PERGUNTEM!

SÃO PAULO (e caprichem!) – Amanhã tem “Box Populi” no canal do YouTube, para que vocês façam as perguntas que quiserem sobre F-1 e outros assuntos! Cliquem no link abaixo para saber como participar!

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (onde?) – As fotos e o e-mail são do Marcio Baleki:

Um tempo atrás você publicou as fotos da minha Brasília aqui nos Estados Unidos. Há poucas semanas ela foi vendida a um entusiasta de Dallas, no Texas. Seguem algumas fotos minhas de 1980 a 1982. O Passat da primeira e última fotos era de meu avô. A segunda com meu jipe de guerra que andava muito, principalmente se estivesse na cerâmica. Depois meu Fusquinha, e a última com minha prima Márcia no carrinho de bebê e o Passat de meu avô ao fundo. Como se pode ver, tudo feito em metal, e eu segurando na antena do Passat. No final todos sobrevivemos e o carro não ficou com o capô deformado. Grande abraço, fique à vontade de publicar as fotos no blog.

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (achei o máximo!) – Blogueiros em viagem têm prioridade nesta seção! E essa foto aqui veio de longe. Vejam primeiro, tentem entender o que é, depois vejam a mensagem do Weslei Machado, que é de Manaus:

Boa tarde Flavio! Estive recentemente no Japão e vi este posto em Hamamatsu. Infelizmente a foto não ficou muito boa, pois foi tirada de dentro de um ônibus. Mas se olhar bem dá pra ver as mangueiras de abastecimento descendo do teto, e acredito que a quantidade e valor do combustível podem ser vistos no placar eletrônico que fica na parede à direita. Achei bem diferente e lembrei  do seu blog.

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BUS STOP

SÃO PAULO (que lindeza!) – Encontrei neste perfil do Instagram. É mais um caminhão que um ônibus, mas está valendo… Trata-se de um Fiat 306/2 que transportava os carros da Shelby Cobra pela Europa nos anos 60. Também prestou serviços para outras equipes. Em 1957 e 1958, carregou o Maserati que deu o título de 1957 a Fangio. Em 1979, esteve em Le Mans com Steve McQueen.

Restaurado, foi leiloado em 2012 por US$ 1 milhão. Vejam as fotos, é lindo demais.

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ONE COMMENT

Rodoviária de Los Angeles, 1969. Uma moedinha e pronto: enquanto o ônibus não sai, uma TV só para você. No fundo, somos os mesmos. Trocamos as TVs pelos celulares.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (reativando!) – Essa é uma seção deste blog que ficou adormecida por muito tempo. Mas já é hora de voltar, porque geralmente as histórias e as fotos são maravilhosas.

Para quem não lembra, antigamente eu pedia para a blogaiada mandar fotos de família nas quais aparecessem carros (ou motos, ônibus, caminhões, tratores, qualquer coisa sobre rodas). Creio que muitas dessas imagens desapareceram nas postagens antigas pelo motivo que expliquei outro dia — elas ficavam hospedadas em outros servidores, e quando fizemos as várias migrações do blog (do iG para o MSN, depois para o UOL, depois para o GP na plataforma WordPress), simplesmente sumiram. Os textos, pelo menos, sobreviveram.

Para estimular vocês, seguem exemplos de fotos de época ótimas para a sessão. Meus amigos do grupo de DKW no WhatsApp andaram mandando. Caprichem, vasculhem os álbuns de fotos de papel na casa dos pais ou dos avós, e mandem para [email protected]. Com boas descrições, claro! Quem sabe a sua aparece por aqui…

