MAX RING (3)

Russell vence: segunda na carreira

SÃO PAULO (assim gostamos!) – Tudo caminhava para mais uma vitória de Max Verstappen em 2024, até com certa tranquilidade, quando o GP da Áustria virou de cabeça para baixo a 19 voltas do final. Foi na 52ª das 71 previstas para a corrida que o holandês foi para os boxes fazer seu segundo pit stop. Tinha cerca de 7s de vantagem para Lando Norris, da McLaren, o segundo colocado, que parou junto. Em condições normais de temperatura e pressão, a Red Bull faria a troca rapidinho, como costuma fazer, e Max controlaria a prova até o final.

Mas deu ruim no pneu traseiro esquerdo do carro #1. A parada, que normalmente é feita em coisa de 2s, tomou de Verstappen 6s5. Lembram do coelhinho da Páscoa citado no final do textão de ontem? Pois é. Quem mandou dizer que não existe? Já a McLaren realizou o pit stop sem maiores problemas. Os dois, então, saíram colados dos boxes.

Começou ali uma batalha que durou 12 voltas, deixando mortos e feridos. Morto, Norris: teve de abandonar a corrida. Ferido, Verstappen: terminou em quinto. Na UTI: a amizade entre os dois pilotos, estremecida até eles se encontrarem e falarem sobre o assunto. Se falarem.

E a vitória na 11ª etapa do Mundial caiu no colo de George Russell, da Mercedes, que estava mais de 12s atrás dos ponteiros brigões quando eles se tocaram, na volta 64, um furando o pneu do outro. Max ainda conseguiu voltar à corrida. Lando saiu espumando de seu carro. “Ele vai perder muito do meu respeito se não admitir que errou”, diria o piloto depois da corrida. “Nossa amizade? Se ele reconhecer que fez algo estúpido, vou entender. Se insistir que estava certo, acabou.” Verstappen respondeu: “Nós dois estamos irritados, não é só ele. Ele mergulhou muito tarde para passar e eu sei o que fazer nessas situações. Às vezes funciona, às vezes dá errado. Não me movi na frenagem, eu estava me movendo antes de frear para defender a posição. Vamos conversar depois que esfriarmos a cabeça.”

A direção de prova considerou o piloto da Red Bull culpado pelo incidente e lhe aplicou uma punição de 10s em seu tempo total de prova – inócua, já que o sexto colocado vinha muito atrás e ele manteve a posição em que estava quando recebeu a bandeira quadriculada.

A disputa duríssima entre Verstappen e Norris, a responsabilidade de cada um no toque, o caráter de um e de outro, as comparações com situações semelhantes no passado, a amizade entre os dois que pode ter sido sugada pelo ralo da competição, tudo isso será tema de muita conversa nos próximos dias. E é bom que seja assim. Rivalidades são ótimas para o esporte.

Na minha visão, Max jogou duro para se defender, mas dentro dos limites do aceitável. Norris, da mesma forma, fez o que tinha de fazer: atacar, atacar e atacar. Não coloco nenhum dos dois na fogueira da Inquisição. Verstappen, ontem, foi mais esperto e ágil para passar Norris no começo da Sprint. Lando, hoje, preparou demais a ultrapassagem e não conseguiu surpreender o rival.

Penso que tudo isso faz parte das corridas. Um vai culpar o outro. O outro vai culpar o um. Torcedores de um atirarão pedras nos fãs do outro. Torcedores do outro devolverão tijolos nos fãs do um. A guerra verbal nas redes sociais será intensa, com argumentos ótimos de ambos os lados.

Fico com a impressão – olha lá a pretensão! – de quem de vez em quando disputa corridas de carros de verdade, euzinho mesmo. Nessas disputas, ninguém consegue pensar muito e a maioria das ações é intuitiva. Pedir paciência e contenção dos que estão lá dentro brigando por centímetros é querer demais. Muitas vezes não acontece nada. Alguém freia mais tarde, aproveita uma brecha, dá um drible, se vale uma vacilada, e se manda – podemos usar a própria ultrapassagem de Verstappen ontem na Sprint como exemplo. Em outras, o cara se defende com tamanha garra e disposição que, ao final, só resta ao que está atrás reconhecer o empenho do adversário. Me vem à cabeça Ímola/2005, a batalha épica entre Alonso e Schumacher que parece ter durado dias – o espanhol, então na Renault, se segurou na frente e venceu.

Há aquelas em que os dois se dão mal. Senna x Prost no Japão/1989 é o clássico dos clássicos. Hamilton x Verstappen em Monza/2021 também acabou com os dois fora da corrida, um carro em cima do outro. Tem algumas em que um se dá muito bem e o outro, muito mal. Podemos lembrar de Hamilton x Rosberg na última volta do GP da Áustria de 2016, episódio igualzinho ao que aconteceu hoje, com Nico furando o pneu e Lewis vencendo a prova. Em 2021, Hamilton e Verstappen se pegaram em Silverstone, Max se arrebentou na barreira de pneus e o inglês também ganhou.

