Flavio Gomes sexta-feira, 17 de outubro de 2025 19:33 13 comentários
Max, pole de novo: dez vezes em Sprints
SÃO PAULO(olha…) – Max Verstappen larga na pole para a Sprint de amanhã em Austin. O holandês, 63 pontos atrás de Oscar Piastri na tabela do Mundial, está começando a preocupar a dupla da McLaren – Lando Norris é o segundo. É difícil, faltam apenas seis corridas (três com Sprints), mas as últimas semanas têm mostrado que a equipe papaia precisa abrir o olho se não quiser perder o campeonato mais ganho dos últimos tempos. Lando larga na primeira fila na corridinha de amanhã, que terá 19 voltas. Piastri é o terceiro no grid. A grande surpresa da sexta-feira escaldante no Texas foi Nico Hülkenberg, em quarto.
Classificação de Sprint, já falamos disso aqui, é meio aflitiva quando o circuito é muito grande. As voltas são demoradas e o tempo é curto – 12 minutos no SQ1, dez no SQ2 e oito no SQ3. Gabriel Bortoleto, por exemplo, nem tinha volta cronometrada quando faltavam dois minutos para o fim do SQ1. É preciso sair dos boxes, acertar uma volta do jeito que for e torcer para os outros errarem.
E o brasileiro foi eliminado sem tempo. Na primeira volta, excedeu os limites da pista e a marca foi anulada. Na segunda, não conseguiu abrir o cronômetro. Larga em último. Com ele foram degolados na primeira parte da “classificação-pocket” Oliver Bearman, Franco Colapinto, Yuki Tsunoda e Esteban Ocon. Os últimos instantes do primeiro segmento foram uma zona desgraçada, com tráfego, um atrapalhando o outro, pilotos desesperados por um tempinho… A várzea de sempre.
O SQ2 foi menos traumatizante. Com menos carros na pista, o problema do trânsito é minimizado, embora o tempo disponível para fazer voltas seja menor. Norris foi o mais rápido com 1min33s033 e os riscados foram Kimi Antonelli, Isack Hadjar, Pierre Gasly, Lance Stroll e Liam Lawson. Passaram as duplas de Ferrari, Williams e McLaren, e enviaram representantes avulsos à última parte da classificação Sauber, Mercedes, Aston Martin e Red Bull.
O grid da Sprint em Austin: Hulk arrebentou
Com pneus macios no SQ3, como manda o regulamento, os tempos entraram na casa de 1min32s com apenas uma volta para cada. Hülkenberg, que fora segundo colocado no treino livre único, chegou a sonhar com a pole, mantendo a primeira posição por alguns segundos. A dupla da McLaren, quando fechou suas voltas, superou o alemão da Sauber.
E aí veio Verstappen, que realmente não sabe brincar. Fez sua volta em 1min32s143 e cravou sua décima pole em Sprints. Foi 0s071 mais rápido que Norris, o segundo colocado. Piastri ficou em terceiro a 0s380, muito ruim, e Hulk garantiu seu ótimo quarto lugar. George Russell, Fernando Alonso, Carlos Sainz, Lewis Hamilton, Alexander Albon e Charles Leclerc fecharam o grupo dos dez primeiros.
A Sprint do GP dos EUA terá 19 voltas e começa às 14h de Ceilândia. Às 18h será realizada a sessão que define o grid da corrida de domingo, 19ª da temporada.
Flavio Gomes quinta-feira, 16 de outubro de 2025 9:55 12 comentários
Mais uma equipe divulgou pintura especial para o GP dos EUA, a Alpine. O Mercado Livre, ou “Libre”, já que a empresa é argentina (acho que todos sabem disso, não?), ganhou mais espaço na carenagem e na asa traseira. Virou farra do boi. Detalhe: no México e no Brasil a pintura será a mesma.
Flavio Gomes quinta-feira, 16 de outubro de 2025 0:40 9 comentários
SÃO PAULO (mas chegou) – A Mercedes anunciou na manhã de ontem, quarta-feira, a manutenção de sua dupla de pilotos para 2026. Ficam George Russell e Kimi Antonelli. Não é surpresa, mas a equipe demorou para renovar com os dois, embora já se soubesse que o jovem italiano ficaria de qualquer forma. O problema foi com Russell. O inglês bateu o pé num contrato longo e por isso a demora para a renovação — ele é titular do time prateado desde 2022, depois de passar três anos emprestado à Williams.
