S.O.S. KARMANN-GHIA

S

SÃO PAULO (que horror) – Reproduzo abaixo texto que acabo de receber da noiva, repórter da CBN:

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu entrar na Justiça com pedido de falência da empresa de autopeças Karmann-Ghia, por abandono de patrimônio. A decisão foi tomada após a análise do departamento jurídico e aprovação dos trabalhadores, que foram consultados em assembleia realizada na segunda-feira (27). A medida foi considerada a alternativa mais viável para que se possa iniciar um processo de retomada das atividades na fábrica. “Estamos certos de que a abertura do processo de falência é a única forma de garantir os direitos dos trabalhadores do ponto de vista legal. O interesse maior é que a empresa continue viva”, explica Rafael Marques, presidente do Sindicato. A medida judicial deverá ser proposta nos próximos dias.

Na assembleia, os trabalhadores também decidiram pela continuidade do movimento de luta e ocupação da fábrica, que completa hoje 47 dias. “A ocupação é importante para garantir a permanência do maquinário e, assim, poder defender o que é de direito dos trabalhadores. É com a luta e a união dos companheiros que vamos encontrar soluções e exigir respeito”, reforça Marques.

A ocupação teve início em 13 de maio, após a Justiça dar parecer favorável aos antigos proprietários da empresa, confirmando o não cumprimento pela direção atual dos pagamentos previstos na negociação de compra da fábrica. O impasse jurídico gerou, na prática, uma indefinição em relação à propriedade da autopeças e agravou a situação da empresa, que já vinha sofrendo com a crise econômica e problemas de má gestão. Atualmente não é possível nem mesmo saber quem são os reais donos da Karmann-Ghia. A empresa está abandonada.

Os trabalhadores estão sem salários desde o final de 2015, o último valor pago foi o correspondente a 25% do salário de um mês, depositado em dezembro. Marques reforça que o Sindicato tem também dialogado com várias empresas credoras da Karmann-Ghia na busca de soluções: “O maior patrimônio da empresa são os trabalhadores. Não estamos pensando somente nos direitos, mas em construir alternativas e voltar a operar”.

Lembro que há alguns anos se falou até em um novo Karmann-Ghia, que poderia sair de um concurso público. Foi em 2013, muita gente participou e o ganhador foi esse aí embaixo.

Não deu em nada. Gostaria de saber dos vencedores se eles, ao menos, receberam o prêmio.

A

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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