FOTOS DO DIA

Mas só chove, chove e chove em Spa… Gasly, que perdeu um amigo lá numa corrida de F-2 em 2019, Anthoine Hubert, chamou todo mundo para homenagear o piloto. E também para lembrar de Dilano van ‘t Hoff, que morreu no começo do mês numa prova da Freca. Todos foram.

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ENIGMA DO DIA

Enviado pelo velho e bom Johnny’O. Tirando as estrelas, não temos pista nenhuma do que seja.

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LEGIÃO URBANA

A foto está horrível, mas a Eurovan 1997 branca, linda. Não se vê isso todo dia na rua. Perguntei à dona se ela vendia. “Não.” Claro.

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AS MINA

SÃO PAULO (que venham!) – Lançada neste ano, a F1 Academy é quase secreta. Foi criada para substituir a W Series, que capengou entre 2019 e 2022 com as meninas amargando, no último ano, o cancelamento das últimas etapas por problemas financeiros. A inglesa Jamie Chadwick, que hoje defende a Andretti na Indy, ganhou os três títulos efetivamente disputados — a temporada de 2020 foi cancelada por causa da pandemia. Pode-se dizer que Jamie é o único legado concreto da categoria que foi extinta no ano passado.

Tanto a W Series quanto a F1 Academy, como já deu para perceber, são categorias exclusivas para mulheres, e agora a F-1 resolveu dar um gás na sua criação. Ano que vem, além de correr junto com a categoria principal em alguns circuitos, dez garotas vão disputar o campeonato em carros “patrocinados” pelas equipes da F-1.

Hoje a F1 Academy é disputada por 15 pilotas de cinco equipes, cada uma com três carros. São elas a ART Grand Prix, a Campos Racing, a MP Motorsport, a Prema Racing e a Rodin Carlin. São sete eventos com três corridas cada, e 15 provas já foram realizadas — na Áustria, Valência, Barcelona, Zandvoort e Monza. O campeonato ainda tem duas rodadas triplas pela frente, em Paul Ricard (neste fim de semana) e Austin (de 19 a 21 de outubro). A líder é a espanhola Marta García, da Prema, com 190 pontos. Hamda Al Qubaisi, dos Emirados, tem 154. Ela corre pela MP. Moças de dez nacionalidades diferentes estão inscritas. São quatro inglesas, duas espanholas, duas dos Emirados, uma francesa, uma uruguaia, uma holandesa, uma suíça, uma alemã, uma canadense e uma filipina.

Não deu para acompanhar direito as corridas porque a F-1 tem divulgado apenas imagens dos melhores momentos das provas pelo YouTube. Para quem está curioso, aqui há um vídeo da etapa de Monza. Os carros usados são fabricados pela italiana Tatuus, com motores de quatro cilindros 1.4 turbo de 174 HP, estes feitos pela Autotecnica. Pneus da Pirelli.

Mas no ano que vem vai ser possível ver as meninas com mais atenção, graças à coincidência do calendário (ainda não divulgado) e ao envolvimento das equipes de F-1. Cada time da Academy terá dois carros com a pintura idêntica à dos carros da categoria principal, e os times de cima terão direito de escolher suas pilotas. Assim, dez das 15 participantes terão vínculos formais com equipes de F-1. As outras cinco terão de arrumar outro tipo de apoio.

A F-1 banca 150 mil euros para cada carro por temporada, mesmo valor que cada pilota precisa arrumar de algum jeito para completar o orçamento do campeonato. Quem comanda A F1 Academy é Susie Wolff, mulher de Toto Wolff, ela mesmo ex-pilota.

Até agora, as recentes iniciativas cujo objetivo final é colocar alguma mulher para correr na F-1 não evoluíram muito. A W Series foi muito prejudicada pela pandemia e falta de grana e organização. Quem sabe agora as coisas mudem. Mas não adianta me perguntarem “quando a F-1 vai ter finalmente uma mulher em alguma equipe”. A resposta é a mesma para a recorrente “quando o Brasil vai voltar a ter um piloto na F-1?”.

A resposta é: não sei.

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SOBRE ONTEM DE MANHÃ

IMAGEM DA CORRIDA

O troféu quebrado: eu guardaria assim

SÃO PAULO (cola) – Vamos à luta, ó campeões! Hoje tem de ser tudo rapidinho, porque a semana será braba… Começando com a taça quebrada. Fabricada pela gloriosa Herendi Porcelanmanufaktura, disse um representante da empresa, um certo Attila Simon, que são precisos seis meses para sua confecção. E a dita cuja vale 40 mil euros, mais de 200 mil lulas. Mas a Red Bull não precisa se preocupar, vai receber outra. Norris espatifou o troféu quando deu com o fundo da garrafa de champanhe no pódio para estourar a rolha. A urna de porcelana se desequilibrou e caiu no chão. “Estava muito na beirada”, desculpou-se Lando, ligeiramente envergonhado. “Da próxima vez tiro de perto de você”, respondeu Verstappen, às gargalhadas. “Vou mandar a conta para o Zak [Brown], que está cheio de grana, contratando todo mundo.”