Embora a Mercedes não tenha revelado a duração dos compromissos, sabe-se que George queria o tradicional “dois mais um” — duas temporadas, com opção por uma terceira a ser exercida por qualquer uma das partes. Mas não se deve descartar a possibilidade de ter assinado “um mais um”, deixando aberta a continuidade em 2027 por um motivo simples: Toto Wolff ainda sonha com Max Verstappen, e no final do ano que vem, ano de regulamento novo, muita gente vai querer se mexer no grid assim que ficar claro para que lado soprará o vento. Isso inclui Russell, que talvez tenha aceitado assinar por apenas um ano, para ficar livre no final da temporada caso a Mercedes faça um carro ruim, ou outra equipe apresente melhores perspectivas e se interesse por ele.
Saberemos no futuro. Abaixo, como está o grid para o próximo Mundial. Faltam ser confirmadas as duas vagas na Pode Parcelar Até em Seis, uma na Red Bull e uma na Alpine.
Flavio Gomes quinta-feira, 16 de outubro de 2025 0:18 5 comentários
A mais, digamos, diferentona foi a filial da Red Bull. Mal dá para ver a bandeira do cartão de crédito. Parece que tem alguma coisa a ver com rodeios. OK.
Flavio Gomes quinta-feira, 16 de outubro de 2025 0:15 16 comentários
Seguimos com a Williams, que aumentou o logotipo de sua principal patrocinadora, a Atlassian — empresa australiana de software –, e deixou o bico branco. A ideia foi lembrar a pintura de 2002, já que a Atlassian foi fundada naquele ano e a Williams, naquela temporada, foi vice-campeã de Construtores. Um dos pilotos da época, Juan Pablo Montoya, participou da cerimônia de apresentação da pintura. Opiniões?
Flavio Gomes quinta-feira, 16 de outubro de 2025 0:05 5 comentários
Vamos tirar o atraso, nesta semana de muito trabalho novo pro amiguinho aqui. Começando com a pintura da Aston Martin para o GP dos EUA. Não é a única — McLaren, Haas, Aceita Elo? e Williams também inventaram alguma coisa para a corrida. No caso da Aston Martin, oh!, colocaram algumas fórmulas matemáticas na carenagem que, segundo a equipe, são usadas pelos engenheiros para fazer um carro de Fórmula 1.
Flavio Gomes terça-feira, 7 de outubro de 2025 18:33 32 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
Todos no pódio, menos Piastri: climão na McLaren
SÃO PAULO (só tem chope) – Acabou a corrida, a McLaren se sagrou campeã de Construtores pela décima vez (só a Ferrari tem mais títulos, 16), Lando Norris estava no pódio, subiu todo mundo para comemorar.
Todo mundo?
Não. Oscar Piastri estava lá embaixo, no chiqueirinho da imprensa, dando entrevistas, mal-humorado. Ninguém esperou o australiano para fazer a foto. Ninguém lembrou que a equipe tem dois pilotos, não um.
É um australianinho contra esse mundão todo, e é claro que a maioria dos integrantes da McLaren prefere que Norris seja campeão. É uma equipe inglesa, o menino está lá desde os tempos em que tinha espinhas no rosto (um dia ainda vou escrever “desde quando não tinha nem pelo no saco”, mas acho meio deselegante, acho que meu público não está preparado para esse tipo de coisa), se pudessem escolher, escolheriam Landinho, tão bonitinho.
O que não quer dizer que estão sacaneando Piastri. Nem vão, apesar dos recentes arroubos de contrariedade expostos nas comunicações de rádio com o time em Monza (mandaram entregar o segundo lugar ao companheiro) e, agora, em Singapura — no caso de domingo, a agressividade incomum de Norris na largada, que resultou num toque no companheiro e, ipso facto, a ultrapassagem e o terceiro lugar ao fim da corrida.
Pilotos & Construtores: o título da direita já era
Na prática, Piastri chegar em quarto e Norris em terceiro não muda muito o quadro do campeonato. O inglês está 22 pontos atrás e segue precisando descontar quatro pontos por etapa do parceiro para ser campeão. Em Marina Bay, tirou três. Se Oscar colocar a cabeça no lugar, não perde o título.
Mas e o Max Verstappen, você não acha que dá, não?
Achar, achar, não acho. Mas se eu fosse piloto ou chefe na McLaren, estaria pedindo receita de calmante para algum médico amigo. Depois do fiasco na Hungria, um nono lugar horroroso, Max reagiu. Em quatro corridas, fez 86 pontos, contra 52 de Piastri e 39 de Norris. A diferença ainda é grande. O australiano tem 63 pontos de vantagem sobre o tetracampeão e o inglês, 41. Os carros papaia não ficaram ruins de um dia para o outro. O holandês precisa de muitos milagres para virar o jogo. Mas sendo quem é, é melhor deixar as barbas de molho (corrigi o texto graças a um blogueiro que me chamou a atenção por eu ter atribuído a frase a Silvio Luiz, que nunca disse isso — ele dizia “pelas barbas do profeta!”.)
