Flavio Gomes quarta-feira, 26 de novembro de 2025 19:24 6 comentários
Darcio Botelho mandou a foto, de quando Nelson Piquet corria na Super Vê. Abaixo, a história. Motivos para publicar a foto? Primeiro, e principal, que um leitor mandou e ela tem importância, claro — para ele e historicamente. Segundo que hoje fiquei horas com o Crispim falando da Super Vê. Coincidiu.
No anexo, só como curiosidade, uma foto do meu pai, ao centro, com o Giba à esquerda, que era o dono da equipe Gledson de Super-Vê. A equipe era sediada na rua Carlos Gomes, em Santo Amaro. Meu pai, Darcy Botelho, tinha um bar/restaurante ao lado da equipe e muitas vezes tanto o Nelsinho, como era chamado, e o Giba almoçavam por lá. Seria uma honra se fosse publicada no blog. Essa foto deve ter sido tirada nos boxes do autódromo de Interlagos por volta de 1976/1977, pouco antes de o Nelson ir para a Inglaterra.
Flavio Gomes quarta-feira, 26 de novembro de 2025 19:11 Nenhum Comentário
Postinho internacional, envio do Enrique Aguadé Lameira.
Boa noite Flavio! Sou um ávido leitor do seu blog há anos e gostaria de lhe enviar uma foto de um posto de gasolina perto de Valência, Espanha, onde eu moro. Fica numa cidadezinha chamada Pinedo e existe há muitos anos. Espero que você goste!
Flavio Gomes quarta-feira, 26 de novembro de 2025 19:06 3 comentários
SÃO PAULO (serviço completo) – O Geraldo Papa mandou as fotos e as explicações. Que são sensacionais! Estão logo depois das imagens. Este Brasilzão não cansa de nos surpreender…
Presidente Figueiredo é um município do Estado do Amazonas, famoso por suas cachoeiras e belezas naturais. Seu nome é uma homenagem ao primeiro presidente da Província do Amazonas — João Batista de Figueiredo Terneiro Aranha. Povo hospitaleiro, cidade pacata, culinária maravilhosa e cerveja “estupidamente” gelada. A BR 174, rodovia que liga o estado do Amazonas ao estado de Roraima, corta a cidade e ruma para o norte, atravessando, inclusive, a terra indígena Waimiri Atroari, por uns 75 km. Tem seu tráfego bloqueado diariamente no trajeto que corta a terra indígena das 18h30 às 6h do dia seguinte, transitando apenas ônibus, ambulâncias, bombeiros e viaturas policiais. O bloqueio é feito em virtude da passagem de animais selvagens de hábitos noturnos e dos próprios povos originários, minimizando acidentes. Se estiver pela região, fique atento ao horário, para não pernoitar na estrada. Outra curiosidade da BR 174 nos arredores de Presidente Figueiredo, é a presença de dois Boeings 737-200 estacionados ao largo da rodovia. O primeiro Boeing 737-200 está estacionado no Km1003, ao lado do restaurante Querência Amada. A história deste avião está contada em detalhes neste link. Trata-se de avião comprado originariamente pela Varig, operando por muitos anos e, depois, repassado para a empresa Rico Linhas Aéreas Ltda, que comprou três Boeings 737-200, para operar linhas pouco comerciais no Norte do Brasil. Com o sucesso da empreitada, as grandes empresas aéreas da época abriram rotas no Norte e a Rico perdeu competitividade, cessando suas operações com aviões de grande porte. Um empresário comprou este Boeing e trouxe para Presidente Figueiredo, onde pretendia construir um hotel e expor o avião ao lado. Porém, o hotel nunca saiu do papel e o avião está estacionado ao lado do restaurante/lanchonete (que não sei se funciona também, pois no horário que passei, estava fechado). O avião está em um cercado, mas você consegue chegar muito perto dele. O segundo Boeing 737-200 está em uma propriedade particular na mesma BR 174, no Km 1066, estacionado bem à vista. Porém, o avião está longe da rodovia e não há acesso para visitação. Não consegui outras informações sobre este segundo Boeing e, pelo que se observa das fotos, parece ter pertencido à mesma Rico Linhas Aéreas Ltda, já que o que sobrou da pintura, saindo da porta em direção ao bico do avião, é o mesmo padrão encontrado no outro Boeing. A Rico opera atualmente com táxi aéreo, podendo ser encontrada neste site.
Flavio Gomes terça-feira, 25 de novembro de 2025 13:53 4 comentários
Leandro Demori indicou e é, realmente, lindo. Lindo, sem playback, com emoção e graça, num programa de TV que marcou época e que faz muita falta. David Letterman, a propósito, é um dos donos da RLL (Rahal-Letterman-Lanigan) na Indy, equipe que acaba de confirmar Mick Schumacher para 2026.
