Flavio Gomes sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 17:31 12 comentários
SÃO PAULO (decepção) – Com todo respeito, o que se lê aí em cima é uma vergonha. A Williams avisou que não vai participar dos testes de Barcelona na semana que vem. São cinco dias jogados no lixo num ano em que tudo é novo e não se sabe nem se esses carros andam para a frente ou para trás — cinco de trabalho e observações e três de pista, porque cada time, em Montmeló, poderá andar em três dos cinco dias disponíveis.
Atrasos no programa do FW48, informa o texto. E acrescenta que vai seguir fazendo testes virtuais, que não servem para nada nessa altura do campeonato que nem começou. O que se comenta na imprensa especializada na Europa é que o chassi não passou pelos testes de segurança da FIA. Informação não confirmada, porém.
A não ser que a Williams faça um improvável foguete, já é candidata a pior equipe da temporada em 2026. Porque num ano como este, ninguém fica impune se desperdiçar qualquer horinha de treino. O time terá seis dias no Bahrein para saber se seu carro anda. Largará muito atrás de todo mundo. Essas coisas têm um preço.
Flavio Gomes sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 17:08 5 comentários
SÃO PAULO(não afunda) – A Alpine foi a outra equipe a apresentar carro/pintura hoje. O evento aconteceu a bordo de um navio de cruzeiro da MSC atracado em Barcelona, onde segunda-feira começa a “shakedown week”, cinco dias de testes fechados em Montmeló para todo mundo — menos a Williams, mas isso é outro post. O navio, informa o orgulhoso press-release do time, tem 13 restaurantes, 20 bares, seis piscinas e um tobogã de 11 decks. Segundo a MSC, fez-se história hoje: nunca um carro de F-1 tinha sido apresentado antes a bordo de um transatlântico.
Bela merda.
O automóvel é rosa e azul, como nos anos anteriores, e sem muito charme, como nos anos anteriores. O carro se chama A526, usando o prefixo A5 dos Alpine de rua acrescentado do ano corrente.
A grande novidade alpínica de 2026 é o motor. A Renault decidiu jogar no lixo suas unidades de potência e partiu para a humilhação de ir às compras. Comprou Mercedes, pelo menos. Se motor era seu problema, aparentemente está resolvido. Afinal, a Mercedes foi campeã de construtores com a McLaren nos últimos dois anos. Embora seja necessário dizer, por óbvio, que no novo regulamento ninguém sabe qual será o melhor motor da categoria. Por enquanto se especula bastante, mas prefiro esperar.
Gasly e Colapinto não formam uma dupla muito empolgante. Gosto de Gasly, acho que poderia ter resultados muito melhores em times melhores, mas a Alpine é o que tem para hoje. Colapinto começou bem na Williams em 2024 e no ano passado fez um campeonato ruim. Dos 21 pilotos que largaram em 2025, só ele e Doohan, seu antecessor, não pontuaram. Mas o australiano foi demitido depois de seis corridas. Franco teve 18 para marcar um pontinho e não conseguiu. Gasly fez 22.
A Alpine existe com esse nome, que é da Renault, desde 2021. Ficou em quinto, quarto, sexto e sexto antes de despencar para a lanterna na última temporada. Sob a batuta de Flavio Briatore, não aconteceu nada.
Receio que vai continuar assim. Mas é apenas um chute. De novo, e tenho insistido nisso, com as regras novas qualquer coisa pode acontecer na F-1. Inclusive coisa nenhuma.
Flavio Gomes sexta-feira, 23 de janeiro de 2026 16:53 3 comentários
SÃO PAULO (esperança) – SF-26 é o nome dela. E já foi para a pista, em Fiorano. Com frio e chuva, como tem sido a maior parte dos shakedowns neste inverno europeu. E nasceu a nova Ferrari.
Claro que está todo mundo animado. Principalmente Hamilton, que odiou os carros da era 2022-2025 com suas suspensões ultra-rígidas, turbulências, porpoising e tudo o que um automóvel muito duro e baixo, dependente de efeito-solo, proporciona.
Ficou claro que Lewis não casou com a última geração da F-1. A pergunta, agora, é outra: ele casou com a Ferrari?
