Flavio Gomes terça-feira, 11 de julho de 2023 20:41 20 comentários
Eis a pintura escolhida pelos amigos internautas da Williams para os GPs de Singapura, Japão e Catar. Foram 180 mil votos depositados nas urnas eletrônicas da equipe via redes sociais, num concurso que começou em maio para celebrar a parceria com a Gulf. E foi uma vitória apertada: essa versão ganhou no mata-mata da última finalista (eram quatro no início) com 51,9% dos votos. Podiam usar o ano inteiro. Ficou linda.
Flavio Gomes terça-feira, 11 de julho de 2023 13:49 25 comentários
Ricciardo hoje em Silverstone: voltando às origens
SÃO PAULO(esperado) – A Red Bull confirmou hoje a demissão de Nyck de Vries da AlphaTauri. A notícia pingou pela manhã na imprensa holandesa e foi oficializada horas depois. Daniel Ricciardo assume como companheiro de Yuki Tsunoda já no GP da Hungria, dia 23.
De Vries decepcionou nas dez corridas que fez pela AlphaTauri neste ano. Campeão da F-2 em 2019 e da Fórmula E em 2020, no ano passado fez uma boa prova pela Williams substituindo às pressas Alexander Albon em Monza e marcando pontos com uma inesperada nona colocação. Com a saída de Pierre Gasly para a Alpine, acabou sendo a opção da filial rubro-taurina para 2023 e ninguém contestou: bom currículo, piloto de testes da Mercedes desde 2019, vasta experiência (fez testes também pela Aston Martin e disputou quatro vezes as 24 Horas de Le Mans), parecia o nome ideal.
Mas, nesta temporada, o máximo que conseguiu foi um 12º lugar em Mônaco. Andou atrás de Tsunoda na maior parte das provas, tomou de 8 x 2 nos grids de largada e cometeu muitos erros. O japonês, que não é grande coisa e mesmo com um carro pavoroso, conseguiu dois pontinhos com décimos lugares na Arábia Saudita e em Miami.
Ricciardo está em Silverstone, onde participou hoje, pela Red Bull, de testes de pneus da Pirelli. De acordo com a equipe, fez “tempos muito competitivos” e sua melhor volta o colocaria na primeira fila do GP da Inglaterra de domingo, ao lado de Max Verstappen. O australiano defendeu a marca a vida inteira, estreando pela HRT em 2011 com cockpit pago pelos energéticos, passando pela Toro Rosso em 2012 e 2013 e assumindo a titularidade do time principal em 2014, onde ficou até 2018. Depois foi para a Renault (2019 e 2020) e passou pela McLaren (2021 e 2022). Tem oito vitórias, três poles e 32 pódios na carreira. A última vitória foi daquelas zebras enormes da F-1, em Monza/2021. No final do ano passado foi dispensado pelo time papaia para a chegada de Oscar Piastri e voltou à Red Bull como piloto de testes.
Não é uma grande surpresa a substituição de De Vries. A Red Bull tem tradição na demissão de pilotos em meio de temporada ou depois de pouco tempo de casa, o que já aconteceu com vários deles tanto na equipe-mãe quanto na filial de Faenza. Kvyat, Gasly e Albon são alguns dos que já sentiram a mão pesada de Helmut Marko, guru da empresa que prende e manda soltar na organização austríaca. A lista é enorme e ainda tem Christian Klien, Scott Speed, Sébastien Buemi, Jean-Éric Vergne, Jaime Alguersuari, Sébastien Bourdais, António Félix da Costa e muitos outros nas categorias de base.
A volta de Ricciardo pode ser interpretada, também, como uma forma de avaliar o veterano piloto para uma eventual volta à Red Bull em 2024 no lugar de Sergio Pérez, outro que está na marca do pênalti pelas péssimas apresentações nas últimas corridas.
Flavio Gomes segunda-feira, 10 de julho de 2023 17:19 33 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
“Parabéns, Lando”: Verstappen cumprimenta Norris
SÃO PAULO(tudo meio cinzento, hoje…) – Verstappen venceu e ganhou um novo adversário neste ano: a McLaren de Lando Norris. Já foram outros — a Aston Martin de Alonso, a Ferrari de Leclerc, a Mercedes de Hamilton. Verdade que nenhum o ameaçou de verdade, nem vai. Max corre sozinho em 2023, pelo carro que tem, pelo talento que exibe. Mas as “segundas forças” têm-se revezado em função das pistas, das condições climáticas, do lidar com os pneus.
