ESQUISITICES

Já tinha até esquecido desta seção, até um blogueiro me lembrar dela pelo Twitter. Digo, pelo X. Não é do Brasil, essa aberração. Mas prefiro nem saber de onde é.

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BANZAI (1)

Verstappen e Horner: só sorrisos no Japão

SÃO PAULO (faltou criatividade…) – Vocês se importam se hoje apelarmos às caixinhas? Claro que antes delas faz-se necessário um pequeno resumo dos dois treinos livres de Suzuka, o primeiro ontem à noite, o segundo na madrugada.

Deu Verstappen em ambos. Os sorrisos voltaram à garagem do time austríaco. Não é nenhuma surpresa, apesar do fiasco de uma semana atrás em Singapura. Já explicamos à exaustão o que aconteceu lá: janela de temperatura dos pneus nunca encontrada, carro muito baixo, pista ondulada, acerto inicial totalmente equivocado que estragou o fim de semana todo. Apesar disso tudo, Max fez uma ótima corrida domingo, encontrando um ritmo que se tivesse tido nos treinos e na classificação, pelo menos no pódio poderia chegar. Terminou em quinto.

No Japão, dissemos e continuamos dizendo, as coisas voltariam ao normal desta temporada que, em 15 corridas, teve 14 vitórias da Red Bull e 12 do holandês. Ah, importante: Verstappen, matematicamente, não pode ser campeão em Suzuka; mas a equipe, sim.

Abaixo, os tempos de hoje. Mais para baixo, notinhas em caixinhas para vocês se atualizarem:

SÓ ANDRETTI – Parece que só mesmo a associação Andretti-Cadillac vai ser aprovada pela FIA para ser a 11ª equipe da F-1. As ambições da Carlin e da Hitech, ao que parece, não comoveram ninguém. Nem a Formula Equal, projeto de Craig Pollock (aquele ex-empresário de Jacques Villeneuve, que ajudou a fundar a BAR) que pretendia dividir a força de trabalho em 50% de homens e 50% de mulheres. E tem também uma tal LKYSUNZ, de um certo Benjamin Durand. Confesso que não tinha nem notado sua aparição, meses atrás. Recorro ao Grande Prêmio, que explicou outro dia: “A Fórmula 1 tem mais uma interessada em ingressar na categoria a partir de 2025/2026: trata-se da LKYSUNZ, uma startup que tem entre seus dirigentes Benjamin Durand — personagem que já teve interesse em entrar na categoria em 2019, por meio da Panthera Team Asia. Junto aparece a Legends Advocates Sports Groups, registrada com endereço na Flórida, além de outros investidores asiáticos. O nome LKYSUNZ surgiu com a abreviação da palavra ‘lucky’ — sorte, em inglês — para ‘homenagear a herança asiática’; o SUNZ representa o sol — ‘sun’, em inglês.” Durand, em entrevista recente, disse que pretende montar seu time na Malásia, com tentáculos espalhados pela Ásia, África e Júpiter, sei lá. Curioso é que esse LKYSUNZ topou pagar US$ 600 milhões como taxa de diluição, o valor que pretendentes precisam depositar para ser distribuído às equipes existentes. Essa taxa, hoje, é estabelecida em US$ 200 milhões. Gente esquisita…

Max nos treinos: bom ritmo de corrida

MEIO SEGUNDO POR VOLTA – Ritmo médio dos tempos de Verstappen em simulação de corrida, com pneus médios: 1min37s73. Segundo colocado: Norris, com macios, 1min38s26. Vai ser uma lavada.

ALONSO IRRITADO – “Com certeza temos de desenvolver nosso carro um pouco mais. As outras equipes melhoraram muito. Nós ficamos parados.” A Aston Martin caiu para quarto no Mundial em Monza, 14ª etapa do campeonato, superada pela Ferrari. Antes, fora vice-líder até a sexta corrida do ano, em Mônaco. Perdeu o lugar para a Mercedes na sétima, em Barcelona. A vantagem para a McLaren, em quinto, ainda é grande: 217 x 139. Dado curioso, porém, é a média de pontos da McLaren por corrida desde o GP da Áustria, quando estreou seu carro praticamente novo. São 122 em sete corridas, 17,4 por GP. Já a Aston Martin, no mesmo período, marcou 63 — 9 por corrida. Mesmo se mantidas essas médias, no entanto, a McLaren não passa a equipe verde de Alonso e Stroll.

HAJA AMOR – Presença luxuosa em Suzuka, Sebastian Vettel ajudou a construir casinhas para abelhas no interior da pista. Criou-se ali, na Curva 2, a “Buzzin’ Corner”. Até as zebras foram pintadas de preto e amarelo. Todos os pilotos foram ver a obra do alemão, um militante pelo meio-ambiente. Aqui vocês podem ver mais fotos do “hotelzinho das abelhas” e do carinho de todo o grid com o alemão.