Não fico apontando o dedo para pilotos em brigas assim, exceto em casos claros de atos voluntários como o de Schumacher contra Villeneuve em Jerez/1997. Foi o episódio típico em que a vilania sai perdendo e o mocinho acaba se sagrando campeão. Ali foi fácil apontar um culpado sem atenuantes. Mas na maioria das vezes tudo acontece em frações de segundo, tempo em que é impossível processar tanta informação para tomar decisões racionais. Vai no instinto. Pode dar certo. Pode dar errado. Para isso, inclusive, há os julgadores.

Hoje, julgaram que Verstappen não podia fazer o que fez. Na freada da curva 3, com Norris tentando passar por fora, deu uma sutil derivada para a esquerda. Lando não aliviou e se tocaram. É uma interpretação. Tão legítima quanto qualquer outra. Na minha visão, os dois lutaram pelo que queriam com as armas de que dispunham. E algumas brigas acabam assim, sem vencedor.

E vou deixar as contendas virtuais para quem quiser esbravejar em seus teclados e celulares, porque agora temos a história de uma grande corrida para contar.

A ela.

Leclerc: mau começo de corrida, zero ponto

Fez sol e calor de novo neste domingo na região de Spielberg, interior da Áustria, onde fica o Red Bull Ring. Estava tudo pronto para uma festa caseira, com Verstappen na pole depois de um sábado de gala – vencera também a Sprint e tudo indicava que faria barba, cabelo e bigode na pista de sua equipe.

A corrida começou seguindo o script, com Max, escolado com o que tinha acontecido na Sprint, pulando feito uma gazela enlouquecida quando as luzes se apagaram. Assim, escapou de qualquer possibilidade de assédio inicial de Norris com sua asa móvel. Foi embora. Na segunda volta, já tinha mais de 1s de vantagem sobre o inglês da McLaren. Charles Leclerc se deu mal na largada e teve de ir aos boxes no fim da primeira volta. Precisou trocar o bico do carro, tocado por Piastri e Pérez. Ali deu adeus à prova.

Na terceira volta, Hamilton e Russell travaram interessante duelo pelo terceiro lugar. Lewis passou, George retomou a posição. Tudo muito civilizado. Na sexta, foi Sainz quem se apossou da posição de Hamilton e avançou para quarto – o piloto da Mercedes foi orientado a deixar o espanhol passar porque na largada tinha levado vantagem sobre ele, extrapolando os limites da pista; melhor fugir de punições, entendeu o time. Mais atrás, Piastri e Pérez brigavam pelo sexto lugar. Oscar se saiu melhor.

Com dez voltas, Verstappen já tinha mais de 4s de vantagem sobre Norris. Na Sprint, foi a diferença que construiu sobre Piastri, o segundo colocado, em 23 voltas. Seu ritmo era muito forte e seguro.

As paradas previstas pela Pirelli começaram na altura da 20ª volta – a dupla da Haas fez seus pit stops um pouco antes, o que daria muito certo para o time americano. Todos os pilotos tinham largado com pneus médios, exceção feita a Guanyu Zhou, que partiu dos boxes com duros. Hamilton e Pérez foram aos boxes na volta 22. Na 23, Sainz e Russell. Na 24, Verstappen e Norris. Piastri assumiu a liderança. A direção de prova saiu aplicando punições: 10s para Alonso, que entrou na traseira de Zhou, 5s para Hamilton, que cortou a linha de entrada dos boxes em sua parada, e mais tarde Pérez tomaria 5s por excesso de velocidade nos boxes.

Hülkenberg: grande corrida da Haas

O #81 da McLaren parou na volta 26. A maioria da turma da frente colocou pneus duros no pit stop. Russell, apenas, optou por um jogo de médios. Na volta 27, com todo mundo já de pneu novo, a ordem era Verstappen, Norris, Russell, Sainz, Hamilton, Piastri, Pérez, Hülkenberg, Magnussen e Ricciardo. Max, que tinha pouco menos de 5s sobre Lando antes da troca, abriu mais de 7s na 30ª volta. Estava tudo sob controle. Aparentemente.

Nessa hora a Ferrari entrou no rádio de Leclerc, que estava em 18º, e mandou uma mensagem curiosa: “Você vai chegar nos pontos, mesmo sem safety-car”, disse a voz. “Quem está falando?”, assustou-se Charlinho, estranhando o sotaque indefinido. Era um coach, recrutado pela equipe para dar uma animada no monegasco. “Vou demitir esse cara. Há limites para picaretagem”, pensou na hora o chefe Frédéric Vasseur, culpando-se pela contratação.