É a vez do time papaia. Que foi a grande coisa do GP da Inglaterra, mas possivelmente não será de novo daqui a menos de duas semanas na Hungria. Lá, o calor e as características do circuito colocarão outro na condição de desafiante. A Alpine, talvez? Ou a Aston Martin de novo?
Tanto faz. “Desafiante” é modo de dizer. Na vida real da F-1 nesta temporada, ninguém desafia Max.
Vencer virou algo tão rotineiro para Verstappen que ele esqueceu de pegar o troféu ontem em Silverstone, estourando champanhe antes de receber a taça. Foi o momento cômico do fim de semana. Os números que o holandês acrescentou ao seu cartel já foram destrinchados no textão pós-GP: 43 vitórias na carreira, oito no ano, seis consecutivas. Se vencer a sétima, vai para a vice-liderança dessa estatística ao lado de Schumacher (2004), Ascari (1952/53) e Rosberg (2015/16). O recorde pertence a Vettel, com nove vitórias seguidas em 2013.
Mas faltou um…
O NÚMERO DA INGLATERRA
8
…hat-tricks tem agora o piloto da Red Bull. É como chamamos a façanha de largar na pole, vencer e fazer a melhor volta em uma corrida. Para se tornar recordista, porém, Verstappen ainda tem de percorrer longo caminho. O detentor da maior série de hat-tricks é Schumacher, com 22. Hamilton tem 19, Clark fez 11 e Fangio, nove. Mas Max deixou Senna para trás mais uma vez. Ele é o brasileiro que mais vezes conseguiu hat-tricks, sete. O segundo é Massa, com quatro.
Max no pódio: oito hat-tricks na carreira
O domínio de Verstappen e da Red Bull neste ano se expressa não só nos pontos e nas vitórias — dez em dez etapas — como também nas voltas lideradas. Até agora, a equipe liderou 580 das 610 voltas dos GPs disputados na temporada, um assustador índice de 95,1%. A Ferrari vem em segundo com ridículas 12 voltas na liderança. Max esteve em primeiro lugar em 467, o que dá 76,6%. Pérez é o segundo com 113 (18,5%). A pontuação do atual bicampeão mundial é igualmente espantosa: 255 pontos em 276 possíveis, um aproveitamento de 92,4%.
É um massacre.
A FRASE DE SILVERSTONE
Alexander Albon, da Williams:
“Eu não queria que essa corrida tivesse mais nenhuma volta!”
Albon teve Leclerc em seus calcanhares nas voltas finais e precisou se desdobrar para segurar o oitavo lugar. Usou todo o vasto repertório de gestão de pneus e defesa de posição que possui. Foi destaque do fim de semana desde a sexta-feira, e o resultado pode até ter deixado o tailandês um pouco decepcionado. Piloto sempre quer mais. Mas a Williams não tem do que se queixar. Os quatro pontos que marcou levaram a equipe a 11 no total e ao sétimo lugar entre os construtores, deixando Haas, Alfa Romeo e AlphaTauri para trás. Não foi seu melhor desempenho no ano, porém. No Canadá, ele foi sétimo. Albon está mostrando que merece mais. E que a Red Bull fez bobagem quando o dispensou, no final de 2020.
Oitavo com a Williams: aplausos para Albon
O GP da Inglaterra foi recheado de notícias “de bastidores”, como se diz — detesto a expressão. Teve Shakira de novo (parece que está mesmo namorando Hamilton) e a turma que começou a rodar um filme que será estrelado por Brad Pitt. A equipe fictícia APXGP teve um box, mecânicos, carros e atores vestidos de pilotos participando das cerimônias antes da largada com os pilotos de verdade. Certamente as cenas serão bem realistas.
Mas melhor do que ficar descrevendo é ver o carrossel de fotos abaixo. Cliquem nelas se quiserem vê-las ampliadas.
Shakira (dir.) namora……Hamilton, que produz……filme sobre F-1……que tem Brad Pitt (esq.) como principal estrela
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS da gentileza de Lewis Hamilton(abaixo, à esq.), que postou mensagem parabenizando Norris e a McLaren, sua ex-equipe, pelo resultado em Silverstone. É um gentleman.
