DICA DO DIA

O Rafael Ferreira mandou um magnífico vídeo da Chevrolet dos anos 30, explicando como estavam começando a ser transmitidas fotografias a distância. Telefoto, lembram?

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BAH & KOO (1)

Monegasco derrubou favoritismo da Red Bull: 19 poles na carreira

SÃO PAULO (surpresa?) – Charles Leclerc fez a pole para o GP do Azerbaijão, que acontece domingo. É a primeira pole decidida numa classificação de sexta-feira, dois dias antes da corrida, sem uma segunda sessão para formação de grid, como havia antigamente. Foi a estreia do novo regulamento, que inclui uma Sprint autônoma no sábado — o primeiro de seis finais de semana com esse formato nesta temporada. Desse grid definido hoje, só vamos nos lembrar de novo domingo.

A corrida de Baku é a quarta etapa do Mundial, que ficou parado um mês por conta do cancelamento do GP da China. Agora, todas as atenções se voltam para o sábado. A Sprint terá 17 voltas e um grid próprio, definido amanhã de manhã numa sessão que começa às 5h30 com três partes, já batizadas de SQ1, SQ2 e SQ3. A classificação para a Sprint se chama oficialmente Sprint Shootout. Tem meia hora de carros na pista e dois intervalos de sete minutos. Às 10h30 (os horários são sempre de Brasília) será disputada a minicorrida, que distribui pontos aos oito primeiros, mas não forma mais o grid de domingo, como acontecia até o ano passado.

São as novas regras. Nem todo mundo está curtindo. Veremos como será essa Sprint com seu grid próprio. Na F-1, muita coisa é testada sem a menor convicção de que dará certo. Pode ser um balão de ensaio para mudar de vez os GPs, incluindo Sprints em todas etapas. Ninguém sabe.

Leclerc chegou a 19 poles na carreira, três seguidas no circuito citadino de Baku. Foi uma relativa surpresa. Só a Red Bull tinha largado na pole neste ano e a Ferrari faz seu pior início de campeonato deste a introdução do atual sistema de pontos da F-1. Os carros rubro-taurinos ficaram com a segunda e a terceira colocações no grid. “Foi uma bela surpresa”, falou o monegasco.

E vamos ao relato lúdico e literário da sexta-feira bakuniana.

Leclerc na pole: terceira seguida em Baku

Com apenas 10 minutos de atividades no Q1, a sessão teve de ser interrompida quando Nyck De Vries espetou seu carro num dos muros macios de Baku. Foram 15 minutos para retirar a viatura da AlphaTauri e recompor a barreira em toda sua fofura. Naquela altura, Verstappen – o mais rápido no único treino livre do fim de semana – estava em primeiro.

Não era uma classificação fácil. Três minutos depois de reiniciados os trabalhos, foi a vez de Pierre Gasly beijar o muro. Na sessão livre, o francês já havia vivido um pequeno drama, quando o motor de seu Alpine pegou fogo. A equipe teve de reconstruir o carro para que ele pudesse brigar por alguma coisa poucas horas depois. Quando saiu dos boxes, Pierre disse “merci” aos mecânicos. Depois de bater, “désolé”.

Os últimos sete minutos do Q1 serviram para eliminar apenas três pilotos, já que De Vries e Gasly já estavam entre os riscados para o Q2. A concorrência era boa: Haas x Alfa Romeo x AlphaTauri x McLaren x Williams, todos em condições de dar um passo resoluto em direção ao abismo da degola. Sobrou para Zhou, Hülkenberg e Magnussen, que se juntaram aos dois acidentados. Leclerc, com 1min41s269, fechou a primeira parte da classificação em primeiro, seguido por Verstappen e Alonso.

Sargeant passa com a Williams: primeira vez dele no Q2

O Q2 foi menos tumultuado. A Red Bull manteve seus dois pilotos na ponta por alguns minutos, mas foi novamente fustigada pela Ferrari de Leclerc, que a segundos da quadriculada se mantinha em primeiro. Aí Verstappen respirou fundo e cravou 1min40s822, 0s215 melhor que o ferrarista. A Mercedes foi a decepção, com Hamilton em décimo e Russell em 11º, abrindo a turma dos cortados. Com ele foram mais cedo para o chuveiro Ocon, Albon, Bottas e Sargeant. Os dois carros da McLaren entre os dez primeiros colocaram alguns sorrisos nos boxes do time papaia. A equipe, que começou o ano tão mal, mostrou que alguma evolução vem acontecendo. Tsunoda, em sétimo, foi outro que comemorou.

