SCHUMAQUINHO

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SÃO PAULO (muita curiosidade) – Falamos ontem de Mick Schumacher, falemos de novo. Depois de ler a matéria no Grande Prêmio, fiquei curioso pelos resultados globais do moleque na F-4. Como já informado, ele disputa dois campeonatos da categoria, na Itália e na Alemanha. É pauleira. Sempre rodadas triplas, uma corrida em cima da outra.

No Alemão, Mick é vice-líder depois de quatro etapas — 12 corridas, portanto. Tem 182 pontos, contra 202 do australiano Joey Mawson. Os resultados são bem sólidos. Em Oschersleben, na abertura da temporada, em abril, foram dois quartos lugares e uma vitória. Na sequência, em Sachsenring, quarto, segundo e quarto. Depois, em Lauzitsring, o melhor desempenho até agora: duas vitórias e um sexto. De volta a Oschersleben, há cerca de dez dias, terceiro, segundo e 26º. É candidato ao título.

[bannergoogle]No Italiano, o filho do maior de todos os tempos também ocupa a vice-liderança, com 108 pontos. O líder, com 148, é o argentino Marcos Siebert. O desempenho é igualmente consistente. Na estreia, em Misano, duas vitórias e um quarto lugar. Da etapa de Adria, ele não participou. Foi no começo de maio, quando surgiram fortes boatos sobre uma possível piora no quadro de saúde de seu pai, e isso explicaria a ausência do filho. Na verdade, a Prema, sua equipe, tinha priorizado as provas do Alemão de uma semana antes. Em Imola, segundo, primeiro e quarto. Também luta pelo título.

Dezoito provas, portanto, em seis rodadas triplas em dois países. Ganhou um terço delas e subiu ao pódio em outras quatro.

É para ficar de olho. Sem forçar barra nenhuma, sem colocar o carro à frente dos bois. Mas chama a atenção a paixão do moleque pelas corridas. “Correr é o que eu sonho. Atualmente, correr está constantemente nos meus pensamentos. É exaustivo, é difícil, é desafiador, é complicado. É simplesmente maravilhoso”, diz nesta reportagem publicada no site da Pirelli, que fornece pneus à F-4.

Gosto de quem gosta do que faz. Vamos continuar seguindo o menino. Sua história, seja qual for o desfecho, será necessariamente muito rica.

Sobre o Autor

Flavio Gomes

Flavio Gomes é jornalista, mas gosta mesmo é de dirigir (e pilotar) carros antigos.

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Por Flavio Gomes

Perfil


Flavio Gomes é jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.” Sua carreira começou em 1982 no extinto jornal esportivo “Popular da Tarde”. Passou pela “Folha de S.Paulo”, revistas “Placar”, "Quatro Rodas Clássicos" e “ESPN”, rádios Cultura, USP, Jovem Pan, Bandeirantes, Eldorado-ESPN e Estadão ESPN — as duas últimas entre 2007 e 2012, quando a emissora foi extinta. Foi colunista e repórter do “Lance!” de 1997 a 2010. Sua agência Warm Up fez a cobertura do Mundial de F-1 para mais de 120 jornais entre 1995 e 2011. De maio de 2005 a setembro de 2013 foi comentarista, apresentador e repórter da ESPN Brasil, apresentador e repórter da Rádio ESPN e da programação esportiva da rádio Capital AM de São Paulo. Em janeiro de 2014 passou a ser comentarista, repórter e apresentador dos canais Fox Sports no Brasil. Na internet, criou o site “Warm Up” em 1996, que passou a se chamar “Grande Prêmio” no final de 1999, quando iniciou parceria com o iG que terminou em 2012. Em março daquele ano, o site foi transferido para o portal MSN, da Microsoft, onde permaneceu até outubro de 2014. Na sequência, o "Grande Prêmio" passou a ser parceiro do UOL até maio de 2019, quando se uniu ao Terra por um ano para, depois, alçar voo solo. Em novembro de 2015, Gomes voltou ao rádio para apresentar o "Esporte de Primeira" na Transamérica, onde ficou até o início de março de 2016. Em 2005, publicou “O Boto do Reno” pela editora LetraDelta. No final do mesmo ano, colocou este blog no ar. Desde 1992, escreve o anuário "AutoMotor Esporte", editado pelo global Reginaldo Leme. Ganhou quatro vezes o Prêmio Aceesp nas categorias repórter e apresentador de rádio e melhor blog esportivo. Tem também um romance publicado, "Dois cigarros", pela Gulliver (2018), e o livro de crônicas "Gerd, der Trabi" (Gulliver, 2019). É torcedor da Portuguesa, daqueles de arquibancada, e quando fala de carros começa sempre por sua verdadeira paixão: os DKWs e Volkswagens de sua pequena coleção, além de outras coisinhas fabricadas no Leste Europeu. É com eles que roda pelas ruas de São Paulo e do Rio, para onde se mudou em junho de 2017. Nas pistas, pilotou de 2003 a 2008 o intrépido DKW #96, que tinha até fã-clube (o carro, não o piloto). Por fim, tem uma estranha obsessão por veículos soviéticos. “A Lada foi a melhor marca que já passou pelo Brasil”, garante. Por isso, trocou, nas pistas, o DKW por um Laika batizado pelos blogueiros de Meianov. O carrinho se aposentou temporariamente no início de 2015, dando o lugar a um moderníssimo Voyage 1989. Este, por sua vez, mudou de dono em 2019 para permitir a volta do Meianov à ativa no começo de 2020.
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