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Hamilton reapareceu nas redes sociais depois de quase dois meses. O que ninguém percebeu a partir da foto que ele postou…

…é que a mensagem subliminar revela algo bombástico: A VOLTA DA SCUDERIA ITALIA!

(Essa é só pra quem tem mais de 40…)

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KOMBI DO DIA

A Discoteca do Socó devia ser demais. Demais mesmo. Aproveitando, vocês sabiam que o National Kid foi um personagem criado para fazer propaganda da National? Pois fiquem sabendo…

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WE ♥ RACE CARS

Vocês vão ter de votar agora no mais bonito. Aquele que, se lhes fosse dada a opção de pendurar na parede da sala de casa, seria o escolhido. Toleman é A. Brabham é B. Clicando na imagem, ela explode na sua tela. E se quiserem lembrar quem está na Brabham, fiquem à vontade. Já aviso que não é o Uber do asqueroso.

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GIRA MONDO, GIRA

SÃO PAULO – Tenho sonhos recorrentes com a Redação da “Folha”. Nunca mais voltei lá desde 1994, nem sei como são as mesas e as cadeiras. E são sonhos bem estranhos, que têm a ver com vozes e barulhos.

As vozes e barulhos no dia seguinte viravam papel e tinta. Então num desses sonhos, não saberei precisar quando, porque são realmente frequentes, me via entre as mesas, as cadeiras e os computadores, sozinho, procurando pelas vozes e pelos barulhos. A aflição não fazia nenhum sentido. Eu procurava pelo sussurro de um repórter quase desesperado porque estava atrasado para entregar sua matéria. Ou pelos berros do editor na editoria vizinha gritando que ia entrar calhau. Entrar calhau era a suprema humilhação para todos, era a admissão de que não havíamos conseguido transformar nossas vozes e barulhos em papel e tinta a tempo.

Mas procurava também pela gargalhada curta e grave do Edgard e pelas ordens emanadas pelo Emerson aos novatos, sem muita paciência, mas com infinito didatismo. O Edgard não atrasava texto e não reclamava de tamanho de matéria. Era seu olhar que procurávamos, todos, quando a agonia do fechamento nos transformava, a todos nós, em seres exasperados com medo do relógio. Era olhar para ele e entender que tudo tinha seu tempo, começo, meio e fim. Era olhar para a velocidade do Emerson no teclado e colocando as retrancas descidas na caixa de madeira para entender que o jornal sairia no dia seguinte, como sempre acontecia.

No meu sonho, esse dos barulhos e das vozes, eu perguntava a alguém onde estavam eles, os barulhos e as vozes, e se eles não deveriam ficar ali, naquela Redação, eternamente, de modo que pudéssemos consultá-los, ouvi-los, como se buscássemos uma fotografia numa pasta de arquivo. De modo que se eu voltasse lá anos depois pudesse encontrar aquelas vozes e barulhos e escutá-los de novo, talvez para tirar alguma dúvida que ficou de alguma conversa mal terminada, ou mesmo para me confortar com a gargalhada curta e grave do Edgard, ou ainda para escutar o Emerson dizer fechou, e escutar também o riscar da pedra do seu isqueiro, o sopro da fumaça, meu próprio suspiro de alívio porque fechou.

Esses barulhos e vozes, esses sons todos, onde estão? É possível que tenham desaparecido para sempre? No meu sonho, era isso que eu perguntava a alguém que respondia apenas com o silêncio, o silêncio que aos poucos, depois de fechar, depois que as pessoas iam embora com suas vozes e barulhos, caía sobre o quarto andar até que só fosse possível ouvir o ronronar das rotativas lá embaixo, uma sirene distante, um carro passando, uma vassoura varrendo, um até amanhã avulso de alguém que se ia tardiamente, o sino do elevador tocando para indicar que suas portas estavam se abrindo para o até amanhã tardio, e era hora de ir.

