ONE COMMENT

A Alfa Romeo mandou gigantesco press release para explicar as origens da música composta por um cabra aí que deu num “diálogo entre um carro de corrida e um piano”. Ficou, ó, uma merda.

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N’UOL

Estamos no meio da Copa, é quase impossível não falar de futebol. E na minha coluna de hoje no esportivo portal, lembro de uma pelada nos EUA enfrentando Schumacher.

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TAMBAY, 73

Foi-se mais um dos grandes. Patrick Tambay foi chamado pela Ferrari para substituir Gilles Villeneuve, numa das maiores tragédias da história da equipe. Honrou as cores de Maranello.

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REFORÇO PARA O BANCO

SÃO PAULO (não era sem tempo) – Finalmente a McLaren começa a usar seu exército de pilotos contratados para alguma coisa — já que nenhum dos conhecidos quis ir para a Fórmula E, que terá o famoso Jake Hughes como companheiro do laureado René Rast; laureado no DTM e com carros de Turismo, faça-se a ressalva. Álex Palou foi confirmado hoje como reserva do time para a F-1 em 2023.

Palou foi campeão da Indy em 2021. Espanhol, 25 anos, tem cinco vitórias no currículo e 15 pódios na categoria. Na F-1, andou nos treinos livres para o GP dos EUA neste ano e também fez testes em Barcelona e Spielberg. Vai continuar na Indy, mas pela Ganassi — vocês devem se lembrar do rolo recente, ele querendo sair, a Ganassi segurando o menino. Quando as datas não forem conflitantes, aparecerá no paddock de uniforme e fone de ouvido para qualquer emergência.

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ENCHE O TANQUE

SÃO PAULO (cada doido!) – O Rafael Vecchietti mandou a mensagem abaixo. Iniciou-se um diálogo por e-mail, que vocês vão entender um pouco mais abaixo…

Bom dia, Flavio. Estive este mês na Mauritânia, um dos países mais pobres e menos visitados do mundo, para cruzar o deserto do Saara a bordo de um vagão de minério de ferro no trem que cruza o país da cidade de Zuérat até a cidade litorânea de Nouadhibou. No caminho até o interior do país, feito a bordo das imparáveis Hilux, cruzei com estes precários postos de gasolina e logo lembrei do blog. Acredito que poucos leitores daqui já tenham ido à Mauritânia. “Fun fact”: na volta, com uns dias livres em Lisboa, me deparei com esse UMM, simpático carro português. Não sei se conheces, mas fica o registro. Abraços!

Muito bem. As fotos do carro português estão no fim do post e se quiserem, falem dele. Mas voltemos à Mauritânia. Perguntei ao Rafael que diabo ele foi fazer num vagão com minério de ferro no meio do deserto, se foi a trabalho, algo assim. A resposta:

Foi a turismo. Vi um cara no Instagram fazendo essa viagem em 2019 e esse ano ele organizou uma expedição pra lá. Num lapso de loucura proporcionado por esse Brasil, resolvi me meter nessa loucura. Aqui, um breve resumo

Ah, o carro português…

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FOTO(S) DO DIA

Inaugurada hoje em Brackley, às portas da Mercedes. Justíssima homenagem.

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LEGIÃO URBANA

Rara exceção de foto que não foi tirada por mim, mas a peruinha é tão linda, e sou tão maluco por uma dessas, que não resisti… Danilo Cândido mandou. E perto de casa!

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DICA DO DIA

Alessandro Reis conta a história do Rolls Royce de Erasmo Carlos aqui, em excelente reportagem com fotos idem. Aproveito para indicar este outro texto, com os carros que o gigante gentil adorava — entre eles um Karmann-Ghia que foi até baleado!

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CIAO, BELLO

Mattia Binotto: como no futebol

SÃO PAULO (acontece, mas só na Ferrari) – Mattia Binotto caiu, como qualquer bom técnico de futebol “prestigiado” pela diretoria antes de ser demitido. Hoje pela manhã a Ferrari emitiu um comunicado com as palavras de agradecimento de sempre para informar que o suíço (que tem nacionalidade italiana) deixa o cargo e a equipe em 31 de dezembro.

É duro para Binotto, 28 anos de casa, que desde molequinho sonhava em trabalhar em Maranello e conseguiu. Chegou em 1995, fez parte, como engenheiro de motores, daquele timaço montado por Jean Todt a partir de 1993, e em 2013 assumiu o comando dessa área na equipe. Em 2016, foi promovido a diretor-técnico. Em 2019, virou chefe geral, assumindo o lugar do ex-vendedor de cigarros Maurizio Arrivabene.

