ENTREVISTA COM O BLOGUEIRO (6)

SÃO PAULO (toma serviço acumulado…) – Futebol, carros, jornalismo, política, existencialismo, vida pessoal, religião, Fórmula 1… O cardápio desta 13ª parte da grande coletiva com o blogueiro parece promissor. Explico como tenho feito. Vou à página de perguntas (esta é a 6 de 18, e comecei de trás para frente), bato o olho rapidamente, escrevo esta pequena abertura, copio as questões (sem edição), jogo numa página do Word e vou respondendo uma a uma. E acreditem: só leio com atenção quando vou responder. Até lá, é uma pilha de perguntas cujo teor preciso desconheço.

Lembro pela milionésima vez que o período aberto para perguntas se encerrou em 2 de julho. Vamos ao lote de hoje.

[bannergoogle] Iuri Jacob – Na sua carreira como jornalista já houve alguma ocasião em que seu empregador (jornal, revista, emissora) exigiu que você mudasse o teor de alguma matéria ou texto para atender os interesses dele? É comum ouvir as pessoas do meio falar sobre liberdade de imprensa. Você acha possível haver tal liberdade considerando essas relações de subordinação aos donos dos veículos de mídia?
RESPOSTA – Incrivelmente, nunca. Talvez porque quando se trabalha com esporte esse tipo de coisa seja menos frequente. Trabalhei com temas mais, digamos, delicados quando fui repórter de Educação e Ciência da “Folha” e, depois, quando fui âncora da “Hora da Verdade” da Jovem Pan, um noticiário de fim de tarde. Numa ocasião, na rádio, esculhambei o prefeito Celso Pitta por alguma razão. E o Paulo Maluf, também. O diretor de jornalismo me chamou, porque “o doutor Paulo telefonou para reclamar”. “De quê?”, perguntei. “De você ter falado tal coisa”, ele me respondeu. “E é mentira?”, segui. “Não”, reconheceu o diretor. “Mas não pode falar.” E eu encerrei o assunto: “Fulano, se é verdade, é claro que eu posso falar. Eu só não posso falar mentiras no ar. Sendo assim, continuarei falando”. Claro que não durei muito mais tempo no cargo e poucas semanas depois acabei saindo da Pan. E não era nada grave, até onde me lembro. Outra vez, ainda na Pan, esculachei um plano de saúde qualquer que estava sacaneando velhinhos. No dia seguinte soube que um funcionário da emissora que também advogava para planos de saúde pediu minha cabeça. A quem me deu o recado, pedi que mandasse o tal funcionário tomar no cu. Mas não me proibiram de falar, e não sei se o mandaram tomar no cu. Por fim, acho que a liberdade de imprensa é obviamente condicionada por aquilo que os patrões querem que seus empregados digam ou escrevam. Quem não se enquadra dança. Felizmente, como disse no início, na área esportiva essas coisas não acontecem muito.

Diógenes Pacheco – Você tem atitude de se posicionar quanto a questões importantes da sociedade. Isso é incomum entre jornalistas de grande projeção, sobretudo esportivos. E é louvável. Boa parte das idéias que você defende combinam com o governo atual – distribuição de renda, valorização do emprego, preocupação social. Não com a intenção de alimentar com argumentos o outro lado, mas é de se imaginar que você também tenha críticas ao governo. Quais seriam?
RESPOSTA – Acho que já respondi sobre isso. Minha maior crítica ao PT vai na direção das alianças que o partido fez com gente indefensável, ainda que o argumento da governabilidade seja forte. E acho que os últimos governos tinham de radicalizar para consertar o país, e não morder e assoprar no tratamento com a elite que, agora, quer dar um golpe espúrio.

Rodrigo – Também gostaria de saber a mesma coisa
RESPOSTA – Ótimo, já está sabendo.

comopodemaig
Eu ia perguntar: como pode isso aí, amigão?