Para ver as imagens acima em tamanho maior, é só clicar em cada um delas. Pela ordem, da esquerda para a direita começando lá no alto: 1) uma Vemaguet que, por ter capota branca, deveria ser 1962 ou 1963. Mas ela não tem portas suicidas, então pode ser primeira série de 1964, ainda com a capota branca. É minha aposta. Pela construção da casa, a foto foi tirada na região sul do Brasil; 2) “Família Areta 1966”, diz a pequena inscrição sob a imagem da Lambretta com três garotinhas. Seria no Brasil? Essa pintura da placa no para-lama não era muito comum aqui. E a casa lá atrás tem uma cara de Itália… O que será que conseguimos descobrir sobre a família Areta? 3) Temos aí um lindo Aero Willys “bolinha”, modelo feito de março de 1960 a meados de 1962. Isso porque em 1962 a Willys reestilizou o carro, construindo um novo que pode ser considerado o primeiro projeto de automóvel para produção em linha feito exclusivamente no Brasil. Neste vídeo aqui, restaurado pela Dana, há um curto e extraordinário documentário sobre o primeiro Aero realmente brasileiro — o “bolinha” veio pronto dos EUA, e foi um fracasso lá. O filme, produzido por Jean Manzon, histórico fotógrafo/cineasta/documentarista francês radicado no Brasil, é narrado pelo próprio carro! Nenhuma pista sobre a foto — onde e quando. 4) A foto do Simca tem cara de ter sido tirada no interior de São Paulo — essas casas e esse tipo de calçamento são típicos. Mas pode ser em qualquer outro lugar. O que dá para tentar adivinhar é a época em que ela foi batida: depois de 1970, quando as placas amarelas com duas letras e quatro números foram adotadas no país. 5) Bom, essa aí está fácil para quem conhece DKW. É um Fissore fabricado no máximo até 1966, o que dá para saber pelas lanternas traseiras — o modelo 1967, último de produção, é diferente. A molecada está meio aborrecida por ter de ficar posando para a foto, mas ajudou bastante: deu para ver que o carro é de Mineiros (GO) e também foi clicado depois de 1970. 6) Mais um Fissore, estacionado na frente de um Fusca, com placas antigas. Passando por eles, um lambreteiro profissional!

Algo que sempre, sempre mesmo, me pergunto quando vejo essas fotos: por onde andarão essas pessoas e esses carros? Muitos, claro, já morreram. As pessoas, digo. São fotos que têm 50, 60, 70 anos. Mas veículos, como bem sabemos, têm a incrível e invejável capacidade de rumar para a eternidade. Uma única foto dessas dá um livro. A gente pode imaginar o que quiser observando os detalhes, os olhares, as roupas, as feições…

Adoro essa sessão, não sei por que coloquei na gaveta.

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O DKW DE MR. HYNES

SÃO PAULO (que orgulho!) – O vídeo é curtinho e só tem fotos. Portanto não é um vídeo. É uma colagem de fotos. Vocês entenderam.

Em 1969 (ou 1970; o vídeo diz uma coisa, o texto de quem publicou, outra) houve um rali entre Vientiane, a capital do Laos, e Singapura — lá mesmo onde hoje tem corrida de F-1, mas 50 anos atrás era só mato; ou quase isso, como se vê aqui. Foram 1.800 km por florestas, estradas de terra, aquelas coisas que a gente adora quando se trata de um rali de aventura. E nosso herói é um DKW 1957, um lindo cupê azul de duas portas, oficialmente chamado de Auto Union 1000, ou simplesmente 3=6.

Richard J. Hynes, seu proprietário e piloto, era funcionário do Foreign Service dos EUA, o equivalente ao nosso Ministério de Relações Exteriores, e estava servindo no Laos. Diz a legenda, escrita pelo filho, pelo que entendi, que poucos anos depois do rali papai voltou aos EUA e embarcou seu Deek (americanos chamam DKWs de “Deek”, como a gente fala Fusca para o sedã da VW) para casa. Lá ele foi colocado numa garagem e — de novo pelo que entendi — durante anos recebeu visitas regulares da filharada.

Quanto a Mr. Hynes, tive a curiosidade de procurá-lo na internet, que serve para essas coisas. Richard J. Hynes não é lá um nome muito incomum. Achei esta página aqui, mas nenhuma pista foi muito conclusiva. Aí encontrei este outro, que morreu em 2012 — erraram o nome dele no obituário, coitado; “Joseph” saiu “Joesph”. Pelo ano de nascimento, 1936, poderia ser nosso piloto de DKW. Mas tampouco é conclusivo seu obituário. Diz que foi veterano da Guerra da Coreia, mas não fala nada sobre ter vivido no Laos. Informa que gostava de jogar boliche e golfe, porém. Não devia ser ele.

