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RIO (92!) – Não é pouco o que Lewis Hamilton conseguiu hoje no bom GP de Portugal, em Portimão. Tornou-se o maior piloto de todos os tempos. O título de melhor de todos os tempos, ou “GOAT”, na sigla em inglês que será usada à exaustão, está em ótimas mãos. Hamilton dá mostras, corrida a corrida, de seu enorme talento como atleta e de seu gigantesco valor como cidadão do mundo. Sobram elogios, e todos são merecidos. Como é muito justa sua reverência, permantente, ao time que o cerca.

“Obrigado por acreditarem em mim” foi o que Lewis disse pelo rádio à sua equipe assim que recebeu a bandeirada em Portimão, numa corrida divertida do início ao fim — ainda que a vitória em si tenha sido bem tranquila. Seus números são superlativos graças à Mercedes, também. E os números da Mercedes são igualmente impressionantes graças a ele.

92 vezes Hamilton: méritos divididos entre um piloto fantástico e uma equipe fabulosa

É um dia histórico, este 25 de outubro, porque cai um recorde que muitos acreditavam inatingível, já que era difícil imaginar uma hegemonia tão longeva quanto a que Schumacher e a Ferrari estabeleceram na F-1 no início deste século. Ela se repetiu e se ampliou, porém, pouco tempo depois. E quando cabe a um piloto como Hamilton fazer valer a superioridade de seu equipamento, é quase impossível deter a marcha dos recordes.

Hamilton não é só um cara que tem vontade de vencer. Ele parece disposto a melhorar o tempo todo, e isso é que faz dele alguém tão especial — e nos torna privilegiados por poder testemunhar essa bela história sendo escrita. Há outros componentes que o aproximam da epopeia igualmente bonita de Schumacher, também ele um garoto de família pobre que se fez graças a uma capacidade rara de lutar por aquilo que quer.

A vida nunca foi fácil para o menino negro que fez a vida num ambiente branco e elitista, e foi subindo os degraus que apareceram à sua frente com altivez e dedicação. Michael, filho do zelador do kartódromo que corria com pneus velhos abandonados na pista de que seu pai cuidava, também teve um início difícil e sofrido.

Ambos chegaram ao auge jovens, e nele se mantiveram durante bastante tempo — o que é muito difícil. Michael decidiu parar em 2006, quando sentiu ter cumprido sua missão. Lewis continua firme e uma hora vai parar, deixando para trás um legado de empenho e profissionalismo. Tais legados, de ambos, se traduzem em números, claro. Mas vão além. Estão nas camisetas de Hamilton e nas mensagens que manda para o mundo. Estão no vira-lata que Schumacher adotou em Interlagos e nos milhões de dólares doados às vítimas do tsunami que atingiu a Ásia em 2005. Cada um, à sua maneira, se esforçou para ser mais e melhor. Na pista e fora dela. São feitos do mesmo material. A F-1, isso é inegável, talhou duas figuras extraordinárias como expoentes máximos de seus 70 anos de história.

Vitória tranquila: Hamilton sabe como construir um resultado como ninguém

O abraço no pai Anthony, da foto lá no alto, é imagem deste domingo que ficará eternizada. Significa a gratidão pelo esforço familiar para que ele seguisse na carreira com todos os percalços previsíveis para quem escolhe fazer das corridas de carro um meio de vida. Percalços que passaram, até, pelo rompimento “comercial” com o pai nos primeiros anos de F-1. Hamilton é um sujeito que teve de amadurecer rápido. Já na temporada de estreia começou a ganhar GPs, em 2007, e bateu de frente com um bicampeão mundial. Na segunda, conquistou o título. Depois, passou cinco anos em branco para renascer na Mercedes de forma avassaladora. E ainda amargou uma perda de campeonato em 2016 que para muitos poderia representar um baque difícil de superar.

Há os que usam a derrota para Rosberg como argumento para questionar a posição de Hamilton na história da F-1, esquecendo-se, talvez, que Schumacher foi batido por Hill e Villeneuve, Senna por Mansell, Prost por um Lauda quase aposentado, e os exemplos são muitos ao longo das décadas. Não se ganha sempre. O que muitas vezes diferencia os excelentes dos bons é exatamente a capacidade que cada um tem de se levantar quando cai. Lewis caiu algumas vezes. E sempre que se ergueu, o fez mais forte.

No pódio, como mais um troféu: são 161 na carreira, em 262 GPs

Portugal voltou ao calendário em grande estilo num domingo nublado, 20°C nos termômetros e gotinhas de chuva prontas para brincar com os 20 pilotos que alinharam diante de 27.500 torcedores nas arquibancadas de Portimão. Ainda que no momento de uma segunda onda de contágios pelo novo coronavírus na Europa não fosse indicado juntar multidões em lugar algum, é um pequeno consolo saber que a marca histórica de 92 vitórias tenha sido testemunhada por gente de verdade — tomara que as aglomerações não tenham consequências.

A prova começou bem louca, com uma dificuldade enorme de todos para aquecer seus pneus. Assim, apesar de partir bem, Hamilton na metade da primeira volta já tinha sido ultrapassado por Bottas que, por sua vez, perdeu a liderança para um surpreendente Sainz, sétimo no grid. Com carros escorregando de um lado para o outro — até alguns pingos d’água foram relatados, deixando a condição do asfalto ainda mais traiçoeira –, o espanhol da McLaren foi driblando todo mundo e, de repente, apareceu em primeiro.

Ajudou o enrosco entre Verstappen e Pérez, que acabou atirando o mexicano para último. Norris, com a outra McLaren, saltou de oitavo para quarto. Os dois largaram de pneus macios, que foram bastante úteis nos primeiros metros da prova, já que são mais aderentes e tracionam melhor. E Raikkonen fez uma das primeiras voltas mais espetaculares da história, saindo de 16º para sexto, em imagem que merece ser vista, revista e vista de novo até o fim dos tempos — o vídeo está aqui.

Kimi: largada espetacular, com dez ultrapassagens na primeira volta

Pena que o carro de Raikkonen, quase uma Alfa Romeo 2300 ti, não permitiu ao finlandês fazer nenhum milagre, ainda mais porque no circuito do Algarve a longa reta dos boxes acabou se mostrando uma excelente amiga das ultrapassagens. Como todo mundo usou paredões de asa para garantir alguma eficiência nos trechos mais travados do miolo, aqueles que vinham com a asa móvel aberta não tinham dificuldade nenhuma para passar quem tinha de percorrer quase 1 km de reta sem o recurso. Kimi terminou em 11º, e quando perguntaram a ele sobre sua histórica primeira volta, fez um muxoxo e disse: “Não serviu pra nada”.