Em 2025, não parecia ser um matrimônio dos mais felizes. Tanto que seu engenheiro Riccardo Adami foi rebaixado para a F-1 Academy, das meninas. Não falaram nada, ainda, sobre seu novo parceiro no pit-wall.
Hamilton disse que nem dormiu de ontem para hoje. Foi o primeiro a guiar o carro. Depois andou Leclerc. No visual, e falo apenas da pintura, a Ferrari ganhou uma espécie de cachecol branco em volta do cockpit para acomodar o azul da HP de forma menos tosca que no ano passado. Ficou bonita. Lembra um pouco a 312T de Lauda e Regazzoni, dos anos 70. E a equipe volta a usar uma pintura brilhante, depois de sete anos em vermelho fosco.
A Ferrari não ganha um Mundial de Pilotos desde 2007, com Raikkonen. E de Construtores, desde 2008 — ano em que Hamilton, pela McLaren, foi campeão pela primeira vez.
Flavio Gomes quinta-feira, 22 de janeiro de 2026 12:44 16 comentários
SÃO PAULO(de tarde somos nós em Interlagos) – A quinta equipe a mostrar sua pintura para 2026 foi a Mercedes. Diferentemente da Audi, que fez um festão em Berlim — normal, tratando-se da estreia na F-1; ano que vem não vai ter nem coxinha e tubaína –, a Casa de Stuttgart (bonito, isso), ou Estugarda, como se fala em Portugal, divulgou imagens pelas redes sociais e só.
E partiram, reconheçamos, para uma pintura bonita, com raro grafismo nas laterais, algo que caiu em desuso nos últimos tempos. Gostei. O verde-maravilha da Petronas colabora. Meu pai teve uma Belina dessa cor. Há uma novidade comercial, que vem a ser o patrocínio da Microsoft. Na McLaren, Google (Chrome, Gemini etc.); na Mercedes, Microsoft.
W17 é o nome do bicho. Desde o primeiro a gente informa, mas não custa repetir. “W” é de “Wagen”, que vem a ser “carro” em alemão. Antonelli e Russell formam uma boa dupla. Acho George, depois de Verstappen, o melhor da nova geração — que inclui o atual campeão Norris. Kimi foi bem no ano passado, tirando aquele período das corridas europeias em que não se encontrou. Como já terminou o colegial e, parece, nem fez vestibular, vai ter a cabeça mais leve nesta temporada.
Da Mercedes, muita gente espera um salto como o de 2014, quando começou a era híbrida na F-1. Foram oito títulos seguidos de Construtores e sete de Pilotos. Mas nada garante que uma nova mudança de motores resulte numa repetição do que aconteceu há 12 anos. Pode ser que a Ferrari dê esse salto agora. Ou a Honda. Ou a Audi. Ou a Ford, com a Red Bull. Ninguém sabe.
Amanhã é dia de Alpine e Ferrari mostrarem suas pinturas.
Flavio Gomes terça-feira, 20 de janeiro de 2026 23:24 7 comentários
A Pode Parcelar em Mais de Três? fez seu shakedown hoje em Ímola, debaixo de chuva. Andaram seus dois pilotos, Liam Lawson e Arvid Lindblad, o único estreante do ano. E ele bateu o carro. Chamou a atenção a enorme entrada de ar sobre o cockpit. E começaram as especulações. É para resfriar a bateria igualmente gigantesca? Alimentar o V6 esmagado num cofre de motor bem menor?
Flavio Gomes terça-feira, 20 de janeiro de 2026 22:55 24 comentários
SÃO PAULO(chegaram chegando) – Acho muito difícil que algum carro seja mais bonito nesta temporada que o da Audi, que faz sua estreia na F-1. Isso porque está muito claro que a montadora alemã se preocupou com muito mais do que apenas entrar na categoria. Fê-lo com estilo e vai ser assim até o fim, como era em Le Mans. A Audi, tradicionalmente, se preocupa muito com detalhes. O pacote todo conta.
