sex geschichten

SOBRE ONTEM DE MANHÃ

A IMAGEM DA CORRIDA

Verstappen dá uma volta em Hamilton: vexame

SÃO PAULO (feia, a coisa) – Nem sempre a imagem mais significativa de uma corrida é uma foto bonita. Por isso escolhi este “frame” da transmissão da TV que mostra Verstappen, na volta 39, se aproximando de Hamilton para colocar uma volta sobre o inglês. Quem diria…

É um retrato desta temporada. Que tem dois grandes protagonistas lutando pelo título, Verstappen e Leclerc, mas carrega outra marca tão importante quanto: o péssimo, e surpreendente, momento da Mercedes. Lewis disse que o W13, carro da equipe alemão, é quase tão ruim quanto o pior que ele pilotou na F-1, a McLaren de 2009 — ano em que o título ficou com Jenson Button, da Brawn, que em 2010 seria comprada pela Mercedes.

É esse aí embaixo:

A McLaren em 2009: primeira metade de ano horrível

Com ele Hamilton, campeão na temporada anterior, terminou o campeonato em quinto lugar. Foi seu pior desempenho num Mundial, repetido em 2011. Agora está em sétimo. Naquele ano, o inglês tinha como companheiro o finlandês Heikki Kovalainen. Nas primeiras oito corridas da temporada, a McLaren zerou em cinco. Lewis, em seis.

Depois o time se recuperou e Hamilton chegou a ganhar duas corridas, na Hungria e em Singapura. É nisso que ele aposta neste ano. Mas sem grandes ilusões. Toto Wolff até se desculpou com ele “pelo carro que te demos para pilotar neste fim de semana”. Lewis disse que tudo bem, faz parte. E é dele a…

FRASE DE ÍMOLA

“Estou fora do campeonato. Não há dúvidas quanto a isso. Só resta trabalhar para melhorar um pouco.”

Lewis Hamilton, jogando a toalha em 2022
Trenzinho puxado por Tsunoda: Lewis, 3º da fila, ficou empacado a prova inteira

Verstappen, o grande vencedor do fim de semana — ganhou a Sprint e o GP, além de fazer a melhor volta –, também teve outro motivo para comemorar em Ímola. Recebeu a notícia de que foi considerado o melhor atleta masculino de 2021, ganhando o prestigiado prêmio da Laureus World Sports Academy, uma espécie de Oscar do esporte. O anúncio foi feito ontem em Sevilha, na Espanha. Entre as mulheres, quem levou foi a velocista jamaicana Elaine Thompson-Herah, que conquistou três medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Max chegou a 22 vitórias na carreira e se colocou entre os 15 maiores vencedores da história, ao lado de Damon Hill. Com mais três, entra na lista dos “top-10”, deixando para trás Nelson Piquet, Nico Rosberg (23 cada) e Juan Manuel Fangio (24). Não é pouco o que esse menino tem feito na F-1.

O NÚMERO DA EMILIA-ROMAGNA

34

…pontos o holandês somou no fim de semana, que é o máximo possível para um GP que conta com a minicorrida de sábado, a Sprint, em sua programação. Ele descontou 19 da desvantagem que tinha em relação a Leclerc — era de 46, caiu para 27.

Max com Checo: 18ª dobradinha da história da Red Bull

Não foi um recorde de pontos para um GP, porém. Em 2014, em Abu Dhabi, Hamilton marcou 50. Isso porque a FIA inventou uma prova com pontuação dobrada para encerrar a temporada, das coisas mais ridículas da história. O inglês, assim, viu os 25 pontos do vencedor virarem 50. Sorte que não mudou o destino do campeonato.

A Red Bull fez sua 18ª dobradinha, o que não conseguia desde a Malásia em 2016. No ranking de 1-2 a equipe está em quinto. A Ferrari lidera com 85, seguida por Mercedes (58), McLaren (48) e Williams (33).

ÍMOLA BY MASILI

Marcelo Masili, nosso cartunista oficial, compartilha com os fãs de Valtteri Bottas o alívio por vê-lo fora da Mercedes! O finlandês terminou a corrida em quinto e não precisou atender a nenhuma bandeira azul para deixar os líderes passarem… Na classificação, o piloto da Alfa Romeo tem 24 pontos. Sabem quem está imediatamente à sua frente? Hamilton, com 28.

GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS

GOSTAMOS bastante da atuação de Yuki Tsunoda, que pulou de 16º para 12º na Sprint e de 12º no grid para sétimo na corrida de domingo. Fez a festa com o pessoal da fábrica de Faenza, vizinha a Ímola, para onde o japonês se mudou no ano passado para ficar mais perto da vigilância da equipe. Na Inglaterra, onde morava, Yuki não cumpria seu programa de preparação física e só comia bobagem.

NÃO GOSTAMOS do desfecho do fim de semana para Carlos Sainz. O espanhol errou na classificação, sábado, fez uma boa Sprint, mas abandonou na primeira volta no domingo. Não teve culpa, é verdade. Foi tocado por Daniel Ricciardo, que foi aos boxes da Ferrari para se desculpar. Mas o fato é que em quatro corridas já está claro que Sainz é segundo piloto do time italiano. E que anda tendo muito azar. Um banho de sal grosso talvez ajude.