Flavio Gomes segunda-feira, 24 de novembro de 2025 21:10 21 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
Terry Crews no Cadillac de Lego: a cara de Las Vegas
SÃO PAULO (de volta) – Como é que vou publicar uma foto de algo que represente 0,12 mm? Essa seria, claro, a imagem do GP de Las Vegas: alguém com uma régua verificando o ponto de medição do desgaste da prancha sob o assoalho de Lando Norris — um pouco maior no carro de Oscar Piastri, igualmente desclassificado. Mas como, diabos, veríamos 0,12 mm ali? Além do mais, isso não é feito com uma régua, e sim com algum equipamento de precisão homologado pela FIA e aceito pelas equipes. No caso, um micrômetro japonês da marca Mitutoyo como esse da foto abaixo, comprado em maio de 2025 pela entidade. Se alguém se interessar, pode encontrar o mesmo aqui, por quase 600 trumps.
Um micrômetro não é lá muito fotogênico, por isso escolhi o Cadillac cor de rosa de Lego que levou os três pilotos do pódio à entrevista na frente do hotel, pilotado pelo onipresente Terry Crews — ator, comediante, apresentador, ex-jogador de futebol americano e garoto propaganda da Shopee.
Ele parece bem simpático e é muito popular. Nada contra o cara, que todo ano aparece nesse GP e em outros, muito menos contra o Cadillac de brinquedo que anda — um barato, o carro. Mas que as cerimônias pré e pós-corrida em Las Vegas são um porre, são. Teve até o Mickey, neste ano. Haja.
Voltemos à prancha.
Não sei em qual tela vocês estão lendo isso aqui. Na que uso para escrever, o publicador deste blog, essa representação de um centímetro aí em cima mede 16,5 cm. Ou seja: cada intervalo entre os tracinhos menores está ampliado 16,5 vezes. Ainda assim, não é nada. Imaginar isso aí 16,5 vezes menor resulta em algo… invisível!
Mas dá para medir, hoje é possível medir tudo. E se as regras da F-1 dizem que a prancha de 10 mm de espessura, geralmente feita de madeira, tem de terminar uma corrida com, no mínimo, 9 mm — essa medição é feita em quatro buracos abertos na prancha, não em toda a extensão da peça –, um desgaste de 1,1 mm coloca um carro fora do regulamento. Não há interpretação aí. Não há tolerância ou margem de erro, que nem nas pesquisas. Nove milímetros são nove milímetros, não oito vírgula nove milímetros. Por extenso.
Os quatro buracos no fundo do carro: medida de desgaste é tirada ali
É meio cruel, claro. Estamos falando de uma desclassificação por uma diferença que dificilmente mudaria o rendimento de um carro de corrida. Mas essas coisas não são chutadas. Chega-se a um valor a partir de estudos e medições, e esse valor tem de ser respeitado. O mesmo vale para as medidas das asas, o peso do carro, a pressão dos pneus, a quantidade de combustível, a resistência das estruturas de segurança, o prazo de validade do macacão e do capacete etc., etc. e etc.
A McLaren não foi a primeira vítima do desgaste das pranchas. No começo deste ano, Lewis Hamilton foi desclassificado na China — tinha terminado em sexto. Em 2023, ainda na Mercedes, o inglês perdeu o segundo lugar nos EUA e Charles Leclerc, o sexto — ambos pelo mesmo motivo. O primeiro punido por prancha desgastada na história foi Michael Schumacher no GP da Bélgica de 1994, que ele tinha vencido — Damon Hill herdou a vitória. A regra existe para que as equipes não soquem seus carros no chão, diminuindo sua altura em relação ao asfalto de forma que o efeito-solo seja perigosamente ampliado. Há limites pra tudo.
Classificação: Norris ainda tem boa vantagem
Se Norris tivesse seu segundo lugar confirmado, como escrevi ontem de madrugada, já podia colocar o champanhe no gelo. Teria 42 pontos de vantagem sobre Max Verstappen e 30 em cima de Piastri. Muito provavelmente se sagraria campeão domingo que vem no Catar.
Isso ainda pode acontecer, e segue sendo provável. Sem os 18 pontos herdados por George Russell, Lando mantém 24 de frente para Piastri e, agora, tem o incômodo de ver Verstappen a uma distância igual. Max assusta, claro. Ainda assim, para ser campeão no próximo fim de semana Norris precisa sair de Lusail com 26 pontos de vantagem para o segundo colocado na tabela, o que significa que tem a necessidade de, apenas, fazer dois míseros pontinhos mais que seus adversários. Esses, por outro lado, precisam de todos os pontos possíveis e ainda têm de contar com alguma desgraça que atinja o inglês.
Norris segue sendo muito favorito ao título. Se ele e a McLaren colocarem a cabeça no lugar, levanta a taça. As dificuldades serão muito mais psicológicas do que técnicas no Catar e em Abu Dhabi. E quando a gente fala de cabeça — isso vale para pilotos, mecânicos, engenheiros, estrategistas, chefes, cozinheiros, todo mundo que deve estar uma pilha de nervos –, tudo pode acontecer.