Fica para o folclore da categoria. Eu, se fosse a Red Bull, guardaria desse jeito mesmo, dentro de uma redoma de vidro. Foi o desfecho de um domingo histórico para a equipe, que estabeleceu a maior série de vitórias seguidas de um time na F-1, 12, superando as 11 que a McLaren conseguiu em 1988. São as marcas da guerra.

Carro por carro, aquele MP4/4 de Senna e Prost contra o RB19 de Verstappen e Pérez, estamos no empate quando se trata de vitórias consecutivas na mesma temporada. Já falamos bastante disso aqui. Há 35 anos, a McLaren venceu 15 das 16 etapas do Mundial. Para superar esse aproveitamento, em termos percentuais, a Red Bull precisa de 21 vitórias em 22 corridas deste ano.

Vai conseguir?

Abaixo, mais uma sequência de fotos da patuscada de Norris, incluindo sua cara de menino que fez coisa errada na entrevista coletiva e o troféu nas mãos de um integrante da organização antes do sinistro.

Os números da Red Bull e de Verstappen neste ano são, efetivamente, muito superlativos. Além de ganhar todas as corridas, venceu também as duas Sprints — uma com Pérez, em Baku, e a outra com Verstappen, na Áustria. Sábado que vem tem a terceira da temporada, em Spa. São, além disso, nove poles, oito melhores voltas e 650 voltas lideradas em 680 possíveis — 95,6%. Em 1988, a McLaren liderou 1.003 das 1.031 voltas percorridas, 97,3% do total.

Em Budapeste, a vantagem de Max para o segundo colocado, Norris, foi de 33s731, a maior do ano. E o holandês, como destacado ontem neste espaço, chegou a sete vitórias seguidas, a segunda maior sequência da história, perdendo apenas para as nove de Vettel em 2013 com a mesma Red Bull. Ascari (1952/53), Schumacher (2004) e Rosberguinho (2015/16) também ganharam sete consecutivas.

Isso tudo nos leva à…

FRASE DE BUDAPESTE

Toto Wolff, sobre a superioridade da Red Bull:

“É como se tivéssemos um monte de carros de Fórmula 2 correndo contra um carro de Fórmula 1. Eles fizeram um trabalho melhor que todo mundo.”

Toto Wolff não esconde seu desalento diante do quadro que vive a Mercedes contra sua principal adversária, como se vê. Mas segue de cabeça erguida. E cometendo algumas indiscrições. Nas fotos acima, o chefe da equipe dá entrevista a um repórter-mirim da TV inglesa Sky Sport. No flagra, cochicha para o menino : “Lewis vai assinar por dois anos”. Como repórter não é baú para guardar informação, o moleque deu com a língua nos dentes. No que fez muito bem.

É com essa informação que trabalharemos daqui em diante: Hamilton vai renovar por dois anos. Criança não mente. Falando nele…

O NÚMERO DA HUNGRIA

9

…poles na Hungria tem Hamilton, e sua façanha de sábado fez com que se isolasse como piloto que conseguiu mais poles no mesmo circuito na história da F-1. Nessa estatística, ele mesmo tem oito em Melbourne e está em segundo na lista ao lado de Senna (em Ímola) e Schumacher (em Suzuka).

Verstappen não precisa mais vencer nenhuma corrida para ser campeão em 2023. O leitor Alexandre Neves mandou as contas. Se Pérez ganhar as 11 que vêm por aí, fizer 11 pontos extras das melhores voltas e vencer as quatro provas modelo Sprint, marca 318 pontos e pode chegar a 489 (ele tem 171). Max, ficando em segundo em todas elas, inclusive nas Sprints, faz 226 e alcança 507 (está com 281).

O campeonato acabou, claro. E faz tempo.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS de Sergio Pérez, que depois de um inferno astral daqueles (incluindo a batida tosca aos 4min do primeiro treino livre da Hungria, sexta-feira) conseguiu um pódio suado, tendo largado em nono. “A bravura que ele mostrou foi, para mim, como uma declaração: não me descartem”, elogiou o chefe Christian Horner, que aparece na foto abaixo, à esquerda, abraçando o mexicano.

NÃO GOSTAMOS dessa novidade gráfica que o sinal internacional da F-1 colocou no ar, esses bonequinhos que pretensamente cairiam nas graças das crianças para, como sempre dizem os marqueteiros, “formar um novo público” para as corridas. Alguém precisa dizer para esses gênios que a vida não é um videogame. Algo que as crianças sabem, inclusive. Será que só eu percebi isso, ou alguém mais notou?

