ALI E O BRASIL

SÃO PAULO(tô cansado) – A morte de Muhammad Ali, na madrugada de sábado, deixou o mundo do esporte triste e, ao mesmo tempo, orgulhoso de tê-lo tido como um de seus representantes. Nenhum atleta, na história, fez o que Ali fez. Não estou falando de boxe, apenas. Falo do ativismo — seja ele contra o racismo, seja pela paz, ao recusar-se a defender os EUA numa guerra infame no Vietnã —, da coragem na defesa de posições, na honestidade de princípios, na dignidade como homem.

Mas não serei eu a falar de Ali. Tudo já se escreveu nos últimos dias, gente com conhecimento de causa, gente que tinha o que dizer dele. De minha parte, dou apenas uma dica: leiam “A Luta”, de Norman Mailer, e assistam a “Quando Éramos Reis”, de Leon Gast. Assim se compreende o maior boxeador de todos os tempos.

Isso à parte, no que nos toca há uma passagem curiosa na vida de Muhammad Ali relativa a carros. No fim dos anos 80, ele esteve em Curitiba e em Porto Alegre interessado em… Puma e Miúua! A história com a Puma está aqui e aqui. A visita à Miura, aqui.

No fim os negócios não saíram, mas só de saber que Ali curtia esses fora-de-série brasileiros, creio que é motivo de orgulho para quem tem esses carrinhos na garagem.

alimiura

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