Mensagem de Hamilton: gentilezaTapão de Gasly: grosseria
NÃO GOSTAMOS da grosseria de Pierre Gasly(frame da TV acima, à dir.), que foi dar um tapão em Sainz por causa de uma disputa lá atrás por migalhas. Aliás, não gostamos da Alpine, que depois de cinco corridas seguidas nos pontos zerou. Nem da Ferrari, que largou em quarto e quinto e chegou em nono e décimo.
Flavio Gomes domingo, 9 de julho de 2023 12:57 41 comentários
Max reina na Inglaterra: imbatível
SÃO PAULO(a lógica, a lógica…) – Dez etapas, dez vitórias da Red Bull, mais uma de Max Verstappen, a oitava no ano, 43ª na carreira. E uma novidade na praça: o campeonato ganhou uma equipe para brigar na frente, a McLaren. Por “brigar na frente” entenda-se, que fique claro desde já, lutar com Ferrari, Mercedes, Aston Martin — beliscar uns pódios, ascender na tabela de pontos, sair do purgatório, cobiçar o paraíso. Verstappen está em outro patamar, para usar expressão cunhada pelo filósofo grego Brunus Enricus – no original, állo epípedo (ou άλλο επίπεδο num helênico mais bem falado).
O carro cromo-alaranjado revisado e atualizado de Lando Norris terminou o GP da Inglaterra em segundo, com Oscar Piastri em quarto — o jovem australiano deu azar com o safety-car. Ambos com atuações mais do que convincentes. Prodigiosas, eu diria. Lewis Hamilton foi o terceiro. Dois ingleses no pódio foi o bastante para o público em Silverstone voltar para casa feliz da vida.
A grande largada de Norris: destaque do dia
O começo de corrida da McLaren foi espantoso. Além de Norris pular na frente de Verstappen, Piastri foi para cima do holandês, que olhava no retrovisor e não entendia direito o que estava acontecendo. A torcida, nas arquibancadas, gritava “gol!” a cada passagem do inglês do carro #4 — segundo os organizadores, foram 480 mil ingressos vendidos para os três dias do evento; e hoje, pelo menos, ninguém tomou chuva, já que o dia estava nublado, com temperatura altíssima para os padrões britânicos, 22°C.
Se os torcedores vibraram com Norris, decepcionaram-se no início com Hamilton, que caiu de sétimo para nono na primeira volta. Pérez também perdeu uma posição, de 15º para 16º lá atrás. Mas esqueçamos tais coadjuvantes e concentremo-nos nos protagonistas. Com quatro voltas, Verstappen se aprumou, recuperou-se do susto inicial e passou a arquitetar a ultrapassagem sobre Norris para retomar uma relativa normalidade.
Max na frente: volta à normalidade
Foi o que fez na volta 5. Não houve grande resistência de Landinho, que sabia não ter como segurar o #1. Max passou e se mandou. A McLaren, pelo rádio, tranquilizou seu primeiro piloto e disse que o companheiro dele, em terceiro, não iria incomodá-lo. “Vamos juntos nessa!”, falou o engenheiro, todo animadão.
Quem sofria para fazer alguma coisa era Russell, quinto colocado, um dos quatro que largaram de pneus macios, contra os médios da maioria – os outros foram Ocon, Tsunoda e De Vries; Bottas partiu com os duros. Mesmo com um composto mais rápido e podendo abrir a asa móvel, não conseguia chargear Leclerc.
(“Chargear” era termo muito usado pelos locutores de rádio quando um jogador fazia uma marcação dura sobre outro, não necessariamente cometendo falta. Tipo jogo de corpo, ombro com ombro. “Palhinha foi chargeado por Polozzi, caiu na área e o árbitro não marcou pênalti!”, declamava Fiori Gigliotti. A situação, claro, é fictícia. Qualquer jogador do Corinthians chargeado por um zagueiro da Ponte dentro da área é pênalti, sempre. Ou por qualquer zagueiro de qualquer time em qualquer tempo e em qualquer lugar.)
