Flavio Gomes terça-feira, 25 de outubro de 2022 20:19 Nenhum Comentário
Foto enviada pelo professor Daliton da Silva: “Essas bombas ficam na oficina de manutenção da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), maior instituição de ensino pública do Nordeste. Infelizmente diversos setores da universidade estão assim, carecendo de uma reforma. Espero sinceramente que, caso haja mudança de governo, tudo isso seja reformado. Mas que se mantenham as simpáticas bombas de combustível dos anos 70”.
Flavio Gomes terça-feira, 25 de outubro de 2022 15:08 8 comentários
SÃO PAULO (inacreditável) – Hoje, lembra o Alexandre Neves, faz 25 anos deste empate triplo no grid para o GP da Europa, em Jerez: 1min21s072 para Jacques Villeneuve, o pole, Michael Schumacher, o segundo a igualar o tempo, e Heinz-Harald Frentzen, o terceiro. Era decisão. Começou assim. Como dizia o outro, meninos, eu vi… Foi o final de campeonato mais dramático que acompanhei num autódromo. Depois veio Interlagos/2008, Massa x Hamilton, mas por alguma razão esse de 1997 me fala mais ao coração.
Flavio Gomes segunda-feira, 24 de outubro de 2022 18:23 38 comentários
A IMAGEM DA CORRIDA
Alonso esgotado: punido cinco horas depois da corrida
SÃO PAULO (domingo acaba) – Não gosto de eleger como imagem da corrida um “frame” da transmissão da TV, mas tem a ver com o “day after” do GP dos EUA. Ou o “hours after”, no caso, porque foram necessárias cinco horas para que os comissários esportivos punissem Fernando Alonso, tirando dele o sétimo lugar na corrida algo heroico depois de sua decolagem no carro de Lance Stroll.
A punição parece correta quando se olha apenas para o que motivou o protesto da Haas: o espelho retrovisor estava se soltando e era perigoso. A Alpine, então, não poderia tê-lo devolvido à pista. Mas os comissários tiveram voltas e mais voltas para observar o risco de o espelho se soltar. Poderiam ter usado a bandeira específica para isso, preta com bola laranja no meio. Não o fizeram. Foram admitir, cinco horas depois, que deveriam ter alertado a equipe. É ridículo punir o piloto, ainda mais que, ao fim e ao cabo, nada aconteceu — o espelho se soltou, mas não acertou ninguém.
Pérez, quarto colocado com a asa quebrada: dois pesos e duas medidas
E se acharam OK uma punição com efeito retardado, por que Pérez não sofreu sanção nenhuma? Fez a primeira parte da corrida com um pedaço da asa dianteira se soltando, que poderia atingir outro piloto da mesma forma que o espelho de Alonso. E, no caso do mexicano da Red Bull, o protesto da Haas não foi aceito.
A Haas está na dela em protestar o resultado. Seu argumento é que o time sofreu punições duas vezes neste ano por situações semelhantes. É justo que peça um tratamento equânime. A Alpine vai recorrer dos 30s que Alonso tomou, atirando-o para a 15ª colocação e sacando pontos importantes da equipe. A FIA promete julgar o caso na quinta-feira anterior ao GP do México. O time francês também está na dele. Se Pérez saiu imune, não faz sentido meter a foice no espanhol.
O fato é que as decisões dos comissários e diretores de prova da FIA neste ano, para dizer o mínimo, têm sido inconsistentes demais. Quase dá saudade de Michael Masi.
A FRASE DE AUSTIN
“Fiquei pensando no acidente o tempo todo. Tudo que queria era que a corrida terminasse logo.”
Fernando Alonso
Assunto devidamente abordado, falemos agora dos grandes vencedores do fim de semana. E eles são, claro, Max Verstappen e sua equipe, a Red Bull. Fazem uma temporada impecável, em que pese o fato de que ainda terão de responder pelo estouro do teto de gastos no ano passado.