E esses detalhes estão, primeiro, no layout do R26, nome escolhido para o automóvel — “R” de “Racing”. A pintura é linda. O prata que vem lá dos anos 30 domina a maior parte da carenagem, então vem o corte vertical e brusco no terço final do carro para que se insiram o vermelho néon e o preto. Decoram o conjunto as argolas em vermelho e os patrocínios dispostos com elegância e discrição. Depois vêm os uniformes feitos pela adidas, que se escreve assim, mesmo, em minúsculas — a adidas faz questão que seja dessa maneira. Sóbrios e modernos, prata sobre cinza, minimalistas. Seguem os tênis personalizados para todos os membros da equipe, exclusivos para a F-1, macacões pretos com detalhes vermelhos, uma aula de design de cabo a rabo.
Claro que nada disso adianta se o carro não andar bem, mas a Audi é velha conhecida das pistas. Não entra para brincar. Planos anunciados hoje: lutar pelo título a partir de 2030. Até lá, aprender, aprender, aprender. O corpo técnico é excelente. Mattia Binotto e Jonathan Wheatley têm trabalhos sólidos na Ferrari e na Red Bull, a engenharia da marca é espetacular, a experiência com híbridos vem de Le Mans e há, principalmente, uma história por trás de tudo isso. São mais de 100 anos na estrada. A Audi é de 1909. Juntou-se à Horch — de August Horch, que fundou a Audi –, à Wanderer e à DKW para formar a Auto Union em 1932, e daí vêm as argolas. Desde a década de 60 as quatro marcas pertencem à Volkswagen, depois de breve período sob propriedade da Mercedes. Em 1965 a montadora alemã aposentou a sobrevivente DKW e ressuscitou a Audi, que estava adormecida desde antes da Segunda Guerra. Manteve as quatro argolas como seu logotipo. O último DKW, F102, deu origem ao primeiro Audi da era moderna. Eram praticamente idênticos. Foi trocado o motor dois tempos de três cilindros por um de quatro cilindros quatro tempos, desenvolvido na Mercedes. Antecessor dos motores que, anos depois, veríamos nos nossos Passat, Santana, Gol, Voyage e Parati.
É uma história e tanto. A Audi, para resumir bem, é foda.
Gabriel Bortoleto fez muitíssimo bem em apostar nesse projeto quando este se lhe apresentou. Para abraçá-lo, precisou abrir mão de uma posição até promissora de terceiro piloto da McLaren. Muita gente achou perigoso. Eu sempre disse: era o melhor caminho possível. O brasileiro não estava assinando, sei lá, com a Mahindra ou a BYD — que não têm tradição, história, vocação, DNA de competição. Era a Audi. Au-di. Quatro argolas. Gabriel tem talento e juventude e pode ficar muito, muito tempo no time. Vai ajudar a escrever uma história que — podem apostar — alcançará o objetivo traçado para 2030. Pelo mesmo motivo, no começo de 2024, falei: Carlos Sainz, hijo mio, se você tiver juízo, agora que foi chutado pela Ferrari, aceite o convite da Audi. É a Audi. Au-di.
Foi para a Williams. Não vai ganhar nada nunca.
Para Nico Hülkenberg, a Audi caiu como um presente dos céus. Estava praticamente aposentado quando foi resgatado pela Haas em 2023. Seu último campeonato completo tinha sido o de 2019. Entre 2020 e 2022 disputou quatro GPs substituindo titulares acamados. Ficaria a pé de novo quando a Haas decidiu mudar sua dupla para 2025. Mas aí as opções da Audi foram desaparecendo entre os nomes com alguma experiência e, assim, caíram quatro argolas no colo do veterano alemão. Terá uns três ou quatro anos belíssimos pela frente, entre outros motivos porque é bom piloto, sim.
Foi uma apresentação bonita, a da nova equipe. Fizeram a cerimônia em Berlim com classe e sobriedade. Os discursos foram menos entusiasmados e emocionantes do que poderiam ter sido. Esperava mais dos pilotos, inclusive. Maior reverência à marca e sua história, por exemplo. Especialmente por parte de Hulk, que é alemão e sabe do que se trata aquela estrutura toda. Mas aí é apenas uma impressão pessoal de quem conhece muito bem o passado da empresa de Ingolstadt. Talvez eu esteja romantizando um pouco as coisas.
Seja como for, o lançamento da Audi era o mais esperado do ano e não decepcionou. Teve uma grandiosidade que me pareceu proporcional ao momento, que é efetivamente histórico. Afinal, a marca que dominou os Grand Prix nos anos 30, a era pré-Fórmula 1, finalmente chegou à categoria da qual foi precursora. E levou mais de 75 anos para que isso acontecesse.
