NAS MIL MILHAS COMIGO!

SÃO PAULO (vamos juntos!) – Disputar as Mil Milhas sempre foi um sonho de quem vive no automobilismo desde criança. E chegou a hora! Com o apoio dos seguidores e fãs deste blog tocado por Flavio Gomes (eu, no caso), vamos colocar na pista o Passat #19 da LF Competições para a prova mais tradicional do Brasil, no dia 28 de janeiro. Terei ao meu lado os pilotos Arthur Arnilha, Kaio Dias e Chris Pampuch. Junto com eles, na “carona”, vão todos que participarem deste financiamento coletivo. Os colaboradores poderão assistir à prova em Interlagos com todo conforto e segurança, e ainda irão acompanhar o trabalho nos boxes durante as 12 horas da corrida, além de concorrer a outras recompensas. Vamos nessa?

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FICOU CARO

SÃO PAULO (prioridades) – Esse adesivinho amarelo escrito “Jumbo”, que não deve ter mais de 10 cm de largura, rendia a Max Verstappen 1,5 milhão de euros por temporada. Havia mais de dez anos a rede de supermercados holandesa patrocinava o piloto de seu país. E ainda gastava 20 milhões de euros por ano com a Visma, maior equipe de ciclismo do mundo.

Pois a farra acabou. A direção do mercado resolveu economizar em patrocínios esportivos e cortou a verba. Tom van Veen, novo diretor da empresa, disse que assim será possível baixar os preços nas gôndolas. “Não temos uma operação global e nem somos a maior rede de supermercados da Holanda”, justificou.

E que importância tem isso? Não muita. Mas me fez lembrar, claro, do Jumbo Eletro, a cadeia de hipermercados do Pão de Açúcar nascida nos anos 70. Primeiro era só Jumbo, como o mercado holandês. Mas aí a rede Eletroradiobraz foi comprada pelo Pão de Açúcar e suas lojas viraram Jumbo Eletro. As lojas grandonas da ERB tinham uma baleia como símbolo, pelo tamanho gigantesco.

Vi um carro de F-1 pela primeira vez dentro de um hipermercado desses, no Aeroporto. É esse da foto aí embaixo. Pelo menos é o que minha memória registra, insisto. As lojas Jumbo Eletro depois foram convertidas em Extra, e agora parece que foram vendidas, também. Essa do Aeroporto, que expôs carros de F-1 antes do GP de 1972 (é do que me lembro, sei lá se aconteceu), hoje pertence ao atacadista Assaí. De vez em quando vou lá.

Não tem mais carro de F-1 exposto.

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MOTOLAND

O Douglas Nascimento, do “São Paulo Antiga”, postou. A foto é de 1987 e essas motos vistoriavam o corredor de ônibus da 9 de Julho na gestão do Jânio Quadros. No tanque, o logo da CMTC. Que moto era essa?

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WILLIAMS & MERCEDES

SÃO PAULO (paga em dia…) – Williams e Mercedes anunciaram hoje a extensão de seu contrato até 2030. A equipe, hoje pertencente a um fundo de investimentos dos EUA, o Dorilton Capital, usa os motores alemães desde o início da era híbrida, em 2014. Desde então foram 16 pódios, dois campeonatos muito bons — terceira posição no Mundial de Construtores em 2014 e 2015 — e temporadas decentes em 2016 e 2017 — quinta colocada.

A partir daí, foi ladeira abaixo. Em 2018, 2019 e 2020, lanterna no campeonato. Em agosto de 2020, a equipe foi vendida para os investidores americanos, saindo das mãos da família Williams. Em 2021, um pequeno respiro: oitavo lugar no Mundial. No ano seguinte, última posição de novo. Até a recuperação de 2023, deixando AlphaTauri, Alfa Romeo e Haas para trás na classificação e fechando a temporada em sétimo.

Alexander Albon e Logan Sargeant serão seus pilotos em 2024.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (o carro mais lindo) – Enquanto o blog não volta ao normal (a previsão de restauração é para terça-feira), fiquem com a paixão das meninas pelo Belcar… Foto que pingou no nosso grupo de DKW. Não conheço nenhuma delas, mas o carro, posso arriscar: é 1962 ou 1963. “Ah, como você sabe?”, vão perguntar. Bom, tem porta suicida, portanto é, no máximo, até 1964 primeira série. Na segunda série de 1964 a Vemag mudou o sentido de abertura das portas. Mas podemos descartar a primeira série de 1964 porque eles tinham capota branca. Sim, poderia ter sido pintado, o carro, mas a roda de seis furos, por sua vez, foi usada só até 1963. Depois vieram as rodas com 12 janelas. E por que não é 1960, 1961? Porque só em 1962 a porta traseira passou a ter o recorte sobre o para-lama. Até 1961, ela acompanhava a curvatura. Os para-choques com poleiro vieram em 1961. Em 1960, eram inteiriços. São detalhes, apenas…

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DICA DO DIA

Folhetos, brochuras, manuais, fotos… Tudo de Ford que você pode querer. Dia do Luiz d’Avila, só clicar aqui. Mas não achei muita coisa de Belina…

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (acontece) – Os mais assíduos devem ter percebido que o blog está “bugado”, como se diz. Houve (mais) uma tentativa de invasão, dessas coisas da internet. Aí, para o sistema ser restaurado — o que inclui todas as fotos –, leva um tempo. Mas seguimos.