Lando em Las Vegas: ritmo lento no final gerou desconfiança
A McLaren explicou que seus carros, em Vegas, tiveram “níveis elevados de oscilação vertical” que causaram “contato excessivo com o solo”. O time tentou argumentar que os treinos foram tumultuados, que choveu, teve tampa de bueiro solta, que não teve tempo de ajustar seus carros “nos conformes”. A desculpa não colou. Nem todos os carros em todas as corridas passam por essa verificação, só quando há algum motivo para desconfiar de alguma irregularidade. Exemplos: o bicho passa a prova inteira levantando faísca, apresenta alto índice de “porpoising” (aquele troço de ficar batendo o fundo nas retas) perceptível pelas câmeras on-board, até os diálogos entre engenheiros e pilotos, pelo rádio, são monitorados. Nesses casos, os primeiros colocados são sempre submetidos a uma vistoria mais rigorosa para além de pesagem, coleta de amostra de gasolina e outras medições mais simples.
No caso de domingo, o que levou os comissários a darem uma olhada mais profunda nos carros da McLaren foi a brusca queda de ritmo de Norris nas últimas cinco voltas. Ele estava 5s atrás de Verstappen e terminou a prova 20s depois do holandês. Do nada, tirou o pé. Pelo rádio, o time tentou dar uma disfarçada e citou consumo de combustível — conversa em código, certamente, para não entregar a paçoca. No fim, o artigo 3.5.9 do regulamento técnico foi implacável. Micrômetros japoneses não mentem.
O NÚMERO DE LAS VEGAS
59
…corridas seguidas nos pontos tinha a McLaren, até zerar com as desclassificações de Norris e Piastri. A última vez em que o time papaia saiu de um GP sem nada tinha sido no Canadá em 2023.
Coulthard e Lando: mais GPs; Senna: mais vitórias
Mais de McLaren: Norris, domingo, chegou a 150 GPs pela equipe e igualou o piloto com mais largadas na história do time, o escocês David Coulthard. Lando só correu pela McLaren na F-1. Estreou em 2019. Tem 11 vitórias, 44 pódios e 16 poles. DC, como é conhecido, defendeu a equipe de 1996 a 2004. Foram 12 vitórias, 51 pódios e sete poles. Os outros que mais correram pelo time foram Jenson Button (136), Mika Hakkinen (131), Hamilton (110) e Alain Prost (107).
Mas o maior vencedor da história da McLaren é Ayrton Senna, com 35 vitórias em 96 GPs em seis temporadas, de 1988 a 1993.
Verstappen: 69 vitórias na carreira
Não falar nada de Verstappen nessa corrida seria sacanagem, né? Mas dizer o quê? Foi daquelas vitórias clássicas, com absoluto controle sobre tudo da primeira à última volta. A Red Bull elogiou muito a maneira como o piloto administrou o desgaste dos pneus — foi prova de apenas uma troca, então era preciso cuidar da borracha com carinho.
Max faz um campeonato quase impecável. “Quase”, porque teve aquela patuscada da Espanha, a batida com Russell no fim que acabou resultando numa punição de 10s. Isso o atirou de quinto para décimo no resultado corrigido. Perdeu nove pontos. Hoje, estaria 15 atrás de Norris, e não 24. Podem fazer falta.
A FRASE DE LAS VEGAS
“Estou vivendo um pesadelo.”
Lewis Hamilton
Hamilton: rezando para o ano acabar
Não falar nada de Hamilton nessa corrida seria sacanagem, né? Mas dizer o quê? Foi daquelas recuperações inúteis, saindo de 19º (era o último no grid, mas Yuki Tsunoda resolveu largar dos boxes) para chegar em décimo. Parece uma grande reação, mas só tinha carro lerdo à sua frente. Terminou em oitavo porque houve as desclassificações da McLaren.
A última vez que uma Ferrari ficou em último numa sessão de definição do grid tinha sido em 2009 com Giancarlo Fisichella em Abu Dhabi. O italiano substituía o afastado Felipe Massa, que sofreu o grave acidente da mola na Hungria. Lewis, com 22 GPs no lombo pela Ferrari, não conseguiu sequer um pódio. É o piloto com mais corridas disputadas pelo time italiano sem levar um troféu para casa.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS… do terceiro lugar de Kimi Antonelli, que deu uma aula de gestão de pneus. Trocou os seus macios por duros na segunda volta e foi até o fim da corrida com o mesmo jogo. Largou em 17º. Recebeu a bandeirada em quarto, mas pagou uma punição por queima de largada e foi deslocado para o quinto lugar. Com as desclassificações da dupla da McLaren, subiu para o pódio. O segundo seguido. Nos últimos seis GPs, depois de Monza, a Mercedes marcou 171 pontos, contra 152 da Red Bull, 139 da McLaren e 98 da Ferrari. O time alemão praticamente garantiu o vice. Porque Kimi começou a pontuar com frequência.
O pódio imaginário de Antonelli (só soube depois) e Bortoleto: contrastes
NÃO GOSTAMOS… do segundo abandono seguido de Gabriel Bortoleto, que novamente não passou da primeira volta de um GP. No Brasil, aconteceu o mesmo. Diagnóstico: ansiedade e excesso de agressividade na hora e lugar errados. Gabriel parece que foi picado novamente pelo mosquito do “patriotismo”, como no começo da temporada: sente uma necessidade boba de mostrar serviço e valentia aos seus torcedores de redes sociais numa categoria que não pede isso a estreantes. Resultado: tirando os dois novatos da Alpine, equipe que vive um fim de feira terrível, Bortoleto é o pior estreante da temporada na pontuação. Perde de longe para Antonelli, Hadjar, Bearman e até Lawson. E é o piloto que deu mais prejuízo financeiro a sua equipe no ano.