HIRAKAWA – Ryo Hirakawa, 29 anos, piloto da Toyota no WEC, será reserva da McLaren em 2024. Ele também corre na Super Fórmula japonesa. Achei estranha, a escolha.

Ricciardo: volta incerta

NINGUÉM SABE – Daniel Ricciardo ainda não sabe quando volta a correr. O australiano quebrou a mão na Holanda e já perdeu quatro corridas, incluindo a deste fim de semana no Japão. A Red Bull/AlphaTauri não estabeleceu prazo para a volta. Ele está fora do GP do Catar, dia 8 de outubro. Talvez volte nos EUA, dia 22. Ninguém sabe. Liam Lawson segue como titular, mas Christian Horner, chefe da Red Bull, jogou um balde de água gelada no neozelandês. Praticamente confirmou Ricciardo e Tsunoda na equipe no ano que vem. “Ele é da família Red Bull e será titular em algum momento”, garantiu. Mas não agora, pelo jeito. Para mim, uma burrice sem tamanho. Horner não considera emprestá-lo para a Williams, que tem um lugar teoricamente aberto para 2024 — Sargeant ainda não foi confirmado. “Já fizemos isso antes e perdemos o piloto”, finalizou, lembrando o empréstimo de Carlos Sainz para a Renault. Nunca mais voltou.

TOALHA NO CHÃO – Lewis Hamilton disse que a Mercedes, “definitivamente”, não tem nenhuma chance de vitória no Japão.

Ferrari: assoalho novo

ASSOALHO NOVO – A Ferrari levou a Suzuka assoalhos novos para seus carros. Por enquanto, o desempenho tem sido bom. Os pilotos gostaram do equilíbrio nas curvas de alta.

SCHUMACHER NA ALPINE – Mas não na F-1. Mick, hoje piloto reserva da Mercedes, vai ser testado pela Alpine para correr no WEC de Hypercar. Se virar a carreira para esse lado, nunca mais volta. E não tem problema nenhum nisso. Mas não volta.

ERRAMOS – Segundo relatos de Suzuka, Matteo Perini, comissário esportivo que estava também em Singapura no fim de semana passado, admitiu que ele e seus colegas erraram ao não punir Verstappen com algumas posições no grid por suas infrações no sábado. Vários pilotos reclamaram, nas conversinhas de paddock. “Não importa se você é líder do campeonato, ou último colocado. Errou, tem de pagar”, falou George Russell, líder sindical.

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FOTO DO DIA

Apenas para informar que a McLaren estendeu o contrato de Oscar Piastri até o fim de 2026. Fez muito bem. O menino é bom.

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SOBRE DOMINGO DE MANHÃ

A IMAGEM DA CORRIDA

Últimas voltas em Marina Bay: final eletrizante

SÃO PAULO (adoramos) – Foi fácil escolher a imagem mais relevante da corrida de domingo em Singapura. Os fotógrafos tiveram alguns minutos para fazer o clique com os quatro primeiros colados nas últimas voltas do GP em Marina Bay. Nenhum deles era da Red Bull — o que faz dos ausentes personagens invisíveis desse flagrante aí em cima.

Foi demais a corrida, soberba a atuação de Sainz, lindo o desempenho de Norris, admirável a perseverança da Mercedes. Todos acabaram recompensados, exceto Russell — mas Hamilton levou um pódio.

Corrida tática e técnica, disputada em vários pelotões, tensa, emocionante. A gente não podia querer mais, né?

Vamos, agora, ao que ainda não foi dito sobre o GP singapuriano.

O NÚMERO DE SINGAPURA

100.188

…quilômetros percorridos em GPs tem agora Fernando Alonso, o primeiro piloto da história a superar a marca sempre emblemática de cem-mil-qualquer-coisa. Mas não teve um bom domingo, o espanhol da Aston Martin. Recebeu uma punição por cortar a linha de entrada nos boxes, fez duas paradas e na segunda resolveu colocar pneus macios. “Tudo que podia acontecer de errado para a gente aconteceu aqui”, lamentou o veterano. Foi a primeira corrida do ano que ele passou em branco, sem pontuar. E perdeu o terceiro lugar no Mundial para Hamilton. O placar agora aponta 180 x 170 para o inglês da Mercedes.

Poderíamos também ter escolhido como número do fim de semana, redondo que é, o 250º GP de Sergio Pérez. O piloto mexicano estreou em 2011 pela Sauber, passou pela McLaren, foi para a Force India e lá ficou sete anos, os últimos dois sob o nome de Racing Point. Em 2020, sem contrato para o ano seguinte, ganhou uma corrida no Bahrein de forma brilhante e despertou o interesse da Red Bull, que estava farta de seus moleques — exceção de Verstappen, claro. E lá está desde 2021.

Na comemoração dos 250 GPs, Pérez terminou em oitavo e levou uma punição de 5s — que não afetou sua posição final — depois de bater em Alexander Albon no fim, estragando a corrida do tailandês da Williams.

