ENCHE O TANQUE

O Alex dos Santos mandou, explicando: “Passeando pelo rio Negro em Manaus, lembrei do blog. Um posto ‘flutuando’ no meio do rio que faz abastecimento e tem até conveniência”.

Comentar

DICA DO DIA

O mais belo texto sobre o fim das atividades da Ford no Brasil que li. Da lavra da querida Alessandra Alves, um dos orgulhos da minha carreira.

Comentar

A FORD, A FORD

SÃO PAULO(tudo muito cinza no horizonte) – A Ford acaba de anunciar o encerramento de suas operações no Brasil depois de 102 anos. As fábricas de Camaçari (BA), onde eram produzidos a EcoSport e o Ka, e de Taubaté (SP), de motores e transmissão, além da planta de Horizonte (CE), onde era feito o Troller, vão fechar as portas. Em fevereiro de 2019, a montadora americana já havia lacrado a fábrica de São Bernardo do Campo (SP), histórica, onde eram montados seus caminhões — foi comprada da Willys em 1967. Dos 6.171 funcionários da empresa no país, 5 mil serão demitidos. Essa massa de trabalhadores está distribuída assim: 1.652 em São Paulo, 4.059 na Bahia e 460 no Ceará.

Não vi ainda os cálculos dos especialistas sobre a quantidade de empregos indiretos que serão afetados com essa decisão. Segundo a Ford, ficarão ativos apenas o campo de provas de Tatuí (SP), um centro de desenvolvimento de produtos na Bahia e uma sede administrativa em São Paulo. O que vão testar em Tatuí e o que vão desenvolver na Bahia, isso não tenho a menor ideia.

Há uns anos, lembro de ter postado uma nota aqui no blog reportando que a Ford estava se redefinindo como uma “empresa de mobilidade”, tendo investido na compra de uma empresa que alugava bicicletas na Alemanha. Era um sinal.

Mas isso, claro, não explica tudo. Porque no Uruguai e na Argentina a montadora continuará produzindo seus veículos. O fechamento das fábricas da Ford no Brasil tem a ver com a desgraça em que este país foi transformado depois do golpe que tirou Dilma Rousseff da presidência, arrebentando o país e detonando seu mercado interno — golpe deflagrado assim que Dilma se reelegeu, quando empresários, mídia e elite econômica em geral decidiram sabotar o governo, inconformados com mais uma vitória do PT. Tem a ver com a mentira da política econômica neoliberal reformista levada a cabo a partir de Michel Temer. Tem a ver com a tragédia da eleição de um tosco ignorante para o Planalto, transformando o Brasil num país medieval e sem rumo, preocupado com mamadeiras de piroca, vacinas que transformam pessoas em jacarés e coisas do tipo.

E, desculpem, não tem nada a ver com “custo Brasil”, impostos, legislação trabalhista. Essas empresas estão aqui há anos. No caso da Ford, há mais de um século. Cada empresa se adapta ao país onde resolve se instalar. Essa baboseira toda de “custo Brasil” é compensada com moeda fraca, mão de obra barata, mercado interno extenso, capacidade de exportação e margens de lucro altíssimas.

É muito triste testemunhar o fim da trajetória de uma empresa como a Ford no país. Muito, muito triste. A marca do oval azul está aqui desde 1919, época em que automóveis ainda eram uma novidade planetária. Quando passou a produzir seus carros em São Bernardo em 1967 — até então a Ford operava com veículos que chegavam aqui desmontados –, entraram em nossas vidas o Galaxie, o Corcel, a Belina, o Escort, o Maverick, o Del Rey, a turma da Autolatina (Verona, Versailles, os modelos equipados com motor AP da VW), e depois Ka, Fiesta, Focus, EcoSport, e ainda os utilitários como a F75, a Rural, as picapes F-alguma-coisa (sou péssimo com os nomes-códigos), e os caminhões, e os tratores, é só olhar para o lado na rua e a gente vai ver um Ford rodando.

O que será das concessionárias? O que será de todos esses trabalhadores? O que será dos carros recém-comprados pelos consumidores em todo o Brasil?

O que será do meu Corcel II?

Comentar

VERDE QUE TE QUERO

SÃO PAULO(gostamos) – Os carros da Aston Martin, que será chamada de Aston Martin neste blog agora que tem um nome definido e reconhecível, serão verdes neste ano. Pintados no famoso “British Green”, cuja história está divinamente contada pelo Pedro Henrique Marum aqui.