Refinei a busca, e caí na lista de telefones dos funcionários da missão americana no Laos em 1972. E finalmente encontrei algo. Obrigado, internet. Mr. Hynes aparece na página 17 como chefe da “Program Division” do OPE, o “Office of Program and Economic Affairs”. E seu número, para quem quisesse falar com ele sobre DKWs, ralis e aventuras na selva, era 6216. Ficava sobre sua mesa, possivelmente de madeira escura e pesada — ou talvez de lata com tampo de fórmica, eram comuns também –, e Mr. Hynes era sempre solícito e gentil com todos que o procuravam.

O governo dos EUA era muito cioso com seus cidadãos em Vientiane há meio século, afinal estamos falando de um país que, na época, vivia uma sangrenta guerra civil que se associa aos conflitos no Camboja e no Vietnã, culminando com a revolução comunista de 1975 que derrubou a monarquia local apoiada pelos americanos. Mr. Hynes vivia num caldeirão, é verdade, mas podia colocar seus filhos numa escola americana (telefone 6486, era fácil decorar os números) que tinha piscina e funcionava de segunda a sexta. Também frequentava a American Community Association, e se Mrs. Hynes precisasse encontrá-lo no caso de alguma urgência, era só discar 6147, o número do bar. Hotéis, hospitais e igrejas para cidadãos americanos estão listados no catálogo, que deveria estar sempre à mão para qualquer emergência. A lista também contém os telefones de todos os ministros do governo vigente, horários de voos e até um mapa do que me parecia ser uma base militar americana na cidade.

Foi tudo que consegui apurar sobre Mr. Hynes. Quanto ao DKW, espero que esteja vivo e bem.

Um blogueiro, que não se identificou, achou este delicioso vídeo da família Hynes no Laos. E assim vamos dando rostos às palavras… Está aqui.

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MEU VW

SÃO PAULO (vai custar caro…) – Extraído do excelente perfil do MIAU – Museu da Imprensa Automotiva no Instagram:

AÍ SIM!! A Volkswagen do Brasil passou a oferecer serviço de emissão de “certidão de nascimento” de seus modelos nacionais com pelo menos 20 anos de fabricação, no qual informa dados como data exata de fabricação, número do motor, versão e cor. O serviço se tornou possível com a digitalização da base de dados de produção da marca no Brasil, que remonta às origens da operação nacional, nos anos 1950. Até o final dos anos 1980, as informações eram registradas em fichas de papel, manuscritas, que passaram por diversas modificações ao longo dos anos. Esses documentos eram preservados em microfilmes contendo milhares de fichas cada, que juntos somam cerca de 6,5 milhões de registros. Quando o cliente solicita a certidão, a equipe especializada de Desenvolvimento do Produto e de Vendas busca pelas informações de cada veículo em um processo praticamente artesanal. Depois disso, o certificado é emitido e enviado para impressão (o serviço é cobrado). O documento também recebe autógrafo de autenticidade das áreas responsáveis pela preservação destes dados e também da Garagem VW, o Desenvolvimento do Veículo Completo e o Departamento de Imprensa da VWB. O certificado deve ser solicitado neste link.

Tenho sete VWs, a saber: dois Fuscas, uma Kombi, um Karmann-Ghia, uma Variant, um TL e um Gol GT. Parece que cada certificado custa 500 mangos. Portanto, a despesa será alta. Mas acho que ao longo do ano que vem vou tentar pedir. Esses certificados são bacanas. E poderia ser pior… Além desses já tive um Gol a ar, dois Passat e um Zé do Caixão também! Não sou muito de vender carros, mas às vezes precisa. Me arrependo de todos que vendi. Mas não se pode ter tudo. E não cabe tudo na minha pequena caverna.

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NAS ASAS

SÃO PAULO (obrigado, vou pelo finger) – Recebi um press-release hoje da Audi informando que os passageiros da LATAM que possuem o cartão Black-Platinum-Plus-Special-Titanium-Exclusive poderão embarcar em Congonhas, agora, usando carros elétricos da marca. Eles levarão os clientes Black-Platinum-Plus-Special-Titanium-Exclusive até a porta do avião, sem que os mesmos tenham de se misturar ao populacho e usar o limite de seus cartões Black-Platinum-Plus-Special-Titanium-Exclusive para um pão de queijo e um café.