Comentar

FOTO DO DIA

SÃO PAULO (parabéns!) – O primeiro pódio de Enzo Fittipaldi na F-2 merece, claro, destaque. Foi na segunda corrida da rodada dupla de Ímola, a mais longa — e, portanto, mais difícil e que distribui mais pontos. O neto de Emerson, que corre pela Charouz, terminou a prova em segundo. Ainda não tinha pontuado este ano.

A F-2 já fez três rodadas duplas na temporada e o líder do campeonato é o francês Théo Pourchaire, da ART, com 52 pontos. Ele já venceu duas provas, mas é um piloto inconstante. Em três das seis corridas do ano, zerou. Felipe Drugovich, da holandesa MP, é quem vem tendo um desempenho mais sólido em 2022. O brasileiro chegou à Itália na ponta da tabela e agora está em segundo, apenas dois pontos atrás de Pourchaire. Mas Drugovich pontuou em todas as corridas, tendo vencido uma delas. Sua regularidade vem chamando a atenção, assim como o bom desempenho em classificações.

A próxima rodada dupla acontece em Barcelona, de 19 a 21 de maio.

Comentar

N’UOL

O texto desta semana no gigantesco portal está aqui, para os interessados.

Comentar

N’EMILIA (3)

Verstappen comemora: máximo de pontos para um fim de semana de GP

SÃO PAULO (uia) – Foi um fim de semana perfeito para Max Verstappen em Ímola. No sábado, o holandês ganhou a Sprint. No dia seguinte, venceu o GP da Emilia-Romagna fazendo a melhor volta e faturando um ponto extra. Como largou na pole e liderou todas as voltas da corrida, anotou mais um Grand Chelem no currículo — o segundo de sua carreira.

Melhor de tudo, estatísticas à parte: pulou de sexto na tabela para a vice-liderança do campeonato e ainda contou com os infortúnios da Ferrari. Carlos Sainz se envolveu num toque com Daniel Ricciardo na primeira volta e abandonou. Charles Leclerc, líder do Mundial, terminou apenas em sexto, depois de andar em terceiro a prova toda. Errou no fim, rodou e perdeu pontos muito importantes.

O monegasco chegou a Ímola 46 pontos à frente de Max. Saiu com 27 de vantagem. No placar, 86 x 59 para o ferrarista. A Red Bull não fazia uma dobradinha desde 2016 na Malásia, com Ricciardo em primeiro e Verstappen em segundo. Max chegou a 22 vitórias na carreira, passando Kimi Raikkonen nas lista dos maiores vencedores da categoria e empatando com Damon Hill.

E está vivo. Vivíssimo, numa temporada que começou tingida de vermelho, mas pode ter visto hoje os ventos mudarem de direção.

Os carros de Norris, Verstappen e Pérez: nada de Ferrari no pódio

O GP da Emilia-Romagna, quarto da temporada, não foi emocionante como o desfile da Grande Rio, mas seu enredo não faria feio na Sapucaí. Teve lá seus bons momentos, se a gente tiver alguma boa vontade para analisar.

(A referência carnavalesca tem o único objetivo de demonstrar que assisti aos desfiles de madrugada e que entendo do riscado. Se a Grande Rio não ganhar, pode parar tudo. Os de São Paulo não vi, mas parece que a Rosas e a Águia de Ouro foram bem, assim como deve ser saudada a volta da Vai-Vai.)

Choveu pela manhã dando um banho na pista, o que sempre traz alguma incerteza para todo mundo. O tempo até firmou no início da tarde, mas não o bastante para que o asfalto de Ímola secasse completamente antes da largada. Por isso todos foram para o grid com pneus intermediários, já que havia uma ameaça de mais chuva a qualquer momento. Cenário ideal para uma corrida confusa, que é o que o povo gosta — pilotos, nem tanto.

Na largada, Verstappen pulou bem a partir da pole e Leclerc, mal. Pérez aproveitou e se colocou em segundo, a escolta mais luxuosa que Max poderia desejar. Lando Norris foi na cola do mexicano e assumiu o terceiro lugar. Charles caiu para quarto. Na chicane da Tamburello, Sainz e Ricciardo se enroscaram e, claro, quem se deu mal foi o infeliz espanhol. Atolou na brita e o safety-car foi acionado. Primeiro abandono do dia, incidente considerado normal pelos comissários — e foi mesmo. O australiano da McLaren foi para os boxes e caiu para último. Depois se desculparia com o desafortunado segundo piloto da Ferrari.

Alonso: rombo na lateral após toque de Schumacher

Magnussen, quinto, Russell, sexto, e Vettel, nono, foram alguns dos que se saíram muito bem nos primeiros metros da corrida, escalando o pelotão e se livrando de confusões. Hamilton, 14º no grid, ganhou apenas duas posições. Pista limpa, Ferrari de Sainz removida, a relargada foi autorizada no final da quarta volta. Na sexta, Alonso abandonou com um rombo na lateral de seu carro. Tinha sido acertado por Schumacher na primeira volta e a carenagem acabou se desprendendo. Mais um abandono para o espanhol, que segue com míseros dois pontinhos no campeonato. “Foi só um ‘beijinho’ do Mick. Esses carros parecem indestrutíveis, menos o nosso, que sempre acaba despedaçado”, choramingou o espanhol.