Flavio Gomes segunda-feira, 24 de novembro de 2025 17:38 2 comentários
E vamos à agendinha da semana, que a F-1 não para! A corrida deste domingo é no Catar. Tem Sprint no sábado. Os horários são completamente diferentes dos de Las Vegas. Programe-se!
Flavio Gomes domingo, 23 de novembro de 2025 10:58 71 comentários
A notícia chocante, as explicações (para o #4) e o pedido de desculpas
FORTALEZA (ficou bom) – Você leu o último texto deste blog? Pois esqueça tudo que escrevi, como diria FHC. Quase cinco horas após o fim do GP de Las Vegas, o resultado foi alterado. E a mudança envolveu líder e vice-líder do campeonato. Lando Norris, segundo colocado, e Oscar Piastri, o quarto, foram desclassificados. Motivo: desgaste excessivo da prancha sob o carro, que regula a altura dos bólidos em relação ao solo. Essas pranchas são medidas após cada corrida e há um limite para o desgaste do material. Coisa de fração milímetros, mas não tem nem como reclamar. Ou a espessura da prancha está na medida, ou não está.
Os pontos perdidos por Norris, principalmente, reabrem o Mundial. Verstappen, vencedor da prova, tinha ido dormir achando que estava 42 pontos atrás do inglês da McLaren na tabela. As chances de tirar a diferença nas últimas duas corridas eram minúsculas. Acordou a apenas 24 de Norris. E, de quebra, Max empatou com Piastri na segunda colocação: 366 pontos para cada. Lando ficou com 390. Tem a mesma vantagem — 24 — que tinha para o vice-líder antes de Las Vegas. E, agora, uma corrida a menos para que o adversário se aproxime.
Mas não é mais “o” adversário. São “os” adversários. E um deles é Verstappen. Por isso é lícito dizer que o campeonato está muito aberto. São 58 pontos em jogo no Catar (com Sprint) e em Abu Dhabi.
Resultado e classificação corrigidos: Mundial reaberto
O resultado da prova, alterado, levou Kimi Antonelli à terceira colocação em Las Vegas, depois de um desempenho brilhante — era o 17º no grid e ainda foi punido por queima de largada. Os dois pilotos da Haas entraram nos pontos e levaram a equipe à sétima posição entre os construtores, ultrapassando a Aston Martin. A Mercedes, por sua vez, deu um grande salto para consolidar seu vice-campeonato.
Será um fim de temporada eletrizante. Os últimos dois GPs acontecem já nos próximos dois finais de semana, em estado altíssimo de tensão para a McLaren. Ter Verstappen de volta ao jogo não é nunca uma boa notícia para quem tem de enfrentá-lo.
Flavio Gomes domingo, 23 de novembro de 2025 3:28 35 comentários
Quase cinco horas após o fim do GP de Las Vegas, o resultado foi alterado. E a mudança envolveu líder e vice-líder do campeonato. Lando Norris, segundo colocado, e Oscar Piastri, o quarto, foram desclassificados. Motivo: desgaste excessivo da prancha sob o carro, que regula a altura dos bólidos em relação ao solo. Essas pranchas são medidas após cada corrida e há um limite para o desgaste do material. Coisa de frações milímetros, mas não tem nem como reclamar. Ou a prancha está na medida, ou não está. Agora, Max Verstappen está apenas 24 pontos atrás de Norris na classificação, e empatado com Piastri. Veja os resultados corrigidos e a nova classificação na próxima postagem, “Fica em Vegas (4)”.
Verstappen e Norris no Cadillac cor de rosa: vitória fácil do holandês
FORTALEZA(deu sono) – Não foi grande coisa o GP de Las Vegas. A vitória de Max Verstappen era até esperada, nas condições de pista seca com temperaturas mais altas do que na quinta e na sexta-feira – a corrida aconteceu na noite de sábado em Nevada, já madrugada de domingo no Brasil. Se na véspera choveu e os termômetros marcaram 11°C, na hora da prova a temperatura era de 16°C, sem nenhum sinal de água.
Foi muito fácil para o holandês chegar à sexta vitória no ano, 69ª na carreira. Assumiu a ponta na largada e ficou nela até o fim. Lando Norris foi o segundo colocado e George Russell fechou o pódio. Oscar Piastri, vice-líder do campeonato, acabou em quarto.
Com o resultado, Lando foi a 408 pontos na classificação, exatos 30 a mais que seu companheiro de McLaren. Max tem 366. A diferença dele para o líder caiu de 49 para 42 pontos. Faltam duas corridas para o encerramento da temporada, nos próximos dois finais de semana: Catar e Abu Dhabi. São 58 pontos em jogo, porque em Losail tem Sprint. Para ser campeão já na próxima etapa, Norris precisa sair do Catar com 26 pontos de vantagem sobre o segundo colocado. As chances de isso acontecer são bem razoáveis.
