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segunda-feira, 13 de outubro de 2014 - 17:51Nas asas

NAS ASAS

SÃO PAULO (não há mais heróis) – Alexandre Conrado é um piauiense que define seu “status” atual como “amando e pesquisando aviação comercial desde 1982, dedicando-se profissionalmente a aeroportos e manutenção há 13 anos, apaixonado por hélices, poucos jatos e música eletrônica, pós-graduando em Gestão Aeronáutica”.

É dele o texto indicado pelo blogueiro Rodrigo Ribeiro neste blog aqui, uma espetacular página sobre aviação (e música) que poderá servir de fonte infinita de assuntos para esta modesta seção “Nas Asas”. O nome, aliás, vem da canção de Fernando Brant e Milton Nascimento dedicada à Panair (no link, Elis), e o texto indicado é exatamente sobre essa que foi talvez a companhia aérea brasileira mais emblemática de todos os tempos — pelo que fez e pela maneira como foi assassinada pelo governo militar.

Alexandre pesquisou a malha de rotas da Panair em 1965 e descobriu coisas interessantíssimas — como sua atuação na Amazônia com os lendários Catalina. Vale a leitura e, mais do que isso, uma viagem por outras postagens do Conrado e de seu colega Lito, que além de tudo escrevem muito bem.

Será que algum blogueiro aqui já voou num Catalina?

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24 comentários

  1. srs.
    sou maquetista e fabrico maquetes de aviões comerciais grandes, novos e antigos.peço entrar no meu site walter-maquetes.webnode.com e qualquer informação, no meu email walterassis@hotmail.com
    grato
    walter cardoso assis

  2. Vitão disse:

    O chefe dos mecânicos do Parque Aeronautico do Campo de Marte era amigo do meu pai, e quando desativaram os Catalinas, as peças foram sucateadas, e ele me deu uma bússola , que guardo até hoje. Detalhe : a agulha fica imersa em querosene para permitir as curvas do avião.

  3. Joaquim disse:

    Sim, voei no lendário Consolidated PBY 5A-Catalina quando criança. Junto com meu pai fazíamos Goiânia-Carolina de DC-3 (ou C47 na nomenclatura militar) da Real Aerovias. Lá pegávamos um Catalina da Pan Air do Brasil ou do ETA-Esquadrão de Transporte Aéreo da FAB até Belém. As amerrisagens no Rio Guamá e na rampa do bairro da Condor (construída no tempo do Condor Syndicat) eram memoráveis.

    • Marcelo disse:

      As amerrissagens eram memoráveis no sentido de medo para mim, o bicho se tremia todo e fazia um barulho daqueles, mais confesso que lembrando de tudo isso agora é nostálgico.

      • Joaquim disse:

        Realmente, o barulho ensurdecedor dos dois Pratt & Whitney radiais de 14 cilindros cada, juntamente com aquela vibração da fuselagem era de assustar qualquer mortal. Mas nada que intimidasse quem estava habituado a voar em Curtiss Commando C46, DC-3 Dakota, Beechcraft 18, e similares.

  4. jrg disse:

    Estive nos EUA no último mes e em Long Beach, onde fica o Queen Mary tinha um Hidroavião parado, de repente ele liga os motores, “navega” um pouco, se posiciona e levanta voo. Sensacional, meu filho, com 4 anos, ficou babando!
    E logo depois escuto um barulho diferente de avião, olho para cima e é um DC3 passando.

  5. Marcelo disse:

    Sim Flávio, eu voei em um catalina quando tinha 7 anos, na amazônia, meu tio hoje coronel aposentado do exercito brasileiro servia lá e em dessas aventuras pela amazônia eu de férias com meus primos voamos nesse hidroavião, fazia um barulho infernal quando pousava e lembro que tinha um sistema de cortas que girava por dentro do avião quando pousava que dava medo viu, era uma aventura e tanto para um garoto de 7 anos, acho que se procurar acho uma foto em preto e branco na beira do Rio Amazonas.

  6. Paulo R disse:

    Esse post despertou uma memória perdida na minha mente.
    Nos final dos anos 60, na Represa de Guarapiranga, havia um passeio em um hidroavião. Não sei qual era o modelo.
    Não voamos, eu e meu avô, porque era bem caro. Foi uma baita frustração. Eu tinha uns oito anos, por aí.
    Se alguém mais se lembra de alguma coisa sobre isso, posta aí!

  7. petrafan disse:

    aliás, faz falta o blog do Gianfranco Beting.

  8. Alfredo disse:

    Voei no Albatroz, que era uma “espécie” de Catalina de 2 motores da FAB do 2o grupo de aviação em Floripa. Eu era soldado e adorava voar, era escutar o estouro dos motores daqueles pássaros e ir morcegar com o oficiais pilotos uma boquinha na aventura, E era uma verdadeira aventura, os bichos eram velhos davam problemas mas como podiam pousar em qualquer lugar e eu ainda era novo, cheio de adrenalina, não me importava com o barulho infernal dos motores falhando. O interessante é que de tão velhos, quando pousavam na água, tinham de ser rebocados pra terra para que pudessem voar novamente. tinha um negócio de ter que usar uns impulsionadores de carbureto. Mas ajudaram a salvar muita gente pelos mares do Sul.

  9. Humberto disse:

    Me ajudem,: aquele hidro avião que existia na Represa de Guarapiranga era um Catalina? Eu voei “naquilo” há oitocentos anos atras e não me lembro mais!

    • Edison Guerra disse:

      Humberto, o hidro avião da Represa Guarapiranga era um Seabee, prefixo PP-DKU, Voei também “naquilo” que prestou serviço por muitos anos. Tempos depois encontrei o Sr Gunars Curkurs, piloto-proprietário, e informou que havia desativado o serviço, pois os custos não compensavam e o levou para o Rio, onde deveria reforma-lo.
      Tem a história dele aqui: http://www.seabee.info/rc3_brazil.htm.

  10. petrafan disse:

    eu voei num Electra.

  11. Flavio Francisco disse:

    O Blog é do Joselito Souza e é excelente!

  12. Curioso disse:

    Me parece mais um Kaiser que um Zephyr. Não ?

  13. Wlad Jordão disse:

    Acompanho há anos esse blog (Aviões e Músicas), os caras são simplesmente SENSACIONAIS!!!

  14. Moacyr Lopes disse:

    Vale uma referência ao Lito, que o proprietário do Blog. Mecânico de aviões desde o Electra, hoje ele trabalha no 787. O Alexandre sempre contribui com o blog, que acesso há uns dois anos.

    Tem cada texto mais sensacional que o outro. Tem fã de Lada que vai ficar horas navegando nele, já posso imaginar.

  15. Jorge Roberto disse:

    Este blog é maravilhoso. Tem uma seriedade incrível e seu proprietário, o Joselito “Lito” além de excelente conhecimento musical ( e bom gosto, diga-se ) é um Mestre na mecânica e manutenção das naves ( chefe de manutenção da United ). Traduz de forma muito prática e e simples ( mas com muita responsabilidade ) os mistérios da aviação. Vale muito a leitura dos textos. Ah, e o Lito é um apaixonado por Electras.

  16. Ricardo Bigliazzi disse:

    Neps… voar num Catalina nunca consegui, Lembro de te-lo visto voar por essas bandas, os motores radiais faziam um barulho bem peculiar. O Brasil deve muito a essa Ave.

  17. A.Vandelay disse:

    Só voei em imaginação, quando montei um Catalina “Arará” da Revell quando moleque. Não tinha as manhas de pintar, então ficou branquinho, só com os decais da FAB.

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