Sainz, Bottas, Hamilton, Norris, Verstappen, Raikkonen, Ricciardo, Leclerc, Gasly e Stroll eram os dez primeiros colocados na terceira volta, quando os pneus começaram a chegar à temperatura ideal de funcionamento e o rascunho de chuva que se desenhava foi embora. Aí, a realidade passou a se impor. Na sexta volta, Bottas já era líder, e na 12ª o espanhol do carro laranja caíra para quinto. Lá na frente, Hamilton iniciava a caça a Bottas, que estaria consumada na volta 20, com uma ultrapassagem tranquila no final da reta dos boxes. Daí em diante, Lewis não teria mais com o que se preocupar.

Largada maluca: ao final da primeira volta, Sainz era o líder

Um incidente na volta 18, pouco antes, chamou a atenção: Stroll foi para cima de Norris e errou o lado. Tentou passar por fora e os dois se tocaram. Lance rodou e jogou sua corrida no lixo. No pelotão intermediário, as brigas eram boas e alguns pilotos se destacavam com atuações bem convincentes. Foi o caso de Pérez, que caiu para último na largada e foi escalando sua montanha particular para chegar à quinta posição no fim, que só não sustentou porque, já com pneus macios rapidamente detonados, acabou sendo superado nas últimas voltas por Gasly e Sainz — chegou em sétimo, o mexicano da Aston Point.

O francês da AlphaTauri, quinto, foi um dos bons nomes da prova, assim como Leclerc — que terminou em quarto fazendo muito mais do que a Ferrari poderia esperar. Sainz, que chegou a liderar — lembram? –, recebeu a bandeirada em sexto. Ocon, Ricciardo e Vettel — apagadíssimo — fecharam a zona de pontos.

Quase todo mundo parou apenas uma vez, e os que largaram com pneus médios puderam esticar o primeiro stint sem maiores problemas. Hamilton, por exemplo, só foi parar na volta 41. Bottas, na 42ª. Ocon foi até a 54ª, o que lhe possibilitou terminar a corrida na frente do parceiro Ricciardo.

Mecânicos da AlphaTauri comemoram: nas últimas voltas, Gasly subiu até o quinto lugar

Como sempre, também, alguns pilotos decepcionaram. Albon viu Verstappen terminar pela nona vez no ano no pódio, em terceiro, e ficou só em 12º com o mesmo carro. Está na marca do pênalti na Red Bull. Kvyat se arrastou em 19º, enquanto seu companheiro comemorava um belo quinto lugar. Norris, em 13º, pelo menos tinha a quem culpar: Stroll, pelo toque na volta 18.

Com 256 pontos na classificação, Hamilton apenas conta os dias para festejar seu sétimo título mundial, igualando Schumacher de novo e se preparando para superá-lo em taças no ano que vem. Bottas tem 179 e sua preocupação agora é não perder o vice para Verstappen, 17 pontos atrás. Depois deles vêm empilhados Ricciardo (80), Leclerc (75), Pérez (74), Norris (65), Albon (64) e Gasly (63), brigando ponto a ponto num campeonato que, se não fosse pela existência da Mercedes e de Verstappen, seria um dos mais equilibrados de todos os tempos. Entre as equipes, a briga também é muito boa pelo terceiro lugar: Racing India (126), McLaren (124) e Renault (120) lutam pelas migalhas que mercêdicos e rubro-taurinos deixam pelo caminho.

Leclerc em quarto: anda mais que o carro e faz um grande campeonato

Semana que vem tem corrida de novo, a volta de Imola depois de 14 anos ao calendário. Outra prova que, pela novidade, deve ser das mais interessantes do ano — nunca esses carros híbridos andaram na pista e, da turma que disputa o Mundial, o único que já correu lá foi Raikkonen. Será o primeiro GP com apenas dois dias de atividade na era moderna da F-1, com treinos no sábado e corrida no domingo. É um ensaio da Liberty para um calendário, no futuro, com 25 etapas — atividades mais enxutas, gastos menores, chance de engordar a lista de GPs por temporada e rechear a conta bancária da empresa que há alguns anos assumiu o controle da categoria.

Imola é muito especial, sempre foi. Vai ser um fim de semana bacana, cheio de lembranças.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

124 Comentários

  • Caro Flávio, lendo a análise técnica de Giorgio Piola sobre a evolução da Ferrari no GP de Portugal, fica claro, pelas fotos e pelas próprias explicações dele, que existem sim diferenças entre os carros.
    É estarrecedor o quanto a Ferrari se esforça em ser antipática.
    Triste uma equipe tratar um piloto de forma tão indigna. É uma empresa que constrange e humilha um funcionário seu; pior, de forma pública e dissimulada.
    Segue o link:
    https://motorsport.uol.com.br/f1/news/f1-como-o-progresso-da-ferrari-foi-impulsionado-por-uma-ideia-antiga/4900560/?ic_source=home-page-widget&ic_medium=widget&ic_campaign=widget-1&nrt=54

  • Largada sensacional de Sainz ULTRAPASSANDO 6 adversários e assumindo a ponta da corrida. Kimi Raikonen ULTRAPASSOU 10 concorrentes na primeira volta do GP de Portugal.
    QUERO VER SE ALGUÉM PUBLICA, PRINCIPALMENTE AQUI NO BRASIL NA “GRANDE IMPRENSA”, QUE ESSA É “A MAIOR/MELHOR PRIMEIRA VOLTA/LARGADA DE UM PILOTO NA HISTÓRIA DA F1”
    Na GLOBO, tanto durante a corrida como DEPOIS, não tocaram no assunto.

  • Em todos esportes há campeões.
    Na F 1 temos 22.
    O que os diferencia é: Capacidade de concentração, Autoestima, Resiliência, Persistência e Inteligência.
    Em todos os … quesitos acima, Hamilton é dos melhores.

  • Ter um HEPTAcampeão mundial de F1, recordista de vitórias em GPs, mas que:
    – Evita usar sua coleção de carros cláasicos e fora de série pq são a combustão;
    – Se passa de ativista de direitos humanos MAS dirige uma MERCEDES BENZ bem NAZISTALHA, além de patrocinado pela PETRONAS, paraestatal da muy democrática MALASIA, q persegue religiões, cor de pele e qqer um q discorde;
    – Foi criado como pupilo BIÔNICO dos CAPITALISTAS OPRESSORES capos da F1
    KKK
    Francamente, como MESTIÇOS percebemos essa balela MIMIMI do Amilton é bem hipócrita e oportunista.
    O mundo tá chato BAGARAY.
    Muito PSEUDOcomentarista de automobilismo q nunca usou câmbio manual, nunca pisou nem sabe o q é embreagem, nem debrear numa ladeira, muito menos usar freio de estacionamento manual.
    #SaveTheWagons
    #OttoCycleMatters

  • Hamilton é sem dúvida alguma o melhor ´piloto de sua geração. Mas não de todos os tempos, que pra mim continua sendo Fangio, um piloto capaz de vencer campeonatos com 4 carros diferentes, numa época extremamente insegura e mortal da F1. Concordo que Hamilton pode entrar no panteão dos top 5, junto com Fangio, Clark, Senna e Schumacher.