Largada: Verstappen assumiu a ponta e foi embora
A história do GP de Las Vegas de 2025 não teve muitos capítulos interessantes. Na verdade, a prova foi decidida assim que as luzes vermelhas se apagaram. Norris e Piastri largaram mal, perdendo duas posições cada nas primeiras curvas. Verstappen e Russell passaram o inglês; a dupla da Meu Cartão Não Passa, Isack Hadjar e Liam Lawson, jantou o australiano. Lewis Hamilton, lá de trás, partiu muito bem e passou na primeira volta em 13º. No fundão, toques, choques e atritos. O maior deles causado por Gabriel Bortoleto, que mergulhou feito um louco por dentro na curva 1 e acabou batendo em Lance Stroll, que por sua vez acertou Pierre Gasly.
Um desastre, o início do brasileiro. Não bastasse acabar com as corridas dos pilotos da Aston Martin e da Alpine, teve de ir aos boxes com o carro todo arrebentado e abandonou. Pelo segundo GP seguido, Gabriel não conseguiu completar uma volta inteira sem bater em alguém ou em alguma coisa. “Perdi a freada e bati no Stroll. Peço desculpas a ele”, disse o piloto da Sauber.
Bortoleto: largada desastrosa e novo abandono na primeira volta
Houve a necessidade de acionamento do safety-car virtual para limpar a pista, porque Lawson também deixou pedaços pelo caminho após refrega com Piastri – que recuperou uma posição quando o neozelandês despencou para o fim da fila. A neutralização aconteceu das voltas 2 a 5, quando então a corrida começou de verdade.
Verstappen e Russell se desgarraram de Norris, o terceiro, e foram embora. Tinham os mesmos pneus, médios – escolha de 14 dos 20 no grid; Kimi Antonelli largou com macios e Nico Hülkenberg, Franco Colapinto, Alexander Albon, Bortoleto e Hamilton, de duros. Max, como de hábito, tratou de abrir logo mais de 1s sobre o segundo colocado, para não ser ameaçado pela asa móvel do rival.
A turma dos pontos: sete equipes diferentes
Na 12ª volta, o morto-vivo Piastri foi ultrapassado por Charles Leclerc e caiu para sétimo. O monegasco, endiabrado, foi para cima de Hadjar e passou o francês na volta 14, assumindo a quinta posição. O safety-car virtual foi acionado de novo na volta 16 porque sobraram restos da Williams de Albon, que tinha tocado na traseira de Hamilton. Foi rapidinho e, na retomada, Piastri passou Hadjar e foi para sexto.
Russell foi o primeiro da turma da frente a fazer um pit stop. Parou na volta 18 e colocou pneus duros. Pelo rádio, a McLaren mandou Norris socar o pé para tentar ganhar a posição do inglês da Mercedes nos boxes. Piastri parou na 22ª volta. Norris, na passagem seguinte, assim como Sainz. O líder do campeonato não conseguiu voltar à frente de Russell.
Na metade da corrida, Verstappen, Leclerc, Russell, Norris, Hülkenberg, Hamilton, Esteban Ocon, Antonelli, Piastri e Carlos Sainz eram os dez primeiros. Alguns desses não tinham trocado pneus, ainda. Chaleclé parou e caiu para nono. Àquela altura, estava claro: a estratégia de todo mundo era de apenas uma parada. Max fez sua troca na volta 26. Quando saiu dos boxes, viu Russell bem perto, a 1s3 dele. Mas tinha as coisas sob controle.
Piastri: mais uma atuação apagada, quarto colocado
Hülkenberg foi o último a parar, na volta 30. Com isso, todos de pneus trocados, Verstappen, Russell, Norris, Antonelli, Piastri, Leclerc, Sainz, Hadjar, Hulk e Hamilton ocupavam as dez primeiras posições.
Lando encostou em Russell na volta 34 e não teve muitas dificuldades para passar o #63 prateado. A equipe, otimista, animou seu piloto: passa logo e vamos para a vitória! O holandês, na liderança, estava 5s à frente do agora segundo colocado. Pelo rádio, a Red Bull o alertou sobre as intenções da McLaren. “Eles disseram que vão pra cima da gente”, falou o engenheiro. Max nem respondeu.
Na volta 40, a melhor disputa acontecia entre Antonelli, Piastri e Leclerc, de quarto a sexto. O italiano, que tinha largado em 17º, fazia uma ótima prova. Tinha trocado pneus na segunda volta, aproveitando o safety-car virtual, e foi escalando o pelotão. Seu problema seria, ao final, uma multa de 5s pela queima de largada – imperceptível, diga-se.
A ameaça de Norris ficou só na conversinha, mesmo. Verstappen estabeleceu uma vantagem para ele na casa de 6s, sem que Lando conseguisse reduzir. Na prática, não precisava. Com Piastri atrás dele, a diferença na pontuação aumentaria mais um pouco e essa era sua meta em Las Vegas. A vitória de Max não mudaria muito sua situação no campeonato.
O Cadillac, os três primeiros, Mickey e Norris
E assim foi. A cinco voltas do final, Norris tirou o pé totalmente e acabou recebendo a bandeirada 20s741 atrás de Verstappen, com Russell em terceiro. Antonelli passou em quarto na quadriculada, mas caiu para quinto com a punição. Piastri herdou o quarto posto. Leclerc, Sainz, Hadjar, Hülkenberg e Hamilton fecharam a zona de pontos.
