N’UOL

Cores, cores, cores. O hit do verão é o Preto Tira Peso. Mas na coluna de hoje no colorido portal, a homenagem vai para quem inventou Amarelo Augusta e Verde Hippie. Para ler, aqui.

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ONE QUESTION

Como é que esse protótipo nunca saiu do papel? Uma van Samara, que coisa mais linda!

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BUS STOP

Joubert Amaral, editor da Gulliver, mandou um pacotão de fotos antigas de sua cidade, Divinópolis. Hoje vai essa aqui.

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TODOS OS CARROS

Cortesia do amigo blogueiro para vocês dizerem qual é mais bonito, qual é o mais feio, quem vai andar bem, quem vai decepcionar… Clique nas imagens para vê-las em tamanho família. As fotos estão em ordem cronológica, do último a ser apresentado, o da Alpine, ao primeiro, o da Haas.

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A523

SÃO PAULO (meninos e meninas usam os dois) – O último carro de 2023 apareceu hoje no fim da tarde em Londres. A Alpine fez a apresentação do A523 numa cerimônia fria e sem sal, com os elementos de sempre: uma mestre de cerimônias bonita e simpática, o videozinho de praxe, platitudes nas declarações, pilotos de macacão e, por fim, a estrela da festa: o automóvel.

Que no caso foram dois, porque como fez no ano passado a Alpine resolveu começar a temporada com a pintura cor de rosa da BWT, a patrocinadora aquática do time. Devem ser os três primeiros GPs assim. Depois, volta a pintura tradicional dominada pelo azul com pitadas generosas de Preto Fibra de Carbono, novo nome oficial da cor que é o hit do inverno europeu. Está todo mundo economizando na tinta para tirar peso de seus carros.

A Alpine vem com a novidade de um segundo piloto francês, com a saída de Fernando Alonso. Chegou Pierre Gasly, vindo da família Red Bull, e pelo que se viu no palco alguém achou que ele era mais alto, ou emprestaram um macacão do pirulão Esteban Ocon para o coitado vestir. Era uns três números maior. Pierre até fez uma piadinha sobre o assunto, pelo que entendi.

Objetivos da equipe, segundo o discurso ensaiado do CEO Laurent Rossi e do chefe de equipe Otmar Szafnauer: terminar mais corridas, quebrar menos, conseguir alguns pódios e manter o quarto lugar entre os construtores do ano passado diminuindo a distância para os três primeiros. De fato, o abismo da Alpine para a terceira colocada em 2022, a Mercedes, foi gigantesco: 342 pontos de diferença. A Red Bull foi campeã com 759, a Ferrari ficou em segundo com 554 e a Mercedes fez 515. Os franceses fecharam o ano com 173, brigando pelo posto até a última corrida do ano com a McLaren, que ficou em quinto com 159.

Não se viu nenhum de seus pilotos no pódio. As duas únicas taças da Alpine, que formalmente só existe há dois anos — a Renault, dona da marca, rebatizou sua equipe em 2021 –, foram conquistadas na temporada retrasada. A primeira veio com a vitória surpreendente de Ocon na Hungria e a outra, com a terceira colocação de Fernando Alonso no Catar.

Alonso deixou o time e foi para a Aston Martin, em rumorosa negociação durante as férias da F-1 no ano passado, assim que Sebastian Vettel anunciou que iria se aposentar. Aí foi aquela correria desgraçada, com a Alpine confirmando no dia seguinte seu piloto de testes Oscar Piastri como titular, para ser desmentida pelo menino horas depois nas redes sociais. Seguiu-se uma disputa pelo pimpolho envolvendo a McLaren, que acabou ficando com ele. Então, o time foi atrás de Gasly, insatisfeito na AlphaTauri. O novo piloto de testes, para 2023, será o australiano Jack Doohan, de 20 anos.

A dupla francesa é interessante, embora muita gente jure de pés juntos que ambos não dividem o mesmo croissant. São dois fios desencapados quando pisam em seus calos. Quanto ao carro, nada de muito novo. Todas as explicações técnicas convergiram para o mesmo: melhorar os fluxos de ar.

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FOTOS DO DIA

Hamilton saiu para experimentar o W14 em Silverstone. Choveu.

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W14

SÃO PAULO (coragem!) – Pode-se dizer que o W14, novo carro da Mercedes apresentado hoje, surpreendeu. Porque a equipe simplesmente não abandonou a ousadia de fazer um automóvel magricela, um quase “zeropod”, com a parte traseira mais estreita e diferente de todos os demais modelos que nasceram das pranchetas da F-1 a partir do novo regulamento do ano passado.

Ainda que menos radical do que em 2022, a insistência no conceito aerodinâmico, segundo Lewis Hamilton, se explica porque “a Mercedes não é o tipo de equipe que copia as outras”. Depois, referiu-se aos clones da Red Bull deste ano — quase todos — e às ideias aplicadas pela turma da Ferrari, com suas duas banheiras laterais.

Segundo todos que estiveram na apresentação, o que tem de novidade nesse carro só dá para ver se ele for virado de cabeça para baixo. Está tudo no assoalho, redesenhado para, óbvio, melhorar os fluxos de ar.

A Mercedes terminou o ano passado bem melhor do que havia começado, fazendo uma dobradinha em Interlagos — sua única vitória na temporada. “Confio nos nossos engenheiros. Temos dois pilotos que guiam de forma semelhante e se tiver algum problema nesse carro vai ficar claro imediatamente e teremos tempo de corrigir”, disse Lewis.

