FOTOS DO DIA

Só eu estou chocado (e encantado, entusiasmado, surpreso, estarrecido) com essa história de a Nascar correr num oval de terra em Bristol?

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NÃO ENCHE O SAKHIR (1)

Tsunoda: melhor estreante disparado

SÃO PAULO(ufa) – O primeiro retrato da temporada é o do segundo treino livre de hoje no deserto do Sakhir. E ele mostra que o campeonato deste ano começa diferente dos últimos sete, dominados implacavelmente pela Mercedes.

O que aconteceu de manhã tem uma importância menor, já que classificação e corrida serão noturnas. Num calor desgraçado, o que as equipes fizeram foi aproveitar a hora de treino livre — não mais uma hora e meia — para levantar dados que serão mais úteis nas provas diurnas e quentes do verão europeu.

De noite, Verstappen fez 1min30s847 e fechou o dia em primeiro, confirmando os prognósticos que atribuem à Red Bull um certo favoritismo no início do Mundial. A Mercedes, como aconteceu nos três dias de testes de pré-temporada, ficou para trás. E pela primeira vez desde 2014 não começa o ano apenas contando os dias para comemorar o título.

Sainz: surpresa em quarto lugar

O que chamou a atenção foi o equilíbrio entre as equipes de ponta e as do segundo pelotão — Mercedes e Red Bull, as principais, e todas as outras menos Williams e Haas. De Verstappen, o mais rápido, até Alonso, o 15º, menos de um segundo de diferença.

Para comparar: no segundo treino livre para o GP do Bahrein do ano passado, Hamilton foi o mais rápido com 1min28s971 e enfiou 0s347 em Verstappinho, o segundo. Naquela ocasião, os nove primeiros estiveram separados por menos de um segundo. E é bom destacar: o segundo colocado hoje, Norris, ficou só 0s095 atrás do holandês.

Leclerc: é outra Ferrari

A boa notícia é que teremos mais gente se esfregando por décimos de segundo, e a turma da ponta não pode piscar o olho. A margem de erro ficou menor para a Mercedes, claramente. Seus pilotos não terão folga de equipamento para se darem o luxo de fazer bobagens. O carro é instável na traseira, desequilibrado, balança todo nas freadas. Hamilton e Bottas enfrentarão uma situação à qual não estão acostumados depois de tanto tempo de domínio absoluto.

Outros times, como a Ferrari, melhoraram a olhos vistos. Leclerc disse que quando comparado com o início do ano passado, é como se estivesse numa espécie de paraíso. Ficou em 12º, posição pouco alvissareira, mas Sainz foi o quarto. Tem potencial aí.

A McLaren também deu um salto de qualidade e a adaptação ao novo motor foi rápida e indolor. Um bom sinal. Norris ficou em segundo e Ricciardo foi o sexto.

Vettel: ainda se acostumando

A Aston Martin decepcionou um tiquinho, com Stroll em oitavo e Vettel apenas em 14º. Mas, ainda assim, está no bolo. Um bolo que ganhou a AlphaTauri, também, com o rapidíssimo Tsunoda em sétimo e Gasly em oitavo. Até a Alfa Romeo, com Giovinazzi, ficou na turma do “menos de um segundo do líder”. Raikkonen, que bateu e arrebentou o bico, foi o primeiro fora do grupo, a 1s015 de Verstappen.

Schumacher: 30 anos depois do pai

Mick Schumacher estreou num fim de semana de GP pouco menos de 30 anos depois de seu pai, que em agosto de 1991 fez sua primeira corrida pela Jordan, na Bélgica. Foi o 18º colocado. Como se imaginava, a Haas será a lanterna do campeonato. Seus dois pilotos ficaram a mais de 2s dos ponteiros. Mazepin foi o último colocado. Entre os dois, o fraquíssimo Latifi, da Williams — Russell, em 17º, foi mais de 1s mais rápido que o canadense.

Alonso: começo discreto da Alpine

De Alonso, pouco a dizer. Como sua equipe, a Alpine, teve um desempenho discreto. Não me arrisco a fazer adivinhações, ainda, sobre o que será do time azul neste ano. O outro piloto, Ocon, não inspira muita confiança. A chefia mudou. O nome mudou. A cor mudou. Prefiro esperar um pouco.

Amanhã saberemos como a Mercedes está, de verdade. Hamilton e Bottas foram realistas em suas entrevistas e disseram que o carro é nervoso e, nas palavras do finlandês pelo rádio, “inguiável” em determinadas circunstâncias. A gente não ouvia de piloto da Mercedes nada parecido fazia muito tempo.

O pessoal passou o dia trabalhando duro. Esta sexta-feira deu pistas de que a moleza acabou.

Mecânicos da Mercedes: atrás de soluções

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ONE COMMENT

A decisão da Ford de abandonar o Brasil faz sua primeira grande vítima, a histórica Souza Ramos. Este país está morrendo, esse é o comentário.

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FOTO DO DIA

Vettel voltou a dar nome para seu carro! “Honey Ryder” é como ele vai chamar seu Aston Martin, tributo à “Bond Girl” Ursula Andress em “Dr. No”.

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ONE COMMENT

Os filhos de Dener, e aquela turma que fazia merda em carros antigos no programa do Luciano Huck, pretendem restaurar o Mitsubishi Eclipse do príncipe da Lusa — morto em acidente em 1994. O comentário: esse carro deveria apenas ser higienizado e preservado, como está, num museu.

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ANDRÉ & RIO, 25

SÃO PAULO(deu saudade) – Hoje faz 25 anos da espetacular vitória de André Ribeiro na Rio 400, a primeira prova da Indy no Brasil. A história dessa corrida está aqui, divinamente contada pelo Gabriel Curty. Abaixo, minha credencial daquele fim de semana. A antiga Jovem Pan, onde trabalhava, era a rádio oficial do evento, em 1996. Nossa transmissão foi levada também para os alto-falantes de Jacarepaguá. Um domingo inesquecível.

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