Os três primeiros montaram num Cadillac conversível cor de rosa feito de Lego para ir ao local onde seriam entrevistados antes do pódio, em frente a um daqueles hotéis enormes. O motorista era aquele ator que faz os comerciais da Shopee, cujo nome me escapa – todo ano ele aparece em Las Vegas. Depois das declarações de praxe, Mickey Mouse regeu a fonte luminosa de águas dançantes e drones formaram a imagem de um carro de F-1 no céu. Oh, que espetáculo. Uma semana depois entregaram os troféus, finalmente.
O resultado da prova e a punição a Bortoleto
Assim que terminou a corrida, a direção de prova anunciou uma punição para Bortoleto por conta do acidente na primeira volta. O brasileiro perderá cinco posições no grid no Catar. Os comissários consideraram que ele freou muito tarde e foi o responsável pela batida em Stroll.
Em resumo, o GP das ruas da capital da jogatina mundial não ficará para a história. Serviu apenas para Verstappen mostrar mais uma vez sua enorme categoria e para Norris dar mais um passo, bem largo, rumo ao título. Não vai precisar se esforçar muito nos próximos domingos. É só não bater nem quebrar. O que, convenhamos, não é tão difícil assim. Piastri foi desligado da tomada e Verstappen precisa de um milagre para ser campeão.
Flavio Gomes sábado, 22 de novembro de 2025 2:50 22 comentários
Norris comemora: 16 poles na carreira, sete neste ano
FORTALEZA(calada noite preta) – Lando Norris fez sua terceira pole consecutiva na temporada, sétima neste ano, e segue dando as cartas (ui) na reta final do Mundial de F-1. Ele larga na frente no GP de Las Vegas, antepenúltima etapa do campeonato. Pode até não ser o favorito na madrugada do domingo (largada para 50 voltas à 1h pelo horário de Ceilândia), mas deve chegar à frente de seu companheiro de McLaren, Oscar Piastri, quinto no grid — o que basta em sua jornada rumo ao título. Já está 24 pontos à frente do australiano. Qualquer pontinho que fizer a mais do que o adversário caseiro tampa de vez o caixão.
Considerando o histórico da McLaren em Las Vegas e as boas performances recentes da Red Bull com Max Verstappen, é lícito dizer que o holandês é o maior candidato à vitória nessa corrida. Ele também tem chances matemáticas de ser campeão, mas são remotíssimas. Está 49 pontos atrás de Norris na tabela e há apenas 83 pontos em jogo até o GP de Abu Dhabi, prova que fecha a competição. Max precisa, por etapa, tirar 17 pontos do rival. Grosso modo, depende de abandonos/quebras/acidentes/hecatombes do inglês em duas dessas três corridas. Não têm sido muito frequentes para o piloto papaia, tais infortúnios. Lando só zerou em duas das 21 provas disputadas neste ano. Piastri, numa só. Aliás, abandonos/quebras/acidentes/hecatombes não têm sido frequentes para ninguém que anda na ponta, ultimamente.
Verstappen cumprimenta Sainz: espanhol da Williams foi a surpresa
A 16ª pole da carreira de Norris foi anotada de noite, com chuva e 11°C de temperatura. Numa pista de rua sem graça, ondulada e com uma reta gigantesca onde se chega a 350 km/h.
Não era o melhor dos cenários, pois, o que se via na abertura dos boxes quando começou a classificação. O asfalto, um sabão. Alguns carros foram à luta com pneus para chuva forte. Outros, com intermediários. Fernando Alonso e Lance Stroll foram os primeiros a marcar tempos, com os pneus “wet”: 2min03s249 para o espanhol, cerca de meio minuto mais lento do que vinham virando no seco.
Estava muito molhado. Então, os que tinham “inters” voltaram para os boxes e colocaram os pneus de faixa azul, mais apropriados para dilúvios. Com os de faixa verde, não conseguiam parar na pista sem rodar.
Noite fria e molhada em Las Vegas: cenário cafona
Oliver Bearman foi o primeiro a baixar de 2min no Q1. Na medida em que os carros percorriam os mais de 6 km do circuito montado na cafonérrima cidade americana, a água ia se espalhando, já que a chuva diminuíra de intensidade. Formava-se o que nós, no automobilismo, chamamos de “trilho”. Não sei se vocês já ouviram esse termo.
Pilotos que não costumam frequentar a primeira posição em treinos ou classificações apareceram lá na frente em algum momento da primeira parte da classificação. Alonso, Carlos Sainz, Stroll e Esteban Ocon foram alguns deles. A única batida naquela situação crítica foi de Alexander Albon, que no finalzinho do Q1 tocou no muro. Estava perto da entrada do box e conseguiu levar o carro para a garagem. Foi quem abriu a fila dos eliminados, que teve ainda Kimi Antonelli, Gabriel Bortoleto, Yuki Tsunoda e Lewis Hamilton. Mercedes, Red Bull e Ferrari degoladas. O brasileiro também, frente a um ótimo sétimo lugar de seu companheiro Nico Hülkenberg no Q1. “Não consegui extrair tudo do carro”, admitiu Gabriel à repórter Mariana Becker, da TV Bandeirantes. Na primeira posição, George Russell, com 1min53s144 – um tempo cerca de 20s pior do que no seco.