Mas isso é tema para os próximos dias. Por ora, fiquemos com os ecos de mais uma exibição de gala.
Jos e Max Verstappen: só motivos para festa
O NÚMERO DOS EUA
13
…vitórias no ano alcançou Max Verstappen, igualando o recorde para uma mesma temporada que tem ainda dois detentores empatados com ele: Michael Schumacher, em 2004, e Sebastian Vettel, em 2013. O número, pois, é 13.
Um dos grandes momentos do GP dos EUA foi o final da última volta, a disputa maravilhosa entre Magnussen e Vettel, vencida no fim pelo alemão da Aston Martin. Pareciam dois novatos lutando pela primeira vitória, mas valia apenas o oitavo lugar — que virou sétimo com a punição a Alonso.
O dinamarquês derreteu-se em elogios a Vettel. “Não parecia um piloto que vai parar de correr no fim do ano. Ter uma disputa dessas é algo que a gente não esquece nunca. Incrível o nível de pilotagem dele, foi uma das coisas mais legais da minha carreira”, falou o piloto da Haas, único a terminar a corrida com apenas uma parada. “Pena que perdi, claro que a gente fica puto quando perde, mas foi daqueles momentos que ficam para sempre.”
Magnussen e Vettel: disputa inesquecível em Austin
O resultado de Austin levou a Aston Martin aos 51 pontos, apenas um atrás da Alfa Romeo na luta pelo sexto lugar entre as equipes. Nas últimas dez corridas, o time ítalo-suíço de Bottas e Zhou marcou um único pontinho. A esquadra verde de Silverstone fez 35. A briga pela quarta colocação segue intensa, com a Alpine seis pontos à frente da McLaren: 144 x 138. Por isso que os franceses vão lutar para reconduzir Alonso à sétima posição. São pontos importantes.
Na McLaren, a discrepância entre Norris e Ricciardo é gigantesca. O inglês tem 109 pontos na classificação. O australiano, 29. Daniel saiu de Austin deprimido. “É muito duro viver o que estou vivendo. Não sei o que acontece, nada do que fazemos dá certo”, falou. Na corrida, entre os que terminaram, Ricciardo ficou à frente apenas de Latifi. Lando terminou em sexto.
Red Bull chega ao quinto título: fim da hegemonia da Mercedes
Como se sabe a Red Bull garantiu o título de Construtores matematicamente, com 656 pontos. Verstappen tem 391 e tem boas chances de, sozinho, marcar mais, ao final da temporada, que a Mercedes — que está em terceiro com 416. Os alemães eram campeões em sequência desde 2014. Oito anos seguidos, a maior hegemonia da história da F-1.
Chegou ao fim. Tudo chega.
GOSTAMOS & NÃO GOSTAMOS
GOSTAMOS muito dos três “velhinhos” ontem em Austin. Hamilton, 37, lutou pela vitória até o fim. Vettel, 35, foi buscar os pontos depois de cair para 13º por causa de um pit stop problemático da Aston Martin. Alonso, 41, decolou na traseira de Stroll, pousou com violência, seguiu em frente, correu atrás e, igualmente, chegou entre os dez primeiros — desconsideremos a punição. Três grandes exemplos de desportistas que, como disse Fábio Seixas em sua coluna no UOL, são comprometidos com suas histórias e sua profissão. Lewis ainda viveu o drama de ver seus freios remontados no grid. Um show dos veteranos. Não por acaso, juntos somam 13 títulos. 13 de novo.
Drama no freio de Hamilton……Alonso decola em Stroll……e Vettel luta: exemplos
NÃO GOSTAMOS de ver o CEO da Apple dando a bandeirada ao final da corrida. Tim Cook, o nome da figura. Como escrevi ontem, animado como se estivesse indo fazer exame de sangue. Não vou nem reproduzir a foto. Vejam no post do domingo.
