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quarta-feira, 22 de outubro de 2014 - 17:19F-1

VAI FECHAR

byecat

SÃO PAULO (menos uma) – Depois dos últimos acontecimentos, a chance de a Caterham sobreviver no ano que vem é a mesma que a Portuguesa tem de não cair para a Série C. Ou seja: nenhuma.

Os caras que compraram a equipe de Tony Fernandes informaram hoje que vão devolvê-la ao empresário malaio. Isso porque, de acordo com os novos donos, Fernandes não cumpriu algumas obrigações contratuais estabelecidas no ato da compra — como a transferência de ações.

Fernandes, para todos os efeitos, volta a ser o dono da Caterham, já que a atual diretoria se retirou das atividades da equipe. Estou curioso para ver se o time consegue correr nos EUA. Em Sochi, Kobayashi abandonou a prova por ordem dos boxes e depois falou que ficou assustado com o estado em que seu carro se encontrava.

Acho que a FIA nem deixa os verdinhos irem para a pista em Austin.

A morte de qualquer equipe é uma pena, em geral. Mas, sendo sincero, das últimas que fecharam as portas só fiquei com dó da Super Aguri. A Hispania não deixou saudades. A Caterham também não vai deixar. E nem a Marussia, se também for para o vinagre. Essas três nanicas que se incorporaram ao grid em 2010 não fizeram nada de muito significativo na categoria. Justiça seja feita, no entanto, ao seu desempenho. Eu achava que as três teriam enormes dificuldades para cumprir a regra dos 107% e largar. E foram raríssimas as vezes em que isso não aconteceu.

23 comentários

  1. Douglas Arruda disse:

    Vou sentir salta da equipe, apesar da falta de resultados teve lá sua simpatia, especialmente nos dois primeiros anos, super prejudicados por aquele motor fraquinho da Cosworth. Tinham bons pilotos até.
    Depois veio a segunda fase, bons motores e taca-lhe novatos inexpressivos. Mudam as regras e veio o ano derradeiro..
    Comprei souvonirs no último GP da Hungria, guardarei com carinho. Só fico decepcionado com este final ridículo que estamos testemunhando. A chance de sobrevida agora é zero.
    Ah, alguém acha mesmo que o Tony Fernandes é aventureiro? Nada mais injusto! O problema é que o ambiente da fórmula 1 seguiu um caminho muito difere te daquele que motivou sua entrada. Imagino o quanto tenha sido difícil para as equipes se encaixar nesse regulamento escroto deste ano.
    Sinceramente, não gostaria de ver a ideia de três carros em pratica. Se for assim mesmo por falta de quórum, penso que o certame irá perder muito.

  2. Rodriguera disse:

    tudo bem pela notícia de que irão fechar mas sem forçar muito a crítica né….até pq só encararam a empreitada na F1 pela promessa do teto orçamentário

  3. Sidney Lombardo disse:

    Posso ter uma visão distorcida, mas entendo que até o início dos anos 90, a Fórmula 1 era tratada como um esporte. E os negócios eram um meio de se fazer o esporte funcionar. Atualmente é exatamente o oposto. O esporte é um meio de se fazer o negócio funcionar.

  4. Gustavo Oliveira disse:

    Acho um pena, apesar de pequena, sempre pareceu ser um equipe profissional, séria, isso até o Fernandes sair.

  5. Brabham-5 disse:

    Teria dó dessas nanicas se evoluíssem enquanto estiveram na F1.

    Mas, como vimos no caso do Bianchi e agora com a Caterham com o Koba, seus carros nada mais são que máquinas ruins que oferecem ainda por cima pouca segurança aos seus pilotos.

    Antes que matem alguém, melhor saírem do grid.

  6. Paulo disse:

    O negócio é que não basta um caminhão de grana. Se não for “amigo” dos baixinhos de cabelo branco, esquece…
    “F1 não é lugar para aventureiros” já dizia o filósofo Galvão Bueno há muitos anos atrás.

  7. Paulo Pinto disse:

    O Koba “mito” embarcou numa canoa furada. Bem, foi o que deu pra fazer com o dinheiro da “vaquinha”.

    E a vaquinha foi pro brejo.

  8. Flavio Bragatto disse:

    É difícil falar, pois as que chamamos “nanicas” são equipes que vieram do nada, e com um dinheiro juntado aqui e ali, montaram um pangaré e colocaram dois jóqueis com dinheiro para bancar as contas do ano e seguirem correndo.
    Acho que ninguém mais perde com a saída das nanicas, do que a própria Formula 1.
    A fatia do bolo é distribuída na mesma forma em que os países capitalistas distribuem a renda entre as classes, ou seja, quem tem mais, leva mais.
    Não há meio de uma equipe pequena, conseguir nadar com o nariz para cima do nível da água, então, eu considero que a Marussia (ex-Virgin) e Caterham (ex-Lotus verde) tenham durado o dobro da Hispania (quase ex-Campos).
    É foda ficar sempre andando lá atrás, mas a Toro Rosso (ex Minardi) e a Force India (ex Jordan) também andaram… e muito. E estão aí, depois de alguns (muitos) anos e o investimento de gente da grana, começam a colher frutos.
    Daqui a pouco, teremos Mercedes, McLaren, Ferrari e Williams com 3 carros cada uma, então seriam 12 no grid… vai ser triste.