Meninos incríveis: da esq. para a dir., Albon, Norris e Piastri
Como ninguém chargeava ninguém, ali pela décima volta pilotos e engenheiros passaram a falar sobre o tempo. Russell reclamava de gotas na viseira. “Onde?”, perguntou seu parceiro radiofônico. “Ah, sempre que passo pelos boxes, ali onde ficam nossos queridos colegas da Ferrari, tradicionalíssima equipe italiana com seus flamejantes carros vermelhos”, respondeu o piloto. “Eles estão cuspindo em você”, explicou o funcionário da Mercedes. “Vento, vento!”, gritou Verstappen. “O que tem o vento?”, perguntou seu engenheiro. “Palavras apenas, palavras pequenas…”, cantarolou o holandês. “Cássia Eller. Sua vez, agora.” O rapaz entendeu a brincadeira e emendou: “Vento, ventania, me leve pra qualquer lugar…” “Quem canta isso?”, perguntou Max, insistindo: “Tem de dizer quem canta, senão não vale!”. “Biquíni Cavadão”, revelou o engenheiro. “Chuva, agora!”, emendou. “Onde?”, assustou-se o piloto, mas logo percebeu do que se tratava. E tascou um Jorge Benjor, já no trecho mais bonito: “Pois eu vou fazer uma prece, pra Deus nosso Senhor…” E assim foram até o fim da corrida. “Pedra!”, pedia um. “Panela!”, desafiava o outro. E no começo estava fácil, até o engenheiro mandar um “Analista!”, derrubando Verstappen com a canção de Belchior de que ele não se lembrava.
E a prova seguia tranquila. Na volta 19, Leclerc foi para os boxes e colocou pneus duros. Voltou bem lá atrás, em 12º. Verstappen liderava com mais de 4s para Norris. Na 25, essa diferença era de 6s. Aos bocejos da plateia, Verstappen respondia com uma volta mais rápida aqui, outra ali. Leclerc, de pneus novos, levou sete voltas para passar Stroll e ganhar uma posiçãozinha mequetrefe. Em sétimo, Alonso segurava Gasly a menos de 1s de distância assoviando e chupando cana.
Paradas da Ferrari: estratégia errada, para variar…
Na 27ª volta, Sainz, que era o quinto colocado, trocou seus pneus. Como o companheiro, despencou na classificação, para 12º. Também optou pelos compostos mais duros, com a intenção de não parar mais. Na 29ª foi a vez de Russel visitar os boxes, colocando pneus médios. Pérez parou, igualmente, mas colocou macios. Na sequência veio Piastri. Era o que tradicionalmente chamamos de janela de pit stops. No que Verstappen gritou: “Janela!”. E o engenheiro: “Pela janela, vejo fumaça, vejo pessoas…”, evidenciando seu bom gosto musical.
Era notória a baixa taxa de desgaste de pneus, já que a gama escolhida pela Pirelli foi a mais dura de todas. O macio de Silverstone era o duro de Mônaco, para que vocês entendam. Mas na volta 33 as estratégias pneumáticas foram ligeiramente embaralhadas. Magnussen, como havia acontecido na véspera, parou com o carro fumaçando. O safety-car virtual foi acionado. E quem estava passando pela entrada dos boxes parou, como Albon e Leclerc. Norris foi chamado logo depois. Verstappen, também. Mais alguns instantes e o safety-car de verdade foi lançado aos leões. Max espetou pneus macios. Hamilton parou e fez a mesma coisa. Mas Norris tinha colocado duros. Poderia ser uma presa fácil para Hamilton, agora em terceiro. Na teoria, pelo menos. Verstappen, Norris, Hamilton, Piastri, Russell, Alonso, Sainz, Pérez, Albon e Leclerc eram os dez primeiros.
A remoção do carro de Magnussen demorou um pouco e uma plataforma teve de ser requisitada à Cafu Guinchos, conhecida empresa de resgate de automóveis da região. Só no final da 38ª volta a relargada foi autorizada. Hamilton, previsível, partiu para o ataque a Lando, que se defendeu com galhardia. Mesmo com pneus duros, segurou a onda, assim como Piastri se mantinha à frente de Russell – no caso, duros versus médios. “Essas McLarens são incrivelmente velozes com tais pneumáticos de consistência mais rígida, ou menos fofa, como queiram!”, admirou-se George. “Incrível como se mantêm à nossa frente de modo garboso e nostálgico, até. Lembram-me dos tempos de Ayrt…”, mas o engenheiro o interrompeu até com certa aspereza: “George, seria muito pedir a você para calar a boca?”.