    A lamentar apenas a transmissão da Globo, que não esteve à altura da grandeza do evento de ontem. A transmissão acabou justo no começo da parte mais interessante, a da comemoração de Hamilton e da equipe. Além disso, Cleber Machado, na narração, mais uma vez se mostrou incapaz de acompanhar o ritmo da corrida. Ele parece às vezes meio desatento e perdido em divagações, deixou passar alguns fatos da tumultuada largada de ontem, errava nomes de carros e pilotos, e pareceu quase tomar um susto com a bandeirada. Não conseguiu dar o significado e a emoção adequados à grandiosidade do que acontecia naquele momento.

    Everaldo Marques, de fato, parece dominar mais os conhecimentos do esporte – a forma como ele conseguiu descrever tudo que aconteceu na largada em Mugello foi sensacional, teria sido o cara certo pra narrar a espetacular largada de ontem e a emblemática bandeirada da 92ª vitória do Hamilton.

  • “Ainnnn, mas ele não devia falar de política, deveria correr calado, ser mais um piloto alienado…”

    Haja saco… essa turma do “mundo está ficando chato” não se toa que o mundo é a m… que é por conta de gente como… eles mesmos, que reclamam?? Não é à toa que o Asno-mor da nação ainda tem fãs…

  • Apesar de todas a desgraça e angústia que a pandemia trouxe a esse mundo não se pode negar uma coisa: o calendário de F1 de 2020 feito às pressas pelo Liberty Media é uma das coisas mais legais que já vi desde quando acompanho a categoria. Portimão foi um capítulo muito especial nesta volta da F1 à Portugal ( quem sabe Estoril regressa um dia ) após 24 anos de ausência. Houve corrida em Mugello – uma pista das mais interessantes – e haverá a volta de Ímola e Turquia, duas pistas muito legais. Claro que algumas tranqueiras & entulhos reminiscentes da era Ecclestone ainda continuam como a aborrecidíssima Yas Marina nos Emirados Árabes Unidos, mas fazer o quê. Não se pode querer tudo, como se diz. A lamentar, claro, a ausência de Interlagos ( será que nunca mais teremos corrida no Brasil? ), Baku no Azerbaijão e Zandvoort na Holanda que faria a sua estreia nesse ano.
    Fala o quê de Lewis Hamilton? Como bem escreveu o escriba aí em cima, Hamilton é o justíssimo e merecidíssimo GOAT. Nos números, claro. Ainda acho Senna e Fangio os verdadeiros GOATs, mas eis aí uma discussão que perdurará para sempre.

    • Pois é, o calendário improvisado veio para provar que a F1 deveria olhar um pouco mais para a qualidade de espetáculo que os circuitos podem proporcionar, não só a parte comercial dos contratos, mas sabemos que o dinheiro fala mais alto. O calendário mais “global” é uma tendência irreversível, a F1 já não é mais meramente europeia há tempos, mas poderíamos ter uns circuitos mais “raízes” já que o calendário tem sido tão inflado. E se for para criar novos autódromos, que esqueçam o padrão Tilke…

      PS: nada contra o pobre arquiteto alemão, mas caramba, o que que custa dar uma maior variedade de ideias e pistas…

  • Nada pode tirar os méritos de Hamilton. Contudo, deve-se notar que, como píloto, na pista, ele nunca teve concorrência. Montado no melhor carro da competição, só perdeu quando o companheiro de equipe, Rosberg, resolveu encarar a equipe, o Hamilton e quem mais tivesse na frente, e saiu vitorioso. Fora isso, só a confusão com Alonso na Mclaren. Não quer dizer que Hamilton não é um piloto acima da média, como outros, mas apenas que, de fato, não foi testado por uma concorrência à altura.

    • Alonso, o da “confusão”, era fraquinho… Button também… Rosberg, há mais tempo na equipe e que teve outro “fraquinho” de companheiro antes do Hamilton, também… não foi testado,né? Ok, anotado.

      • Toda viúva é alienada e você, McLaren-12 (já carrega uma das siglas do idolatrado) não fica atrás.

        Schumacher deu CAPOTE no idolatrado em títulos, vitórias, VMR, pontos, GPs pontuados, etc. Ficaram faltando dois CAPOTES: pódios e poles.

        E Hamilton acaba de dar CAPOTE no idolatrado em pódios. E não vai demorar muito para dar CAPOTE em poles (é aquele recorde que os especialistas diziam que jamais seria batido e o alemão mandou o recorde para o saco em 2006).

        Chora que alivia…

      • Entendi, invejoso!

        Ele falou de Hamilton. Eu não falei de ninguém. Mas você falou de Schumacher e Senna. Aliás, não está dando pra entender muita coisa do que você escreveu. Você estava falando de correr sozinho, mas não citou Verstappen, Letho, Herbert, Irvine, etc. Agora está falando de recordes.

        Quem é o alienado mesmo?

      • Você não entendeu nada!

        Você me chamou de alienado e invejoso e citei que toda viúva, assim do teu tipo, é alienada (exemplo: 3>7).

        E para mostrar que também é invejosa, citei os recordes, motivo de mórbida inveja por parte de vocês!

        O teu tempo já passou. Tá na hora de ir embora.

      • Não entendi nada porque você não sabe escrever. Aliás, não sabe ler também. Você é alienado, invejoso, incoerente e burro. Falei sobre contra quem Schumacher correu, viúvinha alemã. Contra ninguém, MOBRAL. Mas você quer falar de recordes. Fale sobre quais recorder do seu alemão Hamilton não deu capote.

        Eu não tenho inveja de ninguém. O único invejoso desta conversa que está querendo desmerecer o Hamilton, é você, querida. Minto. O outro alienado que postou esse comentário também. Mas numa coisa você tem razão: toda viúva é alienada. As alemazinhas como você, então? Nossa! Deve ser difícil, né? O Senna é querido no mundo todo. Aí você escolhe um piloto por qual não tem nenhum apreço só para poder desdenhar do brasileiro. Aí vem o Hamilton e te faz engoli-lo até o talo. Então você vem aqui desmerecê-lo.