Agora, vamos falar do vencedor da prova.

Momentos que Sainz nunca vai esquecer: vitória de gente grande

Carlos Sainz tem 29 anos e está na sua nona temporada na F-1. Defendeu Toro Rosso, Renault, McLaren e, na Ferrari, disputa seu terceiro Mundial. Tem duas vitórias, cinco poles e 17 pódios na carreira. Não são números muito impressionantes, mas é preciso lembrar que desde a estreia, em 2015, conviveu com hegemonias de duas equipes, Mercedes e Red Bull, que não teve a sorte de defender.

Faz um campeonato bem melhor que seu companheiro Charles Leclerc: 142 x 123 na tabela de pontuação. Só não marcou na Austrália, enquanto o monegasco amarga quatro corridas no zero. Mesmo assim, não é o queridinho da escuderia italiana. A vitória em Singapura deve-se a ele, e só ele. Foi quem bolou e colocou em prática, no final, o plano de permitir a aproximação de Lando Norris, em segundo, para que o inglês da McLaren pudesse abrir a asa e se defender dos ataques de George Russell, que vinha babando com pneus mais rápidos e novos.

Sainz está na mira da Audi para 2025. Suas performances neste ano permitem dizer que é uma boa escolha dos alemães para liderar seu projeto de entrada na F-1. Acho que é o que vai acontecer.

A FRASE DE MARINA BAY

“Ele fez tudo certo em 99,99% da corrida”

Toto Wolff, sobre George Russell

O 0,01% ficou por conta da batida na última volta, quando perseguia Norris alucinadamente, com Lewis Hamilton em seu cangote. Acontece. A estratégia da Mercedes, de dois pit stops, foi agressiva e ousada. Deu azar, o time alemão, que a segunda parada aconteceu sob safety-car virtual. O chefe da equipe perdoou o erro de seu piloto.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS de Liam Lawson, que em seu terceiro GP já chegou nos pontos, levando a AlphaTauri à nona colocação. O jovem neozelandês virou opção para 2024 e dificilmente ficará fora do próximo Mundial. Ele corre de novo em Suzuka. Daniel Ricciardo (ainda se recuperando da mão quebrada na Holanda) e Yuki Tsunoda terão de brigar pela segunda vaga.

NÃO GOSTAMOS da Aston Martin, que além de não ter feito pontos com Alonso ainda foi obrigada a correr com apenas um carro, já que Lance Stroll, que faz um campeonato horroroso, bateu na classificação, acordou todo dolorido e decidiu não largar. A maionese do time verde desandou.

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NÃO TÃO PURA (3)

Sainz vibra em Singapura: ótimo GP, sem Red Bull para atrapalhar…

SÃO PAULO (delícia de ver) – Se a Red Bull não existisse, talvez a F-1 fosse mais divertida. Pelo menos neste ano. Porque a Red Bull não existiu no GP de Singapura. E, sem ela – na verdade, sem Max Verstappen –, o que se viu foi uma corrida disputada até os últimos metros por pilotos de três equipes diferentes. A vitória foi da Ferrari, com o pole-position Carlos Sainz. O espanhol teve uma atuação brilhante desde a largada, controlando a prova e mostrando um sangue frio acima da média nas últimas voltas, ao manter o segundo colocado Lando Norris, da McLaren, a menos de 1s de distância, para que ele conseguisse se defender da maior ameaça ao seu resultado, a Mercedes de George Russell.

Russell acabou batendo na última volta e o terceiro lugar no pódio foi herdado pelo outro carro da Mercedes, de Lewis Hamilton. Verstappen, que teve seu pior fim de semana na temporada, terminou em quinto depois de largar em 11º. Foi a primeira derrota da Red Bull no ano. Para Sainz, a segunda vitória na carreira – a outra fora em Silverstone no ano passado.

Sem a Red Bull – na verdade, sem Verstappen –, o circuito de Marina Bay teve corrida com muita gente participando dela atrás do que interessa: vencer. Sainz recebeu a quadriculada 0s8 à frente de Norris, que por sua vez cruzou a linha 0s4 à frente de Hamilton. Chegadas assim são sempre emocionantes. Mas, até ela, aconteceu bastante coisa. Então, deliciem-se.

Stroll fora: resultado do acidente de ontem

O dia começou com o anúncio da desistência de Lance Stroll de participar do GP de Singapura. O canadense acordou todo dolorido e, como é filho do dono da Aston Martin, pode se dar o luxo (ou “ao luxo”, as duas formas são aceitas) de escolher se corre ou não corre. “Paiê, tá doendo tudo, hoje vou não vir, tá?”, foi a mensagem que mandou para Lawrence. É geralmente o que acontece depois de uma pancada forte. Na hora, o piloto não sente nada – o corpo está “quente”, como se diz. No dia seguinte, dói até a alma.