Silvio Pereira – Já li que você não acredita em nada, sem ser do homem! Não acredita em Deus, Espíritos, etc. Mas gostaria de saber se acredita em fazer o bem acima de tudo? Ser caridoso, humilde, gentil, paciente? Se sua resposta for: eu tento! Concluo que acredita sim em Deus! Fale a respeito?
RESPOSTA – Sim, acredito que fazer o bem é a única conduta aceitável do ser humano. E evidentemente eu tento. Sua conclusão, porém, é precipitada. Não acredito em Deus só porque acredito que o bem é o que todos devem fazer. Mas, se ele existir, gostaria de ter uma conversinha com a figura sobre as maldades que ele permite que seu rebanho cometa.

Mariot – Minha visão sobre política se assemelha bastante à tua, mesmo assim vejo desmandos grotescos acontecendo durante esse mandato do PT, como por exemplo, cortes significativos na educação/pesquisa e abertura da torneira para construção de mega shopping para congressistas. Dito isso, qual tu acha que foi e/ou vem sendo o maior erro político da presidente Rousseff?
RESPOSTA – Já respondi. Mas aconteceram coisas nos últimos meses, depois que sua pergunta foi feita. E acrescentaria aos erros da Dilma essa guinada para a direita, tentando consertar a economia com a receita neoliberal cujo resultado todos conhecem. Eu, se fosse ela, mandava todo mundo à merda.

Guilherme Levy – O que é a VIDA? (uma Provocação by Abujamra)
RESPOSTA – É o espaço de tempo compreendido entre o momento em que se nasce e o momento em que se morre. Nesse intervalo, procure ser uma boa pessoa. É tudo que importa.

estorilblog
Pracinha no Estoril: viveria lá fácil

Moa Canadá – Flávio, se vc tivesse que escolher uma das cidades (atuais ou antiga) sede de Grande Prêmio de F1 para morar com a família e filhos, onde vc moraria? (fora São Paulo). O que vc acha de Montreal?
RESPOSTA – Acho que me daria bem vivendo em Portugal, no Estoril. Montreal é uma cidade linda, divertidíssima no verão. No inverno deve ser duro. Mas é um dos lugares mais civilizados que conheço.

Paulorenatov – Quando voce vai parar de fumar?
RESPOSTA – Fumar o quê?

Fernando – Dos autódromos onde ocorrem, ou já ocorreram GPs de Fórmula 1, qual que você mais curte (ou curtiu)? Refaço essa mesma pergunta, mas limitando para autódromos com menos de 10 anos.
RESPOSTA – Também acho que já respondi, e meus preferidos são Spa, Monza e Nürburgring. Incrivelmente também gosto bastante de Magny-Cours, mas acho que sou o único.

Jimmy Soares – Qual o seu carro favorito de F1 em termos de pura beleza e desempenho? E aproveitando se você fosse o cara responsável para reestruturar a F1 atual, qual seria a sua configuração para categoria? Motor, guerra de pneus, abastecimento…..???
RESPOSTA – Provavelmente já respondi, e esse negócio de escolher carro é foda, porque cada vez que me perguntam, escolho um diferente. Beleza, acho que falei da Ligier em outra pergunta, não? Quanto a desempenho, o MP4/4 da McLaren era espetacular. Mas acho que outro dia eu falei da Williams de 1993. Fiquemos com os dois. Quanto à reestruturação, eu mexeria nos motores, abriria a categoria para pelo menos mais uma marca de pneus e reduziria drasticamente os custos, para atrair mais equipes e montadoras.

Pep Guardiola, Bayern Munich manager
Guardiola: ele mudaria as coisas no Brasil

Mentecapto – Flavio, durante a copa do mundo, suas opiniões sobre a seleção na Fox foram muito sensatas e contundentes, então queria fugir do tema F1 e perguntar o que vc acha do Dunga, dessa seleção, qual a solução para o nosso futebol, e se vc acha que não tem técnico brasileiro capaz de montar uma boa seleção já que não temos craques, e se um técnico estrangeiro é a saída. E queria saber se vc acha que só existe o Neymar de fora de série, ou vc acha que tem mais algum jogador brasileiro no mesmo nível?
RESPOSTA – Acho o Dunga uma aberração. O melhor técnico brasileiro é o Tite, claro, mas se eu estivesse no comando do futebol brasileiro iniciaria uma revolução de costumes chamando o Guardiola. Dá para fazer um bom time de brasileiros, claro, mas é igualmente claro que o Brasil não tem mais o melhor futebol e nem os melhores jogadores do mundo. O Brasil foi forte quando o futebol dependia de individualidades e empirismo. Quando a coisa passou a ser mais científica e dependente de algum tipo de planejamento, ficamos para trás. No Brasil o Neymar é o único fora-de-série. O resto nem chega perto.

