LEGIÃO URBANA

O pai dos Chevettes…

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ENCHE O TANQUE

O Guto mandou, direto de Portugal. Depois ele vem aqui dizer se tomou um café no Aranha, e onde exatamente fica.

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E-TYPE, 60

SÃO PAULO (há controvérsias) – O Jaguar E-type é considerado por muita gente o carro mais bonito já feito pelo homem. Pode até não ser, mas que é lindo ninguém nega. E ele faz 60 anos hoje. Foi em 15 de março de 1961 que o carro fez sua primeira aparição no Salão de Genebra.

Desde então, até 1975, cerca de 72 mil unidades foram fabricadas. E para marcar o 60º aniversário, a Jaguar pegou 12 exemplares usados — seis com capota rígida e seis conversíveis –, restaurou na fábrica e deu uma atualizada nos bichos. De leve. A essência foi mantida.

O resultado foram seis pares de carros que serão vendidos a seis felizardos. Só dá para comprar de par. Os conversíveis foram pintados de verde com interior na mesma cor e os demais, de cinza com interior preto.

Não sei quanto custa cada um.

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KOMBI DO DIA

Post histórico do perfil @old_rio_photos no Instagram. Onde será que esse logotipo foi parar? Ficava no alto do prédio da Manchete no Aterro do Flamengo. Incrível.

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BAHREIN, DIA #3

Tsunoda: surpresa fechando o último dia em segundo

SÃO PAULO (gado desgraçado) – Acabou a pré-temporada. Curta, bem mais que o normal, o que pode comprometer alguns prognósticos muito definitivos, que adoramos fazer para dar a impressão de que entendemos mais do que os outros. Mas algumas conclusões estes últimos três dias permitem tirar. A principal delas: a Mercedes tem problemas para começar o campeonato.

É uma surpresa, inclusive. Porque se tem uma coisa que a Mercedes fez bem nos últimos anos foi aproveitar os testes que antecedem a corrida de abertura do Mundial, mostrando sua força e assustando os adversários. Desta vez, não. Incrivelmente, a equipe foi a que completou menos voltas entre as dez que disputam o campeonato.

Comecemos por aí, então.

Hamilton rodando: pré-temporada ruim da Mercedes

Hamilton disse, ao final do terceiro dia de treinos no Bahrein, que não é fã de testes, mas que se pudesse gostaria de mais alguns dias para entender seu novo carro. “Temos de melhorar. Não estamos onde queríamos. Vamos precisar trabalhar muito.”

Aparentemente, a maior dificuldade do W12 é na parte traseira, aquela onde mais se mexeu por conta do regulamento que alterou a aerodinâmica dos carros em relação ao ano passado. De quebra, no primeiro dia um problema de câmbio fez com que Bottas perdesse metade do dia parado nos boxes. Vejam a lista das voltas completadas por cada equipe em três dias:

A lista de voltas por equipe: Mercedes lá atrás

Entre os pilotos, Gasly foi o que mais andou, 237 voltas. E, dos titulares, Vettel, estreando pela Aston Martin, o que percorreu menor quilometragem: 117 voltas, ficando à frente apenas de Roy Nissany, piloto de testes da Williams com 83. Hamilton completou 154, à frente apenas de Bottas (150), Latifi (132) e os dois já mencionados acima.

Já entre os estreantes, Mazepin foi quem aproveitou melhor os três dias de testes. Foram 213 voltas para o russo da Haas, contra 185 de Tsunoda e 181 de Mick Schumacher, que pediu aos organizadores do Mundial que suas iniciais nos gráficos da TV sejam MSC, igual ao pai — na época em que os irmãos Michael e Ralf corriam, o primeiro era MSC e o segundo, RSC.

Vettel: o que andou menos

A Aston Martin também fechou a pré-temporada em baixa. “É tudo diferente. Motor, carro, mecânicos, procedimentos, volante… O volante e o sistema de direção assistida são diferentes para cada equipe de F-1, e eu precisaria de mais tempo para aprender”, lamentou Vettel — que, de bom, apresentou apenas um novo capacete, agora na versão que parece definitiva, rosa e com as cores da bandeira alemã nas faixas.