O NÚMERO DE SINGAPURA
10
…títulos de Construtores foram conquistados pelos motores Mercedes em 12 temporadas da chamada era híbrida da F-1, que começou em 2014. As únicas derrotas aconteceram em 2022 e 2023 para a Honda, que empurra os carros da Red Bull (até o fim deste ano, diga-se; em 2026 os japoneses estarão na Aston Martin e a equipe dos energéticos vai de Ford). Desses dez, a Mercedes de fábrica ganhou oito e a McLaren, dois.
McLaren festeja o bi com a ajuda dos motores Mercedes
Dois detalhes que merecem ser registrados neste rescaldo do GP de Singapura, ainda sobre o título da equipe papaia. Primeiro, a homenagem que o chefe Andrea Stella fez a Gil de Ferran, colocando no uniforme um pin com o capacete do ex-piloto brasileiro, morto no final de 2023. Ele foi um dos artífices da remontagem da McLaren, cujos frutos começaram a ser colhidos no ano passado. Segundo, a grosseria de Piastri com o patrão Zak Brown. No Parque Fechado, o americano agradecia seu piloto pela conquista do bi e Oscar arrancou o fio do rádio antes que ele terminasse. Nem respondeu.
Estava bem puto, o menino.
A FRASE DE MARINA BAY
“A jornada deles de volta ao topo é uma inspiração e uma referência para o que queremos alcançar.”
James Vowles, chefe da ex-grande Williams, sobre a McLaren
A foto oficial, agora com Piastri: equipe renasceu no meio de 2023
E tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas precisamos falar de quem ganhou a corrida, né? George Russell teve uma atuação impecável e merece todos os aplausos do mundo. Merece um contratinho, também. O inglês ainda não renovou com a Mercedes, embora todos saibam que isso vai acontecer mais cedo ou mais tarde.
A questão pendente ainda é a duração do acordo. George quer um compromisso longo, daqueles a perder de vista, até que a morte os separe. Toto Wolff ainda reluta, porque gostaria muito, do fundo do coração, de arrancar Verstappen da Red Bull. Mas o elegante piloto do #63 já deu mostras de que pode liderar o time prateado nos próximos anos. Talvez seja o caso de valorizar o que tem em casa.
Abaixo, algumas fotos de Russell no domingo. Ele fez questão de tirar uma igual à de Lewis Hamilton em 2018 depois de ganhar em Marina Bay. “Eu sonhava com isso”, disse o galã mercêdico.
Momentos de Russell em Singapura: vitória com autoridade, mas ainda sem contrato
Falando em Hamilton, só para não esquecer: ele fez a melhor volta da corrida, no fim das contas, ao colocar pneus macios nas últimas voltas. E daí?, perguntará alguém. É que com essa voltinha aí, Lewis chegou a 16 temporadas seguidas tendo feito a famosa fastest lap de pelo menos um GP por 16 temporadas seguidas, desde 2010. É um recorde.
A marca anterior pertencia a Michael Schumacher, que fez melhores voltas de 1992 a 2006 em todas as temporadas, 15 consecutivas.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… da corrida de Fernando Alonso, que acabou em sétimo após a punição a Hamilton por sair da pista várias vezes quando se viu sem freios nas últimas duas voltas da prova. O espanhol lutou bravamente, largou com pneus macios e segurou a onda por várias voltas, teve um pit stop demorado, correu atrás do prejuízo (não me corrijam, a expressão faz todo o sentido) e acabou sendo escolhido pelo amigo internauta como o “Piloto do Dia”. “Não esperava, quase sempre são os mais jovens que são votados, né?”, espantou-se.
Alonso sorri, Franco se irrita: a vida é assim…
NÃO GOSTAMOS… da Alpine, que bateu na quinta corrida seguida sem marcar pontos. Em 18 etapas, aliás, o time francês pontuou em apenas cinco. Está em último na classificação, com 20. Todos sabem que no ano que vem a Renault pica a mula, já acertou para usar motores Mercedes, se alguém aparecer para comprar, leva. Mas não precisava ser um fim de feira tão triste. Franco Colapinto, à ESPN argentina, não mediu palavras: “Os dois carros estão caindo aos pedaços, são um desastre, não dá para fazer nada”.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
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CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...