Claudinei – Você considera a possibilidade do 3° carro na F1 só com novatos (1° ano na categoria como titular e campeonato paralelo)?
RESPOSTA – Já defendi isso, mas hoje acho que, economicamente, é inviável. Talvez, para novatos, seja o caso de pensar em equipes-satélite, como a Red Bull faz tão bem com a Toro Rosso.

Alexsandro Nishimura – Considerando mecânica, conhecimento do carro, volta rápida, consistência, liderança, etc, e deixando de lado a questão das “viúvas”, quem em sua opinião foi mais completo, Piquet ou Senna?
RESPOSTA – Completo, Piquet. Mas Senna era melhor no todo, por conta da velocidade e do estilo mais agressivo de pilotar, que me agrada na maior parte do tempo.

Caco Brandenburg – Flávio, sua ira com comentários contra o governo PT e também contra o comunismo como um todo, é realmente verdadeira ou tem um pouco de teatro?
RESPOSTA – Não faço teatro. Acho que já deu para perceber isso.

Felipe Passos – Flavio, o que você pensa sobre NASCAR? A categoria em si, a competitividade, a cultura do americano pela categoria, o fato de correr na grande maioria das vezes em ovais, etc. Abraços
RESPOSTA – Não acompanho muito a Nascar por absoluta falta de tempo e porque, sinceramente, não gosto muito de corridas em ovais. Mas reconheço sua importância e o fascínio que desperta em tanta gente. É um evento monumental, gigantesco, competitivo, milionário, popularíssimo. Tem ótimos pilotos, grandes empresas e patrocinadores envolvidos, movimenta milhões e multidões. Não para ignorar uma categoria assim. Os caras sabem fazer espetáculos e a Nascar, considerando tudo – quantidade de gente, número de corridas, tamanho do grid – é tão importante quanto a F-1. A diferença é que o interesse que desperta fora dos EUA é pequeno, justamente por ser um campeonato nacional, e não mundial. A Fox transmite a Nascar, é um dos produtos mais importantes do canal, e considero nosso trio de especialistas, Sérgio Lago, Thiago Alves e Rodrigo Mattar, uns fodões no assunto.

nascarblog
Nascar: categoria que se equipara à F-1 em importância

Humberto – Outro colunista, Rica Perrone, tem verdadeiro ódio de vc! Segundo ele vc o destruiu dec= todas as formas quando ainda estava começando a carreira. Em outra ocasião, qdo o encontrou no elevador, vc abaixou a cabeça e ficou quietinho. O que tem a dizer sobre ele?
RESPOSTA – Se for quem eu estou pensando, porque tem um Ricardo Perrone no UOL, e é meu amigo, é aquele rapaz que tinha um site chamado F1 na Web. Faz muito tempo que não ouço falar dele, mas sei que se mudou para o Rio e tem um blog de futebol, ou de escolas de samba. Eu o destruí como, exatamente? O único episódio de que me lembro que possa ter causado algum mal-estar, e isso faz muito tempo, acho que início dos anos 2000, foi uma vez que ele me ligou pedindo para “chupar” umas fotos que tínhamos publicado, da namorada do Ralf Schumacher pelada. A gente tinha comprado aquelas fotos, e eu expliquei a ele que jornalismo não era bem assim, pegar as coisas dos outros, “chupar” e publicar. Até então, esse Perrone era apenas mais um dos muitos que me mandavam e-mails para falar de F-1 e elogiar meus textos. Durante alguns meses, meio obcecado com não sei bem o quê, ele até passou a pagar uns frilas para o Fábio Seixas para que pudesse dizer que seu site também cobria F-1 “in loco”. Eu achava meio engraçado esse negócio. Mas não acho que tenha feito algo para “destruí-lo”. O que me lembro é o que o Seixas me contava, que ele me odiava e queria que eu morresse. Um cara estranho, certamente, porque nunca o vi. Acho esquisito odiar gente que você não conhece. Essa história do elevador é mais curiosa ainda, porque se ele bater na minha porta agora não saberei reconhecê-lo. Nunca vi o cara. Se vi, não sabia que estava vendo. Ele que te contou que me encontrou no elevador? Devia ter se apresentado, era mais fácil. Eu normalmente fico quietinho em elevadores, muita gente me vê e me reconhece – e detesto isso. De qualquer forma, vou dar um Google para ver uma foto dele e saber o que anda fazendo.