Hamilton e Norris se abraçam: festa inglesa em Silverstone
Mesmo quando foi autorizado o uso de asa móvel, Hamilton não conseguiu superar Norris. Lá atrás, o vexame do dia ficou por conta de Sainz, que na mesma volta, a 44, foi ultrapassado por três carros de uma só vez: Pérez, Albon e Leclerc. Caiu de sétimo para décimo, com pneus duros velhos e esgarçados. A Ferrari, no safety-car, não o chamou para um pit stop, inexplicavelmente.
Hamilton desistiu do segundo lugar ao perceber que não teria como passar o compatriota. A última volta ainda reservou um pitaco de emoção do sétimo ao nono, com Alonso, Albon e Leclerc muito próximos, ensaiando ultrapassagens. Mas ficaram nas ameaças.
Verstappen, Norris e Hamilton foram ao pódio. Para o piloto da McLaren, um resultado muito comemorado, com Zak Brown, chefe do time, distribuindo insuportáveis tapas e “give me fives” pelos boxes, e abraçando desconhecidos com notável inconveniência. Lewis também ficou satisfeito. Não esperava tanto depois de um início de fim de semana ruim. Piastri foi o quarto a menos de 1s de Hamilton, seguido por Russell, Pérez, Alonso, Albon, Leclerc e Sainz na zona de pontos. A Ferrari foi o fiasco do dia. Seus pilotos largaram em quarto e quinto e chegaram em nono e décimo. E destaque-se Albon, claro, em oitavo com a Williams.
Final em Silverstone: apenas dois abandonos
O resultado elevou a pontuação de Verstappen a 255, 99 à frente de seu companheiro Pérez, que tem 156. Alonso vem em terceiro com 137, Hamilton tem 121 e Sainz, com 83, é o quinto. No Mundial de Construtores, a Red Bull foi a 411 e a Mercedes avançou bem na luta pelo vice: 203, contra 181 da Aston Martin e 157 da Ferrari. O time prateado alemão fez 25 pontos hoje, contra seis da equipe verde britânica e meros três dos vermelhos itálicos. Quem subiu bem foi a McLaren, isolando-se em quinto com 59, contra 47 da Alpine. Também, pudera… Nos últimos dois GPs, foram 42 pontos para os mclarianos contra ridículos três dos franceses.
Pausa de uma semana agora, para a próxima etapa no dia 23 na Hungria. Às 19h tem “Fórmula Gomes” no YouTube para uma análise completa e desbocada desse GP meia-boca.
McLaren: 11 vitórias seguidas em 1988Red Bull: 11 consecutivas em 2022/23
RECORDE – Não devemos negligenciar um recorde igualado hoje pela Red Bull: 11 vitórias seguidas. Desde o GP de Abu Dhabi do ano passado, todas. Só a McLaren fez isso na F-1, e tudo na mesma temporada: dos GPs do Brasil ao da Bélgica de 1988, com a dupla Senna & Prost.
Flavio Gomes domingo, 9 de julho de 2023 10:57 2 comentários
Nos festejos dos 800 GPs da Williams, hoje de manhã Jenson Button deu duas voltas em Silverstone com o carro que deu o título de 1992 a Nigel Mansell, o FW14B. Ficou emocionado. “É o carro que eu via pela TV quando era criança, junto com meu pai. E 31 anos depois, posso dizer: ainda é muito rápido!”
Flavio Gomes sábado, 8 de julho de 2023 12:56 33 comentários
Norris e Piastri: as surpresas do dia em Silverstone
SÃO PAULO(foi bacana!) – Se Max Verstappen entrou na lista de cinco maiores vencedores da história domingo passado na Áustria, hoje ingressou no grupo dos dez pilotos que mais fizeram pole-positions na história. O holandês larga na frente amanhã para o GP da Inglaterra. São 27 poles agora, sete delas neste ano, cinco seguidas. Deixou para trás nas estatísticas o bicampeão Mika Hakkinen. À frente dele, agora, o próximo alvo é ninguém menos que Juan Manuel Fangio, com 29.
A surpresa do sábado em Silverstone foi a McLaren, com Lando Norris em segundo e Oscar Piastri em terceiro no grid. Carro atualizado, pintura cromada especial, tudo funcionando direitinho, a equipe inglesa fez jus à história de 14 vitórias no circuito que recebeu o primeiro GP da F-1, em 1950. OK, a última foi em 2008, mas história é história.
