GP ÀS 10: MCL35M

SÃO PAULO (alalaô, que saudade…) – Bom dia, macacada. Ou boa tarde. Como notaram, o blog mudou o visual de novo! Gostei muito. Mas ontem, na transição, acabou que nem consegui escrever sobre o novo carro da McLaren, o primeiro do lote 2021 apresentado ao distinto público. E ainda teve o “Bem, Merdinhas!”, que não sei se vocês estão acompanhando. E estou no meio da produção de um livro. E por isso o blog anda meio… errático. Não é a primeira vez, nestes mais de 15 anos. Sendo assim, paciência.

Sobre o carro da McLaren, MCL35M, os caras usaram o mesmo código do ano passado e acrescentaram um M de Mercedes. O que não deixa dúvidas: é o chassi do ano passado adaptado para receber a nova unidade de potência. No que diz respeito aos nomes, creio que muitas equipes usarão variações dos códigos de 2020 pelo simples fato de que o regulamento é praticamente o mesmo e ninguém fez carro essencialmente novo para 2021, por conta dos custos e das mudanças previstas para 2022.

No vídeo, falo sobre a dificuldade que a equipe terá para adaptar o novo motor. Ainda mais com uma pré-temporada tão curta, de três dias apenas.

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E A F-1 VAI MUDANDO…

SÃO PAULO(vacina, cadê?) – A Comissão de F-1 se reuniu hoje e algumas deliberações merecem os comentários de vocês.

Primeiro, o calendário. Há uma data aberta no começo do campeonato e foi informado que ela deverá ser ocupada pelo GP de Portugal em Portimão. Estão negociando com os promotores. Ótima notícia. Por enquanto, o Mundial está confirmado com 23 etapas. Mas a situação da pandemia no mundo faz com que a categoria considere uma certa flexibilidade. Em outras palavras: pode ser que algumas provas sejam canceladas e outras tenham a data alterada. Eu ficarei muito surpreso se todas as provas acontecerem como previsto.

Depois, testes para os pneus de 18 polegadas de 2022. A Pirelli pediu para ampliarem de 25 para 30 dias de treinos. Todos aprovaram.

Terceiro, congelamento dos desenvolvimento dos motores no começo de 2022. Bom para Red Bull e AlphaTauri, que ficarão com os motores Honda com outro nome. A montadora japonesa já avisou que no final do ano tira o time de campo. Assim, por três anos — 2022, 2023 e 2024 — os motores ficarão como estão. Para 2025 está prevista a adoção de uma nova configuração, que ainda está em estudos. O que se sabe: serão motores mais simples, ainda híbridos, para atrair mais fábricas. E mais baratos e barulhentos.

Quarto, aprovaram para “algumas etapas” um formato diferente para o fim de semana. Já se sabe o que é: corrida curta sábado para formar o grid de domingo. Vão discutir como isso será feito. É provável que se atribua alguma pontuação a esses míni GPs. A ideia é fazer isso em três finais de semana. Não vejo mal algum. Acho que pode ser até legal.

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ALONSO E AS BIKES

SÃO PAULO (tudo tenebroso) – A notícia veio hoje no meio da tarde e já senti um arrepio. Alonso teve um acidente de bicicleta na Suíça e foi internado “com suspeita de fraturas”. Faltam detalhes, e a Alpine Renault apenas confirmou o acidente, disse que ele estava consciente e que novos informações, só amanhã.

Impossível, na hora, não lembrar da queda de Schumacher de esqui. No início, as primeiras notícias davam conta de que não tinha sido nada grave e tal. Há precipitação, nesta era de informações instantâneas não apuradas e espalhadas numa velocidade assustadora, tanto para exagerar quanto para ignorar a real gravidade de certos eventos. Espero, sinceramente, que Alonso esteja bem e possa fazer a pré-temporada, começar o campeonato e seguir a vida. O suspense vai durar algumas horas.

Andar de bicicleta é perigoso. Menos pelo veículo em si, mais porque quem pedala, em geral, divide espaço com automóveis, ônibus e caminhões. Nicky Haiden, campeão mundial da MotoGP, morreu atropelado na Itália em 2017 enquanto dava um rolê de bike. Estamos falando de Suíça e Itália, Europa Ocidental, onde o ciclismo é cultural e as pessoas são civilizadas — a maioria obedece as leis de trânsito e respeita quem está pedalando. Mesmo assim, os acidentes são numerosos. E sempre quem está na bicicleta corre um risco enorme, porque está totalmente exposto diante de um veículo pesado e veloz.

Eu morro de medo de andar de bicicleta nas ruas, e só me sinto mais ou menos seguro em ciclovias. Às vezes vejo ciclistas na 23 de Maio, em São Paulo, na Américas, no Rio, e os carros passando a centímetros deles em alta velocidade. Qualquer choque pode ser fatal.

Não sei as circunstâncias, ainda, do acidente de Alonso. Parece que teve carro envolvido. O que aumenta as chances de ferimentos mais sérios. Espero estar errado. E não escondo que a noite será de certa ansiedade na espera pelas notícias de amanhã. Depois do que aconteceu com Schumacher, qualquer acidente assim me deixa meio cabreiro.