Ímola nunca foi um circuito fácil para ultrapassagens. Mas com carro bom, dá. Na volta 8, Leclerc foi para cima de Norris e ganhou a terceira posição na freada para a Tamburello. Sua diferença para o líder Verstappen era de 6s. Um trilho de asfalto seco começava a se formar e alguns já cogitavam colocar pneus slick em algum momento. Mas as equipes, pelo rádio, reforçavam a previsão com os pilotos: a chuva poderia voltar a qualquer momento. “Fiquem aí e não encham!”, diziam todos os engenheiros em coro.

O primeiro bom duelo da corrida aconteceu entre Russell e Magnussen a partir da 11ª volta, pelo quinto lugar. Jorginho chegou a passar na Tamburello, mas saltou na zebra e K-Mag recuperou o posto. Poucos metros adiante, porém, o inglês da Mercedes passou de novo. Bottas se juntou à festa e foi para cima do dinamarquês, também. Passou na volta 14, deixando o piloto da Haas em sétimo.

Russell: boa largada e ótimo resultado no final

Enquanto Russell abria caminho para se estabelecer na zona de pontos, Hamilton seguia empacado atrás de Stroll em 11º. Na liderança, Verstappen abria 6s para Pérez, que servia como escudo à aproximação de Leclerc. O mexicano não conseguia acompanhar o ritmo do companheiro. E começava a ver Charlinho pelo retrovisor. Lá na rabeira, Ricciardo parou, na volta 17, para colocar slicks. Composto médio foi o escolhido. Seria a cobaia do dia. Se não derrapasse na pista úmida nem terminasse estampado no muro imediatamente, todo mundo começaria a fazer o mesmo.

Alguns nem esperaram o destino do australiano para tomar uma decisão. Vettel, Gasly e Albon pararam logo depois e também colocaram pneus para pista seca. Pérez fez o mesmo na volta 19, quando Leclerc já ensaiava uma tentativa de ultrapassagem. Na sequência vieram Russell, Hamilton, Magnussen, Bottas… Só os três primeiros ficaram na pista com pneus intermediários: Verstappen, Leclerc e Norris. Não demorou muito para se convencerem de que já dava para usar pneus lisos. Foram todos para os boxes na volta 20 e colocaram os médios. Quem mais perdeu nas paradas foi Hamilton, que caiu de 11º para 14º, atrapalhado na saída dos boxes por Ocon — liberado de seu pit stop de forma perigosa, levando uma punição.

Na volta da boiada à pista, Pérez, com borracha mais quente porque tinha parado antes, mergulhou para cima de Leclerc e recuperou a segunda colocação. De novo se colocou à frente da Ferrari como anteparo para o parceiro. Verstappen seguia tranquilo na ponta. Mas foi só o pneu de Leclerc esquentar para voltar a cobiçar a posição de Checo. O monegasco, como fizera no início, passou a fustigar o #11 da Red Bull aqui e ali, tentando forçar um erro do adversário. Pérez, porém, aprumou-se e seguiu firme na frente.

Verstappen escoltado por Pérez: dobradinha da Red Bull após seis anos

Na volta 35 a direção de prova liberou o uso da asa móvel, vetada em condição de pista molhada por motivos de segurança. Foi a senha para quem estava encaixotado atrás de alguém tentar alguma coisa, já que a corrida não era grande coisa até ali. Mas nada de muito emocionante resultou do artifício aerodinâmico.

O momento mais emblemático do domingo aconteceu no final da volta 40. Hamilton, em 14º, viu nos painéis luminosos uma esquisita luz azul. Depois, bandeiras da mesma cor. “São do Chelsea?”, teria perguntado pelo rádio segundo fontes internas que tenho na Mercedes — mas não consegui confirmar se ele falou isso mesmo, pode ser apenas maledicência De qualquer maneira não, não eram do Chelsea. Eram para avisar que o líder se aproximava. Verstappen, com quem bateu roda o ano passado inteiro num dos campeonatos mais espetaculares de todos os tempos, chegava para colocar uma volta sobre ele. Passou na reta dos boxes, na abertura da 41ª volta. Cena inimaginável antes de começar a temporada. E que pode ser frequente até o fim do ano, pelo andar da carruagem. “Não teve nada de especial”, disse Max depois. “Eles estão lentos desde o início do ano e essas coisas acontecem.”

Lewis ficou séculos atrás de Gasly, que por sua vez não conseguia passar Albon no purgatório da segunda metade do pelotão, onde o filho chora, a mãe não ouve, todo mundo abre a asa móvel e ninguém ganha ponto algum. Bem à frente deles, Tsunoda conseguiu passar Magnussen na 47ª volta para assumir o oitavo lugar. Depois passaria Vettel, também. Bela prova, a do japonês. Terminou em sétimo em sua melhor corrida na F-1 e está na frente do companheiro na classificação, 10 a 6.

