ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (só VW!) – O Heráclito Rosa mandou a série abaixo. São fotos de fotos, algumas com o foco meio prejudicado, esmaecidas pelo tempo, mas isso não tem importância nenhuma. São retratos de época, tem Fusca, Brasília e Gol, e todos eles fizeram parte da família! Como sempre lembro, cliquem nas fotos para vê-las em tamanho maior.

Boa noite Flávio, tudo na paz, me chamo Heráclito, essas fotos são de meu pai João José, minha irmã Karen e meu irmão Isvi, esse mais novo que aparece nas fotos. O Fusca vermelho foi meu primeiro carro, nos morávamos em Parelheiros, extremo sul da zona sul, me formei pela faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, imagina a distância que percorria todo dia. Atualmente moro em Pacajus (CE). Sou seu fã. Abraços!

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MOTOLAND

SÃO PAULO (também merecia) – Antes de Burt Munro (se não sabem do que estou falando, assistam ao trailer e, óbvio, ao filme com Anthony Hopkins; é espetacular), Wilhelm Herz dobrou o punho e bateu 339 km/h com a moto NSU carenada Dolphin III em Utah, no deserto de sal de Bonneville — aquele. Foi a primeira vez que uma motocicleta ultrapassou a marca de 200 milhas por hora na história.

A marca alemã completou 150 anos em 2023 e pertence à Audi desde os anos 60. Foi homenageada numa série de reportagens produzidas pela Audi Tradition que merecem leitura. A epopeia da NSU sobre duas rodas está aqui. E esses bichos todos estão no museu das quatro argolas em Ingolstadt.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (sim, tá lá) – Essa foto aí embaixo foi postada por um amigo no nosso grupo de DKW no WhatsApp. Na legenda, ele informa: 1969, no trecho da gigantesca orla conhecido como Aviação, em Praia Grande, em frente ao Hotel Waikiki.

É uma Vemaguet que, pela pintura — capota branca ou saia & blusa, como dizemos –, pode ser 1961, 1962 ou 1963. Mais nova do que isso não, porque as portas são suicidas — dá para ver as dobradiças no meio do carro. O para-choque está modificado e o dono colocou algum ornamento na grade. O capô parece — vejam bem: parece — dividido ao meio por um friso da cor do carro, o que indicaria que ela é no máximo primeira série de 1962.

Na placa, o prefeito informa que estão sendo feitas as obras de compactação da avenida Castelo Branco, a da orla. Tenho me divertido nos últimos anos com a possibilidade de visitar, via Google Fucker Mapers, lugares fotografados no passado para saber como estão hoje. Pois vejam:

O Hotel Waikiki segue firme e forte onde sempre esteve, desde a criação do Universo. Notem as colunas inclinadas que sustentam a laje superior nas duas fotos, do lado direito.

A orla, como se percebe, mudou muito. Praia Grande era estigmatizada pelos paulistanos metidos a bacanas que frequentavam o Guarujá — eu era um deles. Dizíamos que as praias eram feias, a areia era escura e a água, cinzenta. E que a cidade era frequentada por farofeiros que os ônibus despejavam aos milhares nos finais de semana.

Farofeiro adjetivo e substantivo masculinopej. que ou aquele que frequenta a praia levando farnel de alimentos, que ger. contém frango assado e farofa. (Houaiss)

Preconceito puro. Mas, de fato, a ocupação de suas praias, espalhadas por 22,5 km praticamente em linha reta, era caótica até o início dos anos 90, quando seguidas administrações municipais — não tenho ideia de quem foram esses prefeitos — decidiram urbanizar nossa “long beach” e dar um jeito naquela zona.

Praia Grande, me dizem os que frequentam a cidade, melhorou muito, está linda e valorizada. Que bom que é assim. Mas continuo achando frango e farofa ótimo em qualquer lugar. Inclusive na praia.

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ONE COMMENT

Eu teria. O Fiat, digo. Ferrari, não ligo.

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LEGIÃO URBANA

A elegância (não muito) discreta de um conversível no fim de tarde da Pauliceia…

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ESQUISITICES

Nova Zelândia. Data indeterminada. Anos 70, a julgar pelo modelo do Escort vermelho e pela Morris Marina branca.