Ao ver a foto da viatura, não pude deixar de lembrar dos serviços aeroportuários da DDR. Não troco por nenhuma trapizonga elétrica.

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18 ANOS

SÃO PAULO (alguém ainda lê?) – Há exatos 18 anos, às 14h58 do dia 5 de dezembro de 2005, este blog entrou no ar. Está durando. Aos trancos e barrancos, tendo passado por muitas fases, levantado várias bandeiras, sobreviveu a muitas tempestades digitais, profissionais e pessoais. A maior delas, a popularização das redes sociais como Facebook, Instagram e Twitter, que de certa forma mataram este tipo de plataforma.

A decadência começou lá por 2010, 2011, um pouco mais, um pouco menos. Eu não fico apurando a audiência desta página porque não tenho saco. No começo, até me importava. Chegamos a ter 40 mil visitas (ou “impressões”, ou “visualizações”, até hoje não sei a diferença entre essas métricas) por dia. Hoje, não tenho ideia. Mas, como disse, faz tempo que deixei de ligar para isso. Gostaria que mais gente viesse aqui para ler, claro. Mas as pessoas não leem mais. Faz tempo. E não serei eu a mudar tal realidade. Quem ainda gosta vem. Quem esqueceu que existe não vem mais. E está tudo bem.

São 6.574 dias de vida, e quase todo dia alguma coisinha nova pingou por aqui. O ritmo de postagens, vocês já perceberam, diminuiu bastante de alguns anos para cá. Hoje a gente é meio que obrigado a postar nas outras redes, também. E haja “conteúdo”, como se diz… E tempo para fazer stories, reels, lives, esse frenesi inútil que não leva a nada, esse mundo onde o que é relevante e interessante se perde inapelavelmente num oceano de bobagens, mentiras, desinformação e irrelevâncias. Mas é assim. Ponto. Azar.

Até hoje, temos 24.902 posts publicados, o que dá uma média de 3,78 por dia. Vocês já depositaram neles 928.727 comentários — fora os que apaguei, bloqueei, joguei no lixo. Dá uma média de 37,3 comentários por postagem, valor que nos últimos anos dificilmente tem sido alcançado — essas cifras são infladas pelo início de vida do blog, quando qualquer coisa que aparecia aqui tinha 100, 200 comentários, quase todos muito bons, edificantes, valorosos. Mesmo assim, tais números absolutos resultam em 141,2 comentários diários — algo que hoje em dia, igualmente, não acontece.

Aí embaixo está a primeira postagem da história do blog, que pode ser vista na íntegra aqui. A página se chamava “Blig do Gomes” no início, hospedada no portal iG. Teve dois filhotes, um durante os Jogos Olímpicos de Pequim (que podem ser encontrados aqui mesmo, é só entrar no sistema de busca) e outro na Copa de 2010, que teve nome próprio e outro domínio de internet. Sumiu. Mas tudo que foi postado aqui continua no ar — as exceções são duas postagens e um bloco de comentários que resultaram em processos, que tive de tirar. O que lamento são as muitas fotos e ilustrações que desapareceram, porque estavam “hospedadas” em servidores que não existem mais — do próprio iG, depois do MSN, do UOL e não sei mais onde. Os textos, porém, estão preservados.

Se acharem que devem, mandem seus parabéns ao blog. E lembrem dos velhos tempos em que isso aqui era uma verdadeira comunidade, um espaço virtual que deu o pontapé inicial a tanta coisa legal na vida real — como os encontros presenciais em Interlagos, o fã clube do DKW #96, os concursos de pinturas de carros de corrida, capacetes e macacões, as figuras inesquecíveis como o Veloz-HP e tantos outros, alguns que já se foram, inclusive.

No que me diz respeito, sigo firme, tentando me adaptar aos tempos em que vivemos. O sedã branco ainda não passou por estas bandas. Espero que demore mais um pouco.

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