Flavio Gomes domingo, 23 de outubro de 2022 17:56 34 comentários
Verstappen chega a 13 vitórias no ano: recorde igualado
SÃO PAULO (valeu, Didi!) – Max Verstappen igualou em Austin o recorde de vitórias na mesma temporada ao vencer pela 13ª vez no ano. Agora, três pilotos estão empatados nesse quesito histórico das estatísticas da F-1: ele, Sebastian Vettel (2013) e Michael Schumacher (2004). O GP dos EUA foi divertido. Teve algumas reviravoltas, erros, pole-position fora da prova na primeira volta, carro decolando, atuações divinas de veteranos como Alonso e Vettel e mais uma exibição de gala do bicampeão mundial.
Lewis Hamilton e Charles Leclerc completaram o pódio. Pérez foi o quarto colocado. O resultado deu o título mundial de Construtores à Red Bull com três provas de antecedência. É o quinto do time, que conquistou as taças de 2010 a 2013. Termina, assim, a incrível sequência de oito taças seguidas da Mercedes, de 2014 a 2021.
Equipe austríaca comemora: quinto título de Construtores
O GP dos EUA tinha uma Ferrari na pole, de Carlos Sainz. Alguma esperança de vitória, quem sabe, se acontecesse algo muito diferente. Mas começou muito bem, no modo ironia, a corrida do espanhol. Ele largou mal, viu Verstappen assumir a ponta e quando fez a primeira curva encontrou Russell no meio do caminho. Caiu para o fim do pelotão, entrou nos boxes e a corrida para ele acabou na primeira volta.
Os comissários acharam que Jorginho foi culpado pela batida. Eu, sinceramente, não achei. Mas o inglês levou um pênalti de 5s. Depois da corrida, dirigiu-se aos boxes do time italiano para pedir desculpas ao ferrarista. Se foi assim, então, quem sou eu para achar alguma coisa?
O toque entre Russell e Sainz: fim de prova para o espanhol
Quem começou muito bem a prova foi a dupla da Aston Martin, com Stroll se posicionando em terceiro e Vettel, em quinto. O alemão ganhou cinco posições na largada. Hamilton era o segundo e Russell, o quarto.
Max, assim, iniciou seu desfile por terras texanas. Sem nenhuma Ferrari por perto para atrapalhar, em três voltas já tinha mais de 2s sobre Lewis. Pérez, com o outro carro da Red Bull, começou a escalar o pelotão e, depois de uma largada bem honesta, passou Vettel na quarta volta e foi para a quinta posição. Russell, logo depois, passou Stroll e assumiu o terceiro lugar.
Na volta 13 Hamilton foi o primeiro da turma da frente a trocar pneus. Colocou os compostos duros e voltou em sétimo. Max, pelo rádio, perguntou: “O que eu faço agora?”. O engenheiro respondeu: “Você está livre, meu caro, para acelerar a seu bel-prazer”. Mas, em vez disso, ele parou na volta seguinte e fez o mesmo que Lewis: colocou pneus duros. Voltou em segundo. Pérez, sem pit stop ainda, era o líder. Mas logo depois foi para os boxes trocar pneus.
Bottas na brita: primeiro safety-car do dia
Na volta 18, Bottas rodou e foi parar na brita. O safety-car foi chamado. Dos cinco primeiros, Leclerc, em segundo, e Vettel, em quarto, não tinham parado ainda. E, um pouco mais atrás, Alonso, Ocon, Schumacher e Magnussen também não haviam feito pit stops. Claro, aproveitaram e foram aos boxes. Com todos de pneus novos, os dez primeiros eram Verstappen, Hamilton, Pérez, Leclerc, Russell, Vettel, Stroll, Gasly, Alonso e Norris.