A escolha de pneus para a largada recaiu sobretudo nos médios. Três escolheram os duros: Verstappen, Pérez e Bottas. Outros três, macios: Leclerc, Tsunoda e Zhou. Os macios de Chaleclé foram muito úteis para pular à frente de Russell ao apagar das luzes vermelhas, como diria aquele antigo locutor de rádio.

Deu certo e, assim, graças a uma boa largada de Sainz, o pole, os dois carros da Ferrari saltaram na ponta e foram embora, enquanto mais atrás Russell se ocupava da defesa de sua posição, cobiçada por Hamilton e Norris. Lewis passou ambos por fora da pista na primeira curva. Pouco depois devolveu o lugar a ambos, para não ser punido. Sainz, Leclerc, Russell, Norris, Hamilton, Alonso, Ocon, Magnussen, Verstappen e Hülkenberg, na quinta volta, eram os dez primeiros. Max, 11º no grid, ganhou duas posições no início e, na sétima volta, passou Magnussen e assumiu o oitavo posto. Até que seu ritmo de corrida, diante do fiasco de ontem, não era tão ruim.

O espanhol da Ferrari na frente: controle absoluto do começo ao fim

Na Ferrari, tudo estava combinado desde o GP da Itália, onde Leclerc parecia um maluco atrás de Sainz, colocando em risco o pódio da equipe correndo em casa. O comportamento do monegasco foi visto com algumas ressalvas pelo espírito atento de Enzo Ferrari. Por isso, em Singapura, ordens explícitas foram delineadas após a definição do grid. O papel de Charlinho, caso Sainz mantivesse a ponta na largada, seria de escudo para o companheiro. Nada de ataques. Ele seria, como alertou o engenheiro de Russell ao seu piloto, “sacrificado” pelo time vermelho.

Chaleclé assentiu calado. Emprego não está fácil por aí, ainda mais com carteira assinada, vale-transporte, férias e 13º. No caso da Ferrari, tem até tíquete restaurante. Mesmo com pneus mais rápidos, permitiu que o espanhol, na altura da 14ª volta, abrisse 1s8. Sua preocupação seria Jorginho em terceiro. A Ferrari queria cobrir qualquer possibilidade de uma perda de posição nos boxes, afastando o inglês do líder da corrida. Para isso, pediu a Leclerc que ficasse 3s atrás do companheiro. “OK, pessoal”, respondeu educadamente o garoto das comunidades de Mônaco. “Mas, caso isso aconteça, quem se fode sou eu”, emendou, já não tão educadamente assim.

O primeiro terço da corrida não foi grande coisa. O circuito de Marina Bay não é dos mais fáceis para ultrapassagens e, por isso, as posições se acomodaram com todo mundo à espera das primeiras paradas. Ou, quem sabe, de alguma barbeiragem que resultasse num safety-car. Leclerc seguia recebendo instruções pelo rádio. “Agora, mon cher, queremos cinco segundos de tranquilidade para Carlos”, pediu o engenheiro. O piloto, conformado, suspirou e não disse mais nada.

Russell: candidato à vitória até o fim, sucumbiu na última volta

Falávamos de uma eventual barbeiragem, e ela aconteceu na volta 19. Sargeant bateu de leve no muro, quebrou o bico, espalhou detritos pela pista e a direção de prova decidiu acionar o safety-car na volta 20. Todo mundo foi para os boxes colocar pneus duros. E a Ferrari, como de hábito, se atrapalhou com um de seus carros. O de Leclerc. A parada demorada, de 5s7, foi explicada ao piloto como necessária “por causa do tráfego”. Charlinho suspirou de novo. Perdera duas posições, para Russell e Norris.

Quando disse, acima, “todo mundo”, não fui lá muito preciso. Quem estava com pneus duros desde a largada não parou, escalando o pelotão. Isso significa que, ao voltar para a pista e olhar no retrovisor, Sainz viu atrás dele…  Verstappen em segundo! Pérez aparecia em quarto. Bottas, em décimo.

Carlos ficou apavorado. “¡É ele! ¡É o Max! ¡Cabrón! ¡Hijo de puta! ¿Cadê o Charles? ¡Preciso do Charles!”, começou a gritar, com exclamações e interrogações de ponta-cabeça, o que foi interpretado por seu engenheiro como uma espécie de confusão mental por causa do calor. “Calma, Carlos, ele está com pneus velhos, o carro está ruim, não dormiu bem. Fique tranquilo.” Na relargada, na volta 22, Max sustentou a posição por uma volta e meia. Russell, com pneus novos, conseguiu passar e foi para cima de Sainz. Pérez também perdeu posições para Norris e Hamilton. A estratégia da Ferrari começou a ficar ameaçada. Porque atrás dele não estava mais o parceiro para segurar todo mundo. Nem Verstappen com pneus velhos. O problema do espanhol se chamava George Russell, louco para ganhar uma corridinha.