Hamilton (na foto, no terceiro treino livre): vexame inimaginável
Hamilton em último. É isso mesmo que vocês viram aí em cima. Sem bater, sem quebrar, sem ter volta anulada, sem punição, sem nada. Último mesmo. O pior dos 20 pilotos que foram para a pista hoje em Las Vegas.
(Até quando a Ferrari vai tolerar os vexames de Hamilton? Até quando Hamilton vai suportar o inferno que tem sido sua primeira temporada na Ferrari?)
Ninguém arriscou intermediários na abertura do Q2. A chuva tinha parado, mas a pista seguia molhada e escorregadia — mais escorregadia do que molhada. Quando faltavam 5min para o fim, Stroll tentou os “inters”. Naquele momento, estava fora da zona de classificação para o Q3. Não funcionou. Hülkenberg, Stroll, Ocon, Bearman e Franco Colapinto ficaram no Q2. E, de novo, Russell terminou o segmento como o mais rápido: 1min50s935 foi o tempo dele.
Lando na pista molhada: melhor momento da carreira
Avançaram as duplas de McLaren e Usa o QR Code que Passa. Junto com eles, foram para o Q3, avulsos, pilotos de Ferrari, Williams, Aston Martin, Red Bull, Alpine e Mercedes. Oito equipes diferentes, pois. Fora da festa, apenas Haas e Sauber.
Na fase decisiva da classificação, os intermediários foram os escolhidos pelos dez que partiram para a disputa da pole. As condições da pista já eram um pouco melhores e dava para usar os de faixa verde. Difícil era conseguir colocar temperatura nesses pneus, com o asfalto gelado – 12°C na pista, a mais baixa do ano.
Os primeiros tempos com “inters” ficaram acima dos anotados com os “wets” pouco antes. Mas depois foram caindo. Sainz logo virou em 1min50s880, marca melhor que a primeira colocação de Russell no Q2. Norris e Piastri, na sequência, entraram na casa de 1min49s.
A pista seguia melhorando, e como era possível fazer várias voltas sem trocar pneus, os tempos continuaram despencando até os instantes finais do Q3. Sainz e Verstappen chegaram a ficar com a pole provisoriamente assim que receberam a quadriculada. Mas Norris estragou os prazeres de ambos com uma volta em 1min47s934, ficando com a posição de honra na terra dos cassinos. Verstappen, 0s323 atrás, larga ao lado dele na primeira fila. Depois vieram Sainz, Russell, Piastri, Liam Lawson, Alonso, Isack Hadjar, Charles Leclerc e Pierre Gasly.
A previsão para a corrida é de tempo seco. Lando talvez tenha alguma dificuldade para se manter em primeiro nessas condições. O circuito da jogatina não é o melhor do mundo para a McLaren, normalmente. Por isso, Verstappen é uma aposta (ui) mais segura para quem quer jogar alguns cobres nessa corrida. Ele e Russell. O que parece uma certeza é a decadência definitiva de Piastri nesta temporada. O australiano apagou.
Flavio Gomes sexta-feira, 21 de novembro de 2025 2:29 18 comentários
McLaren na frente: Norris começa bem em Las Vegas
FORTALEZA(tarde demais!) – O líder do Mundial Lando Norris começou bem a antepenúltima etapa do Mundial. Foi o mais rápido da quinta-feira em Las Vegas, que teve o segundo treino livre interrompido por causa de uma tampa de bueiro solta. Kimi Antonelli terminou em segundo, com Charles Leclerc em terceiro. Norris tem 24 pontos de vantagem na classificação sobre seu companheiro Oscar Piastri, que ficou em 14º. Max Verstappen, que tem chances remotas de título, foi o nono colocado. Hoje às 21h30 acontece o terceiro treino livre. A classificação será realizada à 1h do sábado.
Las Vegas está cinco horas atrás do horário de Brasília. Às 20h da quinta-feira no horário local, 1h da sexta no Brasil, os boxes foram abertos para o segundo treino livre, mas ninguém foi para a pista logo de cara. Fazia um frio desgraçado, 13°C, e depois do primeiro treino livre choveu, deixando os 6.201 m da pista urbana do jeito que nem o diabo gosta: nem molhada, nem seca. Úmida, em português bem claro. Ou ainda: úmida em brasileiro bem claro, não português, porque em Portugal eles escrevem húmida, com H.
Seis minutos foram necessários para convencer os primeiros pilotos a saírem dos boxes. Na primeira sessão, realizada algumas horas antes – 21h30 aqui, horário do futebol –, Leclerc havia registrado o melhor tempo, com 1min34s802.
Os hotéis de Vegas ao fundo: Norris rumo ao título
Mas o bicho era menos feio do que se esperava. O asfalto secou rapidamente, apesar da baixa temperatura, e ninguém precisou usar pneu de chuva. Alguns pilotos relataram que a pista estava escorregadia, mas nada que impedisse o pessoal de treinar. E assim, aos poucos, todos foram deixando suas garagens. Com 15 minutos de sessão, os 20 carros andavam alegremente entre os hotéis cafonas de Las Vegas.