Abaixo, três fotos simpáticas de blogueiro viajante. Depois delas, a mensagem do João Carlos Manozzo, que mandou as imagens.

Caro Flavio, desde muito tempo acompanho diariamente seu blog, me entretendo constantemente com suas histórias. Grande apreciador da sua forma de escrita, sempre desejei contribuir. Porém, nunca havia tido uma boa oportunidade tal qual acredito ter encontrado agora. Desde já peço escusas pela qualidade das fotografias! Recentemente estive na Indonésia, país de um povo sorridente, acolhedor e apaixonado pela locomoção em duas rodas, cuja paixão estava estampada a cada esquina. Vida longa ao blog!!!

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STAKE?

SÃO PAULO (que porre…) – Sim, Stake. Stake F1 Team é o novo nome da equipe que, de 2019 a 2023, disputou o Mundial como Alfa Romeo — a montadora italiana se alojou na Sauber por cinco anos e picou a mula ontem. Em 2024 e 2025, a barriga de aluguel suíça participa do campeonato batizada com a marca da casa de apostas esportivas e cassino on-line que já patrocinou o time na última temporada. A Sauber ampliou também a participação da Kick, plataforma de streaming de jogos, que vai enfiar o nome no… chassi! O carro vai se chamar oficialmente Stake Kick Sauber C44. O C, algo amplamente divulgado ao longo dos séculos, é de Christiane, a mulher de Peter Sauber, fundador da escuderia.

Parece uma zona, e é. Porque o nome inteiro da equipe será Stake F1 Team Kick Sauber, embora a prioridade seja da casa de apostas na nomenclatura simplificada. Como se sabe — apesar de os instagramers e tiktokers “produtores de conteúdo” terem garantido que algo estava acontecendo em Ingolstadt, sem ter ideia sequer de onde fica Ingolstast –, a partir de 2026 a equipe será simplesmente Audi.

Muito bem. A questão agora é: nós, populares, chamaremos essa equipe de quê? Stake? Sauber? Kick? Sauber Stake? Kick Sauber? T-bone Steak? E o carro, quando quebrar ou ganhar uma corrida? Será um Sauber ou um Stake? Bem passado ou ao ponto?

Minha tendência é chamar de Sauber, mesmo. Por quê? Pelo simples fato de que mantiveram Sauber no, digamos, sobrenome. Facilita as coisas. Mas creio que vou esperar alguns dias, os documentos oficiais da FIA, as primeiras declarações… No limite, penso em aguardar os caracteres das transmissões da TV. Afinal, se a gente chamava Alfa Romeo de Alfa Romeo, mesmo sabendo que era Sauber, por que não Stake? É um argumento. Bom, mas nos tempos da Alfa Romeo o nome Sauber desapareceu… Só que “olha lá o Stake quebrado!” é estranho. “Passei um Stake e fui pra cima do Ocon, assim cheguei ao pódio” é algo que Alonso dirá em 2024?

Sei lá. Não sei. Nem quero saber. Depois a gente resolve isso.

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ÁLBUM (SOBRE RODAS) DE FAMÍLIA

SÃO PAULO (feliz ano novo, muita paz e saúde etc.) – Começando o ano com a mensagem do Anderson Grzesiuk e a foto maravilhosa. E dando uma de instagramer para conseguir “engajamento”, as perguntas insuportáveis… Quem aí já teve um TL? Quem aí já andou num TL? Quem aí quer andar num TL? Quem aí sabe o que é TL?

Prezado Flavio, segue aqui minha contribuição ao “Álbum de Família”: meu pai, Sr. Hipólito Grzesiuk, dirigindo seu reluzente TL 1600 durante a Festa de São Cristovão em Cafelândia (PR), em 1975. O cabeça branca que aparece na janela atrás dele é este que vos escreve!

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GIL

JOÃO PESSOA – Se me fosse dada a chance de falar com vocês um dia — não será –, perguntaria algo que soaria idiota. Menos em busca de uma resposta, mais de um gracejo, creio. Cara, vocês passaram a vida correndo feito malucos a mais de trezentos por hora e vão morrer assim? Sério?

Um leva um tombo de esqui e arrebenta o coco porque inventou de aparafusar uma câmera no capacete. Sei que ninguém fala muito disso, mas sei também que foi o que aconteceu, e não me peçam para ir além, Michael está vivo. Vivo há dez anos, exatos dez anos, sem que alguém possa perguntar a ele que diabos aconteceu naquela pista de esqui na França. Também não importa mais, a próxima notícia que receberemos será a da sua morte, e todos esperamos por isso, já nos preparamos, é duro, horrível dizer, mas é como se ele tivesse morrido dez anos atrás. Agora, na boa, moço: capote de esqui? Isso é jeito de mandar o mundo às favas?