Norris, segundo colocado: festa da McLaren

A borracha desgastada de Verstappen permitiu a ultrapassagem também de Norris, que assumiu o terceiro lugar. Hamilton veio logo depois e fez o mesmo. Max caiu para quinto. Aí veio Leclerc. O carro da Red Bull era presa fácil, com pneus velhos e um carro surpreendentemente ruim. Soube, pelas minhas fontes, que o holandês xingava todo mundo desde a largada, mas o rádio fora desligado. Por isso não sabia nem em qual volta teria de parar para trocar os pneus.

As posições se acomodaram novamente. Russell, em segundo, se espantava com o ritmo contido de Sainz na liderança. “Ele está querendo segurar a gente, percebo uma estratégia premeditada de impedir que imponhamos nosso próprio ritmo, e isso tem um pouco a ver com questões históricas entre italianos e alemães desde a Segunda Guerra, o desprezo que os germânicos dedicavam aos parceiros do Eixo, admirando muito mais os japoneses por sua resiliência e, por que não dizer?, suas tendências suicidas que eram tratadas como corajosas nas figuras dos camicases…” Foi interrompido pelo engenheiro, que encerrou aquela ladainha abruptamente: “George, você é inglês e ele é espanhol, você gosta de críquete e ele de touradas, vai tocando aí que depois a gente se fala”.

Mais atrás, Pérez x Ocon x Alonso foi um dos bons momentos da corrida. O mexicano tinha pneus velhos e segurava todo mundo. Fernandinho teria de cumprir 5s por cortar a entrada dos boxes no pit stop. O francês fazia aniversário, 27 anos. Nas voltas 38 e 39 os três ficaram trocando posições e ofensas com Ocon se saindo melhor, passando ambos. Na 40ª volta, finalmente, Pérez parou para trocar pneus. Caiu para último. Na 41ª, Verstappen, sexto, parou também. E foi parar em 15º. O fim de semana da Red Bull era o pior desde o dia em que Dietrich Mateschitz colocou as latinhas de energéticos no mercado austríaco, em 1987, depois de uma lisérgica viagem à Tailândia para vender pasta de dente.

Segunda vitória de Sainz: corrida perfeita

Na volta 42, Ocon quebrou. Estava em sexto e esmurrou o volante, de raiva. O safety-car virtual foi acionado. E aí? Parar ou não parar, eis a questão. A Mercedes resolveu parar. Colocou um jogo de pneus médios novo, novo, novo no carro de Russell. Outro no de Hamilton. Sainz, Norris e Leclerc eram os três primeiros quando, na volta 45, a prova foi retomada. Russell caíra para quarto, 13s4 atrás do monegasco, mas com pneus novos.

Verstappen, na volta 48, entrou de novo na zona de pontos ao ultrapassar Zhou. A meta da equipe passou a ser “não sair daqui no zero”, o que representaria um vexame ainda maior. Depois, passou Hülkenberg e Lawson, assumindo o oitavo lugar. Na ponta, Sainz seguia tranquilo, mas Norris aparecia em seu retrovisor. Leclerc, desanimado, era o terceiro. Russell, babando, tirava 2s por volta do monegasco e rapidamente chegaria para brigar pelo pódio.

A dez voltas do final, George estava 2s atrás de Leclerc. Para sonhar com uma vitória, não poderia perder tempo atrás da Ferrari #16. Ainda teria Norris pela frente e uma possível briga com Sainz. A vantagem do piloto da Mercedes eram os pneus mais novos e velozes. Os três primeiros colocados tinha pneus duros gastos.

Russell passou Leclerc na volta 53. Hamilton fez o mesmo na 54. O alvo seguinte da dupla mercêdica era a McLaren de Norris, 6s à frente. Os dois carros pretos vinham feito alucinados para cima de Lando. Mas faltava pouco para terminar a prova. Seria necessário passar o automóvel papaia e, depois, atacar o espanhol. Que, presumivelmente, defenderia a ponta com a vida e a honra, se preciso fosse.

(Verstappen, àquela altura, na volta 58, assumia a sexta posição ao passar Gasly. Uma recuperação aceitável, não mais que isso. E terminou em quinto. À espera de dias melhores. Se possível na semana que vem, em Suzuka. Sua sequência de dez vitórias foi encerrada. A invencibilidade da Red Bull no campeonato, também.)

Russell chegou em Norris na volta 59. Inteligente, Sainz permitiu que o inglês ficasse a menos de 1s dele, para poder abrir a asa móvel e se defender de Jorginho. Os quatro primeiros, então, ficaram colados. Lando resistiu. Carlos monitorava a turma atrás dele de forma surpreendentemente fria e calculista.