        O tempo das viúvas do Senna acabou. É hora da viúvas do Schumacher. Começando por você, uma das poucas que ainda vêm aqui levar tapinhas na cara. E adora!!!

        Para finalizar: 91 < 92 e contando…

      • Você ofende quem pensa diferente. Não passa de um malcriado. Ou é bolsominion ou já nasceu estúpido!

        Segue abaixo um excelente exemplo para o teu futuro nick:

  • “Schumacher foi batido por Hill e Villeneuve, Senna por Mansell” – Não acho que são exemplos válidos, já que não eram carros idênticos, Schumacher e Senna foram derrotados por pilotos com bólidos muito, mas muito melhores. Contudo, isso não diminui os feitos de Hamilton, ele é melhor que Rosberg e 2016 foi um ano meio esquisito para ele, Senna também foi derrotado por Prost em 1989 num ano igualmente atípico (os carros quebravam muito naquele tempo).
    Qualquer um que entenda um mínimo do esporte sabe que não existe comparações justas entre épocas diferentes: Fangio, Clark, Nuvolari (mesmo sendo pré-GP), Senna, Schumacher, Hamilton…todos gigantes e incomparáveis; também acho que a ânsia de melhorar sempre, a cada ano, é a tônica de qualquer piloto de Fórmula Um, caso contrário, o que estariam fazendo lá? Acontece “apenas”, que Hamilton encontrou uma fórmula melhor para isso, uma equipe vencedora e motivada que abraça o seu diferenciado talento atrás do volante – por quê então baixar a guarda? O céu é o limite!
    Hamilton merece, avassalador desde pequeno, é daqueles raros diamantes que se destacam do resto como todo piloto grandioso, sua história não era para acontecer – era até mais improvável do que a saga do pequeno Schumacher, mas seu pai trabalhou insanamente para isso, e o dom do garoto fez o resto. Parabéns a Hamilton e ao seu pai – eu realmente não gosto de hegemonias tão longas e dominadoras em esportes motorizados, mas se é para ter alguém lá encima, usufruindo (e sabendo utilizar) de tudo isso, que seja Hamilton, um cidadão do mundo, de um mundo que poderá ser melhor com os exemplos cívicos e esportivos dele.

  • Ricciardo além de bater no qualify, larga na frente do companheiro de equipe e chega atrás.
    E o Albon? O que acontece com ele. Ah mas tem a estória dos “botõezinhos” que impossibilitam o tailandês de correr bem, né??? Barbaridade.
    Enfim Vettel se conformou ao dizer que não está no nível do Leclerc. Faltou dizer em que nível ele está.
    Norris que começou o campeonato voando baixo, parece que perdeu a mão. Kvyat então cruz credo.
    Russel largou em 14º e por lá ficou, fraco. Stroll/Giovinazzi/Magnussen/Grosjean/Latifi sem comentários.
    O que não faltam são pilotos para criticar.
    Mas chovem criticas contra Bottas, o finlandês incomoda demais o povo daqui.
    Será que esse incomodo geral é porque Vartão não erra como Ricciardo errou, não perde o pique como Norris perdeu, hoje está em um nível acima de Vettel/Kimi, é muito mais consistente que Albon, não é uma montanha russa como Sainz Jr e Gasly, não é opaco em corridas como Ocon e Russel, não se envolve em confusão na pista como Perez e Stroll, tem mais carro que Verstappen e Leclerc, o resto do grid é só resto.
    Vartão é um cara legal, piloto acima da média, não tem inimigos no padock, um colecionador de troféus.
    Só perdeu uma batalha interna quando veio pra Mercedes. Seu adversário? O comandante…. só isso. Até eu queria um Verstappen na Mercedes para ver o circo pegar fogo, porém jamais vou diminuir um piloto da qualidade do finlandês por não ser um gênio do calibre de Lewis Hamilton, diga-se de passagem ninguém do grid é.

    • Resumindo: Vartão é fraco.
      “Vartão é um cara legal, piloto acima da média, não tem inimigos no padock, um colecionador de troféus.” – basta trocar Vartão por Moss, Barrichello, Massa, Patrese, Ricciardo, Tambay. Todos ganham no carisma. Todos perdem nas conquistas, pois os nomes que entram para a história são os nomes dos campeões.

      • Achar Moss, Bottas, Massa, Barrichello e Ricciardo fracos tem que ser muito ignorante mesmo. Principalmente Moss, que não vi pilotar porém a história prova que é um extra classe e um nível acima que os demais citados.
        Mas talvez você seja um gênio no que faz, aliás tem que ser um gênio porque se não for, na sua opinião você é fraco.
        Em uma coisa tenho certeza, comentando você é fraquinho.

  • Belo texto Flávio
    E para Hamilton não há mais adjetivos de extraordinário a serem utilizados.
    Hamilton é infinitamente melhor que Schumacher, simplesmente porque não precisa e não se utiliza de qualquer falcatrua para vencer.
    E nos tempos atuais, vencer com honestidade deveria valer até pontos a mais, já que o fato está se tornando cada vez mais raro na vida.
    E o cara tem muita vontade e gana, já com mais d 10s a frente do 2º colocado, corrida já ganha, ele vai atrás e conquista a melhor volta da corrida.
    Que equipe no mundo não gostaria de ter Hamilton ??
    Quanto a quem o desmerece, se aparecesse o perfil nos comentários, nos daria a certeza que sempre se trata de bolsominions ( não falha) que só sabem desmerecer, destruir e não fazer nada de bom ou dignificante.
    Na verdade dá muita pena de gente que tem que desmerecer os outros para terem um pouco de alegria na desgraçada vida que levam.

    • Kkkkkkkkkkkk! Piada das boas! Corre sozinho ha anos , e tem como companheiro um bunda mole ! Ao menos 6 pilotos do grid fsriam muito mais que Bottas , e Verstappen e Leclerc amassariam o inglês se tivessem o mesmo carro. Até Button e Rosberg , pilotos comuns o derrotaram qdo foram seus companheiros , imagina Verstappen e Leclerc , que fazem milagres com os carros que dispõem , Na Mercedes , amassariam o inglês.

      • Não precisa nem falar pra quem vc torce.
        Com certeza pra ter uma mágoa assim do Hamilton, deve torcer
        para aquele que de tão fenomenal que era, precisava compactuar
        com as sacanagens que faziam com o Barrichello naquela scuderia
        que hoje não ganha nada.