Já Alexander Albon, o mascotinho da torcida no fim de semana, ficou com a oitava colocação com a Williams. Por conta do que fizera nos dois treinos livres de ontem e no terceiro hoje, com uma segunda colocação na chuvosa sessão – que teve alguns minutos de pista seca –, Albon se tornou a maior atração da classificação em Silverstone. E se virou bem.
McLaren: cromada e brilhando em casa
Quando começou o Q1, nuvens carregadas pairavam sobre o autódromo. Mas não chovia. A pista, porém, mantinha alguns pontos úmidos e a baixa temperatura, 21°C, sem sol, indicava que não iria secar num passe de mágica. Pisar fora do trilho poderia ser fatal. Zebras também eram traiçoeiras.
E Hamilton rodou na sua primeira tentativa de volta rápida, mostrando como o traçado estava tinhoso. Não bateu em nada e não atolou. Verstappen fechou uma volta cronometrada em 1min33s535, tendo andado na casa de 1min27s no seco. Foi cauteloso. Logo depois, Alonso entrou na casa de 1min31s e, em seguida, fez 1min30s730. Na sequência, Max baixou esse tempo em 0s011.
Com a pista mudando muito na medida em que os carros iam passando, tirando água e esquentando os pneus, os tempos foram caindo e as posições se alterando freneticamente. Albon brigava com o carro e com o cronômetro, flertando com a eliminação. Quando conseguiu entrar na zona de classificação, a 6min do final do Q1, teve sua volta cancelada por exceder os limites de pista e caiu para a última posição. A carruagem da Cinderela da vez estava perto de virar abóbora.
Max voando: sete poles na temporada
E o céu não dava trégua em sua sanha ameaçadora. De vez em quando, mandava uns pingos parrudos como se dissesse: se eu quiser, estrago essa brincadeira aí embaixo. Faltando 3min11s para o fim, o carro de Magnussen parou perto da entrada dos boxes. Apagou de vez. E a direção de prova interrompeu a sessão. Naquele momento, estavam fora o próprio, Zhou, Sargeant, Bottas e Albon.
Não foi rápida a interrupção para a remoção do Haas de Magnussen e uma fila de espera pela liberação da pista se formou na saída dos boxes, Pérez à frente. O mexicano estava em 14º, correndo o risco de nem passar ao Q2, o que seria um vexame gigantesco. Além dele, quando veio sinal verde, pelo menos dois da zona de degola se viam sob intensa pressão: justamente a dupla da Williams, que tão bem andara nos treinos livres.
Algo curioso aconteceu enquanto a sessão não era reiniciada. Verstappen foi sair de sua garagem e cometeu a barbeiragem do século. Bateu na mureta dos boxes e arrebentou a asa dianteira. Foi puxado de volta, colocou um bico novo e retornou à fila. Colocou a culpa na “falta de grip”. “Não entendi, Max”, falou seu engenheiro pelo rádio. “Está gripado e espirrou na hora?” O holandês nem respondeu.
Pérez: mais um fracasso
Todos foram à luta quando a pista foi liberada, exceto o desafortunado Magnussen, que não tinha carro para isso. O asfalto parecia mais seco. Pérez entrou na casa de 1min29s e Albon e Sargeant também fizeram boas voltas, ficando em primeiro e segundo por brevíssimos instantes. Norris também pulou para a ponta. Todo mundo melhorava seus tempos. E o que aconteceu? Pérez fora. De novo. Pela quinta vez consecutiva, fora da fase final da classificação. Desta vez, nem ao Q2 foi. O fato de ter sido o primeiro a sair dos boxes após a bandeira vermelha acabou com suas pretensões. Muito tempo parado, a temperatura dos pneus caiu, a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, Checo? Quase todos que vinham atrás foram melhores que ele, pegando a pista numa condição melhor. As exceções foram os eliminados Tsunoda, Zhou, De Vries e Magnussen, claro.
Norris terminou o Q1 em primeiro com 1min28s917, seguido por Leclerc, Russell, Hamilton e Verstappen. E Albon, ufa!, terminou em sétimo. E Sargeant, uau!, em 13º. E Leclerc e Sainz tretaram na saída de box e na abertura da volta, um xingando o outro pelo rádio. E deu para ver que as coisas andam tensas na Ferrari. E Verstappen e Hamilton quase se pegaram preparando suas voltas rápidas. E quando a quadriculada determinou o fim do Q1, Bottas, que tinha feito o 11º tempo, parou o carro no meio da pista, ficando fora da segunda parte das atividades. E a chuva não voltava, mas o céu seguia gargalhando lá de cima, podendo mandar água a qualquer momento.