Iuri Jacob – Confesso que isso também me intriga até hoje.
RESPOSTA – O Jacob postou o comentário referindo-se a pergunta do Gabriel Araújo, que já respondi. Fica só o registro.

Aloisio – Flavio, se fosse para você ter um único carro, de hoje até o fim de sua vida, qual seria?
RESPOSTA – Também já respondi. O Trabi. Mas não gosto nem de pensar nisso.

Para ler os outros posts da série, é só clicar aqui.

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Michel Aleixo
Michel Aleixo
6 anos atrás

Flávio daqui a 30 anos você vai achar os carros de hoje em dia clássicos e consequentemente bonitos? Justifique sua resposta.

Michel Aleixo
Michel Aleixo
Reply to  Flavio Gomes
6 anos atrás

Pensei que ainda rolava. Sorry.

carlos lima
carlos lima
6 anos atrás

Excelente! O leitor agradece. Bravo!

perna quebrada
perna quebrada
6 anos atrás

Engraçado o cara que considera humildade, caridade e outras características como exclusivas de cristãos.

Drauzio Varella, que faz trabalho educativo em comunidades é ateu.

Miguel Nicolelis, que está fazendo paraplégico andar e construiu escola na periferia de Natal é ateu.

Mujica, que dispensa apresentações, é ateu.

Os ateus do Bad Religion, pra mim, fizeram a canção mais cristã do rock.:

Punk Rock Song (legendado)
https://www.youtube.com/watch?v=MRN-1_LEMMM

Por outro lado, o mundo está cheio de cristãos como Bush, Sarney, Malafaia, Bolsonaro, ACM etc…

totiy
totiy
6 anos atrás

Esse Perrone é adepto do jornalismo de hipoteses , quem quiser confira no Blog dele suas postagens , pos /prisao de Marin , só hipoteses publicadas como jornalismo .

genaro
genaro
6 anos atrás

imagina algum repórter da Globo ou Veja chegando eufórico pro chefe: tenho uma bomba contra Aécio, FHC ou Alckmin!! hahahahah mais um que seria mandado embora da empresa!!

Fabio Nemer
Fabio Nemer
6 anos atrás

Não crer em Deus? Ok, é questão estritamente pessoal
Ser comunista? Ok, é questão de filosofia de vida e política.
Defender o PT? Aí é sacanagem. Lamentável.

Mas vou continuar sendo seu leitor porque o considero um grande profissional.

Betocam
Betocam
6 anos atrás

Flávio, achei no mercado livre. Vou até fazer uma visita, pois é do lado de Campinas.
De repente vc já conhece o cara. Dá uma olhada no anuncio inteiro.
http://carro.mercadolivre.com.br/MLB-682660138-dkw-pick-up-belcar-vemaguetfissore-candango-puma-dkw–_JM

Ateu Bonzinho?
Ateu Bonzinho?
6 anos atrás

Sílvio Pereira,
Quer dizer que quem “acredita em fazer o bem acima de tudo? Ser caridoso, humilde, gentil, paciente?” só pode acreditar em deus? Essa sua afirmação é, no mínimo, entulhada de preconceitos. Se só quem professa amor a deus tem essas virtudes, estão todos ao lado do Estado Islâmico? Da Santa Inquisição? Falando sério: você acredita mesmo no que disse?