      • Caramba!!! Ricardo se junta ao Costa para fazer a dupla de chatos do BLog. Só falam asneiras…Se fosse corredores seriam da Euro-Bunda.
        Breaking News : Roberto Moreno diz, que Mercedes pediu a Hamilton perder título para Rosberg…e depois levar tudo de vez…

    • Me diga uma falcatrua do Schumacher que eu te aponto uma exatamente igual e FEITA ANTES pelo “santo” Senna.
      A hipocrisia, o cinismo, a memória seletiva e o ódio das viúvas não tem limites.
      O fato é que tanto Hamilton quanto Schumacher,MAIS QUE DOBRARAM o numero de vitórias, titulos e recordes do Senna.
      Então quando comemorar o Hamilton superando o Senna, lembre que que ATROPELOU as marcas do finado.
      Ele, o Schumacher, o Vettel, o Prost…

  • Hamilton sempre correu sozinho e sempre na melhor máquina, nunca teve um adversário forte ao seu lado na mesma equipe. Bottas dá pena de tão ruim, assim como seus demais companheiros de equipe. A Mercedes nunca foi uma equipe racer pura, como já o foram McLaren e Williams que deixavam seus pilotos se matarem é sempre serão lembradas como lendas da F1. Tudo que Hamilton faz é fake, um circo verdadeiro.

    • Corre sozinho ha anos , com o melhor csrro e um companheiro fraco e bundao. Já foi derrotado por Button e Rosberg , que apesar de ambos terem sido campeões mundiais , sempre foram pilotos comuns. Onde esse “gênio ” estava entre 2009 e 2013 , qdo não passava de um coadjuvante no mundial ? Pelo menos 6 pilotos do grid atual dariam muito mais trabalho que o Bottas, sendo que pra mim Leclerc e Verstappen amassariam o inglês se tivessem uma Mercedes na mão.

      • Entre 2009 e 2013, quando seu carro não era o melhor do grid, ganhou corridas e ainda foi top 5 nos 3 anos na McLaren após o título. Foi melhor que todos os seus companheiros de equipe.

        Mas como você gosta de perguntinhas idiotas, farei algumas para você:

        Onde estava Emerson em 76, 77 ,78, 79 e 80?
        Onde estava Lauda em 78, 79, 82, 83 e 85?
        Onde estava Piquet em 84, 85, 88, 89, 90 e 91?
        Onde estava Senna em 85, 86, 87, 92 e 93?
        Onde estava Prost em 80, 81, 82, 87 e 91?
        Onde estava Schumacher em 92, 93, 96, 97, 98, 05, 10, 11 e 12?

        Como Rodrigo Mattar falou, desmerecer o Hamilton está se tornando um esporte. Complemento que é praticado, principalmente, por pachecos, invejosos e racistas. A concorrência está grande e você precisa melhorar muito para conseguir se destacar.

      • Qurer falsr do Schumacher em 10 , 11 , 12 , qdo voltou da aposentadoria e ainda pegou um carro meia boca , só pode ser piada. 92 , 93 era novsto , 96 , 97 , 98 , 99 tinha mudado de equipe e estava reestruturando tudo , e só não brigou pelo título em 96 qdo Ferrari tinha uma carroça e ele iniciava seu trabalho na equioe , mesmo assim ganhou corridas e fez peles . E 99 um acidente o tirou de meia temporada , e qdo voltou já nao tinha chances de título . 05 , mudaram o regulamento para interromper sua hegemonia e 06 brigou até a ultima corrida pelo título .

      • Viu como seus argumentos são fraquinhos?

        Eu iria até pedir para você montar uma lógica com aquilo que escreveu, mas você não tem essa capacidade.

        Vamos começar assim:

        Se A=B e B=C, logo C=?

        Se você conseguir responder a essa pergunta na 1ª tentativa eu prometo que te explicar o óbvio.

      • E responda logo, senão eu vou complicar as igualdades querendo saber se X = Y pode ser igual a Z, sendo Z a inicial de Zero.

        E se ma chamar de viúva antipática, eu te encho de argumentos concretados na Matrix!

  • De fato foi uma corrida muito boa. Hamilton é o cara! É sensacional poder ver a história sendo escrita. E que circuito lindo! Portugal é show. O que o Kimi fez hoje na primeira volts é pra entrar pra história também.

  • A competição no mundial de construtores, pelo terceiro lugar, será bem interessante, observando o sprint final que a Renault vem mostrando. A próxima corrida deve ser favorável à Renault e se classificando entre quinto a sétimo terá excelente oportunidade na corrida de conquistar pontuação suficiente para alcançar o terceiro lugar e garantir um bom prêmio em dinheiro. Sainz Jr fez ótimo início de prova e a Ferrari parece que retomou o caminho e está ficando mais competitiva, estou curioso e otimista em vê-los juntos ano que vem. Torcendo por um pódio do Sainz na Itália.

  • Ok, Hamilton e um piloto espetacular, não há dúvida. É o melhor do grid? Bom, se for apenas pelos resultados, ele e Bottas são os melhores.do grid. Suponhamos hipoteticamente que o companheiro de Hamton fosse Verstapen, ou Ricardo, ou Leclerc. Complicado esse critério de qualificar pilotos de corrida…

