A FOX (2)

RIO(podiam ter colocado uma receita no lugar, eu mesmo mandava) – Acontecem coisas estranhas no mundo das comunicações. Nesta semana dei entrevista ao site da TV Cultura, ao repórter Matheus Macarroni — aluno de um grande amigo, o Toninho, que foi meu repórter na “Folha” e hoje dirige o departamento de jornalismo da ESPM. Me pediram para falar da saída da Fox e tal. Topei, claro, não tenho nada para esconder, mas tenho feito apenas uma exigência: só por escrito (assim eu escrevo exatamente o que quero dizer) e desde que minhas respostas sejam publicadas na íntegra.

E não é que por alguma razão insondável tiraram a entrevista do ar? Oxe!

Sem problemas. Abaixo, as perguntas e as respostas.

*

Sobre a junção da ESPN com a FoxSports, você disse que é “mais extinção do que junção.” Por que você acha isso? O cenário que o jornalismo (infelizmente) vive tem muita influência nessa opinião?

Creio que a Disney nunca teve a intenção de manter a Fox como ela é, unir equipes, aproveitar o melhor de cada canal. Já tem algum tempo, com a extinção de programas, primeiro, e a demissão de vários colegas, depois, que ficou claro que eles não querem nenhuma relação com o passado do Fox Sports. Até as cores do canal mudaram, as trilhas musicais, o logotipo na tela… É um direito da Disney, claro, afinal ela comprou a Fox. Mas a história do CADE, que num primeiro momento queria preservar empregos e o canal, evitando uma concentração indevida de produtos e canais esportivos no mesmo grupo, era conversa. Ninguém compraria um canal de TV neste momento. Aí resolveram autorizar a fusão, sem impor condição nenhuma à Disney, exceto que o canal fique no ar, mas sem definir como. Portanto, deixando a Disney livre para fazer o que quiser, inclusive passar desenhos do Mickey 24 horas por dia. De novo, é um direito deles. Mas o CADE, no fim, não fez nada para proteger ao menos os empregos de quase 400 pessoas. O que estão fazendo é fechar o canal. Sequer a sede do Rio vieram conhecer. Nunca houve, portanto, a intenção de juntar os canais. O cenário que está levando a isso pode ser analisado de várias formas. Claro que uma fusão desse tamanho não seria fácil. Mas considerando que o Fox Sports tem mais audiência que a ESPN, estava no azul, havia se consolidado no país, seria normal, do ponto de vista comercial, olhar para o que fazíamos e incorporar esse sucesso à ESPN. O problema é que, ao que parece, quem está conduzindo esse processo nem está no Brasil. Assim, creio que eles não conhecem direito a realidade da TV a cabo aqui, sei lá. Fomos extintos a distância.

E por que você afirmou que provavelmente sua carreira no jornalismo esportivo acabou?

O jornalismo como o conheci, e que exerci, não existe mais. A proliferação de plataformas e redes sociais fez com que a comunicação se tornasse algo muito confuso e de pouca credibilidade. Há uma enxurrada de irrelevâncias que o público em geral confunde com jornalismo. E o jornalismo profissional está sofrendo para ganhar essa batalha. Basta ver como se deu a eleição presidencial em 2018. Alguém como Bolsonaro jamais ganharia uma eleição se o público fosse informado apenas pela imprensa. Mas a “imprensa” de Bolsonaro, e de tantos outros, é agora o grupo de WhatsApp da tia, a tuitada do Carluxo, as milícias digitais que têm um tremendo alcance. O público não sabe, ou não quer, sei lá, diferenciar o que é mentira pura de informação real. Não tenho muito saco para isso. Acho que o jornalismo profissional é essencial, sagrado, tem de lutar para sobreviver. Mas eu diria que essa guerra não tem sido muito favorável a quem se preparou para tratar a informação com alguma responsabilidade e método. Resumindo, vejo o jornalismo, ao menos aquele que sempre pratiquei, como algo que corre o risco de entrar em extinção, como uma oficina de carburadores ou uma fábrica de orelhões.