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AH, TÁ… (3)

SÃO PAULO (tirem o chapéu) – A Red Bull estabeleceu um recorde histórico hoje na Hungria. A equipe austríaca chegou a 12 vitórias seguidas na F-1, superando uma marca que durou 35 anos, da McLaren, em 1988. Naquele campeonato, o time de Senna e Prost ganhou as 11 primeiras corridas da temporada, entre os GPs do Brasil e da Bélgica. Com a vitória de Max Verstappen em Hungaroring, o time dos energéticos igualou a marca para um mesmo ano. Mas como também venceu a última etapa de 2022, a conta chega a uma dúzia de vitórias consecutivas.

Há outros números neste novo triunfo de Verstappen que merecem registro. O holandês ganhou pela 44ª vez na carreira, nona no ano, sétima consecutiva. A série de sete seguidas é a segunda maior da história, ao lado dos feitos de Alberto Ascari (de Bélgica/1952 a Argentina/1953), Michael Schumacher (Europa a Hungria/2004) e Nico Rosberg (México/2015 a Rússia/2016). Sebastian Vettel ganhou nove entre Bélgica e Brasil/2013 e ainda lidera esse item das estatísticas.

Foi mais um passeio de Verstappen, que já na primeira curva acabou com o sonho dourado de Lewis Hamilton, o surpreendente pole-position para a corrida de Hungaroring. Se o inglês mantivesse a ponta no início, talvez desse à prova outra cara. Não conseguiu. E, por isso, o Mundial seguiu na toada de samba de uma nota só: Max, Max, Max & Max. O cara é implacável.

Mas todo GP de F-1 tem uma história. Então, vamos contá-la.

Max passa Lewis na largada: a partir daí, um passeio

Sob a égide da ATA (leiam ontem e anteontem, cansei de explicar o que é esse negócio), quando as mantas térmicas foram removidas dos pneus no grid notou-se que os compostos médios lá estavam para todos menos alguns — como Pérez e Russell, que escolheram os duros, e Sainz, Stroll, Tsunoda e Gasly, que foram para os macios. Fazia um calor danado, 29°C, com 50°C no asfalto borbulhante de Budapeste.

A largada foi desastrosa para Hamilton. Por dentro, Verstappen chegou primeiro à curva 1 e lá ficou. Cercado de moleques por todos os lados, o inglês da Mercedes perdeu também posições para Piastri, que saltou para segundo, e Norris, terceiro. Pelo rádio, pediu desculpas. “Não se incomode, Lewis. Há um longo caminho pela frente. Toda grande jornada começa com o primeiro passo, dizia Mao. Procure ser certeiro em suas escolhas, sereno em suas decisões…”, e foi quando Lewis pediu para tirarem Russell da linha.

Houve confusão na turma do fundão. Por conta da péssima largada de Zhou, que esqueceu de engatar a primeira, estava no WhatsApp ou coisa parecida, veio um enxame de carros lá de trás passando o chinês de qualquer jeito. Quando chegaram, todos, na freada da primeira curva, Ricciardo, talvez desacostumado com aquela confusão, foi empurrado por Zhou, tocou na traseira de Ocon, que por sua vez subiu nas costas de Gasly. Resultado: os dois carros da Alpine fora da corrida. Crise na França. Que, para piorar, empatou com a Jamaica na Copa do Mundo feminina.

Tsunoda e Sainz, que largaram com pneus macios, deram bons saltos na primeira volta, ganhando seis e cinco posições cada respectivamente. E tirando o abandono duplo dos carros azuis, nada de muito emocionante aconteceu até a volta 10, quando três carros pararam nos boxes ao mesmo tempo: Tsunoda, Stroll e Bottas. Colocaram pneus duros. Essa parada tripla também não foi muito emocionante.

Aí sucedeu algo curioso na Ferrari. Atrás de Leclerc, em sexto, Sainz recebeu a ordem: “Trocar posições, sierra”, sendo “sierra” um código secretíssimo que coloquei na minha Enigma A2200 (comprei usada, no Mercado Livre) e consegui decifrar. “Sierra” é um acrônimo para “Sainz, inquanto estudamos, rapa rápido o Azedinho”, código escrito por um rapaz formado nas redes sociais, com claras dificuldades com a grafia de algumas palavras. E Sainz disse que ainda não era a hora. Oh, quanto altruísmo.

Na volta 16, com Pérez chegando para ultrapassá-lo, Sainz parou e colocou pneus duros. Na 17ª, foi a vez de Hamilton. O entra-e-sai dos boxes poderia mudar alguma coisa na prova, que no fundo, no fundo, decepcionava. O salto de Verstappen para a ponta na largada acabou com qualquer possibilidade de briga pela liderança – que sempre traz algum efeito em cascata.

