações. A ideia de terceirizar os motores é de Flavio Briatore, como se sabe. E eu acho um absurdo, como também se sabe.
Fala Flavio, tudo certo? Aqui é o Michel, de Luxemburgo. Sou leitor do blog há 20 anos, nunca perdi nenhuma postagem. Como outros já disseram, não pare de escrever! E as lives, por conta do horário, não consigo acompanhá-las ao vivo, mas sempre assisto depois. Estava perto de casa esses dias, na França, e vi esse lindo Gordini de corrida em um estacionamento. Lembrei de você. Se quiser, claro que pode publicar no blog, sei que não é costume, mas fique à vontade.
Flavio Gomes quarta-feira, 28 de agosto de 2024 18:59 6 comentários
SÃO PAULO(conto com todo mundo!) – Blogueiras e blogueiros deste Brasil, reproduzo abaixo texto que acabo de enviar aos 2,5 mil assinantes da minha newsletter para falar da segunda edição de ÍMOLA 1994. Acho que alguns de vocês já compraram o livro em 2021, quando a obra foi lançada. Mas a nova edição está muito mais legal. Leiam abaixo, não sejam preguiçosos. E depois me escrevam.
A capa da nova edição: formato diferente, mais páginas, fotos e recortes
Em maio fez 30 anos da morte de Ayrton Senna. Eu já tinha lançado um livro cujo título fazia referência ao acidente de Ímola em 1994. Foi em 2021, e o livro se chama ÍMOLA 1994. Mais direto, impossível. Mas com uma ressalva muito importante. Não era um livro sobre o piloto brasileiro, e sim sobre minha trajetória no jornalismo que culminou (mas não terminou, claro) na cobertura da morte do tricampeão mundial. Não colocamos o nome “Senna” na capa, nem no título nem no subtítulo. Ou na contracapa. Foi uma decisão minha e de meu editor Joubert Amaral. Seria uma farsa. E não aproveitamos a efeméride, meses atrás, para republicá-lo do jeito que tinha sido editado três anos antes. Seria oportunismo.
Bem, estamos chegando em setembro, já faz quatro meses dos “festejos” e finalmente decidimos reeditar ÍMOLA 1994. Há bons motivos para isso, e os 30 anos do acidente não estão entre eles. OK, é um número redondo, mas tanto faz se são 20 anos, 30 décadas ou 40 séculos. A questão é que a primeira edição do livro esgotou há alguns meses e tem gente que ainda quer ler. Essa é a principal razão. Tem demanda e iríamos reeditar, de qualquer forma. Outro bom motivo: a Gulliver Editora criou um selo novo, Racer Books, dedicado ao nicho do automobilismo. Como tínhamos de rodar mais “Ímolas”, que se fizesse isso adotando o formato dos livros do novo selo. E aproveitamos para criar uma nova capa, revisar e atualizar o texto e incluir conteúdo que não fez parte da primeira edição, a saber: dezenas de fotos e imagens que ilustram todos os capítulos, transformando esta edição numa obra bem mais completa e gostosa de ler.
Dito isso, vamos lá… Vocês que assinam esta newsletter já podem comprar a segunda edição de ÍMOLA 1994 na pré-venda. Para isso, não vou oferecer link, QR code ou dizer onde fica minha lojinha virtual na internet. Eu vendo meus livros diretamente para os leitores, porque gosto de falar com eles — vocês, no caso. Quem quiser saber quanto custa, como compra, quando chega, é muito fácil: me mande um e-mail. O endereço é [email protected]. Podem escrever ÍMOLA 2 no assunto, ou EU QUERO!, ou ainda SÓ MALUCO PRA VENDER LIVRO ASSIM!. Escrevam qualquer coisa. Eu recebo, leio e respondo. Um a um. E corram, porque a tiragem é limitada. Não é papo de vendedor. Rodar livros de 400 páginas, ainda mais com fotos coloridas, papel bom e impressão de qualidade é caro pra cacete. A gente precisa tomar cuidado para não levar prejuízo.
Mandem seus e-mails. Eu respondo rapidinho, com todas as instruções para a compra. Não é caro, vocês vão ver. E fazer girar a roda do mercado editorial é uma boa ação. De verdade.
E para colocar um gostinho do conteúdo de ÍMOLA 1994 em vossas papilas literárias, segue abaixo o extrato de um dos capítulos, “Estoril, 1991”. Esse mesmo capítulo, em 2021, provocou a Santa Igreja da Sexta Marcha a promover pelas redes sociais um boicote ao livro. Seus seguidores garantiam que Senna jamais seria capaz de fazer aquilo que descrevo no texto. Me chamaram de mentiroso, farsante, “títere de Asmodeus e Satanás” (juro que escreveram isso), e um maluco disse que eu “exsudava cheiro de enxofre”. Achei ótimo o uso do verbo, e o cara escreveu direitinho.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
1:10:23
CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...