E quando a junção do Fox Sports com a ESPN foi anunciada, você já pensava na sua saída?

Quando a Disney comprou a Fox nos EUA, num negócio de 70 bilhões de dólares, os canais de esportes da Fox vieram de troco. Não foi isso que a Disney comprou. Ela comprou estúdios, filmes, séries, franquias, portfólio. Foi como se você comprasse uma mansão, mas o vendedor fizesse questão que você levasse junto 15 quitinetes. Você fica com o casarão e se livra das quitinetes. Éramos, os canais Fox Sports na América Latina, as quitinetes. Em cada país foi de um jeito. Aqui, a ordem era vender. Ninguém comprou. Aí veio a história da fusão. Quando não apareceu nenhum comprador, ficou claro que o caminho seria esse que estamos vivendo agora. Foram meses sem nenhum sinal contrário. Era uma questão de esperar pelo fim dos contratos, quase todos terminando agora, para a ESPN passar o rodo. Eu nunca achei que ia ficar, para dizer a verdade. Alguns, felizmente, se salvaram. Mas a devastação foi grande. E será ainda mais dolorosa em janeiro, quando o pessoal de CLT será avisado. Como disse antes, não houve fusão. O Fox Sports acabou. Seria justo se a Disney assumisse isso, em vez de deixar um ectoplasma no ar até o fim do ano que vem, que é a única obrigação que tem, segundo o CADE.

Agora saindo um pouco dessa questão da junção e olhando um pouco para trás. Nesses 38 anos de carreira (que torcemos para que continue), em qual emissora você mais gostou de trabalhar? E há alguma pessoa que você considere o melhor amigo que fez no meio?

Fiz muitos amigos, claro. Muitos mesmo, e talvez o maior deles seja o Fábio Seixas, com quem trabalhei na F-1 pela Rádio Bandeirantes muitos anos, e em outros tantos com cada um num veículo diferente. Mas são tantos, que seria sacanagem citar só alguns. Na verdade, não fiz inimigos. As pessoas de quem não gosto, dessas simplesmente me afasto e não brigo com ninguém. Em todos os lugares que trabalhei fiz amigos para sempre, de verdade. E sempre gostei muito de todas as casas em que estive. Foram muitas, e em momentos muito diferentes da vida e da profissão, do país e do mundo. Tenho grandes lembranças da Folha, da Pan, da Bandeirantes, de Placar, da ESPN, da Fox… Estes anos de Fox foram muito intensos e belos, não é fácil fazer um ambiente de trabalho tão legal em tão pouco tempo. A ESPN do Trajano também era especial. Mas para não magoar ninguém, deixo as duas empatadas e digo que o período em que fui mais feliz na profissão foi na Folha.

E entre tantas reportagens, há alguma que é a sua preferida?

São 38 anos de carreira, é bastante coisa. Há coberturas marcantes, sem dúvida. A eleição de 1989, a Copa de 1990, a morte de Ayrton Senna, o nascimento do meu site Grande Prêmio, a Olimpíada de Pequim, as Copas de 2014 e 2018, os mais de 250 GPs, Indianápolis, Le Mans… Difícil escolher uma reportagem, apenas. Mas onde gosto mesmo de escrever, já tem 15 anos, é no meu blog. E tem um texto especial lá, chamado “Copacabana“, de junho de 2008, que gosto muito. Mas não tem nada de reportagem, é uma crônica de que gosto, só isso.

E você tem alguma época em que mais se sentiu desafiado? Em que mais saiu da zona de conforto, em que mais aprendeu?

Eu tive de me reinventar algumas vezes, como quando saí da Folha e montei uma agência de notícias, ou quando fui trabalhar em TV sem nunca ter me interessado particularmente pelo veículo. Mas, sendo honesto, nunca tive grandes dificuldades em me adaptar. Comecei cedo, sempre fui disposto a aprender, nunca tive muito medo de mudar de lugar, linguagem, meio. No fim das contas, como costumo dizer, vivo de observar, falar e escrever. E é o que faço.