A corrida se estabilizou e parecia rumar para o desfecho mais do que previsível, uma vitória sossegada de Verstappen. Na volta 36, na falta de outra coisa para mostrar, a TV centrou suas câmeras em Ocon e Gasly, que brigavam pelo 11º lugar. Saía faísca entre os dois companheiros que dispensam o companheirismo — se odeiam em francês, ótima língua para xingar os outros. Mas era bom tomarem cuidado. Ambos tinham chances de pontuar, já que a dupla da Haas à frente havia feito suas paradas muito precocemente. E logo depois Magnussen e Hülkenberg foram efetivamente para os boxes, permitindo que os alpínicos entrassem na zona de pontos. Gasly conseguiu passar Ocon na marra e pulou para oitavo. Nos boxes, a direção do time arrancava os cabelos.

Max nos boxes: pneu furou, mas ele continuou

Então as coisas começaram a ficar estranhas. Na volta 40, Verstappen, mais de 8s à frente de Norris, entrou no rádio para dizer que seus pneus, de repente, ficaram ruins. E, de fato, a diferença começou a cair. Na 44, já estava em 6s4. Lando começou a acelerar, sabendo dos problemas do rival. Vai que…

Depois de quase se espancarem na pista, Gasly e Ocon também fizeram suas segundas paradas e voltaram a ficar fora dos pontos novamente, atrás dos dois carros da Haas, Ricciardo e – pasmem! – Leclerc em 11º. “Chamem aquele coach de volta, por favor!”, pediu Vasseur. “Acho que ele tinha razão.”

A segunda janela de pit stops para o pessoal da frente começou na volta 47, quando Russell parou. Sainz veio na volta seguinte. Piastri, na pista, passou Hamilton e assumiu o terceiro lugar. Ambos fariam suas segundas paradas, ainda.

Verstappen foi para os boxes na volta 52. Demorou muito. “Eu pedi para parar várias vezes, os pneus estavam ruins, a estratégia foi uma merda, os pit stops foram ruins Tudo que podia dar errado deu hoje”, contaria depois. Norris veio junto. A parada da Red Bull foi problemática: 6s5. O resultado foi que Lando saiu dos boxes apenas 2s8 atrás dele. E para aumentar ainda mais a tensão no autódromo, Max ainda deu uma escapada na primeira volta com seus pneus médios já usados. Norris, que tinha pneus também médios, mas novos, se animou. Socou o pé e foi para cima. O controle que o holandês tinha sobre a corrida foi para a cucuia. Teríamos uma corrida de verdade nas últimas voltas.

Norris chegou de vez em Max na volta 54, já podendo abrir a asa móvel. A disputa se transformou num mano a mano franco e aberto. Lando atacou na volta 55, Verstappen se defendeu. Para ele, era preciso abrir mais de 1s para escapar do DRS. Não estava fácil, porém. Norris não deixava o #1 fugir de seu campo de visão. Na 58, colou mais uma vez, abriu a asa e preparou o bote. Na volta 59, passou. Mas foi para fora da pista e teve de devolver a posição. A briga continuava. Verstappen, com o carro meio desconjuntado, resistia. Era um jogo duro e bonito, à altura dos protagonistas e da história da F-1.

Na volta 63, nova tentativa. Norris mergulhou e passou, Max se jogou para a área de escape para não bater e voltou na frente. Teoricamente, teria de entregar a posição. Ninguém falou nada, ficou onde estava. E na volta 64, finalmente, o inevitável: os dois se tocaram. Ambos furaram seus pneus traseiros. Norris ainda seria punido com 5s por exceder os limites da pista pela terceira vez. Se tivesse passado e chegado menos de 5s à frente de Max, perderia a prova da mesma forma. Verstappen conseguiu chegar aos boxes, colocou pneus macios para tentar a melhor volta (acabou ficando com Alonso) e voltou em quinto. Lando abandonou.

Assim, a liderança inesperada sorriu para Russell, com Piastri em segundo e Sainz em terceiro. Eles acompanhavam a briga pelos telões, torcendo para que os dois líderes se pegassem de tapa. Acabou que se pegaram mesmo. Max, como já mencionado lá na abertura deste relato, levou um pênalti de 10s, considerado culpado pelo incidente com Norris. Mas estava muito à frente do sexto, não perderia posição. O clima ficou bem pesado depois da corrida entre ele e Norris, entre McLaren e Red Bull. Andrea Stella, dirigente da equipe papaia, disse que a culpa de tudo foi a condescendência da FIA em 2021 com as disputas perigosas entre Hamilton e Verstappen. “Não fizeram nada naquela época, não foram rigorosos como deveriam, e deu nisso.”

Final na Áustria: corridaça, com vitória inesperada da Mercedes

Russell venceu pela segunda vez na carreira – a outra foi no Brasil em 2022, também a última vitória da Mercedes na categoria. Piastri e Sainz fecharam o pódio. Hamilton, Verstappen, Hülkenberg, Pérez, Magnussen, Ricciardo e Gasly completaram a zona de pontuação.