Foi um fim de prova belíssimo, tenso, nervoso. Tanto que, na última volta, Russell bateu. Norris nem acreditou. Hamilton não teve tempo de atacar o jovem mclariano e ficou com o terceiro lugar no pódio. Leclerc, Verstappen, Gasly, Piastri, Pérez, Lawson e Magnussen completaram a zona de pontos. Palmas para Piastri, que largou em 17º e chegou em sétimo. E aplausos efusivos para o jovem neozelandês da AlphaTauri. A equipe tinha três pontos no Mundial em 14 corridas. Ele marcou dois em seu terceiro GP. Será titular em 2024. Ricciardo e Tsunoda que lutem.

O resultado elevou Hamilton ao terceiro lugar no Mundial de Pilotos, ultrapassando Alonso – que zerou pela primeira vez na temporada: 180 x 170. Verstappen foi a 374, contra 223 de Pérez. A má performance da Red Bull não afetou o campeonato em nada. No máximo, a autoestima da equipe. No Mundial de Construtores, os 37 pontos anotados pela Ferrari acirraram a briga pelo vice. A Mercedes, que fez 16, tem 289, contra 265 dos italianos.

Semana que vem tem mais, no Japão. E as coisas devem voltar ao normal.

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NÃO TÃO PURA (2)

Verstappen volta à garagem a pé: fora do Q3

SÃO PAULO (quem diria…) – Nem sempre a história é a história dos vencedores. Para falar da definição do grid para o GP de Singapura, hoje no circuito citadino de Marina Bay, é preciso começar com os perdedores. Os fracassados. Os oprimidos. Os malogrados. Os infaustos. Os desditosos. Os infelizes da Red Bull.

Sim, da Red Bull, aquela que ganhou 24 das últimas 25 corridas disputadas na F-1. Aquela que venceu as 15 últimas provas da categoria em sequência. Ela mesma, a Red Bull, líder absoluta do Mundial de Pilotos e de Construtores, equipe que costuma trucidar seus adversários sem dó nem piedade, subjugando-os ao ponto de transformá-los em farrapos, aviltando-os e ridicularizando-os.

Pois não tem Red Bull na pole.

Nem em segundo.

Nem entre os dez primeiros!

A Red Bull, aquela mesma de Max Verstappen e Sergio Pérez, de Christian Horner e Helmut Marko, de Vettel e Ricciardo, das latinhas de energéticos e das baladas com uísque e gelo, a Red Bull empacou no Q2! E não é porque trocou de motor, de câmbio, por punição, por nada!

Os humilhados se reergueram, ó deuses do automobilismo!

OK, me perdoem pelo descomedimento verbal. É que o que aconteceu hoje foi tão esquisito e insólito, que se faz necessário o uso de uma hipérbole aqui, outra ali. Verstappen é o 11º no grid para a corrida de amanhã, 15ª da temporada. Nem ele entendeu direito o que se passou. “Eu sabia que ia ser difícil lutar pela pole aqui. Mas nunca imaginei que seria tão ruim assim”, falou o piloto, que ainda encerrou a noite sendo investigado por três infrações ao longo do sábado – que serão descritas abaixo. “A gente não sabe direito o que aconteceu. Tentamos muitas coisas diferentes, mas tudo se resume a não termos encontrado a janela ideal para os pneus”, tentou explicar Buziner, o chefe.

Ah, a pole é de Carlos Sainz, a segunda seguida do espanhol da Ferrari neste ano. Clap-clap-clap, parabéns. Mas agora vamos contar um pouco deste sábado muito doido em Singapura.

Sainz, o pole: quinta vez na carreira

Os primeiros sinais de que as coisas não estavam muito boas para a Red Bull começaram a ser dados nos dois treinos livres da sexta-feira. Se repetiram hoje na última sessão antes da classificação, com tempos muito discretos de seus pilotos e queixas incessantes pelo rádio, e se confirmaram à noite. Max só foi liderar a tabela de tempos pela primeira vez no fim de semana a 7min do final do Q1, e por pouquíssimo tempo – logo depois de sua volta rápida, Sainz veio com a Ferrari e o superou. Não era, definitivamente, o normal de 2023.

E foi divertido, esse Q1. Com a pista melhorando nitidamente na medida em que ia sendo emborrachada, os 20 pilotos deixaram os boxes ao mesmo tempo quando faltavam 2min para a quadriculada. Num circuito de rua, isso complica a vida de todo mundo, por causa do tráfego. Fora que se repetiu a cena insana de carros muito lentos preparando suas voltas sem saber direito quem podia estar vindo rápido atrás. O que motivou o aviso da direção de prova de uma investigação coletiva após a classificação, porque entre as curvas 16 e 19 vários pilotos se atrapalharam mutuamente.

Então começaram a aparecer, lá no topo, pilotos que não costumam frequentar as melhores posições, como Tsunoda em primeiro, Hülkenberg em terceiro, Lawson em quarto e Magnussen em quinto. Foram os primeiros do pelotão que fecharam suas voltas. A tendência era de uma queda acentuada dos tempos de todos.

Mas aí veio a grande pancada do dia.