E há alguma chance de continuar fazendo?

Escrever, sim.

E para finalizar, com a junção da ESPN e Fox Sports e com todos os debates e mudanças que foram feitos nos direitos de transmissão, enfim, acontecimentos que causaram mudanças no meio em 2020, qual você acha que será o rumo do jornalismo esportivo no Brasil?

No Brasil e no mundo, em algum momento o streaming vai assumir um papel de protagonismo. Não sei quanto tempo vai levar, as coisas ainda estão bem confusas. Espero apenas que os bons profissionais tenham espaço nesse novo mundo que vem por aí, e que sejam bem remunerados, e que o jornalismo seja tratado com o respeito que merece.

Comentários

  • É hora de bombar o seu próprio canal no youtube, utilizar as mídias sociais para tratar de automobilismo, futebol e politica. Você tem o principal Flavinho, conhecimento e um público fiel, não precisa de um contrato fixo onde muitas vezes limitarão o seu trabalho.

    Boa sorte e forte abraço!

  • ET. FG: escreve uma crônica semanal no Estadão! Às terças-feiras era o Humberto Werneck, mas ele precisou sair pra finalizar o livro sobre o Drummond. O espaço está vago. Se junte ao Ugo Georgetti, será a maior dupla de cronistas esportivos de São Paulo!

  • Você diz “O novo mundo que vem por aí”… Sim, a partir de 2022, quando essa corja canalha for defenestrada, esse novo mundo poderá surgir aos poucos, até atingir a exuberância merecida. Haverá espaço para informações de confiança nas plataformas sérias, as tradicionais ganhando jeitos inovadores… Mas para isso, tem que acabar essa treva que nos confunde e imobiliza. Nossa missão agora é essa, como disse Zweig, construir a aurora dessa longa noite…

  • Flávio você é um ótimo profissional, não deixa o seu lado político atrapalhar a sua profissão, você disse que “Alguém como Bolsonaro jamais ganharia uma eleição se o público fosse informado apenas pela imprensa.” mas essa “imprensa” politizada não passa informações reais para o público, na grande maioria ela omiti informações, informa aquilo que é de interesse próprio, onde nós (telespectadores) vimos isso, em todos os noticiários (TV, rádios e jornais impressos), a mesma notícia sendo notificada de uma forma muito diferente e manipulada algumas vezes, isso também se deve ao fato dos péssimos profissionais que atuam como jornalistas, querendo colocar seu lado político na frente da notícia/verdade. Outros veículos de informações tal como o YouTube que foi usado pelo próprio presidente para argumentar e expressar suas ideias e opiniões é um ótimo meio para grandes profissionais usar como meio de trabalho, aqueles que dentro de uma determinada emissora ou outro veiculo de comunicação não teria total liberdade de dizer e expressar a real situação sobre determinados assuntos, um exemplo é a rede globo, ela não deixa seus funcionários/jornalistas ter opinião própria, suas matérias são pautadas por grande interesse interno, e aqueles grandes profissionais que usa a profissão jornalista para dizer a verdade, os fatos dentro da emissora são demitidos. Então Flávio Gomes o problema as vezes é o próprio jornalista, não quero entrar em assunto político porque você não está preparado para abordar sobre o regime democrático, se é que ainda temos essa “democracia” no Brasil. VAMOS FALAR DE FUTEBOL, confesso que não gostei dessa fusão ESPN/FOX, esse monopólio é ruim, mas assim como tem ótimos profissionais na mídia (você ´´e um deles), também tem péssimos profissionais, e na Fox estava cheio deles, pessoas comentando sem ao menos conseguir falar, se expressar, jornalistas formados sem capacidade de passar a informação, argumentos e opiniões sem contexto, programas com horas no ar sem informação alguma, apenas discussão sem fundamento, debates com interesse de defender o seu lado clubista, entrevistas evasivas, muitas delas pautadas as perguntas, avaliações sobre determinados jogadores eram feitas de forma que não atrapalhasse a amizade para com ambos (a verdadeira babação de ovo). Quando eram questionados nas redes sociais (não as ofensas) e sim por ótimas perguntas, e ótimos questionamentos por parte daquelas pessoas que também tem grande conhecimento sobre tal assunto no caso futebol, mesmo não sendo um jornalista de formação academia, algumas respostas eram agressivas por parte dos comentaristas, não aceitando determinados questionamentos, a impressão que passa é que muitos eram contratados apenas por ser amigo de fulano, outro porque é sobrinho de ex jogador, ou porque foi ex jogador, com todo respeito isso não é certeza que essas pessoas necessariamente será um ótimo profissional. Tem programa de esporte em canal aberto que tem ex jogador que não fala nada, não informa nada, está lá só porque é “engraçado” faz piadinha, porque foi reserva em uma copa do mundo, ou porque é amigo de outro ex jogador que apresenta programa, ou seja, não tem conteúdo, uma verdadeira porcaria na TV, isso atrapalha os bons jornalistas. Concordo com você que essa fusão não é legal, mas por outro lado vai acabar com inúmeros programas que não agrega em absolutamente nada, bons e péssimos profissionais foram demitidos, como péssimos e bons profissionais ainda vai continuar trabalhando como jornalista esportivo na ESPN/FOX. Sua carreira não acabou, gostava muito de acompanhar você no Fox Nitro.