Sainz com Pérez nos calcanhares: pneus macios no início

Na sequência de paradas vieram Norris e Leclerc, com problemas na parada do monegasco, isso na volta 18. Na 19ª, parou Piastri. Que quando voltou à pista se viu atrás do companheiro da McLaren. Naquele momento, sem pit stops, Verstappen, Pérez e Alonso ocupavam as três primeiras colocações. Fernandinho parou na 21ª. Entre os pilotos da Red Bull, a diferença era superior a 22s de Max para Checo. Mais um massacre do holandês.

O líder do campeonato parou na volta 23. Enquanto trocavam seus pneus, pediu um café (“Curto!”, exigiu), biscoitos amaretto e uma água com gás. Solicitou também ao chefe dos frentistas para verificar água e óleo. Voltou em primeiro. Restou a curiosidade para saber onde Pérez voltaria depois de sua parada, na volta 25. Em sétimo.

Após os pit stops, Verstappen, Norris, Piastri e Hamilton eram os quatro primeiros. Russell, sem trocar pneus, aparecia em quinto. Sainz, Pérez, Leclerc, Stroll e Alonso completavam os dez primeiros. Lewis, que na sexta-feira disse que experimentara o pior Mercedes de sua vida e fez a pole no sábado com um carro “que veio para mim”, voltou a analisar o automóvel pelo rádio. “Gente, o que está acontecendo com esse carro? Está muito lento. Onde é que eu estou perdendo tempo?” A equipe respondeu com longa dissertação sobre algumas curvas, todas as retas, temperaturas, aquecimento global e lançamentos da semana no cinema. “Barbie”, finalizou o engenheiro. “Oppenheimer”, rebateu Hamilton. Interpretei o final do diálogo como “as coisas não estão bem, mas o mundo pode ser cor de rosa, Lewis”, e a resposta “sim, mas o carro é uma bomba”.

Hamilton: largada ruim, quarto no final

Na 29ª volta, finalmente Russell parou. Tinha acabado de ser ultrapassado por Pérez, que também tinha passado Sainz, assumindo o quinto lugar. Para quem vinha de uma sequência de infortúnios, o mexicano até que fazia uma corrida decente. Com pneus médios em seu segundo stint, conseguia se aproximar rapidamente do carro-bomba de Hamilton, já de olho no quarto lugar.

A prova chegou à metade, 35 voltas, num ritmo fastidioso. Todo mundo correndo sozinho, com enormes intervalos entre os contendores. Pérez era o único que tinha um objetivo claro e palpável, alcançar Lewis, ganhar a quarta posição, sentar a bota e mirar em Piastri para arrancar o trofeuzinho do novato australiano. Era possível. Ele tinha meia corrida para descontar os cerca de 10s de diferença que o piloto da McLaren sustentava em relação a ele.

Na volta 42, Pérez chegou no #44. Lewis ofereceu resistência. Mas como Piastri parou no box naquele momento para colocar pneus médios, Checo fez o mesmo. Colocou pneus iguais e saiu bem perto do australiano. Foi uma decisão inteligente, a de não perder tempo tentando passar Hamilton, ajudada por um pit stop velocíssimo, em 1s9. Pérez e Piastri ficaram no mano a mano na briga pelo terceiro lugar, com clara vantagem para o piloto da Red Bull – um carro bem melhor, em síntese. A segunda janela de paradas foi boa para Leclerc, que ganhou a posição de Sainz. Mas excedeu a velocidade permitida nos boxes e tomou 5s de punição.

Na briga pelo pódio, o mexicano não enrolou muito. Na volta 48, passou Piastri por fora na curva 1, numa bela manobra. Ficou no ar uma certa dúvida se Pérez, nas curvas seguintes, teria espalhado demais, jogando Piastri para fora da pista. Os comissários prometeram investigar a ainda este ano. Não deu em nada.

Norris: segundo pódio seguido e McLaren crescendo

Hamilton, segundo colocado, foi para os boxes na volta 50. Caiu para quinto. Na 51ª, foi a vez de Verstappen fazer sua segunda parada. Dispensou o café e os biscoitos, mas pediu um mate gelado e biscoitos Globo. “Doce ou salgado?”, perguntou o engenheiro. “Doce”, respondeu o piloto. “Limão no mate?” “Não, só mate.”

Piastri, depois de perder a posição para Pérez, perdeu ritmo e ânimo. Hamilton chegou rápido no carro laranja e passou por ele sem nenhuma dificuldade, na volta 57, para assumir o quarto lugar. Para quem tinha largado na pole, não era grande coisa. Mas melhor do que nada. Sobrou, para a fase final da corrida, alguma esperança de Pérez chegar em Norris para tentar o que seria um ótimo segundo lugar. A diferença, na volta 59, era de 4s5 para Landinho.