Uma apresentação, claro, bem mais relevante que a da Cadillac, a outra equipe estreante de 2026. Um arremedo de equipe, diga-se, que só existe porque sacanearam Michal Andretti e alguém percebeu que poderia ser um negócio lucrativo. O lançamento oficial do time dar-se-á no intervalo do Superbowl, em 9 de fevereiro. É a cara dos EUA, este país lamentável: relegar um time de F-1 à mesma condição de um comercial de maionese Hellmann’s, Doritos ou Budweiser.
Flavio Gomes segunda-feira, 19 de janeiro de 2026 11:14 9 comentários
SÃO PAULO(confuso) – Ou eu deveria escrever no título aí em cima TGR Haas? TGR, já expliquei outro dia, são as iniciais de Toyota Gazoo Racing, a divisão de corridas da montadora japonesa. O nome oficial da equipe passou a ser TGR Haas. OK. Mas na pintura revelada hoje, aparece só um GR grandão na lateral. De Gazoo Racing.
A Toyota precisa decidir como quer ser chamada. Toyota Racing? Toyota Gazoo Racing? Gazoo Racing? Gazoo Racing Toyota? Racing Toyota Gazoo?
Nomes à parte, pelo menos o que foi mostrado hoje no lançamento do VF-26 se parece com um carro de verdade, mas jamais vou afirmar que é, nestes tempos de IA — a moda no fim de semana foram vídeos com pilotos históricos novinhos se encontrando com eles mesmos mais velhos, incluindo alguns que já morreram como Senna e Lauda. VF, explico todos os anos, é de “very first”, que a Haas adotou quando lançou seu primeiro carro, em 2016. Já deixou de ser “first” faz tempo, mas ficou.
O carro é, previsivelmente, branco, vermelho e preto. A Haas é bem conservadora nisso. Só teve outras cores quando foi patrocinada por uma marca de energético que deu calote e pelo dinheiro russo do pai de Nikita Mazepin, que pagou e processou o time depois do cancelamento do contrato quando começou a guerra com a Ucrânia.
O que esperar da Haas em 2026? Não dá para saber nada do ponto de vista técnico, como direi em todos os lançamentos. Mas tem uma coisa, sim: observar Oliver Bearman. A gente vai observar bem.
Flavio Gomes sexta-feira, 16 de janeiro de 2026 20:07 17 comentários
SÃO PAULO(pague um, leve dois) – A Ford será a fornecedora de motores também da Visa Cash App Racing Bulls, a filial da Red Bull que a maioria chama de Racing Bulls, alguns de VCARB, eu de Débito ou Crédito?, com algumas variações. Era a antiga Toro Rosso, depois AlphaTauri. Antes ainda, quando nasceu, era a Minardi. Mas foi comprada pela Red Bull em 2005 e mudou de nome pela primeira vez em 2006.
A Ford foi a estrela da noite, porque está voltando à F-1 depois de 20 anos. Quando a Red Bull comprou a Jaguar e mudou o nome da equipe em 2005, a equipe (assim como a marca Jaguar) pertencia à Ford No primeiro ano de vida, inclusive, a Red Bull usou motores Cosworth, que na prática eram feitos pela Ford.
Há dois anos, depois que a Honda anunciou sua saída da F-1 — não saiu — e depois de fracassadas as conversas com a Porsche — não entrou –, alguém na Red Bull que tinha uma Belina ou um Escort lembrou da existência da Ford e bateu um fio interurbano para os EUA. Acabaram acertando uma parceria.
Mas a Ford não parte de uma folha em branco para fazer um motor. Na época da assinatura da parceria, a Red Bull já tinha comprado o espólio da Honda, contratou uns japas que trabalhavam no projeto dos motores que já utilizava e os rebatizou como RBPT, a saber: Red Bull Powertrains. Assim, a Ford entrou na bagaça com meio caminho andado. Até fábrica de motor em Milton Keynes já tinha. Estão trabalhando juntos, claro. O motor será chamado de Ford, evidente. Mas ele nasce de uma costela da Honda, disso não há dúvida.
