MINARDI, CARISSIMA!

M

SÃO PAULO (que época!) – E teve o Minardi Historic Day no fim de semana em Imola — me lembra o Rafael Rego. Tem algumas fotos aqui, mas a galeria publicada na página do autódromo no Facebook é imbatível. Vários ex-pilotos de uma das equipes mais queridas de todos os tempos foram visitar Giancarlo Minardi e matar as saudades daqueles tempos luminosos dos anos 80 e 90 — OK, começo deste século também.

Numa passadinha rápida pelas fotos, identifiquei Pierluigi Martini, Jarno Trulli, Giancarlo Fisichella, Tarso Marques, Luiz Pérez-Sala, Gianni Morbidelli… Correndo o risco de cometer alguma injustiça, não encontrei Luca Badoer — se alguém encontrou, avise. Outros grandes minardistas como Fernando Alonso e Mark Webber deveriam ter aparecido. Apenas acho.

Mas fiquemos com a imagem de quem construiu tudo isso na unha. Grande Giancarlo!

minardiday

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

19 Comentários

  • Bom, não é a mesma Minardi de Giancarlo Minardi, mas a equipe continua “viva” na Champ Car. (Depois da união com a IRL, o que sobrou foi comprado por um grupo de empresários e o campeonato continua com os Panoz DP01, mas virou quase uma várzea)…
    Nelson Phillipe e Dan Clarke são os pilotos.
    Dúvidas? Google…
    No site oficial da categoria, em About the Series tem um texto explicando o que houve pós-2007 (Welcome Back Champ Car).

  • A Minardi continua “viva”. Tudo bem que não é a mesma de Giancarlo Minardi, mas a Champ Car continua suas atividades (embora hoje seja quase uma várzea, o que sobrou depois da unificação com a IRL foi comprado por um grupo de empresários, PGT Inc. que deu continuidade à categoria com os Panoz DP01. É quase um suporte da Indy, mas quase ninguém fala mais nela…)

    http://champcar-ws.com/minardi_team_usa

    http://champcar-ws.com/about_the_series_

  • Será que um dia o “Didi das Latinhas” pintaria seus carros com as cores da Minardi para uma homenagem a esta figura que, como vemos na foto, exala simpatia? São pessoas do naipe de um Giancarlo Minardi que fazem falta, muita falta, no esporte!

  • A Minardi era uma equipe que ficou só na promessa, não “decolou”, a F1 não é para qualquer um principalmente se falando em equipes, acho que é mais difícil pras equipés do que pra pilottxos.. Vejam meus preclaros, que o Brasil fe z 3 campeos mas quando foi formar uma equipe, que alias tinha condiçoes de se firmar, não deu muito certo, o PP Diniz também ensaiou alguma coisa etc… O Alan Proust formou uma equipe e nao deu em nada, etc… Veja que tem que ser “aceito” senão a equipe morre pequena…. Minardi foi legal, mas Flazão, com todo respeito, voce viajou na maionese quando falou que é uma das mais queridas de todos os tempos, ou foi uma ironia que nao ficou bem explicita, sei la!!!! mas nao leve a mal ai amigao, apesar dos pesares a gente continua lendo o que voce escreve. Eu mesmo conheço varios aqui em Curitiba, a Capital do Mundo, que te leem! abraços….

  • Era legal torcer pela Minardi.
    Não me lembro muito bem do início de suas atividades, mas, lembro-me de uma época em que correram com motor Ferrari (1.985 ou próximo disso). Por lá passaram grandes estrelas, mas, o piloto simbolo, para mim, foi o Pierluigi Martini.

  • Eu sempre me pergunto porque ninguém ‘compra’ a marca ‘Minardi’ de volta…. Seria muito mais fácil, acho, captar patrocínio, interesse e simpatia dos amantes de corridas…

  • Duvido que um dia façam uma Historic HRT Day. Ou uma Historic Brawn Day. Minardi é Minardi, difícil achar alguém que não gostasse dela. Trazida à vida na unha, como foi muito bem dito, o verdadeiro exército de Brancaleone, mas que fez o que muita equipe mais endinheirada ou vitoriosa fez: Deixar seu nome marcado na história da Fórmula 1.

  • Não lembro o ano, mas já era no retorno ao Autódromo de Interlagos, um amigo meu foi assistir a corrida. E disse que na chegada ao grid da Minardi, a arquibancada em peso ovacionou os carros da Minardi e a equipe olhando para arquibancada ficou meio sem entender. Este amigo disse que foi uma situação bem legal. A plateia sabia das coisas.

  • No fim de 1984 eu tinha de 8 para 9 anos de idade. O Niki Lauda tinha sido campeão do mundo. Fui na banca de jornal com meu pai num domingo de manhã e ele me comprou um anuário daquela temporada, com a apresentação das equipes de 1985. Lembro que a Minardi foi a última equipe (ou era a Zackspeed?) a ser apresentada na publicação, que não sei onde foi parar. Era um carro azul e amarelo e tinha uma foto do Alessandro Nannini, também.
    Em 1986 comecei a recortar as notícias de jornal sobre Fórmula 1 e colar num velho caderno pautado, que foi engrossando até o fim do ano. Os jornais elaboravam artes interessantes para informar o grid de largada. Em algumas oportunidades tinha o traçado da pista ocupando quase metade da página.
    As vezes nós viajávamos num fim de semana de GP e eu ficava sem o jornal para recortar. O jeito era escrever de próprio punho o resumo da corrida e atualizar a tabela de classificação.
    Esse caderno ainda deve estar numa caixa de papelão no quartinho da bagunça da casa dos meus pais, com fotos de Minardi, Zackspeed, Alfa Romeo, Arrows, Tyrrel e outras equipes retratadas em preto e branco, mas de vivo colorido na memória.

  • – É possivel que algumas pessoas chorem pelo que aconteceu com a Toyota em Le Mans semana passada. Mas não é possivel que ninguém chore com aquela cena postada um dia desses aqui com o Badoer de Minardi. Mostra bem o que essa equipe representa aos fans.

    Badoer tinha que está lá. E acho que o Christian Fittipaldi também não foi. Ok. Mas fiquei na dúvida com aquele monte de touro enfileirado. Sei que a Minardi foi vendida pra STR. Mas será que a STR realmente representa algo da Minardi? Tipo, pessoal, a sede em Faenza, muses, carros?

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil, onde ficou até dezembro de 2020. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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