Tsunoda, sétimo: melhor prova do japonês

Na volta 50ª, sem conseguir se aproximar de Pérez, Leclerc foi chamado pela Ferrari para colocar pneus macios e, pelo menos, buscar o pontinho extra da melhor volta. Quando saiu dos boxes, perdeu a terceira posição para Norris. Mas tinha borracha em melhores condições e passou o inglês da McLaren na volta seguinte. Pérez fez o mesmo, convocado pela Red Bull. E na 52ª volta, um ano à frente de todo mundo, Max também parou e colocou pneus macios novos. Não queria deixar nenhuma migalha para a concorrência. E não deixou mesmo. Fez a melhor volta e somou todos os pontos possíveis para um fim de semana de Sprint: 34, contando a vitória na minicorrida de ontem.

(O recorde de pontos em um GP pertence a Hamilton, que fez 50 em Abu Dhabi/2014. Isso porque inventaram, naquele ano, uma esdrúxula pontuação em dobro na última etapa do campeonato. Lewis venceu e teve seus 25 pontos multiplicados por dois. Felizmente aquela anomalia não interferiu no resultado final do campeonato. Massa, o segundo colocado, fez 36.)

A segunda bateria de pit stops recolocou Leclerc no cangote de Pérez, mas de novo o mexicano ajeitou o sombreiro e sustentou o segundo lugar. Aí, o drama do dia: Leclerc rodou e bateu. Sozinho, na Variante Alta. Conseguiu retornar à pista e a Ferrari o chamou para os boxes para verificar se havia algum dano em seu carro. Voltou em nono. A torcida italiana murchou de vez. Era tudo que Verstappen queria.

Leclerc bate sozinho: assumiu o erro

Charlinho ainda conseguiria passar Magnussen para assumir o oitavo lugar. Depois, atropelou Vettel sem dificuldade e subiu para sétimo. Na penúltima volta, passou Tsunoda e salvou um sexto lugar — frustrante, sem dúvida. “Devo desculpas à equipe e à torcida”, disse o monegasco. “Fui ganancioso demais e passei do limite.” No segundo escalão, Bottas fazia uma corrida digna de aplausos, partindo para cima de Russell para buscar um quarto lugar que seria mais do que honroso para a Alfa Romeo. Tentou, mas não deu. Terminou em quinto e, ainda assim, feliz da vida.

Verstappen, Pérez, Norris (primeiro pódio da McLaren no ano), Russell, Bottas, Leclerc, Tsunoda, Vettel, Magnussen e Stroll terminaram nas dez primeiras posições. A Aston Martin fez seus primeiros pontos no ano e comemorou bastante. Jorginho tirou leite de pedra de um carro horrendo e é o único piloto, neste ano, a terminar as quatro provas do campeonato entre os cinco primeiros colocados.

Hamilton e Russell: Mercedes nunca esteve tão mal

Hamilton recebeu a quadriculada em 13º, uma volta atrás do vencedor. Enquanto recolhia para a garagem, Toto Wolff entrou no rádio e lhe disse: “Lewis, desculpe pelo carro que você teve de pilotar hoje. Estava inguiável”. O inglês demorou um pouco e respondeu: “Sem problemas, Toto, vamos continuar trabalhando”. “Sim, vamos sair dessa”, prometeu o chefe. Logo em seguida, o heptacampeão jogou a toalha de vez nas entrevistas: “Estou fora do campeonato, sem dúvida. Só nos resta trabalhar para melhorar”.

Alguém pode argumentar que é cedo para desistir. Faltam 19 corridas ainda, tudo pode acontecer, diriam os torcedores mais otimistas da equipe alemã. Mas a realidade se impõe. Na F-1, carro nenhum que nasce tão ruim se torna competitivo de uma hora para outra. O W13 foi mal projetado. A Mercedes errou a mão. O carro não aquece os pneus e bate no chão o tempo todo, fazendo com que os pilotos tenham de tirar o pé do acelerador nas retas. Não tem remendo. O negócio agora é tentar melhorar alguma coisa para não passar muito vexame e pensar em 2023.

O pódio de Norris, a bela colocação de Bottas e a presença de Magnussen e da dupla da Aston Martin nos pontos, além do sétimo lugar de Tsunoda, foram alguns dos destaques da prova, a primeira europeia da temporada. Apesar do quarto lugar quase milagroso, Russell não estava entre os mais sorridentes de Ímola após o GP. O inglês, assim como seu companheiro, sabe que terá de passar o ano amassando barro, como se diz, da mesma forma que fazia em seus tempos de Williams. “Nosso carro não é competitivo, não é exatamente o que podemos chamar de um carro de corrida propriamente dito”, diagnosticou. Será longa, a temporada da Mercedes…

A próxima etapa do campeonato acontece dia 8 de maio em Miami, corrida nova no calendário. A pista está sendo montada em volta de um estádio de futebol americano. Aconteça o que acontecer, Leclerc ainda sairá dos EUA na liderança do campeonato. Mas a gordura que acumulou depois dos dois abandonos de Verstappen no Bahrein e na Austrália começou a derreter. Max venceu todas as corridas que terminou neste ano — a da Arábia Saudita, em Jedá, e as duas do fim de semana de Ímola, contando a Sprint de ontem.

É para se preocupar.

Resultado do GP da Emília-Romagna: vitória tranquila de Verstappen

No Mundial de Construtores, a Red Bull somou 58 dos 59 pontos possíveis no final de semana e encostou na Ferrari, que segue liderando com 124. O time de Christian Horner tem 113. A Mercedes, com 77, agora está em terceiro. A McLaren começa a crescer e tem 46.