  • Boa sorte Falvinho ,não sei se faz questão ,mas já já umas dessas ,Sportv ou BandSports te faram um convite creio eu ,pois um profissional como você, seria ÓTIMO pra eles. Aliás com o grupo Band comprando a Stock e sempre com programas de esporte a motor ,você cairia como uma luva!!

  • Tomara que a TV Bandeirantes assuma a F1 na rede aberta e te faça uma bela proposta. Você e o Reginaldo Leme comentando as corridas seria algo surreal. Dois gênios de duas gerações diferentes comentando sobre a Fórmula 1

  • Que pena Flavinho, mas, parabéns pelo discernimento e pelo modo sincero que trata os assuntos. Mas continue escrevendo, vou te seguir no seu blog, aliás talvez o seu e do Juca que vou ler.
    José Aguinelo Cortes.

  • FG, tenho 52 e sempre acompanhei o blog, ultimamente com menor frequência, cheguei a acompanhar diariamente e minha sessão favorita é o Gira mondo. Sou brizolista, lia tudo do grande Darcy Ribeiro, imagine minha frustração ao ver o desfecho do governo da ex-pedetista Dilma.

    Aquela postagem sobre Copacabana é fantástica e de muita sensibilidade, mas uma das minhas preferidas é o Gira mondo de Setembro de 2016, pós golpe, quando você cravou o que viveríamos 4 anos depois.

    Gostaria muito de ler uma reedição dos comentários daquele post, quantos te pediriam desculpas, mudariam de opinião, ou diriam que eram muito felizes e não sabiam, fica a minha sugestão em convocar
    essa experiência. https://flaviogomes.grandepremio.com.br/2016/09/gira-mondo-gira-58/

    Obs: se Brizola estivesse vivo e ativo naquele momento, talvez a luta fosse menos desigual em favor da elite obscura, retrógrada e nefasta (é uma ofensa chamá-los de conservadores ou de direita), mas o desfecho do golpe também poderia ser inevitável, afinal já estava tudo armado com o Legislativo, STF, Forças Armadas e EUA.

    Vida longa ao blog e muitas felicidades, FG !

  • Boa Flavinho,a grande diferente sua ,do Trajano,do Juca e de outros grandes pensadores, é que vocês pensam, infelizmente vivemos numa época terrível,onde a verdade acabou,a mentira via ZAP é o que conta nada mais,a ascensão do Bozo é o retrato disso!!Te desejo toda sorte,e continue na luta ✊✊✊

  • Está evidente por que saiu do ar. Sentiram-se criticados. São cheios de mimimi…. Enfim, tipo a bola é minha o meu time se não estiver ganhando pego a bola e vou pra casa. Infelizmente cada vez menos bons jornalistas mantém sua voz nos grandes veículos. Você não faz parte dos pelegos. Trilha caminhos próprios e defende sua opinião. Tem horas que concordo, tem horas que discordo totalmente, mas exatamente por isso sempre acompanho o que você diz. Em geral toda unanimidade é burra (Nelson Rogrigues) e precisamos ter outras opiniões para que não fiquemos cegos de entendimento. Seja como for também torço para que não matem de vez o bom jornalismo.

