QUANTO É?

Q

SÃO PAULO (brrr) – Lembram da Caterham? Pois é. A fábrica da equipe em Leafield continua fechada, mas em ótimo estado. Esperando por um comprador. O time verde, que fechou em fevereiro de 2015, não deixou resultados muito expressivos. Mas era simpático, e trouxe de volta à F-1 o nome Lotus, o que por si só já lhe reserva um pequenino lugar na história.

Os carros, até onde eu sei, já estão nas mãos de colecionadores. Alguns equipamentos provavelmente também foram vendidos. Mas o prédio está lá, prontinho para quem quiser ter uma fábrica de F-1 entre seus imóveis.

Conheço essa fábrica, inclusive — além dela, já estive na Ferrari, na Sauber e na Williams. Foi num inverno europeu qualquer, quando a Arrows ficava nesse endereço. Pedro Paulo Diniz foi contratado pela equipe, acho que era 1997, e vários jornalistas foram convidados para a apresentação do carro.

Lembro que fazia um frio desgraçado e que alguém falou algo sobre Marconi ter feito a primeira transmissão de rádio da história naquelas colinas, mas disso não tenho certeza e se alguém tiver mais detalhes, que conte.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

10 Comentários

  • As paredes da fábrica estão lá, mas pergunto, os ex donos estão pobres, estão passando necessidade, deixaram de fumar charutos caros ou beber sua reserva de vinhos franceses? Não, aposto que estão numa boa, porque isso tudo ai é lavagem de dinheiro, estas equipes que entram e desaparecem da F1 poderiam ser investigadas. Parece máfia ou coisa tipo lava-jato.

  • Para mim, um dos carros mais bonitos da F1 recente (com relação a pintura/layout).
    Equipe que tbm acho legalzinha, quase comprei alguns souvenirs, mas não deu certo.
    Dessa fabrica, o adesivo do chão com os carros estava ótimo.

  • – Sem dúvida a mais bacana do trio do fundão daquele tempo. Pena que nunca pontuaram. No fim das contas, o grupo Genii, brigou, brigou, apelou pra não sei quem e colocou o nome da Lotus no lixo.
    Agora “torcer” pra Arrows ou Super Aguri, que já sediaram aí em Leafield, voltar a ativa. Já pensou Super Aguri – Honda como equipe B dos japas?

  • Eu também visitei esse prédio, mas na época em que era ocupado pela Super Aguri, do Aguri Suzuki. Pelo que me contaram (e se não estou fazendo confusão), antes de se transformar em endereço de equipes de F1, esse local serviu originalmente para uma companhia de energia elétrica. Foi uma estada legal com o pessoal da Super Aguri. Boas lembranças. Nessa visita do Flavio à Sauber eu estava no grupo também, ao lado do Candinho, Milton Alves, Pandini, Rodolpho Siqueira e outros, certamente, mas que agora os nomes não me surgem na memória.

Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
ASSINE O RSS

Categorias

Arquivos

TAGS MAIS USADAS

Facebook

DIÁRIO DO BLOG

junho 2016
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930