Como sempre fazemos em finais de semana de GP, às 19h estaremos ao vivo no “Fórmula Gomes” para analisar tudo que aconteceu em Ímola. Apareçam!

Comentar

N’EMILIA (2)

Max passa Charlinho: decisão no final da Sprint

SÃO PAULO (alalaô) – Foi muito boa a Sprint de hoje em Ímola, que definiu o grid para o GP da Emilia-Romagna de amanhã e, mais do que isso, mostrou uma Red Bull capaz de desafiar a favorita Ferrari com chances de vencer. Tanto que venceu. Max Verstappen, que fez a pole ontem numa classificação picotada por cinco bandeiras vermelhas, ganhou a minicorrida com uma ultrapassagem sobre Charles Leclerc na penúltima volta, jogando um balde de energético gelado na torcida italiana que encheu o autódromo Enzo & Dino Ferrari.

Max não largou bem e perdeu a ponta para Leclerc nos primeiros metros. Com segurança, Charlinho se manteve na liderança e levantou os tifosi com suas bandeiras vermelhas espalhadas pelas arquibancadas. Para animar ainda mais a turba, Carlos Sainz, décimo no grid depois de uma batida patética ontem, recuperou-se bem, fez várias ultrapassagens e escalou o pelotão até a quarta posição.

Tudo caminhava para uma festa ferrarista quando o pneu dianteiro direito de Leclerc começou a granular um pouco e ele perdeu rendimento. Em carros tão sensíveis como são os F-1 atuais, a queda de desempenho nessa situação é fatal. Na Sprint não dá tempo de trocar pneu. O negócio é se segurar do jeito que der. E assim Max, que ficou o tempo todo a cerca de 1s5 do monegasco, encostou na volta 17 — eram 21 –, diminuiu a diferença para menos de 1s, pôde usar a asa móvel e, na abertura da 20ª, passou sem grandes dificuldades.

Medalha no peito: Alesi entrega prêmio a Verstappen

Leclerc chegou em segundo e Sergio Pérez, com o outro carro da Red Bull, terminou em terceiro. Como Sainz, o mexicano se recuperou da má classificação de ontem e levou uma medalhinha para casa, entregue por Jean Alesi — que está a cara de don Corleone — num pequeno pódio montado pela patrocinadora da Sprint, um aplicativo que negocia criptomoedas. É bom lembrar que os resultados da Sprint não contam para as estatísticas oficiais da F-1. Assim, Max não acrescenta uma vitória ao seu currículo e nenhum dos três adiciona um pódio à folha corrida.

Neste ano, o vencedor da Sprint leva oito pontos, o que pode ter algum peso na classificação final do campeonato. No ano passado eram três para o primeiro colocado, dois para o segundo e um para o terceiro. Agora, os oito primeiros pontuam. Mas o resultado de hoje não fará muita diferença na luta pelo título que, todos sabem, ficará entre Leclerc e Verstappen. Max marcou oito e Charlinho, sete. A distância entre eles, que era de 46 pontos, caiu para 45. Mais duas Sprints estão agendadas para esta temporada, na Áustria e no Brasil.

Max se ressente de dois abandonos nas três primeiros corridas do ano. Em ambas, no Bahrein e na Austrália, estava em segundo lugar. Poderia ter 36 pontos a mais agora. O placar, no entanto, aponta 78 para Leclerc e 33 para o holandês, quinto colocado na classificação. O novo vice-líder é Sainz, que com o quarto lugar na Sprint foi a 38, deixando George Russell, com 37, para trás.

Mercedes sem pontos: andando para trás

A Mercedes de Russell e Hamilton merece algumas considerações depois da Sprint deste sábado. Lewis chegou em 14º. George foi o 11º. O heptacampeão recebeu a bandeirada 41s4 depois de Verstappen. Em 21 voltas. A conta é fácil: tomou 2s por volta. OK, estava no tráfego, no meio do pelotão, perde-se tempo, mas mesmo assim…

Hamilton, depois da prova, foi muito sincero. “Não estamos lutando pelo campeonato. Estamos lutando para entender o carro e melhorar ao longo do ano. É o que podemos fazer agora. Esta equipe já passou por momentos ruins. Em 2013, por exemplo. Depois conseguimos nos recuperar e tivemos grandes anos. Não acertamos neste ano. Mas estão todos trabalhando muito duro para melhorar”, disse. Toto Wolff concordou: “Eu não seria realista se dissesse que temos chances de brigar na frente nesta temporada.”

E agora vamos às nossas caixinhas coloridas.

GURU & APRENDIZ – Mick Schumacher e Sebastian Vettel tiverem um bom duelo na Sprint. O jovenzinho da Haas, que largou com pneus médios, acabou se saindo melhor. Terminou em décimo, duas posições à frente da que tinha no grid. Já o veterano da Aston Martin, que estava com pneus macios, atribuiu a eles a perda de desempenho no fim. Largou em nono e chegou em 13º. “Fiquem sem pneus e só por isso ele me passou”, brincou. Mick devolveu: “Eu não estava forçando muito”. Aí, levou a lição do sorridente Sebastian: “Pois deveria. Se tivesse me passado antes, teria chegado no Alonso também”.