  • Reli Copacabana, o texto é espetacular, me fez relembrar minha infância, diferente mas igual. Mas sem a menor pretensão de conseguir colocar em palavras como você. O comentário do Seu Julio é tocante.
    Te acompanho desde sua coluna no Lance, e acho que li todos os posts do blog, sou seu fã. Sinto falta dos Matuza e do VelozHP, Cerega. O mundo está mudando muito e são tempos obscuros, mas o dia sempre amanhece sem lhe pedir pedir licença, Parabéns.

  • É um novo mundo mesmo.

    YouTubers com 80.000.000 de views… com “canal direto com os Presidentes de Clube” e para lá de estranho para pessoas como Eu e provavelmente Você.

    Quanto a parte politica, concordo e discordo… o trabalho foi facilitado pela milicia eletronica… e pela ladroagem explicita do outro lado… não dava nem para falar fakenews para tentar disfarçar. Não sou jornalista… mas nessa hora deixo de ser torcedor e analiso todos os lados.

    Segue o jogo…

  • Este tipo de coisa já vem acontecendo a algum tempo , principalmente na área agrícola que já me os pés e as mãos, ainda no final dos anos 90 um grupo mexicano veio pra Brasil e começou a comprar e incorporar varias coisas neste ramo , algumas incorporações e muitas eliminações , é assim que se deve chamar.
    O que fazer ? não sei , acho que é cíclico e ainda é melhor que só tivéssemos empresas do estado , porque ai teríamos menos ainda lugares para empregar novos profissionais .
    Neste ponto a internet é democrática e é a chance e a opção justamente pros novos profissionais , afinal ,creio que no jornalismo a carreira é mais longa que em outras áreas ou não? Como vai fechar a conta , do numero de profissionais que entram e os que aposentam , assunto delicado e difícil. O que é justo? qual equação que é mais justa? O custo do profissional ? ai entra o valor da meritocracia? Por onde seguiremos afinal .
    Francamente não sei responder ,só sei as duvidas.
    O que sei é….. eu quero ler e ver essa turma em algum lugar . Onde fica os direitos do consumidor nessa ? Tudo que eu gostava tá acabando , é assim mesmo que se fica velho? Será que o conteúdo mais profundo vai ser descartado por flashes por segundo? Existe um movimento neste sentido , porque alguém se aprofundar em explicar as diferenças de um carro pro outro se em uma WEC 2021 os carros de ponta vão ser equalizados , que se danem as diferenças , todos terão que ser iguais aos piores , fazemos de conta que não vemos isso .
    Mas eu quero ler e escutar o Flavio , não vou me esquecer do convide dos primeiro farnel ainda no Blig do Gomes , quando Flavio Gomes disse , ” vamos lá em Interlagos pessoal ,venham sentir o prazer de conviver com seus iguais” ……… de uma forma ou de outra , muita gente saiu do ostracismo do meio pra ter algum destaque e posteriormente até algum sucesso , só pra exemplificar ,a própria atual Fvee que vemos hoje em interlagos nasceu dentro desses farnéis em interlagos .
    Que mundo complicado .

  • Li (novamente após 12 anos) o texto de Copacabana, e foi a mesma emoção de outrora. Sou do mesmo time de nostálgicos e saudosistas do qual você faz parte e representa tão bem. Ah, e os comentários posteriores emocionaram tanto quanto o texto.

  • Essa entrevista que você deu saiu do ar?

    Consegue imaginar o por que?
    Não vi nada polêmico ou que possa desagradar alguém nela…

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.