Hoje, o problema de Sebastian foi de pressão no turbo. Acabou ficando lá atrás na tabela de classificação do dia.

Capacete de Vettel: agora com as cores da Alemanha

São duas equipes, Mercedes e Aston Martin, a ex-Racing Point, que foram muito bem no ano passado. E, agora, têm de se preocupar seriamente com quem melhor se apresentou no Bahrein: a Red Bull.

Max Verstappen fechou o último dia com o melhor tempo da pré-temporada, 1min28s960, ficando apenas 0s093 à frente de Tsunoda. Verdade que hoje a pista esteve em seu melhor momento. O vento não atrapalhou tanto, fez menos calor e não houve nenhuma tempestade de areia. De qualquer forma, o 1-2 dos motores Honda deixam uma pulga atrás da orelha dos rivais. Resumindo, a Red Bull vem mais forte que em 2020. E a Mercedes, mais fraca. O que pode apontar para um certo equilíbrio ao menos nas primeiras corridas, até a Mercedes resolver seus problemas — e é uma equipe que, obviamente, tem plenas condições de fazê-lo.

Resultado do último dia: dobradinha da Honda

Red Bull, McLaren e Alpine foram as equipes que mais impressionaram Hamilton. O inglês, inclusive, foi ultrapassado por Alonso hoje no meio da reta, em imagem emblemática. Os dois, todos se lembram, foram companheiros na McLaren em 2007. E a relação acabou precocemente, com o espanhol pedindo para sair da equipe.

Fernandinho completou 206 voltas nos testes e foi o quinto que mais andou. Era preciso, para desenferrujar. Ficou dois anos fora da F-1, e para piorar passou alguns dias de molho nas últimas semanas por conta de um acidente de bicicleta. Trabalhou muito e falou pouco.

Alonso: muito trabalho para recuperar a forma após dois anos longe da F-1

A surpresa da pré-temporada — segundo lugar de Tsunoda à parte — foi a Alfa Romeo. Giovinazzi foi sexto e quinto nos dois primeiros dias e, hoje, Raikkonen terminou em quarto. A equipe não teve nenhum problema técnico e, ao lado da AlphaTauri, foi a que mais andou. “O carro é bem melhor que o do ano passado, mas treinos não querem dizer nada”, falou Kimi, com sua sinceridade habitual.

De toda forma, ficou claro que o time B da Ferrari não vai se arrastar lá atrás como em 2020. Deixará para Williams e Haas a inglória disputa para se saber qual a pior equipe do campeonato. E a Williams, sejamos justos, andou direitinho — Russell foi o sexto no último dia.

E a Ferrari? Todo mundo sempre quer saber da Ferrari. Se eu tivesse de escolher uma palavra para definir o que foi a pré-temporada da equipe italiana, seria: discreta.

Leclerc e Sainz não brilharam nas folhas de tempos, tampouco se arrastaram no fundão com problemas crônicos. Não. os carros vermelhos ficaram quase que o tempo todo no meio da tabela, sem chamar muito a atenção. Todos no time garantem que o carro é melhor que o do ano passado, o que não era muito difícil — sexto lugar entre as equipes, com ridículos três pódios em 17 etapas. E acho que é lá que ficarão ao longo de 2021: no meio do pelotão.

Sainz: discreto, como a Ferrari

Resumindo, é uma temporada que começa um pouco diferente das últimas sete, em que tivemos um domínio fortíssimo da Mercedes e pouca gente brigando de verdade com os carros prateados — agora pretos — de forma a ameaçar as conquistas de seus pilotos (seis títulos de Hamilton, um de Rosberg).