A relargada aconteceu na volta 21, mas na 22ª um acidente violento fez o safety-car ser chamado de novo. Alonso foi para cima de Stroll, que jogou o carro para a esquerda de uma forma estapafúrdia — perderá posições no grid do México por isso. Se tocaram. O carro do espanhol decolou, aterrissou, lambeu o guard-rail e ele foi para os boxes ofegante e assustado. Incrivelmente, voltou à prova. Stroll abandonou, com seu Aston Martin todo arrebentado. Nunca é demais lembrar: serão companheiros de equipe no ano que vem.
Depois da corrida, Alonso, que terminou em sétimo com uma atuação exuberante (mas foi punido por causa de um espelho retrovisor que saiu voando e saiu da zona de pontos, como se verá mais adiante), disse que carregou o medo do acidente “no estômago” até o final da corrida. “Eu só queria que terminasse logo”, admitiu. Depois, explicou o episódio com alguma diplomacia. “Acho que foi azar, nem eu nem ele entendemos direito o que o outro iria fazer.”
Alonso decola: susto, medo e grande exibição depois
Mais uma relargada na volta 26 depois de recolhidos os destroços na pista, e nada de muito emocionante aconteceu. Max manteve a ponta, seguido por Hamilton e Pérez. Leclerc, em quarto, era o único que parecia disposto a atacar e brigar por alguma coisa. Os demais pareciam conformados com o que o destino lhes reservara.
Na volta 29, Charlinho partiu para o ataque, passou, mas perdeu o ponto na freada e não concluiu a manobra. Seguiu tentando. Na volta seguinte, mergulhou de novo sobre o mexicano e fez a ultrapassagem. Muito bonita, diga-se.
Na volta 35, Hamilton, que se mantinha em segundo com alguma estabilidade, parou de novo e colocou novo jogo de pneus duros. Voltou em sexto. A Red Bull chamou seu piloto na volta seguinte para uma segunda parada. Só que o pit stop foi lento, com uma complicação rara na hora de prender a roda dianteira esquerda. Leclerc, que parou junto, voltou à frente do holandês. Pérez e Russell eram os primeiros colocados, com o #63 da Mercedes atacando pesado o mexicano. Vettel vinha em terceiro. Hamilton, em quarto. Mas era o líder virtual da prova, porque quem estava à sua frente ainda precisaria parar mais uma vez.
Russell: desculpas a Sainz e melhor volta da corrida
Russell parou na 37 e voltou em sexto. Max, agora em quinto mais de 5s atrás de Hamilton e com Leclerc entre ele e o #44, tinha pneus médios, pelo menos. O bicampeão do mundo, mal-humorado que só ele, reclamou da parada pelo rádio. Eu, se fosse mecânico, ficaria puto com o cara. O ano todo acertando tudo, na hora em que dá um probleminha vem encher o saco? Se enxerga, rapaz!
Pérez parou na volta 39 e Vettel apareceu na liderança. Mas ninguém percebeu, nem deu importância. Porque na mesma hora Verstappen atacou Leclerc, passou e levou o X. Valia a terceira posição. Não desistiu. No fim da volta, foi para cima e superou o monegasco da Ferrari.
Vettel: chegou a liderar, caiu para o fim do pelotão, chegou nos pontos
Lewis passou a sonhar com a vitória, porque Max e Charlinho estavam se pegando lá atrás. Quando isso acontece, em tese os litigantes perdem tempo. Mas ainda tinha muita água para passar debaixo da ponte. Hamilton passou Vettel na volta 41 sem hesitar muito. Só que Max vinha voando, em terceiro. Sebastian foi para sua última parada na volta 42. A Aston Martin se atrapalhou toda no pit stop, estragando a corrida do alemão.
Hamilton, Verstappen e Leclerc, então, se posicionaram nas três primeiras colocações para a parte final da prova. Pérez, Russell, Magnussen, o indestrutível Alonso, Ocon, Albon e Norris eram os dez primeiros a 13 voltas da quadriculada. Max tinha 3s para descontar sobre o inglês da Mercedes.