Aqueles barulhos e vozes devem estar arquivados em algum lugar, hei de encontrá-los, ainda que em sonhos recorrentes, porque queria muito ouvir de novo a gargalhada grave e curta do Edgard e também alguma coisa que o Emerson disse e me escapou.

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HAAS VF-22

SÃO PAULO (1/10) – E começamos hoje a apresentação dos novos carros da Fórmula 1 para 2022, falando verdades e sem dourar a pílula.

(Em tempos imemoriais, as boticas costumavam embrulhar comprimidos em papel dourado. Eles eram amargos e desagradáveis, e os farmacêuticos acreditavam que, assim, tornavam sua ingestão menos penosa. Há outra versão que dispensa os papelotes dourados e menciona uma substância adocicada que cobria as pílulas para, depois, levá-las ao fogo de modo que ficassem douradas. Seja como for, a expressão “dourar a pílula” foi registrada pela primeira vez pelo lexicógrafo espanhol Sebastián de Covarrubias no século 17 na clássica obra “Tesoro de la lengua castellana o española”. Resumidamente, “dourar a pílula” significa mentir, trapacear, contar uma lorota, enganar, falsear, burlar, tapear, e eu não faço nada disso quando escrevo, portanto preparem-se para encarar a realidade.)

A Haas é a pior equipe da F-1 e isso não se discute mais. Para começar, é uma aberração geopolítica. Nasceu nos EUA, tem CNPJ e CEP americanos, deriva de um time da Nascar e é financiada por dinheiro… russo! Russo, senhoras e senhores! Uma afronta à Guerra Fria que, num planeta civilizado, jamais poderia ser aceita com naturalidade. Mas é assim.

O time vai para sua sétima temporada na F-1. Antes de seguir, vale a pena observar algumas estatísticas:

2016 – 29 pontos, 8º lugar no Mundial de Construtores (Grosjean/Gutiérrez)

2017 – 47 pontos, 8º lugar no Mundial de Construtores (Grosjean/Magnussen)

2018 – 93 pontos, 5º lugar no Mundial de Construtores (Grosjean/Magnussen)

2019 – 28 pontos, 9º lugar no Mundial de Construtores (Grosjean/Magnussen)

2020 – 3 pontos, 9º lugar no Mundial de Construtores (Grosjean/Magnussen/Fittipaldi)

2021 – 0 ponto, 10º lugar no Mundial de Construtores (Mazepin/Schumacher)

Ora, vejam só… A Haas começou sua historinha na F-1 muito bem em 2016, com Grosjean pontuando nas duas primeiras corridas do ano: sexto na Austrália e quinto no Bahrein. Em 2018 terminou o Mundial em quinto, na frente até da McLaren! Oh, como são bons e eficientes esses americanos!, exclamaram todos. Quando esses caras se metem a fazer as coisas, fazem direito!

Santa ingenuidade…

A debacle começou em 2019, quando Gene Haas, cansado de gastar seus cupons de desconto no Walmart para financiar a equipe, assinou um contrato de patrocínio com uma marca de energéticos: Rich Energy. O dono da companhia era um inglês de barbas monumentais e aspecto macabro que, segundo consta, nunca quitou um boleto emitido pelo time. No meio daquele ano, diante da inadimplência do menestrel da bebida misteriosa, a Haas extirpou a logomarca de seus carros. Mas manteve a pintura em preto e dourado que havia assumido no início da temporada em função do mecenato prometido e nunca realizado.