Tem muita gente para aplaudir depois dessa corrida. Eu começaria com Norris e Verstappen, inclusive, pela vontade de ganhar que demonstraram o tempo todo. Passaria, óbvio, por Russell – quem espera sempre alcança, diria alguém. E não poderia jamais esquecer a dupla da Haas, com um ótimo sexto lugar de Hulk e um belo oitavo de K-Mag. Só neste fim de semana, o time fez 12 pontos, igualando tudo que marcou na temporada passada inteira. A festa nos boxes foi comovente.

O resultado, ao fim e ao cabo, foi bom para Verstappen, que acabou somando 18 pontos no fim de semana, contando a Sprint e o quinto lugar de hoje. Norris, o vice-líder do Mundial, marcou apenas seis. Na tabela, Max tem 237 contra 156 do piloto da McLaren. A diferença, que era de 69, subiu para 81. Leclerc estancou nos 150 e já vê Sainz pelo retrovisor com 135. Pérez segue num medíocre quinto lugar com 118, tendo Piastri (112) e Russell (111) dando farol atrás dele para passar. Só na Áustria Oscar marcou 25 pontos. George, 30. O mexicano anotou ridículos sete.

Domingo que vem a primeira tripleta da temporada será fechada com o GP da Inglaterra, em Silverstone. Outra pista veloz onde a Red Bull é favorita. Se nada de anormal acontecer, como uma incomum parada lenta nos boxes, Verstappen ganha. Mas nem toda corrida é normal. Hoje não foi. E por isso foi legal pacas.

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MAX RING (2)

Verstappen: 40 poles, oito nesta temporada

SÃO PAULO (deu até pena) – Max Verstappen vai dormir hoje com oito pontos a mais na classificação e muito próximo de somar pelo menos mais 25 amanhã, já que larga na pole-position para o GP da Áustria e é franco favorito à vitória. Ele conseguiu a posição de honra depois de vencer, algumas horas antes, a minicorrida Sprint no Red Bull Ring, pista caseira de sua equipe.

O que muita gente achou que seria uma tempestade no time austríaco, depois de crises internas e cinco corridas em que Verstappen teve algumas dificuldades – ganhou três delas –, não passou de uma brisa, pelo jeito. Quem apostava numa reviravolta do campeonato, numa decadência rubro-taurina, numa queda abrupta de desempenho e num crescimento dos rivais capaz de arranhar a perspectiva de seu quarto título mundial vai precisar refazer os cálculos.

O domínio de Max na Áustria faz com que o Mundial retroceda algumas casas, voltando ao estado do começo da temporada, de domínio absoluto do holandês. Hoje ele acrescentou às suas estatísticas a décima vitória em Sprints (foram 15 disputadas até hoje na F-1, desde 2021) e a 40ª pole, quinta seguida na pista (incluindo o GP da Estíria de 2021, ano da pandemia em que o circuito recebeu duas etapas). Foi a oitava pole-position no ano, depois de ser batido nas últimas três provas por três equipes diferentes: a Ferrari de Charles Leclerc, em Mônaco, a Mercedes de George Russell, no Canadá, e a McLaren de Lando Norris, na Espanha.

Briga com a McLaren: trabalho nas primeiras voltas da Sprint

Seu sábado começou com uma vitória na Sprint que só não foi mais tranquila porque nas primeiras voltas chegou a perder a liderança para Norris na quinta volta. Ele tinha largado bem, mas o inglês não permitiu que escapasse e aproveitou as três zonas de asa móvel do circuito austríaco para fazer a ultrapassagem. Sua alegria durou duas curvas. Max reagiu, passou de novo e Oscar Piastri, parceiro de Norris, aproveitou para ganhar a segunda posição. Daí até o final das 23 voltas (seriam 24, mas a primeira largada foi abortada pela presença de um fotógrafo em posição perigosa) ele só aumentou a diferença para o australiano, evitando qualquer ataque. Ganhou com 4s616 de diferença. Piastri, Norris, Russell, Carlos Sainz, Lewis Hamilton, Leclerc e Sergio Pérez fecharam o grupo dos oito que marcam pontos.

Foi uma Sprint frenética no início, mas que se estabilizou depois da oitava volta, quando Russell ganhou a posição de Sainz. Depois disso, ninguém mais conseguiu algo relevante e foram todos almoçar já imaginando o que aconteceria algumas horas depois, quando o grid para o GP da Áustria seria definido. Bater Verstappen seria uma tarefa dificílima.

Medalha, medalha, medalha: Piastri, Max e Lando, “pódio” da minicorrida

Com sol e céu azul, o calor aumentou na hora da classificação, com os termômetros batendo nos 31°C, 48°C no asfalto. Na Sprint, a temperatura ficara na casa dos 28°C e 40°C na pista. Com 1min06s154, Verstappen abriu os trabalhos fazendo uma volta bem meia-boca, rapidamente superada pelas duplas da Ferrari, da McLaren e até por Yuki Tsunoda. Hamilton e Russell foram os últimos a saírem dos boxes para suas primeiras voltas e também deixaram o #1 da Red Bull para trás.