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ENCHE O TANQUE

Contribuição do simpaticíssimo blogueiro Andres Nicola:

Cara, primeiramente parabéns pelo aniversário do blog, sou leitor assíduo e torço pra que não acabe nunca com ele. Segundo, ajudando a contribuir com o “não fim” do blog, estou mandando uma foto tirada em Floripa, cidade em que moro atualmente, durante um passeio com amigos. Esse simpático posto, bandeira Ipiranga, porém de uma rede de postos Gallo, fica localizado em um canal na Barra da Lagoa. Esse canal liga a Lagoa da Conceição ao mar, justamente na praia da Barra da Lagoa. Ele abastece desde os simpáticos barcos de pescadores da região, até as lanchas e jet-skis dos mais abastados (muitas vezes abestados). Mantém bem a característica original do posto, do deck e, o que mais chama a minha atenção, um quiosque com as cores antigas da Kibon.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

GUARUJÁ (cada carro…) – Hoje a contribuição para a seção revivida é luxuosa. O grande Antonio Seabra, leitor de primeira hora, profundo conhecedor de carros e corridas, mandou cinco fotos maravilhosas. Estão aí embaixo. Depois é só ler as descrições nas caixonas coloridas. A história do Duesemberg merece espaço mais generoso. Cliquem nas imagens para vê-las em tamanho maior e divirtam-se!

Você convocou os teus leitores, e eu me faço presente te enviando essa foto que tem uma história interessante. Houve uma exposição do Veteran Car Club no Forte de Copacabana há uns bons dez anos, ou até mais. Estávamos conversando, um grupo de pessoas que incluía o Sidney Cardoso, o mestre Mahar e outras pessoas notórias do meio, quando falei que meu avô tinha tido um Duesemberg. O Muricy,  que na época era presidente ou vice do Veteran, replicou de uma forma muito polida e cortês que isso seria impossível, porque eles já haviam pesquisado e não havia registros da presença de Duesembergs no Brasil. Respondi que estava seguro do que eu tinha falado, mas que não iria abrir ali uma polêmica. Iria procurar uma foto do carro, que eu não sabia onde estava, e caso encontrasse iria enviar pra ele por e-mail. Dias depois, fuçando uma caixa com centenas de fotografias preto e branco, encontrei a dita cuja. O melhor de tudo é que, pra tornar a presença de um Dusy no Brasil inquestionável, a foto apresentava o carro em vista lateral, com meu avô — Antonio Seabra — ao volante, e tinha como pano de fundo a silhueta dos morros do Pão de Açúcar e da Urca! E mais, a cereja do bolo, tinha escrito na parte superior e com a letra do meu avô, a marca e o ano (1926) do Dusy modelo A. Depois de digitalizar a foto, enviei para o Muricy por e-mail, e já no dia seguinte ele me respondeu, agradecendo muito por eu ter ajudado a provar a existência de um carro dessa marca no Brasil, coisa que ele vinha pesquisando, sem sucesso, fazia anos.

Foto 1 – Minha avó Carmen Santos, atriz, diretora, produtora e roteirista de cinema entre os anos de 1922 e 1952, considerada uma das pioneiras do cinema nacional e uma das personagens mais importantes dos primórdios da sétima arte no Brasil, com meu pai ainda menino, sentados no estribo de um lindo Ford Coupé 3 Windows (três janelas) 1935.

Foto 2 – O furgãozinho Ford 1934 que servia ao estúdio de cinema dela, a Brasil Vita Filmes, localizado na subida para a Usina da Tijuca. A foto foi tirada no portão de entrada do estúdio. Depois do falecimento dela e do encerramento das atividades do estúdio, esse furgão foi levado lá pra casa,  onde ficou servindo as compras e outras atividades, guiado pelo motorista da família, o Osório. Eu, ainda criança, andei algumas vezes nesse carro, com meu pai ou com o motorista ao volante, quando saíamos para passear nele, até por volta do final dos anos 50.

Foto 3 – Um Lincoln Zephyr 4 portas, V12, de 1935, da minha avó, em foto tirada em frente ao prédio do estúdio de cinema dela. Suponho que seja com o motorista ao volante.

Foto 4 – Minha mãe, Lygia, nessa época ainda noiva do meu pai,  sentada dentro do Lincoln Zhephyr 1941 V12 conversível da minha avó em frente à casa do sítio do meu pai em Pedro do Rio, distrito de Petrópolis. Essa foto deve ter sido tirada por volta de 1950.

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NO MINEIRÃO

GUARUJÁ (preparem-se!) – A Stock vai correr em Belo Horizonte no ano que vem. E em volta do Mineirão, reeditando históricas corridas das décadas de 60 e 70, como essa aí em cima. O contrato é de cinco anos e segundo os organizadores, não haverá dinheiro público na parada. A prova deve acontecer em agosto. Bem legal, a notícia!

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LEGIÃO URBANA

Missão: encontrar o dono e comprar esse carro. Um SAAB V4. Como é que isso circula por São Paulo e eu não sabia? Abaixo, a mensagem do Marcos Blasque, que mandou a foto.

Sigo você há muito tempo e não poderia deixar esse carro passar e não lembrar de ti. Lembro que essa sessão é apenas para fotos de sua autoria, mas às vezes você abre uma exceção. Foto tirada em 15 de dezembro na avenida Pedroso de Morais em Pinheiros.

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