    • José Marinho disse:

      E a equipe Mercedes F-1 que agora todo mundo fica elogiando, salvo engano meu, era a antiga Brabham, que teve o espolio comprado pela BAR, que se tornou Honda, virou Brawn GP e por fim Mercedes, penou tres anos com Schumacher um com Lewis e Nico, mas ai ja colhendo frutos, e agora esta sobrando, como diria Muricy Ramallho é trabalho , e dinheiro obviamente.

  9. Tiago Oliveira disse:

    A Hispania nao deixou saudade, pq já estrou falida, com suspensao metalica em pleno 2010, a Marussia é mais estranha, chegou sendo a Hi-Tech, projetando carro só utilizando CFD, com o patrocinio que tinha sido campeao, historico da Manor, e hoje ganhou um pontinho fazendo um feijao com arroz. A Catterham era a mais simpática, tinha uma dupla de pilotos estabelecids (enganadores), ressucitaram a marca Lotus e depois trouxeram a Catterham, sempre foi a que manteve mais material disponivel ao publico por um canal bem legal no youtube, mas aos poucoas as coisas foram ruindo, tentaram ano passado um casamento com a Renault que nao deu certo, esse ano foram pro tudo ou nada, desde o projeto ousadoà dupla de pilotos heterodoxa, e deu água. A USF1…

  10. José Marinho disse:

    A Caterham era at´simpatica quando era Lotus a Lotus verde, com boas pretenções do Fernandes, mas quando deu aquele embrolio e a Renault tomou o nome Lotus, acho que o malaio já desanimou um pouco, mas enfim esse tal grupo de investimento que comprou dele não passam de fanfarrões sequer aguentaram 3 provas no campeonato e já pedem o boné, Que tal algum sacudo brasileiro endinheirado compra-la a preço de ” banana..”? e ressuscitar a Coopersucar? ta facil…

  11. Marcos José disse:

    Procede a informação de que seria para a formação de uma nova equipe a compra das´instalações e maquinários do que sobraria do fim da Caterham e ela passaria a ser chamada de Forza Rossa (equipada com motores Renault), sendo chefiada por Colin Kolles com a sua sede transferida para a Alemanha?

  12. Bruno disse:

    Taí para aqueles que lá em 2009 defendiam uma F1 sem montadoras, equipes de “garagistas”… Acharam que qualquer um viraria uma Brawn da vida.

    Das 3 a única que conseguiu marcar algum ponto foi a Marussia (isso por que hoje os 10 primeiros pontuam) e olhe lá…

  13. Paulo Pinto disse:

    O destino é um tanto caprichoso. Das “nanicas”, a Caterham sempre se mostrou melhor preparada e com desempenhos encorajadores.
    No entanto, foi a Marussia que saiu do zero, salvando dois pontinhos (graças a Bianchi). Hoje, figura entre as 64 equipes que pontuaram na categoria.

    Vai entender.

  14. GIovanni disse:

    As nanicas, por piores que sejam, sempre contribuem revelando pilotos.

    Foi na Hispania que todo mundo viu o quanto o Ricciardo era bom, logo na estreia.

    Foi na Marussia que Bianchi mostrou que podia pular direto para uma Ferrari, até o acidente.

    A Carterham mostrou que piloto pagante, por mais dinheiro que traga, só serve pra tapar cheque sem fundo, pq no médio prazo é prejuízo na certa. A Caterham era a mais estruturada e começou a afundar depois que desfez a dupla Kovalainen-Trulli.

    • Marcos José disse:

      Acho que no momento que Caterham desfez a dupla Kovalainen-Trulli, eles contavam que tendo o dinheiro da Renault na parceria para a futura fabricação dos Alpines na sua fábrica (para manter a equipe), não teriam problemas. Mas com o rompimento do contrato pela Renault, o dinheiro começou a ficar curto e ela achou melhor aceitar pilotos pagantes; achando que assim poderia manter a equipe financeiramente e garantindo com isto o seu futuro.

  15. Jonny'O disse:

    Exatamente Flávio…foram surpreendentes até, na velocidade, foram muito melhor que muita coisa que passou pela historia da categoria.

    Mas essa competitividade está ligada a quem trabalha nessas equipes ,estes sim ,engenheiros ,mecânicos e artesões (sim um F1 muita coisa é feita a mão) ,estes com certeza faziam o seu melhor e sofriam e comemoravam independentes de seus patrões serem do “bem” ou não.

    O que lamento não é estes times abandonarem , isso faz parte do fracasso em uma F1 ….sempre foi assim , o grande problema foi o inicio da coisa, querer padronizar tudo e até o numero de vagas ,esse foi o maior dos crimes , poderiam usar a sexta feira pra fazer a peneira oras , e o próprio equilíbrio natural da disputa vai mantendo ou afastando os times …como era antes .

    E por ultimo este regulamento técnico, engessado , que mutila a criatividade de quem pode ser pobre ,mas talentoso ,e no fim sempre vencia na F1 ……exemplos….. Brabham,Maclaren ,Toleman, Tyrrel……….Brown.

  16. Marcio Vieira disse:

    Unica chance da F1 voltar a ficar legal é fazer o que a MotoGP sempre fez: Equipe de Fábrica e Equipe Satélite.
    As Equipes de Fábrica poderiam vender seu chassis para os nanicos.

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