  • Hoje foi um dia histórico para o automobilismo. Não preciso nem dizer o porquê. Mas me impressionou a quantidade de “pessoas” tentando diminuir o feito alcançado por Lewis Hamilton, o maior piloto de todos os tempos. Durante esses 14 anos de Hamilton na F1 eu já vi dezenas de pilotos consagrados ou não, brasileiros ou não, tentarem minimizar seus feitos. Entre eles Bernie Eclestone, Jackie Stewart, Nelson Piquet, Emerson Fittipaldi, Damon Hill, Nigel Mansell, Lucas Di Grassi e outros sem expressão e que foram derrotados nas categorias de base pelo brilhante inglês. Uns reconheceram o erro e outros não. Mas o mais triste foi ver parte do torcedor brasileiro distribuir ódio pelo recordista de vitórias na F1. O chamaram de moleque à Zé Ninguém. Dizem que o carro “anda” sozinho, que qualquer um seria campeão. Vejo a lógica deste pessoal. Por eles o Real Madrid é um timeco, afinal só ganha porque recebe rios de dinheiro do governo espanhol e contrata os melhores jogadores. Melhores não, medianos já que Cristiano Ronaldo, Modric, Zidane, Ronaldo, Figo, Toni Kross não podem ser considerados craques. Ora esses caras tem as melhores chuteiras, os melhores gramados, tecnologia de ponta, preparação física de outro mundo. Bons eram o Zé do Carmo do Vasco, o Bernadão do São Paulo. que Cristiano Ronaldo? Já ouviram falar no Ataliba? Os atletas de hoje não precisam nem entrar em campo. O time ganha, os jogadores são apenas um detalhe, assim como o gol, assim como o piloto de F1. É apenas um adereço. Não sei por que a Mercedes paga 50 milhas para este rapaz? Sabem o Usain Bolt? Só ganhou graças a suas sapatilhas mágicas. O bonzão era o Pietro Mennea. Michael Phelps? Esse aí acho que não sabe nem nadar, bom era o Mike Spitz e o Rômulo Arantes. Nadavam de sunguinha sem ajuste ao corpo, sem “pele de tubarão”. Será que o Lebron James é bom mesmo ou o seu tênis especial, a bola feita na Nasa, os ginásios climatizados? Bom mesmo era o Jerry West. E assim caminha a nossa história. O menino vindo de Stevenage (acho que é assim) na região metropolitana de Londres e que o pai teve quatro empregos para ele poder seguir seu sonho não tem valor. Ele gosta é de aparecer. É hipócrita. Não pode se manifestar (esporte não é para isso). Quando aos dez anos disse ao Ron Denis que seria campeão em um dos seus carros deveria ter sido ignorado pelo Chefão da Mclaren. Brilhou desde o início. Passou por quatro mudanças de regulamento. Sempre se adaptou e continuou colecionando vitórias. Mudou de equipe em uma arriscada e ousada atitude. Deu certo. Transformou o time no melhor do mundo e faz questão de dividir suas conquistas com todos. Sinto muito aos rebeldes, mas a Formula 1 tem um novo Rei. Vida Longa ao Rei. Sir Lewis Carl Davidson Hamilton.

    • Perfeito, o pior é a hipocrisia dessa gente, com seus argumentos fajutos que mal disfarçam o real motivo para tanto ódio, que, é claro, eles não tem coragem de dizer. Quase todos os grandes campeões venceram com os melhores carros, porque as melhores equipes contratam os melhores pilotos, nada mais óbvio. Significa que estar em uma grande equipe é conquista do piloto. Ter um bom contrato e poder ser o primeiro piloto é conquista dos melhores. Não basta ser bom, tem que ser o melhor para se cercar das melhores pessoas e equipamentos disponíveis, qualquer criança compreende isso, mas há o detalhe insuportável para muitos, o maldito detalhe que Hamilton não pode, e jamais iria querer mudar.

    • Vc deve medir um campeão por seus adversários? Quando foi que Hamilton aceitou um companheiro de equipe forte? Nunca, e quando teve algo próximo, mas mediano como Nico Rosberg, ficava irritado, falando em racismo da equipe. Lembra da trapalhada dele com o volante quando Aewuipe pediu pra ele ler o manual técnico do volante como o fazia Rosberg. Esse cara é o politicamente correto, a propaganda ideal para o circo, mas nunca correu em igualdade de condições com adversários fortes. Sempre foi o chorão, o coitadinho do Grid, o perseguido. Senna tinha Piquet, Prost, Schumacher na cola, Piquet tinha Mansel, Prost, Niki Lauda, Villeneuve, Rosberg, Senna na cola. A F1 atual é mediocre e a Mercedes é a car dessa F1 atual.

      • Alonso, Button, Rosberg. Três campeões mundiais, só para começar. Foi melhor que os 3.

        “Senna tinha Piquet na cola”. Quando Senna pilotava o carro de outro planeta na época (88 e 89), Piquet andava de Lotus para encher o rabo de dinheiro. Prost se arrastava na Ferrari em 91 e a Benetton era time de médio pra pequeno. A McLaren correu sozinha em 88 e 89.

        Em 90, A Ferrari do Prost era tão boa quanto a McLaren. Em 91, a Williams de Mansell também. Da mesma forma que a Ferrari de Massa em 2008 e as de Vettel em 2017 e 2018.

        Você precisa urgentemente engolir o Hamilton. Está de boca cheia e a falta de ar está afetando seu cérebro.

      • Mas se engolir o Hamilton, tem que devolvê-lo até sexta-feira para que ele possa treinar e correr no fim de semana.
        E também para eu ficar babando vendo essa maravilha correr, enquanto eu fico comendo a minha pipoquinha com guaraná.

        E parem de dizer que eu sou uma viúva torcedora de última hora do cara!

    • Nunca li algo tão chato. Comparações infelizes. Quis lacrar mas não foi feliz. Hamilton é excelente sim, quem sabe o melhor mesmo, mas querer comparar a relevância do carro com a importância de um par de tênis ou uma bermuda de natação é, no mínimo, uma grande incoerência.

  • Depois que o Cesare Mannucci esclareceu no Cadeira Cativa que o Vettel não se adaptou aos freios dos carros hibridos (freios ajudados por força eletromotriz gerada pelos motores eletricos em ciclo de geração de energia), o chamado “brake by wire”, al´ém de ´recordar os erros dele em frenagens no ano passado (Alemanha, Canada, etc), passei a prestar a atenção nele em treinos e corridas: de fato, o Vettel é o cara que MAIS ERRA frenagens (ou um dos que mais erra…), que mais trava rodas, entre todos os pilotos. Hoje, então, ele abusou de errar nas frenagens, travando rodas múltiplas vezes. Ontem no treino, idem.
    Acho que a tese levantada pelo Mannuci, a partir de bizus de conehcidos dele dentro da Rossa, estava certa.

    Um piloto não desaprende, e ele não foi um campeão biônico, só porque estava no melhor carro. Entendo que ele é muito bom piloto, que simplesmente não se adaptou aos carros híbridos, e ponto.
    Se for assim, como o Rubinho que levou temporadas inteiras sem se adaptar a frear com o pé esquerdo, ou ou o Vettel aprende logo isso na Aston Martin, ou então vai ter de pendurar o capacete mais depressa do que os “especialistas” possam vaticinar.
    Coloquei especialistas entre aspas, porque a maioria não enxerga um palmo adiante do nariz. Saudade dos tempos em que havia Dennis Jenkinson, Gerard Crombac, Franco Lini, e outros, que iam as corridas, e fuçavam o que estava de fato acontecendo. Como o Mannucci que trouxe essa informação acertada, quase cirúrgica, mesmo. A maioria só nos conta aquilo que estamos vendo na telinha da TV, e muitas vezes, já vimos antes deles. Hoje mesmo, os comentaristas levaram uma ETERNIDADE pra perceber que os carros que estavam andando bem eram todos os que estavam com pneus macios (vermelhos), que no chão úmido conseguiam gerar temperatura mais rápido do que os amarelos. Chegaram a “identificar” que o carro do Hamilton estava com “problemas”. Mais tarde, nenhum deles percebeu que os carros, quando voltavam dos boxes com os amarelos, levavam cerca de duas voltas andando lentos, até gerarem temperatura nos pneus e voltarem a andar rápido. Chegaram a dizer o o Gasly quando voltou dos boxes não tinha mais recuperado o ritmo da primeira fase da corrida. Dai, depois que os pneus dele esquentaram, o cara começou a andar rápido, ultrapassou os que o tinham ultrapassado, e saiu de nono pra quinto….uma vergonha.