Leonardo Souza
Leonardo Souza
6 anos atrás

Flávio, você já assistiu uma corrida em alguma oval?

Sergio Miami
Sergio Miami
6 anos atrás

Flavio, moro, como diz meu nick, perto de Miami e outro dia fiz uma viagem de carro e resolvi parar em Daytona e pagiei um daqueles tours para entrar na pista. Nao sei se jah esteve lah mas eh coisa de doido, as curvas sao quase paredes, dificil de ficar em pé e muito maiores do que aparece na TV. No soft wall lah em cima tinha cores de todos os carros. (estive alguns dias depois do Coca Cola Zero 400, a segunda prova lah no fim de semana do feriado de 4 de julho). Quem passar por lah vale a pena entrar. Ah sim eh uma pequena fortuna mas se pode dar algumas voltas com o lendario Richard Petty em pessoa. Um abraco

LucPeq
LucPeq
6 anos atrás

Tá ai, adoraria fazer umas perguntas a esse Senhor, não fiz nenhuma para você mais para ele teria algumas.

Vinícius
Vinícius
6 anos atrás

Bem interessante essa questão da liberdade de imprensa. Acho que acontece 100% do tempo, mas é difícil encontrar alguém (pelo menos eu não vejo) que cite acontecimentos reais como esses.
Muito bom, Flavio.

Apm
Apm
6 anos atrás

Gosto da Fox sports , da Nascar e da trinca de narradores/comentaristas. E do Kyle Busch

Kleber Santos
Kleber Santos
6 anos atrás

Flávio, entrevista de 10 minutos com o Mujica publicada recentemente no youtube, legendas em inglês, vale a pena! Tenho certeza que vai gostar, quem sabe não pinga até aqui no blog? Segue o link, tomara que o anti-spam não me pegue.

https://www.youtube.com/watch?v=4GX6a2WEA1Q

gustavo
gustavo
6 anos atrás

Piquet tinha muitas qualidades mas uma deficiência imperdoável. Nunca destacou-se em pista molhada. Todos os grandes campeões( Stewart, Clark, Prost, Vettel, Fangio, Hamilton, Alonso e Schumacher,etc) tinham esta qualidade.

Daniel
Daniel
Reply to  gustavo
6 anos atrás

Prost era bom em pista molhada??? Esse manja…
A propósito, as viúvas adoram falar do talento do falecido em pista molhada, como se fosse tão importante assim (quantas corridas temos com chuva por ano? Umas duas ou três?). Assim como falam das poles como grande diferencial. Sim, elas indicam a velocidade pura de um piloto, mas não representam nada na pontuação. Além disso, Senna desperdiçou pelo menos 24 corridas em que largou na pole e não ganhou. É o primeiro neste quesito. Outros campeões tem números mais equilibrados entre poles, vitórias e voltas mais rápidas.

gustavo
gustavo
Reply to  Daniel
6 anos atrás

Prost não era o melhor em pista molhada, principalmente se comparado ao Senna, mas era capaz de andar rápido. Piquet nem isto.

Matheus
Matheus
Reply to  Daniel
6 anos atrás

Como eu disse no outro post: Piquet é um piloto intocável neste blog. Qualquer um que ouse escrever uma linha de crítica a ele prontamente é tachado de viúva e recebe uma tese de mestrado mostrando o quão medíocre Senna foi.

Que gente chata…

Seinfeld
Seinfeld
Reply to  Daniel
6 anos atrás

Daniel, por isso que existem os que conhecem e amam a F1, e aqueles que só amam o Senna e não sabem patavina de F1, só o que as Organizações Globo colocaram em suas cabeças.
Esse tipo de informação que você tem eles nunca “receberam” e nunca quiseram saber…