Mesmo com pneus médios, os tempos caíram bem em relação ao primeiro treino, em que os macios foram usados nas melhores voltas. A pista de Las Vegas é daquelas que evolui muito ao longo do fim de semana. Com metade da sessão, Leclerc era novamente o mais rápido, com 1min33s763, tempo mais de 1s melhor que o que havia feito no treino anterior.
Mas tinha adversários fortes. Pouco depois Norris e Antonelli superaram o monegasco, assim que colocaram os pneus macios. E mais uma vez os tempos despencaram. Mas, faltando 19 minutos para o encerramento, uma bandeira vermelha interrompeu a sessão. Como ninguém tinha batido, ninguém entendeu direito o que aconteceu. Jogaram um baralho na pista? Caiu uma bolinha da roleta e ficou no meio de uma curva? Dados que escaparam da mesa e foram parar na reta?
Leclerc quebra: câmbio
Chuva não havia. E apareceu a primeira mensagem no Twitter da McLaren: uma tampa de bueiro solta na curva 17 – a última do circuito. Situação igual à de 2023, episódio vergonhoso que cancelou o primeiro treino do fim de semana naquela ocasião. Mais um vexame em Las Vegas. Mas como o que acontece em Vegas fica em Vegas, foda-se. Ninguém jamais vai ameaçar os organizadores dessa corrida. Entra muita grana. Contra grana, ninguém fala nada.
Sem previsão de volta, teve piloto que saiu do carro e deu o dia de trabalho por encerrado, já que o cronômetro não para em treino livre quando há bandeira vermelha – no caso, Lewis Hamilton. As imagens da TV não mostraram o bueiro aberto – ainda bem, porque de bueiro aberto sempre há o risco de sair algum patriota, e tal cena seria lamentável no meio da madrugada. A transmissão começou a catar o que fosse possível para encher linguiça. Apareceu até um clone de Elvis Presley celebrando um casamento – acho que era isso. Mas os boxes foram abertos depois de 13 minutos, com seis restantes para um último suspiro de treinamento. Como o bueiro não apareceu na TV, é lícito imaginar que tudo não passou de um alarme falso.
Os tempos e o bueiro: treino prejudicado
Os minutos derradeiros só serviram para Leclerc parar antes de completar uma volta. Seu câmbio aparentemente quebrou. A 2min20 do final, porém, uma nova bandeira vermelha encerrou as atividades de vez. Novamente sem maiores explicações. Na hora, apareceu uma mensagem meio ridícula nas telas dos computadores: “Manutenção da pista”. Fotos que circularam nas redes sociais, feitas por torcedores nas arquibancadas, mostraram dezenas de viaturas no local, com agentes da CIA, FBI, fuzileiros navais e o serviço secreto avaliando a situação.
Depois de Norris, Antonelli e Leclerc, Hülkenberg, Hadjar, Lawson, Russell, Albon, Verstappen e Hamilton fecharam as dez primeiras posições. Gabriel Bortoleto não teve chance de usar pneus macios e ficou em último.
Massa e Kurtz: personagens da semana na F-1
NOVO SÓCIO – “A Mercedes-AMG PETRONAS F1 e George Kurtz, CEO e fundador da CrowdStrike, anunciaram hoje que Kurtz se tornou coproprietário da equipe e foi nomeado Consultor de Tecnologia. Por meio da aquisição pessoal de uma participação minoritária de 15% na entidade proprietária controlada por Toto Wolff, que detém um terço da equipe em parceria com a Mercedes-Benz e a INEOS, Kurtz se junta à Mercedes-Benz, à INEOS e a Toto Wolff no grupo proprietário de longo prazo da equipe.” É um trecho do comunicado emitido ontem pelo time alemão. Nascido em Nova Jersey, nos EUA, Kurtz tem 55 anos e também é piloto. Começou a competir profissionalmente em 2016 e já ganhou até 24 Horas de Le Mans na LMP2. A CrowdStrike é uma empresa de cibersegurança. Desde 2019 patrocina a Mercedes na F-1.
MASSA – A Justiça inglesa aceitou levar a julgamento algumas das reivindicações de Felipe Massa na ação que move contra a F-1, Bernie Ecclestone e a FIA por conta da temporada de 2008. O brasileiro alega que a entidade conspirou contra o regulamento ao não cancelar o resultado do GP de Singapura daquele ano, cujo resultado foi manipulado pela Renault para que Fernando Alonso tivesse a chance de vencer. Todos lembram: seu então companheiro Nelsinho Piquet bateu o carro de propósito num momento em que o espanhol já tinha trocado pneus. Todos pararam nos boxes para trocar pneus e reabastecer e Alonso assumiu a ponta para não perder mais. Massa, piloto da Ferrari, foi um dos que foram aos boxes no momento do safety-car, mas teve um problema no reabastecimento. Ele alega que perdeu o título por causa dessa corrida e ainda quer uma indenização no valor de US$ 82 milhões, além do reconhecimento formal da FIA de que não aplicou o regulamento. Massa quer ser reconhecido como campeão de 2008.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
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