Norris estava aflito. Pelo rádio, Zak Brown incentivava o menino. Soube, não sei se é verdade, que até Ron Dennis pediu para falar com ele. Dos EUA, telefonou Chuck Norris: “Let’s make America great again, young boy!”, gritou. “Eu sou inglês, Chuck, e não sou seu parente”, devolveu Lando. “Me deixem em paz, por favor!”

Mas não havia motivo para tanto desespero. Pérez chegou a reduzir a desvantagem para 3s, mas depois sossegou. Russell, no apagar das luzes, passou Sainz e foi para sétimo – considerando onde tinha largado, 18º, um desempenho digno de nota. Como Leclerc teria 5s acrescidos ao seu tempo, era só acelerar um pouquinho para ficar em sexto, o que acabou acontecendo.

Verstappen recebeu a quadriculada com mais de meio minuto de vantagem para Norris, o segundo colocado – precisamente 33s731. Pérez fechou o pódio com Hamilton em quarto, Piastri em quinto, Russell em sexto e, na sequência, Leclerc, Sainz, Alonso e Stroll na zona de pontos. Só para registrar, Ricciardo, em sua volta à F-1, ficou em 13º, à frente de Tsunoda.

Verstappen e o troféu quebrado: ah, Norris…

Na festa do champanhe, Norris conseguiu quebrar o troféu de porcelana de Max. Amanhã, no “Sobre ontem…”, detalhes sobre o sinistro e as divertidas reações de todos — menos, provavelmente, dos organizadores do GP, já que a taça custa uma bala. Por enquanto, apenas uma foto…

Verstappen foi a 281 pontos na classificação, 110 à frente de Pérez, o vice-líder. Que se distanciou bem do terceiro, Alonso. O espanhol tem 139 e sua equipe, a Aston Martin, despencou no desempenho depois de pintar como grande sensação do ano no começo da temporada. Fernandinho já vê seu terceiro lugar ameaçado por Hamilton, que tem 133.

Final em Budapeste: só Red Bull venceu neste ano

Entre os construtores, a Red Bull chegou a 452, e na briga pela segunda posição a Mercedes ampliou a diferença para a Aston Martin: 223 x 184. O time verde fez uma gordurinha nas primeiras provas e ainda está à frente da Ferrari, patinando com 167. A McLaren, que neste momento tem o segundo melhor carro da categoria, está muito longe, com 87. Há um dado interessante aí. Nas últimas três corridas, Red Bull à parte, a McLaren botou o pescocinho para fora do engradado e foi o time que mais subiu na tabela. Fez 70 pontos, contra 56 da Mercedes, 45 da Ferrari e apenas 30 da Aston Martin. Não é preciso enrolar muito para explicar que, num eventual sobe & desce da temporada, McLaren e Mercedes pegaram o elevador para cima e Ferrari e Aston Martin rumam ao subsolo.

Semana que vem tem Bélgica, fechando a primeira fase do Mundial. Aí a F-1 suspende as atividades para as férias de verão e Verstappen poderá tomar um solzinho, para se sagrar tricampeão com algum bronzeado, pelo menos.

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AH, TÁ… (2)

Hamilton na pole: nem ele acreditou

SÃO PAULO (gostamos) – A ATA bagunçou as coisas. Lewis Hamilton fez a pole-position para o GP da Hungria, quebrando um jejum de 33 corridas sem largar em primeiro no grid – a última tinha sido na Arábia Saudita em 2021. Foi a 104ª pole da carreira do inglês da Mercedes, nona em Budapeste. Uma maluquice total.

Hamilton fez a pole com 1min16s609, apenas 0s003 à frente de Max Verstappen, o segundo no grid. No momento em que este texto é concluído, o heptacampeão mundial está agradecendo a turma do almoxarifado da Mercedes. Já passou pela engenharia, TI, marketing e faxina. Faltam o pessoal da segurança e dos recursos humanos. E de outros departamentos.

Lewis interrompeu uma sequência de cinco poles seguidas do holandês da Red Bull. Foi uma gigantesca surpresa. E uma boa história a ser contada deste sábado quente e ensolarado de Hungaroring.

A ela, pois.

Alfa Romeo lá em cima: outra surpresa

Nem todo mundo gosta de pneus duros, mas pelas cláusulas pétreas da ATA era esse no Q1 e pronto. Quem quisesse reclamar que mandasse um e-mail para [email protected]. A partir de segunda-feira, às 9h, quando abre o setor. Tempos altos de cara, 1min19s292 de Pérez foi a primeira volta anotada, sem que batesse em nada, o que não deixa de ser algo remarkable, como se diz. Mas não durou muito. Bottas fez 1min18s818, mostrando que o caos se instalou com a nova regra dos pneus.