Nesse cenário incerto começou o Q2, com trechos muito escorregadios e, creiam, o sol aparecendo em aqui e ali. A primeira volta rápida cronometrada foi de Alonso, na casa de 1min30s660. Mas durou pouco seu P1, quase nada. McLaren, Alpine, Red Bull, Mercedes e até a Haas superaram a volta do espanhol da Aston Martin. Fazer um bom tempo era questão de acertar o momento de entrar na pista e encaixar uma volta impecável, além de chegar à temperatura ideal dos pneus. El Fodón del Coche Verdón percebeu, seguiu na pista e cravou 1min29s052, voltando à primeira posição. Com quem sem segundo? Albon! Albon! U-hu!!!!
Albon: atração do sábado com a Williams
A temperatura do asfalto, que estava na casa dos 21°C no início da classificação, subiu para 25°C no final do Q2, com a rara aparição do sol. O céu se encheu de atormentar os pilotos e as nuvens foram embora. A pista, assim, melhorou barbaramente, e os tempos voltaram a despencar. Norris, Hamilton, Piastri, Verstappen e Russell deixaram Alonso para trás de novo.
Os últimos dois minutos foram frenéticos. Verstappen quebrou a banca e fez 1min27s702, deixando a McLaren em segundo e terceiro com Piastri e Norris — mais uma equipe pedindo autorização para participar da festa. Albon acabou em quarto. A Mercedes passou na bacia das almas com Hamilton em oitavo e Russell em décimo. Hülkenberg, Stroll, Ocon, Sargeant e Bottas, que nem andou, foram os cortados.
Sete equipes diferentes no Q3 é algo que merece menção. A primeira bateria de voltas rápidas viu oito pilotos na casa de 1min27s, já com o asfalto totalmente seco. O tempo de Verstappen, porém, destoava dos demais: 1min27s084, nada menos do que 0s633 à frente de Hamilton, então segundo colocado – de forma surpreendente, até. De Lewis a Norris, em décimo, 0s7. Um baita equilíbrio. Do segundo para trás, rigorosamente tudo podia acontecer. Do segundo para a frente, era só tentar adivinhar qual seria o tempo da pole de Max.
Norris, Verstappen, Piastri: os três primeiros no grid
Leclerc foi o primeiro a abrir volta rápida na segunda fornada. Começou bem, mas não bateu o tempo de Verstappen. Quem levantou a torcida nas arquibancadas foi Norris, com uma volta espetacular em 1min26s961, pulando para a primeira colocação. O único que poderia derrubar seu tempo era mesmo Verstappen. E ele foi lá e cravou: 1min26s720, 0s241 mais rápido que o inglês da McLaren.
Norris larga ao lado do líder do Mundial, em segundo. É sua terceira presença na primeira fila na F-1. Foi segundo no grid na Áustria em 2021 e pole na Rússia no mesmo ano – a última pole do time papaia na categoria. Em terceiro, seu companheiro Piastri, 0s372 atrás de Verstappen, com excelente desempenho. McLaren em segundo e terceiro num grid, depois de um início de temporada tão ruim? Sim, uma proeza e uma recompensa à equipe que, pelo menos, soube mudar o rumo conceitual de seu carro, que era uma porcaria. Algo que a Mercedes não conseguiu fazer.
Leclerc foi o quarto, seguido por seu companheiro ferrarista Sainz, com os dois carros mercêdicos em sexto e sétimo – Russel à frente de Hamilton. Albon, nosso herói, larga em oitavo. Não está ruim, longe disso. Mas ficou aquela sensação de que a Williams podia um pouquinho mais. Reclamar, porém, estava fora de questão. O tailandês repetiu a oitava posição que conseguira na Austrália neste ano. Vai buscar uns pontinhos, que é o que dá para fazer. Completaram o top-10 um discreto Alonso em nono e Gasly em décimo. A diferença da pole para o tempo do francês da Alpine foi de 0s969.
