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sábado, 23 de outubro de 2010 - 1:21Rádio Blog

RÁDIO BLOG

A mão que toca um violão
Se for preciso faz a guerra,
Mata o mundo, fere a terra.
A voz que canta uma canção
Se for preciso canta um hino,
Louva à morte.
Viola em noite enluarada
No sertão é como espada,
Esperança de vingança.
O mesmo pé que dança um samba
Se preciso vai à luta,
Capoeira.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira,
Prá defendê-la se levanta
E grita: Eu vou!
Mão, violão, canção e espada
E viola enluarada
Pelo campo e cidade,
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Quem tem de noite a companheira
Sabe que a paz é passageira,
Pra defendê-la se levanta
E grita: Eu vou!
Porta bandeira, capoeira,
Desfilando vão cantando
Liberdade.
Liberdade, liberdade, liberdade…

25 comentários

  1. Além de grande compositor, Marcos Valle era “Pumeiro”. Em entrevista à Veja (a antiga) de 25/11/1970, falou sobre seu Puma GT:
    “É um carro feito para gente jovem, possante, muito veloz, com motor Volks, que não traz problemas de mecânica. E as mulheres adoram Puma. Marcos Valle”

  2. Juvenal Jorge disse:

    Que horror !!!

  3. Sergio disse:

    Bons maus tempos, em que havia uma ditadura prá se derrubar, e uma parte da juventude pensava mais, lia mais e não havia bizarrices como “sertanejo universitário”, funk, hip-hop. Jovens burros, sempre houve. Mas quase todos….Não estamos ficando nostálgicos, apenas reconhecemos o espírito de cada época.

  4. Eduardo Britto disse:

    Putz! Ando lendo sobre bossa-nova, festivais, tropicalia… e não lembrava dessa música, que foi das que mais marcaram minha infância. Devia tocar nas rádios então como hoje toca… toca… sei lá que droga de música toca hoje nas rádios! Viola enluarada… bonito demais. Valeu!!

  5. pedro arnaldo disse:

    Os festivais de musica no Brasil dos anos de chumbo, foram os mais ricos e revolucionários do século XX, refletiam a vontade de um povo que não se calou a partir de artistas motivados e muito engajados, que com suas criações inspiradas e obstinadas, traziam em sua essência a força de uma consciência que uma opressão letal não transformou em omissão geral. Essa música pode ser vista como um libelo na busca da liberdade e autonomia, era uma sociedade que mesmo quase desconstruída, foi para as ruas e mesmo com a possibilidade de ser exterminada, não ficou quietinha e não se permitiu estar paralisada. Eram outros tempos e outros lideres, pessoas com tantos limites como os de hoje, só que eram éticas e determinadas a romper com o impossível, não se corromperam na compulsão pelo poder nem flertaram com a luxuria, apenas foram fortes, corajosas e muito destemidas.

  6. Antonio Seabra disse:

    Marcos Valle é um daqueles grandes compositores que não receberam, ainda, os loas compativeis com seus meritos. Junto com o irmão Paulo Sergio produziram algumas das joias de MPB, a começar por Samba de Verão e Preciso Aprender a ser Só. Depois vieram varias musicas lindas, ditas de protesto, como Viola Enluarada e Terra de Ninguém. E mais , Mustang cor de Sangue, Dia de Vitoria, Black is Beutiful, Com mais de Trinta, Quarentão Simpatico, Samba de Verão nº2 e muitas mais.

    Marcos está entre os grandes compositores brasileiros.

    Antonio

  7. sergio lotti disse:

    ainda bem que vc viu uma coisa que presta!

  8. sergio lotti disse:

    até que em fim uma coisa que preste!!!!!!!!!!!

  9. Alexei Michailowsky disse:

    E dá-lhe Marcão!

  10. Iceman disse:

    Dizem que a arte é o verdadeiro reporter de seu tempo! Quizera que este Brasil não voltasse mais e como tal, “Viola Enluarada” fosse apenas uma lembrança. Que fosse apenas o que é e não o que já foi…

  11. Guilherme Corrêa disse:

    Aêee Flávio…ficou assistindo o som Brasil rsrsrs.
    Muito bom né!?
    Aliás que bela safra de novas cantores e músicos hein?! Muito legal a junção da moçado com o Valle. Bacana mesmo
    abç a todos
    guilherme corrêa

  12. luis antonio da matta machado disse:

    Linda canção, belo momento da musica brasileira, tempo de muita criatividade e pouca ou nenhuma liberdade.
    Dessa fornada, vieram Mustang Cor de Sangue e Eu Preciso aprender a ser só.
    Valeu FG.

  13. Guilherme Costa disse:

    Belíssima letra!

  14. Antonio VK disse:

    Acho essas musiquinhas um saco.

  15. Eduardo Andrade disse:

    Parabéns pelo post, é uma das músicas mais marcantes e bonitas da década de 60.
    Vale a pena ouvir

  16. Thiago Azevedo disse:

    Essa música é demais…

  17. TOM SEM FREIO disse:

    BONS TEMPOS E BOAS CANÇOES.

  18. Orlando Salomone disse:

    Sic vis pacem para bellum.

  19. Alexandre disse:

    Tempos estranhos esses! Quem defendia trincheiras com você agora te aponta um morteiro.
    Talvez eles nunca realmente tenham estado na trincheira ao seu lado, só estavam lá porque do outro lado estava o próprio capeta.Talvez tenha sido falta de opção, por isso hoje estão de braços dados com o próprio demo, aquele que usava fio de cobre pra tostar o seu testículo e as suas coxas como cinzeiro.
    E hoje estão lado a lado com o demo, mas dessa vez fumando um cubano importado ilegalmente.

    É, eu também ouvi o chamado e também vou.

    Abraço e boa capoeira

  20. Winston disse:

    Tem muita gente que pensa que nossa liberdade é segura, e digo que poderemos estar bem próximo de perdela.

  21. yuri disse:

    Flavio,
    E para música? Vc seria capaz de fazer o mesmo comentário que fez para a foto dos pilotos aí embaixo?
    É tudo a mesma coisa e nós que somos um bando de nostálgicos, ou alguma coisa aconteceu na música brasileira de algumas décadas para cá?
    Um abraço e continuo te seguindo aqui de longe.
    yuri

  22. Neanderthal disse:

    boa Gomes!

    está aí um baita compositor brasileiro, uma estrela de brilho singular na galáxia musical brasileira , um belo fruto da miscigenação cultural da gente, – um carioca com toda cara de europeu compondo uma música mix de europa (o piano), brasil afro e ainda pitadas de soul norte-americano (afro também).

    ontem mesmo um especial com ele na RGdeTV: uma introdução de uma música com ele ao piano elétrico, tão bom quanto Billy Preston Chick Corea e outros feras, e a quase suíte (musical) que é o maravilhoso tema principal de “O Fabuloso Fittipaldi” – um tema de causar arrepio na nuca, pelos temas em si mais a dinâmica harmônica, lindamente valorizada no arranjo para banda com sopros.
    Genial.

    Aliás em viola enluarada também, fica clara a aptidão para belas melodias construídas em harmonias ‘adoráveis’ (na falta de palavra melhor).

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