Com pneus mais duros, seria praticamente impossível para Lewis segurar a liderança. Ele apostava num desgaste maior dos compostos médios de Verstappen, que ia descontando a diferença a conta-gotas. Na volta 49 do total de 56, Max baixou a diferença para menos de 1s. Com a asa móvel, ficou fácil. Na 50ª, enquadrou Lewis calculou o melhor momento, mergulhou no grampo e passou. Hamilton ainda ofereceu alguma resistência. Serviu para deixar a manobra mais bonita. Fez sua parte.
Leclerc: boa corrida, recuperação e pódio em terceiro
Atrás, as coisas também aconteciam com alguma beleza. Vettel, que havia despencado depois do mau pit stop da Aston Martin, se recuperou e voltou aos pontos. Alonso, com o carro todo torto, era o sexto. Magnussen, da sempre claudicante Haas, o oitavo.
Mas pensaram que acabou? Nada. Mesmo depois de ser ultrapassado, Lewis foi para cima de Verstappen. Pelo rádio, ia avisando a equipe: “Ele passou os limites da pista na curva 20! Agora foi na 9! Ele não pagou o condomínio! Ele parou o carro em cima da faixa de pedestres quando tirou a carteira de motorista! Ele colocou sal na cerveja de um amigo num churrasco! Ele mandou nudes pra Kelly!”.
Mas não tem milagre nessa hora. Rapidamente Max descolou de Hamilton e confirmou mais uma vitória. Foi a 33ª de sua carreira. Tornou-se o sexto maior vencedor da história, deixando Alonso para trás nas estatísticas. Hamilton ficou em segundo e Leclerc fechou o pódio, com Pérez, Russell, Norris, Alonso, Vettel, Magnussen e Tsunoda na zona de pontos. Mas o resultado não seria definitivo…
O comunicado da FIA: Alonso punido por “espelho voador”
Após a prova, a Haas entrou com um protesto na torre de controle contra Pérez e Alonso. Segundo a equipe, ambos estavam com seus carros em condições insatisfatórias de segurança. O mexicano da Red Bull, porque perdeu uma aleta da asa dianteira no início da corrida; o espanhol da Alpine, por ser devolvido à pista após o incidente com Stroll com o espelho retrovisor direito ameaçando cair. O time americano alegou que havia precedentes e que seus pilotos foram advertidos duas vezes neste ano em situações semelhantes.
E o espelho de Alonso acabou caindo, mesmo. Poderia ter acertado alguém, o que seria bem perigoso. A Alpine argumentou que estava monitorando a situação e que não havia ninguém atrás de Alonso quando o espelho se soltou. Não colou. Os comissários reconheceram que falharam ao não chamar o piloto para os boxes com a bandeira apropriada para isso — preta com círculo laranja no meio, indicando problemas de segurança no carro. E acabaram punindo o piloto do carro azul #14.
Demorou bastante para que tudo isso fosse analisado e discutido, e só às 23h de Brasília, cinco horas depois de terminado o GP, os comissários comunicaram que Alonso teria 30s acrescidos ao seu tempo total de prova, caindo para a 15ª posição e perdendo seus suados pontinhos. Vettel subiu para sétimo, seguido de Magnussen, Tsunoda e Ocon na zona de pontos. Um duro castigo para o asturiano.
Tim Cook: animadíssimoLeclerc: conformadoShaq e o troféu: jequiceMax chorando: por DidiLewis: “Estou aqui”Mag e Seb: bela disputa
Não se pode deixar de registrar a linda disputa entre Magnussen e Vettel na última volta e o mico do CEO da Apple, Tim Cook, dando a bandeirada com o entusiasmo de quem vai fazer exame de sangue. Os troféus foram trazidos naquele carro jeca de Shaquille O’Neal com chifres — o carro, não Shaq. Hamilton deu entrevistas otimista: “Ainda estou aqui. E vamos levar esse carro ao topo de novo no ano que vem”, prometeu.
