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A Alfa Romeo mandou gigantesco press release para explicar as origens da música composta por um cabra aí que deu num “diálogo entre um carro de corrida e um piano”. Ficou, ó, uma merda.
A Alfa Romeo mandou gigantesco press release para explicar as origens da música composta por um cabra aí que deu num “diálogo entre um carro de corrida e um piano”. Ficou, ó, uma merda.
Estamos no meio da Copa, é quase impossível não falar de futebol. E na minha coluna de hoje no esportivo portal, lembro de uma pelada nos EUA enfrentando Schumacher.

Foi-se mais um dos grandes. Patrick Tambay foi chamado pela Ferrari para substituir Gilles Villeneuve, numa das maiores tragédias da história da equipe. Honrou as cores de Maranello.



SÃO PAULO (não era sem tempo) – Finalmente a McLaren começa a usar seu exército de pilotos contratados para alguma coisa — já que nenhum dos conhecidos quis ir para a Fórmula E, que terá o famoso Jake Hughes como companheiro do laureado René Rast; laureado no DTM e com carros de Turismo, faça-se a ressalva. Álex Palou foi confirmado hoje como reserva do time para a F-1 em 2023.
Palou foi campeão da Indy em 2021. Espanhol, 25 anos, tem cinco vitórias no currículo e 15 pódios na categoria. Na F-1, andou nos treinos livres para o GP dos EUA neste ano e também fez testes em Barcelona e Spielberg. Vai continuar na Indy, mas pela Ganassi — vocês devem se lembrar do rolo recente, ele querendo sair, a Ganassi segurando o menino. Quando as datas não forem conflitantes, aparecerá no paddock de uniforme e fone de ouvido para qualquer emergência.
SÃO PAULO (cada doido!) – O Rafael Vecchietti mandou a mensagem abaixo. Iniciou-se um diálogo por e-mail, que vocês vão entender um pouco mais abaixo…




Bom dia, Flavio. Estive este mês na Mauritânia, um dos países mais pobres e menos visitados do mundo, para cruzar o deserto do Saara a bordo de um vagão de minério de ferro no trem que cruza o país da cidade de Zuérat até a cidade litorânea de Nouadhibou. No caminho até o interior do país, feito a bordo das imparáveis Hilux, cruzei com estes precários postos de gasolina e logo lembrei do blog. Acredito que poucos leitores daqui já tenham ido à Mauritânia. “Fun fact”: na volta, com uns dias livres em Lisboa, me deparei com esse UMM, simpático carro português. Não sei se conheces, mas fica o registro. Abraços!
Muito bem. As fotos do carro português estão no fim do post e se quiserem, falem dele. Mas voltemos à Mauritânia. Perguntei ao Rafael que diabo ele foi fazer num vagão com minério de ferro no meio do deserto, se foi a trabalho, algo assim. A resposta:
Foi a turismo. Vi um cara no Instagram fazendo essa viagem em 2019 e esse ano ele organizou uma expedição pra lá. Num lapso de loucura proporcionado por esse Brasil, resolvi me meter nessa loucura. Aqui, um breve resumo.
Ah, o carro português…



Rara exceção de foto que não foi tirada por mim, mas a peruinha é tão linda, e sou tão maluco por uma dessas, que não resisti… Danilo Cândido mandou. E perto de casa!

Alessandro Reis conta a história do Rolls Royce de Erasmo Carlos aqui, em excelente reportagem com fotos idem. Aproveito para indicar este outro texto, com os carros que o gigante gentil adorava — entre eles um Karmann-Ghia que foi até baleado!




SÃO PAULO (acontece, mas só na Ferrari) – Mattia Binotto caiu, como qualquer bom técnico de futebol “prestigiado” pela diretoria antes de ser demitido. Hoje pela manhã a Ferrari emitiu um comunicado com as palavras de agradecimento de sempre para informar que o suíço (que tem nacionalidade italiana) deixa o cargo e a equipe em 31 de dezembro.
É duro para Binotto, 28 anos de casa, que desde molequinho sonhava em trabalhar em Maranello e conseguiu. Chegou em 1995, fez parte, como engenheiro de motores, daquele timaço montado por Jean Todt a partir de 1993, e em 2013 assumiu o comando dessa área na equipe. Em 2016, foi promovido a diretor-técnico. Em 2019, virou chefe geral, assumindo o lugar do ex-vendedor de cigarros Maurizio Arrivabene.
Binotto foi o quarto chefe de equipe da Ferrari desde o início da era híbrida, o que evidentemente não é algo que funcione num esporte tão sofisticado e complicado como a F-1. Antes dele, desde 2014, estiveram na função Stefano Domenicali, Marco Mattiacci e Arrivabene. Como comparação, as duas equipes dominantes da categoria, Red Bull e Mercedes, têm seus chefes no cargo desde 2005 (Christian Horner) e 2013 (Toto Wolff). Estabilidade — parece clichê, mas é assim — é algo essencial no mundo das corridas. Não dá para ficar trocando de técnico toda hora, a cada derrota em casa para um XV de Jaú da vida.