Binotto foi o quarto chefe de equipe da Ferrari desde o início da era híbrida, o que evidentemente não é algo que funcione num esporte tão sofisticado e complicado como a F-1. Antes dele, desde 2014, estiveram na função Stefano Domenicali, Marco Mattiacci e Arrivabene. Como comparação, as duas equipes dominantes da categoria, Red Bull e Mercedes, têm seus chefes no cargo desde 2005 (Christian Horner) e 2013 (Toto Wolff). Estabilidade — parece clichê, mas é assim — é algo essencial no mundo das corridas. Não dá para ficar trocando de técnico toda hora, a cada derrota em casa para um XV de Jaú da vida.

Binotto não vinha fazendo um trabalho desastroso, longe disso. Assumiu o manche da Ferrari em 2019 num rabo de foguete, foi vice-campeão de construtores, mas viveu um momento delicado na segunda metade do campeonato até hoje mal explicado. A equipe foi pega na mentira, como diria nosso Erasmo, e descobriu-se alguma irregularidade motorística que poderia ter rendido multa e/ou punição pesadíssimas.

A FIA passou uma flanela e ninguém sabe exatamente o que a Ferrari estava fazendo de errado, mas deve ter sido algo grande, porque em 2020 o time fez um campeonato pavoroso, terminando o Mundial em sexto lugar — atrás de Mercedes, Red Bull, McLaren, Racing Point e Renault. Um vexame.

Mas aí Binotto começou a colocar ordem na casa, subiu para terceiro no ano passado e para o vice nesta temporada. Um ano que teve início auspicioso, com duas vitórias nas três primeiras corridas e um vislumbre de título, quem sabe…

Só que a maionese desandou. Uma sequência de erros de estratégia, quebras e trapalhadas dos pilotos foi empurrando a Ferrari para o abismo — que no caso, atualmente, é não lutar para ser campeã de nada. Junte-se aos maus resultados de pista um ambiente político quase sempre tóxico, que parece só ter funcionado nos anos de glória de Todt, Ross Brawn, Schumacher & cia. A Ferrari vive em ebulição. Binotto foi alçado ao cargo por Sergio Marchionne, que morreu em 2018. O novo CEO da companhia, Louis Camilleri, gostava dele, mas no fim de 2020 pegou o boné e foi embora. John Elkann, presidente da empresa e herdeiro de Gianni Agnelli — a Ferrari ainda é um negócio de família, embora tenha acionistas de todos os cantos –, nomeou como seu sucessor Benedetto Vigna, um sujeito que ganhou fama e fortuna como inventor de sensores para airbags. Elkann não é fã de Binotto. Vigna nem sabe direito quem é Binotto.

Em 2022, a Ferrari conseguiu quatro vitórias, 12 poles e 20 pódios. A última vitória aconteceu em julho na Áustria, com Leclerc. O monegasco, dizem os fofoqueiros da imprensa italiana, não conversa com Binotto desde o GP da Inglaterra, não manda mensagem nem curte suas fotos no Instagram. Também teria tido algum peso na demissão do chefe — que, oficialmente, pediu para sair numa “decisão dura”, segundas suas próprias palavras.

Sucessor? A equipe vai ter de cortar um dobrado, porque precisará não só de um chefe para ficar sentadinho no pitwall apertando botões e falando pelo rádio, como também de um novo diretor-técnico, já que Binotto acumulava as funções. Esse cargo talvez seja mais difícil de preencher que o outro, e alguém de dentro da estrutura deve ser promovido. Para boi-de-piranha, dar entrevistas, assumir as derrotas e comemorar as vitórias, o principal candidato, neste exato instante, é o francês Frédéric Vasseur. Ele é o chefe da Alfa Romeo e já trabalhou com Leclerc nos primeiros anos do piloto na F-1. Antes, montou a ART com Nicolas Todt e foi campeão da GP2 com Rosberg e Hamilton. Depois, fundou a empresa que até hoje faz os chassis da Fórmula E, a Spark. Também chefiou a Renault na F-1. E é acionista da Sauber, que toca a operação da Alfa e, a partir de 2026, levará no bico as quatro argolas da Audi.

Um chamado da Ferrari é sempre atraente, mas Vasseur não está desesperado atrás de emprego. Dependendo das negociações com a Audi, pode assumir o papel de liderança do projeto alemão na F-1, um trabalho de longo prazo. Em Maranello, pode durar bastante — ninguém sabe. Mas, também, pode cair em dois meses se perder para o Noroeste de Bauru. Mesmo jogando melhor, metendo cinco bolas na trave e tendo dois gols anulados injustamente.

Tem gente falando em Ross Brawn, que vai deixar a Liberty e o comando técnico da F-1. Uma espécie de sebastianismo italiano. Não se deve descartar. Mas não é muito prudente fazer apostas certeiras, agora. Melhor esperar pela fumacinha vermelha que anuncia “habemus chefus” em Maranello.

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N’UOL

Dos tempos em que a amarelinha não vestia fascistas dementes… É tema da coluna de hoje no futebolístico portal. Para ler, clique aqui.

Nürburgring, 2002: outros tempos da camisa da CBF
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