No pódio, Verstappen chorou. A vitória veio num dia particularmente especial e emocionante para a Red Bull, que ontem perdeu seu fundador Dietrich Mateschitz.
Flavio Gomes sábado, 22 de outubro de 2022 20:26 4 comentários
Sainz na pole: terceira na temporada
SÃO PAULO (mas não leva…) – Carlos Sainz sai na pole amanhã em Austin. Mas não tem grandes expectativas de vitória no GP dos EUA. Mal saiu do carro, o espanhol já foi falando: “Foi uma volta boa, mas amanhã vai ser difícil, a Red Bull tem um grande carro em ritmo de corrida…” e por aí foi. O favoritismo está com Max Verstappen, que larga ao lado dele na primeira fila.
O segundo melhor tempo na classificação também foi ferrarista, de Charles Leclerc, mas o monegasco perderá dez posições no grid por troca de componentes de motor. Além dele, mais três pilotos começaram o dia punidos pelo mesmo motivo: Zhou, Pérez e Alonso perderam cinco posições cada. A Ferrari voltou a mostrar força em classificações, fazendo sua 12ª pole em 19 etapas desta temporada.
O sábado foi ensolarado e quente em Austin, com os termômetros marcando 30°C no início da sessão. No Q1, a surpresa entre os eliminados foi Esteban Ocon, em 18º. Ele se juntou a Magnussen, Ricciardo, Schumaquinho e Latifi na turma da degola. Ruim para o francês da Alpine, já que Alonso ficou em sétimo. “Não sei o que aconteceu”, disse, com sinceridade, o piloto do time azul. Ricciardo estancar no Q1 deixou de ser novidade. Sainz, com 1min35s297, foi o mais rápido na primeira parte da classificação, seguido por Leclerc, Verstappen, Hamilton, Pérez e Russell nas seis primeiras posições.
O Q2 riscou do COTA, pela ordem, Albon, Vettel, Gasly, Zhou e Tsunoda. O chinês da Alfa Romeo só não passou ao Q3 porque sua melhor volta foi cancelada por ter excedido os limites de pista. Sorte de Norris, que avançou em décimo. Leclerc fez o melhor tempo: 1min35s236. Verstappen, Sainz, Russell, Hamilton e Pérez fecharam o grupo dos seis primeiros.
Stroll: sétimo tempo, larga em quinto
A briga pela pole parecia destinada a uma luta entre Verstappen e Sainz, com as punições precoces de seus companheiros de equipe. A Mercedes também acalentava alguma esperança, com um desempenho melhor até do que a equipe imaginava. Só que ainda estava longe da Ferrari e da Red Bull no cronômetro. Max abriu a primeira rodada de voltas rápidas com 1min35s044, mas foi superado, de longe, por Charlinho – 1min34s624, 0s420 mais rápido. Na sequência, Sainz e Hamilton também passaram o holandês.
Verstappen saiu sozinho dos boxes, antes que todo mundo, para sua segunda tentativa de “flying lap”. Deu uma volta, aqueceu pneus, se preparou para abrir a volta rápida, mas passou lento pela reta dos boxes. Deu mais uma volta, e sentou o pé. Aí já estava todo mundo na pista. O cronômetro zerou e os pilotos foram fechando suas voltas. Leclerc melhorou um pouco: 1min34s421. Sainz mais ainda, pulando para primeiro com 1min34s356. Verstappen também fez uma volta melhor que a anterior, mas não foi o bastante: terceiro tempo, 1min34s448. Depois vieram Pérez, Hamilton, Russell, Stroll, Norris, Alonso e Bottas nas dez primeiras posições.
Assim, o espanhol da Ferrari acabou ficando com a pole, terceira de sua carreira – todas neste ano; as outras foram em Silverstone e Spa. Com as punições, Hamilton e Russell formam a segunda fila atrás de Carlos & Max.