Stroll, que estava na zona de eliminação, tentava se safar de mais uma degola e bateu violentamente na entrada da reta dos boxes. Saltou na zebra, perdeu o controle do carro e deu de frente no muro. Foi no exato instante em que o cronômetro zerou. A bandeira vermelha foi imediatamente acionada. Assim, aqueles que tentavam avançar ao Q2 não puderam completar suas voltas e ficaram onde estavam. Caíram Bottas, Piastri, Sargeant, Zhou e o desafortunado canadense da Aston Martin. Felizmente o piloto não se machucou – ao menos saiu sozinho do carro.

O soluço competitivo da Red Bull, que ganhou todas as corridas deste ano, resultou num sempre sonhado equilíbrio no início da classificação. Com Verstappen cheio de adversários, sem elevar o sarrafo do melhor tempo, a consequência foi que ao final do Q1 os 15 pilotos que avançaram ficaram separados por menos de 1s: apenas 0s677 entre o líder Tsunoda e o 15º, Albon. Sendo mais exato, até o 17º, Piastri, a diferença foi menor que 1s para o mais rápido do Q1: 0s911.

Para os registros, o japonês da AlphaTauri cronometrou sua melhor volta em 1min31s991.

Max passou em nono. E foi informado que seria investigado após a classificação. Isso porque numa de suas voltas à pista parou na saída do box segurando uma fila de carros atrás, mesmo com o sinal verde aceso. Ficou um tempão imóvel esperando o melhor momento de deixar o pitlane, sem se preocupar se estava incomodando alguém — como aqueles malas que ficam no celular na sua frente no semáforo e não percebem que abriu. Atrás dele, Leclerc, Sainz & companhia espumavam de raiva.

Depois, a direção de prova avisou que Verstappen seria investigado também por ter atrapalhado uma volta de Sargeant, da Williams. Segunda anotação do dia na caderneta do holandês.

Max segura a fila: investigação em curso

Mais de meia hora depois da batida de Stroll a classificação foi retomada, após os serviços de limpeza do asfalto e vistoria da mureta de proteção. Verstappen foi o primeiro a sair dos boxes no Q2 e fez uma volta ruim, em 1min32s307. Quando todos fecharam sua primeira bateria de tentativas, o atual bicampeão do mundo era apenas o décimo colocado. E seu companheiro Pérez, o 11º. Não era mesmo o melhor fim de semana da temporada para a Red Bull.

Provisoriamente, na liderança, apareceu Russell, da Mercedes, com 1min31s743. Tsunoda, o líder do Q1, abortou sua volta por ter pegado Verstappen lento pela frente. Xingou bem pelo rádio, talvez sem saber quem era. Quando entrou nos boxes, foi chamado para a pesagem. A reclamação radiofônica teve efeito: mais um comunicado da direção de prova, avisando que Max seria investigado por ter atrapalhado o pequenino japonês. Terceira marquinha na folha corrida do dia.

Russell: Mercedes andando bem em Singapura

A segunda volta de Verstappen foi igualmente ruim, ficou em décimo, mas ainda tinha gente na pista. E ele acabou superado por Lawson, da filial AphaTauri. “Vocês viram? Foi uma experiência chocante, absolutamente chocante!”, falou o holandês pelo rádio, incrédulo.

Pois é. Max Emilian Verstappen, 12 vitórias em 2023, não passou do Q2! Para piorar a vida do time austríaco, Pérez rodou, estragou sua volta e também foi eliminado, com o 12º lugar. Gasly, Albon e Tsunoda foram os outros que ficaram pelo meio do caminho.

Sainz fechou o Q2 em primeiro com um temporal, 1min31s439. A surpresa foi a Haas, levando seus dois carros ao Q3. Russell e Alonso, segundo e terceiro, foram bem. E Lawson, claro, merece uma menção honrosa. Em seu terceiro GP, colocou a AlphaTauri entre os dez primeiros no grid. Só não será titular em 2024 se a matriz rubro-taurina insistir com Ricciardo, o que faz cada vez menos sentido.

Sem os dois carros da Red Bull, todo mundo no Q3 tinha o direito de sonhar com alguma coisa. Na primeira bateria de voltas rápidas, Sainz tornou a se impor com 1min31s170, um tempo muito bom, 0s251 à frente de seu companheiro Leclerc, o segundo. Andando bem desde o início das atividades, ontem, o espanhol era o franco favorito à pole. Na segunda saída, baixou ainda mais seu tempo, para 1min30s984. E conseguiu pela quinta vez na carreira a primeira colocação de um grid. Russell, 0s072 atrás, ficou em segundo. Leclerc foi o terceiro, a 0s079. Norris, Hamilton, Magnussen, Alonso, Ocon, Hülkenberg e Lawson fecharam a turma dos dez primeiros.