Verstappen deu o ar da graça a 8min do fim do Q1, ele que vinha registrando tempos discretíssimos nos treinos livres. Fez 1min18s658, pulando para a primeira colocação. Mas não se desenhava nenhum massacre como nas etapas anteriores. Em vez disso, zebras saltitavam alegremente nas primeiras posições, como Gasly, Tsunoda e o já mencionado Bottas. Depois apareceu Zhou em primeiro, com 1min18s143. Ninguém entendia nada. A única forma de compreender as possíveis surpresas era a obrigatoriedade de uso de pneus duros. Era a ATA.

“Ah, tá…”, dirá alguém sem entender nada, mas fingindo entender tudo.

Drama no Q1: no fim, tudo certo para Hamilton

O drama dos últimos instantes do Q1 era de Hamilton, que tinha sido o mais rápido no último treino livre e a segundos da quadriculada estava fora do grupo que avançaria ao Q2. Russell também. Na bacia das almas, Lewis passou. George, não. Foram eliminados, pela ordem, Albon, Tsunoda, Russell, Magnussen e Sargeant. Toto Wolff, nos boxes da Mercedes, ensaiou arrebentar um fone de ouvido. Mas se lembrou do teto de gastos. O valor do fone é o suficiente para comprar quatro parafusos e seis arruelas. “Melhor não”, alertou um auxiliar a seu lado. “Podemos precisar lá na frente.” “Mas George largou na pole aqui no ano passado, isso é inaceitável!”, bradou o chefe. “Não se aferre ao passado, Toto”, respondeu o auxiliar, única voz lúcida naquela balbúrdia. “E sempre há Lewis”, concluiu, profético.

Zhou em primeiro no Q1, que fique para os anais.

Ricciardo 1 x 0 Tsunoda, que fique para os anais.

Haas entre os dez primeiros: outra surpresa do dia

Verstappen abriu o Q2 com 1min17s296, até então o melhor tempo do fim de semana húngaro. Mas sua volta foi cancelada por exceder os limites de pista. “Do que vocês estão falando? Limite do quê?” “Pista, Max. É onde você deve andar”, explicou o engenheiro. “Onde foi?”, insistiu o piloto. “Na curva 5.” “Onde é isso?” “Depois da 4.” O ambiente, percebe-se, estava pesado na Red Bull. As piadas sem graça de Ricciardo fazem falta.

Restavam menos de 4min para o final do Q2 quando Verstappen abriu nova volta. Mentalmente, contava: “Curva 1, 2, 3, 4…” Na 5, passou longe das linhas brancas. “Aqui é pista?”, provocou. Fechou a volta em segundo. Estava atrás de Norris, aquele que disse, ontem, que o carro da McLaren é ruim em curvas lentas – sendo desmentido pelos fatos.

Sainz, Ocon, Ricciardo, Stroll e Gasly foram os eliminados no Q2, ficando com o espanhol da Ferrari a primazia de segundo vexame do dia, depois de Russell. A surpresa do sábado era a Alfa Romeo, com seus dois carros entre os dez primeiros. Incompreensível. Mas a ATA, claro, explica.

“Ah, tá…”, dirá alguém sem entender nada, mas fingindo entender tudo.

Sainz fora: mais um vexame da Ferrari

Com 1min16s904, Norris abriu os trabalhos do Q3 fazendo uma boa volta, mas Verstappen tratou de colocar ordem na casa e cravou 1min16s612 na sequência. Então veio Hamilton, que pulou para segundo. Os pneus, agora, eram os macios – nunca se esqueçam que estamos sob o regime da ATA (o significado da sigla está na postagem de ontem, não vou ficar repetindo aqui ad eternum).

Na segunda rodada de voltas rápidas, Max não melhorou seu tempo, como costuma fazer. Mas Hamilton, sim. No fim de semana em que dissera que “estamos no pior momento da Mercedes”, Lewis fez uma volta excepcional em 1min16s609, superando o rival por quase nada. Saiu do carro esbaforido. “Estou sem voz de tanto gritar!”, comemorou. “Não esperávamos estar na briga aqui, mas é o primeiro passo de uma longa jornada para voltarmos ao topo”, seguiu, abrindo na sequência a lista dos agradecimentos. Neste exato momento, está mandando abraços para a galera da cantina da fábrica, para o garoto do xerox e, como ele mesmo falou “para meus irmãos e irmãs que cuidam do gramado da entrada, sem esquecer aquela moça da recepção, aquela de cabelos vermelhos e piercing na sobrancelha”.

Hamilton e Verstappen na primeira fila não deixa de trazer alguma nostalgia de 2021, a última grande temporada da F-1. Norris, Piastri, Zhou, Leclerc, Bottas, Alonso, Pérez e Hülkenberg fecharam a turma dos dez primeiros. Há claras novidades aí, como a McLaren “fraca nas curvas lentas” em terceiro e quarto, a Alfa Romeo na xepa de sua história em quinto e sétimo, a Aston Martin de Alonso que perdeu o brilho, a Haas de Hulk no meio de uma turma que não é a dela.