    • O buraco é mais embaixo Seabra. Vettel ficou do lado do Arrivabene quando Biruto ameaçou deixar o time e levar os segredos para outra equipe se não fosse alçado à chefia da Ferrari. Biruto ganhou a pendenga e com a morte do Marchione, Vettel ficou sozinho. Mattia é um cara sem caráter, mafioso, o acordo secreto com Todt, mostra a linhagem do sujeito.
      Dito isso, não é de hoje que Mattia Biruto vem “preparando” o carro do Alemão antes de cada corrida.

    • Totalmente de acordo. Cleber Machado tá vergonhoso. Teve hora que ele disse: “Verstappen tá chegando no Bottas”. Era o Albon tomando volta do Bottas. Alguém gritou com ele no ponto e ele corrigiu. Como um cara que tá a 15 segundos do outro aparece junto de repente? Ele não entende nada que está acontecendo na pista. O Luciano Burti parece que está na feira tomando uma com a galera. Tá sempre cheio de piada, mas repetindo as mesmas coisas do ano 2000. Parece um disco arranhado…”macarrãozinho…macarrãozinho…macarrãozinho”

  • Belíssimo texto sobre Hamilton, concordo com tudo. Quanto a corrida, fora o inglês, obviamente, mais um excelente prova de Perez e Gasly, o último dando mais mostras de que tem todo o potencial necessário para brigar por títulos com Verstappen e Leclerc no futuro.

  • hamilton é um cara que esgota o dicionário, né? extraordinário, brilhante, genial, tudo isso. mas o que me deixa mais feliz é ver um homem negro – consciente de quem é e do muito que representa – superar os recordes do meu ídolo e herói schumacher.

    quando o hamilton vence, eu, professor de história e negro, também me sinto um pouquinho vencedor. que venham mais vitórias, mais títulos, mais recordes!

  • Nos circuitos novos, Bottas aprende mais rápido, mas Hamilton vai cavando, melhorando e depois supera Bottas na Classificação e corrida, impressionante!!
    Corrida top! Kimi deu show na primeira volta! Gasly, Lecrec, Perez e Sainz, muito bem tb!!
    Vettel deve estar sendo sabotado, certeza!!

  • Parabéns ao Hamilton pela quebra do recorde!!
    Gostei muito da pista anti-Tilke com curva de alta antes do retão, curva que não demandou freada forte depois dele, muitos tobogãs, curvas cegas e sem chicanes. E que ajudou a proporcionar muitas disputas e ultrapassagens
    Faltou a Mercedes liberar os pneus macios para o Bottas, o que poderia introduzir mais emoções na corrida

    • Bottas disse em entrevista após a corrida que sua corrida seria pior se a Mercedes concordasse com ele em usar macios no segundo stint. O que ficou bastante claro ao vermos o desempenho dos duros e o desgaste dos macios naquela altura. Disse também que não havia como alcançar Hamilton. Enfim, percebeu que sua sugestão era absurda. Bottas sabe mais sobre Bottas do que nós todos.

  • Histórico, grande, merecidíssimo!!!
    Mas, chato… sem graça… infelizmente, não há disputa. Piloto fora de série, num carro em outro patamar… e o companheiro de equipe sendo único que poderia chegar próximo é bizarro. Isso de forma alguma diminui o piloto e as conquistas. Sempre foi assim.

  • Saudações Flavinho!
    Um ciclo foi fechado e Hamilton entra para a galeria dos maiores desportistas de todos os tempos e uma pena, pois assistimos tudo ( eu pelo menos ) na TV Globo, onde ele foi esculachado desde o começo pelo Galvão Bueno, Reginaldo Leme e no momento, por Burti e Giaffone, que não comentam, torcem o tempo todo para que alguma coisa de errado com Hamilton e de forma descarada.
    Se ele coloca um pneu mole, dizem que o médio é melhor, ele faz a pole de médio, eles dizem que os macios na corrida ganharão e uma infinidade de besteiras do início ao fim.
    Giaffone é empresário e piloto de caminhão, não conhece F1 e o Burti é um cara ultrapassado, magoado com o fim de sua carreira de modo estranho…
    Enfim ! O melhor de todos os tempos cala a boca de jornalistas, idiotas de plantão e tira das costa de quem o admira desde o sempre, um peso danado…
    Já coloquei o FOX NITRO apra gravar e espero o comentário do Sr. Centralina. ( se ele estiver sem gases )
    abs

  • Não consigo ficar impressionado com as tais 92 vitórias. Não quando se senta no carro dominante dos últimos seis anos, seu oponente é um tal de Bottas, asa móvel que não dá chance alguma do piloto a frente se defender e o número de GPs é maior a cada ano que passa.

  • bela prova… hamilton ganhou limpo…sem jogo de equipe…sem precisa mandar o bottas abrir; ou fazerem algum cambalacho (essa palavra existe?) no box…

    se realmente nao tinha bola de cristal pra prever o futuro da mercedes (como ele mesmo disse na entrevista pós-prova) o cara é rabudo demais… caiu no lugar perfeito, mas soube aproveitar… como ninguém…. depois de começo complicado terminar a prova 25+ segundos na frente do bottas é pra nao deixar qq duvida de quem manda no esporte.

    e o resto da corrida tambem foi muito boa… fiquei com pena do Perez…q recuperação… se nao fosse o acidente inicial teria brigado pelo podio… esse cara tem q ficar na F1 de alguma maneira…

  • O homem, a partir de hoje, já não entra na disputa de melhor piloto do dia, porque é o maior de todos os tempos dentro e fora das pistas.
    O piloto do dia se chama Ricardo Pina, como o Giaffone afirmou. Seu circuito é um direto no queixo do sr. Hermann Tilke.

  • Em nrs absolutos, amilton. Fato.

    Critério Eficiência Titulos/vitórias
    Maior nr, melhor
    Seperados apenas quem tem 3 ou mais títulos mundiais

    Amilton
    7* titulos 92vit = 0,0761 (virtual campeão 2020)
    Schumacher
    7/91 = 0,0769
    Fangio
    5/24 = 0,2083
    Prost
    4/51 = 0,0784
    Vettel
    4/53 = 0,0755
    Brabham
    3/14 = 0,2143
    Stewart
    3/27 = 0,1111
    Lauda
    3/25 = 0,1200
    Piquet
    3/23 = 0,1304
    Senna
    3/41 = 0,0731

    • Esse tipo de comparação precisa de uma ajuste estatístico para que tenha serventia a analise.