Já a Mercedes… Bem, a Mercedes não levou Russell ao Q3 e Hamilton, no final do dia, disse que os carros alemães são muito lentos nas retas. Não tem um dia de paz, o time alemão.

O Q3 começou com um raro empate entre Verstappen e Leclerc nas primeiras voltas de ambos: 1min40s445. Como o holandês fez o tempo antes, colocou-se em P1. A briga estava entre os dois. Na segunda saída, Charlinho meteu um 1min40s203 na sua melhor volta, 0s188 melhor que Max. Pérez, Sainz, Hamilton, Alonso, Norris, Tsunoda, Stroll e Piastri (os dois últimos empatados; inusitado ver dois empates na mesma sessão) fecharam as dez primeiras posições.

O espanhol da Aston Martin, ao contrário das primeiras corridas, não brilhou no primeiro dia no Azerbaijão. Mas explica-se. Ele teve problemas recorrentes na asa móvel, que falhou várias vezes. Numa pista com retas infinitas como a de Baku, faz uma diferença enorme. A equipe terá de resolver a parada de alguma forma.

O grid para domingo: amanhã, só Sprint

Como dito lá em cima, nem todo mundo está saltitando de alegria com o novo formato dos finais de semana de Sprint. A Liberty e a FIA esperam que a minicorrida de amanhã seja um estouro de emoções, já que ninguém vai se preocupar em perder posições no grid. Mas o contrário também vale, não? O que faria Gasly e De Vries se matarem na Sprint sabendo que dificilmente vão chegar entre os oito primeiros e, também, não avançarão no grid de domingo? Eu não me mataria. E nem arrebentaria meu motor.

Às 19h tem “Fórmula Gomes” lá no YouTube e a gente fala dessas paradas todas!

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DESAFIO DO DIA

Proposto pelo Jason Vôngoli: quem são, que prova é essa, qual o autódromo? A foto foi tirada de dentro de qual carro? Única dica: saiu na “Manchete” em 1966.

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LEGIÃO URBANA

Rara exceção de foto local não tirada por mim, mas o carro vale muito e a atenção do blogueiro Danilo Cândido, idem. Avistado no Jabaquara, aqui em São Paulo.

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…FICA NA SPRINT

SÃO PAULO (resolvido) – Podia começar o texto assim: a partir de agora, o que acontece na Sprint fica na Sprint. E comecei. Então, vamos em frente. A F-1 mudou o formato das minicorridas de sábado, que serão seis neste ano. Para lembrar: com 100 km de percurso, elas foram introduzidas em 2021 com pontos para os três primeiros colocados e resultado determinando o grid da corrida de domingo. Foram três na primeira temporada. Ano passado, a pontuação foi ampliada para os oito primeiros, novamente com três edições e resultado, de novo, formando o grid do GP. Agora, será diferente. O que acontece na Sprint fica na Sprint.

Será assim, valendo já a partir de Baku, neste fim de semana — a primeira das seis Sprints do ano, sendo as outras na Áustria, Bélgica, Catar, Austin e Interlagos. Na sexta, treino livre de uma hora e, depois, definição do grid para a corrida de domingo no conhecido formato das classificações: Q1, Q2 e Q3. Assim, na sexta teremos o pole-position para o GP do Azerbaijão. Pausa, voltamos domingo. Se o cara que fizer a pole quiser passar o sábado tomando sol na piscina do hotel, sem problema. Aparece domingo e larga na pole.