Mick & Vettel: camaradagem

PERDAS & GANHOS – O resultado da Sprint deu uma boa mexida no grid definido ontem. Dos 20 pilotos, 14 vão largar em posições diferentes das obtidas na classificação. Verstappen (P1), Leclerc (P2), Ricciardo (P6), Russell (P11), Stroll (P15) e Gasly (P17) ficam onde estavam. Os que mais lucraram foram Sainz (que ganhou seis posições), Pérez e Tsunoda (quatro cada). Os que mais perderam, Zhou (que bateu na primeira volta em Gasly e abandonou, caindo de 14º para 20º amanhã), Magnussen, Alonso e Vettel (despencaram quatro posições no grid cada). No total, sete melhoraram suas posições e outros sete pioraram.

Resultado da Sprint: só um abandono, de Zhou

ERRO DE CÁLCULO – Magnussen talvez seja quem mais tenha lamentado a queda. Quarto no grid, melhor posição de largada da história da Haas, o dinamarquês optou por largar de pneus médios, assim como seu companheiro Schumaquinho e o lerdo Latifi, da Williams. Todos os demais foram para a corrida com pneus macios. “A gente achava que a degradação dos macios seria mais rápida e assim teríamos alguma vantagem”, falou K-Mag. “Não funcionou.” Na oitava volta Magnussen começou a perder posições. Pelo menos conseguiu terminar em oitavo, marcando um pontinho.

BATIDA – Para os registros: a Sprint teve um safety-car entre as voltas 1 e 4 depois da batida de Zhou, da Alfa Romeo. Na Rivazza ele tocou em Gasly, que quebrou a roda. Seu carro rodou e foi parar na barreira de pneus. Ficou bastante danificado. A equipe já tinha tido muito trabalho pela manhã, tendo praticamente de reconstruir o carro de Bottas — que tivera um problema de escapamento que ameaçava torrar toda a parte elétrica da unidade de potência. Valtteri nem andou no último treino livre. Acabou fazendo ótima corrida e terminou em sétimo. Foi recebido no motorhome da equipe sob aplausos.

Bottas: aplausos da Alfa Romeo

Há possibilidade de chuva amanhã, se não no horário da corrida, até pouco antes da largada. Certeza é que será um domingo de tempo instável na região de Ímola. Tem muita gente torcendo por isso. Acho que a Ferrari, com Leclerc, é favorita nas duas situações, de pista molhada ou seca. Mas não muito. Como disse lá em cima, a Red Bull mostrou que tem um carro rápido o bastante para bater de frente com o time italiano.

A escolha de pneus para o GP será interessante de observar e pode decidir a prova. Vai ter gente largando com médios e gente com duros. A ideia é fazer apenas uma parada. Mas tudo depende do clima. Macios para o começo da corrida? Pode ser também, ajudam na largada. A Sprint deu uma noção de quanto eles resistem em condições aceitáveis de performance — umas 15 voltas, se tanto. É bom lembrar que na minicorrida o peso do carro é menor, por conta do combustível. Começar a prova com pneus macios e tanque cheio talvez não seja uma boa ideia, mas pode ser que alguém arrisque.

Hoje às 19h a gente discute tudo isso no “Fórmula Gomes”, apareçam! Enquanto isso, vejam mais algumas fotos do sábado, clicando em cima delas para que abram em tamanho família. (Alguém lembra o que era “tamanho família”?)

Comentar

CLUBE DO GOMES

SÃO PAULO (colaborem!) – A partir de hoje nosso humilde canal no YouTube aceita membros que terão alguns privilégios quando se associarem. Uma vez por mês vamos sortear um livro e uma peça de memorabilia da minha coleção, e três ou quatro vezes por ano vamos sortear dez membros (com acompanhante) para um almoço lá no meu galpão. E eu cozinho!

Para fazer parte, tem de entrar aqui e, depois, clicar na janelinha “SEJA MEMBRO”. Vamos lá, tirem o escorpião do bolso!

Comentar

N’EMILIA (1)

Verstappen na pole: larga na frente na Sprint, amanhã

SÃO PAULO (pro gasto) – Chuva, geralmente, é legal em corrida. Mas de vez em quando estraga. Como hoje. A definição do grid para a Sprint do GP da Emilia-Romagna foi como aqueles jogos de futebol ruins, truncados, com o juiz marcando tudo, não deixando a coisa fluir. Cinco bandeiras vermelhas na sessão de classificação em Ímola tiveram esse efeito. Nenhum acidente grave, felizmente — algumas rodadas, umas atoladas na brita, quebras, carros parados na pista. Mas, por motivos de segurança, tudo é motivo para mandar todo mundo de volta aos boxes. Certíssimo. Só que com o tempo instável, a chuva indo e voltando, as paralisações impediram muita gente de mostrar o que poderia no circuito italiano.

Max Verstappen, da Red Bull, fez a pole. Para efeitos estatísticos, é a 14ª da carreira dele. Não quer dizer, necessariamente, que larga em primeiro domingo, na quarta etapa da temporada. Para isso, precisa vencer também a Sprint, a corrida curta de amanhã, com 21 voltas, que além de dar pontos para os oito primeiros colocados (oito para o vencedor, sete para o segundo e assim por diante, até chegar ao oitavo, que leva um pontinho) define as posições de largada do GP de verdade — este com 63 voltas.