A Red Bull surge como candidata mais forte a, eventualmente, colocar um fim nessa hegemonia. Mas não se pode desprezar a capacidade de reação dos alemães e de Hamilton. Apesar da pré-temporada ruim, não se viu nenhum sinal de pânico na equipe. Foi como se dissessem: devagar com o andor; aqui é Mercedes, rapá!

Hamilton: incomodado, mas nada de pânico

Se eu tivesse de fazer algum rascunho de adivinhação para o campeonato, dividiria as equipes em três blocos bem claros. No primeiro pelotão, Mercedes e Red Bull. No segundo, pela ordem, Aston Martin, Ferrari, McLaren, Alpine e AlphaTauri. No terceiro, Alfa Romeo, Williams e Haas. Coloquem números de 1 a 10 na frente de cada um dessa lista e no fim do ano me cobrem.

Dez carros e 20 pilotos: a turma de 2021 no Bahrein

Daqui a pouco eu volto para falar sobre o tal “sprint qualifying” aprovado ontem à noite — a corrida curta dos sábados que será testada em três etapas deste ano. E aproveito para deixar o convite para o “Fórmula Gomes” de logo mais, 19h, analisando ao vivo no meu canal no YouTube tudo que aconteceu nestes três dias no deserto. É só entrar aqui na hora marcada!

F-Gomes: balanço da pré-temporada em vídeo, às 19h no YouTube
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DICA DO DIA

Fábio Brazuca mandou o vídeo de 1987. Se estiverem ansiosos, corram até 13min38s.

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BAHREIN, DIA #2

Giovinazzi: Alfa Romeo andando bem

SÃO PAULO(falta um) – Por enquanto, o cara dos testes no Bahrein, para mim, vem sendo Antonio Giovinazzi. Sexto ontem, quinto hoje, o italiano da Alfa Romeo está exultante. “Não queria sair do carro!”, vibrou ao final do dia, depois de 125 voltas completadas.

Não vai dar em nada, mas não custa alimentar as esperanças, né?

Hamilton na brita: começo estranho da Mercedes

OK, a Mercedes fechou o segundo dia da pré-temporada na frente, mas as coisas não andam assim uma maravilha para a equipe heptacampeã do mundo. Bottas foi o responsável pela P1 hoje, com 1min30s289 no final do treino, depois de completar 58 voltas. Ontem, mal andou, com problemas no câmbio.

Mas quem demonstrou alguma preocupação foi Lewis Hamilton, que rodou pela manhã e atolou na brita. “Teremos trabalho”, vaticinou depois de fazer apenas o 15º tempo entre os 16 que treinaram.

No fim, ganham o campeonato do mesmo jeito.

Vettel: problemas no câmbio e poucas voltas

Falemos de Vettel, agora. O alemão ficou com o último lugar na tabela de tempos, mas a exemplo de Bottas ontem ninguém deve achar que ele acabou para a vida. Seu Aston Martin teve problemas de câmbio e ele deu apenas dez voltas.

Stroll, por sua vez, ficou em terceiro. Com ele o carro andou direitinho e essa posição, claro, mostra potencial. Assim como o quarto lugar de Norris, com a McLaren. Curioso que nem ele nem Ricciardo falaram, nos comunicados oficiais, sobre os novos motores Mercedes. Nem bem nem mal. É como se eles não existissem.

Assoalho da Mercedes: lasanha?

Falando nela, a Mercedes, estão zoando o assoalho do novo carro, todo enrugado como se fosse de papel crepom. A própria equipe disse que estão chamando o fundo W12 de “lasanha”.

Quem estreou hoje foi Alonso, 128 voltas com a Alpine gorducha e décimo tempo. Assim como Pérez, fazendo o primeiro dia de testes com a Red Bull, o espanhol se preocupou foi em andar bastante. O mexicano também: 117 voltas, oitavo tempo e a constatação de que o carro “tem um grande potencial”.