No sábado, o evento ganha autonomia. Seu resultado em nada influirá no grid da corrida principal. Será realizada uma classificação curtinha apenas para formar o grid da Sprint, chamado de “Shootout Qualifying”, ou SQ. Terá meia hora de duração, com 12 minutos para o SQ1, dez para o SQ2 e oito para o SQ3. Nas duas primeiras partes, todos devem usar pneus médios. Na última, que define os dez primeiros do grid da Sprint, macios. A Sprint em si será como tem sido: um terço da distância original do GP (cerca de 100 km) com pontos para os oito primeiros, sendo oito para o vencedor e um para o oitavo colocado.

A ideia é fazer com que ninguém corra a Sprint cautelosamente, com medo de perder posições no grid de domingo. Isso, na avaliação da F-1, vinha fazendo com que os pilotos tivessem uma abordagem meio conservadora nessas minicorridas, pelo receio de fazer alguma merda e despencar no grid da prova de verdade. Agora, o cara pode fazer o terceiro lugar na sexta, brigar pela vitória no sábado, bater no muro, fazer zerinhos e terminar em último, mas seu terceiro lugar no grid de domingo está garantido.

A ideia é essa. Gostaram?

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LADALAND

A Red Bull postou as fotos. Não vou nem falar nada… José Armando Miralles mandou.

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MENINOS, EU VI

SÃO PAULO (poderia ser nome de nova seção, mas ainda tenho muito pra ver…) – Quem já leu “Ímola 1994” deve se lembrar dessa passagem. Na quinta-feira, véspera dos treinos para o GP de San Marino, fizemos a última coletiva com Senna — nós, imprensa brasileira. Eu nunca tinha visto essas imagens até outro dia. E certamente não as vi antes de escrever o livro. É um vídeo que mostra as últimas horas do piloto no autódromo Enzo & Dino Ferrari.

A partir de 1min00s do vídeo, vocês verão algumas cenas que estão contadas no capítulo dedicado à triste corrida. Minha descrição, aliás, é bem precisa: a calça branca e o macarrão com molho de tomate (leiam o livro, vão entender) foram os detalhes que me deixaram aflito naquele dia, mais do que qualquer outra coisa relativa ao carro, ao campeonato, à Williams…

Até 1min20s, tudo que escrevi está lá: os fãs tirando foto quando Senna chega ao paddock, ele meio impaciente com os caras (nunca gostou desse pessoal que chega abraçando), a entrevista no motorhome da McLaren na hora do almoço, e eu lá, de pé — sou o cara de camiseta branca, óculos escuros e gravador na mão. O gravador ainda está comigo, com essas entrevistas registradas. Foi nosso blogueiro Lucas Giugno que mandou o vídeo.

Mais um da série “meninos, eu vi”. Ninguém me contou.

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FOTO(S) DO DIA

SÃO PAULO (é assim que é!) – Ontem foi dia de encontro presencial dos seguidores do meu canal no YouTube comigo e o Fábio Seixas, com apoio da Parimatch, que patrocina nosso podcast semanal “Pari Live Motor”. Toda segunda-feira está no ar aqui, e todo mês faremos um evento desses, até o fim da temporada. Mas precisa se inscrever no canal, seguir, participar, mandar superchat, essas coisas todas. The new word das comunicações. Mas a gente dá um jeito de fazer virar algo de verdade…

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O FIM DE KERPEN

SÃO PAULO (que tistreza) – Saiu no “RaceFans” e o Carlos Sato mandou. Se alguém, fã de Schumacher, pretende conhecer o vilarejo de Kerpen, onde ele nasceu, é melhor se apressar. A cidade está praticamente deserta e será engolida por empresas de mineração. Pelo menos o kartódromo será preservado, informa a nota no site.

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NAS ASAS

Acho que já apareceu por aqui. O Luis Felipe Ziriba mandou as informações. Quem souber mais, conte!

É o tal “Boeing de Taguatinga”. Até onde sei, foi adquirido por 100 mil reais em 2015 por um empresário local (se não me engano do ramo de camelôs) que pretendia transformá-lo em algo como uma lanchonete. Com 300 metros quadrados de uso potencial, apenas internamente, o projeto, contudo, nunca saiu do papel. Novamente, até onde sei, o empresário reclamou da falta de apoio governamental para abrir o seu empreendimento. A Transbrasil, interessante perceber, também passava o pires sempre que podia em busca do apoio (leia-se dinheiro) do Estado.

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