O GP dos EUA começa amanhã às 16h.
Nas caixinhas do sábado, algumas notícias importantes do dia:
SARGENTO LOGAN – A Williams confirmou que Logan Sargeant será seu piloto em 2023. O americano, terceiro colocado na F-2, ainda precisa confirmar sua pontuação para a obtenção da superlicença, mas não está muito difícil. Na rodada dupla final da categoria, em Abu Dhabi, ele só tem de ficar entre os cinco primeiros na classificação. Está fácil. Será companheiro de Alexander Albon no ano que vem e os EUA terão um piloto de novo na categoria depois de oito anos. O último foi Alexander Rossi, que disputou cinco GPs pela Marussia em 2015.
Sargeant saindo dos boxes: primeiro americano desde 2015
A MORTE DE DIDI – “Didi” é como chamávamos Mateschitz, nós os jornalistas brasileiros, na intimidade de conversas de botequim. A morte do fundador da Red Bull, dominou as conversas no paddock antes da classificação. Aqui publicamos um breve obituário do empresário austríaco.
Mateschitz: fundador da Red Bull morre aos 78 anos
Flavio Gomes sábado, 22 de outubro de 2022 18:50 4 comentários
SÃO PAULO – A Red Bull anunciou há pouco a morte de Dietrich Mateschitz, fundador da empresa, aos 78 anos. Ele lutava contra um câncer. O empresário austríaco criou a companhia em 1984, tendo como sócio o tailandês Chaleo Yoovidhya. Este produzia a bebida Krating Daeng, que deu origem ao energético que ganhou o mundo a partir de 1987. Foi numa viagem de negócios à Tailândia que Mateschitz conheceu a bebida e se encantou com ela. Na época, ele trabalhava para a Blendax, empresa alemã de cosméticos que, entre outras coisas, fabricava cremes dentais.
Em 1995, a Red Bull chegou à F-1 como patrocinadora da Sauber. O primeiro pódio veio nessa temporada, com um terceiro lugar de Heinz-Harald Frentzen em Monza. A empresa chegou a ser dona de 60% da equipe. A parceria se desfez em 2001, quando Peter Sauber insistiu em contratar Kimi Raikkonen. Na época, dizia-se que a Red Bull queria o brasileiro Enrique Bernoldi.
No final de 2004, a Red Bull comprou a Jaguar, que pertencia à Ford, e em 2005 renomeou o time com sua própria marca. Tirou da Arden na F-3000 um jovem chefe de equipe, Chrisitan Horner, e contratou David Coulthard e Mark Webber. No final daquele ano, convenceu o projetista Adrian Newey a se juntar ao time recém-formado.
Depois, adquiriu o controle da Minardi e rebatizou a escuderia italiana como Toro Rosso a partir de 2006. Hoje a equipe se chama AlphaTauri. Na sequência veio a aquisição do A1 Ring, autódromo que hoje recebe o GP da Áustria de F-1. No futebol, a Red Bull é dona de equipes em vários países, como o RB Leipzig, da Alemanha, o Salzburg, na Áustria, o New York Red Bulls, nos EUA, e o Bragantino, no Brasil. Sua participação como patrocinadora em esportes radicais é um dos grandes “cases” de publicidade e marketing no mundo.
O sucesso na F-1 não demorou a vir, com as conquistas dos títulos de 2010, 2011, 2012 e 2013 com Sebastian Vettel. O alemão foi também o responsável pelas primeiras vitórias da marca. Na Itália, em 2008, Vettel ganhou pela Toro Rosso; no ano seguinte, na China, finalmente a Red Bull venceu com ele seu primeiro GP.
Depois de um período hegemônico da Mercedes a partir de 2014, a Red Bull voltou a ser campeã no ano passado com Max Verstappen, que bisou o título nesta temporada.