Pela primeira vez no ano, os rubro-taurinos se encaixam na categoria “zebra” de um GP. Salvo alguma situação muito excepcional, a sequência de vitórias de Verstappen (e, vá lá, Pérez) será interrompida amanhã. A tendência, nesses casos, é apontar o pole como maior candidato ao degrau mais alto do pódio. Mas talvez Sainz não seja exatamente a melhor aposta. Vejam o grid abaixo:

O grid em Marina Bay: Ferrari favorita?

Os carros italianos têm tido problemas em ritmo de corrida, embora em Monza, duas semanas atrás, as coisas não tenham sido tão ruins. Olho em Russell. Ele vem fazendo um trabalho sólido neste fim de semana e a Mercedes fez uma jogada de pneus que lhe garantiu dois jogos médios zerinho para amanhã. Alonso, em sétimo, não deve ser de todo desprezado. É esperto, sabe aproveitar oportunidades. Norris corre por fora. E a Ferrari, claro, tem todo direito de sonhar com pódio, talvez a vitória.

E Max? Em provas passadas, Verstappen venceu mesmo largando mais atrás, alguém há de argumentar. Só que seu carro não está andando nada em Singapura. OK, é corrida que sempre tem safety-car, desgastante, quente. Mas não se tira desempenho do nada de um dia para o outro. Amanhã, ouviremos da Red Bull frases como “hoje era dia para reduzir os danos”. Até pódio é bem difícil — algo que parecia impensável de se dizer nesta temporada.

Por essas e outras, deve ser um GP interessante. O grande protagonista do ano, pelo menos neste domingo, será coadjuvante.

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NÃO TÃO PURA (1)

SÃO PAULO (sei não…) – Pode ser — pode ser — que neste fim de semana o samba de uma nota só de 2023 seja um pouco diferente. A Red Bull começou muito mal os treinos para o GP de Singapura, confirmando previsões sombrias que seus próprios pilotos já vinham fazendo nos últimos dias. Não é a melhor pista do mundo para os rubro-taurinos. Basta olhar o retrospecto de Verstappen em Marina Bay. Nunca venceu na pista urbana da cidade-estado asiática. Em seis participações, seu melhor resultado foi um segundo em 2018. E tem um terceiro em 2019. Nenhuma pole.

OK, Pérez ganhou no ano passado. Mas foi uma corrida incomum, com muita chuva, confusões, safety-car e o escambau.

O fato é que Verstappen terá mais adversários do que o normal amanhã e depois. Tem duas Ferrari na frente, mais Mercedes, McLaren e Alonso para atrapalhar. O primeiro dia de treinos terminou com Sainz na frente e Leclerc em segundo. No primeiro treino livre foi o contrário.

Alonso: mais um para atrapalhar Verstappen

O espanhol da #55 fez a melhor volta da sexta-feira em 1min32s120. A pista está mais rápida e curta porque houve uma alteração de traçado, com a supressão de quatro curvas que passavam diante das arquibancadas daquele campo de futebol flutuante. Leclerc ficou 0s018 atrás. Russell, o terceiro, terminou a 0s235 de distância. Depois vieram Alonso, Hamilton e Norris nas seis primeiras posições.

Só aí aparece o primeiro carro da Red Bull, de Pérez, 0s692 atrás. Max, que reclamou do carro do início ao fim das atividades de pista do dia, ficou em oitavo, a 0s732 de Sainz. Tirar 0s7 de um dia para o outro é tarefa muito complicada.

Os tempos do treino noturno: Albon teve problema de motor

Assim, pode ser — pode ser — que a hegemonia absoluta da equipe austríaca nesta temporada termine domingo. Até agora, são 14 vitórias em 14 etapas. O sonho de vencer todas as corridas do ano pode ser interrompido.

Discutiremos tudo isso mais tarde, às 19h, no “Fórmula Gomes”, lá no YouTube. Hoje tive de escrever com pressa porque tenho de entrar no ar!

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GULF!

SÃO PAULO (ficou linda!) – Vocês se lembram que a Williams abriu um concurso para decidir a pintura que seria usada nos GPs de Singapura, Japão e Catar, não? Pois chegou a hora. E digo: a equipe deveria adotar esse layout de vez. É muito bonito, tem personalidade, história. Muito melhor que aquele azul morto sem graça.

O que acharam?

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FOTO DO DIA

Até meio exagerada a imagem, pelo peso da notícia, mas aí está: a Alfa Romeo (que na verdade é a Sauber) mantém sua dupla para 2024, Guanyu Zhou e Valtteri Bottas. Mais uma porta que se fecha para Felipe Drugovich, que vai precisar encontrar um rumo para o ano que vem. Na F-1 está muito difícil. Vagas possíveis, só na AlphaTauri e na Williams.

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DICA DO DIA

SÃO PAULO (proselitismo básico) – A dica de hoje é minha mesmo. Trata-se do vídeo que fiz no Heimweh, o encontro de Wartburg que aconteceu em Eisenach no começo de agosto. Ficou bem legal!

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