A pista parecia um pouco mais lenta do que na véspera, por causa do sol forte. Alguns ajustes seriam necessários, inclusive na pilotagem, e Max, em sua segunda volta rápida, foi lá para cima na tabela de tempos. Quicou na primeira posição, mas caiu para segundo quase imediatamente, ultrapassado por Sainz. O espanhol fez 1min05s263, 0s073 melhor que o holandês. Faltava a McLaren acordar, o que aconteceu com Piastri, tirando Verstappen de onde estava.

A pista ficou cheia nos instantes finais, com 17 carros deixando os boxes. Apenas Sainz, Piastri e Verstappen, os três primeiros, se sentiram seguros para esperar a sessão acabar na sombrinha das garagens.

Alexander Albon, Lance Stroll, Valtteri Bottas, Logan Sargeant e Guanyu Zhou foram os eliminados. Fernando Alonso se safou na bacia das almas, em 15º. Nenhuma novidade na turma do fundão: Williams e Sauber, as duas piores do grid, mais um avulso que a eles se junta quase sempre em classificações; Stroll tem sido habitué.

Os tempos no Q1: menos de 1s do primeiro ao 20º

Um detalhe interessante: de Sainz, o líder, a Zhou, o lanterninha, apenas 0s798 de diferença. Todos os carros dentro de um intervalo de menos de 0s8. Sim, a pista é curta (4.318 m), os tempos tendem a se aproximar, mas não deixa de ser digno de nota. Os piores carros da F-1 de hoje, em alguns circuitos, andam no mesmo segundo que os melhores. A excelência na categoria é um fato.

Isso posto, começou o Q2 com os dois carros da Ferrari saindo dos boxes com pneus usados para suas primeiras voltas. Leclerc virou em 1min05s532 e Sainz foi 0s213 mais lento. Não foram bons tempos. Ambos precisariam de pneus novos. Isso ficou claro na primeira volta de Verstappen: 1min04s577, quase 1s mais rápido. Nos boxes das outras equipes, mecânicos e engenheiros se entreolharam: de onde o cara tirou esse tempo?

A constatação era simples. Seria impossível bater Max se ele acertasse uma volta nos trinques no Q3. Os pneus usados da Ferrari não serviram para nada. Estavam os dois carros fora dos dez primeiros quando Sainz e Leclerc voltaram à pista com pneus novos, para saírem da desconfortável zona da degola. Conseguiram. Carlos foi para a segunda posição. A diferença dele para Max era um acinte: 0s439. Pérez estava 0s615 atrás.

Sádico, Verstappen voltou à pista nos últimos momentos do Q2. Virou 1min04s469 — já que é para humilhar, que seja com estilo. Daniel Ricciardo, Pierre Gasly, Kevin Magnussen, Tsunoda e Alonso caíram na guilhotina da eliminação.

No intervalo, antes do Q3, uma trupe de fiscais entrou em campo com sopradores de ar para tirar do asfalto a brita que ficou espalhada em algumas curvas aqui e ali. Era preciso deixar o palco limpinho para mais um show do dono da casa.

O grid de Spielberg: massacre do holandês

Max fez 1min04s426 em sua primeira saída dos boxes. Norris, que abriu bem a volta, fechou 0s361 atrás. Uma distância intransponível. Pérez, seu companheiro, terminou a primeira bateria de voltas rápidas em oitavo, 1s078 mais lento. Um abismo — resvalando na vergonha absoluta, mesmo. Na segunda volta, o holandês melhorou ainda mais, 1min04s314. Quando Norris fez sua tentativa, ficou a 0s404 de distância. O massacre estava consumado.

Verstappen, Norris, Russell, Sainz, Hamilton, Leclerc, Piastri (que era terceiro, mas teve uma volta cancelada por exceder os limites de pista e reclamou barbaridade), Pérez, Nico Hülkenberg e Esteban Ocon são os dez primeiros no grid.

As diferenças foram grandes, anormais para um traçado tão pequeno. Russell, o terceiro colocado, terminou mais de meio segundo atrás da pole – 0s526. A melhor Ferrari, de Sainz, ficou a 0s537. Pérez, em oitavo, a acachapantes 0s888. É muita coisa.

“On fire”: o carro da Red Bull “acordou” na Áustria

Na corrida, amanhã, Max vai ser assediado nos primeiros metros por Norris, repetindo o que aconteceu na Sprint. Isso se Lando largar bem. E não vai passar disso. Como é um piloto frio, calculista, preciso e absurdamente talentoso, deve segurar a ponta sem se abalar muito para, em poucas voltas, se livrar dos ataques com a asa móvel e ganhar de novo. “O carro estava em chamas”, foi o que disse pelo rádio ao seu engenheiro assim que estacionou no Parque Fechado.

Se mesmo quando as coisas estão complicadas Verstappen vence, em situações como a deste fim de semana, de superioridade técnica inquestionável, achar que alguma coisa diferente vai acontecer é como acreditar no coelhinho da Páscoa. “Creio que hoje mandamos um recado para todo mundo”, falou o piloto, que não é muito afeito a bravatas.