L.A.Pandini
L.A.Pandini
Reply to  Daniel
6 anos atrás

Quem diz que Piquet ‘não andava bem em pista molhada” nunca assistiu ao GP de San Marino de 1981.
Apenas de cabeça, cito outras.
– Em 1979, teve apenas uma corrida com chuva o tempo todo. Piquet fez a burrada de sair com slicks, trocou, recuperou-se e estava perto do pódio quando o carro quebrou.
– Em 1980, não teve GP com chuva.
– Em 1981, na África do Sul, Piquet dominou enquanto a pista esteve molhada (quando secou, trocou pneus e só perdeu a liderança para Reutemann, que havia largado de slicks e não fez parada para trocar; veio Brasil, em que Piquet fez mais uma vez a c…gada de sair com slicks apostando na parada da chuva; o já citado GP de San Marino; e o do Canadá, onde os pilotos com pneus Goodyear não tiveram a menor chance contra os Michelin na chuva (Piquet foi o melhor deles).
– 1982: não teve GP com chuva.
– 1983, Mônaco: começo com pista molhada, Piquet foi segundo (perdeu para Rosberg, que largou de slicks).
– 1984: Piquet realmente foi mal em Mônaco, único GP com chuva no ano.
– 1985: Piquet com pneus Pirelli, que eram muito ruins na chuva.
– 1986 e 1987: não teve GPs com chuva.
De 1988 em diante, Piquet nunca mais teve carros realmente competitivos. Mesmo assim, entre outros resultados, foi segundo no Canadá em 1990, com chuva. Fez, mais uma vez, a insanidade de sair com slicks na chuva de Hockenheim em 1988.
Pode-se dizer, com justiça, que Piquet era um péssimo meteorologista, mas não que ele andava mal na chuva. Não era brilhante, mas estava longe de ser ruim. Assista San Marino 1981 e depois voltaremos a discutir o assunto. Abraços.

Seinfeld
Seinfeld
Reply to  gustavo
6 anos atrás

Gustavo, VOCÊ deve “guiar” muito no asfalto molhado né? Não?
Não se preocupe, Piquet sobreviveu e vai sobreviver sem o seu perdão para essa “deficiência”.
O Barrichello e o Massa “sabem pilotar demais na chuva”, como dizem os narradores pachecos das Organizações Globo.
Pode até ser. E daí?
Deveriam então ser pilotos de corrida de jet-ski ou daquela categoria de lanchas, chamada de “F1 das lanchas”.
Erro imperdoável para um piloto, pra mim, é SABER TÃO POUCO DE MECÂNICA que mesmo com o volante chacoalhando nas suas mãos, não se atentou que tanta vibração era por um problema qualquer justo na barra de direção. (por causa de uma solda mal feita)
Faltou o Prost ou o Berger pra identificar, avisar e relatar, o problema, certo?

gustavo
gustavo
Reply to  Seinfeld
6 anos atrás

Não sou piloto e quando a rua ou a estrada estão molhadas ando com mais cuidado ainda. Apenas constato fatos que acompanhei na carreira dos pilotos brasileiros. O Emerson também não era um piloto de destaque na chuva, bem como o Massa. E daí que em algumas situações isto faz uma grande diferença como em 1988. Senna logrou grande vantagem sobre Prost nos GP da Alemanha e Inglaterra em pista molhada.

Alfredo Aguiar
Alfredo Aguiar
Reply to  Seinfeld
6 anos atrás

Que comentário chulo, O cara nem citou o nome do Senna, O piquet não andava bem na chuva e ponto. Quanto ao Senna, dizer que o cara não entendia de mecânica ou não sabia sentir problemas no carro é muita falta do que fazer.

TJ
TJ
Reply to  Seinfeld
6 anos atrás

Mais um especialista.
Mude seu nick para Sein noção.

gustavo
gustavo
Reply to  Seinfeld
6 anos atrás

Não citei o nome do Senna no comentário inicial pois é indiscutível sua habilidade no molhado e até para evitar o clima de “fla-flu’ já que o comentário era sobre o Piquet.

Matheus
Matheus
Reply to  Seinfeld
6 anos atrás

Como eu escrevi acima: cada crítica recebe uma tese. E não vejo nenhum piloto nos últimos 20 anos especialista em mecânica.

Iuri Jacob
Iuri Jacob
6 anos atrás

Obrigado, Flavio!