Agora, Gil.

Cara, você andava nesses ovais da vida a quase quatrocentos, como é que o coração para assim, do nada, num desfile de carros ou coisa que o valha? Num lugar chamado Opa-locka? Oompa-Loompa? Que porra é essa?

Essa é a porra da vida, responderia você emendando a gargalhada curta e grave, e falando baixo. Às vezes eu achava que você tinha um sotaque estranho. Nasceu na França, cresceu no Brasil, foi correr na Inglaterra, depois passou o resto do tempo nos Estados Unidos, estranho seria não ter sotaque de nada.

Como de hábito, nos obituários de quem conhecemos, há que se lembrar de algum caso pessoal. É o que fazemos para exagerar a intimidade — o morto não pode mais desmentir nada.

Sem problemas, Gil, o que conto a seguir não aumenta nem diminui nossa intimidade, que nunca existiu. Apenas frequentamos os mesmos lugares durante algum tempo, e nos encontramos em outros, esporadicamente, com o passar dos anos. E os anos passaram e se tornaram décadas. E assim voltamos a 1993.

Uma quarta-feira, 29 de setembro. Três dias antes, Prost tinha conquistado seu quarto título no Estoril. Fiquei por lá porque no revezamento dos quatro grandes jornais para fazer uma exclusiva por ano com Senna foi a data que me coube. Entrevista de merda, ele estava assinado com a Williams e não podia tocar no assunto. Não importa, também. O tema aqui é outro.

Naquela semana um monte de gente ficou em Portugal para fechar a temporada europeia, testar umas porcarias — imagine que Prost, aposentadoria anunciada, teve de guiar a Williams que seria de Senna sem as traquitanas eletrônicas proibidas para 1994, e Senna andou com um motor Lamborghini para a McLaren que jamais seria usado — e experimentar uns pilotos novatos.

Entre esses pilotos estava você, Gil. Tinha sido campeão da F-3 Inglesa no ano anterior, estava com a bola toda. E apareceu um certo Jos Verstappen para andar no mesmo carro, a Footwork. Outro que vi pela primeira vez foi Eddie Irvine, um irlandês meio maluco que deu um par de rodadas com a Jordan, mas acabou ficando na equipe.

“Gil, que domingo disputa a penúltima etapa do Campeonato Internacional da F-3000 em Magny-Cours, encerrou seus dois dias de testes de maneira incomum. Num intervalo, saiu dos boxes para ir ao banheiro e não viu uma porta lateral aberta de um dos caminhões da equipe. Bateu a cabeça e levou dois pontos.”

Isso aí foi o que relatei na “Folha” na edição de 30 de outubro daquele ano. Depois, informei que ele tinha melhorado seu tempo em relação a terça-feira, fazendo 1min16s06 em sua melhor volta. “Ainda longe, porém, do 1min14s45 do holandês Jos Verstappen.”

Muito bem. Aquela cabeçada abreviou o tempo de Gil na pista, ele continuou na F-3000 em 1994 e foi para a Indy em 1995. Verstappen, por sua vez, impressionou. Novinho, 21 anos, impetuoso e com a arrogância dos grandes campeões, no ano seguinte seria titular da Benetton, companheiro de Schumacher. Não virou campeão de coisa nenhuma. Seu legado foi o filho. Mas também é assunto que não nos cabe agora.

Dizer que Gil não deu sequência à carreira na Europa porque abriu a testa numa porta de caminhão talvez seja um despropósito, é claro que muita coisa aconteceu nesse intervalo entre o teste no Estoril e a estreia com o carrão amarelo patrocinado pela Pennzoil, coisa linda de Jesus, e foi lá na América que foi feliz, bicampeão da Indy em 2000 e 2001, vencedor das 500 em 2003, 12 vitórias e 21 poles entre Cart e IRL, e parou quando quis, e virou chefe na BAR e na McLaren, orientou Alonso em Indianápolis, Norris e Piastri lhe devem favores, todos nós lhe devemos algo.

Nas parcas vezes em que nos encontramos por aí depois daquela cabeçada na porta do caminhão, o episódio foi lembrado como pilhéria, que disso não passou, mesmo.

Dia desses me vi enternecido diante da banda bem pertinho no palco e pensei em tatuar “o acaso vai me proteger”, porque é só a ele, o acaso, que entrego meus dias há muito tempo. Ali bem pertinho no palco estavam uns caras mais ou menos da mesma idade que eu, que o Gil, que o Schumacher, e a vida passou voando por todos nós, ouvimos as mesmas músicas, fumamos, bebemos, namoramos, casamos, tivemos filhos, separamos, nos espantamos com a velocidade das coisas, testemunhamos mudanças no mundo que jamais imaginamos, aí o acaso levou cada um para um canto, o acaso colocou um motorista de táxi em Londres na frente de um outro piloto, o acaso abriu a porta do caminhão no Estoril, e ao seu modo o acaso foi nos protegendo até que num pequeno vacilo um caiu do esqui, o coração do outro parou de repente.

Não deixem de ver o sol se pôr sempre que possível.

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