Hamilton esteve na apresentação ao lado do companheiro George Russell e do novo piloto de testes Mick Schumacher. O W14 veio preto, como em 2020 e 2021. Foi o que mais chamou a atenção nas redes sociais, diga-se. “É preto!” virou trend topics no Twitter brasileiro. Motivo: 3 kg a menos de tinta prateada. “Nascemos como flechas de prata no passado por raspar a tinta” lembrou o chefe Toto Wolff, voltando aos anos 30 do século XX. Na época, diz a lenda, a Mercedes tirou a pintura branca, tradicional em carros alemães, para reduzir peso. Ficou na lata. No caso, no alumínio. “Agora, quando a gente tira a tinta fica na fibra de carbono”, concluiu.

De fato. A fibra de carbono é preta e muitos carros deste ano têm enormes porções cruas, sem pintura. O preto vai predominar na maioria. No caso da Mercedes, combinou com o que o time já usou, então está tudo bem. E ficou lindíssimo.

Vai ganhar o campeonato? Não sei. Considero a Red Bull muito favorita. Mas vai andar mais que no ano passado. Bate a Ferrari. Acho que tem briga.

No mais, duas informações relevantes sobre Hamilton. A primeira: ele disse que vai continuar a correr “mais um pouquinho”. Negociações para renovação de seu contrato, que termina no fim do ano, vão começar em breve. Sem pressa, de acordo com as partes envolvidas. A segunda: o piloto disse que vai seguir “falando o que pensa”. A referência é à lei da mordaça proposta pelo lamentável presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, que atacou as manifestações “políticas” nas corridas de F-1 em claro recado a Lewis. “Nada vai me parar”, afirmou o heptacampeão.

Ótimo. Que fale cada vez mais. Vozes como a dele são necessárias, essenciais, imprescindíveis.

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TOYODA, 97

SÃO PAULO – Morreu no Japão Shoichiro Toyoda, filho do fundador da Toyota e grande responsável pela entrada da marca no mercado americano e pela construção da fama de indestrutíveis e confiáveis que seus carros têm até hoje. Tinha 97 anos.

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SF-23

SÃO PAULO (bela como sempre) – Dia de Ferrari nova é sempre especial, ainda que na opinião deste modesto escriba a equipe esteja condenada a levar novo cacete da Red Bull e, neste ano, da Mercedes de novo. Nenhum motivo especial, muito menos torcida contra. É porque não acho os pilotos nada demais, mudança de comando sempre causa algum ruído, a base do carro de 2022 não era grande coisa e, sobretudo, as rivais são mais fortes.

A SF-23 (Scuderia Ferrari, ano 2023) é bonita, claro, tem uma suspensão dianteira diferente e manteve as “bacias” nas laterais. Quanto vai andar, saberemos logo mais, em menos de um mês no Bahrein. Ano passado a equipe começou muito bem, mas despencou quando a Red Bull engatou a quinta marcha. E terminou o campeonato de forma opaca, atrás da Mercedes em desempenho.

Sei que muitos reputam Leclerc como um piloto genial e muito acima da média, mas eu o acho bom, mesmo, apenas em classificação. Em corrida, considero um piloto normal. OK, sabe ganhar corridas, é competente, limpo, erra pouco, mas não é nenhum espetáculo como foram seus antecessores Vettel e Alonso, por exemplo — que, bem ou mal, conseguiram dar esperança de título aos ferraristas em algumas temporadas. Sainz me parece burocrático e previsível. Sempre pareceu. E me dá a impressão de que uma nuvem negra pronta a desabar em tempestade o acompanha de forma permanente.

Frédéric Vasseur é o novo chefe, vindo da Alfa Romeo. Assume no lugar de Mattia Binotto, que foi acusado de ter errado muito no ano passado em estratégias de corrida, principalmente, e gestão do time como um todo. Caiu, como caem os técnicos no futebol — na Ferrari é assim que as coisas funcionam.

A apresentação foi simpática, ao ar livre, na pista de testes que o time mantém ao lado de sua fábrica de Maranello. Teve presença de público, carro de verdade e, melhor ainda, andando e fazendo barulho em Fiorano. Foi um lançamento à moda antiga, disparado o melhor até agora. Tiraram no cara ou coroa para saber quem iria guiar primeiro e deu Leclerc, duas ou três voltinhas. Sainz teria direito a cinco. Apenas um shakedown para ver se tudo estava funcionando direitinho. As imagens estão abaixo.

Não dá para dizer nada a partir dessas voltas, evidente. Mas alguma coisa em cima das declarações da turma vermelha, sim, dá para comentar. Especialmente sobre o motor foi um problema no ano passado e a equipe espera melhorá-lo bem para esta temporada, com as atualizações permitidas pelo regulamento. Ganhar o campeonato é, sempre, o objetivo declarado da Ferrari. Nem sempre consegue — o último foi o de 2007 com Raikkonen. Mas não há uma alma sequer na Itália que não sonhe com isso antes do primeiro GP.

Ainda que eu considere remotas suas chances de ser campeã, é certo que a Ferrari vai ganhar corridas e aparecer no pódio com frequência, como tem sido nos últimos anos — mesmo não sendo propriamente uma protagonista na disputa pelo título. O maior problema da “rossa” é a concorrência, bravíssima. E que tem, além do mais, pilotos melhores.

Para quem quiser ver, aqui está a íntegra da cerimônia de apresentação em Fiorano. De noite tem vído lá no meu canal yutúbico.

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MCL60

SÃO PAULO (só desce…) – Já a McLaren, um pouco mais tarde, fez o lançamento do MCL60. Já tem algum tempo que MCL é a designação dos carros do time. Nesta temporada, o nome lembra os 60 anos da fundação da equipe, em 1963.

Tem menos laranja e mais preto na pintura. Oscar Piastri é a novidade, estreante. Ano passado, a McLaren ficou em quinto, atrás da Alpine. Fora quarta colocada em 2021 e terceira em 2020. É bom melhorar.

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