A Páscoa já passou, e não existe coelhinho.

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MAX RING (1)

Pole na Sprint: Verstappen segue na frente, mesmo sem o domínio de antes

SÃO PAULO (o rapaz é forte) – A terceira Sprint do ano acontece amanhã na Áustria e Max Verstappen tem a chance de ampliar sua liderança no Mundial. Ele fez a pole-position para a minicorrida de 24 voltas (largada às 7h, madruguem!) tendo como adversário, de novo, apenas Lando Norris, da McLaren. O inglês ficou a 0s093 do tempo do tricampeão, 1min04s686. O resto só aplaudiu. Numa pistinha curta como a de Spielberg, o Red Bull Ring, tomar 0s3 do pole e ficar em terceiro é meio vergonhoso.

E foi Oscar Piastri, com a outra McLaren, o terceiro. Depois vieram George Russell, Carlos Sainz, Lewis Hamilton, Sergio Pérez, Esteban Ocon, Pierre Gasly e Charles Leclerc nas dez primeiras posições. As diferenças de tempo, enormes, falam por si.

Cada um tem sua desculpa, claro. Pérez, por exemplo, 1s322 (!) atrás, reclamou de Ocon, que o atrapalhou. Hamilton, a 0s584, falou que sua classificação foi “um desastre”. Leclerc, sem tempo, não conseguiu sequer cronometrar uma volta. Segundo a Ferrari, o “anti-stall” falhou na saída dos boxes e cortou o motor. Os motivos ainda são desconhecidos. Coisas da eletrônica. Esse dispositivo evita justamente que o motor apague quando as rotações caem muito.

O grid da Sprint: só Norris chegou perto de Max

Como tem sido neste ano em etapas com Sprint, a programação do fim de semana foi aberta com um único treino livre e depois foi todo mundo direto para o Shootout, como tem sido chamada a sessão que define o grid da prova curta. Ela é mais compacta que a classificação para o GP de verdade — esta, marcada para amanhã depois da Sprint. Os pneus médios são obrigatórios no SQ1 e no SQ2 e apenas no SQ3, com os dez mais rápidos, são usados os compostos macios.

No treino livre, que aconteceu bem cedo pelo horário brasileiro, Verstappen tomou um breve susto quando seu carro também apagou na reta dos boxes. Um sensor de óleo quebrou depois que ele passou numa zebra. Nessas horas, o motor entra em modo de segurança e desliga sozinho. Ele conseguiu deixar o carro escorregar de ré até uma fresta na mureta dos boxes. Os comissários o empurraram até a garagem e a Red Bull sanou o problema. “Dei toda a sorte do mundo, porque se fosse em outro lugar da pista não daria para voltar e eu perderia o treino todo”, disse o holandês.

Na primeira parte do Shootout, o SQ1, os eliminados foram Ricciardo, Hülkenberg, Bottas, Albon e Zhou. Nenhuma grande surpresa, exceto o fato de Albon ter sido superado pelo lento companheiro Sargeant, que avançou ao SQ2. Na segunda fase da classificação, dançaram Magnussen, Stroll, Alonso, Tsunoda e Sargeant. De novo a Aston Martin decepcionou.

No SQ3, Verstappen mostrou mais uma vez que não ostenta os números que tem à toa. Fez uma grande volta e garantiu o primeiro lugar no grid. Até hoje, na F-1, foram disputadas 14 Sprints desde sua invenção por parte da Liberty, em 2021. Max ganhou nove. E fez oito poles, contando a de hoje para a 15ª edição das corridinhas curtas.

E vamos às caixinhas.

Horner e Jos: só treta

TRETA (1) – Jos Verstappen achou que ia participar da “Legends Parade” domingo, que a Red Bull tradicionalmente faz em sua pista com carros antigos da equipe. O pai de Max estava escalado, segundo ele, para pilotar o RB8, carro campeão de 2012 com Vettel. Mas Christian Horner vetou. “Estou farto dele e dessas atitudes infantis!”, enfureceu-se o ex-piloto.

TRETA (2) – Foi mais um capítulo da novela que expõe, desde o início do ano, o péssimo relacionamento do chefe da Red Bull com o pai de seu principal ativo, Max Verstappen. E Toto Wolff, chefe da Mercedes, voltou à carga sobre o holandês, que está tentando levar para o time alemão de todo jeito. No começo da semana, disse que quem ganha corrida na Red Bull é o piloto, não o carro. “É só ver o que o Pérez está fazendo”, falou. Com isso, quis dizer que se estivesse na Mercedes Max teria todas as condições de ser campeão, também.

TRETA (3) – “Se ele quer um Verstappen, informo que Jos está disponível. É só contratá-lo.” Essa foi a resposta de Horner a Toto. Numa frase só, deu uma porrada no pai do piloto e no chefe rival que quer tirar o filho da Red Bull. “Ele não vai sair”, garantiu.