Magnussen, P4: melhor da Haas

É a primeira pole do holandês no ano, sua primeira como defensor do título. Depois de dois abandonos nas três primeiras provas do campeonato, é uma chance de recuperar o terreno perdido para aquele que, em 2022, é seu maior adversário: Charles Leclerc, da Ferrari. Líder com 71 pontos e favorito ao título, o monegasco tem 46 de vantagem para Verstappen, que está em sexto na tabela com 25. Russell, Sainz, Pérez e Hamilton estão à frente de Max, mas é uma situação circunstancial. Zerar em duas corridas deu nisso.

No fim das contas, o nome da sexta-feira chuvosa em Ímola foi o moço da foto aí no alto: Kevin Magnussen, da Haas. O dinamarquês parte na segunda fila em quarto, melhor posição de largada da história da equipe americana. Até hoje, sete quintos lugares em grid eram o máximo que a Haas tinha conseguido — seis deles em 2018 e um em 2019; K-Mag foi o responsável por cinco deles e Romain Grosjean, hoje na Indy, por dois.

O dinamarquês parece que nasceu para correr na Haas. Ele foi o responsável pela terceira bandeira vermelha da classificação, quando faltavam 8min51s para o fim do Q3. Ninguém tinha fechado volta, ainda. Kevin escapou da pista na Acque Minerali, clássica curva que leva o nome do parque onde fica o autódromo. Mas não bateu. Com destreza, apertou todos os botões possíveis no volante, conseguiu dar marcha-à-ré e saiu ileso da caixa de brita. A equipes, nos boxes, comemorou.

Sainz batido: desastre para o espanhol

Naquele momento, apenas nove carros definiam as primeiras posições do grid porque no Q2, depois de fazer um bom tempo, Carlos Sainz bateu sua Ferrari na Rivazza. “Cometi um erro”, admitiu o pobre espanhol. Foi a segunda bandeira vermelha da classificação. E a que atrapalhou mais gente. Faltavam 10min42s para o fim Q2 e quando a pista foi liberada, nove minutos depois, a chuva tinha voltado, encharcando o asfalto. Sainz tinha a segunda melhor volta do dia até ali, 1min18s990, atrás apenas de Verstappen.

Naquele momento, todos os pilotos estavam usando pneus para pista seca, já que um trilho se formou durante o Q1 — que começou com bastante água e necessidade de uso de pneus de chuva, depois intermediários, e por fim os slicks; a primeira parte da classificação, para constar, riscou Tsunoda, Gasly, Latifi, Ocon (com problemas de câmbio) e Albon (que viu seu freio traseiro direito pegar fogo, causando a primeira bandeira vermelha da sessão).

Mercedes: pior classificação desde 2012

Com a chuva na retomada do Q2, ninguém teria a chance de melhorar os tempos. Quem estava fora dos dez primeiros dançou, a saber: Russell, Schumacher, Hamilton, Zhou e Stroll. Sim senhor, sim senhora: a Mercedes com os dois carros fora do Q3. A pior performance da equipe alemã em classificações desde o GP do Japão de 2012, última vez em que isso aconteceu — Schumacher pai em 13º e Nico Rosberg em 15º no grid. “A gente veio para cá otimista, todos trabalharam duro, mas nada deu resultado. Acho que não fizemos o que deveríamos ter feito e como equipe, hoje, decepcionamos”, lamentou Hamilton. A coisa está feia.

As últimas duas bandeiras vermelhas da tarde chuvosa e fria de sexta em Ímola (a temperatura média durante a classificação foi de 12°C) foram causadas por uma parada de Bottas a 2min58s do final do Q3 e uma escapada de Norris quando faltava menos de um minuto para a bandeira quadriculada. Quando Valtteri parou, Verstappen estava em sua volta rápida, 1min27s999, que acabou sendo a da pole. No reinício da sessão, Leclerc até que tentou, mas não conseguiu descontar os 0s779 que tinha de defasagem. As condições da pista, mais molhada, não permitiam.

O grid em Ímola: tempos do Q3 mais altos que no Q1 e no Q2

Norris dividirá a segunda fila da Sprint amanhã com Magnussen. Depois, no grid, virão Alonso (ótimo quinto lugar; único piloto neste ano, fora os da Ferrari e da Red Bull, que foi ao Q3 nas quatro etapas), Ricciardo, Pérez, Bottas, Vettel e Sainz.

A McLaren, que começou muito mal o ano, vai se firmando. A Alpine segue mostrando que tem um carro rápido, mas precisa transformar velocidade em pontos. Os problemas de confiabilidade do time azul & rosa fizeram com que Fernandinho, até agora, tenha marcado meros dois pontos em três corridas. Com Vettel no Q3, a Aston Martin deu uma respirada. A Haas, nas mãos de Magnussen, é a sensação da temporada. E quem andou para trás foi a AlphaTauri.