      Na absoluta maioria das vezes as proporções dos feitos do Fangio são inquestionáveis, pelo numero de campeonatos que disputou e pelo numero de provas de cada campeonato. Fangio ganhou apenas 47% das provas que disputou.

      “Juan Manuel Fangio correu 51 grandes prêmios, obteve 24 vitórias, 29 pole positions, 23 recordes de volta, cinco títulos mundiais (1951, 1954, 1955, 1956 e 1957) dos quais 4 foram consecutivos, e dois vice-campeonatos (1950 e 1953) em oito temporadas que disputou”

      Em 08 Campeonatos faturou 5 Canecos e dois Vices… quem é o melhor???

      Certamente o Fangio foi o Melhor de sua Época… como o Lewis é inquestionavelmente o Melhor da atualidade. Os dois estão Clube dos Melhores de “Seu Tempo”, um fez e o outro continua fazendo historia.

      Quais seriam os números do Fangio se ele tivesse corrido 261 etapas por 14 anos???? Teria 122 vitórias???? Se tivesse disputado 14 Temporadas teria 9 campeonatos e 3 Vices???

      Para isso não existe resposta.

      Obs.: acho que os críticos na década de 50 deviam achar a F-1 bem chata com esse Fangio (sempre no melhor carro) a tirar a graça dos Campeonatos (Hamilton é prova que a historia é cíclica e que a F-1 sempre foi assim, o melhor piloto, no melhor carro sempre ganha).

  • Histórico. Hamilton gigante dentro e fora das pistas. Hoje ele usou a camisa #End Sars (movimento contra a violência policial na Nigéria). Curti também Portimão. Merece ficar no calendário

  • Prezado F&G: Lewis Hamilton, todos os méritos para uma fantástica conquista, não tem como fazer qualquer espécie de comparação com qualquer outro piloto em qualquer época. Premissa maior, cada um foi melhor em sua época em seu momento, com o equipamento de que dispunha para correr e vencer. Home, 25-10-2020, Lewis Hamilton é sem sombra de dúvida um gênio, ganhou e conquistou tudo por mérito próprio. Discordo daqueles que querem fazer críticas comparativas com o segundo piloto da equipe Mercedes-Benz, Bottas, que em seu equipamento que não é igual do primeiro piloto, faz um papel preponderante no sentido de que estabelecer um patamar para que Lewis Hamilton acelere mais puxando o limite para um patamar de alta competividade. Já na serie B da F-1, o destaque fica por conta de Pierre Gasly que fez um ritmo muito bom, Carlos Sanz foi bem mas para seu trem de corrida , quando trocou de pneus, o desempenho também não melhorou na segunda parte da corrida, mas conseguiu focar em um bom resultado. Daniel Ricciardo, soube levar pontos valiosos na tábua de classificação ao passo que Sebastian Vettel, andou falando umas verdades duas equipes dentro da Ferrari, mesmo assim, marcou ponto e isso mostra seu lado profissional . O ponto negativo fica por conta de Max Verstappen, em razão do toque ocorrido na primeira volta, foi um lance involuntário e de simples disputa, esta pronto para lançar um desafio para equipe Mercedes- Benz. Para temporada de 2022, falta só combinar com Lewis H. que eu acredito que poderá fazer três lances 2022, voltar para Mclaren , ou correr pela Ferrari, mas tudo leva a crer que vai aposentar, pois ainda não existe na atual F-1, ninguém com a capacidade de superá-lo.

  • O Melhor de sua época e um do Grandes da História!

    Segue o jogo… agora ficamos na espera do numero 100 e do numero 8 no ano que vem.

    Gostei da corrida, do 5 lugar para trás vimos a Formula-1 que todos querem ver.

  • É a história sendo escrita.
    Sorte a nossa (dos cinquentão) que vimos Piquet, Prost, Mansell, Senna, Schumacher e agora Hamilton.
    Com tantas mudanças tecnológicas, regulamentos e no mundo de modo geral fomos vendo campeões foras de série marcando seus períodos na história.
    Que privilégio!!!!
    Gde abraço FG e obrigado por nos contar tantas histórias fantásticas desse fantástico mundo F1!!!
    Muito obrigado!

  • Que pista! Que corrida! E que piloto, o Hamilton!

    E temos uma boa geração para garantir o divertimento no futuro. Verstappen, Leclerc, Gasly…

    Lamento apenas o Raikkonen não ter pontuado, hoje mostrou que ainda tem lenha pra queimar. E lamento mais ainda o espetacular circuito de Portimão não estar garantido no calendário dos próximos anos. Ri alto quando na transmissão disseram como o projetista da pista se inspirou: evitou fazer tudo o que Tilke fez, haha!!!

  • Espetacular a corrida no Gajoquistão (me perdoe o colega internauta que lançou essa expressão, mas esqueci seu nome) e Hamilton sendo cada vez mais Hamilton, GENIAL, Botas cada vez mais Botas (se não estivesse numa Mercedes lutaria para beliscar no máximo um 7° ou 8° lugar nas corridas) e Verstappen sendo o de sempre. Belíssima corrida novamente de Gasly (acho sacanagem não encontrar um lugar em outra equipe como McLaren ou Renault ou mesmo a futura Aston Martin, para ele) e Sainz por alguns minutos colocando depois de sei lá quantos anos a McLaren na ponta. Que essa corrida fique em definitivo no calendário da F1.

  • Hamilton merece todo o reconhecimento, merece muito essa marca. Admiro-o demais, especialmente sua lealdade na pista.

    Dito isso, não da para não falar a respeito do quão enfadonha está a F1. De ontem até hoje pela manhã, devo ter assistido a umas 6, das 24 horas de Spa, de GT3. 58 carros, uns 10 fabricantes, condições de pista mudando o tempo todo e o vencedor chegando a 2s do P2. Aí você percebe que a F1 é, na realidade, apenas uma bolha. Um campeonato que só tem dois carros em condições de vencer. Uma unidade de potência dificílima de produzir. Uma discrepância absurda de orçamentos entre as equipes. Zero balanceamento de performance.
    Olho pra F1 hoje em dia e vejo a maior lavanderia de dinheiro do mundo. A F1 é como aquele restaurante super caro, que todo mundo frequenta só pra dizer que foi, mesmo a comida sendo bem ruinzinha.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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