Pérez: gostou do carro e andou muito

No andar de baixo, nenhum grande problema para Mick Schumacher, da Haas, nem para Nicholas Latifi, da Williams. Ambos completaram muitas voltas e não quebraram nada. O canadense fez o sétimo tempo e reforçou minha impressão de que a Williams não vai fazer um papel tão feio neste ano. Foram 132 voltas para ele. Bastante coisa. Mazepin também andou com a Haas, uma das equipes que dividiu o dia para seus dois pilotos. Posições da Haas: Mick em 12º, Nikita em 14º.

O destaque das pequenas, mesmo, acabou sendo Gasly em segundo. Foram 87 voltas completadas e um tempo apenas 0s124 pior que o de Bottas.

Mick Schumacher: 88 voltas com a Haas

E a Ferrari? Leclerc foi o sexto e Sainz, o 13º. Charlinho, que faz dupla com Carlinhos, deu uma longa entrevista e tratou de mandar a real para os torcedores do time de Maranello. “Não tem milagre na F-1. Vamos ficar no bloco intermediário neste ano, que é um ano de transição. Em 2022 teremos uma revolução no regulamento e aí vamos ver como serão as coisas”, disse.

Hoje às 19h estarei ao vivo no meu canal youtúbico para uma “live” sobre o segundo dia da pré-temporada. Basta entrar na página que na hora marcada eu apareço e saio falando. É a segunda edição do “Fórmula Gomes”, programa que inventei ontem e não sei se vai dar certo.

Programa começa às 19h no YouTube
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MURRAY WALKER, 97

SÃO PAULO – O British Racing Drivers’ Club (BRDC) confirmou agora há pouco a morte do locutor e comentarista Murray Walker, aos 97 anos. Responsável pelas narrações de F-1 para a BBC entre 1976 e 1997 e depois para a ITV até 2001, Walker foi a voz mais marcante de todos os tempos nas transmissões da categoria para o Reino Unido. Fez dupla com comentaristas como James Hunt, Jonathan Palmer e Martin Brundle, e era uma lenda dos microfones. Pelo tempo em que ficou no ar e pela imediata identificação com a F-1, era uma espécie de Galvão Bueno inglês.

Walker era uma figura doce e querida no meio, permanentemente curioso e interessado, humilde e sempre dispostos a aprender. Era tratado com respeito absoluto por todos os pilotos, dirigentes e colegas. Sua presença no paddock enchia o ambiente de luz e alegria.

Por que estou enchendo este texto de clichês? Porque muitas vezes só recorrendo a eles para descrever alguém como Murray Walker. Ele começou a carreira em 1948 depois de lutar na Segunda Guerra Mundial — pilotou tanques nos últimos anos do conflito. Suas primeiras transmissões esportivas foram pelo rádio em corridas de motocicletas em 1949 e no mesmo ano estreou na TV. Walker também corria de moto, assim como seu pai.

Chegou tarde à F-1, aos 52 anos, depois de conciliar as funções como comentarista de motociclismo e automobilismo na BBC com uma bem-sucedida carreira como publicitário. Narrava de pé, fazia incríveis ginásticas verbais para descrever momentos dramáticos das corridas e inventava palavras engraçadas, um hábito que passou a ser chamado de “murrayism” na imprensa.

O último GP que transmitiu na íntegra foi o dos EUA em 2001. De lá para cá, participou de muitos programas de TV sobre F-1, foi “embaixador” de marcas e equipes, sempre que a saúde permitia aparecia nos autódromos e era festejado por todos. Fazia ótimas entrevistas, também. Ninguém se recusava a falar com Murray Walker.

O BRDC não informou a causa da morte de Walker, que vai deixar uma saudade imensa em todos que fazem parte do mundo do automobilismo. Assim que a notícia chegou ao Bahrein hoje, pilotos e equipes emitiram notas de pesar e carinho. Afinal, quase todos começaram a ver F-1, e se apaixonaram por ela, ouvindo sua voz.

Abaixo, um breve vídeo de Murray Walker falando de Senna e Prost, postado no canal da McLaren alguns anos atrás.

Vá em paz, jovem velhinho.

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