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GASLY & ALPINE

SÃO PAULO (pode ser…) – Um pouco antes do anúncio da Aston Martin, a Alpine comunicou a extensão do contrato de Pierre Gasly, também por “vários anos”. Em geral estamos falando de 2 + 1, dois anos fixos, mais um de opção — que pode ser exercida por qualquer uma das partes dependendo dos resultados.

Gasly chegou no ano passado à Renault/Alpine e tem um pódio pelo time, na Holanda. Seu companheiro atual, Esteban Ocon, já avisou (ou foi avisado) que não continua em 2025. Está com cara de que vai parar na Sauber/Audi, que está ficando sem opções. Mas a Williams não deve ser descartada. E nem mesmo, numa possibilidade bem remota, a Mercedes.

E tem aumentado muito a temperatura dos boatos que colocam Sainz na Alpine. O “L’Équipe” cravou. Flavio Briatore chegou e vai querer fazer algo impactante para chutar a porta logo de cara.

E esse algo impactante é o espanhol.

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STROLL & ASTON MARTIN

SÃO PAULO (menos um) – A Aston Martin anunciou a extensão do contrato de Lance Stroll por “vários anos”. Como filho do dono, esse só sai da equipe quando quiser parar de correr. E como tenho dito há meses, esqueçam essa história de Drugovich na Aston Martin. Nunca foi uma opção.

Lembrando que Alonso renovou com o time verde há algumas semanas. Mais uma equipe fechada para 2025 “and beyond”.

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ALONSOCAR

SÃO PAULO (feio não é) – A Aston Martin revelou hoje esta imagem do Valiant, que será apresentado oficialmente no dia 12 de julho em Goodwood, um dia depois do RB17 que Adrian Newey concebeu para a Red Bull. A diferença é que esse pode andar na rua. O RB17, apenas em pista.

A novidade desse Valiant aí é que tem o dedo de Fernando Alonso. Foi ele quem, digamos, “encomendou” o automóvel. Ele queria um carro superleve, muito rápido e inspirado “nos seus 22 anos de carreira na F-1”. Estou colocando umas aspas porque são frases do press-release da Aston Martin.

O bicho vai ser empurrado por um V12 biturbo de 5,2 litros com câmbio manual de seis marchas. Serão feitas apenas 38 unidades. Alonso disse que trabalhou por meses com a divisão de carros personalizados da Aston Martin, chamada “Q”, para chegar ao projeto final. “Acho que criamos uma obra-prima”, autoelogiou-se o espanhol.

Não sei quanto vai custar esse negócio, mas nem adianta saber. Os 38 já estão vendidos.

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LADALAND

Recebido na caixa de e-mails, enviado pelo Rafael Ferreira:

Olá Flavio! Avistei esse carro aqui em Sorocaba hoje. Dei sorte que o sinal fechou e consegui tirar essa foto mequetrefe. O que me chamou a atenção foi a inscrição em cirílico. Tenho uma grande amiga russa que nasceu na região da Crimeia ainda no período da União Soviética. Se você perguntar sua nacionalidade, ela vai dizer que é russa. O irmão dela, quase 15 anos mais novo, nasceu rigorosamente na mesma cidade que ela, mas já na era pós-URSS. Ele se diz ucraniano. Interessante, né? Voltando à foto… Mandei pra essa minha amiga e ela disse que se trata de uma viatura de polícia. Pelo estilo, ela acha que é do meio pro final dos anos 90. A inscrição em cirílico diz: Polícia da Federação Russa. Ela ficou espantadíssima e curiosa pra saber o que esse carro faz aqui no Brasil. Bom, eu não faço ideia, também. Fica à vontade pra dividir com os seus blogueiros pra ver se alguém sabe a história do carrinho. Em tempo: Por dois dígitos não temos um outro Meianov!

Minha tese: alguém caracterizou a peruinha como carro de polícia. Mas vai saber…

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LAWSON & RB

Ricciardo e Lawson: neozelandês será titular

SÃO PAULO (já era) – Liam Lawson será titular da É Aproximação ou Coloca a Senha? no ano que vem. A filial da Red Bull, que até o ano passado se chamava AlphaTauri, vai dispensar no fim da temporada Daniel Ricciardo. O neozelandês de 22 anos foi confirmado informalmente por Helmut Marko, guru da marca de energéticos e das duas equipes por ela mantidas.

“Nossos acionistas querem que funcionemos como um time júnior, como sempre foi. O objetivo ao trazer Ricciardo era promovê-lo para a Red Bull novamente se ele tivesse performances extraordinárias. Mas essa vaga agora é de Sergio Pérez, então o plano inicial está invalidado. Temos de colocar um piloto jovem logo [na equipe júnior]. E ele será Liam Lawson.”