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We ♥ race cars

SÃO PAULO(just waiting) – Leiloado em Paris, o Matra MS670 que venceu em Le Mans em 1972 com Graham Hill e Henri Pescarolo pegou nada menos do que 7 milhões de euros! Foi a primeira vitória de um carro francês desde 1950. E a única vitória de Hill em Sarthe, o que lhe conferiu a Tríplice Coroa do automobilismo (Le Mans, Mônaco e Indianápolis).

O leilão ainda teve um Audi quattro do Grupo B, 1988, arrematado por 2 milhões de euros — aqui estão dizendo que é o maior valor já pago num carro de rali.

Fico imaginando aqui quanto vai valer o Meianov daqui a alguns anos…

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ENCHE O TANQUE

O Wagner Lasdowsky mandou. Cruzamento da avenida Goiás com a rua Amazonas, em São Caetano do Sul, sem data. Na calçada da loja de ferragens, uma bomba de gasolina. Se tiverem curiosidade, entrem no Google Maps e procurem por essa esquina. Nesse ângulo exato.

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RÁDIO BLOG

A gente precisa lembrar das coisas belas deste país. Não somos essa merda que estamos vivendo.

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NA BAND

SÃO PAULO(lugar certo) – De início, já aviso. Não gosto de Band. Essa corruptela para Bandeirantes sempre me pareceu forçada. Mas é usada há tantos anos, que já tem, sim, uma penca de gente que nem sabe que Band é Bandeirantes. Já trabalhei na casa. Na rádio, que segue sendo Bandeirantes. Ao menos a matriz, que opera nos 840 kHz em AM e tem uma frequência em FM que já não lembro qual é — estou voltando a São Paulo agora, eu antes decorava essas coisas, talvez seja 90,9 MHz. Tem também a emissora de notícias em FM, que já nasceu como Bandnews. E tinha antes a Band FM de música popular, que não sei se existe ainda. E na TV fechada, o Bandsports. No fim, do nome original só sobrou a rádio, mesmo.

A Bandeirantes fisgou a F-1 por dois anos para TV aberta. Ontem à noite a Globo desistiu oficialmente, o que, juro, me surpreendeu. Eu achava que a Liberty tinha trucado a Globo sem nada na mão e, na hora certa, a turma do Jardim Botânico ia colar o zap na testa deles. Se vocês não entenderam nada, não tenho culpa se não jogam truco. A F-1 dava lucro para a Globo. As cotas publicitárias, com entrega de mídia em muitos programas da emissora, eram caríssimas e vendiam fácil. Entender a decisão global de abrir mão da F-1 é difícil para quem está de fora. Afinal, eram 40 anos de transmissão e o produto, a F-1, se confundia com o canal. Tem a ver com os novos rumos da Globo, que está investindo tudo, ao que parece, em streaming. Sei lá. Se eu fosse o dono da empresa, e não é porque gosto de F-1, jamais deixaria escapar. F-1 é foda, por mais que tenha gente dizendo, há anos, que acabou, que é uma merda, que ninguém vê, que está chata. Bobagem. F-1 tem público sempre. Vende bem. É pica das galáxias. Tem um status construído em 70 anos de história.

Mas a Globo perdeu a Libertadores, não quis ficar, está deixando de transmitir jogos da seleção, está tudo é muito esquisito. Assim, largar a F-1 nem devia surpreender tanto. Talvez a decisão deva ser chamada de chocante, mais do que surpreendente.

Fato é que está decidido. Vai para a Band. E isso não tem nada de ruim. Primeiro, porque é um canal com abrangência nacional. Depois, porque tem espaço na sua grade. Pode tratar bem o produto. A Globo, verdade seja dita, cagou na F-1 nos últimos anos ao deixar de mostrar a classificação para apresentar um programa chatíssimo nas manhãs de sábado, com um monte de gente encostada fazendo comida e ensinando bricolagem — além de omitir o pódio para mostrar umas merdas no “Esporte Espetacular”, o que reputo como desrespeito ao público. Resumindo, a Globo trabalhou contra seu próprio produto, o que é inexplicável.

E tem mais. A emissora do Morumbi tem tradição no esporte, apresentou a Indy para o Brasil, comprou a Stock e a Copa Truck agora, chegou a transmitir o Mundial de F-1 um ano antes de Piquet ser campeão, em 1980, e tem ótimos profissionais para conduzir esse barco. Reginaldo Leme foi para lá no ano passado. Sua volta à F-1 terá enorme impacto no mercado. Formar uma equipe de qualidade não é difícil, está cheio de gente boa dando sopa por aí. Já tenho mais ou menos ideia de qual será o time, mas vou me dar o direito de não citar nomes — além do óbvio Regi — para não ferir suscetibilidades. Só que não precisa ser muito esperto para entender, por exemplo, que Mariana Becker será a repórter nas corridas. Ela é casada com Jayme Brito, que por anos produziu a F-1 para a Globo e está envolvido nas negociações entre Band e Liberty. Mariana já deixou a Globo, inclusive.

Importante, para o público que andava meio angustiado com o destino da F-1 na TV brasileira, é que as corridas seguirão sendo transmitidas. E que ótimo que não tenha ido parar nas mãos de bispos, roedores ou negacionistas em rede nacional. A Bandeirantes tem uma trajetória bonita na formação da cultura esportiva brasileira. Vai ser bacana testemunhar esse novo capítulo da história da F-1 por aqui.

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