Eu não tinha nada contra os carros cor-de-rosa da Racing Etc., achava ótima sua presença na TV, mas não faria sentido não usar a cor que caracteriza os carros ingleses nas pistas desde sempre. Ainda mais tratando-se de uma marca tradicional como a Aston Martin. Nesta semana, inclusive, o time já anunciou seu patrocinador máster, uma certa Cognizant, que parece ser uma gigantesca companhia americana de TI — TI é um conceito que ainda me escapa, mas é um troço moderno.

Digo “parece” porque, como faço sempre, vou atrás de informações sobre essas empresas que de repente aparecem na F-1 para saber quem são esses caras. E como tenho sérias limitações para compreender o mundo corporativo de hoje, entrei no site da dita cuja e nada entendi. É daquelas empresas que fazem tipo tudo, sabem como é? “Nós estamos preparados para ajudar você a se antecipar às mudanças no mundo do trabalho, a implementar tecnologias que você precisa para navegá-las e a empoderar seus funcionários para prosperarem nessa economia digital em expansão”, diz a versão em português do site numa página de apresentação. “Agilizamos produtos e soluções desenhadas para solucionar os desafios que você enfrenta para aproveitar ao máximo as oportunidades das tecnologias de hoje”, acrescenta outro texto. “Hoje, é essencial incorporar estratégias de digital para acompanhar as novas demandas do mercado ou para alcançar mais competitividade. Porém, uma organização de escala e de alto alcance necessita de uma abordagem tática inteligente que realmente é capaz de se transformar considerando inúmeros sistemas sem impactar os clientes finais. Juntos podemos repensar como gerar mais valor em sua organização”, promete a Cognizant.

Não tenho a mais remota ideia do que isso significa, mas deve ser coisa boa. Sei lá. Se a firma tem grana para investir na F-1, é lícito acreditar que seus negócios rendem um bom dinheiro. Na parte que me toca, fico mesmo é curioso para ver o layout do carro, dos macacões, dos uniformes dos mecânicos, essas coisas pouco relevantes.

E, mais ainda, para ver Vettel de volta, porque no ano passado ele tirou férias.

Comentar

VALE PROS MEUS?

SÃO PAULO(aos poucos) – A GM revelou hoje seu novo logotipo, maior mudança da marca desde 1964 segundo este artigo da “Reuters” — pelo que entendi, o que vinha sendo usado desde então foi mexido aqui e ali nos últimos anos, mas sem que houvesse uma transformação tão radical.

A ideia dos caras é aproximar a imagem da empresa de algo que lembre — adivinhem! — carros elétricos. Como todas as montadoras do mundo, a GM vai investir nisso de agora em diante, e tomara que daqui a alguns anos o planeta leve um choque de bilhões de volts e acabe logo de uma vez.

Ah, segundo os designers o “M” lembra uma tomada, ou algo do tipo. Que seja. Só sei que nos meus dois Chevettes não pretendo mudar nada. Nem cheguem perto.

Comentar

MOTOLAND

O vídeo enviado pelo Rodrigo Meirelles é longo, mas é uma aula de restauração dessa moto soviética. Vale cada segundo.

Comentar

ESQUISITICES

Adoro essas maluquices da Alfa Romeo. Navajo é o nome dele. Não tenho a menor ideia se isso aí foi vendido um dia. Os alfisti que se manifestem.

Comentar

ACHO QUE CONHEÇO

SÃO PAULO(last days) – O Alexandre Neves mandou este vídeo (acho que já tinha visto, mas tudo bem) do tipo que antigamente a gente dizia ter sido feito por um “cinegrafista amador”. Foi em Spa, 1991, quando todo mundo vestiu a camiseta em homenagem a Bertrand Gachot, preso em Londres — a história todos sabem, foi o que permitiu a estreia de Michael Schumacher na F-1. Entre 0min40s e 0min42s aparece um rapaz atrás da notícia.

Acho que conheço esse rapaz.

Comentar

ENCHE O TANQUE

Como sempre, prioridade para blogueiros que viajam e se lembram do blog. O Túlio Angeiras esteve em Veldhoven, na Holanda, e mandou esse. Agora, cá entre nós, o que o Túlio Angeiras foi fazer em Veldhoven?

Comentar

RÁDIO BLOG

Nick pediu, o blog atende. (Como cantava Simonal, como cantava, putz!)

Comentar

Blog do Flavio Gomes
no Youtube
MAIS VISTO
28:13

MEU CARRO TEM NOME DE CASTELO!

Wartburg é o nome do castelo na Alemanha onde Martinho Lutero se escondeu da perseguição dos católicos em 1517 para traduzir a Bíblia para o alemão em 1521. E é também o nome de um dos carros ...

02:54

BEM, MERDINHAS (6)

No programa de hoje, o assunto principal será a resposta aos sennistas histéricos que me esculhambaram depois do "Sincerão" do UOL. Mas falaremos de muito mais!...