Com essa declaração, Marko demite Ricciardo e o joga de volta ao mercado. Porque Tsunoda já renovou e fica na — vá lá — Visa Cash App RB pelo menos mais um ano. Faz um bom campeonato e tem o aporte da Honda. Caso encerrado.

Lawson substituiu Ricciardo em cinco corridas em 2023, depois que o australiano bateu seu carro nos treinos para o GP da Holanda e quebrou a mão. Ele, que desde a saída da McLaren vinha trabalhando como “embaixador” da Red Bull, sem correr, assumira pouco antes o carro no lugar do demitido Nyck de Vries. Lawson correu em Zandvoort, na Itália, em Singapura, no Japão e no Catar. Depois disso Ricciardo voltou ao cockpit da então AlphaTauri para fechar o campeonato. Mas o menino deixou ótima impressão. Fez até pontos com um nono lugar em Singapura, depois de se classificar em décimo no grid daquela corrida.

Ricciardo, portanto, chega à Áustria, neste fim de semana, tendo de procurar emprego de novo. Há vagas abertas para 2025, caso ele não saiba, na Mercedes, na Sauber/Audi, na Haas, na Alpine e na Williams. É bom seu empresário correr, porque está cheio de gente na fila. E pelo que vem fazendo nos últimos anos o simpático Ricardão, convenhamos, não será disputado a tapa.

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SENNA DE OURO

SÃO PAULO (tirem da poupança) – Os fãs mais fiéis vão pirar. O estúdio de Sid Mosca e a empresa que cuida da marca Senna lançaram uma série especial de 41 réplicas do capacete do piloto folheadas a ouro. O casco acompanha um quadro do artista Ricardo Barbour, uma caixa com iluminação de led e certificado de autenticidade.

Sid Mosca, todos conhecem, foi quem concebeu a pintura do famoso capacete amarelo de Senna, entre tantos outros. Grande artista e excepcional figura humana, morreu em 2011 aos 74 anos. Meu primeiro capacete foi criado por ele no distante ano de 1989, com gigantesca generosidade — não cobrou nada pelo desenho, nem pela pintura. Ainda vou pedir ao Alan, seu filho, para fazer uma releitura dele. Era verde, prata e vermelho. Esse aí embaixo. Não sei se dá para ver direito. Peguei fotos antigas, estou com preguiça de fotografar o próprio. Que está guardado, claro.

Ah, o capacete de ouro de Ayrton Senna custa R$ 34 mil. E pode ser comprado no link acima.

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BEARMAN & HAAS

Bearman: anúncio será em Silverstone

SÃO PAULO (boa escolha) – Oliver Bearman será anunciado como titular da Haas para 2025 depois do GP da Áustria, que acontece neste fim de semana. O time americano irá divulgar o acerto antes da corrida de Silverstone, no domingo seguinte. O inglês de 19 anos, que é piloto da Academia da Ferrari, assinou por dois anos. A equipe italiana, claro, deu um empurrãozinho. É parceira técnica da Haas, que tem até salinha em Maranello. A outra vaga está indefinida. Esteban Ocon, Valtteri Bottas, Guanyu Zhou e o atual titular Kevin Magnussen brigam pelo lugar. Nico Hülkenberg, parceiro de Magnussen, já fechou com a Sauber/Audi.

Bearman impressionou muito no começo do ano, quando foi chamado às pressas pela Ferrari para substituir Carlos Sainz no GP da Arábia Saudita. O espanhol foi internado com apendicite e a equipe recorreu ao jovenzinho, que atualmente defende a Prema na F-2. Ele fez o terceiro treino livre, foi para a classificação, largou em 11º e terminou em sétimo, com calma e frieza admiráveis. Ali garantiu seu futuro.

Neste ano, Bearman já fez dois treinos livres em finais de semana de GP pela Haas, em Ímola e Barcelona. Vai participar também das sessões oficiais na Inglaterra, Hungria, México e Abu Dhabi. Com um currículo respeitável — campeão alemão e italiano de F-4 em 2021, terceiro na F-3 em 2022 e sexto na F-2 no ano passado, com quatro vitórias e seis pódios –, Bearman não vem bem nesta temporada na categoria de acesso. Companheiro de Kimi Antonelli, o queridinho da Mercedes, tem apenas 18 pontos e está em 17º lugar depois de dez etapas. O parceiro tem 48 e é o nono.

Na verdade, é a Prema que não está andando nada. Somou 66 pontos e está em sétimo entre as equipes. A Campos, líder do campeonato, tem 120. E os dois moleques, todos sabem, estão mesmo é com a cabeça na F-1. Seus resultados na F-2 não serão determinantes para as decisões já tomadas por seus empregadores. Bearman ganhará sua chance na Haas, isso já está definido, e Antonelli correrá na Williams ou na Mercedes. O mais provável é que já faça alguns GPs neste ano pela primeira, no lugar de Logan Sargeant. Que, por sua vez, está acertando com a mesma Prema para correr na Indy no ano que vem.

Todo mundo se ajeita, em resumo.

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