Binotto não vinha fazendo um trabalho desastroso, longe disso. Assumiu o manche da Ferrari em 2019 num rabo de foguete, foi vice-campeão de construtores, mas viveu um momento delicado na segunda metade do campeonato até hoje mal explicado. A equipe foi pega na mentira, como diria nosso Erasmo, e descobriu-se alguma irregularidade motorística que poderia ter rendido multa e/ou punição pesadíssimas.
A FIA passou uma flanela e ninguém sabe exatamente o que a Ferrari estava fazendo de errado, mas deve ter sido algo grande, porque em 2020 o time fez um campeonato pavoroso, terminando o Mundial em sexto lugar — atrás de Mercedes, Red Bull, McLaren, Racing Point e Renault. Um vexame.
Mas aí Binotto começou a colocar ordem na casa, subiu para terceiro no ano passado e para o vice nesta temporada. Um ano que teve início auspicioso, com duas vitórias nas três primeiras corridas e um vislumbre de título, quem sabe…
Só que a maionese desandou. Uma sequência de erros de estratégia, quebras e trapalhadas dos pilotos foi empurrando a Ferrari para o abismo — que no caso, atualmente, é não lutar para ser campeã de nada. Junte-se aos maus resultados de pista um ambiente político quase sempre tóxico, que parece só ter funcionado nos anos de glória de Todt, Ross Brawn, Schumacher & cia. A Ferrari vive em ebulição. Binotto foi alçado ao cargo por Sergio Marchionne, que morreu em 2018. O novo CEO da companhia, Louis Camilleri, gostava dele, mas no fim de 2020 pegou o boné e foi embora. John Elkann, presidente da empresa e herdeiro de Gianni Agnelli — a Ferrari ainda é um negócio de família, embora tenha acionistas de todos os cantos –, nomeou como seu sucessor Benedetto Vigna, um sujeito que ganhou fama e fortuna como inventor de sensores para airbags. Elkann não é fã de Binotto. Vigna nem sabe direito quem é Binotto.
Em 2022, a Ferrari conseguiu quatro vitórias, 12 poles e 20 pódios. A última vitória aconteceu em julho na Áustria, com Leclerc. O monegasco, dizem os fofoqueiros da imprensa italiana, não conversa com Binotto desde o GP da Inglaterra, não manda mensagem nem curte suas fotos no Instagram. Também teria tido algum peso na demissão do chefe — que, oficialmente, pediu para sair numa “decisão dura”, segundas suas próprias palavras.
Sucessor? A equipe vai ter de cortar um dobrado, porque precisará não só de um chefe para ficar sentadinho no pitwall apertando botões e falando pelo rádio, como também de um novo diretor-técnico, já que Binotto acumulava as funções. Esse cargo talvez seja mais difícil de preencher que o outro, e alguém de dentro da estrutura deve ser promovido. Para boi-de-piranha, dar entrevistas, assumir as derrotas e comemorar as vitórias, o principal candidato, neste exato instante, é o francês Frédéric Vasseur. Ele é o chefe da Alfa Romeo e já trabalhou com Leclerc nos primeiros anos do piloto na F-1. Antes, montou a ART com Nicolas Todt e foi campeão da GP2 com Rosberg e Hamilton. Depois, fundou a empresa que até hoje faz os chassis da Fórmula E, a Spark. Também chefiou a Renault na F-1. E é acionista da Sauber, que toca a operação da Alfa e, a partir de 2026, levará no bico as quatro argolas da Audi.
Um chamado da Ferrari é sempre atraente, mas Vasseur não está desesperado atrás de emprego. Dependendo das negociações com a Audi, pode assumir o papel de liderança do projeto alemão na F-1, um trabalho de longo prazo. Em Maranello, pode durar bastante — ninguém sabe. Mas, também, pode cair em dois meses se perder para o Noroeste de Bauru. Mesmo jogando melhor, metendo cinco bolas na trave e tendo dois gols anulados injustamente.
Tem gente falando em Ross Brawn, que vai deixar a Liberty e o comando técnico da F-1. Uma espécie de sebastianismo italiano. Não se deve descartar. Mas não é muito prudente fazer apostas certeiras, agora. Melhor esperar pela fumacinha vermelha que anuncia “habemus chefus” em Maranello.
Dos tempos em que a amarelinha não vestia fascistas dementes… É tema da coluna de hoje no futebolístico portal. Para ler, clique aqui.

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