Alonso: carro é rápido, mas quebra muito

Cinco bandeiras vermelhas numa única sessão de classificação é um novo recorde de interrupções desde os tempos em que corridas de biga eram uma das maiores diversões do Império Romano. A marca anterior pertencia aos GPs da Hungria de 2016 e do Azerbaijão de 2021, com quatro “red flags” cada.

Os serviços meteorológicos locais informam que amanhã e domingo não chove. Aguardemos. Com os segundos pilotos da Red Bull e da Ferrari mais para trás no grid, o embate Verstappen x Leclerc deve se configurar logo nas primeiras voltas da Sprint. A Mercedes, com seus dois carros do meio para trás do pelotão, nada fará. Acho que vai ter é muita gente torcendo por Magnussen. Seria a grande novidade do fim de semana, um pódio para a Haas.

Discutiremos essa possibilidade hoje à noite, a partir das 19h, no “Fórmula Gomes“, nosso tradicionalíssimo programa youtúbico das sextas, sábados e domingos de GP. Apareçam!

Comentar

RÁDIO BLOG

Pode ter coisa mais linda. Mas ainda não me mostraram.

Comentar

SAINZ, HAMILTON, CHELSEA…

Sainz (dir.) com Leclerc: mais dois anos

SÃO PAULO (saudades) – Hoje é daqueles dias com bastante notícia e uma coisinha ou outra para recuperar do início da semana. Ótimo, chance para nossas notinhas policromáticas. A elas:

MAIS DOIS ANOS – Como já era esperado, a Ferrari deixou para a semana do GP da Emilia-Romagna o anúncio da renovação do contrato de Carlos Sainz. O espanhol fica no time italiano mais dois anos, até o final de 2024. O contrato atual terminaria no final desta temporada.

DE GALHO EM GALHO – Sainz está em sua oitava temporada na F-1. Até hoje, nunca passou mais de dois campeonatos em cada equipe. Embora jovem, 27 anos, tem uma experiência razoável. Em 2015 e 2016, correu pela Toro Rosso. Foi 15º colocado no Mundial no primeiro ano e 12º no segundo. Depois se transferiu para a Renault. Foi nono em 2017 e décimo em 2018. Daí pulou para a McLaren para o biênio 2019-2020, ficando em sexto lugar nas duas temporadas. Fez dois pódios, um em cada ano. Em 2021, transferiu-se para a Ferrari. Ficou em quinto no ano passado, subindo ao pódio quatro vezes. Neste ano já levou duas taças para casa e está em terceiro na classificação com 33 pontos. Leclerc, o líder, tem 71. Com 143 GPs disputados, Sainz ainda não venceu. Também não fez nenhuma pole.

MOTOR NOVO – Para fechar o “Momento Sainz”, a Ferrari vai usar um segundo motor no carro do espanhol em Ímola. A equipe encontrou alguns problemas na unidade usada até a Austrália.

Leclerc e seu relógio de US$ 320 mil: roubado na Itália

CHAMEM A POLÍCIA! – A semana não começou bem para Leclerc. Estava em Viareggio, balneário italiano na Toscana, com seu personal trainer Andrea Ferrari — que é da cidade. Na Via Salvatori, os dois trafegavam numa Ferrari preta e foram abordados, segundo fontes, por dois assaltantes numa lambreta. Levaram o relógio do piloto, um Richard Mille (patrocinador da equipe) avaliado em US$ 320 mil. Os primeiros relatos davam conta de que ele tinha sido reconhecido por fãs, cercado para dar autógrafos e tirar selfies, e um gatuno teria aproveitado a confusão para levar o relógio. “Foi menos suave do que andam dizendo”, disse o monegasco. “Mas não quero entrar em detalhes, agora é com a polícia.”

NA BOLA – Lewis Hamilton e a tenista Serena Williams teriam demonstrado interesse em comprar o Chelsea, time de Londres que, hoje, é o campeão mundial — título que o Palmeiras não tem. Ou, pelo menos, em participar de um consórcio que deve comprar o clube do milionário russo Roman Abramovich — obrigado a se desfazer dele por causa das sanções da Inglaterra a cidadãos do país que está em guerra com a Ucrânia. De acordo com a emissora de TV Sky Sports, Lewis e Serena estariam dispostos a entrar, cada um, com 10 milhões de libras (algo em torno de R$ 60 milhões). O Chelsea é avaliado em um bilhão de libras.

Comentar

FOTO DO DIA

Quem postou foi a Mercedes, em sua conta no Twitter. Hoje a primeira vitória de Senna faz 37 anos. Foi em Portugal, no dia 21 de abril de 1985, pela Lotus.

Comentar

Blog do Flavio Gomes
no Youtube
MAIS VISTO
56:13

FÓRMULA GOMES: GP DE MIAMI, DIA #3

Vitória de Verstappen deixa holandês a 19 pontos de Leclerc na classificação. Ferrari fica em segundo e terceiro e Russell termina de novo na frente de Hamilton. Corrida decepciona. O seguidor F...

1:13:35

FÓRMULA GOMES: GP DE MIAMI, DIA #2

Leclerc na pole, Sainz em segundo, Verstappen em terceiro no grid na Flórida. Mercedes volta a andar atrás e Russell fica no Q2. Hamilton larga em sexto, atrás de Bottas... O seguidor Fábio Izaí...

sex geschichten