Não sei se era essa a intenção da ATA, mas seja como for, deu certo.

Ah, tá.

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AH, TÁ… (1)

Pobre Pérez: batida com quatro minutos de treino

SÃO PAULO (histórico, épico, gigante!) – Começo com uma explicação. Fiquei horas (mentira, minutos) pensando no título criativo da série de posts sobre o GP da Hungria. Nesses quase 18 anos de blog, já devo ter feito quase tudo usando as variações de Buda, Peste, Hungaroring, Magyar etc. e tal. Acabei chegando no brilhante “Ah, tá…” que pode ter infinitas interpretações, mas na verdade é só uma brincadeira com ATA.

“Ah, tá…”, dirá alguém sem entender nada e fingindo que está entendendo. À explicação, pois.

ATA é a sigla para Alternative Tyre Allocation, a patacoada da semana na F-1. Trata-se de um formato de alocação de pneus (alternativo, claro) que a categoria deveria ter testado em Ímola, mas como não teve corrida lá ficou para Budapeste. Consiste, basicamente, em dois pilares. O primeiro, reduzir de 13 para 11 a quantidade de jogos de pneus para cada piloto por GP. O segundo, estabelecer para a classificação a obrigatoriedade de uso de pneus duros no Q1, médios no Q2 e macios no Q3.

Segundo a Pirelli, a Liberty, a ONU e a Greta Thunberg, a redução fará com que sejam usados no fim de semana 160 pneus a menos do que em GPs sem ATA. A conta não é muito difícil: 13 (jogos) x 4 (pneus) = 52, 52 x 20 (pilotos) = 1.040; enquanto 11 x 4 = 44, 44 x 20 = 880; 1040 – 880 = 160. De acordo com as entidades acima, tal economia de borracha significaria um aumento de sobrevida para a humanidade de 14 segundos em mil anos, e considerando-se uma temporada de 24 corridas, como no ano que vem, nós, humanos, ganharíamos 336 segundos na conta que se encerra no dia e na hora marcados para o fim do mundo, o que dá quase seis minutos de lambuja para a gente fazer o que quiser.

Economia de pneus: vamos salvar o mundo

Por outro lado, e é preciso ponderar sempre os dados estatísticos, a economia de pneus reduz drasticamente o tempo de pista dos mesmos 20 pilotos nos treinos livres, já que eles precisam poupar borracha nova para os momentos mais decisivos do fim de semana, a saber: classificação e corrida. Institutos renomados de pesquisa calcularam que essa redução de atividade nas sextas-feiras da F-1 pode afastar 38,4 milhões de telespectadores da TV no referido dia da semana, fazendo com que esses 38,4 milhões resolvam passear com seus carros de rua no mesmo horário, ocasionando um gasto de borracha 137 mil vezes maior do que o necessário para produzir 160 pneus de carros de corrida.

Sendo assim, o bônus que a humanidade ganharia até o fim de mundo com a não produção de 160 pneus de F-1, de quase seis minutos, cai drasticamente e reduz nossa sobrevida neste planeta em 18 horas e 23 minutos, o que é uma barbaridade. Não acho justo perder 18 horas e 23 minutos da minha vida por causa de pneus de F-1, sinceramente.

Assim, espero que a ATA seja revista.

“Ah, tá…”, dirá alguém de novo sem entender nada, mas fingindo que está entendendo tudo.

E quem parece não estar entendendo nada, mesmo, é Sergio Pérez. É ele quem aparece lá no alto, na foto que abre esta postagem. E acima, no tuíte do perfil da F-1. Para quem não viu o primeiro treino livre, cedinho aqui no Brasil, foi o seguinte. Com quatro minutos de treino, Pérez saiu dos boxes e na curva 4 meteu a roda traseira na grama e estampou seu carro na barreira de pneus na curva subsequente, apropriadamente chamada de 5.

Na hora, a TV mostrou esse moleque com camiseta da AlphaTauri chorando na arquibancada. Podia ser qualquer coisa. O pai não quis comprar um sorvete. Foi picado por um besouro húngaro. Acabou a bateria do celular. Queria voltar para casa. Viu uma foto do Rosemiro, do Palmeiras, no telão. Mas foi interpretada pelas boas almas da F-1, sua cara de choro, como um lamento pela batida do mexicano. Ignorou-se o fato de que sua camiseta era de outra equipe — portanto, supõe-se, o menino torce para Tsunoda e De Vries, ou Ricciardo, qualquer um desses; pode ser também que essa fosse a camiseta mais barata na lojinha do autódromo, ou a única disponível em tamanho infantil, talvez o moleque não tivesse a menor ideia de onde estava, queria mesmo era jogar PlayStation. Seja como for, ficaram todos comovidíssimos com o menino e o levaram aos boxes da Red Bull para conhecer Pérez, e aí é que deve ter chorado, mesmo.