O engodo de 2019: começo da decadência

No ano seguinte, quebrada, a Haas despencou em performance. Então apareceu no horizonte Dmitry Mazepin, um milionário bielo-russo que ficou rico vendendo fertilizantes. Um de seus cinco filhos é Nikita, que pilota carros de corrida. Como a Uralkali, sua empresa, jorra dinheiro envenenando lavouras e seres humanos pelo mundo, ele tentou comprar a Force India para o menino correr. Lawrence Stroll chegou na frente e só sobrou a Haas. Dmitry foi lá, viu que os caras precisavam de numerário, comprou o cockpit para o filhote — que não guia nada –, enfiou o nome da companhia nos carros à guisa de propaganda, determinou que as cores da bandeira russa fossem usadas na carenagem e pronto! Temos a equipe russo-americana da Fórmula 1! Equipe esta que zerou no ano passado porque, de acordo com seus dirigentes, passou a temporada inteira cuidando apenas do projeto e da construção do carro de 2022, esse que apareceu hoje.

“Apareceu” é modo de falar. A Haas divulgou apenas imagens produzidas em computador no Paint Brush (existe, ainda?), que podem ter sido elaboradas a partir do desenho-base divulgado há meses pela FIA. No fundo, o que a equipe tornou público hoje foi o layout dos carros, suas cores, a pintura quase igual à do ano passado. Qualquer um — repito: qualquer um — que engendrar teorias técnicas sobre esse troço exibido hoje estará mentindo descaradamente. Não há rigorosamente nada a dizer. O que se sabe apenas é que o projeto foi liderado pelo engenheiro italiano Simone Resta, ex-Ferrari e Sauber/Alfa Romeo, no novo escritório de design do time instalado em Maranello. “Novo escritório de design” é manifestamente um eufemismo para descrever alguma salinha alugada perto da fábrica da Ferrari, que fornece os motores da Haas desde sempre; suponho que Simone (que em italiano é nome de homem; mulher é Simona) não quis se mudar da bucólica região para delinear o automóvel em suas pranchetas — para copiar o modelo distribuído pela FIA, ele poderia trabalhar até numa mesa de trattoria diante de uma taça de bom sangiovese. A dupla de 2021 será mantida: Mazepin e o por enquanto apenas afável e educadíssimo Mick Schumacher.

Sobre o nome do carro, sim, temos informações. O novo modelo foi designado como VF-22. Lá no início, anos atrás, a sigla “VF” referia-se orgulhosamente ao ineditismo da empreitada de Gene Haas, nascido em Ohio para conquistar o mundo. “VF” queria dizer “very first”, e traduzir a expressão de forma simplória como “muito primeiro” não faria sentido. “Very first” é algo como “o princípio de uma série”, “aguardem pra ver o que vem por aí”, “vocês acham que viemos aqui para brincar?”, “este aqui é apenas o começo de uma gloriosa aventura”.

Ocorre que, com o passar dos anos, tal significado foi-se perdendo no tempo. Na prática, já na segunda temporada usar “very first” para batizar um carro seria ilógico — “very second”, talvez. Assim que “VF”, no ano da graça de 2022, quer dizer mesmo “Vendo a Firma”, e o 22 que se segue pode expressar o valor sugerido para a alienação do estabelecimento — com possibilidade de parcelamento, claro.

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DESAFIO DO DIA

Esse nem está tão difícil. Mas tem de ser “Google-free”!

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Acho que a dupla Rubinho/Dudu, pai e filho, para a prova de abertura da Stock no dia 13 mereceria uma repercussão maior no meio. Ou só eu não li nada a respeito? De qualquer forma, sensacional, isso!

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Helinho é, fácil, um dos cinco maiores pilotos brasileiros de todos os tempos. Se não for um dos três…

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BUS STOP

Estou vendendo o peixe que comprei. Mas que ficou legal, ficou!

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (semana cheia) – Sexta-feira fez 84 anos da morte de Bernd Rosemeyer, piloto que vivo citando aqui. A Deutsche Welle fez um excelente minidocumentário discutindo as causas do acidente e jogando na mesa algumas possibilidades sobre as quais eu ainda não tinha ouvido falar. A morte de Rosemeyer é tão controversa quanto a de Ayrton Senna. Ninguém sabe até hoje, exatamente, o que aconteceu. Muito bom. Em inglês.

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