Flavio Gomes sexta-feira, 21 de outubro de 2022 22:58 8 comentários
Verstappen em Austin: dia morno
SÃO PAULO(pff) – Serei breve, bem breve, porque a sexta-feira foi daquelas mais sem graça que pão com margarina em Austin. No primeiro treino, cinco das dez equipes usaram pilotos não-titulares. Eram quatro estreantes (Álex Palou na McLaren, Théo Pourchaire na Alfa Romeo, Logan Sargeant na Williams e Robert Shwartzman na Ferrari) e um veterano (Antonio Giovinzazzi na Haas). É a cota de treinos livres para novatos que foi cumprida hoje no COTA, acrônimo para Circuit of the Americas. Nós, da América do Sul, agradecemos a deferência.
Os cinco foram os últimos colocados na sessão, e Giovinazzi ainda bateu, coitado. De todos, Sargeant é o único que foi avaliado de verdade, porque pode ser anunciado amanhã como titular da Williams para o ano que vem. É o que andam dizendo pelas hamburguerias do Texas. Sainz ficou com o melhor tempo.
As fotos mostram um pouco o que foi a primeira metade do dia em Austin. Da esquerda para a direita, em sentido horário, Palou todo animado, a folha de tempos, a enorme bandeira do Texas na sexta-feira ensolarada e quente, Vettel plantando árvores (foram 296, uma para cada GP que disputou), Mick Schumacher puxando o saco do chefe e Sainz com chapéu de xerife.
No segundo treino, de 90 minutos de duração, a Pirelli resolveu testar os pneus do ano que vem, e os tempos ficaram muito acima daqueles com os compostos deste ano. Resultados, pois, sem importância alguma. Mas, para registrar, a Ferrari ficou na frente de novo, desta vez com Leclerc.
Punições já foram anunciadas por troca de componentes de motor: Pérez e Zhou perderão cinco posições no grid. A cotação do dólar não será alterada por isso.
O dia bonito, pelo menos, serviu para os fotógrafos exercerem seus talentos.
Imagens dos primeiros treinos no COTA: pista “instagramável”, sem dúvida
Sem muito saco para ficar andando com pneus que só serão usados no ano que vem, muitos pilotos cumpriram logo suas voltas — ainda que com uma hora e meia de pista à disposição, as equipes limitam a quilometragem dos carros para não desgastar equipamento — e foram para os boxes bater papo com gente famosa, como Brad Pitt. Ele apareceu mais do que todo mundo na transmissão da TV.
No que se chama genericamente de “bastidores”, a FIA ofereceu um acordo à Red Bull no episódio do teto de gastos. Um troço meio secreto que não está cheirando bem. Se ofereceu acordo, é porque não aceitou as explicações para o estouro do orçamento. Mas por que não revelar a punição que o time vai sofrer? Está parecendo a patuscada de 2019 com a Ferrari, que cometeu fez alguma coisa errada com seus motores, foi pega no pulo, mas acabou não sendo punida publicamente.
Está tudo bem esquisito. Acho que as outras equipes não vão aceitar caladas esse tipo de conversinha a portas fechadas. Aguardemos os próximos capítulos.
Amanhã tem treino de novo às 16h e classificação às 19h, pelo horário de Brasília.
Jornalista, dublê de piloto, escritor e professor de Jornalismo. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. “Um multimídia de araque”, diz ele. “Porque no fundo eu faço a mesma coisa em todo lugar: falo e escrevo.”
O Dacia Logan que dividiu os 25 km de Nürburgring com Max Verstappen foi o grande herói do fim de semana nas pistas. O carrinho fabricado na Romênia acabou se transformando no xodó dos 350 mil esp...
1:10:23
CAMPEÃO TEEN (BEM, MERDINHAS #255)
Se conquistar o título deste ano, Kimi Antonelli o fará com 20 anos de idade, tendo começado a temporada oficialmente como um... adolescente! Depois de vencer as três últimas corridas com muita a...