Pode-se dizer que a panca de Checo foi a única coisa relevante da sexta-feira em Hungaroring, uma vez que a chuva e a ATA embaralharam os resultados e é muito difícil tirar alguma conclusão sobre desempenho de quem quer que seja. O acidente aconteceu no início do primeiro treino, e quando a sessão pôde ser retomada, começou a chover. Apenas 13 pilotos registraram tempos. Russell fez a melhor volta, em 1min38s795.

Pérez está em parafuso. Desde o GP de Miami, em que largou na pole e foi humilhado por Max Verstappen (nono no grid e vencedor da corrida), amarga uma sequência de cinco ausências do Q3 e um mísero pódio, contra cinco poles e cinco vitórias seguidas do companheiro de equipe. Há a sombra de Daniel Ricciardo, que hoje voltou a ser titular na AlphaTauri, no lugar de De Vries. O australiano anda dizendo aos quatro ventos que sonha em retomar seu cockpit na Red Bull.

Pérez assumiu o erro, agradeceu ao mecânicos, que conseguiram reconstruir seu carro em tempo de participar do segundo treino, mas é evidente que seu estado emocional está em farrapos e que a paciência da equipe com ele está chegando ao fim. Pérez é, hoje, uma espécie de Santos: tem camisa, mas corre sério risco de rebaixamento.

Os tempos do segundo treino: nenhuma conclusão

Dito isso, eis aí o resultado do segundo treino livre, já no seco, com muitas nuvens no céu. Russell, o primeiro no TL1, foi o último no TL2. Verstappen ficou em 11º. Tsunoda, em quarto. Hülkenberg, em sexto. Alfa Romeo, em sétimo e nono. Faz algum sentido? Nenhum, quando se sabe quanto andam esses carros e pilotos. Todo, quando nos lembramos, de novo, da ATA.

“Ah, tá…”, dirá alguém mais uma vez sem entender nada, mas fingindo que está entendendo tudo.

Ocorre que a Mercedes, por exemplo, usou apenas um jogo de pneus médios para cada piloto. Verstappen também guardou pneus novos para amanhã e domingo. Mal conseguiu experimentar as mudanças no carro da Red Bull, que alterou os sidepods calculando ganhar 0s2 por volta com o novo desenho. Não dá nem para esculhambar Ricciardo, em 14º. Nunca tinha andado com o carro da AlphaTauri, o pior do grid, e ainda precisou economizar borracha.

Leclerc fechou o dia com o melhor tempo e Norris foi o segundo. A McLaren, que foi muito bem em Silverstone, vai andar bem de novo na Hungria, então? Não sei. O próprio piloto disse hoje que o ponto fraco do carro atualizado são as curvas lentas, que abundam no circuito magiar. Piastri terminou em 19º, para não me deixar mentir. A verdade dessa corrida só saberemos amanhã, na classificação. Não levem muito a sério os tempos de hoje. Não dizem muita coisa.

O grid para a corrida de Budapeste será definido a partir das 11h. O texto de hoje atrasou, mas o “Fórmula Gomes”, no YouTube, começa pontualmente às 19h. Nos vemos lá.

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FOTO DO DIA

Ricciardo fazendo o banco na AlphaTauri: só sorrisos.

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (tirando o atraso) – Não, o blog não morreu. Foram dias com muita coisa pra resolver, por isso o espaço ficou meio abandonado. Então vamos botar as coisas em ordem. Começando com duas colaborações de blogueiros para nossa querida sessão petrolífera!

ANDRES NICOLA – Estou em férias com a família e em nossa penúltima parada, Nashville, me deparei com este posto Shell desativado, localizado em uma região chamada hoje de Marathon Village, onde no início do século passado funcionava uma fábrica de automóveis, Marathon Motor Works, que confesso não sabia da existência até chegar por essas bandas. Bom, como leitor assíduo do blog, não pude deixar de registrar algumas imagens do posto e enviar pra você.

RAFAEL VECCHIETTI – Na minha última contribuição ao blog vi que teve outro leitor que já viajou à Mauritânia. Na busca da exclusividade, estive de férias no mês passado e visitei a Islândia. Agora acredito ser o único leitor do blog a já ter visitado a Mauritânia e a Islândia. A bordo de um Suzuki Jimny com barraca no teto, foram 2.700 km circulando a Ilha no carrinho que foi meu meio de transporte e casa durante as dez noites que não existiram enquanto estive por lá, justamente por ser verão. O país, embora minúsculo e com uma população de 350 mil habitantes espalhada numa área do tamanho do estado de Santa Catarina, é bem preparado para receber turistas sem que ninguém passe perrengue. Os postos são quase todos assim: duas bombas e alguns com uma vendinha servindo de conveniência. 

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