O grid de Silverstone: 27 poles para Verstappen
Verstappen vai atrás, amanhã, de sua sexta vitória seguida. Deve conseguir sem dificuldades, em condições normais de temperatura e pressão. Em condições anormais, também. Mas a prova deve ser divertida com McLaren, Ferrari e Mercedes se estapeando pelos outros dois lugares no pódio. Que, desta vez, Pérez não vai alcançar.
A corrida começa às 11h e não se esqueçam de assistir ao “Fórmula Gomes” no YouTube às 19h ao vivo!
Flavio Gomes sexta-feira, 7 de julho de 2023 14:38 15 comentários
P1, P1, P1… Verstappen é um domínio só
SÃO PAULO(serei breve) – O primeiro dia de treinos em Silverstone não teve grandes novidades, exceto pela Williams, que merecerá parágrafo à parte. Max Verstappen foi o mais rápido da sexta-feira e tudo indica que assim será até a bandeira quadriculada de domingo. Está tudo bem. Que aproveite o momento. O holandês busca sua sexta vitória seguida, o que pouca gente conseguiu na história da F-1, mas ainda está longe do recorde absoluto de Sebastian Vettel, com nove entre os GPs da Bélgica e do Brasil em 2013, pela mesma Red Bull. Alberto Ascari (1952/53), Michael Schumacher (2004) e Nico Rosberg (2015/2016) conseguiram sete consecutivas e Schumacher registra outra sequência de seis triunfos em série (2000/2001).
Abaixo, os tempos do segundo treino de hoje. Depois, breves comentários.
Segundo treino livre: Williams foi a surpresa
Nota-se uma Ferrari lá em cima, de Carlos Sainz, que tem sua única vitória no currículo obtida justo em Silverstone, no ano passado. É o caso de dizer que “anda bem nessa pista”. OK. A outra Ferrari está lá embaixo, sem tempo, porque Charles Leclerc teve problemas elétricos em seu carro e nem saiu dos boxes.
Mas a Williams… Terceiro com Alexander Albon e quinto com Logan Sargeant não são uma casualidade. O carro é bom de reta e Silverstone é um desses circuitos que apreciamos por suas altas médias de velocidade. Naquele que deveria ser o 800º GP da história do time — mas acabou sendo o 799º com o cancelamento de Ímola –, um sinal de que pelo menos alguns pontos deve-se esperar de seus pilotos. Claro que Albon, na dupla, se destaca. Tomara que consiga algum protagonismo. A gente gosta de equipes históricas, ainda que a Williams, hoje, seja propriedade de um fundo de investimento americano que nada tem a ver com corridas.
Albon: destaque com a Williams
No mais, foi uma sexta-feira muito discreta da Aston Martin, que vai para seu segundo GP sem encher os olhos de ninguém. E péssima para a Mercedes, que não conseguiu ficar nem entre os dez primeiros — longe disso. Lewis Hamilton e George Russell reportaram dificuldades com o vento. O vento! E o heptacampeão foi mais assertivo: “É um carro muito difícil de guiar”. Ruim, em outras palavras.
O grid sai amanhã às 11h. Mesmo horário da largada, domingo. Às 19h, hoje, estaremos ao vivo no velho e bom canal do YouTube para falar do GP da Inglaterra. Até lá!
Flavio Gomes quinta-feira, 6 de julho de 2023 13:49 15 comentários
O carro da APXGP: F-1 na telona
SÃO PAULO (pipoca à vista) – Começam neste fim de semana em Silverstone as filmagens do filme estrelado por Brad Pitt e produzido pela Apple (!) que terá a F-1 como pano de fundo. Foi criada uma 11ª equipe fictícia, que se chama APXGP. Há boxes, carro e mecânicos no autódromo. O carro é um F-2 adaptado pela Mercedes. Lewis Hamilton é coprodutor.
Ainda não descobri quem vai guiar o carro de verdade.
Flavio Gomes quarta-feira, 5 de julho de 2023 13:48 25 comentários
SÃO PAULO (oxe) – Saiu o calendário da F-1 para 2024. Serão 24 corridas, as 22 deste ano mais China e Emilia-Romagna — que estava nesta temporada, mas foi cancelada por causa das chuvas. Novidades: Japão vem para o começo do ano e Azerbaijão vai para o fim; e três provas aos sábados, no Bahrein, Arábia Saudita e Las Vegas.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
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CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...