Bom, a equipe e sua pintura, agora. Fizeram duas apresentações pelo preço de uma. Contrataram o mesmo bufê, os mesmos garçons, alugaram o mesmo espaço, a mesma empresa de manobristas e depois de mostrarem as cores da Red Bull, chamaram Liam Lawson e Arvid Lindblad para falar umas groselhas e mostrar a pintura do Por Aproximação é Aqui Atrás. Ele é branco na essência, com detalhes em azul escuro e o vermelho e amarelo da Red Bull. Ficou OK, nada demais. Gosto muito desse Hugo, que coloca seu nome nos carros e nos macacões dos pilotos. Um cara muito altruísta. Faltou grana pra fechar o orçamento? Chama o Hugo!
O logotipo do relógio Tudor, que está na asa traseira, sei lá por quê me lembra a Kilt.
(Usem o Google, queridos. E sim, sei quem é o Hugo, não precisa vir ninguém correndo aqui para dizer que não entendo nada. Faço literatura. F-1 é só pretexto.)
Flavio Gomes sexta-feira, 16 de janeiro de 2026 19:48 8 comentários
SÃO PAULO(retomando) – Ontem à noite, em Detroit, a Red Bull fez o lançamento de sua nova pintura. Não, não é do carro. O carro novo, só na pista. O que veremos nas próximas semanas, em todos os lançamentos, são maquetes e imagens de computador. Por isso, farei zero comentário sobre os carros que vão aparecer. Não há nada a dizer, exceto “bonito”, “feio”, “mais ou menos”. A não ser, claro, que apareça algum com antena parabólica no bico, três rodas de um lado e uma do outro, dois bancos para levar convidados ou asas revestidas de penas de avestruz.
Red Bull: mais ou menos. Trocaram o preto do corpo do carro pelo azul escuro meio metalizado mais próximo das cores das latas de energéticos. O resto, no padrão usado desde 2005: logotipo grandão na lateral, bico amarelo, Red Bull escrito nas asas dianteiras etc. O que não é novidade. A Red Bull nunca fez grandes estrepolias nos layouts de seus carros. Mudaram o formato do número. O #3 de Verstappen parece ter sido colocado dentro de um quadrado.
A apresentação aconteceu num prédio da Ford em Detroit que era a principal estação de trem da cidade, quiçá dos EUA, por que não do mundo? Construída em 1913 e desativada em 1988, a Michigan Central Station virou um edifício decrépito numa Detroit decadente, que foi comprado pela Ford em 2018 por US$ 90 milhões. Depois de anos de reformas, o prédio foi reinaugurado em 2024 com uso misto. Tem centro de tecnologia e pesquisa, hotel, bar, restaurante, escritórios, auditórios, cinema, puteiro, pista de dança, boate de striptease, templo religioso, sauna gay, sei lá o que tem, parece que tem um monte de coisa.
Flavio Gomes quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 21:23 24 comentários
SÃO PAULO(que horror) – Sim, sou ombudsman de IA e de textos corporativos. Que são feitos por IA. Leiam:
O conceito monocromático cria uma aparência marcante e premium, conectando-se a uma interpretação moderna do icônico escudo da Cadillac, servindo como um ponto visual marcante no carro. O grande brasão da Cadillac é posicionado de forma elegante na traseira para disfarçar as superfícies aerodinâmicas e ao mesmo tempo mostrar ousadamente o poderio da Cadillac no cenário mundial do esporte. O padrão geométrico de precisão da Cadillac é apresentado verticalmente por todo o carro, em uma sequência de acabamentos brilhante e fosco que ajudam a disfarçar a carroceria em uma exibição artística do DNA da marca. Linhas limpas e um uso contido de cores reforçam uma estética técnica e orientada ao futuro, alinhada às ambições de desempenho no mais alto nível do automobilismo global.
Essa aí é a descrição distribuída pela Cadillac disso aí embaixo.
Trata-se da pintura do carro da equipe para os testes de pré-temporada em Barcelona, de 26 a 30 de janeiro. Depois tem duas sessões no Bahrein, em fevereiro, mas aí o time vai com a pintura definitiva, que será apresentada no próximo dia 8 nos EUA.
Textos de IA são uma gigantesca picaretagem. Com todo respeito.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
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